Cartas - 23/01/2011

MINHA CASA, MINHA VIDA

, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2011 | 00h00

Para ricos

Reportagem do Estado sepulta de vez a rósea imagem pintada pelo governo federal quanto ao Minha Casa, Minha Vida. Nas palavras da presidente Dilma e de seu tutor, essa seria a mais brilhante panaceia já criada contra o déficit habitacional, que impede milhões de brasileiros de ter moradia digna. Parece que não é tão assim, pelo que se vê no conjunto habitacional tomado pela presidente como o maior exemplo de eficiência do programa: famílias vendem seus imóveis por falta de condições de pagamento e ocupantes suficientemente abastados a ponto de possuírem carros de luxo ali estacionados moram onde deveriam residir pessoas realmente humildes. É por essas e tantas outras que os petistas não são chegados nessa coisa chamada liberdade de imprensa.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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Cara feia da realidade

Lançado em 2009 para alavancar a candidatura da atual presidente, esse programa mostra a cara feia da realidade: os beneficiários não têm condições de arcar com a prestação e já estão vendendo os imóveis para voltar a seus antigos hábitats (encostas, beira de córregos, etc.), candidatando-se a ser as próximas vítimas da natureza. Reza a sabedoria popular que não se constrói uma casa a começar do telhado. No caso, as bonitas palavras do ex e da atual presidente, de erradicação da miséria a partir do Bolsa-Família e correlatos, só mostra a falácia da demagogia. Não é de hoje que especialistas afirmam que o Bolsa-Família tem de ser acompanhado de programas que deem condições aos participantes de caminhar com as próprias pernas, a começar por uma educação que lhes propicie condições de trabalho melhor e mais bem remunerado. Além disso, seria essa uma ação a produzir resultados ao longo de algumas décadas, mas o imediatismo está produzindo uma bola de neve e condenando essas pessoas (e sua descendência) a continuarem à margem da sociedade. Quem vai ter coragem para encarar essa realidade?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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CARTÃO CORPORATIVO

Em benefício do povo

Economizando menos de 5% nos cartões de crédito corporativos do governo federal desde 2007, teria sido possível comprar os 17 radares meteorológicos imprescindíveis para o Rio. Gastar em benefício da população não é importante. Importante mesmo é gastar para ganhar eleição.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIOS

Aposentadoria retroativa

Todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, proclama a nossa Constituição. Todavia, todo o poder de legislar em causa própria, sangrando desmesuradamente o erário, é prerrogativa exclusiva dos políticos sem escrúpulos, indiferentes aos reclamos do povo sacrificado.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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Revoltante

Pelo que se observa hoje no Brasil, para os políticos, da oposição ou da situação, a regra é acumular todo e qualquer tipo de renda, mesmo que não seja moral/legal. E o povo que morra na lama ou viva de doações de pessoas caridosas e de bem. É revoltante!

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

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Caras de pau

O escândalo das aposentadorias de ex-governadores de vários Estados, em que, por conluio entre os Executivos e os Legislativos estaduais, foram aprovadas leis garantindo-as, ao arrepio do Constituição de 1988, que as proíbe - para que serve mesmo a Carta Magna, hein? -, não pode cair no esquecimento e ficar por isso mesmo. Toda essa gente tem de ter os benefícios imediatamente cortados e devolver todo o recebido indevidamente, com juros e correção. Espero que a OAB vá até o fim na sua determinação de provocar uma decisão final do STF.

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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Isonomia

Os ex-governadores querem continuar recebendo a milionária aposentadoria, mesmo tendo ocupado o cargo por alguns dias, ou meses, ou mesmo por oito anos. Então, eu, que trabalhei durante 42 anos, quero, por isonomia, minha aposentadoria integral, sem a dedução do famigerado fator previdenciário e da ajuda para custear o INSS. O governo sequestra mais de 35% do valor a que eu teria direito. Realmente, o Brasil é um país de todos (eles) e nós, tolos.

CLAUDIO D. SPILLA

Claudio.Spilla@CSpilla.org

São Caetano do Sul

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CASO BATTISTI

Delação premiada

Nos EUA, 130 mafiosos foram presos graças a uma megaoperação do FBI contando com a colaboração e a denúncia de mafiosos arrependidos, sem os quais a ação não teria sucesso, dada a dificuldade de obtenção de provas em décadas de investigação. Isso significa que lá a delação premiada funciona. Aqui, no Brasil, quem se aventura a fazer uso de tal benefício - a exemplo da empresária de Santo André que de denunciante passou a ser fugitiva e, agora, de uma doleira que teve negado o perdão judicial após denunciar uma gama de pessoas influentes por lavagem de dinheiro - enfrenta a relutância da Justiça em prestigiar tão importante meio de prova criminal. E pior: a "elite jurídica" e parte do STF insistem em criticá-lo e obstá-lo, chegando ao cúmulo de questionar até as decisões da Justiça italiana no julgamento do criminoso Cesare Battisti pelo fato de se fundamentar em denúncias de ex-comparsas - posição criticada por todos os outros países com democracias mais avançadas. Este é o Brasil, onde, aparentemente, o crime de fato compensa (e sem direito ao arrependimento).

