Cartas - 22/03/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

22 Março 2011 | 00h00

Grata surpresa

Leitor assíduo, há 40 anos, cumprimento o Estado pelo magnífico editorial Bom senso e coerência (20/3, A3), que ressalta as qualidades manifestadas pela sra. presidente da República nos primeiros meses de seu governo. Não fui eleitor dela, pois imaginava que não teria autoridade própria para enfrentar os graves problemas do País. Para surpresa, porém, tem ela demonstrado força, equilíbrio, bom senso e profunda dedicação às suas funções, sem resvalo para o populismo. Tome-se, à guisa de exemplo, a aprovação do salário mínimo no Congresso Nacional... O editorial, portanto, fez-lhe justiça. Torcemos para que ela continue, dessa forma, a nos surpreender.

NILTON MESSIAS DE ALMEIDA

nmalmeida@aasp.org.br

São Paulo

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ESPAÇO ABERTO

José Dirceu...

Nunca antes o nome da página 2 do Estadão, Espaço Aberto, tanto se justificou como ao publicar artigo de José Dirceu (20/3). Sim, o mesmo que outrora chamou o jornal de "vanguarda do atraso". Mas, se já vimos até Sarney neste Fórum dos Leitores, nada mais nos surpreende... O que realmente não surpreende é a atitude democrática do jornal, que sempre se abriu a todas as vozes. Só mostrou o Estadão a sua grandeza...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

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Contra

Realmente, foi bom ler o artigo escrito por Zé Dirceu no Estadão de domingo, no qual defende o "voto em lista". Eu, que não tinha opinião formada, agora já decidi: se Zé Dirceu é a favor, sou contra.

PAULO GOMES FILHO

prsgfilho@estadao.com.br

Rio de Janeiro

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Lista fechada

Em sua "brilhante" defesa da lista fechada, José Dirceu esqueceu-se de mencionar a maior vantagem: a facilidade com que ele, seus similares e caciques de partidos serão eleitos e reeleitos sucessivamente. Mas nada impedirá que o nobre deputado Tiririca atraia centenas de milhares de votos, não mais para si, mas para a lista fechada da legenda de que fará parte.

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

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O Zé, bem-intencionado

Parabéns ao Estadão por dar oportunidade de expressão a todos, em nome da democracia. Mas paro por aí! Zé Dirceu sugere uma forma mais fácil de resolver o processo eleitoral, em detrimento de algo mais complicado, o voto distrital, que só permite a continuidade do PT, o qual, em suas palavras, tem "elevada capacidade de comunicação e mobilização". Sem dúvida. Mobiliza e imobiliza até a Justiça nos julgamentos de processos decorrentes da gestão "herança maldita" do PT. O caso Erenice Guerra arrasta-se e o mensalão, com a retomada do herói Delúbio Soares (parece até os heróis do BBB), nos faz crer que os partidos, em sua "evolução", atenderão "especialmente, à fidelidade partidária". Seriam os partidos também os que abrigarão interesses particulares em reservas minerais estratégicas, como as jazidas de nióbio, e o esquecimento dos casos Celso Daniel e Toninho, de que pouco se fala? O PT precisa mostrar a que veio e o que pretende de fato. A era palanque parece estar findando. O "cara", invejoso, nem foi ver Obama.

JOSÉ JORGE RIBEIRO DA SILVA

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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ALMOÇO COM OBAMA

Ausência de Lula

Convidado por Dilma Rousseff para o almoço com Barack Obama, acompanhado dos últimos ex-presidentes brasileiros, Lula não compareceu nem manifestou os motivos de sua ausência. Mas está na cara que, se comparecesse, iria sentir-se com seu "ego de estadista" embaixo da mesa, principalmente pela possibilidade de Fernando Henrique Cardoso lhe proporcionar outra "herança maldita": ser seu intérprete junto a Obama durante todo o almoço!

DJALMA DE MELO

ddmelo@terra.com.br

Rio de Janeiro

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Amarelou!

Não é de espantar. O "cara" preferiu o pagodão que deve ter rolado no aniversário do filho a comparecer ao almoço oferecido ao presidente Obama. Fiquei muito bem impressionado com o convite pessoal da nossa presidente aos quatro ex, dois dos quais não se alinham com seu governo. Ponto para ela. Já para ele...

ALFREDO C. PAES BARRETO

acpbarreto@gmail.com

São Paulo

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Dormindo com o inimigo

Pelo contato que tenho com petistas, percebo que eles estão enciumados com os elogios que Dilma vem recebendo de todos os segmentos da sociedade. No almoço Lula seria apenas mais um, como foram os demais, e isso faria um estrago muito grande no ego dele. Pelo jeito, Dilma está dormindo com o inimigo.

