Cartas - 22/06/2010

POLÍTICA EXTERNA

, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2010 | 00h00

Desistindo do Irã

O ministro Celso Amorim disse ao Financial Times que o Brasil não vai mais intermediar acordo com o Irã (21/6, A11). O governo brasileiro deve ter-se dado conta do erro e do prejuízo causado ao País pelas decisões afoitas não só com relação ao Irã, mas também a Honduras e Cuba, por exemplo. Pergunta aos experientes negociadores internacionais: como ficam, agora, nossas relações com a Turquia? Por favor, façam o Itamaraty voltar a atuar como no passado, para que possamos merecer respeito internacional.

ALVARO SALVI alvarosalvi@gmail.com

Santo André

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O Brasil desistiu de exercer papel de interlocutor entre as potências ocidentais e o país persa, "a não ser que sejamos solicitados", disse Amorim ao Financial Times. Uma autoridade americana comemorou e também comemoramos nós, brasileiros, porque sabemos que o País não vai ser solicitado, poupando o Brasil de gastos inúteis que só serviriam para o desejo irrefreável de aparecer na cena internacional do atual ocupante do Planalto, talvez com mira no cargo de secretário-geral da ONU (?). Aliás, Lula, Amorim, Garcia & Cia. deveriam ressarcir a União dos gastos, não de pouca monta, com certeza, da sua aventura diplomática frustrada em Teerã. Se o presidente não andasse encantado consigo mesmo e se o Itamaraty tivesse um pouco de senso crítico e realismo na avaliação do projeto nuclear iraniano, teriam logo deduzido que o Irã quer a bomba e nada, nem mesmo a capacidade do nosso presidente de criar "momentos maravilhosos", como os que diz que nosso país está atravessando, conseguiria demover o regime dos aiatolás desse firme propósito e que sua cartada diplomática no outro lado do mundo só poderia dar em águas de barrela, servindo apenas para engrossar a coleção de fracassos que a política externa brasileira vem colhendo nesta administração lulista.

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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Acordou, Amorim?

Depois de levar a imagem do Brasil ao ridículo internacional, por apoiar um regime criminoso, violento e suspeito como o do Irã, Amorim acordou. Pena que até então tenha promovido um dano considerável à reputação internacional do nosso país.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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BOLSA-FAMÍLIA

Programa eleitoreiro

Um breve comentário à manifestação do leitor sr. Rogério Proença Ribeiro (21/6), quando ironiza que o PSDB chamou de assistencialista o Bolsa-Família do Lula. Na verdade, antes do PSDB o próprio Lula, em 2000, em campanha eleitoral, criticou o Bolsa-Escola, que gerou o Bolsa-Família, tachando-o de eleitoreiro, e acusava o programa de comprar votos dos menos favorecidos. Quando se elegeu, no entanto, ampliou e reforçou a compra de votos, e assim sucessivamente.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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IGUALDADE RACIAL

Índios

No editorial Poderia ter sido pior (18/6, A3) o Estadão reitera a sua tese de que o Estatuto da Igualdade Social "dividirá em duas a sociedade brasileira". Concordo, mas vou mais longe, pois a divisão é por três, dado que os indígenas já são contemplados com benesses, como, por exemplo, demarcação de terras, por vezes exageradas. Já que a divisão da sociedade brasileira está, inexoravelmente, instituída pela racialização contida no referido estatuto, os legisladores deveriam ter nele incluído os indígenas aculturados, que representam uma etnia que também merece ser contemplada pela "igualdade racial".

PAULO CESAR A. CASTANHO pccastanho@hotmail.com

São Paulo

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INSTITUTO BUTANTAN

Pesquisa científica

Parabéns ao Estadão por entrevistar o professor dr. Willy Beçak (20/6), este, sim, pesquisador sério e de renome internacional, além de excelente administrador público, um dos melhores diretores que o Instituto Butantan já teve. Infelizmente, ao que parece, a aposentadoria compulsória só atinge os bons. Os outros continuam ad aeternum. Elogios também ao pesquisador científico Lanfranco, que teve a coragem de apontar a mudança sorrateira da determinação legal de que tão somente pesquisadores científicos poderiam vir a ser empossados como diretores não somente no Instituto Butantan, mas em todos os institutos de pesquisa científica do Estado de São Paulo. Jovens pesquisadores recém-admitidos na carreira, com pouquíssima vivência científica e nenhuma administrativa, são nomeados para altos cargos de chefia e diretoria técnica e científica, atropelando o bom senso e, mais uma vez, ao arrepio da lei que criou a carreira de pesquisador científico.

