Cartas - 19/05/2010

IRÃ-TURQUIA

, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2010 | 00h00

Que acordo é esse?

O resultado concreto desse acordo com o Irã é que o Ahmadinejad deve ampliar a sua capacidade de enriquecimento de urânio, ganha mais tempo e segue firme em seu propósito declarado de destruir o Estado de Israel. A diplomacia da ingenuidade confirma que é mesmo muito boa de marketing. O "cara" se faz parecer o Messias, fazendo água parecer vinho. Vai acabar mal, vai custar caro.

ANTONIO C. DA MATTA RIBEIRO

antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

Catalisador

Temo que o presidente Lula entre para a História como o agente catalisador da abertura das portas para os EUA darem o sinal verde a Israel para atacar as instalações nucleares no Irã. Esse ataque aéreo viria ao encontro da estratégia militar israelense de, quando em perigo, atacar primeiro. Óbvio que está sendo planejado nos mínimos detalhes, com armamento a ser testado nas cavernas nucleares da antiga Pérsia, quebrando uma aliança multimilenar entre os dois povos.

PEDRO JOHN MEINRATH telemake@terra.com.br

São Paulo

Credibilidade

O presidente Lulla disse que o mensalão nunca existiu, Ahmadinejad disse a mesma coisa com relação ao Holocausto. Sinceramente, dá para os EUA acreditarem num acordo assinado pelos "irmãos cara de pau"?

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Faz de conta

"Eu finjo que estou te convencendo, tu finges que estás convencido, fechamos um acordo. Eu ganho um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, tu ganhas um aliado e devedor nesse órgão. Depois, fazes o que quiseres e eu sempre poderei dizer que "não sabia de nada". É assim que o nosso partido age na nossa terra..."

ROSSANA BAHARLIA

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

Dúvida

Será que, depois da visita ao Irã, o presidente Lula passou a duvidar se o Holocausto realmente existiu?

ROBERT HALLER

robelisa@click21.com.br

São Paulo

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BUTANTAN

Biodiversidade

No Ano Internacional da Biodiversidade, o conhecimento sobre as espécies do planeta sofreu um golpe irreparável com o incêndio que aniquilou uma das mais relevantes coleções zoológicas, a do Instituto Butantan. Às vésperas do período eleitoral, é lamentável que se faça presente o descaso do poder público pelo acervo dos nossos museus, carentes de infraestrutura adequada para sua manutenção. Tal inércia vitimou dezenas de milhares de serpentes, aranhas e escorpiões, objeto dos mais variados estudos há mais de um século. Que o infortúnio desse episódio não tenha sido em vão, deflagrando, por parte de autoridades e do setor privado, o cuidado com o patrimônio da humanidade que são a fauna e a flora brasileiras.

ANDRÉ ETEROVIC E GISELE CRISTINA DUCATI, professores da Universidade Federal do ABC

andre.eterovic@ufabc.edu.br

Santo André

Vergonha

Durante 50 anos dedicados à ciência no Brasil, poucas vezes me senti tão chocado e envergonhado como no recente episódio da queima de um patrimônio biológico único no mundo. Durante vários anos, como diretor científico do Instituto Butantan (1997-

1998) e como diretor de um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid-Fapesp), criado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e com sede no Butantan, acompanhei inúmeras equipes de cientistas do mundo todo, alguns deles famosos, para conhecerem esse patrimônio, precariamente acomodado num galpão. A todos causou enorme impacto e admiração deparar não apenas com a riqueza daquele imenso patrimônio biológico, como com o trabalho de dezenas, talvez centenas de pesquisadores brasileiros e estrangeiros que dedicaram sua vida a criá-lo, durante mais de um século. A alguns dos convidados, como o diretor do Museu de História Natural de Paris, procurei explicar que, embora tivéssemos feito esforços para coletar e preservar o material genético daquela enorme variedade de animais brasileiros, modernizar e proteger esse patrimônio em instalações mais seguras e tornar estas mais adequadas a estudos, não havia encontrado interesse nem no instituto nem no governo do Estado. Teria sido possível obter recursos da iniciativa privada, ou mesmo de fundações internacionais. O prestígio dos membros do Conselho do Instituto Butantan perante a Fapesp, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Academia Brasileira de Ciências bastaria para alavancar esses recursos. Até quando devemos calar diante de gestões públicas tão descomprometidas com os interesses científico e da sociedade?

ANTONIO CARLOS MARTINS DE CAMARGO, professor titular da USP e pesquisador VI do Instituto Butantan (aposentado)

acmcamargo@butantan.gov.br

São Paulo

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JORNALISMO

Ano eleitoral

O artigo Cobertura eleitoral (17/5, A2), do professor Carlos Alberto Di Franco, é uma aula indispensável para todos nós, brasileiros, que vivemos as tensões de um ano eleitoral. Ele define com clareza e coragem o papel da nossa imprensa. E conclui: "O jornalismo de qualidade deve assumir o papel de memória da cidadania." Perfeito. Santo Agostinho disse que "a memória é a morada da alma". O jornalismo de qualidade será necessariamente a morada da alma nacional.