PAULO MATEUS DOS SANTOS

broterosi@yahoo.com.br

Jundiaí

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BANCO CENTRAL

Servidores de carreira

O autor do artigo Um novo Banco Central? (Amir Khair, 19/3, B2) informa, equivocadamente, que toda a atual diretoria do Banco Central (BC) é formada por servidores de carreira. Na verdade, integram-na dois nomes de fora dos quadros do BC: Luiz Awazu Pereira da Silva, diretor de Assuntos Internacionais e de Normas e Organização do Sistema Financeiro, e Aldo Luiz Mendes, diretor de Política Monetária. O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defende historicamente a tese de que toda a diretoria seja composta por servidores de carreira, o que tornaria a instituição menos permeável às enormes pressões do mercado e, certamente, melhoraria a qualidade das decisões do BC, tendo em vista o interesse público e o bem-estar da população. Além de ampliar a autonomia técnica do BC, acabaria com a promiscuidade representada pelo vaivém no órgão de profissionais do mercado financeiro. Tais executivos influenciam negativamente as decisões do BC em prol de seus antigos empregadores e, ao sair, levam de volta ao mercado informações fundamentais e classificadas. A indicação de um servidor de carreira, Alexandre Tombini, para a presidência do BC deve ser saudada como um avanço. É preciso, porém, completar o processo, preenchendo todos os cargos de diretor com servidores do BC. Não falta competência ao nosso corpo funcional para exercê-los.

SÉRGIO BELSITO, presidente do Sinal

sinal@aipy.com.br

Rio de Janeiro

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"O mundo quer Kadafi no cadafalso. Aqui, no Brasil, temos cada falso! Recebem Obama sorrindo, mas gostam mesmo é de ditadores"

ALBERTO BASTOS CARDOSO DE CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE A POSIÇÃO BRASILEIRA QUANTO À GUERRA NA LÍBIA

albcc@ig.com.br

"A ausência do "cara" preencheu uma lacuna"

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES / SÃO PAULO, SOBRE O ALMOÇO NO ITAMARATY

ammarques@uol.com.br

"Lula, ausente, fez-se presente... pela falta que não fez"

MARA MONTEZUMA ASSAF / SÃO PAULO, IDEM

montezuma.fassa@gmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

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TEMA DO DIA

Rio precisa de R$ 12 bi para a Olimpíada

Cálculo foi feito pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ele diz que o número ainda pode mudar

"Dinheiro que era para ser aplicado em hospitais, segurança pública, escolas, geração de empregos..."

PAULO CESAR SEMBLANO DA COSTA

"Alguém quer apostar? Passa de R$ 100 bi fácil. Recordar é viver: orçamento do Pan, R$ 400 mi; custo final, R$ 4 bi."

JORGE MALEDO

"Por que gastar tanto dinheiro em uma Olimpíada e esquecer as reais prioridades do País?"

HURTADO DE MENDOZA ROJAS Y GUSMAN

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

BRASIL-EUA

Até que enfim, o governo brasileiro, diga-se presidenta Dilma, recolocou nosso país no lugar de onde nunca deveria ter saído no âmbito internacional, ou seja, amigo dos ocidentais: Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e demais companheiros da ONU, nunca dando trela aos ditos governantes de esquerda, como Hugo Chavez, o presidente da Bolívia, o de Cuba, Fidel Castro e demais íntimos do ex-presidente Lula.

Agora, sim, o Brasil ocupa seu verdadeiro lugar, ou seja, amigo do Ocidente, conforme provam as palavras do ilustre visitante Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América do Norte: "O Brasil é exemplo democrático". E foi bem claro em seus dizeres: "O País será tratado como parceiro igual" (Estadão, 21/3, A1).

Adherbal Ramon González, gonzalezadherbal@ig.com.br

Santa Cruz das Palmeiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AGENDA DA VISITA DE OBAMA

 

Por que não mudar o enredo favela/samba, que era da Época do Zé Carioca e da Carmem Miranda, para mostrar o Brasil novo, a Embraer, o Terminal da Vale, Volta Redonda, o Porto de Santos, sobrevoar as plantações de milho e soja, as fazendas de gado, e dar uma esticada até as

Cataratas, Angra dos Reis e os Lençóis Maranhenses?

 

Ademaro Guidotti ademaroguidotti@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NÓS E ELES

Não há a menor dúvida que a relação Brasil-EUA seja importante, no entanto, a visita de Obama também deixou claro que eles precisam mais do Brasil do que nós dos norte-americanos.

Tatsuo Sasaki tatsuo.sasaki@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMOCRACIA E PROGRESSO

Há quem odeie com todas as forças ou ame apaixonadamente. Há quem admire e respeite ou quem despreze. Há quem tenha inveja e há quem desdenhe. Mas não há como ser indiferente aos Estados Unidos, a nação mais rica e poderosa do planeta. Então, a visita do presidente americano, por mais ou menos barulho que faça, por mais protocolar que tenha sido, marca o momento de um país. Da visita ao Brasil fica, pelo menos, esta frase: "democracia é o maior parceiro do progresso humano".

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CIDADE DE DEUS

 

A Cidade de um Deus, cansada de tanto descaso de uma humanidade esquecida de sua ação tão querida, recebe como especial presente a presença de um líder de distante nação. Suas cores se identificam, seus falares, seus jeitos e trejeitos. E o habitante da Cidade de Deus guardará para sempre imagem e homenagem daquele ilustre visitante...

