Cartas - 24/05/2010

REFORMA TRIBUTÁRIA

, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2010 | 00h00

CPMF

Para o governo obter R$ 40 bilhões anuais com a CPMF o 0,38% tem de incidir numa base monetária de R$ 10,5 trilhões, o que equivale a quatro vezes o PIB anual brasileiro. Isso, por si só, já demonstra como esse imposto maluco incide sobre ele mesmo diversas vezes, o que comumente é chamado de incidência em cascata, onerando todos e, pior, onerando a produção, que incorpora esses custos (da CPMF) aos seus preços. Portanto, o cidadão paga esse imposto diversas vezes, na sua conta bancária, a cada movimentação, e outras tantas quando compra qualquer coisa ou contrata qualquer serviço, já que o custo da CPMF está embutido em todos os preços. Enfim, é um imposto burro. É de admirar que pessoas com formação matemática e financeira não corem ao mencionar a possibilidade da sua reedição. Conclusão: qualquer presidenciável que cogite da volta da CPMF não merece ser levado a sério, por sua burrice. Ou pior, se não for burrice, revelar-se-á um safado de marca maior.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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Apostasia

Sobre o editorial Promessas de candidatos (22/5, A3), é de bom alvitre lembrar que o sr. José Serra, quando membro da Constituinte, em 1988, contestou veementemente a inclusão no Orçamento da União de aumento progressivo dos recursos para o Ministério da Saúde, alegando falta de controle de gastos do governo federal. Quando ministro da Saúde, no entanto, não só açambarcou a CPMF, como labutou - e conseguiu - para aumentar a alíquota em quase 100% (de 0,20% para 0,38%), sobre todas as movimentações financeiras. Isso se chama apostasia - deixar para trás toda a convicção sedimentada em anos por interesses puramente pessoais. Aqui cabe Shakespeare: "Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são."

RODOLFO JESUS FUCIJI fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

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Chega de tantos impostos!

Os brasileiros trabalham até o dia 28 de maio para pagar ao Estado todos os impostos. Falo dos cidadãos comuns, honestos e cumpridores dos seus deveres cívicos, porque existem os maus cidadãos, que corrompem, praticam caixa 2 e sonegam, sob os olhos complacentes do governo. Antes, o que já era um absurdo, eram quatro meses por ano de trabalho para pagar impostos. Hoje já são cinco cheios! Daqui a pouco serão dez meses, como em Cuba? Estão, pouco a pouco, transformando o País em comunismo disfarçado de democracia, onde a maior parte dos salários vai parar nas mãos do governo. Mas como "ainda" estamos na democracia, para que as coisas sejam devidamente respeitadas só nos restará a desobediência fiscal. Depositar em juízo todos os impostos, até que aprendam a administrar como se deve e fazer a sua parte, evitando corrupção, sonegação, caixa 2, desperdício. E, principalmente, respeitando o que paga o cidadão comum.

BEATRIZ CAMPOS beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Ontem e hoje

Brasileiros atentos e participantes revoltaram-se, no século 18, contra a cobrança pela Coroa portuguesa da taxa de 20% sobre nossas riquezas. Disso resultaram a Inconfidência Mineira e a morte de Tiradentes. Esses 20% ficaram conhecidos como o quinto dos infernos, pelo absurdo que representavam. Hoje, brasileiros omissos e deslumbrados aceitam que os donos do poder retirem quase 40% de seus bolsos, para custear coisas, algumas muito estranhas, sem dar um pio. E pior, aplaudindo os caras.

GERALDO SIFFERT JUNIOR siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Rumo certo

Dos bilhões de reais arrecadados de impostos, grande parte já tem destino certo: a Copa do Mundo e a campanha eleitoral...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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CAMPANHA ANTECIPADA

Vale a pena

O que vem ocorrendo mostra que as multas do TSE valem a pena, pois o PT lança a campanha antes dos oponentes a um custo financeiro compensador e, de certa forma, obtém espaço na mídia, o que parece interessar. As punições deviam ser não só pecuniárias, mas com redução do tempo de exposição na mídia. Creio que assim haveria, de fato, punição.

LUIZ ALBERTO DE PAULA SOUZA alp.souza@terra.com.br

São Paulo

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FICHA LIMPA

Nódoas

O sabão para limpar a ficha foi pouco. Ainda restam manchas.

VIDAL DOS SANTOS vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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Os culpados

Os culpados pela indecência na política não são apenas os políticos indecentes. São também todos os cidadãos honestos que não se impõem a tarefa de procurar os melhores.

EUCLIDES ROSSIGNOLI euros@ig.com.br

Itatinga

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Gotham City

Desculpem a franqueza, mas quem acreditou no Projeto Ficha Limpa foi de uma ingenuidade sem par. Como seria possível que os nossos prezados deputados e senadores aprovassem uma lei que viesse prejudicá-los? Se o próprio presidente Lula, que deveria zelar pela ética na política, faz troça das leis eleitorais e das multas que lhe estão sendo impostas, imaginem se os nobres senhores acima citados iriam preocupar-se com algo que lhes pudesse impor sanções. Como diria o Robin, "santa ingenuidade dessa plebe, Batman".

ANTONIO FERNANDO FERREIRA rdseg@terra.com.br

São Paulo

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Que país é este?

O Estado está sob censura há 297 dias, um escárnio. O presidente da República menospreza as leis sem o menor constrangimento, ao receber multa pela quarta vez, aplicada pelo TSE. O Projeto Ficha Limpa é aprovado com ressalvas e, por meio de manobras sutis, beneficia infratores. Às vezes chegamos mesmo a desanimar da virtude, como dizia o nosso preclaro Rui Barbosa, tão frágeis são nossas instituições.

FRANCISCO ZARDETTO fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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"Dilma só cresce quando Lula é multado?"

