Cartas - 19/07/2010

, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2010 | 00h00

CRIME NA RECEITA

Hora de grandeza

Quando assisti ao filme Entre atos, que mostra os bastidores da campanha vitoriosa do então candidato Lula em 2002, tive uma boa impressão do homem que ganhou aquela eleição, apesar de não ter votado nele. Era um Lula sincero e lúcido. Na minha opinião, uma das melhores partes desse documentário é quando, já decretada a vitória do petista pelo TSE, o candidato derrotado, José Serra, telefona para cumprimentar o vencedor. A conversa é curta e civilizada. Lula, ainda na suíte presidencial de um hotel em São Paulo, acompanhado de dona Marisa e poucos assessores, agradece a Serra, dizendo-lhe que ele fora um adversário leal e finaliza chamando-o de "meu querido". Bons tempos, em que Lula ainda não tinha sido picado pela mosca azul. Outro momento em que pude ter essa sensação foi no velório de dona Ruth Cardoso, quando vimos Lula abraçar e consolar Fernando Henrique, numa pequena trégua em momento de luto. Uma rara cena entre ambos nos últimos 16 anos, pois, mesmo tendo as mesmas raízes políticas de oposição ao regime militar, acabaram tomando caminhos diferentes para chegar ao mesmo lugar, a Presidência da República. Hoje mais parecem água e óleo... Está na hora de Lula mostrar novamente grandeza política, não querendo fazer das tripas coração para sua candidata vencer a eleição, coibindo com rigor o crime de quebra de sigilo desses "neoaloprados" da Receita Federal contra o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. É um delito muito grave e reincidente no governo petista, visto que já havia sido cometido contra o caseiro Francenildo. Ao menos naquela ocasião houve demissões rápidas e até o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, caiu. No caso presente, duplo crime, pois conta com a agravante de que serviria de munição para novo dossiê, e até agora ninguém foi responsabilizado. A declaração do secretário Otacílio Cartaxo de que a investigação do crime levará 120 dias para ser concluída deveria ser interpretada como atestado de cumplicidade. Presidente Lula, chegou a sua vez de ser um adversário leal.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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Ordem de prisão

Alguém deixou de informar ao secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, que sigilosas são apenas as informações pessoais dos contribuintes, os servidores, aliás, os maus servidores (porque agem "com motivação duvidosa") não estão acobertados pela imunidade e/ou impunidade. Ademais, a dignidade da cidadania exige que perante os representantes do povo (por ele eleitos) as informações solicitadas devem ser dadas de forma completa. A rigor, portanto, depois de dizer aos senadores que sabia "o nome deles, onde estão lotados, o dia e a hora e a máquina que utilizaram", mas se negava a revelar, deveria ele ter sido objeto de uma ordem de prisão.

PEDRO L. DE CAMPOS VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES

A grande jogada

Parafraseando o técnico da seleção espanhola, uma eleição não é para fazer discurso, mas para vencer. De qualquer maneira, mais que estratégia - se aceita o desafio plebiscitário proposto por Lula (Demétrio Magnoli, 8/7, A2) ou se concentra as suas forças em nocautear a incógnita candidata governista (José A. G. Albuquerque, 14/7, A2) -, José Serra precisa saber que só ganha a partida quem não tiver medo de mostrar o jogo. Isso não quer dizer que se deva bater de frente, pois é driblando que se fazem as melhores jogadas e se mostra ao torcedor a supremacia sobre o adversário. Se o esporte imita a vida, a Copa do Mundo já mostrou que, entre um infundado favoritismo e uma incontestável competência, o vencedor geralmente é o segundo.

RICARDO D. DE CAMPOS SALLES

dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Ficha Limpa

Ela já pegou. Porque o contrário de limpa é suja e ninguém mais aguenta sujeira neste país.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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LIVROS

Confraria

Em seu artigo É o fim do livro? Rir para não chorar (16/7, A2), A. P. Quartim de Moraes faz, com muita propriedade, um prognóstico sobre o futuro do livro impresso e deixa claro que temos razões para nos sentirmos aliviados e preocupados ao mesmo tempo. Aliviados porque, como bem argumentou, o livro não vai acabar. E preocupados porque, de fato, muitas editoras adotam como critério de publicação o potencial comercial dos livros e dos autores. Parabéns pelo artigo e gostaria de me candidatar a fazer parte da tal Confraria dos Perigosos Conteudistas.