 

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OSSO DURO DE ROER

 

Obama é o novo gênio da comunicação. Lembra os grandes apresentadores de televisão que conseguem falar sem parar. Sempre sorrindo, uma alegria certeira. "Obrigado", "maravilhoso", passou a impressão para muitos de que ele é louco para falar português. Não é à toa que conseguiu vender a sua candidatura à Presidência aos eleitores americanos. Antes de sair dos EUA, ele justificou a viagem ao Brasil como uma missão comercial muito importante, destinada a criar empregos que irão estimular a economia americana. Vale a pena salientar que nos dias de hoje a China é o nosso maior parceiro comercial, tendo desbancado os americanos. Outro ponto importante na viagem seria fazer sociedade com o Brasil na exploração do pré-sal, parcerias na organização e segurança da Copa 2014 e da Olimpíada 2016, e outros assuntos de grande interesse para os EUA. Aparentemente, Obama não declarou nem assinou nenhum acordo em que se compromete a acabar com as altíssimas tarifas cobradas sobre alguns dos nossos principais produtos de exportação, como etanol, suco de laranja, frango, sapatos e outros. E, pelo jeito, a agonia que o cidadão brasileiro passa ao solicitar visto nos consulados americanos vai continuar. O lado bom de tudo isso é que o governo americano já deve ter percebido que a presidente Dilma não vai se alinhar de olhos vendados aos seus desejos, mas também não irá aceitar os ditadores que existem aqui pelas Américas, ou no resto do mundo. Os cientistas políticos da Casa Branca já devem ter colocado na ficha de Dilma Rousseff a seguinte observação: "Osso duro de roer".

 

 

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O TRAJE E O CARGO

 

É, no mínimo, lastimável o fato de a sra. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, apresentar-se de vermelho dos pés à cabeça na recepção que ofereceu ao sr. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, no sábado. Faltaram-lhe as cores deste país ou, pelo menos, um distintivo na lapela com a nossa Bandeira. Afinal, ela não estava representando o seu partido político, mas todos os cidadãos brasileiros que votaram ou não nela.

 

Maria Cecília Naclério Homem, mcecilianh@gmail.com

São Palo

 

 

 

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O TRAJE E O CARGO

 

É, no mínimo, lastimável o fato de a sra. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, apresentar-se de vermelho dos pés à cabeça na recepção que ofereceu ao sr. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, no sábado. Faltaram-lhe as cores deste país ou, pelo menos, um distintivo na lapela com a nossa Bandeira. Afinal, ela não estava representando o seu partido político, mas todos os cidadãos brasileiros que votaram ou não nela.

 

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Palo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EXEMPLO

 

O exemplo da simplicidade e da humildade de Barack Obama deveria ser seguido pelos nosso políticos. O homem mais importante e influente do mundo beijou o rosto e apertou a mão de habitantes de comunidades carentes, assistiu a capoeira sentado em cadeiras velhas e desconfortáveis e, com o seu trivial sorriso no rosto, transpareceu disposição e muita simpatia por onde passou. Tenho certeza que a maioria daquelas pessoas nunca viu um parlamentar brasileiro na frente. Nem que fosse numa visita informal,como a de Obama. Devido à grande diferença de importância, os nossos políticos deveriam se envergonhar disso. Tenho certeza que a maciça maioria de nossos representantes, avessos ao povão, não se prestaria a tanto.

 

 

 

 

Filipe Luiz Ribeiro Sousa fabricioharket@yahoo.com.br

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DISCURSO NO RIO

Ao ver o discurso de Obama no Teatro Municipal do Rio, fazendo caras, bocas, sorrisos programados e palavras de impacto, cheguei à conclusão de que ele não passa de um Lulla formado em Harvard. Só que os americanos são mais espertos que os brasileiros. Pelo jeito, ao segundo mandato ele não passará.

 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NINHO DAS SERPENTES

 

Obama disfarçou e falou em "apreço". Ele sabe que, por causa de certos elementos, não há como um país pleitear assento no Conselho de Segurança na ONU. Lulla bajula Kadafi, que adora Ahmadinejad, que corteja Marco Aurélio, que debocha do povo, que trabalha para indenizar bandidos, que se perpetuam no poder, que apoia Chávez, que sustenta Fidel Castro, que fuzila a oposição, que... Está vendo, dona Dilma, em que ninho a senhora foi criada?

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A QUE VEIO?

 

Barak Obama veio ao Brasil fazer relação pública, "discursos históricos" e vender umas coisas. As relações econômicas entre Brasil e EUA são determinadas por realidades bem mesquinhas. Os americanos querem mercado para sua indústria, que aos poucos migra para a China. Querem um ponto de abastecimento de petróleo mais confiável. Mesmo que o pré-sal seja um sucesso, seremos fornecedores menores. Na OMC, os EUA fazem de tudo para burlar decisões pró-Brasil, Obama pode fazer quase nada sobre o protecionismo americano, decidido em barganhas no Congresso, como no caso do etanol brasileiro, barrado no baile de subsídios americanos. E se o plano de energia limpa americano decolar, nossos biocombustíveis terão sérios problemas. Então, a que veio Obama?