EDENILSON MEIRA

merojudas@uol.com.br

Itapetininga

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Soberania

Para a não extradição de Cesare Battisti, alguns papagaios de pirata justificam sua posição com base na nossa soberania. Onde estavam esses retóricos quando o governo da Bolívia invadiu e tomou a refinaria da Petrobrás em seu território? Em férias?

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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"Enquanto o País volta as atenções para as tragédias, os políticos fazem a festa"

ANGELO ANTONIO MAGLIO / COTIA, SOBRE OS PRIVILÉGIOS

angelo@rancholarimoveis.com.br

"A nossa soberania ficará tão abalada com a extradição do italiano quanto a da Suíça se

nos mandar de volta os dólares do ex-prefeito"

JAIRO P. GUSMAN / SÃO PAULO, SOBRE O CASO BATTISTI

jairogusman@gmail.com

"Se ainda fosse presidente, será que Lula faria uma visitinha ao Baby Doc?"

CARLOS E. BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE A VOLTA DO EX-DITADOR AO HAITI

cebr2403@gmail.com

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TEMA DO DIA

Sudeste terá chuvas ainda mais intensas

Governos devem se preparar, pois eventos como o do RJ se repetirão nos próximos anos, diz a OMM

"O governo está fazendo vista grossa para a questão da mudança climática e pouco faz para ajudar os desabrigados."

JOÃO DE PÁTIMOS

"O que devemos fazer? O eixo RJ-SP tem uma população enorme. Devemos remover a maioria para o Centro-Oeste?"

SILVIO SOUZA

"Temos que seguir o exemplo do Japão, que se prepara não só para terremotos, mas, também, para grandes enchentes."

ADEMAR JOAQUIM DOMINGUES

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAIS UM COLAPSO DO POPULISMO

 

 

A inadimplência dos adquirentes das residências do projeto Minha Casa, Minha Vida referente à obrigação de pagar uma mensalidade de R$ 50 e a alienação dos bens adquiridos por valores ínfimos, transação que deveria estar proibida na lei, demonstram a incorreção da política dos governos populistas, que se declaram de esquerda nos países subdesenvolvidos. A uma economia que mostra sinais de crescimento pujante como a brasileira dos dias atuais deve corresponder o regime democrático com sólidos projetos sociais, e não ações governamentais inconsequentes, que não foram invenção de Lula e Dilma, mas fracassam na América Latina há mais de 50 anos.

 

 

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MINHA CASA E O MST

O que seria mais barato e produtivo para País: gastar bilhões de reais para reforma agrária, que pelos resultados alcançados até aqui é uma verdadeira farsa, ou doar habitação a famílias pobres do programa Minha Casa, Minha Vida?

Se esses beneficiários dos assentamentos, conforme matéria recente do Estadão, não conseguem nem o seu sustento, negociam ilicitamente suas terras e ainda oneram o erário porque precisam de Bolsa-Família, então por que manter esse programa, que mais serve aos seus líderes, amigos do lulismo e que desviam milhões de recursos entregues a fundo perdido, vergonhosamente sob as bênçãos do PT?

Já os que adquirem imóveis do Minha Casa, Minha Vida, de famílias com renda baixa, pela falta de qualificação profissional têm dificuldade de se manter em seus empregos, e não por outra razão ficam inadimplentes por causa de míseros R$ 50 de prestação.

Pelo alto custo de cada unidade de assentados, daria para doar de três a quatro casas a brasileiros de rebenta situação social. E lógico, escriturar o imóvel em nome dos filhos menores, a não permitir falcatruas.

O campo não seria mais infernizado por esses baderneiros com projetos unicamente políticos. Seria muito mais fácil profissionalizar essa gente do Minha Casa, Minha Vida, porque eles vão viver em áreas urbanas, e de fácil acesso para instalação de escolas profissionalizantes. O que verdadeiramente daria um norte seguro e digno para o futuro dessas sofridas famílias.

E a agricultura seria tocada somente pelos sábios e produtivos manejadores das nossas férteis terras!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

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NÃO HÁ LUZ NO FIM TÚNEL

 

 

Minha Casa, Minha Vida, uma das marcas registrada do ex-governo Lula. E já tem gente na Bahia pensando em devolver os imóveis à Caixa Econômica Federal por não conseguir pagar os R$ 50 da prestação mensal. Já o senador Pedro Simon reclama que não poderá passear ganhando só R$ 10 mil mensais. E o sr. Simon ainda tem esperanças, pois a partir de fevereiro o salário de senador passará para R$ 26,7 mil mensais. Já eu, como sou aposentado do INSS, não vejo nem uma luzinha no final do túnel.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

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171 DA CAIXA

O Minha Casa, Minha Vida não corre risco apenas em Salvador. Em São Paulo também. Conforme informações, a Caixa Econômica exige que a pessoa apresente, em vez da vintenária (histórico do terreno ou residência nos últimos 20 anos para ver se não existe alguma ação judicial contra o imóvel), o que é de praxe na compra de qualquer imóvel financiado, exige apenas cinco anos de pesquisa. Depois de concluída a compra, se apresentarem alguma ação, espólio ou garantia em algum empréstimo, o problema será do comprador. Isso por si só já é um tremendo 171 da Caixa Econômica, que não se responsabilizará pela compra mal feita. Quem perde o imóvel é o pobre coitado que acreditou estar conseguindo finalmente sua casa, sua vida, ajudado pelo painho e mãeinha!