FREDERICO FONTOURA LEINZ fleinz@terra.com.br

São Paulo

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Alguns dados

Uma busca simples no ISI Web of Knowledge usando como palavra de busca Butantan no endereço mostra que o número de publicações internacionais indexadas de pesquisadores do instituto passou de 40 em 1991 para mais de 200 em 2008. A visibilidade dessas publicações, estimada pelo número de citações, era de menos de cem em 1991 e em 2009 passou de 2.800. Nesse mesmo período o Instituto Butantan, com o apoio da Fundação Butantan, passou a ser o maior produtor de produtos imunobiológicos deste país, fornecendo ao Ministério da Saúde mais de 200 milhões de doses de diversas vacinas e de soros em 2009. Conclusões possíveis, a partir desses dados, poderiam ser de que existe uma correlação entre o aumento da produção científica e a entrega de produtos do mais avançado nível científico-tecnológico para melhorar a saúde pública brasileira. Convém, pois, que o leitor, depois de ler a entrevista e o artigo publicados neste domingo no Estado, que sugerem o contrário, bem com os dados mostrados acima, seja informado de que os fatos parecem desmentir afirmações que sugerem uma relação inversa (perversa?) entre a produção de ciência, a relevância da ciência produzida e o papel do Instituto e da Fundação Butantan na saúde pública do Brasil.

HERNAN CHAIMOVICH, superintendente-geral da Fundação Butantan, presidente da Rede InterAmericana de Academias de Ciência (Ianas)

hchaimo@gmail.com

São Paulo

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"Lembram-se de Perón e Cámpora, na República

dos nossos "hermanos"? Triste período para eles"

ROBERTO C. BENÍTEZ / SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SOBRE DILMA NO GOVERNO, LULA NO PODER

benitez.gimenez@hotmail.com

"Luis Fabiano e a bola: detalhes tão pequenos de nós dois..."

JÚLIO MESQUITA MORETIN / DESCALVADO, SOBRE O JOGO CONTRA A COSTA DO MARFIM

hobbbit_one@hotmail.com

"Goleada histórica: Portugal 7 x 0 Coreia do Norte. E o pentacampeão teve atuação pífia contra a Coreia, 2 x 1. Dunga terá muito trabalho para convencer suas estrelas a jogar com raça, só a fama não garante o título"

IZABEL AVALLONE / SÃO PAULO, SOBRE O BRASIL NA COPA

izabelavallone@yahoo.com.br

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Após vitória sobre os marfinenses, técnico da seleção volta a mostrar irritação com os jornalistas

TEMA DO DIA

Dunga xinga repórter e alfineta a imprensa

"Saber lidar com a imprensa e ter compostura é fundamental para figuras públicas. Ele devia ser bem orientado nessa parte."

SÉRGIO CAVALCANTI

"Seleção é tema complicado. Acho que os dois lados devem se desculpar e dar trégua. Farpas não vão ajudar ninguém."

MARCOS COSTA

"Dunga está certo. A imprensa pega muito no pé dele e parece, sim, estar torcendo contra - não a seleção, mas o técnico."

RENATO GOMES

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''''Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br''''

Dunga volta ao normal

Lamentável a conduta do técnico da seleção brasileira na coletiva com jornalistas. Ao ofender explicitamente um profissional da TV Globo, o Dunga expõe negativamente a imagem do Brasil perante a imprensa mundial, na África do Sul. E irresponsavelmente cria um mal-estar que pode até prejudicar a sequência de bons resultados da nossa seleção.

O técnico canarinho nunca foi um exemplo de boa comunicação, mas agora extrapola os limites do mínimo razoável de cidadania.

A Fifa, que pelos mesmos motivos puniu o Maradona, não pode se omitir. Deve suspender também as atividades do Dunga na seleção brasileira! Já que a CBF não é muito afeita a valores éticos, vai tentar proteger o técnico. Ou seja, modelo similar ao lulismo...

Por outro lado, é muito triste perceber que jornalistas em importantes sites manifestam apoio ao Dunga, porque peitou a "poderosa Globo". É como se esses profissionais também estivessem solidários e a favor da censura imposta ao Estadão há 326 dias...

Essa atitude pequena e deselegante do técnico é uma tentativa vexatória de censurar a imprensa!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Relação com a imprensa

Quer dizer que o tal jornalista da Globo vai a uma entrevista coletiva do técnico da seleção brasileira e fica falando ao celular? Quem foi mais desrespeitoso?

Então, ele balançava a cabeça negativamente para o interlocutor que estava ao telefone, a quilômetros de distância?

Isso é que é tecnologia avançada.

Haroldo Lopes aluisantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Não seria o Zangado?

Vexame na roupa, tudo bem, bom gosto não é atributo que se requer de um técnico de futebol. Mas autocontrole e educação são, sim. O técnico faltou com a educação não só ao repórter da Globo, mas aos telespectadores de todo o mundo. E é um representante do Brasil na Copa, portanto, envergonha 200 milhões de brasileiros com essa atitude.