RODOLFO KONDER, diretor da Representação da ABI São Paulo

abi.sp@abi.org.br

São Paulo

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CELULARES

Dez dígitos

Se o acréscimo de dois dígitos ao número dos telefones móveis de São Paulo for reflexo de que a população está optando mais por celulares, é sinal de que, não de hoje, os altos impostos e as contas abusivas das operadoras de telefonia fixa se mantêm absurdamente. É bom que as operadoras abram o olho, antes que percam mais clientes. E que não abusem da boa vontade do consumidor.

HANS MISFELDT

hans.misfeldt@gmail.com

São Paulo

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"Gol de Lula? Dilma já ouviu falar em gol contra?"

LAUCIR VITULLI / SÃO PAULO, SOBRE A VIAGEM AO IRÃ

vitulli@terra.com.br

"Lulla quer é aparecer para o mundo e copiar seu "cumpañero" Hugo Chávez, apoquentando os EUA"

L. A. B. MORAES / SANTOS, IDEM

labmoraes@uol.com.br

"Até quando os paulistas vão aturar, omissos, o deboche da Infraero em relação a São Paulo, que a sustenta? Quantos mais precisam morrer em Congonhas?"

SYLVIO GAMA / RIO DE JANEIRO, SOBRE O TERMINAL PROVISÓRIO DO AEROPORTO DE CUMBICA

sngama@gmail.com

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TEMA DO DIA

PMDB confirma Temer como vice de Dilma

Deputado foi aprovado por unanimidade. Anúncio ocorrerá em 12 de junho na convenção do partido

"Não é possível um brasileiro consciente, que valoriza e preza a verdade, votar nessa dupla! Quanta incoerência."

ANA OLIVEIRA

"Michel Temer é um excelente candidato a vice. É competente e conta com apoio do PMDB, o maior partido do Brasil."

LAIRSON ROSA FERREIRA

"Temer não acrescenta nada à candidatura de Dilma. Serão dois mal-humorados ocupando o mesmo palanque."

ANTONIO CARLOS ANDRADE

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

SANÇÕES AO IRÃ!

Lulla vai ao Irã como mediador e assina um tratado de limites para enriquecimento de urânio. Foi tão acreditado pelo mundo afora que em apenas um dia todos os países que compõem o bloco de proteção mundial puseram em curso as sanções àquele país. A única coisa que nós, os 20% pensantes do País, podemos entender é que Lulla saiu enganado pelo amigão Ahmadinejad e que os maiores detentores de tecnologia do mundo, inclusive com um dos melhores grupos de espiões, detectaram que o Irã já está enriquecendo urânio com intenções nada pacíficas. Lulla, sonhador, achou que olhos nos olhos e aperto de mão fariam o que o mundo não conseguiu. Sua megalomania chegou a tal ponto que se achou acima de tudo e todos. Aterrissou de supetão. Santa ingenuidade! Esse ranço de pajé tupiniquim que acredita no deus Sol e deusa Lua ofuscou a razão do "noço" guia, cegando-o. Não se faz pacto com louco.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LUTA ESCATOLÓGICA

O tempo sempre será o senhor da razão. Nada neste mundo lhe escapa sem a devida correição. O presidente Lula, levado pelo desejo imoderado de vanglória e ostentação, não descortina o íntimo do fundamentalismo islâmico, que tem em sua base uma luta escatológica, e nunca política. O Irã quer a bomba não para usá-la, mas para o seu completo fortalecimento como República islâmica, e ameaçar o mundo civilizado, ''inimigos de Deus'', que devem ser rendidos e sumariamente destruídos, uma vez que seu regime é extreitamente ligado a grupos terroristas islâmicos por ideologia e interesses mútuos. Nada mudará seu pensamento, imerso num radicalismo que professa a ortodoxia que segue com rigor uma doutrina religiosa capaz de abrir fendas abissais no mundo civilizado contemporâneo. Eles não desistirão nunca de um artefato nuclear!

José Eduardo Victor victor@estadao.com.br

Jaú

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ACREDITE SE QUISER...

Lula anunciou financiamento de 1 bilhão de euros para o "Armadilmejá".

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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"O FEITO DE LULA EM TEERÃ"

O editorial com o título acima (18/5, A3) fez-me lembrar uma história que aconteceu na minha terra. Um bicheiro (chamemo-lo de Ahmadinejad) tinha sua banquinha em frente a um bar, situado numa esquina. O delegado (chamemo-lo de Barack Obama) intimou-o a sumir com aquela banca dali. O dono do bar (chamemo-lo de Lulla) interferiu e arrumou um quartinho nos fundos para que o bicheiro montasse ali sua banca. Na porta do quartinho ele colocou uma placa: ""jogo do bicho". Ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ÁGUAS DE COUVE

Lula deve retornar ao Brasil, depois de mais uma cansativa viagem, enrubescido e ainda mais ensimesmado, mais vaidoso do que nunca. O Irã assinou um tratado (o mesmo que lhe havia sido proposto anteriormente). Porém, não se esqueçam, o Irã de Ahmadinejad já havia assinado outro, há um ano, e não o cumpriu, daí os países ditos de Primeiro Mundo não acreditarem muito nessa conversinha. Esse tratado só serviu para engordar o ego do nosso reizinho, mas, muitos creem e eu também, de nada adiantará. Basta ler o Estadão de ontem para chegarmos a essa conclusão. Lula e o mandatário turco comemorando junto com Ahmadinejad, e este pensando: "Uma vez mais ganhei mais tempo e enganei os trouxas."