SIMON WIDMAN

simon.widman@esp2.com.br

São Paulo

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Outro não lido

"Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama a seu tempo o castiga." Do livro Provérbios, capítulo 13, versículo 24, da Bíblia Sagrada. Mais um livro que, é claro, Lula também não leu.

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PETROBRÁS

Capitalização

Este modelo de capitalização da Petrobrás é incompreensível para mim. Senão, vejamos. O poço Franco tem vazão estimada de 50 mil barris/dia. Digamos que, aliado a outros, cheguemos a 200 mil barris/dia, ou 72 milhões barris/ano. Ou, otimisticamente, que em cinco anos os quadrupliquemos novamente. Chegamos a 288 milhões barris/ano. O governo quer integralizar a sua parte com 5 bilhões de barris virtuais e, se a extração for realizada com êxito, levará 17 anos para tanto. Absurdo, pois o mesmo direito terão os demais acionistas, e o dinheiro necessário para o pré-sal minguará. Supondo que o mercado financeiro receba da Petrobrás informações consistentes, projeções realistas e rentabilidade a médio e longo prazos atrativa, esse é o caminho mais simples e rápido, e o governo poderá determinar participação especial nos resultados. Se tenho razão, esta alternativa trará recursos para os planos sociais com maior rapidez, pois os resultados dessa exploração serão antecipados. E ressalto que, talvez em 20 anos, a matriz energética terá mudado, para o bem da qualidade de vida da humanidade.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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"Nosso digníssimo presidente descobriu o que as palmadas e as multas

do TSE têm em comum: nenhuma das duas educa!"

LUÍS ALBERTO DE ARAÚJO RAMOS / SÃO PAULO, SOBRE AS TRANSGRESSÕES ELEITORAIS

E A LEI ANTIPALMADA

bragaramos@uol.com.br

"Criança que apanha não se corrige. O melhor exemplo é o próprio Lula"

EDUARDO HENRY MOREIRA / SÃO PAULO, IDEM

henrymoreira@terra.com.br

"Para Lula, as multas da Justiça Eleitoral soam como palmadinhas de amor"

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI / RIBEIRÃO PRETO, IDEM

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

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TEMA DO DIA

Educação é principal alvo de promessas

Dilma e Marina querem investir mais; Serra mira ensino técnico e pretende abrir 1 milhão de vagas

"Que não fique só na promessa. Educação é uma grande preocupação do brasileiro, essencial para o crescimento do País."

ELIZEU CASTRO

"Se acontecesse sempre o que eles pregam, este país já teria extinto o analfabetismo e criado centros de pesquisa aplicada."

NOEL SAMWAYS

"A real escola pública: feia, suja, violenta, professor mal pago. Prometam mais nada, não. Façam dela um ambiente saudável."

EDMILSON CAVALCANTE LAURIA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

ABENÇOADO POR DEUS?

O executivo mineiro encaminhou, e a respectiva Assembleia Legislativa à vaquinha de presépio aprovou, proposta de redução de alíquota do ICMS do etanol de 25% para 22% a partir de 1° de janeiro ''para permitir que o etanol produzido no estado seja mais competitivo''. Só que para não ocorrer perda tributária, a alíquota do imposto, para gasolina, sobe de 25% para 27%. Ou seja, quem tem carro a gasolina vai pagar para os senhores do etanol auferirem mais. Quem disse que o Patropi é abençoado por Deus devia ser processado.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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ROYALTIES

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, disse que Estados e municípios produtores de petróleo merecem uma fatia maior do royalties porque sofrem impactos sociais e ambientais pela extração em alto-mar.

Por coerência e gratidão, o governador deveria ter dito também que Minas Gerais merece o mesmo tratamento. A extração do minério de ferro que abastece pelotizadora e siderúrgicas capixabas é feita em pleno solo mineiro.

O Estado do Espírito Santo recebe de 5% a 10%s, mais participações especiais, sobre o faturamento bruto das petrolíferas, enquanto em Minas Gerais as mineradoras pagam apenas 2% sobre o faturamento líquido. Esse mísero porcentual ainda é dividido entre o governo federal, Estado e municípios.