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI / RIBEIRÃO PRETO, SOBRE A QUARTA MULTA DO TSE

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

"Alguém duvida que haverá a quinta, a sexta, a sétima...? É humilhante"

MÁRIO ISSA / SÃO PAULO, IDEM drmarioissa@yahoo.com.br

"A única ficha limpa é o eleitor tomar vergonha na cara e não votar em crápulas!"

ARIOVALDO BATISTA / SÃO BERNARDO DO CAMPO, SOBRE O EDITORIAL "ANISTIA AOS FICHAS-SUJAS" (21/5, A3) arioba06@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Sindicato vira negócio lucrativo no País

Impostos sindicais alimentam um território sem lei; a cada dia, uma nova entidade é registrada

"Está uma anomalia. Se a ministra Dilma ganhar, vai precisar dar um basta nessa farra."

HENRIQUE LUZ

"Festas milionárias para dirigentes e nenhum compromisso com prestação de contas desmoralizaram a instituição."

FERNANDO ALBURITEL

"Sou sindicalista e sou contra o imposto sindical. A arrecadação dos sindicatos tem de ser de associados filiados."

WAENDER SOARES

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

JUSTIÇA? QUE JUSTIÇA?

''Lula e Dilma são multados mais uma vez pelo TSE'' (manchete do Estadão de 22/5). Dá para entender? O presidente é advertido quatro vezes por desrespeitar uma lei nacional e tudo fica pelos pífios valores de multas? E ele ainda faz chacota, pedindo em comícios que seus seguidores contribuam para o pagamento dessas multas? Do seu descumprimento nem se preocupa, pois parece se achar ''rei'', ao ser ungido com 80% de popularidade. Infelizmente, por obra desse nosso ''pai dos pobres'', a Justiça retroage em muitas décadas, quando, nos anos 30, Getúlio Vargas, o então ''pai dos trabalhadores'', declarou: ''Lei? Ora, a lei...'' Assim, ainda segue nossa pseudodemocracia de um presidente-ditador para outro presidente autocrata, com leis sendo descumpridas em benefício deles próprios, julgando-se donos da República. Onde está o Poder Judiciário? Onde estão os que deviam zelar pelo cumprimento de nossa Constituição? Será que a mãe Joana já tomou posse de vez de nossa casa? Pois se a lei não for respeitada pelos que estão no topo, logo não haverá mais como exigir dos demais seu cumprimento. A sabedoria não deixa dúvida: ou a lei é forte ou não é lei. Dura lex sed lex!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO

Alguém realmente acredita que Lula e Dilma vão pagar mais esta e as

outras multas? O melhor modo de multá-los é tirar tempo do horário do PT nos programas de rádio e TV.

Rachel Salomão familia.salomao@uol.com.br

São Paulo

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O QUE ADIANTA O TSE MULTAR LULA E DILMA?

Primeiro, quem paga a conta não são eles. Segundo, conscientes da sua impunidade e sabedores de que juiz nenhum terá peito de tomar medidas mais enérgicas - a lei é clara -, como, por exemplo, impugnar o registro de candidatura da ex-ministra, seguirão, aliás, como vêm fazendo há tempos, rasgando as páginas da Constituição brasileira.

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

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RIDÍCULO

Esse negócio de multa por campanha eleitoral antecipada está ficando ridículo. É melhor nem divulgar o fato.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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A HORA É ESTA

Muito lógico que a propaganda antecipada pró-Dilma consiga resultados favoráveis a ela, uma vez que a TV é a única forma de informação para grande parte da população brasileira. Já que tudo leva a crer que as multas aplicadas a Lula e sua candidata nada representam para eles e tudo indica que continuarão a agir da mesma maneira, por que Serra não entra nessa mesma campanha e parte para mostrar a que veio? A hora é esta... Mais tarde talvez, seja muito tarde.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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É MIXARIA

Ao ser condenado, pela quarta vez, por transgredir a lei eleitoral, Lula ridiculariza mais uma vez o Poder Judiciário, dando a entender que cada multa a ele imposta é "mixaria", termo vulgarmente utilizado pelos trabalhadores nas negociações intersindicais em relação aos reajustamentos salariais oferecidos pelos sindicatos patronais. A simples aplicação de multa, de tão baixo valor relativo, não vai fazer com que Lula passe a respeitar a lei. A Justiça Eleitoral, ao invés de aplicar ridículas multas fiduciárias, deveria aplicar sanções contundentes, como, por exemplo, cassar da propaganda eleitoral gratuita, que vigorará a partir de 6 de julho próximo, o tempo utilizado na campanha eleitoral antecipada. Garanto ao TSE que a lei, então, será cumprida.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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IRREVERÊNCIA

A atitude irreverente do presidente Lula ao ser multado pela quarta vez por promover campanha eleitoral antecipada, em desobediência às normas do Tribunal Superior Eleitoral, e sabendo que nada lhe acontece, além de produzir um efeito negativo na sociedade, pois todos se acham com o mesmo direito em promover a desordem, é altamente prejudicial na formação do caráter dos nossos jovens.

José Millei elymillei@hotmail.com

São Paulo

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QUARTA MULTA

O presidente da República do Brasil foi multado pela quarta vez por transgredir conscientemente as regras eleitorais. Isso significa que o grande destabocado não conseguiria viver num país um pouco mais democrático e civilizado do que o nosso.

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

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MULTAS E REINCIDÊNCIAS

Como se não bastasse o vexame de um presidente da República desacatar a lei e ser multado, as gracinhas feitas por ele e as reincidências deliberadas constituem verdadeiro deboche, fazendo da lei objeto de descaso público. Se em lugar da lei eleitoral se aplicasse ao presidente, à sua candidata e auxiliares a legislação vigente no DENATRAN, todos já estariam com suas LICENçAS PARA DIRriIR CASSADAS por vário anos! Moral e bafômetro neles!