Carlos Eduardo de Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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ACORDO IRÃ-TURQUIA

Se fracassar, o espetáculo terá sido bombástico!

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A SOLUÇÃO É OUTRA GUERRA

O acordo Brasil-Irã-Turquia não passará de uma piada de mau gosto. Sabemos que o Irã vai continuar elevando o nível de enriquecimento de urânio, até construir sua bomba. Sabemos também que as Nações Unidas vão manter o plano de sanção contra o Irã. Só não sabemos por que o Brasil entrou nessa. O presidente Lula, agora, está como uma vitima de seqüestro: pedindo para que não façam nada contra o seqüestrador com medo de ser atingido. De uma coisa Lula pode está certo: sua intromissão no programa nuclear iraniano o colocou, definitivamente, no rol dos homens mais influentes do mundo. Agora, Lula da Silva só precisa cuidar para não perder essa posição para Fidel Castro, Hugo Chávez, Osama bin Laden, Saddam Hussein, Yasser Arafat, ou para o próprio Ahmadinejad. Quando eu vejo as Nações Unidas dependendo de decisões de lideres como Ahmedinejad e Lula para salvar o mundo, não tenho mais dúvida de que estamos declinando para o fim. Acho que o mundo já está precisando de uma nova guerra para que as bestas e os bestas voltem para os seus devidos lugares.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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SÓ POR CURIOSIDADE

Quantas centrífugas para enriquecimento de urânio estão instaladas no Brasil?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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POLÍTICA EXTERNA

Brasil e Irã juntos defendem uma ''nova ordem mundial'', depois Marco Aurélio Garcia explica melhor. Enquanto isso, o vice-presidente da República acaba de cria a ''bomba nuclear para fins pacíficos''. Essa nem Freud explica. O País está atingindo o cúmulo do ridículo.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ARRUMADINHO DE MESA DE BAR

Acostumado a enrolar brasileiros trouxas com sua conversinha de camelô de feira de artigos paraguaios, daqueles que costumam engambelar a clientela com argumentos do tipo ''la garantia soy yo'', seu Lulla pensou que ia levar o mundo na conversa. Caiu do cavalo! Afinal, como já dizia Winston Churchill, ''ninguém consegue enganar todo mundo o tempo todo''. Tão logo foram divulgados os termos do tal ''acordo de cavalheiros'' que teria sido firmado entre Lulla e Ahmadinejad, ficou evidente que tudo não passava de ''conversa mole pra boi dormir'', ou seja, algo análogo àqueles acertos de mesa de bar que normalmente são feitos com o firme propósito de não serem cumpridos. Pior do que Lulla ser feito de bobo por Ahmadinejad, só mesmo ter de aguentar a claque formada pela petralhada, claramente adestrada para bajular o ''poderoso chefão'', comemorando pelo que eles reputam ser um brilhante feito diplomático. Só falta agora começarem a colocar na cabeça dos incautos eleitores brasileiros a ''mentirada'' de que Lulla teria feito um acordo extraordinário, capaz de pôr fim ao imbróglio causado pelo aloprado líder iraniano, aquele que nega a existência do Holocausto durante a 2.ª Guerra Mundial e insiste em não reconhecer a legitimidade do Estado de Israel, tomado pela fixação de transformar o Irã em potência nuclear. Na verdade, esse ''acordinho de faz de conta'' serviu apenas para que Ahmadinejad ganhe tempo e tente adiar as sanções estipuladas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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BRASIL E IRÃ OU LULA E IRÃ?

A quem interessa a postura do Brasil no caso Irã?

Só ao Lula, Franklin Martins e Amorim!

É melhor ser amigo e parceiro dos EUA ou do Irã?

O Brasil não se interessa por isso e pode ser prejudicado comercialmente,assim como está sendo lesado com todas as bondades concedidas a Cuba, Haiti, Bolívia, Venezuela, países africanos, etc. Está na hora de acabar com isso!

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE E CHANCELER PREVARICARAM

O presidente Silva e o chanceler Amorim, do Brasil, cometeram crime de prevaricação ao se intrometerem na questão do urânio iraniano e devem ser punidos de acordo com a lei. O Irã, desnecessário dizer, é uma ameaça ao mundo livre, seu sanguinário presidente ofendeu os judeus ao negar o Holocausto e sua intenção de aniquilar o Estado de Israel é conhecida. O povo brasileiro não endossa a atitude do presidente e do chanceler.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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POTÊNCIAS QUEREM MAIS

Fechado o acordo com o Irã. E as grandes potências, segundo a imprensa, não se convenceram das intenções pacíficas do Irã.

O esforço do presidente Lula, criticado por alguns paises e até por brasileiros, com o auxílio do primeiro-ministro da Turquia, levou ao fechamento do acordo, que até o fim do ano passado era a exigência das grandes potências.

Agora, Estados Unidos, Israel e outros países passaram a não demonstrar confiança, querem mais: continuar pressionando o Conselho de Segurança da ONU, para novas sanções contra o Irã.

Será que efetivamente desejam a paz?

E justamente os países que mais detêm ogivas nucleares querem fazer pressão.

O Irã comprometeu-se a cumprir as determinações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), tão desejadas pelas potências.