 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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APOSENTADORIAS IMORAIS

Com tudo o que está pendente, faltando e exigindo novos investimentos pelo País como portos, saneamento básico, aeroportos, estradas, moradias para o povo, enfim, infraestrutura carente de tudo, vemos o dinheiro arrecadado pelos impostos fluir para o que não é necessário.

Além da já consumada corrupção que aparece todo dia, ficamos sabendo das esdrúxulas aposentadorias a ex-governadores e viúvas de muitos.

É a falta de ética e de moral que assola os políticos, que não se constrangem e extorquem dos cofres públicos grandes somas para se locupletarem.

Também o gasto excessivo dos participantes de mordomias como cartão corporativo que parece nunca ter fim.

Enfim, o povo é obrigado a pagar tudo em dia, ai daquele que atrasa um imposto ou contribuição (não é tudo a mesma coisa?), vai pagar juros e multa e sofrer ações.

Já quem gasta não tem a mínima preocupação nem de mostrar que está gastando certo.

Que triste é ver este país submerso na falta de moral, com os donos do poder gastando sem a menor preocupação.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CARTÃO CORPORATIVO

Outro abuso sem precedentes do desgoverno do ex-presidente, os cartões corporativos foram criados em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, mas tiveram o seu uso extrapolado nos últimos oito anos. Desde a sua criação foram gastos R$ 357,6 milhões. Só em 2010, último ano do sr. Lula, foram gastos R$ 80 milhões. Como é fácil desperdiçar o erário! Os assistidos que votaram na criatura nem devem saber disso, no entanto, as nossas instituições devem saber por obrigação de ofício. E fica por isso mesmo? Até quando o povo brasileiro vai continuar sendo desrespeitado, sem que os infratores sejam punidos? Isto é Brasil, o país da IMPUNIDADE! A quem reclamar do abuso do cartão corporativo?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GASTOS SECRETOS

 

Com respeito à matéria referente aos cartões corporativos na edição de 21/1 do Estadão, deve-se ressaltar que estes cartões de crédito têm uma característica muito especial: permitem aos funcionários públicos e agregados seus portadores sacarem em espécie ou efetuarem quaisquer pagamentos com recursos da União sem autorizações prévias! Isso significa dois fatos muito particulares para o pagador de impostos: primeiro, que os funcionários públicos e agregados podem sacar quaisquer quantias em espécie ou efetuar quaisquer pagamentos sem autorização prévia em supermercados, free shops de aeroportos, festas em motéis, garotas ou garotos de programa, preservativos ou outros "bens", etc.; e, segundo, que o cidadão comum paga as despesas! Note-se outro fato surpreendente: apenas 2,6% dessas despesas podem ser conferidas, porque as restantes estão guardadas sob a rubrica "informações protegidas por sigilo", na Secretaria de Administração da Presidência! Ou seja, 97,4% do que se gasta com cartões corporativos não pode ser conhecido pelo cidadão comum!

 

 

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COITADOS DOS CONTRIBUINTES

 

Os jornais noticiam mais imoralidades que pesam no bolso dos contribuintes: altas aposentadorias para ex-governadores por poucos dias no cargo; gastos secretos altíssimos com cartões corporativos; membros de Tribunais de Contas com passagens pagas em fins de semana de cinco dias; juízes aéticos são demitidos, mas recebem aposentadorias;

políticos dos Legislativos recebem aposentadoria por poucos anos de mandato; a Anatel vai quebrar o sigilo telefônico; no Senado dos atos secretos guia parlamentar lista as vantagens dos mandatários, gasolina para rodar 250 km diários e R$ 960 para cada, para

telegramas - ainda existem ? -, mensalão, etc., etc. Mas para aposentados do INSS, salário mínimo, infraestrutura, saúde educação etc.. não há $$$ para animar a conta do Joãozinho.

 

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CIDADÃO MODELO

 

Tenho visto ex-presidentes explorando a seu favor e dos seus a condição privilegiada durante o mandato, ex-governadores, vices e outros com poucos anos de trabalho recebendo aposentadorias gordas, pessoas de baixa renda, no programa Minha Casa, Minha Vida, vendendo as casas por alguns reais, pessoas desviando donativos das tragédias (para tirarem algumas vantagens), empresários que praticam o capitalismo selvagem (não honrando os compromissos com funcionários, principalmente com aqueles que aceitam trabalhar por uma condição de ganho comissionada), pessoas se ligando a movimentos sociais sem estarem ligadas às causas (para revender o recebido e obter algum lucro), funcionários públicos, apesar da aposentadoria integral, recebendo propina, o Estado oprimindo e armando arapucas para tirar vantagem dos contribuintes, etc., etc... Será que neste país um dia o cidadão de bem será o modelo? E deixará de ser explorado, e não o bobo?