Gustavo A. S. Murgel gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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AFRONTA

Sr. presidente, pode até faltar um dedinho, mas dinheiro, público ou não, não falta para afrontar a Justiça. Ela é cega, mas o povo, não. Cedo ou tarde ele verá que, se todos seguirem o seu exemplo, multas, prisões e crimes se manterão em alta. Como o MST.

Valdir Christiano valdir.christiano@hotmail.com

São Paulo

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PT X DILMA X LULA

A pergunta não é nova, mas até hoje não houve resposta clara: de que adianta multar o PT-LULA por campanha antecipada, se eles pagarão a multa e continuarão a fazer isso? De prático, de que adianta a punição? Estão fazendo escárnio da Justiça Eleitoral.

João Menon joaomenon@terra.com.br

São Paulo

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PAR DE BOTAS

Em qualquer campeonato mixuruca, um árbitro "meia-boca" dá um cartão amarelo para o jogador faltoso e depois, em outra falta, até quando o "meia-boca" é ruim mesmo, acaba dando o cartão vermelho. Se o jogador é julgado pelo que cometeu no campo, em caso de reincidência, sua pena aumenta. Até aqui, no Brasil, onde os tribunais, árbitros, juízes e dirigentes esportivos não são muito devotos. Será que no caso de eleição somos mais condescendentes? Estaríamos voltando ao tempo em que o par de botas prometido era entregue um pé antes, outro depois da eleição? Eu não quero brinde nenhum. Posso votar tranqüilo?

Manoel Mendes de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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OS DONOS DA BOLA

Lula e Dilma vêm sistematicamente desobedecendo ao que prescrevem as leis eleitorais, com a maior cara de pau do mundo. Até no programa do PT o fizeram. Lula só faltou lamber a cria, contou um monte de mentiras sobre sua candidata, por aí foi e continua indo. Dilma, sem o apoio de Lula, talvez tivesse menos votos do que Marina Silva (PV). Pois bem, o TRE vem aplicando multas a ambos e ao PT sistematicamente, eles sempre entram com recurso, nada temem, são os donos da bola, fazem o que querem e alguns trogloditas ainda escrevem para nos criticar, dizendo que quem escreve para jornais é profissional ou pago por alguém. Escrevo para os fóruns de jornais desde o governo Sodré, em São Paulo, escrevo contra tudo o que considero errado ou contra a lei, e Lula e sua ''equipe'' ignoram as leis, fazem o que e quando querem E TORRAM O NOSSO DINHEIRO COM BESTEIRAS, VIAGENS INÚTEIS, CARTÕES AOS QUAIS NÃO TEMOS ACESSO, ETC....

Continuarei escrevendo, sou apartidário e tenho o direito de discordar do que está incorreto. Tenho de discordar da malversação do dinheiro público, o que Lula faz diariamente, de sua desastrosa política externa e sua burra diplomacia.

Carlos Eduardo de Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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LULA E AS ILEGALIDADES ELEITORAIS

Em certa época, um determinado ex-governador de São Paulo, agora candidato a senador pelo PMDB, disse: "Eu quebro o Banespa, mas elejo o meu candidato ao governo de São Paulo". E a profecia concretizou-se: ele elegeu o seu candidato, o Banespa quebrou e foi vendido a um banco espanhol. Hoje o presidente Lula age da mesma forma. Desrespeita todas as leis eleitorais, foi multado várias vezes por agir ilegalmente, faz propaganda antecipada ilegal para a Dilma e se ela, desastrosamente, vier a ser eleita, o Brasil vai quebrar. E o presidente Lula vai vender o Brasil para quem? Para o Chávez, e seremos socialistas bolivarianos? Para o Fidel Castro, e seremos comunistas? Ou para o presidente do Irã, e seremos imperialistas absolutistas sanguinários?

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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QUEM VAI PAGAR?!

As multas em desobediência às leis eleitorais que o Lula vem recebendo do TSE são refresco para o soberbo infrator, pelo abrangente benefício que esse relapso presidente transfere para sua candidata, Dilma. E as pesquisas confirmam!

Assim fica claro que a impunidade prevalece, já que estas multas, se pagas forem, não serão verbas do holerite do Lula. Ou seja, no mínimo, serão utilizados recursos das cotas partidárias, sustentadas por nós, contribuintes! Ou ainda dos restos do mensalão...

Goza o Lula confortavelmente na cadeira impunidade, mesmo continuando a cometer crime eleitoral nas barbas da Justiça! E aplica também uma verdadeira zombaria contra os magistrados do nosso país.

Assim sendo, bem que o Lula poderia estrear o Ficha Limpa...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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IMPEACHMENT

Respondendo à pergunta do leitor sr. Wilson Scarpelli ("Presidente de Ficha Suja", 22/5), digo que as infrações repetidas e acintosas de campanha antecipada e com uso da máquina pública justificariam, sim, o impeachment do presidente. Mas quem se atreve a pedi-lo?

Cléa M. Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO

O comportamento de Lula perante as leis e normas do TSE mostra muito bem o nível e como é composto nosso governo, orquestrado pelo PT, nesta era de transgressões e mutilações da pobre população brasileira.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO ALTERNATIVA

Uma campanha antecipada é ilegal porque favorece somente o pré-candidato que dela se beneficia sobre todos os demais. É como aquela pessoa que não respeita fila e faz todos os outros de tolos. Para que o processo democratico seja válido é necessário o cumprimento da lei. Então, vamos propor uma punição simples para campanhas antecipadas: perda de divulgação de uma semana de horário político, caso o pré-candidato seja confirmado. Em caso de reincidência, duas semanas. E por aí vai... E, se possível, com o apoio (silencioso) da imprensa.