Quem possui mais de 10 mil ogivas nucleares estocadas quer exigir ou impedir que o Irã enriqueça em outros países o urânio a 20%, adequado para o uso civil.

Uma vitória da diplomacia brasileira pela insistência do presidente Lula.

Tufi Jubran Tufi@kalunga.com.br

São Paulo

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ANTISSEMITISMO

Após as manifestações de afeto pessoal e o acordo firmado entre Lula e Ahmadinejad, percebemos somente ao fim de sete anos de governo petista que este tem apreço pelo antissemitismo.

Quero saber se agora, depois destas barbaridades diplomáticas cometidas por Lula, as sinagogas brasileiras permitirão a entrada dele durante o serviço religioso das próximas festas judaicas que estão por vir, tais como como Rosh Hashaná, Yom Kipur e Chanucá.

Aos que conhecem um pouco de história judaica afirmo que Lula não é Ahashverosh, Dilma não é Esther, mas com certeza Marco Aurélio Garcia é Haman.

Frederico d''Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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Contabilidade

Lulla acha que salvou o mundo, pensando que o Irã é somente um PT com caixa 2 atômico.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESARMAMENTO

Nenhum país, como os Estados Unidos, que estão em guerras contínuas desde a 2ª Guerra Mundial e desenvolvem armas ainda mais poderosas que as bombas atômcas lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki, à base de íons, micro=omds e mesmo armas climáticas, pode impedir qualquer outra nação de possuir essas armas.

Carlos Yushikazu Takaoka cy.takaoka@hotmail.com

São Paulo

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QUEM NÃO DEVE...

Para os americanos, por mais que se faça algo em prol de um pseudodesarmamento e/ou enriquecimento de urânio controlado, em solo estrangeiro, nada muda. A voz da América e seu pensamento são de que a qualquer hora e momento eles (americanos) serão atacados e são sempre passíveis de ameaça; ou seja, o mundo conspira contra eles. Será que já atentaram do porquê disso tudo? Já diz o ditado, quem não deve não teme...

Daniela J S Deberdt daniela_jacintho@uol.com.br

São Paulo

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LIÇÕES DA HISTÓRIA

Aos PILAs (Perfeitos Idiotas Latino-Americanos, categórica expressão do escritor cubano Carlos Alberto Montaner), que se regozijam com o ''acordo'' anunciado em Teerã, celebram a confrontação criada com os Estados Unidos e acreditam que, agora, a paz terá sido alcançada com a plácida, pacata e bem-intencionada teocracia iraniana.

''O segundo ponto a lembrar é que o tempo era um dos fatores essenciais. Todos os elementos estavam ali presentes para o surgimento de um conflito que poderia ter precipitado a catástrofe. Tínhamos populações inflamadas em alto grau, tínhamos extremistas de ambos os lados, prontos para agitar e provocar incidentes, tínhamos consideráveis quantidades de armas que de modo algum estavam restritas, apenas, a forças regulares. Portanto, era essencial que alcançássemos rapidamente uma conclusão, para que esta dolorosa e difícil operação de transferência pudesse ser executada o mais breve possível e concluída tão logo fosse viável, de forma ordeira, para que pudéssemos evitar a possibilidade de algo que poderia ter tornado inúteis todos os nossos esforços por uma solução pacífica...'' - trecho do discurso ''Paz para nossos tempo'', feito pelo primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain em 30/9/1938, comemorando o Pacto de Munique assinado com Adolf Hitler, por meio do qual a região dos Sudetos seria transferida para controle alemão. Seis meses depois, a Checoslováquia foi ocupada pelos alemães e deixou de existir como país; menos de um ano depois, a Alemanha invadiu a Polônia e começou a 2.ª Guerra Mundial.

(PS: texto do discurso disponível em inglês na Internet, http://www.wwnorton.com/college/ history/ralph/workbook/ralprs36.htm)

Flávio Calichman ibracal@uol.com.br

São Paulo

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PIRRAÇA?

Lula e Amorim estão fazendo o papel de advogados de porta de cadeia ao dar mais um tempo para o regime criminoso dos aiatolás em sua mistificação perante a comunidade dos países responsáveis.

A justificativa sugerida pelos petistas de que o Brasil assim está se resguardando de futuras restrições da ONU para o nosso plano de desenvolvimento nuclear não procede, pois até agora o nosso país agiu de acordo com os tratados internacionais que subscreveu e manteve as portas abertas para as inspeções da Agência Internacional de Energia Nuclear.

O acordo anunciado anteontem não traz nenhuma restrição para o regime do Irã, que já avisou no mesmo momento que vai continuar a enriquecer quantidades de urânio sem qualquer limitação e controle internacional e muito menos que vá permitir as inspeções da AIEA às instalações conhecidas ou secretas.

Em brevíssimo tempo o mundo verá mais uma vez que o Irã estará escarnecendo da credulidade desses intermediários afoitos na vã tentativa de trazer algum controle ao programa nuclear.

O que explica esta jogada da dupla Lula-Amorim? O espírito de pirraça perante os EUA ou a tola idéia que isso trará algum prestígio para o Brasil? Fazer o papel de defensores do governo sanguinário iraniano poderá trazer sérios prejuízos para os nossos melhores interesses políticos e comerciais.