Márcio M. Carvalho

Bauru

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Zangado, sim

O Dunga conseguiu, até ganhando perde o humor e ninguém mais aguenta o cara.

Quem já aprontou muito fica assim, sempre achando que podem fazer com ele o que ele já fez muito, é muito peso.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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Imagem do Brasil

Dada a aversão quase paranóica à imprensa, talvez fosse melhor mesmo usar o nome de outro dos anões para designar nosso técnico, Zangado.

Pior é que sendo o Brasil o próximo a realizar a Copa (se Deus permitir), olha a divulgação do País que esse sujeito está fazendo!

Para uma Copa 2014 alegre e simpática,sugiro como técnico Joel Santana, véri gúdi!

Luiz Henrique Penchiari luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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TODO O APOIO AO TÉCNICO

Isto mesmo sr. Dunga! Parabéns!

A Rede Globo de Televisão não pode pautar, escalar ou demitir quem quer que seja da equipe da seleção brasileira de futebol. Já basta o que ela já fez, colocando no bolso os vereadores paulistanos, e de joelhos a cidade de São Paulo, que, como todo mundo sabe, cederam a pressões (inclusive o prefeito Gilberto Kassab) da poderosa emissora para que os jogos ocorressem só após o término das xaroposas, chatésimas e toscas novelinhas da "Vênus platinada do Jardim Botânico" (copyraght by saudoso Paulo Francis).

Não se trata de ser mal-educado ou deselegante com a imprensa, mas de reafirmar claramente que quem manda e lidera na seleção brasileira é o seu técnico, e não o esquema esportivo da Globo.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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Não valeu o esforço

Pobres jornalistas brasileiros! Destratados por Dilma em um lado, xingados por Dunga no outro. De que vale tanto esforço para agradar?!

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Confiança

Confesso que minha expectativa não era muito boa em relação à participação do Brasil na Copa. A primeira partida confirmou toda aquela desconfiança que afligia todo povo brasileiro com relação à seleção de Dunga, em razão de ele optar por um futebol de resultados, força e, além de tudo, feio. O time não empolgava. E, somando a isto, ainda tínhamos a implicância de muitos por ele não ter convocado uma constelação de galáticos, que ficaram de fora segundo alguns critérios exigidos por Dunga, estes mesmos critérios não foram exigidos do técnico da seleção. Mas, apesar de tudo, quando chega a Copa do Mundo as diferenças são deixadas de lado e todos se unem numa corrente positiva. E não é que na segunda partida o time desencanta e até parece que foi a verdadeira estréia? Logo no momento certo, pois daqui para a frente é só pedreira. Agora, sim, a confiança voltou para unir toda uma Nação em prol de um só sonho: o hexa.

Edilson Ricardo rs311068@gmail.com

Brasília

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MÃOS FABULOSAS

Como o brasileiro é honesto. Pois então, vejamos: quando Maradona usou a mão numa Copa para fazer um gol, todos foram unânimes aqui em rechaçá-lo, xingá-lo, odiá-lo; quando Henry classificou a França ajeitando uma bola com a mão, todos o condenaram, chamaram-no de desonesto e quase os torcedores brasileiros saíram às ruas para admoestá-lo exemplarmente. Mas domingo, quando Luis Fabiano levou a bola escandalosamente no braço até fazer um gol, pronto, aí tudo mudou: de repente o brasileiro viu-se à frente, mais uma vez, não de um ato desonesto ou irregular, não, foram as mãos fabulosas, foi o braço divino, etc. Correu-se logo a acudi-lo, cada comentarista aludiu tão somente à expulsão de Kaká, tadinho, crentinho, santinho, bonitinho, não merecia ser expulso. Quanto ao gol de Fabiano, o que importa, disseram muitos comentaristas, apresentadores, ufanistas do além, é ganhar.

ACHEL TINOCO achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador

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Que tal se imaginar do outro lado?

Tenho muita curiosidade de imaginar como reagiriam nossos cronistas, jornalistas esportivos e torcedores em geral se, tendo chegado à final da Copa, o Brasil fosse derrotado por um gol de mão - feito pelo Verón e validado pelo juiz com um sorriso compreensivo! Aí, sim, poderíamos conhecer o espírito democrático e o senso de justiça desses que, hoje, recorrem aos mais estapafúrdios argumentos (sempre temperados com pitadinhas de bom humor...) para justificar uma vitória conquistada com a ajuda da ilegalidade. O problema do Brasil, definitivamente, não são seus políticos...