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IMORAL

 

É inquestionável, a ignorância, falta de bom senso, e egoísmo dos políticos brasileiros, que só visam interesses próprios e de seus familiares no que tange benefícios e vantagens de uma forma geral, esquecendo-se a verdadeira finalidade para que lá estão, tendo sidos eleitos por nós para que fôssemos defendidos, logicamente com coerência e honestidade. Em nenhum momento algum de nós pediu que nos beneficiassem com atitudes irregulares ou desonestas que resultassem em prejuízo de terceiros. É uma pena que eles se prostituam, desvirtuem e não pensem da mesma maneira que nós, com moral e idoneidade.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PATRIOTISMO

 

O recente aumento dos salários dos deputados e senadores, de 62%, custará ao Congresso em 2011 mais de R$ 860 milhões. Evidentemente, como os nobres parlamentares têm brigado, com unhas e dentes,´para ocupar os mais variados cargos no novo governo, tudo no afã de bem servir à pátria amada, com certeza, mostrando mais uma vez seu elevado patriotismo, abrirão mão do aumento, destinando o total às vitimas da terrível tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro. Voluntário nenhum deles se dispôs a ser, mas patriota, ah...

 

 

Mario Miguel ivetemig@terra.com.br

Jundiaí

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UM HERÓI BRASILEIRO

 

O bispo de Limoeiro do Oeste (CE), dom Manoel Edmilson Cruz, em resposta à oferenda da comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara pelos srs. deputados federais, aprovada pela Câmara, exemplarmente recusou-a em nome da honra, da dignidade e da solidariedade a todos os cidadãos brasileiros que viram esses mesmos parlamentares aumentar seus salários em 61,8%. Ao salário mínimo e aos aposentados só restou uma humilhante décima parte do abusivo, desrespeitoso e antipatriótico autoaumento dos próprios parlamentares das duas Casas do Congresso e para o Executivo. O importante dessa atitude foi o exemplo dado por som Manoel, principalmente a um grande número de políticos corruptos que não cumprem seu dever de legislar em prol do bem comum, mas apenas dos seus interesses pessoais. A quem duvidava, eis um herói brasileiro, acima de tudo um homem que honra a Pátria e respeita seus concidadãos.

 

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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E OS BANQUEIROS TINHAM MEDO DO LULLA

Nunca antes neste país os banqueiros deitaram e rolaram como no governo do Lulla: no Santander de minha cidade, juros do cheque especial, 10,33% - e os juros da poupança, 0.66%. Tenho certeza que com esta matemática os banqueiros devem estar arrependidos de não terem ajudado a eleger o "cara" antes...

 

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

 

 

 

 

 

 

 

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CADA VEZ MAIS PETRÓLEO

Se a presidente Dilma seguir a política do seu antecessor, que a cada crise durante o seu governo autorizava a Petrobrás a revelar descoberta de nova reserva de petróleo, o Brasil ultrapassa os 297 bilhões de barris da Venezuela em menos de quatro anos.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REFORMA AGRÁRIA

 

No dia 20, último, o Estado publicou reportagem de Roldão Arruda sobre a possibilidade de o governo Dilma alterar o modelo de reforma agrária.

Trabalho jornalístico de primeira qualidade que ressalta notícia antiga do fracasso dos assentamentos. Quem quer que tenha alguma ligação com o setor agropecuário sabe dessa realidade. Mas Roldão vai bem além em seu trabalho muito bem fundamentado.

Surpreendentemente, no dia 21, à página A3, a Folha de S.Paulo publicou artigo de Rolf Hackbart, presidente do Incra desde o início dos tempos Lula até hoje, que mais parece direito de resposta. Estranhei o fato de a Folha dar espaço ao presidente do Incra para contestar o incontestável. Entendo pouco dos posicionamentos que possam ou devam ser adotados por servidores públicos que se sintam ameaçados em seus cargos e nem conheço muitos assentamentos do Incra. Apenas posso trazer meu testemunho relativamente aos assentamentos existentes nos entornos de nossas fazendas. Estes, efetivamente, fracassaram. Os parceleiros iniciais que ainda permanecem nos lotes não conseguem produzir o suficiente para sua subsistência e de sua família. Minimizam o problema prestando serviços, geralmente empreitadas, aos fazendeiros vizinhos, conseguindo assim renda adicional. A maior parte dos lotes foi vendida pelos assentados iniciais, reagrupados e transformados em propriedades maiores. Estes, sim, apresentam produtividade.

 

 

 

 

Decio Pedroso, pecuarista dapedros@uol.com.br

Mauá

 

 

 

 

 

 

 

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ABALOS EM BRASÍLIA

O que será que está acontecendo na capital do País? A Ponte JK e agora o prédio da AGU balançaram e até apresentam rachaduras. Na ponte só passam veículos leves e no prédio da AGU os abalos forçaram a sua desocupação, propiciando mais um fim de semana prolongado. Não foi abalo sísmico, será que foi "praga" de alguém? Então o que foi? Foi falta de manutenção preventiva tanto na ponte como no prédio da AGU. Prevenção não dá dividendos políticos (votos), a exemplo a tragédia no Estado do Rio. Ainda bem que até o momento não tivemos vítimas pessoais, mas há muita gente achando que é "coisa" pior!