Tomás Cavalcanti de Arruda tomasarruda@terra.com.br

São Paulo

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EXÉRCITO ATÔMICO

Qual a garantia que o presidente Lula pode ter de que Ahmadinejad vai cumprir sua palavra? Palavras vão ao vento e papéis podem ser rasgados. Como varrer Israel do mapa, desejo explícito do líder iraniano, sem usar a bomba atômica? Quem aplaude homens-bomba não exaltará exércitos atômicos?

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro

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ARMAÇÃO

A comunidade internacional e os EUA não devem levar a sério esse engodo protagonizado por Lula e Celso Amorin, sobre esse suposto acordo nuclear com o Irã. Para quem conhece de perto essa dupla mentirosa e mal-intencionada, que exalta regimes autoritários como Cuba e Venezuela, apoia incondicionalmente figuras como Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa, etc., protege organizações criminosas e terroristas como MST, Farc, mensaleiros, etc., e no auge da crise nuclear com a Coreia do Norte inventaram de querer instalar uma Embaixada brasileira nesse país, com tudo isso e muito mais, que não caberia aqui, está mais do que óbvio que o objetivo principal da dupla e asseclas é um enfrentamento ideológico como os EUA. E, claro, com objetivos eleitoreiros também, pois é sabido que nas bandas de cá quem discursa antiamericanismos ganha votos. Mais grave: a exposição negativa do Brasil perante o mundo civilizado, por tentar promover mais tempo para que o Irã alcance seu intento, que todo mundo já tem certeza qual é, a fabricação de armas nucleares. E muito mais grave ainda, de maneira deliberada, intencional, certamente combinada com o presidente iraniano. Tomara que os EUA e seus aliados não caiam nessa tremenda armação.

Antonio Henrique de Miranda Junior henriqmj@yahoo.com.br

São Paulo

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ROUBADA CULTURAL

Estive na Virada Cultural deste ano, entre a noite de sábado até o final das apresentações, na noite de domingo. O evento está de parabéns, os shows foram muito bons. Mas a segurança deixou a desejar.

Logo que cheguei, no bulevar da São João começou um empurra-empurra. Pensei que fosse só gente mal-educada, mas acabaram levando meu celular. No dia seguinte percebi como agiam os bandidos: em grupos de seis, sete pessoas (inclusive mulheres), eles começavam a forçar a passagem, quase derrubando alguns, e no meio da confusão metiam a mão nos bolsos, nas bolsas das pessoas em volta, que, com o tumulto, só percebiam o furto depois. Depois da ação, eles voltavam para trás bem rápido, escondendo os pertences furtados. Logo voltavam e faziam mais vítimas.

Eu fui ao evento do ano passado, tinha presenciado algumas confusões, mas nada tão escandaloso como neste ano. Perto do metrô do Anhangabaú, um rapaz de Ribeirão Preto pedia dinheiro porque tinham levado a carteira dele. Vi muita gente, muita mesmo, deixando de curtir os shows porque perdeu dinheiro, celular, câmera... Por sorte não levaram minha carteira, senão não sei como voltaria para casa.

Para não ficar só nas críticas, fica a sugestão: os policiais poderiam ficar também no meio do público, nos shows, mesmo que desarmados. Eu mesmo só não denunciei os bandidos porque não via policial nenhum por perto.

Sei que crimes assim são difíceis de impedir, mas uma ação mais eficaz é necessária para não transformar a Virada Cultural numa ''Roubada Cultural''. Isso não aconteceu com pouca gente, e a tendência é piorar.

Márcio Garoni marciogaroni@hotmail.com

Santos

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CATA-VOTOS

A Virada Cultural transformou todo o centro de São Paulo numa grande

Cracolândia e num mictório a céu aberto, diante da polícia, que tudo

observava sem poder agir, talvez seguindo ordens superiores. Nem as

estações do metrô escaparam da convivência obrigatória e inconveniente

com jovens bêbados e drogados no interior das composições ou dormindo

no chão das plataformas. O centro da cidade, já tão degradado, não

suporta mais estas modalidades de atividade cata-votos.

Leon Diniz leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

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IMPRÓPRIO PARA MENORES

Estivemos eu, meu marido e meus dois filhos na Praça Júlio Prestes para assistir ao show Palavra Cantada. Gostaria de dar os parabéns pelo evento, mas ficamos muito chateados por tudo o que presenciamos.

Nas proximidades da praça vimos crianças e adultos se drogando e a polícia, do lado, interditando ruas. No show, nas extremidades, adolescentes que passaram a noite deitados e se drogando. Um show maravilhoso e as pessoas o tempo todo sendo constrangidas por mendigos pedindo esmolas e abordando crianças. Meus filhos ficaram tão assustados que, apesar de adorarem as músicas do show Palavra Cantada, pediram para ir embora e muitos outros casais estavam fazendo o mesmo. Presenciamos um casal com um filho pequeno ir até alguns policiais e comentar sobre os adolescentes e os mendigos, e nada foi feito, nem se mexeram. A questão é social, mas o ambiente para se ter um evento desses precisa ser melhor, principalmente quando se trata de crianças.