Carlos Avila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

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O POSTE EMPATA

A queda nas pesquisas de José Serra é reflexo de seu desprezo pelo funcionário público paulista, principalmente os aposentados credores de precatórios.

Serra tem de parar de pensar que o Brasil é uma Dinamarca.

Vai precisar de Aécio Neves.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DILMA EMPATA COM SERRA

Enquanto o PSDB não se resolve a entrar em definitivo na campanha eleitoral, esperando sua majestade mineira decidir ser ou não o vice e formar uma chapa vencedora, o presidente Burla está se ''lixando'' para nossa (in)Justiça Eleitoral. Lixando é termo educado para não dizer a palavra mais adequada para sua atitude. O folgado Burla circula País afora promovendo da forma mais escandalosa possível sua candidata, enquanto é multado em valores vergonhosos em face do lucro bilionário de eleger quem ele quiser. Fruto desse abuso descarado que mereceria um impeachment, sua candidata já empatou com o Serra e caminha célere para chegar lá. Num país onde só uns 15% do eleitorado não aprovam um farsante ''como nunca esse país viu antes..", nada a estranhar quanto ao resultado final.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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O NOSSO GUIA

Corre pela internet que o "Nosso Guia" pretende ser o "Guia do Mundo". Para atingir seu objetivo ele vem se preparando há tempos. Logo no começo do seu governo comprou um avião fabricado por um consórcio europeu, pois o avião da Embraer era pequeno demais para o tamanho do seu ego. E, afinal, se o presidente dos Estados Unidos tinha uma aeronave para uso exclusivo, por que ele não deveria ter? Além disso, para viagens internacionais longas é necessário ter conforto. Principalmente se elas são feitas com a freqüência necessária para rodar o mundo todo em árdua campanha. Sim, porque ninguém é de ferro! Principalmente um presidente!

Há também uma vantagem adicional, além do aspecto turístico das viagens: é que para a "galera" (conotação futebolística muito usada) isso tem um efeito extraordinário. Sim, porque seus apaixonados admiradores, muitos dos quais também não leem jornais, se extasiam com suas imagens diárias na televisão. Imagine ser recebido pela rainha da Inglaterra, pelo rei da Espanha, pelo rei da Suécia e tantos outros! Mas especialmente por Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e o novo amigo de infância, Ahmadinejad! É coisa louca, fantástica, e não para qualquer um! Além do que "nunca antes neste país" houve salamaleques semelhantes para qualquer outro brasileiro.

Levando em consideração todos esses fatos, é explicável que ele (esse fenômeno da esperteza) se ache acima de todos e de tudo, principalmente da lei e, em consequência, queira voltar ao poder, "para o bem de nois todos".

Sendo o pai político e ventríloquo da sua candidata, sua perspectiva é de que, depois dela, se eleita, ele possa voltar mais glorioso ainda. Talvez por reconhecimento dela, que é religiosa desde menininha, receba a homenagem de ter uma estátua em vida, ao lado (mas não menor) da do padre Cícero.

Que Deus nos livre!

Amaury H. Marassá Corrêa amrycor@uol.com.br

São Paulo

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O PAI DOS POBRES

O Estadão publicou que o Lula vai se despedir como "pai dos pobres". Estão incluídos os banqueiros, industriais, construtores, os "amigos", etc.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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ÚLCERA NERVOSA

Cada atitude vitoriosa de Lula, quer no Brasil, quer no exterior, provoca nos leitores e ''escritores'' anti-Lula deste Fórum reações que, às vezes, nos fazem rir, pelo que escrevem. Lula, para o bem da saúde desses leitores, precisa parar de tomar atitudes como essa do Irã, para não sobrecarregar o SUS por problemas de úlcera nervosa desses leitores.

Pedro Paulo Custódio ppcustodio@hotmail.com

Birigui

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FRAUDE ELEITORAL

Duvido muito que na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi ao Irã para dialogar com o presidente Mahmoud Ahmadinejad a respeito do enriquecimento do urânio não tenha ido um grupo interessado em aprender com os políticos iranianos como fraudar uma eleição.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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LULA SANGRA O BOLSO DO BRASILEIRO

O governo do PT, que tantas críticas fez ao governo anterior sobre o aumento dos impostos, o que teria a dizer sobre os dados divulgados pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) de que o brasileiro tem de trabalhar 148 dias para pagar impostos? Estamos entre os países que mais pagam tributos no mundo, perdendo para os suecos e franceses, justamente os que recebem os melhores benefícios. Pelo visto, somente 20% dos trabalhadores pagam impostos neste país, pois os demais gostam de "trabalhar" para o governo. Da década de 70 para hoje, os dias para sustentar o governo subiram 95%. Nunca antes na história deste país se viu tamanho estelionato com o dinheiro do trabalhador e é com essa carga tributária, que sangra o bolso do brasileiro, que Lula vende sua candidata. O brasileiro paga calado, não recebe nada em troca e concorda em sustentar 513 deputados e 80 senadores que nem sequer trabalham 148 dias por ano, e pior, não pagam impostos e recebem tudo do governo. Os parlamentares do Brasil vivem como os suecos e submetem seus eleitores a uma vida de quinta categoria. Será que este país tem jeito?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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DE VOLTAIRE AO ESTADÃO!

Há muitos e muitos anos, Voltaire, o célebre filósofo francês, já afirmava: ''É típico das censuras violentas darem crédito às opiniões que atacam!'' Cai ou não cai como uma luva sobre essa criminosa e ditatorial censura imposta ao nosso corajoso e nobre Estadão?! Não perguntem a Lula, pois ele, certamente, vai dizer: ''Eu não sabia!''