Tomé S. Santos thomessantos@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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A PROIBIÇÃO DO VÉU NA FRANÇA

Espantosa a versão de articulista sobre a proibição na França dos véus fundamentalistas islâmicos que cobrem completamente o rosto da mulher. Não existe nenhum racismo nessa proibição, pelo contrário, existe uma defesa de gênero embutida na proibição, seja qual for a intenção do governo.

As mulheres não devem, nem na França nem em lugar nenhum do mundo, ser levadas a acreditar que precisam esconder o rosto e só mostrá-lo dentro de casa, a seus maridos, do mesmo modo como não podem sofrer lapidação, nem no Irã nem em lugar nenhum do mundo. Quem anda mascarado escondendo o rosto, lembram?, é bandido que não quer ser reconhecido.

Carteira de identidade mostra o rosto, ele é nossa identidade. Nossa identidade a nós pertence.

O mundo é global e se há coisas muito ruins nisso, há também as boas. Sugiro à articulista assistir ao filme "Flor do Deserto". Dirá ela que aquela prática que mutila,

causa sofrimentos horríveis (e mata muitas) a mulheres é uma questão ''cultural'' a ser ''respeitada''? Há também quem diga que a proibição aos véus e a construção de mesquitas revela um medo da Europa frente ao islamismo

fundamentalista. E não é pra se ter medo? Como dizia

Brecht, primeiro eles... Não, melhor não citar Brecht, já vão me achar comunista. E eu não sou. Vivo num país assolado pelo machismo, onde os homens matam esposas e amantes e ex-namoradas como se fossem moscas.

Não há como defender os véus que cobrem as mulheres. Ao contrário: o momento, hoje, é de levantar os véus -- em todos os sentidos.

Rita Moreira ritascmoreira@gmail.com

São Paulo

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ESTÁDIO DE PIRITUBA

Li no Caderno Cidades desta sexta-feira (16/7), página C3, que o governador Alberto Goldman e o prefeito Gilberto Kassab vão "ter uma audiência" com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Na referida audiência (concedida pelo Ricardo Teixeira), o governador de São Paulo mais o prefeito da capital vão "explicar a Teixeira" os problemas do hipotético estádio de Pirituba.

O governador de São Paulo viaja para o Rio de Janeiro para dar explicações ao presidente da CBF! É muita decadência.

Alceu Ferraz Costa Júnior olgamaria.costa@gmail.com

Jaú

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ARBITRARIEDADE E ILEGALIDADE

Se a Receita Federal, com o aval do Planalto, age do jeito que age, quebrando de forma arbitrária e ilegalmente o sigilo do vice-presidente do PSDB, por motivos meramente eleitorais, imagine o que ela não é capaz de fazer contra o indefeso, pobre e desprotegido cidadão brasileiro, que trabalha aproximadamente metade do ano apenas para pagar os absurdos, extorsivos e punitivos impostos, além de temer constantemente o inconveniente de ser perseguido pelo todo-poderoso Fisco, que tudo pode e tudo faz para dificultar a vida do contribuinte, quando não para inviabilizá-la, batendo seguidos recordes de arrecadação tributária.

Esta é a prova de que estamos vivendo atualmente em um verdadeiro Estado policialesco, mesmo não estando mais subjugados a um regime ditatorial, mas sim vítimas do PaTrulhamento do ora ParTido no comando, e que quer se eternizar no poder.

Caro povo brasileiro, não deixemos que isso aconteça, para o próprio bem de nosso Brasil.

Luciano De Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo

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EMPREGO NA AGRICULTURA

Noticia o caderno B de 16/7 ''...a agricultura foi o segmento que apresentou s maior taxa de crescimento do emprego com carteira assinada na primeiras metade do ano.'' Qual terá sido a participação dos assentamentos da reforma agrária?

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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FISCAIS INTERNACIONAIS

Quando há eleições em certos países do Terceiro Mundo, a ONU manda gente para fiscalizar a lisura do evento. No Brasil, eleições corretas não são problema. Problema é a campanha eleitoral, com este presidente que temos aí. Neste período pré-eleições é que estamos precisando de fiscalização, pois quem parte do princípio de "ora, a lei...." é que deveria dar o exemplo de comportamento. Fazer o quê? O que se pode esperar de quem acha que educação é perda de tempo e se vangloria de sua ignorância? Aguentem!

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

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VOTO EM TRÂNSITO

Oh! Pá!

Nestes tempos informatizados o método do TSE é cabralino...

Se é em trânsito é porque não sabemos onde estaremos...

Ou haverá algo mais?