 

 

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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CHACAIS NO CERRADO

 

Depois de observar o comportamento apático da União Nacional dos Estudantes (UNE), após vultosa soma recebida para a construção de sua faraônica sede, leio no Estadão que "as Centrais ameaçam Dilma" (20/1). Interessante! Diz a reportagem: "A conversão dos sindicalistas em sócios do poder foi facilmente verificável, nos últimos anos, por sua presença na administração federal direta e indireta e também nos fundos de pensão de estatais. Nada mais natural, portanto, que as manifestações de indignação dos dirigentes sindicais diante do tratamento a eles oferecido até agora pela presidente Dilma Rousseff. Pouco mais de duas semanas depois da posse ela ainda não os havia recebido em seu gabinete - uma atitude ultrajante, com certeza, do ponto de vista desse grupo acostumado à proximidade do poder. ‘Cuidado, Dilma’, advertiu o deputado Paulo Pereira da Silva, referindo-se à manutenção da Tabela do Imposto de Renda. ‘O FHC começou assim. Não corrigiu a tabela. Foi o primeiro erro dele. Ninguém está botando a faca no pescoço, mas espero que esta seja a última manifestação’ (sic)".

Não sou adepto da teoria da conspiração, mas, pelo que observo, há uma tentativa que pode estar sendo muito bem urdida pelos moços descontentes (Zé Dirceu admitiu nunca ter deixado o Planalto, quando da posse da presidente Dilma; e sabe-se lá o que pensa o Genoino, que se nega a dar entrevistas depois que o CQC - programa da TV Band - mostrou ser ele farinha do mesmo saco, isto é, tão oportunista como qualquer peemedebista) e sem pasta até o momento. Estariam os petistas insatisfeitos, apenas esperando a oportunidade para sair às ruas, caso a presidente não se dobre às exigências? Sim, porque durante o governo Lula, nada foi capaz de fazer com que os "opositores de FHC" saíssem às ruas para protestar contra o histrião que desconhecia mensalão e outros que tais. Os sindicatos, sempre às voltas com seus carros de som, àquela época se calaram.

Tomara que eu esteja errado, mas o golpe bolivariano poderia estar no ar, com a volta redentora do Lula ao poder, caso a presidente, que se mostra "árvore", e não "poste", continue a debater seriamente os problemas nacionais. Não votei em Dilma, mas estariam todos eles mancomunados para tal oportunidade de golpe? Seria bom que ficássemos atentos às centrais sindicais e ao que dizem seus líderes mal acostumados. Nas savanas, chacais sempre seguem os que enfrentam a luta, na busca do seu osso para roer. Savanas bem se parecem com o cerrado!

 

 

 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEVASSA

 

A presidente Dilma não pode perder a oportunidade de colocar esse Paulinho (Força Sindical), entre outros, no seu devido lugar. Devolva a ameaça com investigações profundas na vida desses sindicalistas, afinal, Receita Federal e Polícia Federal estão sob o seu comando. É mandar fazer o que tem de ser feito e esses caras vão se encolher.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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PURO TEATRO

 

Centrais pressionando Dilma? Nunca antes neste país os sindicatos tiveram tanto dinheiro fácil e farto quanto no governo do PT. Indispor-se com Dilma e correr o risco de ver secar a fonte é a última coisa que as centrais sindicais fariam. Não convenceram. É puro teatro!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

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DILMA E OS CEM DIAS

 

A mídia está exagerando nos elogios à presidente Dilma. Calma, pessoal. Até o momento Dilma nada fez de especial. Não tomou nenhuma medida de impacto. Vamos aguardar os famosos "cem dias" para ver se algo muda neste governo em relação ao anterior.

 

 

Arthur Biagioni Junior biagioni.jr@uol.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TIGRE DE PAPEL

 

 

O nosso ex, considerado até então alguém que eclipsaria o brilho da presidente Dilma, devido

aos seus elevados índices de aprovação, mostrou ser na realidade um tigre de papel. O mergulho a que se sujeitou não foi voluntário, resulta da falta de conteúdo das suas propostas e do abandono a que foi relegado por algum Rasputin indutor das metáforas do dia, ora em busca de abrigo mais proveitoso.

 

 

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MOBILIZAÇÃO CONTRA O IR

 

Ainda bem que a censura ao Estadão não o proíbe de chamar a atenção para esse "expediente usado contra os contribuintes". Além desse expediente, vale lembrar outro: reter a restituição do Imposto de Renda arrecadado a mais da pessoa física. Quando esse coitado busca informação no site da Receita, recebe a singela alegação de que "sua declaração encontra-se na base de dados". E lá fica por meses e anos, sem que o coitado do contribuinte, vítima desse expediente, seja convocado para provar que sua declaração está correta. Que se dane o contribuinte que sofre a arrecadação do IR na fonte!

