Cartas - 21/11/2010

TRANSIÇÃO

, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2010 | 00h00

Os três porquinhos

Enquanto dona presidente Dillma chamar seus coordenadores de transição de "os três porquinhos", tudo bem, pode dar-lhes o nome que desejar. Duro será se ela começar a achar que o País é um "conto de fadas". Aí o Brasil estará perdido!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Equipe econômica

O Estadão publicou em manchete (19/11, A1): Mantega fica e Meirelles exige autonomia para continuar. O presidente do Banco Central (BC) tem toda a razão. Primeiro, porque é competente e sabe o que faz; segundo, porque não é "pau-mandado".

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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Mantega de novo?

No que depender das vontades de seu mestre, Dilma Rousseff tende a manter, em seu governo, Guido Mantega (Fazenda) e talvez Henrique Meirelles (Banco Central) onde estão. Lula teria sugerido à sua pupila que não se deve mexer em time que está ganhando. Mas está mesmo ganhando? Ué, e a tal guerra cambial, que está levando o real a se fortalecer como há muito não se via? E a inflação, que ameaça bater perigosamente na casa dos 6% ao final de 2010? E a explosão dos gastos públicos na gestão de Mantega à frente da Fazenda? E as "companheiríssimas" manobras contábeis que estão garantindo a meta atual do superávit primário? E aí, presidente?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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Inflação

A próxima safra brasileira não terá Ferroanel, nem portos preparados para a demanda, tampouco estradas ou aeroportos. Todos estes ingredientes levam a crer que o frete vai explodir. Com isso a inflação dos alimentos vai continuar subindo. Seremos eternamente o país do faz de conta?

MIREL GONÇALVES SOUZA

mirelgsouza@yahoo.com.br

Santos

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Maquiagem

É sabido que as mulheres muito apreciam a maquiagem. Nossa futura presidente, ao optar pela ala desenvolvimentista, com a permanência do ministro Mantega, expansão dos gastos públicos e o eventual afastamento do presidente do BC, se quiser cumprir o compromisso de baixos números inflacionários, terá como única alternativa seguir o exemplo de sua companheira Cristina Kirchner e "carregar no rímel e no batom" para maquiar os números oficiais (e em pouco tempo desacreditados) de inflação.

ADALBERTO LEME FERREIRA

adaleme@uol.com.br

São Paulo

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Bravatas

O governo Lula chega ao fim do seu segundo mandato com uma dívida interna de R$ 1,7 trilhão, mais uma dívida externa próxima dos US$ 250 bilhões. Essa dívida toda representa o pagamento de juros no valor de quase 53% de todas as despesas do País. Nesta última eleição, o anúncio do governo de que tinha sido paga toda a dívida externa não passou de uma bravata, que inexplicavelmente não foi sequer comentada pelo PSDB. Os tucanos não deram a devida importância à situação calamitosa em que se encontram os cofres públicos, preferindo trombetear o mutirão para operação de varizes e o combate ao câncer de mama. Esse tremendo descuido contribuiu muito para dar no que deu!

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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OPOSIÇÃO

Revoada tucana

Agora que o "cara" vai embora parece que ficou mais fácil para os tucanos eriçarem as penas e abrirem suas lindas asas em leque para enfrentar a nova estreante do poder (19/11, A7). Mas, e se ela, em vez de um passarinho indefesso, for uma águia obcecada pelo poder? Será que mesmo assim os tucanos vão ter coragem de abrir o bico, que ficou fechado por tantos anos, sujar sua bela plumagem e atacar o ninho petista?

RICARDO D. DE CAMPOS SALLES

dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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LÍBANO

130 anos de imigração

Ao ensejo dos 130 anos da imigração libanesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que institui o dia 22 de novembro (data nacional do Líbano) como Dia da Comunidade Libanesa no Brasil, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional. O projeto de lei atendeu à solicitação e idealização da Associação Cultural Brasil-Líbano (ACBL), responsável maior pelas comemorações dos 130 anos da imigração, inseridas também no Ano Internacional para a Aproximação entre as Culturas (projeto proposto pela ONU para 2010) e no calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo. No bojo das celebrações, deve-se lembrar que a ACBL articulou junto ao Itamaraty a vinda ao Brasil do presidente libanês, Michel Sleiman, em abril. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou carimbo em homenagem à data e a Caixa Econômica Federal, um bilhete da Loteria Federal estampado com a bandeira do Líbano. Poucos símbolos são tão marcantes na História quanto o cedro, que habita a bandeira libanesa. Presente em diversas passagens bíblicas do Velho Testamento, o cedro do Líbano é tido como símbolo da eternidade, uma vez que a árvore pode manter-se viva por milênios. É interessante mencionar que com a madeira do cedro foi construído o templo do rei Salomão, bem como os barcos de Júlio César e Marco Antônio, como registra a História. Há mais de 130 anos a comunidade líbano-brasileira vem ajudando a fazer a História do Brasil. Incentivada pelo imperador dom Pedro II, que visitou o Líbano em 1876, a imigração libanesa no nosso país se iniciou oficialmente em 1880. Atualmente, há cerca de 7 milhões de libaneses e descendentes no País, sem dúvida, o maior número de imigrantes libaneses do mundo, que, pela força de seu trabalho, perseverança e graças ao acolhimento caloroso do povo brasileiro, alcançaram notáveis posições em todos os setores, contribuindo para a formação e o engrandecimento da nação brasileira. Para retribuir a generosidade e a hospitalidade de nosso país, os libaneses criaram várias entidades filantrópicas em todo o Brasil, sendo São Paulo a sede da maioria delas.

LODY BRAIS, presidente da ACBL e representante do Comitê Cultural Nacional Gibran no Brasil

brasil.libano@gmail.com

São Paulo

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"Na versão brasileira da história dos três porquinhos, qual o papel de Dilma...?"

LUIZ NUSBAUM / SÃO PAULO, SOBRE A REUNIÃO DA PRESIDENTE ELEITA COM O PT

lnusbaum@uol.com.br

"Dilma chora de emoção e os que recebem salário mínimo choram pelo aumento que terão"

CÍCERO SONSIM / NOVA LONDRINA (PR), IDEM

c-sonsim@bol.com.br

"O PT vai deixar de ser dos trabalhadores e se tornar dos bolsistas?"