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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VOLTA POR CIMA

Em sua vilegiatura, Lula foi a Portugal, fingindo esquecer a falta de liberdade de imprensa em seu próprio país (o Estadão está censurado há 296 dias), e aceitou entregar o Premio Camões a jornalista cabo-verdiano. Lula não lê jornais e não sabe que cá na terra tupiniquim há tempos se dizia: "Quem vai pra Portugal perde o lugar..." O "cara" deu a volta por cima. Foi a Portugal, não perdeu o lugar, voltou e taí!

Fernando Averbach reginalili@yahoo.com

São Paulo

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CENSURA, 296 DIAS

O digno jornal O Estado de S. Paulo está sob injusta censura há 296 dias, impedido de divulgar informações sobre o ''affair'' Boi Barrica, que envolve o empresário Fernando Sarney, o qual conseguiu no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) decisão preliminar para esse desidrato. Acontece que o filho do presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), antes do julgamento do mérito da ação, e temendo conseqüências futuras, deu pra trás, requerendo sua desistência contra o Estadão, pleiteando o arquivamento do processo. O jornal, citado para se manifestar sobre o covarde pedido, uma vez que a lide já estava estabelecida, não concordou com a desistência e espera até hoje o julgamento do mérito da questão, que está sendo procrastinado indefinidamente. Será que esta procrastinação não é para proteger o fujão?

Esta digressão é feita para comprovar como a nossa legislação eleitoral é falha. O presidente Lula, a pré-candidata Dilma et caterva vêm sendo multados com diferentes valores pecuniários pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela prática de campanha antecipada. Eles não estão nem aí por essas pequenas penalidades, as multas são gotas d"água neste oceano de desrespeito às leis, à ética. O que deveria haver para estes casos, isso sim, é uma legislação eleitoral que impedisse com rigor toda a mídia de transmitir campanha eleitoral antecipada, deixando seus transgressores falando ao vento... Esse seria o pior castigo!

Esta transgressão à legislação eleitoral é que é um fato grave, e não uma simples divulgação de informações sobre uma operação cuja investigação foi iniciada pela Polícia Federal.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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DE GRÃO EM GRÃO...

Aos poucos, jornais vão sendo censurados por noticiar o que desagrada a pessoas influentes ligadas ao governo. E chegará o momento em que o acúmulo de restrições calará a imprensa e dará ao Planalto mais liberdade para agir em proveito dos que o apoiam, indiferente ao que é lícito. Primeiro foi o Estadão, proibido de publicar notícias sobre o filho do presidente no Senado. Agora, é o Diário do Grande ABC que não pode noticiarda ação duvidosa da prefeitura do petista Luiz Marinho. Seria o caso de se fazer despretencioso trocadilho: de grão em grão, Lula enche o saco.

Paulo de Souza Cavalcanti contato@rpgortopedica.com.br

Ribeirão Preto

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REINCIDENTE

Luiz Marinho é reincidente no que se refere à censura de veículos de comunicação. Ele tentou, recentemente, censurar uma matéria da Folha online, publicada em 2005, que falava de uma de suas viagens à Alemanha, a expensas da montadora VW. Agora é com o Diário do Grande ABC, sobre as cadeiras escolares.

Alvaro Salvi alvarosalvi@gmail.com

Santo André

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A REFORMA DAS MENTALIDADES

Pretende a sociedade alterar as leis que regem os processos judiciais, embora contando com um Congresso pouco dado a alterações de monta. Uma destas seria extinguir o recurso das chamadas decisões interlocutórias, as que são proferidas antes da sentença, como já ocorre na lei trabalhista. Sucede, no entanto, que por lei dificilmente se mudam as mentalidades, como nas relações de emprego, não só as dos patrões, mas as dos trabalhadores. Preciso será, por exemplo, punir com mais rigor quem despede apenas confiando que, para evitar um longo trâmite processual, o postulante faça um acordo na bacia das almas. Eu lavei a minha, na Justiça do Trabalho, vendo reconhecidos meus direitos, em duas instâncias. Mas foram quatro anos de espera. Na próxima legislatura, colocamos, então, nossas esperanças.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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ENERGIA ELÉTRICA do FUTURO

Em dois artigos de opinião do caderno Economia do Estadão de dia 20, tratando da necessidade futura de energia elétrica, ignora-se praticamente totalmente a energia nuclear. Como as possibilidades de novas grandes usinas hidrelétricas se concentram na Região Norte, seja usinas de baixa queda, a fio d"água (sem grandes reservatórios), seja sujeitas ao regime hídrico sazonal do rio, com distâncias de milhares de quilômetros dos grandes centros consumidores das Regiões Sudeste/Centro-Oeste, seja com altos custos de transmissão; usinas nucleares, não poluentes, instaladas perto dos centros consumidores seriam a escolha natural para o aumento futuro de expansão da capacidade de geração.

A alternativa de aproveitamento de geração em países vizinhos, com necessidade de transformação do 50 Hz para 60 Hz, quase duplica o custo do KW gerado.

Se o custo do KW instalado de usinas nucleares ainda é superior ao de usinas hidrelétricas, tem de ser levado em consideração que o aproveitamento médio do KW instalado de uma usina nuclear é praticamente 100% , ante 50% de uma hidrelétrica, além da redução drástica do custo da transmissão dos futuros empreendimentos hidrelétricos e da ausência de maiores restrições ambientais.

O destino do lixo nuclear ainda tem de ser definido melhor, mas não é razão para restringir este tipo de geração na futura matriz energética do Brasil.

Jacques Pennewaert, engenheiro jacques.pennewaert@terra.com.br

São Paulo

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ENCHENTES EM GUAIANASES

Como leitor do Estadão, tenho a satisfação de trazer publicamente um assunto que, lamentavelmente, só vem à tona em períodos de tragédia na cidade de São Paulo. Eu me reporto exatamente aos períodos de chuvas, em que, devido ao não-planejamento de nossa cidade, quem mais sofre são os bairros onde a infraestrutura é de péssima qualidade, quando existe.