Odilon Toledo odilonto@terra.com.br

Belo Horizonte

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Mão de Deus tupiniquin

A falta de princípios morais que emana do atual governo já contaminou a seleção brasileira de futebol. Gol com ajuda da mão agora é comemorado com sendo dádiva dos céus. Espero que a seleção ganhe o título, mas... com dignidade.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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EL BRAZO DE DIÓS

Impressionante o encanto que a Argentina exerce sobre nossa vida. Nesta época de Copa, a maioria dos anúncios comerciais faz alusão aos ''hermanos''. A imprensa, por sua vez, fica atenta a todos os passos (torcendo por tropeços...) de sua seleção e de seu treinador e ídolo, e desde 1986 estamos perseguindo um feito tão transgressor quanto aquele gol de mão "del Pibe" sobre a Inglaterra. Domingo chegamos perto... Até um colunista discorreu acerca de nossa superioridade nesse item, que esbarra em pressupostos morais. Até quando nos preocuparemos tanto com nossos vizinhos? Será que eles se preocupam tanto conosco? Quem é melhor, Pelé ou Maradona? Qual seleção é melhor? Nesta batalha toda, quem é mais inteligente?

TARZIO TOMEI tarzio@gmail.com

São Paulo

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Inveja

Para os argentinos, mãos de Deus. Para nós, brasileiros, mãos do diabo. O que a inveja faz...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Apologia da malandragem

Como é costume nosso, malandragem só vale quando pró-Brasil. No jogo contra a Costa do Marfin, o gol do Luis Fabiano foi considerado uma ''obra-prima'' por alguns cronistas ''patrióticos'', apesar de ajeitar a bola duas vezes com o braço, segundos os mesmos. Ora, se ajeitou com o braço não foi obra prima-coisa alguma, e sim ilegal, e deveria ter sido anulado, como reconheceram outros cronistas menos ''patrióticos''. Depois dessa malandragem, perdemos o direito de mostrar o gol ''mano de Diós'' do Maradona e gozar os argentinos. Amanhã, se acontecer um gol irregular contra o Brasil, qual o direito a reclamar? Ou reclamar contra o juiz que expulsou o ''anjinho evangélico'' Kaká?

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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Vitória tripla

A vitória do Brasil contra a Costa do Marfim não só mostrou uma equipe profissional sabedora do que precisa e pode conquistar, mas nos deu mais dois prazeres.

Vingamo-nos da França, que se classificou com ajuda da mão naquele gol e, de

Troco, nos vingamos de "los hermanos" argentinos, que foram campeões com aquele gol de mão. Luis Fabiano, em uma só jogada, com dois toques sutis de mão e braço, lavou-nos a alma.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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Culto à esperteza

Quando aquele estranho juiz do jogo Brasil x Costa do Marfim perguntou ao Luis Fabiano se o gol tinha sido com a mão, o que teria acontecido se o jogador brasileiro tivesse confirmado que sim? Nada, absolutamente nada. Apenas seria mais digno da parte do centroavante brasileiro.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ARTILHEIROS DE DEUS

Quem vê, hoje, o elegante Maradona, como técnico de terno e gravata da seleção argentina e não se lembra daquele famoso gol, feito com a mão? Pois, baixinho, ao invés de trocar as mãos pelos pés, trocou a cabeça - que não alcançava a bola! - pela mãozinha estratégica -que o juiz não viu! - e fez aquele gol antológico que ele, emocionado, depois do jogo, admitiu ter sido feito ''por la mano de Diós!'' E não deu outra: Argentina 2 x 1 Inglaterra! E ''los hermanos'' campeões da Copa do Mundo de 1986, no México!

Mais recentemente, o grande craque Thierry Henry classificou ''sua'' França para a Copa da África ''controlando'' , com grande perícia, com a mão!!!, a bola com que fez o gol que eliminou a Irlanda, até hoje abalada com a ''derrota''... E lá foi Thierry, marcado pela mesma ''main de Dieu'', na versão gaulesa da ''mano de Diós'' do trêfego Maradona, para Copa da África, mas colocado na reserva pelo técnico como ''punição'' pela classificação ''divina'' da equipe daquele mesmo Zidane, de cabeçada no peito do italiano Materazzi...

E deu um banzé tremendo entre os dirigentes, jogadores e torcedores que ameaça feíssimo papel para a França do Zidane da cabeçada no peito e do Thierry de gol de mão.

Mas, e o Brasil em tudo isso? Fica apenas observando, com os jogadores curiosos, de mãos na cintura? Que mãos na cintura, coisa nenhuma! Perguntem ao nosso também habilidoso Luis Fabiano - habilidoso também com os braços e as mãos! - de que ''modo'' ele ''controlou'' a bola no segundo, por sinal, belíssimo - braços e mãos à parte!!! - gol contra a Costa do Marfim. Ele mesmo já confessou ter usado a ''mão de Deus'', ao admitir que não foi por sua vontade, ainda que, durante o jogo, o juiz o tivesse inquirido, fazendo até gesto batendo no braço, e sair sorrindo, descrente de seu ''desmentido'' com a cabeça, que todos vimos pela televisão...