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, AINDA SOBRE O REAJUSTE DO BOLSA-FAMÍLIA ACIMA DO INPC

luver44@terra.com.br

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TEMA DO DIA

Afeganistão: retirada deve acabar até 2014

Proposta é defendida pela Otan. Obama garante que país não será abandonado depois disso

"O cara não foi eleito com a promessa de retirar as tropas do Iraque e do Afeganistão?"

CAETÉ SILVA CAOLHO

"Os taleban, tão logo os EUA se retirem do Afeganistão, voltarão ao poder com tudo e com o apoio do Paquistão."

BRAZ DOS SANTOS

"Bom seria se os Estados Unidos cuidassem somente da sua casa e não metessem o bedelho na casa dos outros."

AGENOR BARROS

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

HERANÇA BENDITA?

Em reunião com a turma do PT, a futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chorou ao mencionar o nome do seu padrinho mágico e agradecer aos ''três porquinhos'' (Palocci, Dutra e Cardozo). Não fez menção ao lobo mau José Dirceu.

Quanta meiguice ao afirmar que estará recebendo uma ''herança bendita''!

Se ela acha que é boa essa herança de R$ 1,890 trilhão de dívida, dentre outras coisas, então, convenhamos, ela vai chorar outras vezes, mas, pelo menos não poderá continuar com a ladainha da suposta ''herança maldita'' deixada por Fernando Henrique Cardoso.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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CONTO INFANTIL

Que bonitinho o discurso da presidente eleita, na reunião com o diretório do PT em Brasília, quando até chorou e chamou ''carinhosamente'' os coordenadores da sua campanha, os srs. Dutra, Cardozo e Palocci, de "os três porquinhos''... Por quê? Não sabemos, podemos até deduzir, mesmo porque deixou de mencionar o predador dos ''três porquinhos'', conforme a historinha infantil, que é o ''lobo mau''. Como não o identificou, vai ficar a critério de cada um achar quem é... Adivinhe? Mas não confunda, é um conto infantil.

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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FESTA DO PT

Em reunião de agradecimento à sua equipe de campanha, a ''presidenta'' eleita, Dilma Rousseff, chamou José Eduardo Dutra, José Eduardo Martins Cardozo e Antônio Palocci de ''os três porquinhos''. Creio que se ela os tivesse chamado de ''os três porções'' seria mais coerente, até porque ficaria mais evidente que ele seguirá os passos de seu mestre até no uso do palavreado...

Virgìlio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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QUAL APELIDO?

Felicito a sra. Dilma Roussef pelo apropriado apelido dado aos três elementos de sua equipe de transição nomeando-os como "os três porquinhos"!

Nada como um governo novo dando acertadamente nomes aos bois, digo, porquinhos, restando apenas saber se esse governo dilmônico será mesmo a fábula de comédia-horror que está prometendo e, ainda, por qual apelido restará ser chamada a sra. Dilma: "Cruela",

"Chapeuzinho Vermelho", "Mortícia" ou o meu preferido, "Bruxa Malvada"?!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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SEM HERANÇA MALDITA

No primeiro discurso como eleita, Dilma prometeu reduzir a carga tributária. Lula, em recente pronunciamento à imprensa mundial, durante o G-20, alardeou que não deixará à sua sucessora uma herança maldita, que está tudo em ordem e esbanjando prosperidade. Ao final de 2002 seria extinta a CPMF e a alíquota máxima do Imposto de Renda retornaria a 25%, mas na transição FHC/Lula, por solicitação do eleito e diante das circunstâncias desfavoráveis, ficou acertada a prorrogação por mais um ano, até o final de 2003. Pois bem, a duras penas a CPMF, sob protesto de Lula, foi banida em 2007, mas o Imposto de Renda (IR) continua até hoje em 27,5%. Sem herança maldita, Dilma bem que poderia pôr em prática o que prometeu, para começar, corrigindo honestamente o ajuste na correção da tabela do IR, voltando ao patamar de 25%. É só Dilma querer, pois as condições econômicas são favoráveis. Ou será que Lula mentiu?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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COM HERANÇA MALDITA

O presidente Lulla vai deixar para sua sucessora uma dívida cujo montante é de R$ 1,89 trilhão, sendo dívida interna de R$ 1,65 trilhão e a externa, de R$ 240 bilhões. Lulla conseguiu em seu governo dobrar a dívida e enganar toda a nação com uma fumacinha representada pelo pagamento ao FMI. A tragédia é que o povo está tendo de pagar os altos juros dessa dívida nunca antes vista neste país... E a Dilma promete fazer crescer essa dívida e, sem nenhuma oposição nesse sentido, o jeito é continuar rezando.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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A DÍVIDA DO BRASIL

Quero aproveitar esta coluna do Estadão para enviar uma informação aos leitores que tiverem acesso a ela, no sentido de divulgarem para aqueles que não foram alfabetizados e também para os demais que não leem jornais: a dívida que nós teríamos de pagar no dia 31 de outubro último foi aumentada nos últimos oito anos, pela administração petista, em volume igual ao que já havíamos pago de impostos durante todo o ano de 2010. Lembrando que essa dívida aumenta quase que em igual volume ao do que é arrecadado diariamente, e é impagável a curto ou médio prazo. Para que o Brasil possa reduzi-la seria necessário um aumento substancial de impostos e nada de "investimentos produtivos", o que sabemos que não ocorrerá. E se você tiver oportunidade de contatar com o Lula, homem que detesta ler, diga-lhe que essa é a herança bendita que ele deixa para sua sucessora.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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LANDAU É MAIS CHIQUE

Pelo andar do ''landau'' (que carruagem é coisa da oposição) e após leitura do lúcido editorial ''O senhor das decisões'' (19/11, A3), tudo indica que o presidente ''lame duck'' Luiz Inácio é forte pretendente a repetir a Regência Una do padre Feijó, durante o Segundo Império (1835-1837) e a menoridade de Pedro II.

Ocorre que, naquela época, o regente enfrentou duas complexas revoluções, decorrentes de descontentamentos dentro do próprio poder, que lhe deram muito trabalho: a Cabanagem, no Pará, e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul.

Por analogia, fica no ar a pergunta que está mexendo com meu imo: tanta intromissão de Lula não seria motivo para deflagrar algum movimento de protesto dentro do próprio PT, por influência de José Dirceu, ''irmão de armas de Dilma'' (sic, ele mesmo)?