Como morador de Guaianases, sinto-me na obrigação de levar a público nossa insatisfação com os serviços que não são feitos pela Prefeitura do Município de São Paulo, através do prefeito Gilberto Kassab, que coloca subprefeitos em regiões que mal conhecem. Isto é fato e basta pesquisar quais são os subprefeito que de fato residem nos bairros que administram. Diante desta realidade, quem paga caro por essa prática é exatamente quem mora na região. Por exemplo: esta mesma administração colocou no seu plano de governo, além de prometer pelos quatro cantos do Bairro de Guaianases, que faria o alargamento do Rio Itaquera-Mirim, assim como o canalizaria ou mesmo faria a devida contenção de suas laterais, evitando assim desmoronamento das margens e, consequentemente, os alagamentos constantes na região, principalmente nas Ruas Getulina, Professor Cosme Deodato Tadeu, Leonilda Magrine, Tristão Gago e Benedito Leite D"Ávila, entre outras. Esta promessa não foi cumprida e as placas da referida obra sumiram.

Diante desta situação, exigimos do sr. prefeito Kassab providências, eliminando, assim, perigos a que se expõe a nossa população, antes que seja tarde, pois a enchentes estão na boca do gol, ou melhor, ao iniciar o mês de dezembro e chagando a fevereiro de 2011. Não queremos mais pessoas mortas ou desaparecidas por causa das enchentes.

Adalberto Angelo Custódio betocustodio@uol.com.br

São Paulo

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O RABO DO CACHORRO

A reportagem do caderno Metrópole de 19/5 sobre o trânsito saturado nas Avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e a solução meia-boca da Avenida Perimetral Paraisópolis nos dão um bom resumo da política da ocupação do solo que rege há anos o crescimento da nossa cidade. Poderia ser definida em poucas palavras como o cachorro que tenta morder o próprio rabo. Em vez de a Prefeitura fixar o máximo de habitações possível em função da infraestrutura da região, foi inventada a "operação urbana" que permite aumentar a área construída, mediante uma recompensa monetária que jamais resolve os problemas de trânsito decorrentes. As demais obras de intraestrura necessárias para atender aos novos moradores, como ampliação da rede de água, a de esgoto e outras, também devem ser computadas. A reportagem também chama a atenção para o fato de que, com a sua inauguração pela metade, ficará indiscutivelmente congestionada e ninguém vai querer ficar parado no trânsito bem no meio da favela. Atualmente são constantes os assaltos aos motoristas na Av. Giovanni Gronchi quando ela passa pela escadaria da Paraisópolis, aproveitando-se os meliantes exatamente dos congestionamentos diários na região. Até fica a impressão de que a obra se destina a facilitar a vida dos bandidos que ali residem, pois os demais moradores, que são a grande maioria, vão continuar sofrendo com o trânsito do local.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

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AVENIDA INCOMPLETA

Li no Estadão (19/5, C1) que a Av. Perimetral, no Morumbi, será entregue pela metade, o que não chega a ser novidade.Porém gostaria de sugerir uma ''obrinha'' de extrema importância para melhorar a fluidez na região do Estádio do Morumbi e do Colégio Porto Seguro, qual seja, fazer a ligação da Praça Alfredo Gomes com a Rua Senador Otávio Mangabeira, canalizando os cem metros de córrego na Rua João de Castro Prado.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

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INFERNAL

O trânsito no Morumbi é infernal. Há dois gargalos principais: Av. Giovanni Gronchi do estádio até depois do Jardim Sul, e farol da Av. Morumbi com Giovanni Gronchi.

A Av. Giovanni Gronchi é totalmente congestionada pois não há ruas que a cruzem. Todos têm que entrar na Giovanni para depois sair. Não há avenida que aguente.

O farol da Morumbi x Giovanni é congestionado pois não há alternativas. Todo o trânsito do Real Parque tem que passar por lá. E há uma solução simples que é abrir uma rua entre o Real Parque e a av. do Clube Paineiras. Resolveria metade do problema.

Mas, aparentemente, quem está na CET nunca veio para os lados do Morumbi, pois não é possível que não vejam estas soluções tão simples.

Mauro Wjuniski maurow@lynxar.com

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SAIR DO MORUMBI

Sempre a mesma ladainha para os desacertos, a SIURB mostra mais uma vez sua falta capacidade de administrar o que tem que administrar.

Faço parte a Associação do Moradores do Morumbi, nunca vi alguém não querer que haja o desenvolvimento da região, essa alegação de que os moradores não querem é enganosa.

Há um córrego ao lado do Colégio Porto Seguro, nos fundos do Estádio do Morumbi (o mesmo que leva o esgoto para dentro do clube quando chove), e a SIURB há anos diz que está desenvolvendo um projeto para esse córrego.

O ex-subprefeito do Butantã administração do PT me forneceu um dos projetos, que foi orçado na época, isso já faz quase 10 anos, e a tal da SIURB não faz nada.

Um pequeno exemplo de como o bairro é deixado sem atenção: já é a quarta gestão em que a calçada da esquina da Av. Pe. Lebret com a Av. Morumbi está toda danificada, isso estou falando em frente ao Palácio do Governo do Estado.

O esgoto do Córrego Antonico entra nos vestiários do São Paulo Futebol Club.

Fernando Zanforlin, arquiteto fzanf@terra.com.br

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O TRÂNSITO NO MORUMBI

Quando me mudei para o Morumbi, um colega de trabalho fez a seguinte observação: "dentro de alguns anos o trânsito no Morumbi vai parar, se a quantidade de edifícios de apartamentos continuar crescendo nesse ritmo". Estávamos em 1997 e ele já vaticinava o caos que viria, numa época em que o número de lançamentos imobiliários na região era incomparavelmente menor do que o que vem ocorrendo nos últimos cinco anos.