 

Carlos Iunes carlosiunes@bol.com.br

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OBAMA E AS FAVELAS CARIOCAS

 

Barak Obama chega no Brasil e o lixo vira luxo. O frisson que a visita do homem mais "importante" do mundo está causando ao prestigiar as favelas cariocas serve para uma reflexão sobre a romantização de um tema tão importante que vem sendo negligenciado há décadas por governos de direita e esquerda, se é que esta ultima já existiu um dia no Brasil. A visita deixa governador, prefeitos, políticos e intelectuais tupiniquins em estado de êxtase.

Se o Barak Obama que é "o cara" acha favela bonito, é por que elas são realmente uma atração turística e todo o mundo merece conhecer... Pergunte a qualquer uma dessas pessoas se concordaria em viver numa favela, no meio da desorganização, em barracos sem estrutura, expostos a riscos e sujeitos às imposições e ao governo de traficantes, por algumas horas apenas. É bem provável que nenhum cidadão minimamente sensato aceitasse mudar de endereço e conviver com tamanha barbárie. Especialmente se ele morar na zona sul e pertencer à classe dominante.

Favelas deveriam ser motivo de vergonha nacional, e não ponto de visitação para líderes mundiais, artistas e popstars. Temos muito mais o que mostrar do que favelas. Glamourizá-las só piora o que parece já ser o fim para 52 milhões de pessoas que vivem nas mais de 22 mil favelas espalhadas pelo Brazil, 365 dias por ano, à deriva, à própria sorte, esquecidos, longe da compaixão e boa vontade de governantes poucos vocacionados para a coisa pública... Ninguém mora em favelas por opção, mas por falta dela.

O governo brasileiro deveria ter a erradicação das favelas como prioridade na pauta de assuntos importantes e estratégicos. O fim das favelas precisa ser uma meta com data para ser cumprida, independentemente de partidos ou tendências políticas. Com efeito, é nessas ocasiões que conhecemos a qualidade dos nossos governantes e descobrimos a superficialidade com que os temas relevantes são tratados.

Tomara que Barak Obama entenda a dimensão deste problema e, depois de conhecer a nossa realidade, consiga nos bastidores convencer a presidente Dilma a tomar providências para eliminar essa chaga que nos envergonha como nação e condena milhões de pessoas a uma vida indigna.

I’M SORRY...

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NA AMÉRICA DO SUL

Se fosse à Argentina ouviria tangos ao som de bandolions, ao Paraguai, guarânias ao som de harpas, mas no Brasil, Barack Obama ouviu percussão, ao som de surdos, repiques, chocalhos, reco-recos e tamborins. Privaram-no de uma roda de choro ao som de violões, bandolins, flautas, cavaquinhos e pandeiros. Foi uma pena.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas - MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMOCRACIA

Obama enalteceu a democracia brasileira. Contaram a ele da obrigatoriedade na votação do salário mínimo? E que nós temos uma família Sarney? Com certeza, ele mudaria de opinião.

 

Elaine Navarro elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO

Na realidade, não traduziram bem o que expressou o presidente Obama sobre nosso pleito de participação permanente no Conselho de Segurança da ONU. Ao dizer "appreciate", pela sua atitude até agora e segundo os léxicos, significa muito menos do que o considerado "apreço", mas "avaliar com precisão, calcular ou orçar corretamente". Vale dizer: usou termo diferente daquele com que apoiou idêntica pretensão da Índia e do Japão.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MANIFESTAÇÃO ANTI-EUA

Não me conformo com as manifestações antiamericanas de alguns brasileiros, muito deles estudantes. Não que eu concorde com tudo o que os EUA fazem, mas será que eles não percebem que o maior inimigo do brasileiro é o próprio Brasil, na figura de seus políticos? Não são os EUA que, cobrando um dos maiores impostos do mundo, lhes oferecem o SUS. Já viu político brasileiro se tratando no SUS? Já viu filho de político brasileiro frequentando as escolas públicas, principalmente as do Nordeste? Já viu político brasileiro andando de ônibus para "trabalhar"? Você, povo, teve o direito de ficar em casa dez dias durante o carnaval? Tem direito a motorista particular, plano de saúde dos melhores (pago por você), vale-paletó, engraxate e tudo quanto é mordomia que eles podem lhe destinar? Recebeu mais de 60% de aumento de salário? E a aposentadoria é digna, depois de tantos anos de trabalho? Vamos ter Copa do Mundo e Olimpíada e, enquanto isso, falta infraestrutura (água, luz e esgoto). Vamos ter também trem-bala, que maravilha! Já viram o custo/benefício desse projeto? Precisamos de trem, sim, e muito, mas para o País inteiro, que é tão imenso, o que incrementaria o turismo e melhoraria a transporte de cargas. Baixando seu custo. Nossas estradas, então, nem se fala. Agora, mostre-me um político pobre. Mostre-me como uma pessoa ganhando apenas o salário de político consegue multiplicar de maneira vergonhosa seus bens, como os políticos fazem. Não, gente, nosso inimigo não são os EUA, nosso maior inimigo é essa corja que amealha para si o que deveria ser direito de todos. Hoje, o que parece é que político honesto é aquele que não foi bem investigado.