João Guilherme Ortolan jortolan@uol.com.br

Bauru

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SEM NOÇÃO

Ao liberar a segunda parcela do bolsa-voto, tristemente constatamos que um governo sem noção nos deixará como herança maldita um povo sem nação. Ao invés de criar postos de trabalho, gera pestes de trapilhos que se conformam com o ócio remunerado.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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SENTIMENTOS NEGATIVOS

Segundo o mestre Aurélio, ''despeito é um sentimento provocado por um desgosto mesclado de raiva, provocado por uma decepção, ou por amor-próprio ferido''. Esse é o sentimento que o nosso presidente falastrão não esconde quando não para de enfatizar que recebeu uma herança maldita do governo que o antecedeu. Esse chavão já está por demais surrado, e cremos que Lula, ao término de seus oito anos de mandato, deveria preocupar-se muito mais com os enormes desafios que sua pupila terá de enfrentar nos dias vindouros, na condição de suprema mandatária da Nação.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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INVEJA E GRATIDÃO

No século passado, uma extraordinária psicanalista, Melanie Klein, estudou a inveja como um dos componentes da natureza humana. Mas advertia que quando intensa pode ser destrutiva, porque nega o ''bom'' que vem do outro. Assim, a alma fica vazia e voraz, sem objetos gratificantes. Afirmava ela que a saúde mental está diretamente ligada à capacidade de sentir gratidão e fazer reparações. Fernando Pessoa intuiu isso quando expressou em seu verso: ''Tudo vale a pena se a alma não é pequena.'' Todo invejoso vive cuspindo no prato em que come e não se cansa de desmerecer os méritos dos outros. Falando nisso, a alma de FHC foi grande quando abriu mão da popularidade para implantar medidas saneadoras e estruturantes, pavimentando o caminho que Lula pôde trilhar tão confortavelmente. Esse feito ninguém conseguirá destruir, pois se constitue num divisor de águas na história do desenvolvimento do Brasil.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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JOGA PEDRA NA GENI

Abster-se de aderir a uma resolução da ONU condenatória da pena de morte, e, pior, por apedrejamento, é furtar-se ao respeito à vida humana. A responsabilidade por essa conduta torpe é do presidente Lula, que profere a última palavra em matéria de política internacional. Apedrejar revela o que há de mais bestial no ser humano. Um político da importância do presidente brasileiro que se omite de apoiar a ONU, nesse aspecto, por mais apoiado que seja em seu país, não mancha sua biografia, emperra as cordas de seu coração, enodoa sua alma para sempre, com um único ato enterra seu passado sob a gruta mais inóspita e inacessível do planeta Terra. Chico Buarque, lembra-se de sua Geni?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FUTURO NEBULOSO

A ONU aprova resolução contra apedrejamento de Sakineh Mohmmadi, no Irã, sem o voto do Brasil, que se absteve. Ou melhor, sem autorização do povo brasileiro, que maciçamente votaria a favor, mas o Lula nos faz passar mais este vexame internacional.

A resposta esdrúxula do petismo para justificar essa abstenção é que eles são a favor do diálogo... Diálogo com ditadores, déspotas? Isso não existe!

Será que um dia esses alojados no poder federal vão verdadeiramente representar a Constituição e o povo brasileiro na sua essência? Não nos parece...

Porque a Dilma Rousseff, que a partir de janeiro assume o governo e na campanha eleitoral afirmou que condenava tal barbárie, preferiu na sexta-feira, em solenidade, agradecer em lágrimas aos camaradas do PT pelo apoio nas eleições e se omitiu ao não dar sua versão sobre essa posição do governo Lula na ONU?

Nosso futuro institucional continua se apresentando nebuloso...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DIPLOMACIA NA CONTRAMÃO

Mais uma vez a diplomacia brasileira se posiciona na contramão das grandes nações ao se abster de apoiar a resolução da ONU que pede o fim do apedrejamento no Irã e o condena como forma de punição, além de pedir o fim de outros graves abusos contra os direitos humanos naquele país, como a censura a jornalistas e blogueiros.

Defender direitos humanos por aqui, mas fazer vista grossa com o que acontece no Irã, é de uma total incoerência e afasta o Brasil, cada vez mais, de uma posição de liderança mundial que o governo Lula tem a pretensão de atingir.

Basta dizer que Venezuela, Síria, Sudão, Cuba, Bolívia e Líbia votaram com o Brasil para termos a certeza de como estamos mal parados em relações exteriores. É o "dize-me com quem andas e eu te direi quem és".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeirp

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NOBEL DA PAZ

Que tristeza para o mundo civilizado e sem a submissão de um regime autoritário, comunista e desumano! Liu Xiaobo, preso por dissidência na China na fatídica manifestação da Praça Vermelha quando reivindicava tratamento mais humano para seus conterrâneos e democracia, está cumprindo prisão até hoje. Seu comportamento foi reconhecido pelo mundo que tenta ser mais humano no tratamento do próximo e Liu Xiaobo foi premiado com o mais importante prêmio do mundo, o Nobel da Paz. O governo chinês está impedindo que Liu compareça a Oslo, na Noruega, para receber seu merecido prêmio: US$ 1,46 milhão e a medalha condecorativa conquistada com grande mérito. Isso está contrariando o governo chinês, que pressiona outras embaixadas a não comparecerem. Cuba, Rússia, Cazaquistão, Marrocos e Iraque já recusaram o convite. Infelizmente, no mundo globalizado de hoje, em que vivemos, ainda existe esse tipo de mentalidade.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA, PERO...