E aí vão os ''artilheiros de Deus'', cada vez mais goleadores, ainda que esse ''Grande Craque Criador de Tudo e de Todos'' devesse receber a ''Bola de Ouro'', muito mais do que como simples e divina desculpa para os erros das criaturas, mas pelo ''meã-culpa'' de todos nós, ao usá-lo também como divina desculpa pelos erros de seres eternamente falíveis como sempre fomos, somos e seremos!

SAGRADO LAMIR DAVID david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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Voando baixo

O Brasil ganhou, mas ainda não está voando baixo, como chegaram a dizer. Até o primeiro gol do Luis Fabiano, não tinha conseguido sair com a bola por falta de um meio de campo criativo e mais rápido na troca de passes. A nossa defesa? Repetiu o erro de marcação, deixando o atacante Drogba marcar um gol absolutamente livre. Graças apenas às jogadas de qualidade de alguns jogadores e ao braço santo, ou de Deus, do nosso ''Fabuloso'' é que conseguimos chegar ao gol e nos classificar. Ser eficiente nas poucas jogadas de gol criadas será suficiente para sermos campeões?

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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SEGUNDO JOGO

Apanhamos, mas vencemos... e bem! E aí até o Dunga foi poupado das críticas. Ele continua na dele e a imprensa, como sempre, de acordo com a maré: se perde, metem o pau; se ganha, é que, além de bons - os melhores do mundo -, temos também o melhor técnico. Alguém duvida? Realmente, um bom jogo e um gol que ficará na história: o do Luis Fabiano, que tocou duas vezes com os braços, uma de cada lado. Esse até o juiz, camarada, viu e parece que gostou, tanto que comentou, rindo, e ninguém ouviu por causa das vuvuzelas: "Eu vi, malandro! Deixei passar porque, enfim, é o Brasil..."

Tem uma coisa: eu quero ver alguém, em especial da crônica futebolística, falar ainda que a França se classificou, vergonhosamente, à custa da mão do Thierry Henry ou ainda relembrar, criticando, o gol do Maradona - este, sim, com a mão, já que os outros apenas se valeram dos braços e mãos para dar uma ajudazinha.

Vamos para a frente. Agora é Portugal. Pouco mais difícil, mas dá para ganhar... espero. Saravá, irmão! Não! Definitivamente não acredito em macumba, mas...

Hildeberto AQUINO hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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Teatrinho

Se a Fifa não tomar providências, autorizando a presença de câmeras de TV para conferir faltas, seus juízes ficarão, inapelavelmente, reféns da arte cênica dos atletas que têm usado e abusado do efeito dissimulador.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas ( MG)

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Democracia x ditadura

Portugal 7, Coreia do Norte 0. Numa atividade em que a liberdade, a alegria, o espírito de equipe, o talento individual se somam, não poderia ser diferente o resultado.

Oswaldo Mellone oswaldo@melloneassociados.com.br

São Paulo

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Mais uma obra do mito!

Sair vitorioso de uma chave que tem Portugueses, Africanos e Coreanos será usado em campanha como mais uma obra mentirosa do PAC?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Fifa medrosa!

A Fifa, dona da Copa e, portanto, dona das retransmissões para todo o mundo, evita mostrar no telão, ao vivo e em cores, os erros cometidos pelos juízes. Por quê? Medo de os representantes da todo-poderosa Fifa levarem uma surra dos torcedores? Até que seria em boa hora, para que pudessem rever essa política velha e enferrujada. Em plena era tecnológica, o que vale é a "otoridade" em campo, competente ou não. Se esses jurássicos da Fifa não mudam as regras, que criem ao menos superjuízes, como os bravos jogadores que participam dessa competição, porque continuar assim não dá. Muitos estão se classificando na base da mutreta, embalados pela incompetência dos juízes.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Exemplos e destino