 

Alceu Landi alceuweb@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OPOSIÇÃO DE VERDADE

 

 

 

E eu que estava a suplicar, logo após a eleição de 2010, pela união entre tucanos mineiros e paulistas, dando preferência a Aécio Neves como grande líder oposicionista. Após as constrangedoras - e dispensáveis - manifestações de amabilidade de Anastasia a Dilma, em sua visita ao Palácio do Planalto na sexta-feira, ficou claro que dentro do PSDB existem, hoje, dois partidos com projetos distintos: o dos adesistas, liderados por Aécio, e o dos oposicionistas, liderados por José Serra. Tenho dúvidas se gostaria de ver Serra novamente disputando a Presidência, mas sou obrigado a reconhecer que a única voz de oposição neste início de governo Dilma vem sendo a dele - e com muita propriedade, diga-se. Suas últimas críticas, publicadas no Twitter, vêm sendo precisas e apontam para alternativas lógicas de gestão pública. Parece que finalmente alguém dentro do PSDB aprendeu a protagonizar o papel de oposição. Aécio, infelizmente, ainda não.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

 

 

 

 

 

 

 

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ÁREAS DE RISCO NO LITORAL PAULISTA

 

 

Há anos observo as ocupações tanto em áreas de risco como em áreas de preservação permanente (mata atlântica) no litoral norte de São Paulo e sempre que tentei alertar a prefeitura de São Sebastião lá encontrei quem me dissesse que era questão de difícil solução por ser um " problema social". Sob esta míope perspectiva, assisti a sucessivas invasões realizadas sob a inércia dos agentes responsáveis em impedi-las, nas quais os invasores, bem industriados, entravam mata adentro para desmatar e construir, deixando uma cortina vegetal à beira das estradas a encobrir seus feitos. Para um bom observador, entre São Sebastião e Maresias existem centenas destes casos.

Agora, indignada, li que o sr. Luiz Teixeira, chefe da Fiscalização do Meio Ambiente em São Sebastião, na tentativa de justificar o malfeito, joga a culpa no número exíguo de agentes fiscalizadores (15) para cobrir uma área de 110 quilômetros de extensão. Bom, então eu digo a esse senhor que, se ele dividisse 110 quilômetros por 15 agentes, cada um deles ficaria responsável por pouco mais de 7 quilômetros a serem fiscalizados. Seria responsabilidade demasiada para esses funcionários públicos? A verdade é que se houvesse vontade política para realizar a retirada destes invasores certamente não haveria tantas famílias vivendo ilegalmente, sob risco de deslizamentos, nem tantas feridas abertas nessa área de preservação tão importante que é a mata atlântica!

 

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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POBRE SÃO SEBASTIÃO

 

Faço coro com a leitora sra. Regina Ramos: a situação ambiental da cidade de São Sebastião é um escândalo de proporções só mensuráveis quando vier a catástrofe anunciada. Beiras da Rio-Santos, encostas e sertões são alvos da favelização resultante da omissão do poder público, aliada a interesses privados. Bairros como Juqueí, Camburi e Barra do Sahy lembram Porto Príncipe, com a diferença de que ao incauto motorista restam ridículas lombadas eletrônicas que protegem os ocupantes irregulares de atropelamento no que um dia já foi uma estrada. Bairros como Camburizinho e Maresias apresentam cada vez mais condomínios em áreas de mata e sem saneamento, respaldados por impressionantes e questionáveis "licenças ambientais"; nas faixas de areia, o que se observa é cada vez mais ambulantes sem higiene, cães em profusão e rios contaminados. O mais "irônico" é que a legenda do atual prefeito não é nem o PT nem o PMDB, mas o Partido Verde!

 

 

Ricardo Martins r.leitao@fdrcorretora.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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INFRAESTRURA E OCUPAÇÃO URBANA

 

A questão da ocupação irregular e desordenada das encostas no Brasil, que causou perdas irreparáveis de vidas, tem que ver intrinsecamente com a falta de políticas sólidas de ocupação urbana. O que o poder público tem de entender é que qualquer desconfinamento de maciços, em sua base, gera perda de estabilidade do conjunto. Assim; independentemente das mudanças do regime hídrico a que temos assistido, a urgência habitacional das camadas mais pobres continuará a fazê-los ocupar áreas de risco, a menos. Que o governo pare de fazer política pública de palanque, em especial quanto a infraestrutura e ocupação urbana, e passe a tratar o assunto como prioridade nacional.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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NATUREZA

 

Moro em São Paulo e após a longa chuva que cai noite adentro, logo ao amanhecer, vejo a Serra da Cantareira ao longe, límpida, verdejante, o ar fresco com aquele cheiro de grama úmida, é a natureza em destaque. Mas o homem a culpa pelas desgraças, até pelas mais de mil pessoas mortas no Rio de Janeiro. "Aquele morro não deveria ter caído", disse uma das vítimas. Mas o morro caiu, e caindo não esperava ele encontrar pessoas em seu caminho natural. "Choveu em um dia o que era esperado em um ano", disse outro... Quem disse que é assim que funciona? O homem... Será mesmo que o homem acredita que pode superar a natureza? Ele pode e a está destruindo, mas vertiginosamente ela está se recompondo e voltando a ser a natureza como no início, sem a ajuda das ONGs dos homens, é claro!