Pedro Galuchi

pgaluchi@gmail.com

S.Paulo SP

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ATENTADO NO IRÃ

Esse terrível atentado terrorista acontecido no Irã está sendo erroneamente interpretado como uma guerra sectária. O que existe são ações de sicários para derrubar o governo. Ações semelhantes da Al-Qaeda, que só foram contidas pela conduta enérgica do governo americano.

O interessante é o fato de a Arábia Saudita e os sunitas apoiarem essas ações e nenhuma crítica tenha surgido. No caso do primeiro, trata-se de uma monarquia absolutista, não é um governo teocrático; o mundo ocidental já acompanhou alguma eleição nesse país? Com relação ao grupo religioso, será que foi demonizado erroneamente quando da invasão do Iraque?

Quero esclarecer que repudio qualquer forma de terrorismo. Na década de 90 quando ocorreu um evento, no Teatro Casa Grande, em repúdio ao atentado terrorista na entidade judaica na Argentina, participei desse ato, como assinei um abaixoassinado condenando o empreendimento criminoso.

José Marques Vieira Filho jm.filho1962@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O EXÉRCITO SECRETO DE DILMA

Se você não tem nada a esconder, a revelação de seus dados fornecidos a Receita Federal não têm importância alguma. Agora, se você tem algo a esconder e deu essas informações junto da sua declaração de Imposto de Renda, a sua burrice é exemplar e seus dados deveriam ser divulgados para alertar os demais contribuintes.

A Receita nunca aceitou (ou gostou) dos contribuintes declararem que têm valores elevados em espécie em suas casas. Os contribuintes, de Orestes Quércia a Protógenes, passando pela Dilma, cairão na malha fina?

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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CUSTOS

Alguém poderia informar à população brasileira qual é o custo de tantas cerimônias de inauguração de escolas que não estão prontas, de terrenos baldios, de pedras fundamentais de obras que nem se sabe se haverá dinheiro para executá-las, de anúncios de projetos, etc., etc., etc., num claro objetivo eleitoreiro? Tudo isso enquanto o País necessita mesmo é de obras de infraestrutura. Faltam escolas de verdade que ensinam de verdade, hospitais, saneamento básico, segurança.

Vera Oguma vera.oguma@uol.com.b

São Paulo

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PALMADAS

Presidente Lula, o senhor disse que nunca levou uma palmada! Então aquele Lula que apanhou pra burro do pai no filme da sua vida é personagem de ficção? Olha que o nariz vai crescer, hein?!

Cecilia miklos dale ceciliamdale@hotmail.com

São Paulo

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OBSOLETA JURISPRUDÊNCIA

Parabéns pelo excelente e oportuno editorial "A proibição da palmada" (15/7, A3). Acresce ainda questionar por qual motivo nossos governantes não se voltam para outros aspectos menos eleitoreiros e muito mais críticos, a serem modificados na nossa obsoleta jurisprudência, e que impedem os srs. juízes de impor punições mais justas e severas para crimes hediondos, como os que temos visto acontecer com cada vez mais frequência.

Ressaltando que somos radicalmente contra qualquer tipo de educação punitiva, quer por meios físicos ou psicológicos, vale perguntar como ficam os direitos de defesa de pais e educadores, quando ameaçados, agredidos e até mortos por filhos e alunos, rotuláveis como "crianças indefesas".

Até que ponto, nesses casos, defender-se passa a ser agressão e, como diz o editorial, será possível legislar sobre tais situações, num sistema judicial onde, a priori e por mais evidente que se mostre o fato, o agressor é sempre inocente até que se prove o contrário. Aí vem o velho e surrado refrão: "Nossas leis são ótimas, só precisam ser cumpridas!" Ótimas? Para quem? Como disse o grande jurista e professor Ives Gandra Martins: "Nossas leis são, realmente, ótimas... Para a Suíça!"

Estamos testemunhando, cada vez, mais um imiscuir-se do Estado na vida privada do cidadão e das instituições civis, que mais parece um ensaio para algo semelhante a certas malfadadas e conhecidas ditaduras de diferentes cores e rótulos. Vide a atual censura ao Estadão. Isso tudo num ano eleitoral, em que a candidata da situação já insinuou tal disposição, em seu primeiro programa de governo.