O TRANSPORTE PÚBLICO - Esse crescimento imobiliário se deu desacompanhado da necessária infraestrutura viária e de transporte de massas; o bairro continua crescendo verticalmente, mas não há vias para escoar o trânsito e o transporte público continua precário. O morador da região que quer ir para os bairros

do centro não encontra, dentre as linhas de ônibus oferecidas, opções adequadas, pois muitas vezes tem que tomar mais de uma condução. Para complicar ainda mais, essas linhas percorrem as ruas saturadas do bairro, com enorme lentidão. Isso tudo é um grande desestímulo ao morador do bairro, que prefere enfrentar o congestionamento dentro do conforto de seu próprio carro em vez de sacolejar num ônibus superlotado.

A Linha 4 do metrô poderá aliviar um pouco a situação, desde que haja conexões adequadas de linhas de ônibus com o terminal do metrô na Vila Sônia e estacionamentos para carros a preços acessíveis nas proximidades. Atualmente, o morador do Morumbi e usuário de transporte público precisa de duas conduções para chegar ali. AS VIAS DE ACESSO - A reportagem do ESTADÃO do dia 19/05/2010, na página C1 do caderno Metrópole, é muito oportuna e retrata bem as difíceis condições que o morador da região vive no seu dia-a-dia. Ela não só destaca o sofrimento dos cidadãos na sua batalha diária de chegar ao outro lado do Rio

Pinheiros, através das congestionadas alternativas existentes, como também o risco de assaltos no trãnsito parado e o tempo valioso que se perde.

O ilustre professor João S. Whitaker Ferreira, porém, erra em sua análise ao dizer que "a região do Morumbi não tem do que reclamar, já que para conectá-la ao centro foram construídos um túnel sob o Rio Pinheiros e uma moderníssima ponte estaiada". É evidente que ele não conhece o bairro nem circula por aqui.

Em primeiro lugar, o túnel Sebastião Camargo, com apenas duas pistas, nunca teve capacidade suficiente para escoar todo o trânsito que chega nele. Em segundo lugar, a linda Ponte Estaiada não liga o bairro ao centro, pois foi projetada para fazer apenas o contrário. Entretanto, nem isso ela faz plenamente! Essa ponte apenas transferiu para o outro lado do Rio Pinheiros uma parte dos gargalos que ocorriam nas ruas que chegavam à ponte do Morumbi, tais como Av. Roque Petroni, Av. Dr. Chucri Zaidan, Av. Morumbi no lado do Brooklin e Av. Luiz Carlos Berrini. A Marginal, com apenas quatro pistas no trecho entre a Ponte Estaiada (Ponte Octavio Frias de Oliveira) e Ponte João Dias, tem que absorver o fluxo que lhe chega de 9 ou 10 pistas! Esse trecho também não conta com pista expressa. Para amenizar um pouco, prefeitura optou pelo paliativo de transformar o acostamento em pista de rolamento; isso, no entanto, está longe de ser uma boa solução.

Para que a Ponte Estaiada cumpra o seu papel de ligação entre a região do Morumbi e o outro lado do rio, e desafogar a Ponte Morumbi nos dois sentidos, seria necessário modificá-la com a construção de duas novas alças ou mesmo duas pontes auxiliares. Seria também necessária uma ligação da Ponte à parte alta da Av. Morumbi . Para tal, poder-se-ia usar (indicado no mapa em vermelho) a seguinte opção, com as devidas adaptações, ampliações e retificações nas seguintes

ruas:

- Nova alça de saída da Ponte Estaiada

- Av. Duquesa de Goiás

- R. Pereira Filho

- Av. Barão de Monte-Mor

- R. Dr. Paulo Pedrosa

Para a ligação Av. Morumbi - Ponte Estaiada, o caminho seria (em verde no mapa):

- R. Dr. Paulo Pedrosa

- Av. Barão de Monte-Mor

- R. Dauro de Carvalho

- Av. Boaventura José Rodrigues Neto

- Nova alça da Ponte Estaiada

Essas novas alternativas de acesso não só aliviariam o trânsito da Av. Morumbi e Ponte do Morumbi nos dois sentidos, como também a marginal do Rio Pinheiros no trecho até a Ponte João Dias no sentido bairro.

AS VIAS INTERNAS - O problema das vias internas do bairro do Morumbi também precisa ser resolvido com urgência.

Além da projetada Avenida Perimetral, o bairro carece de ligações rápidas entre as Av. Giovanni Gronchi e Morumbi. Essas ligações rápidas serão ainda mais necessárias com a entrada em operação da nova avenida e de uma possível nova ligação com a Marginal e a ponte, conforme explicado anteriormente.

Também não basta fazer agora somente parte da Av. Perimetral, como se vem noticiando. Ela tem que ser executada por inteiro chegando até o Estádio do Morumbi. É verdade que há grandes dificuldades na sua execução, mas os benefícios a curto, médio e longo prazo compensam o sacrifício.

Essa nova avenida não poderá ser uma simples via de acesso de automóveis e ônibus. É preciso aproveitar a oportunidade e transformá-la na principal artéria do bairro, prevendo-se, além de um largo corredor de ônibus, uma via de metrô ou outra alternativa de transporte de massa semelhante, que faça a ligação da Estação São Paulo da Linha 4 do metrô à futura Linha 17, estação Morumbi. Não se pode tampouco esquecer que somente a construção completa dessa avenida poderá trazer um enorme ganho social, com a urbanização de parte de uma das maiores favelas do país, a Paraisópolis.