 

 

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@ibest.com.br

Guarulhos

 

 

 

 

 

 

 

 

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VERÃO E ENCHENTES.

 

Ah, no Sudeste do Brasil, como é bom tirar férias no verão e ficar na segurança de casa. Livre dos congestionamentos das estradas, da virose das praias, do deslizamento de encostas nas montanhas e a salvo das "autoridades competentes".

 

 

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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OBRAS DE MALUF...

 

Simplista a observação do leitor sr. Olimpio F. A. Cintra Netto (20/1) sobre as obras de Maluf, citando apenas piscinões e Cingapuras. Esqueceu-se de mencionar o que de fato causa as enchentes em São Paulo e são as "grandes obras" de Maluf, como as marginais, que ocuparam as várzeas dos rios, muitas avenidas e minhocões que impermeabilizaram a cidade toda, sem contar que priorizou, e foi apoiado pela classe média, o transporte individual em detrimento do coletivo. E aqui chegamos, com enchentes, piscinões que não dão conta e medíocres Cingapuras que nada resolveram, pois onde foram construídos não eram áreas de encostas e de risco. E tudo foi feito sendo ele ENGENHEIRO!

 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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SINAIS DE FUMAÇA

 

O ministro Aloizio Mercadante, de Ciência e Tecnologia, após oito anos de governo petista, vem querer faturar com o desastre alheio e anunciar que daqui a quatro anos estará funcionando um sistema de alerta para inundações.

Só pode ser brincadeira, porque, se existe a indicação dos locais de risco e previsão confiável de chuva, é só avisar e não precisa nem supercomputador nem sequer telefone, basta combinar até sinais de fumaça com os índios da região.

É simplesmente absurdo que um ministro de Ciência e Tecnologia de um país que quer ser do Primeiro Mundo possa dizer tamanho despautério, ou seja, que centenas ou até milhares de brasileiros vão morrer porque em oito anos de governo "nunca antes neste país" existiu competência para tomar uma atitude. E que só em quatro anos os pais da pátria vão conseguir tomar uma providência. E ainda tem o descaramento de dizer isso sem ficar vermelho a toda a população. Fica claro no que dá conceder doutorado por critérios políticos para teses engajadas e demagógicas como a do ministro.

 

 

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

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TOMBAMENTO DO BELAS ARTES

 

Sou contra o encerramento do Cine Belas Artes pelo papel que vem desempenhando para os cinéfilos de São Paulo. Entretanto, falar em tombamento do prédio é banalizar esse recurso, cuja função é preservar edifícios que têm valor histórico ou arquitetônico para a cidade, monumentos, praças e áreas verdes. Não bastassem o fiasco que foi a tentativa de tombamento daquele monstro que era a casa da família Matarazzo, uma bandeira do PT contra a "zelite", ou os processos de tombamento de mansões postas à venda pelos herdeiros na região da Avenida Paulista, que nunca tiveram importância arquitetônica alguma, sob a alegações do tipo "representante da classe média do início do século 20", agora podemos claramente notar o empenho do sr. José Serra e, veladamente, do seu escudeiro, o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, que, coincidentemente, emprega nada menos que o sócio do cinema, André Sturm, contra o proprietário do imóvel, chamado Fávio Maluf. Me engana que eu gosto!

Por que não serem mais diretos e simplesmente investigar as origens dessa propriedade e, se for o caso, iniciar processo de desapropriação?

Por que não transferir o Cine Belas Artes para a já tombada Galeria Olido, que, quem viu o que tem atualmente, não volta mais lá? Talvez porque seja mais fácil fazer favor à custa de terceiros ou simplesmente pelo prazer de atrapalhar os negócios de desafetos.

 

 

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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CINEMA DECADENTE

 

 

 

O ex-governador José Serra está engajado até o pescoço para que o tombamento do Cine Belas Artes saia em tempo recorde. Atitude nunca vista, quando era governador, em relação aos precatórios alimentares, aliás, interrompeu os pagamentos dos atrasados. Consequentemente prejudicando milhares de paulistas.

José Serra, deveria fazer oposição nacional à Dilma, e não ficar defendendo cinema decadente.

 

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

 

 

 

 

 

 

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PRECATÓRIOS

 

Para corrigir a injustiça dos precatórios sugiro que a mesma Justiça que sentenciou o Estado a pagar o que deve também autorize a abertura de conta para que os contribuintes paulistas possam ali depositar dinheiro e este seja distribuído a quem realmente pertence. O valor seria abatido integralmente dos impostos. Eliminaríamos, dessa maneira, o intermediário mau pagador: o Estado. Poderíamos, também, depositar diretamente na conta do credor e, com o recibo em mãos, acessar um portal na internet para efetuar o abatimento. Chamaríamos esse processo de "Nota de Recuperação Moral Paulista"... Será que a Justiça faria isso ou tais sentenças são de mentirinha?