Acredito que no governo Dilma "la democracia pasara, pero no mucho". É que após a ditadura o Brasil terá a "companheiradura". Observação: derrubar a ditadura foi moleza. Mas derrubar a "companheiradura" será dureza. Mas acredito que será divertido. Abaixo a tragédia. E (não) viva a farsa. PS.: Não contaremos com os companheiros pasquinadeiros ou assemelhados. O próprio povo se divertirá sem os intermediários, pois agora eles são todos sectários! Em tempo: Nem o tal Franklin Guerrilheiro Midiático do Governo Lulático Martins, nem o tal João Compositor Marquetingueiro do Governo Dilmeiro Santana poderão deter a diversão e o deboche (e o redesbunde) e a gozação (e a desobediência) do povo caso queiram implantar a "companheiradura", mesmo que falsamente utilizando a nome da ''rainha''. Portanto, não oPTem pelo regime "companheirático"! OPtem pelo regime democrático!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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SISTEMA ELEITORAL ANACRÔNICO

Sou um cidadão com capacidade mediana de compreensão, por isso pergunto: fora os crimes que estão sendo apurados pelo STM, onde, segundo consta, estão elencados vários crimes, inclusive contra a vida, quem é essa senhora? Qual é sua história? Qual é sua biografia? As únicas informações que temos, até agora, são as que constam nos autos do processo em tramitação no Superior Tribunal Militar (STM), sobre sua participação em roubos e assassinatos. Fatos esses que também foram denunciados, na tribuna da Câmara, pelo deputado Jair Bolsonaro e até a presente data não foram contestados por ninguém. O voto, no sistema eleitoral atual, não tem qualidade. Por isso, enquanto permanecer esse modelo, continuaremos a eleger representantes incompetentes, enganadores e perniciosos, como temos visto frequentemente - vide tiririca. José Serra, líder falido, espero que, ao menos, honre seu compromisso de campanha e defenda com veemência a mudança do atual sistema eleitoral - voto facultativo e distrital. A grande verdade é que quem não tem capacidade de ler e compreender não terá, também, a clareza necessária para escolher um representante.

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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ARQUIVOS ABERTOS

Como historiador, acho salutar e necessário abrir todos os arquivos, oficiais ou não, e dos dois lados, da era de chumbo do período 64-85. A função da História não é só lembrar o passado, mas, utilizando tais lembranças, iluminar o futuro. Diz um ditado popular que ''errar é humano, repetir o erro é burrice''. Esse deve ser o objetivo de tais aberturas, para que não venhamos repetir os descalabros que todo regime autoritário comete.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CELSO DANIEL

O assassinato de Celso Daniel é um dos trechos mais espúrios da história política brasileira, que põe à prova as nossas instituições. Quando o PT afirma que o assassinato do prefeito de Santo André não foi político, mas crime comum, esquece que quando o digníssimo magistrado do STF José Antonio Dias Tóffoli (nomeado por Lula e indicado por José Dirceu) era da Advocacia-Geral da União pediu ao mesmo STF a rejeição da constitucionalidade de mecanismos que poderiam autorizar promotores a realizarem investigações de caráter criminal, em substituição à polícia. Hoje,coincidentemente,vemos Dirceu criticar ferozmente o Ministério Público paulista no julgamento do caso de Daniel. Aliás, e aquelas testemunhas todas que foram assassinadas também são coisa de ''crime comum''?Que todos os envolvidos neste e também naquele julgamento do STF em que se discutirá a função do Ministério Público tenham coragem e determinação para pôr na cadeia os responsáveis por barbáries como esta...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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GEISEL E O ''CARA'' SEGUNDO O MELLÃO

Creio que o ''cara'' se parece mais com o Médici ou Costa e Silva do que com o Geisel, se lembrarmos as tentativas de controlar a ''mídia'', relacionamentos com Chávez e Irã, abstenção na ONU quando se trata dos ''amiguinhos'', tentativa de escalar seleção e eleição do sucessor a qualquer custo (põe custo nisso). Tomara que não tenham existido porões.

Manoel Mendes de Brito voni.brito@itelefonica.com.br

Bertioga

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SITUAÇÃO DOS AEROPORTOS

A situação dos aeroportos no Brasil é grave. Treze dos vinte aeroportos não conseguem acomodar as demandas nos terminais de passageiros. Mais crítica ainda é a situação de São Paulo, maior hub internacional (aeroporto de Guarulhos). O País sediará a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, porém os problemas de infraestrutura não foram resolvidos. Segundo Giovanni Bisignani, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata),"o Brasil é a maior economia da América Latina e a que mais cresce, mas a infraestrutura de transporte aéreo é um desastre de proporções crescentes". Lula deixa o governo sem resolver a crise no setor aéreo e transfere o ônus para sua sucessora. Se hoje o caos já está insuportável e nada ainda foi feito, quando é que a presidente vai botar a mão na massa? A fase dos discursos já passou, o tempo também está passando. Chegou a hora de mostrar serviço, para não pagarmos o mico do apagão aéreo na hora da festa.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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DESASTRE AEROPORTUÁRIO

O presidente da Iata afirmou que "aeroporto no Brasil é desastre" e criticou duramente os problemas de infraestrutura do País. Teremos em breve Copa do Mundo e Jogos Olímpicos no Brasil, mas continuamos com aeroportos defasados, altos impostos, burocracia, preços de passagens aéreas bem acima do mercado internacional, e não podemos passar vexame. O Brasil tem a oitava economia mundial, é um país continental, com economia forte e pujante, que tem tudo para ser um dos principais atores globais no século 21, mas não pode desperdiçar tempo, dinheiro, investimentos e energia por falta de planejamento e de gestão adequados.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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APAGÃO AÉREO

A Iata enganou-se quanto ao momento em que o Brasil passará por constrangimento internacional com relação às deficiências na infraestrutura aeroportuária (19/11, B10). Não será durante a Copa, e sim antes disso, pois o governo Lula em oito anos só montou comissões cheias de petistas e sindicalistas despreparados para analisar as questões técnicas envolvidas, sem nada decidir de prático, tergiversando e reconduzindo a questão para um apagão aéreo que tornará o benefício de voar um privilégio de poucos. Esse é o socialismo do atual governo.

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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RECORDE DE CUSTO COM ESTÁDIOS

O Brasil terá o mundial de futebol mais caro dos últimos tempos. Até aí, nenhuma novidade. É a confirmação do que já se esperava, e olhe que ainda nem sabemos como será a nossa Olimpíada. Só espero que esse formidável investimento (R$ 5 bilhões) não saia dos cofres públicos, em detrimento de outras despesas muito mais importantes e relevantes para a sociedade brasileira. A propósito, a corrupção, uma verdadeira epidemia brasileira, já está se alastrando para fora do nosso território. Até a Fifa, entidade maior do futebol mundial, tem casos parecidos como os nossos. Enfim, agora estamos exportando também isso. Viva o Brasil!