A riqueza inverossímil que arrota a propaganda futebolística sugere que todos os brasileiros são idiotas e se contentam em ser torcedores do futebol. Nenhum dos fantasiados poria a farda para "brigar" por seus direitos, candidatos ou justiça eleitoral, menos ainda, social. O Brasil tornou-se uma massa torcedora pela vontade de festejar, talvez pela falta de cidadania, de qualidade de vida, de segurança, só lhe restou a esperança de alguns minutos de gloria nos pés, brincos, colares e relógios da casta europeizada de brindados que a CBF e a Fifa elegeram como deuses da hora. Por muito menos que os 90 minutos da vergonha de um timinho medroso e prepotente, que veste a face do técnico que não é técnico, milhares de meninos drogados e armados tiram vidas nobres, suas, minhas e de nossos conhecidos, pelo prazer de uma dose barata. O enorme disparate que confronta a imagem dos heróis, sem motivação, que estrelam os comerciais de cerveja, entre um joguinho e outro, e as páginas policiais, ou levantamentos da desgraça nacional às portas dos hospitais públicos, sem dizer dos apagões nacionais e das falcatruas diárias que congressistas insistem em praticar diariamente, apenas mostra a ponta do iceberg que condena esta sociedade corrompida ao máximo por obra, palavra e gesto de toda uma geração de fraudadores da cidadania, da verdade e da justiça, embora muitos deles sejam premiados e, mais ainda, aquinhoados, nas barbas da Justiça, com medalhas, ordens de mérito e páginas de celebridades. Nem Gomorra aguentou tanta ignomínia, nem Sodoma foi tão ao fundo. Parece que o Brasil foi eleito, mesmo, para ser algum tipo de exemplo para o mundo, mas não aquele que nossa vã credulidade, um dia, pensou.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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Irmãos?

Vendo e ouvindo Maradona na Copa, eu me pergunto: será ele irmão de Lula?

São tão parecidos! Ambos são egocêntricos, tudo deles é o melhor e o resto é resto.

Os dois são esquerdistas só na aparência, porque no modo de vida são de direita.

Ironia e falta de humildade são suas características principais.

Imprensa, para os dois, só serve para os outros.

Mas adoram aparecer na TV e nos jornais, todos os dias, se possível.

Educação não é o forte dos dois.

Adoram criticar, mas quando são criticados cospem fogo.

E o pior de tudo, tem gente que gosta de pessoas que agem dessa maneira.

Tiago Homem de Melo de C. e Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas

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O ufanismo eleitoral

Ao festejar com a África do Sul, acabamos por nos esquecer da Favela de Mandela, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, onde se registra um dos IDHs mais sofridos do mundo (0,726), inferior ao de Gabão (0,755) e da Argélia (0,754), conhecida internacionalmente como a ''Faixa de Gaza Brasileira'' e fronteiriça ao Bairro da Gávea, que registra 0,970, igual ao da Dinamarca (0,971), ''apartheid'' brasileiro intolerável. Os políticos que disputam o patronato dos melhoramentos ocorridos no Brasil só têm falado dos progressos e de quem seria mais capaz de manter nosso crescimento. Tanto o PT como o PSDB parecem ter adotado a teoria do ''milagre brasileiro'' e se lançam à disputa de seu espólio promissor, descaracterizando-se como correntes social-democratas, fundadas no realismo, e não num idealismo superficial e ufanista, fundados em previsões que esperamos não se transformem na bolha que veio dos Estados Unidos, passa pela Europa e quiçá não nos atinja. Ondas ou marolas vão e voltam.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Patriotismo e patriotada

Concordo plenamente com o leitor sr. Luiz N.Collazo Loureiro (Fórum dos Leitores, 21/6), quando diz que as manifestações pela Copa são patriotadas. Esse também é o meu sentimento quando vejo os carros cheios de bandeirinhas, ou balouçando nas janelas dos prédios, bares, restaurantes, etc., e ainda as danificadoras de tímpanos, as vuvuzelas, cornetas, buzinas e outras formas de fazer barulho. Quanto desperdício de ''patriotismo''! Por que não faremos o mesmo, ao chegar próximo das eleições, demonstrando o nosso apreço ou repúdio a determinados candidatos? Estes, sim, representam a esperança e o futuro de nosso país! Se votarmos errado outra vez, poderá ser tarde demais!

João Magro Ventura joaom@terra.com.br

São Paulo

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Patriotismo da bola

É interessante ver as pessoas expondo as bandeiras e bandeirinhas do País, adesivos em carros e muitos usando as camisetas amarelas, etc., onde as pessoas extravasam, gritam, torcem e se emocionam. É lindo todo esse "patriotismo"! Mas por que nosso povo não consegue ser patriota em causas mais importantes? Como nossa falida educação, a aberração da saúde, habitação, segurança, transporte coletivo, etc. Enfim, se um dia a população (os torcedores) transportarem o mesmo ímpeto para as necessidades de uma vida mais justa, digna e humana, aí, sim, este patriotismo de 4 em 4 anos poder ter significado! Reflexão: patriotismo significa "amor à pátria", nosso "amor" é somente ao futebol (uma pena).

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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CHILE 1 x SUÍÇA 0

Agora eu entendi a filosofia da Suíça. Como todos (ou vários) estão lembrados, a Suíça não foi invadida nem na 1.ª Guerra Mundial nem na 2.ª, aquela do Hitler.