 

 

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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NO TRIBUNAL

 

A propósito da matéria atinente ao Ministério Público ter assento ao lado do juiz, saliento que tal tradição não tem nada que ver com o regime militar de 1964. Existe no Brasil há muito mais tempo, e é correta, pois promotores e procuradores não são somente acusadores, mas também fiscais do cumprimento da lei. A tese contrária, data vênia, se correlata a um radicalismo dito ideológico, lesivo à paz social e ao interesse coletivo.

 

Luiz Felipe da Silva Haddad, desembargador do TJ-RJ lfdsh@uol.com.br

Niterói (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

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MUITA COVARDIA

É revoltante o ato de covardia do delegado de polícia que agrediu um advogado cadeirante, em São José dos Campos (SP), depois de invadir a sua vaga para deficientes físicos. Vemos aí abuso de autoridade, descriminação contra um deficiente físico, violência gratuita e desmedida, barbárie e covardia, além de revelar o seu total desrespeito pelos direitos humanos e o seu despreparo para desempenhar uma função pública relevante. O mínimo que se espera é que esse delegado seja responsabilizado civil e criminalmente e que seja exonerado da polícia, a bem do serviço público.

 

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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INCIVILIDADE

 

Um delegado da polícia paulista que agride a coronhadas um cadeirante que reclamou porque o policial ocupava com seu veículo uma vaga de deficiente, em São José dos Campos, só pode merecer expulsão e processo penal. Ninguém pode passar a mão na cabeça desse policial, como esperamos não venha a ocorrer. Transferência para serviços administrativos não repara a truculência dessa pessoa despreparada, até como cidadão.

 

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRIMES, IMPUNES, CONTRA A HUMANIDADE

 

Com a volta de Baby Doc ao Haiti, algumas dúvidas antigas voltaram a me preocupar. Por que países tradicionalmente democráticos recebem esses criminosos? Que interesses se escondem por trás dessas acolhidas? Financeiros? Estratégicos? Humanitários (sic)? Cumplicidade? Por que esses assassinos cruéis buscam asilo na democracia, regime que sempre negaram aos seus povos? Se 137 países são signatários do Estatuto de Roma, que estabeleceu o Tribunal Penal Internacional em Haia e definiu os crimes contra a humanidade, por que esses déspotas não são julgados e condenados, ao invés de viverem de forma nababesca com o produto da pilhagem?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ÍNDIO NÃO QUER APITO

 

 

Ainda vigora na mente do "jurássico" pessoal da esquerda mundo afora uma romantização - sustentada por sonolentos clichês - daqueles que seriam os mais explorados pelo "capitalismo selvagem", com destaque para os indígenas, vistos como vítimas inocentes.

Pois bem, como se não bastasse, para pôr fim a esse raciocínio torto dos "adoradores da múmia de Lenin", o envolvimento de indígenas brasileiros com contrabandistas de pedras preciosas e madeiras nobres, e o envolvimento de indígenas colombianos com as covardes e narcoterroristas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), agora surge a denúncia, divulgada pelo site WikiLeaks, de que o governo boliviano, capitaneado pelo indígena Evo Morales (da etnia aimará), armou um falso complô que resultou no assassinato de três estrangeiros, escolhidos como "bodes expiatórios", tão somente para atribuir aos opositores do governo de Evo uma suposta tentativa de assassinato do presidente boliviano, visando, assim, de forma criminosa e mentirosa, provocar a comoção popular na Bolívia e angariar os seus dividendos políticos.

Pelo visto, ficou no passado a marchinha carnavalesca, pois há tempos os índios não querem mais saber de apito. Os interesses indígenas, hoje, são outros e muito mais perversos.

 

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NEYMAR

 

O nome da hora é Neymar, que joga muito, mas é mascarado demais, achando-se o rei da cocada preta com sua "dancinha", seus trejeitos e abuso do recurso "cai-cai" para ganhar faltas, que serve apenas para irritar adversários e juízes. A badalação exagerada da crítica esportiva quando ele deitou e rolou marcando quatro gols em cima dos ingênuos paraguaios, seguido de outro normal marcado contra a Colômbia, mas como é dele, é como se fosse um nunca visto antes. Um comentarista da Band já considera o santista o maior do mundo no momento e superior ao Messi. Esqueceu o rapaz que o argentino foi considerado o maior do mundo em 2010 pela Fifa, baseada em suas atuações no campeonato espanhol, na Copa da Uefa e outros, enquanto o santista estourava aqui contra timecos da terceira divisão na Copa do Brasil e no medíocre "Paulistinha". Não morro de amores pelos de argentinos, mas acompanho campeonatos europeus semanalmente, o que me permite ver muitos craques em ação, como o Messi, que, mesmo apanhando muito, em momento algum se vê fazendo teatro em cima das porradas que leva, simular faltas e reclamar de juízes. Nos quesitos teatralização, frescura e "dancinha", realmente o Neymar é imbatível, enquanto o Messi leva nota zero.

Laércio Zanin arsene@uol.com.br

Garça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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