Francisco Antonio Bianco Neto franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

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TREM-BALA

Os brasileiros pagadores de impostos têm o direito de saber como o trem-bala se tornou um projeto tão prioritário para o governo federal. Não é preciso ser especialista em transportes para saber que a demanda de passageiros prevista é irreal, para não dizer surreal: 32 milhões de passageiros/ano (equivalentes às populações somadas da Grande São Paulo e do Grande Rio). Se atualmente o tráfego no eixo Rio-São Paulo mal chega a 6 milhões de passageiros/ano, será realista esperar que ele se multiplique por cinco durante os 40 anos da concessão? E vale insistir: os R$ 20 bilhões destinados ao projeto pelo BNDES teriam aplicações incomparavelmente melhores na ampliação dos metrôs do Rio e de São Paulo, sem a qual as duas cidades correrão o risco de um virtual estrangulamento viário num futuro bem próximo. Onde estão as associações de engenheiros e demais órgãos representativos da sociedade, que não se manifestam em favor de uma ampla discussão do assunto?

Geraldo Luís Lino geraldo@msia.org.br

Rio de Janeiro

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O TREM-BALA NOS EUA

É muito comum nós, brasileiros, compararmos nossos empreendimentos com empreendimentos americanos, para avaliar condições de viabilidade econômica, mas comparar um trem de alta velocidade (TAV) ligando Campinas ao Rio ,passando por São Paulo, com a ligação Orlando-Tampa (16/11, A2), tenha dó. Não há como compará-los.

Esquecem os críticos do TAV brasileiro que esse trem será responsável pela melhoria da qualidade de vida de milhares de profissionais que moram num raio de 100 km de São Paulo, além de nos levar ao Rio de Janeiro com segurança e livres dos maus tempos e humores de nossos aeroportos.

Infelizmente, nesta questão do TAV, a experiência americana não pode ser considerada. Eles foram muito incompetentes.

José Roberto Cardoso, jose.cardoso@poli.usp.br

São Paulo

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TREM-BALA MOVIDO A CHUTÔMETRO

Na entrevista publicada no Estadão na edição de segunda feira, 15/11, o superintendente de estruturação de projetos do BNDES afirma que o trem-bala é viável. Vários editoriais do Estadão publicaram as muitas inconsistências do projeto, mas o governo continua a acreditar na sua viabilidade. Cada um é dono de suas convicções, mas é fácil verificar que muitas afirmações se baseiam em suposições não demonstráveis.

O superintendente de estruturação do projeto afirma que a previsão de 90 mil passageiros por dia é possível. Essa afirmação tem pouco suporte, pois uma composição de sete vagões similar aquela em uso na França e no Japão transporta cerca de 750 passageiros. Dividindo 90 mil por 750, teremos 120 viagens por dia, ou seja, uma saída cada 12 minutos. Verificamos também que somando o movimento de entrada e saída dos Aeroportos de Congonhas e Guarulhos com o da Rodoviária do Tietê, alcançamos um total de 165.985 passageiros/dia para 21 Estados. Pensar que 90 mil passageiros (54,54% do total) representem os embarques entre São Paulo e Rio parece totalmente improvável. Dizer que o trem-bala poderá aliviar a saturação da Via Dutra é outra afirmação inconsistente, pois o maior peso no trânsito desta rodovia é representado pelo transporte de carga. Sem discutir ulteriormente a viabilidade econômica do projeto baseada em volume de passageiros e tarifas fora da realidade, cito a seguir algumas frases do jornalista americano Robert J. Samuelson (Newsweek e outros periódicos) criticando o plano de alta velocidade do presidente Obama: "Virou moda pensar que os trens de alta velocidade podem ajudar a salvar o planeta, mas isso não acontecerá, pois o TAV é um exemplo de desperdício de dinheiro sob a máscara de uma boa causa. Colocando na jogada subsídios governamentais destinados a gerar déficit no longo prazo, a administração demonstra miopia e insensatez. Se um Estado quer desenvolver esse tipo de projeto, deveria assumir diretamente a responsabilidade relativa à inviabilidade econômica, ficando ciente de que os prejuízos estarão subtraindo dinheiro dos planos de melhoria de outros setores, entre os quais a escola, a saúde e a pesquisa".

Lembro ainda que também o impacto ambiental do TAV não apresenta na sua totalidade nenhum saldo positivo nos aspectos relativos à ocupação do solo, aos impactos sobre a vegetação, aos sistemas hídricos e geológicos, à geração de poeiras tóxicas, às complicações no trânsito, à poluição ambiental e sonora dos canteiros de obras, à geração de grandes quantidades de resíduos sólidos. Por estas simples evidências, continuo a crer que a solução lógica seria a de uma reestruturação, eletrificação e duplicação da linha férrea existente, tornando viável o transporte de passageiros e de cargas, aliviando concretamente o trânsito de veículos pesados na Via Dutra, oferecendo tarifas compatíveis com o bolso do brasileiro.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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REPETECO

O ''trem-bala-Lula'' é o repeteco da ''Ferrovia Imperial-1850'' (hoje Central do Brasil), que antes de iniciar o trajeto de apenas 20 km, paralelo ao trecho de Mauá, já custava mais caro que o mesmo trecho de ferrovia feito por Mauá, que, afinal, teve de financiar e terminar o trecho ''imperial'' a um custo mais de três vezes superior!

Megalomania de ''imperadores descomprometidos com a Nação'', mas apenas com o próprio brilho feudal e próximas eleições!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VIABILIDADE

Se o trem-bala é viável, por que tantos técnicos acham que não é? Seria conveniente haver mais transparência na divulgação dos fatos, com a população não tendo de ser envolvida num negócio duvidoso. Dona Dilma, por favor, deixe-nos saber um pouco mais a respeito desse projeto, que conta com seu apoio, levará seis anos para sair do papel e consumirá uma montanha de dinheiro. Isso seria democrático.

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

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MISTIFICAÇÃO

Meus parabéns por seu editorial contra o trem-bala (11/11, A3). Mas é preciso uma CAMPANHA contra essa verdadeira bandalheira.

As razões da mistificação:

1) É um insulto a toda a população, principalmente nas áreas metropolitanas, que usam trens de baixa qualidade e de péssima segurança; é necessária uma reforma geral nas linhas metropolitanas existentes, melhorando a qualidade do uso e a segurança operacional, além de beneficiar MILHÕES de cidadãos, e não só 50 mil privilegiados, trará benefícios às indústrias nacionais fornecedoras de materiais para essa reforma.