Janaína Cristina Salvador janaina.cristina.salvador@hotmail.com

Santo André

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OPORTUNISTAS

A Virada Cultural de São Paulo é cada vez maior, eclética e melhor. É uma boa idéia de política pública que reúne cultura e educação. O "pai da criança", José Serra, que implantou a Virada enquanto prefeito, já sugeriu fazer o mesmo em toda capital brasileira. Precisa ter cuidado ou os oportunistas vão fazer o segundo feriado de carnaval do ano!

Tiago Vinícius Matos matostv@hotmail.com

São Paulo

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SEM ASSUNTO, MUITO MENOS CONTEÚDO

Se a notícia é nova ou não, não sei. Acabei de ouvir que dona DiLLma estará usando um novo chaveirinho, modelo Michel Temer! Na política deste país tudo é possível... Acredite se quiser!

José Roberto Rebello bob.olleber@gmail.com

São Paulo

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SLOGAN?

A infeliz chapa ao Senado pela dobradinha PT-PCdoB, composta por Marta ''relaxa e goza" Suplicy e o tal cantor de pagode Netinho "desce o braço na esposa" de Paula, vai ter qual slogan? "Me bate que eu gozo" ou ''relaxe e apanhe''?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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VOLTA DA CPMF

O fim da CPMF não tirou dinheiro da saúde, como disse a candidata petista, Dilma Rousseff. É o jeito petista de governar o responsável pela falta de recursos na saúde. Como não sabem o que é gestão, a saúde pagou o pato. E se a candidata não vê resultados práticos no fim da CPMF e quer recriá-la, deve ser porque não paga suas contas, pois todo cidadão sabe o quanto pagava para o governo.

José Carlos Cruz cruz.jc02@gmail.com

Osasco

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ÉTICA NÃO SE NEGOCIA

Correta a decisão do PSDB de contestar no TSE o programa do PT apresentado em cadeia nacional no rádio e na TV em 13/5, que foi uma descarada manifestação de apoio do Lula à sua candidata, Dilma Rousseff.

Os tucanos não poderiam cair, em hipótese alguma, na tentação de seguir os caminhos dessa desfaçatez do Lula, de regularmente desrespeitar as leis eleitorais.

Agora é a vez do TSE demonstrar à sociedade se as regras são para valer ou não! Porque somente declarações isoladas dos seus magistrados pela imprensa condenando esses abusos são insuficientes para garantir a normalidade cívica e ética no País...

E o corretivo precisa ser implacável!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ALEIVOSIAS

Fernando Gabeira, não liga pra dona Marta. É que na cabecinha dela só tem... Laquê.

Celia H. G. Rodrigues celitar@hotmail.com

São Paulo

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ACINTE

Marta Suplicy não perde mesmo seu perfil de pessoa acintosa. A vítima agora foi o pré-candidato ao governo do Rio Fernando Gabeira. Em vez de pronunciar-se sobre projetos e o que pretende fazer se eleita senadora, ao contrário, começa a campanha desferindo ofensas a outras pessoas. Quem usou uma frase chula, grosseira, dirigida desrespeitosamente a uma população que sofria agruras na crise dos aeroportos deveria ser mais comedida em suas assertivas. Parece que com o passar dos anos nada aprendeu.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PESQUISA

Fiz uma pesquisa a respeito do conselho que dona Marta nos deu. Uns ainda conseguem relaxar, mas gozar jamais.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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QUEM FALA O QUE QUER...

A sempre inoportuna ex-prefeita de São Paulo, mais uma vez, pisa no tomate, não sendo avalizada nem mesmo pela sua legenda. Pretendente a representante do Estado de São Paulo no Senado, o que para os paulistas é uma piada, ela apenas reforça e confirma o passado terrorista de sua companheira de partido, que sonha com a Presidência. A nós, paulistas, cumpre desprezar quem não tem a mínima condição de nos representar. Portanto, não desejamos ninguém do seu partido na Prefeitura, no governo do Estado, no Senado ou na Presidência. Essa postura infeliz pode levá-la ao mesmo resultado que colheu na última vez que disputou alguma coisa, pois o paulista ''rechaça e glosa''.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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DELICADEZA

Artigo publicado no Estadão em 15 de maio passado pela colunista Maria Rita Kehl destaca pontos importantes sobre convivência, cidadania e urbanidade dos paulistanos, sugerindo um tombamento da cidade inteira, não se construindo nem demolindo mais nada, e responsabilizando o capitalismo por todas as mazelas que afligem nossa metrópole, fazendo sérias e perigosas acusações que poderão causar-lhe inúmeros transtornos se não forem devidamente esclarecidas.

Acusa o setor da construção civil de ''comprar'' o poder público em nome de interesses de pessoas e ainda acusa o ''poderoso'' Secovi, ''maior sindicato do comércio imobiliário'' da América Latina, de compromissos com a Câmara Municipal, afirmando ainda que a Prefeitura é ''cliente'' do setor imobiliário.

A indústria da construção civil muito tem contribuído para o crescimento e desenvolvimento do País e o seu sindicato é tão ''poderoso'' como os sindicatos dos professores, bancários, CUT, Febraban e o sindicato dos metalúrgicos que até elegeu nosso presidente da República, que hoje, com alto índice de aprovação popular, alardeia o maior número de empregos com carteira assinada na construção civil e a maior redução do déficit habitacional, principalmente nas classes C e D, agora incrementada pelo programa Minha Casa Minha Vida, oferecendo moradia a quem antes nunca sonhava ter uma casa.