 

 

Vera Oguma vera.oguma@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROTOCOLO

Numa visita, os elogios do visitante ao país visitado são de praxe. Fazem parte do protocolo. Se Obama soubesse a situação dos aposentados, a situação da educação, o descontrole total sobre a violência, o caos na saúde, o caos na educação, a roubalheira que faz parte do dia a dia do País, por parte de seus administradores, em todos os níveis, talvez se mantivesse em silêncio já que para certas situações o ditado diz: "o silêncio é a palavra dos sábios".

 

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

 

 

 

 

 

 

 

 

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CUSTOS

 

O simpático presidente americano disse muitas coisas em sua visita ao Rio, como "o Brasil é exemplo de democracia" e que "o futuro de uma nação é determinado por seu povo" (Sarney, Romário, Tiririca, etc.). Obama ainda falou sobre a Copa do Mundo, a Olimpíada no Rio em 2016 (tudo muito atrasado), o menino de Pernambuco (Lula), o escritor Paulo Coelho, etc. Muito inteligente, falou sobre História do Brasil, dom Pedro II, etc. Tudo foi perfeito, todos gostaram, mas eu, como cidadão e contribuinte, gostaria de saber quanto custou aos cofres públicos (dos quais eu sou um dos donos) a vista do Obama, com todo aquele gigantesco aparato militar.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EM SÃO PAULO

Barack Obama em São Paulo? Nem pensar. Imagina se resolvem levá-lo até a Praça da Sé, onde existe uma base comunitária da PM e outra da Guarda Civil Municipal e ali mesmo, juntinho, atuam à luz do dia os donos do alheio, golpistas, assaltantes, receptadores, vendedores de RG, CPF, atestados médicos, carteiras de habilitação, diplomas universitários. E olha lá se não estiver à venda diploma de presidente, porque aqui, no Brasil, o diploma de presidente tem vários itens de segurança contra falsificação... Mas na Sé tudo é possível.

Jatiacy Francisco da Silva www.lettersofjatiacy.wordpress.com

Guarulhos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COADJUVANTES

Por mais que queiramos parecer livres do complexo de inferioridade quanto aos EUA, a visita do Obama mostra o contrário. É só ver as cenas do povão nas ruas e favelas cariocas fazendo mesuras e comportamento submisso ao americano para sentir isso. Obama veio aqui apenas para defender interesses americanos no comércio e na política da América do Sul, na qual somos o maior país, mais na condição de caixeiro-viajante do que outra coisa. Da parte da presidente Criatura, mesmo tentando parecer diferente de seu criador, mas seguindo suas ordens, busca o apoio americano para um dia nosso país ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Essa intenção foi maior no governo do Burla, que é ignorante no assunto, imaginava-se nesse conselho, botando o dedo no nariz de um presidente americano e o impedindo de praticar atos como invadir o Iraque, algo que russos, chineses e franceses não conseguiram. Ilusão de ignorante, que ainda não percebeu que apenas três países podem decidir o destino de nosso planeta, EUA, China e Rússia, com sua capacidade nuclear de acabar com nosso planeta. O Brasil e o resto não passam de coadjuvantes nessa ópera planetária chamada Terra.

 

Laércio Zanini zanix@hotmail.com

Garça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MUITO BARULHO POR NADA

Se espremermos bem, sobrará muito pouca coisa de concreto da visita do Obama. Muito barulho por nada. Visita protocolar, falou apenas o que o brasileiro gosta de ouvir e só viu o que o brasileiro gosta de mostrar: ritmos, capoeira e samba.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ENFIM, POLÍTICA

Foi muito bom respirarmos dias de boa prática política, em razão da visita de Barack Obama ao Brasil. Há muito não assistíamos a uma relação discreta e eficiente do governo brasileiro ao receber um presidente americano. Inclusive com grande interesse da nossa sociedade por esse evento.

Isso comprova que estamos muito mais próximos de Tio Sam do que muitos xiitas tupiniquins também lotados no Planalto pensam...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ALÍVIO

 

A recepção oficial ao casal Obama pelo governo brasileiro, em Brasília, marcou a retomada do respeito e da admiração da sociedade brasileira pelo cargo de presidente da República. Após oito anos do "cara", estávamos-nos acostumando a confundir o Palácio da Alvorada com o botequim da esquina...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FUTURO

O presidente Obama disse que o futuro do Brasil é agora. Sério? Com quem? Com Maluf, Collor, Genoino, José Dirceu, Joaquim Roriz, Delúbio, Tiririca? Are you kidding us, mr. President?

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROTESTO DE MOVIMENTOS SOCIAIS

 

Pegou muito mal o protesto organizado por representantes de movimentos sociais, empunhando a bandeira do PSTU, contra o presidente Obama em frente ao Consulado dos EUA. Mesmo a presidente Dilma tendo avisado que não queria nenhum tipo de manifestação contra Obama, os baderneiros fizeram ouvidos de mercador e partiram para o confronto. As organizações do MST, UNE e outros movimentos repudiaram a violência ocorrida no protesto. A polícia vai indiciar os13 manifestantes detidos. O nome dos manifestantes não foi divulgado porque certamente foram laranjas que agiram a mando dos caciques. Enquanto não tivermos educação de qualidade vamos assistir à manada sendo conduzida.