2) É necessário expandir os metrôs, tanto os subterrâneos como os de superfície; por exemplo, prolongar a linha que para na Estação Vila Madalena até a Estação Lapa ou Ceagesp: a distância é curta e a intercomunicação é vital. Outro exemplo: a linha que vai terminar na Vila Sônia, por que não continuá-la em subterrâneo até o Largo do Taboão (Taboão da Serra) e estendê-la em superfície até o Embu das Artes e Itapecerica da Serra? São três cidades dormitórios de São Paulo com intenso serviços de ônibus.

3) Trens-bala, como na Europa, servem muito bem a pequenas distâncias, como Paris-Bruxelas, Paris-Londres, Paris-Lion, Paris-Marselha. Eu mesmo conheci, em 1999 e 2007, o Madri-Sevilha, que é ótimo; parece que já há Madri-Barcelona e outro para o norte da Espanha. Enfim, há o famoso Tóquio-Osaka, mas o importante é que TODOS dão ENORMES PREJUÍZOS financeiros. Nunca li nada sobre trens-bala na Alemanha, no interior da Grã-Bretanha, nos Estados Unidos ou no Canadá. Já li que o AMTRAK, serviço estatal de trens a longa distância dos EUA, dá um enorme prejuízo, mas que é mantido por razões políticas. Do Canadá pouco sei, mas todos as estatais de trens mundiais de passageiros dão enorme prejuízo, porém nos pequenos países europeus, por questões logísticas de trânsito e de tráfego de pessoas, valem a pena. Há anos caí na besteira de ir de Londres a Edimburgo de trem: até a fronteira escocesa o trem correu numa vala e tudo o que vi, fora as estações que cruzamois, foram dois gramados inclinados; na Escócia foi lindo, com vista para o mar, campos, cidades, igrejas, etc...

Ninguém, salvo os apavorados com aviões, vão de Lisboa a Paris de trerm, nem de Bruxelas a Varsóvia; em viagens longas vai-se de avião; sem falar de preços, viagens longas de trem são caras.

Pelo amor de Deus, organizem uma campanha para acabar com essa bandalheira que a turma do PT e das empreiteiras desonestas querem enfiar goela abaixo do povo brasileiro.

Jorge Eduardo Stoickler jestockler@terra.com.br

São Paulo

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''TREM-BALA DA ALEGRIA''

De fato, oportuníssimo editorial contra a MP 511, que cria condições escusas para garantir benesses financeiras ao vencedor da licitação do trem-bala, polêmico e controverso projeto do governo federal, que atrai a ira dos especialistas na matéria, pela inconsistência da obra, que

prima pelas incertezas e incoerências.

Parabéns e voltem ao assunto novamente.

Rubens Pellicciari rubens@pellicciari.com.br

São Paulo

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QUE ALÍVIO!

Segundo o nosso ministro dos Transportes, o governo não trabalha com perspectiva de o trem-bala estar pronto para a próxima Copa, mas sim para a Olimpíada de 2016. Esperar para ver.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SEM LÓGICA

É uma verdadeira bofetada na lógica a construção do trem-bala. Só um aloprado não está vendo que o negócio é tão inviável que foi preciso o governo assumir - com o nosso dinheiro, é claro - todos os riscos da desastrada aventura. Obviamente o BNDES considerou o projeto

antieconômico e não pôde assumir a irresponsabilidade sozinho. Com tanta coisa faltando no transporte público...

Antonio do Vale adevale@gmail.com

São Paulo

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QUEREM PARAR O TREM EM ROLÂNDIA...

Um movimento iniciado nas comunidades ''Eu amo Rolândia'' e ''Rolândia Politika'', do Orkut, está tentando marcar um dia de protesto para parar o trem da ALL em Rolândia (PR). O motivo do protesto são os constantes transtornos dos trens que impedem o livre trânsito de pessoas e veículos. Já houve um caso de morte de um doente que estava sendo transportado numa ambulância e que não suportou o tempo da espera. Os líderes do movimento querem a construção das trincheiras prometidas por Johnny Lehmann na campanha. Se Cambé conseguiu, nós também queremos...

José Carlos Farina josecarlosfarina@yahoo.com.br

Rolândia (PR)

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CARGA TRIBUTÁRIA

A carga tributária que nós, brasileiros, carregamos nas costas é um de nossos maiores problemas, pois a população economicamente ativa paga um pesadíssimo ônus para um retorno precário nas áreas de saúde, educação, segurança, transportes, etc. Enquanto o governo federal pratica assistencialismo, mascara nossa realidade com propagandas enganosas e a roubalheira abunda de norte a sul neste país.

Temos de abrir uma luta ferrenha pela reforma tributária, cobrar da presidente eleita, dos governadores, senadores e deputados, ao invés de nos conformarmos com a volta de CPMF, baixarmos a cabeça e deixar transcorrer mais quatro anos sem que a tão necessária reforma seja realizada.

Estou encaminhando à Fiemg, à Fiesp, à Fecomércio/MG e à Fecomércio/SP, e torno a público através desta a iniciativa do sr. Francisco Nigro, Diretor da NIGRO ALUMÍNIO LTDA., de Araraquara (SP), que está lançando uma campanha pró-reforma tributária. Informo que nas Lojas Nigro todo produto vendido ao consumidor consta da Nota Fiscal o porcentual tributário incidente e o valor monetário correspondente. Dessa forma o consumidor fica sabendo o real custo do produto e quanto paga de impostos embutidos no produto, que é assustador, pois flutua em média em torno de 50% (alguns itens mais, outros menos) do valor de venda do produto.

Assim, o consumidor, a população toma conhecimento de quanto sai do seu bolso para pagar pelos serviços que não recebe, sustentar assistencialismo, roubalheiras e mordomias na máquina administrativa.

Esse é um exemplo que deveria ser seguido por todos os empresários brasileiros, informar à população que ela está trabalhando e deixando uma significativa parte de seu salário escorrer pelo ralo, isso para não falar em IPVA, IPTU, IR, PREVIDÊNCIA, ETC.

VAMOS APOIAR A CAMPANHA DO sr. Francisco Nigro!