A Suíça não tem perdido nem ganho em várias Copas mundiais, mas ganhou da Espanha, aquela do juiz Garzón, que perseguiu o Pinochet, presidente do Chile. E agora perdeu do Chile, dando um claro recado àqueles que têm conta lá. Se quiserem transferir para as Ilhas Jersey, já sabem que vão levar.

RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHO rone@roneadm.com.br

São Paulo

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Galvão acertou

Excelentes as críticas da cobertura das TVs na Copa do Mundo feitas por Keila Jimenes. Perspicazes, as tiradas dela deixam ainda mais divertidas as bobagens que esses narradores falam todos os dias no ar. Fico impressionado como eles não aprendem e continuam dizendo um monte de besteiras no ar, sem limites. Ela realmente acompanha os jogos e consegue tirar ''o melhor'' (pior) de cada um... Bom demais.

Parabéns ao Estadão pela coluna.

Fabricio Lacombe Ramos fabriciolacombe@hotmail.com

São Paulo

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Ficha manchada

Acho que temos um problema com essa lei que diferencia entre ficha limpa e ficha suja. Deveríamos revê-la, designando como inelegíveis os que simplesmente tenham ''fichas manchadas''. Vejam o cinismo do sr. Paulo Salim Maluf, ao declarar: ''A minha ficha é a mais limpa do Brasil''. E ''é bom que se diga: sou elegível, sou candidato a deputado federal e não tenho nenhuma condenação. Tenho 43 anos de ficha limpa de trabalho''. Como muitos dos políticos ''espertos'' (sic) e de escrúpulos um tanto escassos, o sr. Maluf utiliza o jeitinho e o discurso demagógico para tentar escapar pela tangente ''cinza'' da lei. Temos de exigir imagem ilibada e honesta de nossos políticos. Como a mulher de César, eles não só devem parecer honestos como o ser, comprovadamente. Os de ficha maculada por quaisquer questões legais não devem nos representar nem ser exemplo para as futuras gerações de governantes e legisladores que o Brasil de nossos filhos e netos merece.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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CARTÕES DE CRÉDITO

Gostaria de parabenizar o Estadão pela abordagem dada ao tema (B3) e lamentar que nem todas as instituições financeiras se preocupem com o assunto e entendam que é melhor ganhar menos o tempo todo do que muito no curto prazo.

Acredito que se achem espertos o suficiente para tentar aproveitar o momento ganhando exorbitâncias na expectativa de saírem primeiro quando a maré virar, retendo o máximo dos lucros que estão auferindo.

Nesse sentido, gostaria de elogiar o Itaú, que, embora praticando juros que considero altos para o financiamento parcelado dos saldos de cartão de crédito (CET: 3,84% ao mês - 58,16% ao ano), mostra na própria fatura (dados de junho de 2010) que é muito mais barato fazê-lo do que financiar os respectivos saldos mês a mês (CET: 16,49% am - 540,69% aa) ou financiar saques realizados com o cartão (CET: 16,75% am - 557,83% aa).

JORGE ALVES jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

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Os mesmos de sempre

Lula já está cogitando de nomear o Ministério de sua sucessora.

Como já disse que ela é um vazio nas urnas, ele sugeriu aos brasileiros que votassem nele mesmo quando nela votassem.

Caso ela/ele vença a eleição presidencial, quem controlará efetivamente o governo?

A julgar pelos seus apoiadores, teremos a família Sarney e seus satélites (Lobão, etc.) Palocci e José Dirceu, o ex-presidente da Bancoop, Romero Jucá, Renan Calheiros, Fernando Collor, etc., etc., etc.

Isso só quer dizer que, além de não melhorarmos nada, só iremos piorar cada vez amis.

Será possível?

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Definitivamente, Lula não é normal

A candidata ao Senado Marta Suplicy (PT-SP), em entrevista, afirma que Lula ''é mito. Não é mais uma pessoa normal''!

Ora, Lula, em seus sete anos e meio como chefe do nosso Estado maior, sempre demonstrou não ser normal: nada sabe quando escândalos acontecem nas suas ''barbas''; esqueceu-se do povo que o elegeu achando que o Bolsa-Família já era suficiente; distribuiu benesses a torto e a direito, inclusive aos paises onde ditadores reinam absolutos; quis controlar a imprensa; investiu o mínimo em educação, saúde e infraestrutura e chora até hoje a perda da CPMF, que há muito não era utilizada para a saúde, quando para esse fim foi criada. Defendeu e ainda defende ''aloprados'' de seu governo; elevou à categoria de ''elite'' os companheiros de partido e agora passa a ser não o presidente do povo, mas um cabo eleitoral, tentando o terceiro mandato, em sua saga pelo poder, por meio de Dilma Rousseff, uma senhora de gênio forte cujos lapsos de memória, que tem demonstrado, podem ser comparados aos de sua biografia, onde não se encontra uma só foto, uma só evidência de luta pela democracia, como ela afirma!