 

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PELA PORTA DA COZINHA

Foi de uma grosseria sem par, infeliz demonstração de machismo explícito: o chefe do cerimonial, sem cerimônia alguma, simplesmente barrou Michelle Obama, impedindo que a primeira-dama dos EUA subisse a rampa atrás do marido. A presidente Dilma demonstrou "surpresa" quando Michele apareceu ao seu lado. Foi como deixar o marido entrar pela porta da frente da casa, enquanto a esposa teve de entrar pela porta da cozinha.

 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SEGURANÇA QUE INCOMODA

 

O forte esquema de segurança de Obama irritou Aloizio Mercadante, Edison Lobão, Guido Mantega e Fernando Pimentel. Os ministros, acostumados a tratamento VIP, preferiram virar as costas ao discurso de Obama na Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos e a implicância foi mais longe, porque não receberam o aparelho de tradução simultânea. Uma pergunta que não quer calar: os ministros, com tantas poses, não falam inglês? Os quatro mosqueteiros agiram feito crianças birrentas. A segurança está certa, ninguém tem estrela na testa e confiar na estrela da lapela é muita ingenuidade, e ingênua a segurança americana não é. A presidente Dilma deveria dar uma boa bronca nos seus "homens do governo". Afinal, eles tinham uma missão, mas preferiram a rebeldia. Que papelão!!!

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E AGORA?

Dona Dilma, tenho um vídeo que mostra o seu ex-chefe, em discurso populista aos formandos do Instituto Rio Branco, afirmando que ministro que tirar os sapatos para ser revistado, numa referência direta ao ex-chanceler Celso Lafer, deixará de ser ministro. Pergunto: o que acontecerá com Guido Mantega, Edison Lobão, Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel, que foram apalpados na cintura, entre as coxas e no traseiro, em plena capital federal, pelos seguranças de Barack Obama? Vão continuar ministros ou serão demitidos, para o bem de todos e felicidade geral da nação petista?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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OS SAPATOS DE CELSO LAFER

Em 2002, o ex-chanceler Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos para uma revista num aeroporto dos EUA. Celso Lafer, que é um homem cordato e inteligente, submeteu-se às regras do país que visitava. Lembro-me de que o PT, então na oposição, fez um escândalo com relação ao episódio, dizendo que o governo FHC era subserviente aos americanos e que não deveria se submeter a tal "humilhação". Mais tarde, Lula da Silva, já como presidente, num de seus milhares de discursos ufanistas e carregados de pueris patriotadas, classificou tal episódio como uma vergonha para os brasileiros. Pois bem, na visita do presidente Barack Obama ao Brasil, os ministros Guido Mantega, Edison Lobão, Fernando Pimentel e Aloizio Mercadante foram revistados pelos agentes de segurança dos EUA da cabeça aos pés, em pleno solo brasileiro. Foram humilhados por agentes estrangeiros dentro de seu próprio país!

Gostaria de saber o que a atual Chancelaria brasileira tem a dizer sobre o caso. Gostaria muito que o ex-presidente Lula da Silva se manifestasse a respeito do ocorrido. Nada como um dia após o outro.

 

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REVISTA

A revista de "segurança" feita nos acontecimentos "políticos" poderia ser aperfeiçoada. Seria na ENTRADA e na Saída. Creio que assim sobrariam os políticos honestos e a "justiça" poderia ser feita em uma única instância (economia de dinheiro público).

 

Ivan Schwarzenberg navinegro@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CONSTRANGIMENTO

Pela edição de domingo do Estadão tomamos conhecimento de que quatro ministros brasileiros ficaram "indignados com a forte revista feita pela segurança da comitiva de Barack Obama" e por esse motivo "abandonaram o encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos". Esse episódio deve servir para que os referidos ministros sintam na pele o que nós, cidadãos comuns e honestos, sentimos quase que diariamente quando nos dirigimos a uma agência bancária e somos fortemente revistados pela segurança desses estabelecimentos. Por falta de segurança neste país passamos por esses constrangimentos e, portanto, a revista feita aos ministros não deveria surpreendê-los. Por outro lado, assim como cumprimos nossa obrigação e, mesmo constrangidos, entramos nos bancos para saldar nossos compromissos financeiros, os ministros deveriam ter posto de lado seu orgulho ferido e, cumprindo a obrigação de servidores do País, assistir aos eventos programados.

Helena M. C. Carmo Antunes helena.antunes@gmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SUSPEITOS

O Serviço Secreto americano foi precavido ao revistar ministros petistas. Estes senhores fazem parte de um partido/quadrilha e a diplomacia americana não se esquece dos aloprados nem do mensalão.

 

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

 

 

 

 

 

 

 

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DIREITOS IGUAIS

A visita do presidente Obama ao Brasil foi um sucesso, a única coisa que não entendi é por que nossos ministros tiveram de se submeter a revista. Será que quando houver um evento dessa natureza nos Estados Unidos os ministros americanos serão revistados pela segurança do Brasil?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DUIUISPIKINGLIXI?

Engraçado que uns ministros ficaram contrariados por terem sido revistados em seu próprio país, mas aceitaram a humilhação só para ver o Baraca de perto. Aí, assistir ao aguardado discurso em inglês, sem tradução simultânea, foi a gota d'água. Retiraram-se, por não entenderem patavina. Por que, ciente da visita americana, nenhuma universidade se prontificou a lhes dar um diploma de curso de inglês? O problema estaria resolvido!