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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CPMF

Parece incrível que ainda haja neste país quem pugne pela reedição da famigerada CPMF. Pois é o que pretende esse grupo de governadores nordestinos que querem se aliar ao governo que termina - e ao que virá também, certamente - com a finalidade de ressuscitar esse tributo velhaco, com a finalidade de poder esbanjar mais do que já se faz com a respectiva arrecadação. Mesmo na época em que ele existia, no curso da vigência do governo Lula, nunca foi utilizado para melhorar a saúde neste país, mais abandonada do que nunca. Pensando bem, nisso aqueles que desejam o retorno dessa escorcha nos bolsos dos já afogueados contribuintes brasileiros não param para pensar. Afinal, nunca antes neste país o governo faz tantas benesses para outras nações. Se formos fazer um levantamento do que se perdoou em dívidas, do que se enviou para outros países para ajudar aqueles que foram vítimas de catástrofes naturais, como é o caso do Haití, veremos que todo esse dinheiro tornaria perfeitamente sem lógica alguma avançar mais e mais no bolso do povo brasileiro. Quanto, em verdade, se tem gasto com gestos de grandeza - sem a ter -, mostrando aos outros que somos uma nação poderosa economicamente - o que não é verdade - para se pôr na ponta dos pés, aparentando uma posição no concerto mundial, para a qual ainda não estamos preparados? Enfim, os eleitores que sufragaram o nome desses governadores que reflitam sobre o equívoco de sua conduta. Pena que os outros que assim não agiram tenham de pagar também pelos erros deles.

Oswaldo de Castro oswaldocastro@uol.com.br

São Paulo

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CPMF NÃO É NADA!

E o pessoal fica preocupado com a CPMF... Assaltados nós somos há muito mais tempo pelos preços da gasolina, do óleo diesel, do asfalto, de todos os derivados!

Pagamos o maior preço das Américas, apesar da ''autossuficiência''. Com o pré-sal vão criar um tal ''fundo social'', pagar royalties, etc., enfim, encher a burra do governo, prejudicar a nossa competividade e aumentar a corrupção. Temos de pagar o preço ''spot'' do óleo do Golfo do México, independentemente das nossas reservas e dos custos da Petrobrás.

P. S.: Dizem que é por causa dos acionistas. A Petrobrás foi criada para servir ao povo brasileiro, e não para o governo e os políticos se servirem dela.

Henrique de Souza Dias hsdias1@uol.com.br

São Paulo

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CIDADÃO TUNGADO

Ao excelente artigo ''De novo xô, CPMF'' (18/11, A2) acrescento que tungar do cidadão uma importância sem que tenha havido operação mercantil ou de serviço, ou imposto sobre rendimentos, é furto qualificado, e é exatamente isso o que a CPMF fazia. Além disso, o presidente da República difamou todo cidadão que era contra o imposto ao chamá-lo de sonegador. Para mim e muitos, basta isso para um processo de impeachment.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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DE NOVO, XÔ, MESMO!

Excelente o artigo de Roberto Macedo (18/11, A2). Impressionante a falta de pudor dos políticos eleitos, que não tiveram coragem de falar sobre essa ''contribuição'' antes da eleição e agora querem impingi-la ao povo brasileiro. Quem está querendo ressuscitar esse instrumento de extorsão é quem tocou no assunto primeiro, a futura presidente; muitos governadores eleitos já se manifestaram favoráveis a tirar mais dinheiro do povo via CPMF. O atual governo já fez a compensação da perda de arrecadação mediante aumento de IOF e outros tributos. E os deputados e senadores eleitos? Nenhum deles prometeu ao povo a ressurreição da contribuição, portanto, moral e eticamente devem ser contra, a não ser que o eleitor seja consultado. Vamos aguardar em que nível está o compromisso dos eleitos com seus eleitores.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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DESCANSE EM PAZ!

Assino embaixo do que escreveu Roberto Macedo, não precisamos ressuscitar a CPMF, ou o velho IPMF, ou então recriar com novo nome. O que precisamos é de uma reforma tributária, desonerando folha de pagamentos, exportação e redução dos impostos em cascata. Que a

saúde precise de verbas eu nem discuto, mas que tal antes otimizar as despesas, repensar as inúmeras inaugurações de hospitais que não funcionam direito, punir exemplarmente os envolvidos no escândalo dos sanguessugas, enfim, um verdadeiro ''''choque de gestão''? E não jogar mais dinheiro num saco sem fundo que é a ''saúde'' pública brasileira.

CPMF, descanse em paz!!!

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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LEI DO IMPOSTO JUSTO!

Nosso quase ex-"palanqueiro", que nas horas vagas tentava ser presidente da República, parece querer ir mais longe do que a proposta de "extirpar" os opositores. O mesmo aparenta querer vingança, pois demonstra nunca ter-se conformado com a derrota no Senado com o fim da CPMF, e já passou a "missão" de se vingar para a "fiel escudeira", que, por sua vez, "lavou as mãos", e entregou a responsabilidade por essa missão aos governadores eleitos. Alguns deles, inclusive, já saíram a campo pregando a volta da CPMF, ou CSS, etc., com a justificativa de aplicar os recursos na saúde. Novamente nós, brasileiros, somos chamados a arcar com a conta de um imposto que afeta todos nós, independentemente da classe social, renda ou nível de escolaridade. Se a justificativa fosse justa, vá la, poderíamos até considerar a possibilidade, mas em verdade estamos sendo chamados a pagar a conta de um Estado gastador, daí os juros altos e a carga tributária elevada, para suprir a necessidade da "gastança" - e que por sinal gasta muito mal, ou nós, brasileiros, podemos achar que contamos com oferecimento pelo Estado de saúde, educação e segurança, funções primárias de qualquer Estado com um mínimo de qualidade reconhecida por nós, brasileiros?

Portanto, chega de vingança e muito menos de impostos! Se a justificativa é a saúde, ela não é válida, pois o orçamento da saúde não diminuiu com o fim da CPMF. Se em 2007 era de R$ 47,76 bilhões, em 2010 foi de R$ 66,90 bilhões. Também basta de alimentar o Estado gastador.

Proponho a lei do imposto justo, inspirada no exemplo da Lei da Ficha Limpa, pela qual nós, brasileiros, poderíamos comprometer apenas 20% de nossa renda com impostos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro em 2002 comprometia 41,7% de sua renda com impostos, uma das mais altas taxas tributárias do mundo, com uma péssima contrapartida na execução de suas funções primárias frente à nossa população. Com 20% ficaríamos próximos à carga tributária de países com Espanha e Suíça, conforme o mesmo IBPT.

Como o Estado brasileiro não nos atende naquilo que é sua obrigação básica, deixe o dinheiro conosco, pois sabemos o que fazer com ele, o que não parece ser o caso desse mesmo Estado.