Sugiro à colunista, que tanto aprecia a poesia e a utopia, que em vez das citações de Baudelaire e Haussmann recorra ao nosso pernambucano Manuel Bandeira. Vou-me embora pra Passárgada, aqui eu não sou feliz, lá a existência é uma aventura...

Sergio d"Avila, arquiteto samvilar@uol.com.br

São Paulo

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DESCOBERTAS DE NOVAS RESERVAS

Sem dúvida nenhuma, as constantes e recentes descobertas de novas reservas de petroleo e gás nos enchem de orgulho, porém as bombásticas notícias de novos poços só fazem causar forte ilusão de prosperidade e fortuna, já se afirmando que ''Santos será uma nova Dubai...''

Não é bem assim, quando devemos entender que com a queda de consumo de hidrocarbonetos, frente à crise econômica mundial, o preço do produto está muito barato e o alto custo da sua prospecção não compensa sua extração - é mais barato importar. E ainda sabendo-se que os combustíveis derivados de reservas fósseis são altamente poluentes, e deveríamos investir mais no desenvolvimento de matrizes energéticas alternativas, especialmente fontes eólicas e marítimas. Ventos, sol e mar é que não nos faltam...

Outro aspecto negativo dessas notícias é a inflação dos preços do mercado imobiliário, ante as perspectivas de crescimento da procura e novas oportunidades de trabalho na área. O que realmente está faltando, é a explicação correta de todo o processo, desde a descoberta até a extração comercial dos produtos, o que demanda um longo tempo e, ainda, esse processo deverá ser terceirizado e feito com parcerias, mão de obra e tecnologias estrangeiras, em futuro não tão próximo e ao sabor das leis do mercado internacional.

Todas estas contestações não impedem que haja uma expectativa positiva dos nossos jovens com a possibilidade da criação de novos postos de trabalho, que poderão ser preenchidos com mão de obra local. Porém não devemos esquecer que somente serão aproveitados profissionais com sólida formação técnica, obtida em também sólidos cursos de qualificação.

Nesse aspecto, vemos o incremento de novos cursos de petróleo e gás, como novo modismo, sem que para isso exista um estudo mais acurado dos currículos e demandas da tecnologia específica - cremos que ainda não se cogitou de regulamentar a profissão tão abrangente de tecnólogo em petróleo e gás, quando se sabe que essa denominação nunca existirá para substituir os geólogos, químicos, mecânicos, eletricistas, analistas, engenheiros, médicos hiperbáricos e toda uma legião de especialidades em todos os níveis e diferentes qualificações já existentes e que formam o plantel humano de todas as fases do processamento extrativo, da logística do seu transporte e das políticas da sua comercialização.

Principalmente para trabalhar nas plataformas, verdadeiras ilhas artificiais de complexas tecnologias, enfrentar o isolacionismo e a autodependência, o perfil dos que lá trabalham é altamente sofisticado, assemelhando-se mais ao perfil de um marujo de navio de guerra, obedecidas normas rígidas de segurança, desprendimento e disciplina. Não seria um simples curso de Petróleo e Gás que formaria esse perfil tão peculiar à natureza do trabalho executado nas plataformas marítimas.

Cremos que muito mais importantes seriam as complementações de formação em cursos já existentes, especificamente para trabalhos especiais subaquáticos, em áreas extremamente perigosas, e preparação psicológica para permanência nesses isolados locais. Só esperamos e confiamos que a nossa limitada Santos não se transforme num imenso canteiro de obras, dormitório de guarnições das plataformas, concentração de oportunistas estranhos. E nossas praias, já combalidas com poluição, não venham a ser agredidas pelos inevitáveis vazamentos de petroleo.

Parodiando Vinicius de Morais, que os eufóricos me perdoem, mas a verdade é fundamental...

Lindolfo Pires Valdívia, professor aposentado e ex-consultor do METRÔ de São Paulo lindolfo_pires@hotmail.com

Santos

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PEDOFILIA

Acho que os dirigentes de nossa Igreja Católica sofrem do mesmo mal

dos nossos políticos quando reclamam da abordagem do tema pedofilia

pela imprensa. Qual é este mal? Estão muito longe da vida real da

sociedade, vivem em outro mundo, também um mundo da impunidade, e para

isso não é necessário ir à Irlanda, à Inglaterra ou aos Estados Unidos, é

só ir à minha cidade de Rio Claro (SP) e se

inteirar do ocorrido com o os alunos do Colégio Claret. E prestar

atenção na solução dada pela Igreja: transferir o possível

infrator para outra paróquia ou realidade.

Não vamos nos enganar, temos problemas no Brasil, sim, e a igreja daqui

continua adotando as mesmas soluções que agora estamos abominando no

além-mar.

Logo não posso concordar com o artigo do arcebispo-primaz do Brasil,

dom Geraldo Majella Agnelo (17/5, caderno Vida&).