 

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CURSINHO NELES

Quem sabe alguma escola de inglês se compadeça e ofereça um cursinho rápido aos ministros Mantega, Mercadante, Lobão e Pimentel, que saíram do encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, durante a visita de Obama, pois não receberam um aparelho de tradução simultânea. É quase um sacrilégio um ministro de Estado não ter pelo menos uma segunda língua.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

Os ministros de Dilma foram revistados e ficaram muito ofendidos. Na noite anterior, simpatizantes do seu partido e outros da base aliada jogaram coquetéis molotov na embaixada americana. Naquele mesmo dia, o aliado Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, havia feito brincadeiras muito amigáveis com um indivíduo vestido de Osama bin Laden. Deveriam lembrar-se de que, até anteontem, faziam parte de um governo que se abraçava com o Irã de Ahmadinejad e com Kadafi, da Líbia. Também declaravam, em público, seu deleite em ver os EUA em crise econômica. Os ministros se ofenderam? Diz o ditado que nós colhemos o que plantamos. Eis aí.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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POLITIQUINHOS

Os "grandes ministros", não gostaram de ser vistoriados na entrada do encontro da Cúpula Empresarial Brasil-EUA Quem sabe se tocam de que só os pobres brasileiros engolem estes politiquinhos. E o pior, ficaram irritadinhos por que não receberam fones de tradução simultânea. O que será que eles fazem com o dinheiro que ganham com tanta facilidade? Será que não dava para pagar um curso de inglês pelo menos?

Em tempo: apesar de não ter votado nela, a presidente Dilma está me surpreendendo com tanta desenvoltura, simpatia e simplicidade com que tem recebido seus convidados. Nada como ter cultura e educação. Que isso incentive o povo brasileiro, que passou oito anos achando que educãção era item desnecessário na vida.

 

Maria Christina P. B. Dias chrispd@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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INFANTILIDADE

Existem, procedimentos, normas e condutas quando um evento político dessa grandeza envolve pessoas como Barack Obama. O correto é saber aceitá-los e depois criticá-los, se necessário for. Como o caso da revista pela segurança em Guido Mantega, Edison Lobão, Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel. Que em represália, simplesmente abandonaram o encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos. Atitude bem infantil, não?

Aliás, sabem por que Lula se ausentou no almoço oferecido a Obama por Dilma? É porque ele mesmo se julgou incapaz de participar.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MESQUINHEZ E DESPREPARO

Em mais uma demonstração de mesquinhez e despreparo, o ex-presidente acidental Lula da Silva não apareceu nem justificou a ausência no almoço oferecido ao presidente Barack Obama, para que tinha sido convidado com outros ex-presidentes do Brasil. Resta-nos uma certeza. A ausência do "cara" preencheu uma lacuna.

Aliás, tenho a certeza, o casal Lula da Silva estaria fora do seu hábitat e zona de conforto.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AUSÊNCIA

 

Sem especulações, por favor: o sr. Luiz Inácio não compareceu ao almoço oficial no Itamaraty, pura e simplesmente, porque não quis ofuscar a presença dos presidentes Dilma Roussef e Barack Obama.

 

 

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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PASSOU BATIDO

A ausência do "cara" no almoço para Obama, em Brasília, não foi nem notada. Portanto, tratemos de esquecer a figura mais "pequena" que ocupou o cargo de presidente da República do Brasil.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NO BACKSTAGE DO PLANALTO

O ex-presidente Lula não aceita papel de coadjuvante e, assim, não compareceu ao almoço para não ser ofuscado pela brilhante performance dos dois atores principais. Por outro lado, ministros das pastas da Fazenda (Guido Mantega), Minas e Energia (Edison Lobão), Ciências e Tecnologia (Aloizio Mercadante) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Fernando Pimentel) reclamaram da revista dos seguranças e da falta de aparelhos de tradução simultânea e retiraram-se do encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos. A síndrome do pequeno poder, que atinge todos os escalões do governo, não permitiu que os ilustres ministros usassem aquele velho antídoto: "Você sabe com quem esta falando?" Mas... pensando bem, será que alguém lamentou a ausência deles?

 

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LULLA FOI "OVER"

 

Nesta visita de Barack Obama ao Brasil, é digna de nota a ausência de Lulla no almoço oficial, realizado no Itamaraty, em que estiveram presentes outros ex-presidentes brasileiros. Quanto não foi gasto, em tinta e papel, para exaltar o singular apreço e distinção com que Obama, um dia, brindou o "ex", à vista de seu protagonismo e grande visibilidade para, no fim, dar no que deu: seu discreto recolhimento em São Bernardo, longe dos flashes. A verdade é que nosso ex sempre se "achou", e errou na leitura de nosso peso em assuntos de segurança internacional, particularmente na questão nuclear do Irã. O Brasil tem pendentes de resolução incontáveis assuntos internos - problemas políticos, o custo Brasil, infraestrutura, dívida pública, violência endêmica, moeda sobrevalorizada, desindustrialização, etc. Militarmente, então, não se pode dizer que sejamos sequer uma potência "média" e é sabido que um país com 7 milhões de habitantes, como Israel, é, nesse quesito, muito mais poderoso que o Brasil, com seus 185 milhões. Os fatos estão aí e só não vê quem não quer. Há um ditado que diz: "em terra de jacu, inhambu não pia". Não estamos com essa bola toda, nem econômica nem militarmente. Logo, o que nos credencia a protagonizar acordos sobre segurança internacional? Lulla foi "over" no caso iraniano, melhor faria se tivesse sido "low". E, no almoço para Obama, ficou "out". De qualquer forma, quando Hugo Chávez vier, certamente para compensar, a ele será reservado lugar de honra ao lado do amigo bolivariano.