Vamo-nos mexer, brasileiros! O exemplo da Ficha Limpa mostra que pode dar certo!

José Nestor Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Sugestão: por que não se propõe um plebiscito para que a CPMF seja paga apenas pelos eleitores da futura presidente Dilma? Quantos votos será que ela obteria? Ou será que agora os eleitores do PT não mudariam de opinião?

Carlos Alberto Duarte carlosalberto@ibg.com.br

São Paulo

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LARGUE O PODER

Não me canso de me espantar com nosso presidente, que depois de eleger sua candidata, indicar dois ministros que ''serão escolhidos pela nova presidente'', agora vem com essa da CPMF.

Pelo bem da Nação, esse senhor deveria voltar às suas origens (o que vai ser difícil depois de oito anos de vida boa) e deixar a ''companheira trabalhar'', ao menos que por de trás dessa vitória haja algo que não sabemos.

Também parabenizo a nova presidente, que nem tomou posse e já está abrindo a nossa carteira (com a CPMF) para pagar os programas sociais que ela defendia com sorriso aberto em sua campanha.

Como estamos cansados de saber, a verdade antes das eleições é uma, depois de eleita é outra. Creio que com a volta da CPMF agora os menos e os mais favorecidos que votaram ''nella'' terão o desconto da CPMF na retirada do valor no banco... Aprendam que estes governos são sempre de meias verdades e 100% de ment irás.

Gilson Moreto g-moreto@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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AOS GOVERNADORES ELEITOS

Esqueçam a CPMF. Desde o início vamos cobrar administração exemplar do dinheiro público.

O que vocês têm feito neste últimos 40 anos, principalmente no NORTE e NORDESTE, é VERGONHOSO e a população agora tem a ajuda de vários órgãos para vigiar suas administrações.

Esperamos que os órgãos públicos também façam o seu papel de apontar e punir os desmandos com

nosso dinheiro.

Portanto, dinheiro a mais não é preciso, e sim BOA VONTADE de Vossas Senhorias para com a população que os elegeu.

Gestão administrativa com profissionais competentes é obrigação de vocês para com a população.

Portanto, esqueçam a CPMF, pois abusar da nossa inteligência é perder o CARGO nas próximas eleições.

Tiago Homem de Melo de C. Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas

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REMÉDIO RUIM

Qual o interesse dos governadores eleitos em querer a volta da CPMF? Todos sabemos que esse remédio fez muito mal aos cidadãos trabalhadores brasileiros. A mistura de doses prejudica ainda mais o estômago e o bolso de todos nós. Para financiar a saúde não é preciso pular no cidadão, existem alternativas financeiras que o próprio governo conhece, é só conduzir honestamente os recursos. Se a maioria dos governadores está a favor da CPMF, então paguem eles essa movimentação com os seus salários. Saúde é direito de todos e dever do Estado.

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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MICROEMPRESÁRIOS

Enquanto o governo paulista se preocupa em promover o crescimento dos microempresários e incentivar a geração de empregos e renda, o governo federal só pensa em aumentar impostos, tanto que a CPMF vai voltar. Nada como um dia depois do outro.

Andrea C. Carvalho spdeiacarvalho@gmail.com

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Parabenizo mais uma vez o jornal o Estado de S. Paulo por trazer essa discussão.

Certa vez li no Estadão um desembargador dizendo que o Tribunal de Justiça não havia recebido ainda o software, ou que o mesmo ainda não estava pronto, relativo aos pagamentos dos precatórios, que isso não estava disponível e era por isso que não estavam pagando. Ora! Qual será a próxima, ''desculpa'', ou será que a culpa é sempre da ''peça'' que fica entre o monitor e a cadeira, ou pior, dos que ganharam a causa na Justiça e esta não tem como garantir o pagamento?

Mauricio Avellar de Azevedo Marques mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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MÁ VONTADE OU MÁ-FÉ?

Ao ler a reportagem de domingo passado, 14/11, da Flávia Tavares, sobre a sra. Alzira, relativa a precatório, que tristeza, mas contribuo com as seguintes informações; minha mãe, de 87 anos, possui várias pendências com o Estado de São Paulo e não conseguimos nem saber o andamento dos processos. Os advogados não "sabem" do andamento, sempre nos dizem "ligue daqui a dois meses", e por aí vai. O requerente morreu em 2003 e pelo que parece a possível recebedora não vai receber também.

Consideramos que esta protelação é de uma irresponsabilidade, insensibilidade da pior espécie, procuramos todos os meios e cada vez solicitam ou argumentam alguma coisa para não efetuarem o pagamento. Por que não transformar a dívida a ser recebida em créditos a serem trocados ou abatidos em impostos relacionados ao governo?

Temos pendências na 2.ª Vara da Fazenda Pública desde 1994, na 8.ª Vara da Fazenda Pública desde 1990, na 11.ª Vara da Fazenda Pública desde 1991 e várias outras pendências.

Acreditamos que o governo de São Paulo, na figura do servidor tenha má vontade ou má-fé em resolver os problemas, no futuro ele também possivelmente será um requerente. Estou ao dispor a fazer saber a irresponsabilidade de nossos mandatários, que são incapazes de atender a uma demanda justa e honesta.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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CALOTE

Pior que a corrupção que rola por baixo dos panos é o calote dos precatórios, que rola em cima do pano. Um assunto nem sequer cogitado na campanha eleitoral!

Armando Conceição da Serra Negra a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

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"MACHÃO GAY"

Um criminoso homofóbico, quando investe agressivamente contra um homossexual, na realidade está investindo contra dois homossexuais. Um deles é o agredido, que simplesmente é aquilo que ele é. O outro é o próprio agressor, que se recusa a ser aquilo que é.

Não é necessário ser Sigmund Freud para saber que um criminoso homofóbico é um homossexual enrustido que tenta, através dos seus atos insanos e covardes, "matar" as pulsões de desejo mal resolvidas e escondidas em seu íntimo, que afloram naturalmente em suas vítimas.

O mais irônico nesses crimes, pavorosamente comuns no Brasil, é que os seus autores, supostamente machões, quando são descobertos, se transformam numas dóceis donzelas assustadas e arredias, que não têm coragem de assumir o que fizeram.

Os machões que agridem homossexuais não me enganam! Que eles parem com a violência e "saiam do armário", já!

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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