A sra. Marta reza pela mesma cartilha dos seus ''cumpanheiros'' e dessa já estamos cansados! O que queremos é capacidade e competência, o que nem o presidente nem dona Marta demonstraram em suas gestões! De dona Dilma, então, espera-se apenas o que temos visto até agora, ou pior, muito pior!

Lígia Bittencourt ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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Greve do funcionalismo, locaute

O funcionalismo público não tem direito à greve! Este direito é uma faculdade legal conferida a muitos, os operários, por exemplo, contra eventuais abusos de poucos, os patrões. O que o funcionalismo realiza é uma inversão de propósitos, ou seja, uma ação indevida de poucos, os funcionários, contra os direitos da imensa maioria, os cidadãos! Vide os tremendos prejuízos causados à população, que devem ser debitados a essa categoria, a despeito de ser remunerada exatamente pelos cidadãos através do pagamento de impostos! Trata-se de uma apropriação indébita de direitos que tem um nome: locaute!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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Barulho

A reportagem do Estadão do último domingo sobre a quantidade de reclamações por causa de barulho mostra, de forma clara, a necessidade de uma legislação muito mais rigorosa a respeito, pois esse problema, além ser paulistano, é também nacional. Num país que vai sediar Copa do Mundo, Olimpíada e se orgulha de se inserir com destaque no cenário internacional, inclusive como potência turística, é inadmissível continuar se tratando de forma tão superficial e branda os abusos de som (principalmente os sistemáticos) por parte de estabelecimentos comerciais e de particulares. Por que tamanha perturbação não é considerada delito grave? Por que a polícia não tem poder para autuar em flagrante quando ela mesma constata tal abuso? Já está mais do que na hora de se rever completamente a legislação sobre o silêncio, devendo ser criada, nos moldes da defesa do fumante passivo, a lei de defesa do ouvinte passivo, onde, no entanto, a lógica fica apenas invertida, pois se no caso dos fumantes, para fumar, eles têm de sair, no caso dos ouvintes, para ouvir som, eles têm de entrar (em lugares com isolamento acústico proporcional ao som que emitem). O direito ao silêncio deve ser considerado um DIREITO HUMANO fundamental e, por que não, também um direito ambiental, pois todos sabem o quanto o barulho pode ser perturbador e prejudicial à saúde e à psique.

MARCO ANTONIO VIANNA VANZOLINI mvanzolini@uol.com.br

São Paulo

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Código Florestal

Excelente o artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield (21/6, A2). Suas palavras refletem uma verdade incondicional que todos nós, Brasileiros (Brasileiros, sim, com letra maiúscula), já havíamos percebido. Grande parte dos atuais ecologistas, nacionais e esdrúxulos, prega uma política ecológica incoerente, querendo transformar o povo brasileiro em verdadeiros índios. Deveremos comer somente raízes, folhas e frutos silvestres, caça e pesca. Nessa altura, eles, logicamente, estarão vivendo em países super-ricos e desenvolvidos, gozando o conforto da moderna tecnologia. Vez pos outra, virão visitar os silvícolas brasileiros. Mas... cuidado! Quando vierem, que venham vacinados contra malária, febre amarela, dengue, doença de Chagas, etc., etc. Ah, e as flechas!

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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Denis Rosenfield

Excelente e provocativo o artigo do professor gaúcho.

Segue linha parecida com a do secretário Xico Graziano e faz coro com os reclamos do deputado Aldo Rebelo.

As tais ONGs deveriam, por vergonha na cara - se é que a têm -, se pronunciar e rebater essas graves acusações.

O Brasil é dos brasileiros, não precisamos de intrusos vomitando regras sobre nós.

Luiz Eduardo O. Camargo luizecamargo@gmail.com

São Paulo

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ABULIA ECOLÓGICA

Por mais desligados que sejamos dos problemas do meio ambiente, adjetivar pejorativamente de ''ecochatos'' quem com isso se preocupa é emblemático. As tragédias dos deslizamentos em áreas de risco e, agora, o incêndio no Morro dos Cabritos, no Rio, dão uma pequena dimensão do que será o futuro em nossas megalópoles se continuarmos com essa irresponsável abulia em face dos cuidados com a ecologia. Urge que lideranças públicas e privadas se unam para estabelecer estratégias de curto, médio e longo prazos, no sentido de dar solução aos graves problemas ambientais que poderão um dia afetar a todos indistintamente.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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Socialismo

Muito interessante o artigo de Marco Antônio Rocha no Estadão de ontem (B2).

Mas permita-me discordar de um ponto: houve uma experiência socialista que funcionou (?! durante 60 anos: a antiga União Soviética. Deu no que deu...

Marcelo Guterman margutbr@gmail.com

São Paulo

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