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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POR QUE ELE NÃO FOI?

Ver FHC conversando com Obama em inglês seria muito para o ego dele.

Fernando Pierry fernando.pierry@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INVERSAMENTE PROPORCIONAL

Lula agiu como o garoto aprontão que depois tem receio de encarar os pais e a comunidade, ao deixar de comparecer ao almoço com Obama, enquanto Dilma demonstrou sua qualidade de estadista e convidou todos os ex-presidentes, sem distinção. Há em andamento, movido por força espontânea, um movimento de crescimento da presidente, inversamente proporcional ao apequenamento de seu antecessor.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O ENCANTADOR DE SERPENTES

Lulla não compareceu ao almoço que Dilma Roussef ofereceu ao presidente Barack Obama por muito receio de se ver ofuscado. Além de Lulla não ter aprendido nada com relação a comportamentos quando foi presidente, este seu gesto foi pura falta de educação, aliás, próprio de quem nunca a teve. E vou mais além, ouvi o presidente Obama falar no Teatro Muncipal do Rio de Janeiro, sendo calorosamente aplaudido e distribuindo simpatia. E nesses dois dias em que esteve entre nós o presidente Obama despertou muita simpatia da população brasileira, ávida por vê-lo de perto, e isso deixou Lulla muito preocupado, já que o presidente Obama encantaria até serpentes, tamanho o carisma que possui. E nos encantou. Ele, sim, é "o cara".

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SERVIÇO À NAÇÃO

Tentando marcar presença pela ausência, nosso "estradista" acertou em cheio não comparecendo à recepção a Obama! Prestou um grande serviço à nossa nação, poupando-a de um possível vexame! Nós, brasileiros, penhoradamente agradecemos, e, ao mesmo tempo, felicitamos nossa presidente pelo seu brilhante desempenho no ato.

 

Eduardo Ciciliati eduardo.ciciliati@hotmail.com

Osvaldo Cruz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRECONCEITO

Lula não compareceu ao almoço, então a história do preconceito é verídica?

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESPANTO POR QUÊ?

Não sei o porquê dessa surpresa toda pelo fato de nosso popstar, egocêntrico, Dionísio tupiniquim, Adonis de Brasília, ex-presidente, não ter ido ao almoço em homenagem ao presidente americano, Barack Obama. Afinal, ele não comparece mais em locais onde não é a figura principal, o ego sofreria muito, perdeu a vocação de coadjuvante.

 

Roberto Luiz Tibiriçá rltibirica@yahoo.com.br

Itu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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‘O CARA’

Inacreditável o ex-presidente Lula, depois de tantos autoelogios ao longo de oito anos de mandato na Presidência do Brasil, mostrar-se deselegante e até mesmo impróprio à instituição de um ex-presidente. Como assim? Ele se acha quem? Qual a justificativa plausível para ausentar-se da presença de Obama, um presidente que o chamou de "o cara" na frente das câmeras de todo o planeta?

De fato, o presidente Obama estava com a razão: Lula é "o cara" ao avesso, mestre em mostrar arrogância e autossuficiência.

 

Mario Negro Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BOM PARA O BRASIL

O ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva está sendo criticado por muitos pelo fato de não ter comparecido ao almoço que a presidente Dilma Rousseff programou em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - e convidou todos os ex-presidentes. Eu não o condeno. Estou de acordo com o seu procedimento de não se ter feito presente, com toda a certeza não correu o risco de ter de responder a uma pergunta complicada, como sobre aquele seu pronunciamento feito numa das reuniões do Mercosul, quando disse que o Brasil era a maior economia do continente americano. Desta vez eu concordo com o seu procedimento, foi bom para o Brasil.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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LULA, OBAMA E CUBA

 

Quando Lula se equiparou a Obama, que chegava ao Brasil, ao dizer que não sabe "como um homem com a origem dele não vai pessoalmente tratar com Raúl Castro", ele se esqueceu de que, enquanto Obama, apesar da origem humilde, tem diploma de Harvard (a universidade mais famosa do mundo), Lula não se esforçou nem um pouco para ir além do ensino básico.

 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

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TIETAGEM DO ALCAIDE

 

Não bastassem suas sapatadas nos paulistas, agora o prefeito do Rio, Eduardo Paes, acompanhado do governador Sérgio Cabral cercou o presidente Obama, levando a família e obrigando o presidente a parar e tirar fotos com toda a sua família, numa vergonhosa tietagem explícita.

 

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

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