Marcio Pascholati marcio.pascholati@yahoo.com.br

Rio Claro

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PATRIOTISMO

Li e reli a artigo de Joel Rufino dos Santos (Aliás, 16/5) e não entendi qual o problema do autor com os patriotas. Que o Dunga é um "jumento" como técnico, como foi como jogador, não se discute. Falar que usar como motivação o bordão ''ame-o ou deixe-o'' nos leva aos anos 70, ditadura militar, só faz sentido para os que tenham mais de 55 anos. Para os quarentões ou menos, essa afirmação não faz o menor sentido. Mas achar graça dos patriotas que quando ouvem o Hino Nacional se levantam, põem a mão no peito e cantam com orgulho é uma grande asneira, para dizer o mínimo. Precisamos acabar com esse patrulhamento de pseudointelectuais que não viveram a época e adoram escrever que tudo o que se refere a amor ao Brasil ou ao orgulho ser brasileiro é coisa da ''época da ditadura, coisa de milico''. O autor, pelas credenciais exibidas no final do artigo, deve saber exatamente o significado de xenofobia. Isso, sim, deve ser combatido, e não o sentimento de patriotismo que todos nós devemos ter.

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

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"UMA HERANÇA INDESEJÁVEL"

Ontem, no Estadão (A3), um editorial muito interessante e muito sério, sobre a verdadeira HERANÇA MALDITA que este governo vai deixar para nós, brasileiros, assumirmos. São um verdadeiro descalabro nossas contas públicas, visto que poderemos encerrar 2010 com R$ 2,2 trilhões, ou seja valor, equivalente 64,4% de todos os bens produzidos no Brasil, só como dívida do setor público. Haja "cumpanherada", visto que estes ganharam aumentos de até 576%, enquanto outros trabalhadores e aposentados, que não fazem parte do partido, ficaram à míngua. Mas, enquanto isso, o "cara" continua a distribuir nosso dinheiro pelo mundo com bondades, construindo portos e estradas em Cuba, sem olhar para a situação aflitiva que vivemos em nossos portos e estradas. Continua ele a fazer benesses, ao invés de governar o Brasil para o povo brasileiro. Agora mesmo falou que abriria um crédito de US$ 1 bilhão para o Irã. E nós? Santa Catarina, Rio de Janeiro, que tiveram tragédias recentes, quando logo o governo se antecipou (na mídia escrita, falada e televisada) em falar grosso, que mandaria R$ 200, 300, 400 milhões para ajudar as vítimas e ao Estado, para a reconstrução daquilo que a natureza derrubou. Isso foi o que a grande imprensa divulgou, mas na realidade ninguém está recebendo nada, e as vítimas estão na penúria. Por que a imprensa não procura informar aos seus ouvintes e leitores quanto dinheiro e quando cada situação de calamidade recebeu, e onde este dinheiro foi realmente aplicado? Pobres brasileiros que perderam tudo o que tinham, foram iludidos com falsas promessas e nada receberam. Até quando? Por favor, meus irmãos brasileiros, leiam o editorial do Estadão e reflitam. Esta é a verdadeira HERANÇA MALDITA que nos está sendo deixada por um desgoverno nunca antes visto na História do nosso país.

Claudio Szulcsewski claudio@trainnet.com.br

São Paulo

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A NOVA DIRETORIA DA PREVI

Ao substituir quase toda a diretoria da Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), o governo manda um recado: as grandes obras de infraestrutura do PAC precisam de investidores. Ora, o fundo, que detém R$ 142 BILHÕES em investimentos, atiça a cobiça do poder federal, pois mostra ser um dos maiores investidores isolados do Brasil. Os novos dirigentes, vindos da área executiva do Banco do Brasil, devem facilitar a viabilidade de projetos de interesse governamental. Perigo à vista para os associados, já que ninguém garantirá retorno financeiro certo para o fundo. Cabe ressaltar outro fato perturbador na relação BB-Previ: uma polêmica regra do antigo Conselho de Gestão da Previdência Complementar, atual Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a mais nova sinecura federal, determina a distribuição de parte do superávit acumulado ao completar três anos consecutivos. O banco achou-se no direito de incorporar, ao arrepio da norma disciplinadora, parcela desse presumido ganho aos seus balanços financeiros de 2008 e 2009. Enriqueceu seu patrimônio em cerca de R$ 8 bilhões à custa da Previ.

Walter Gonçalves waltergoncalves@skydome.com.br

Rio de Janeiro

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A NOVA DIRETORIA DA PREVI

Ao substituir quase toda a diretoria da Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) o governo manda um recado: as grandes obras de infraestrutura do PAC precisam de investidores. Ora, o fundo que detém R$142 BILHÕES em investimentos atiça a cobiça do poder federal, pois mostra ser um dos maiores investidores isolados do Brasil. Os novos dirigentes, vindos da área executiva do Banco do Brasil, devem facilitar a viabilidade de projetos de interesse governamental. Perigo à vista para os associados, já que ninguém garantirá retorno financeiro certo para o fundo. Cabe ressaltar outro fato perturbador na relação BB e PREVI. Uma polêmica regra do antigo Conselho de Gestão da Previdência Complementar, atual Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), a mais nova sinecura federal, determina a distribuição de parte do superávit acumulado ao completar três anos consecutivos. O Banco achou-se no direito de incorporar, ao arrepio da norma disciplinadora, parcela desse presumido ganho aos seus balanços financeiros de 2008 e 2009.Enriqueceu seu patrimônio em cerca de R$8 bilhões às custas da Previ.

WALTER GONÇALVES

Rio de Janeiro (RJ)

S

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