Luciana Borner Campos, lbcamposbr@hotmail.com

São Paulo

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DIREITOS DOS PAIS

Ainda bem que já eduquei meus filhos na velha psicologia da palmada certa na hora certa, para que não fosse necessário receberem a palmada errada na hora errada da vida.

O Estado paternalista agora me considera criminosa por ter feito de meus filhos adultos de bem.

O Estado paternalista que pretende dizer que é legal matar um feto, mas é ilegal corrigir uma criança com uma palmada.

Interessante decomposição dos direitos dos pais.

Karin Beeler kabeeler@terra.com.br

Valinhos

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NA MATERNIDADE

Como tapinha no bumbum é necessário para recém-nascidos, médicos entrarão com habeas corpus.

Roberto Twiaschor, rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OS BONZINHOS

Jânio Quadros considerava cruéis as rinhas de galo e as proibiu; Lula defende o fim das palmadas e diz que ''beliscão dói''. E seus parceiros Ahmadinejad e os irmãos Castro, o que devem pensar sobre esses temas?

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PALMADA CURA CORRUPÇÃO?

Lula disse que se escondia sob o cobertor, "fingindo" que estava sentindo dor, quando sua mãe aplicava chineladas, induzindo-a a terminar o castigo.

Interessante a confissão, evidenciando que desde criança ele já enganava a própria mãe...

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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O EXEMPLO VEM DE CIMA

O Estado entende tratar melhor os ''filhos'' que seus próprios pais, muito embora esse mesmo Estado não lhes proporcione a instrução escolar pública, saúde e saneamento satisfatórios, condições básicas para seu desenvolvimento. Condena, com justa razão, a agressão gratuita, violenta e desmedida. Contudo, esses excessos, a pretexto de ''educar'', já são observados pelo Código Penal e pelo ECA. O pátrio poder exercido com amor, responsabilidade e algumas palmadas impõe limites e corrige rumos distorcidos, evitando interferências de terceiros na criação de nossos filhos. Assim foi com meus humildes e honrados pais, assim tem sido com meus quatro filhos e assim é com meu neto, cuja mãe (minha filha), pedagoga por formação, não abre mão de impor-lhe limites. Até o presente, meus pais e eu temos sido poupados de frequentar diretorias de escola, delegacias e de quaisquer outras autoridades por atitudes antissociais. O Estado deveria, mesmo, através de seus representantes, dar bons exemplos de honra, respeito, dignidade e responsabilidade com a coisa pública. Mas... isso é impossível nestes tempos de ''façam o que eu mando e não façam o que faço'', né?

José Roberto da Rocha robertorocha.adv@gmail.com

Cubatão

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AGORA É TARDE

Tivessem recebido algumas palmadas e puxões de orelhas quando ainda eram crianças, não teríamos tantos fichas-sujas e multas eleitorais como atualmente, teriam noção do certo e do errado. Seus pais foram omissos com certeza, agora é tarde!

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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TAMBÉM AS LEVEI !

Fui casado por 33 anos, tivemos um casal de filhos, Joelma e Gustavo, que levaram, Sim, algumas palmadas educativas, pois sempre souberam por que as levavam.

Hoje são dois adultos que agradecem como foram criados, como me disse o meu filho Gustavo dias atrás: "É, pai, a gente achava ruim ter de chegar à meia-noite em casa, mas hoje vejo que o senhor estava certo."

Eles foram criados dentro de uma disciplina cristã baseada em fundamentos bíblicos, como "Provérbios" 22:6 ensina: "Ao menino o caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." E mais, "Provérbios" 23:13,14: "Não retires a disciplina da criança, porque fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá, tu a fustigarás com a vara e livrarás sua alma do inferno". E ainda, "Provérbios" 13:24: O que retém a sua vara aborrece ao seu filho, mas o que o ama a seu tempo o castiga."

Devemos, sim, se preciso, dar algumas palmadas ou varadas, como diz a Bíblia, e isso não quer dizer espancamento nem maus tratos.

A correção é bíblica e necessária.

O sr. Lula, presidente deste país, deveria se preocupar em PROIBIR a corrupção reinante no Brasil e deixar que nós, pais, eduquemos nossos filhos.

Nosso país precisa de escolas e professores bem remunerados e formados para que não se construam mais presídios, pois cada preso custa ao País tanto ou mais do que se paga mensalmente ao professor que quer ensinar.

Joel Sanches Carrilho telenett@terra.com.br

Penápolis

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