Além de contribuir para a solução dos problemas mencionados aqui e na referida reportagem, essas propostas trarão a essa parte importante da cidade a mobilidade requerida pelo evento da Copa da Mundo 2014, assim como pelo incremento de atividades sociais, urbanas e econômicas que se seguirão. O momento de executar essas obras é agora, a Prefeitura e o Governo do Estado não podem dar-se ao luxo de esperar mais.

Victor Neubern, engenheiro de produção victorsn@terra.com.br

São Paulo

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PESQUISADORES

O dr. Isaias Raw está bem ao gosto do Covas, Alckmin e Serra: os pesquisadores científicos nada valem...

José Maurício de Toledo Murgel, pesquisador científico aposentado jmmurgel@jau.flash.tv.br

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DESIGUALDADES RACIAIS OU SOCIAIS?

O nosso País vem vivendo, de uns anos para cá, sob ventos agitados, que sugerem uma suposta necessidade de se corrigir a chamada "desigualdade social" existente na atualidade, caracterizando-a como fruto de antigas "desigualdades raciais", por conta de injustiças cometidas contra negros e índios, durante estes últimos cinco séculos.

Embora seja de conhecimento universal que os grandes grupos raciais jamais permaneceram em estado de absoluto isolamento, Ongs de todos os tipos, muitas delas desconhecidas pela maioria de nosso povo, vêm se arregimentando para produzir benefícios para descendentes dessas duas raças, que, dizem, vêm sendo vítimas da raça branca desde que os alvos portugueses descobriram o Brasil, aqui aportando em 1500.

Tudo isto acontecendo em pleno século XXI, inobstante já há quase 100 anos, em 1911, durante o "I Congresso Universal das Raças", na Inglaterra, tenha o antropólogo alemão (naturalizado norte-americano) Franz Boas, após amplo estudo das características somáticas humanas, afirmado inexistir qualquer eventual superioridade hereditária de uma raça sobre outra, devendo, pois, ser abandonada qualquer crença a esse respeito.

Em nossa terra, o escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freire descreveu, em sua magistral obra "Casa Grande & Senzala", editada em 1933, esse fenômeno que foi a miscigenação racial brasileira. Abordou com uma franqueza pouco convencional os problemas biológicos do homem, analisando com precisão os fatores raça, alimentação, equilíbrio ecológico, e até o sexo na vida familiar, que tiveram importância decisiva na formação do "homem brasileiro". Essa miscigenação ficou planetariamente conhecida pelo nome inglês "melting point" (ponto de fusão) dando a entender que as raças iam se desmanchando, se derretendo ao se cruzarem.

Nosso País viveu, nos seus três primeiros séculos, um período em que a miscigenação racial era fato corriqueiro, criando sub-raças de mestiços, como o mulato, mistura de branco e negro; o mameluco, mistura de branco e índio; e o cafuzo, mistura de índio e negro. Nos dois séculos subseqüentes, com a imigração de portugueses, espanhóis, alemães, italianos, chineses, japoneses, sírios, libaneses, turcos, etc. a nossa "mestiçagem" virou completa anarquia racial.

A supremacia de uma raça sobre outra não é privilégio da raça branca. Amarelos, negros, indígenas já foram dominadores e dominados em diferentes momentos da história. Ademais, cumpre examinar se o aculturamento de uma raça - ou uma tribo - contribui ou não para o seu desaparecimento. Desejam os nossos índios continuar vivendo uma vida ociosa, em suas "ocas" (com chão de terra, cobertas por folhas de coqueiros), sem os confortos da vida moderna, falando o tupi-guarani, o nhandeara, etc., praticando a caça e pesca para sobreviverem? Desejam continuar sendo considerados relativamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil (art. 6º, item IV do Código Civil brasileiro)? Ou desejam integrarem-se ao modo de vida do "branco", mudando para casas de tijolos (com luz, água corrente, esgoto, escola, etc.), aprendendo o português, serem classificados como cidadãos, no uso de direitos e deveres, trabalhando normalmente como todos nós fazemos? É uma decisão pessoal, ou tribal, deles. Não cabe a nós, brancos, metermos o bedelho lá, querermos dar palpite. Também não precisam de Ongs se intrometendo na vida deles.

Quanto ao negro, o quadro é um pouco diferente. O negro foi, de fato, escravizado no Brasil durante dois séculos. Mas foi também se cruzando com brancos e índios, produzindo um produto maravilhoso, o mestiço, que, por sua vez, adquiriu nuances de cor de pele em todos os matizes. Tanto que é difícil encontrar um branco ou um negro "puro" hoje em dia. Se examinarmos ancestrais de qualquer deles sempre vai aparecer alguém de outra raça infiltrado ali. E nunca o País deixou de reconhecer o negro ou o mestiço que se destacava pelo próprio esforço ou pela própria inteligência. Nossa história pátria é enriquecida com os nomes de negros e mulatos eméritos, tais como José do Patrocínio, Edson A. Nascimento (Pelé), Grande Othelo, Jair Rodrigues, Glória Maria, Camila Pitanga e milhares de outros. Todos eles conseguiram êxito à base de seu esforço pessoal.

No âmbito internacional, ganharam destaque as figuras de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul. São exemplos marcantes de que a capacitação supera a cor da pele. Não foram favorecidos por qualquer cota de votos quando eleitos. Disputaram e venceram limpamente, concorrendo em condições de igualdade com os demais candidatos brancos.

Ainda com relação aos negros, a questão dos "quilombos" vem sendo intensamente explorada pelas ditas Ongs. A Constituição Federal de 1988, em suas "Disposições Transitórias", art. 68, instrui: "Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos". Este é o conceito histórico e legal para "quilombo". O verbo - estejam - está no tempo presente. A Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura, entidade encarregada dos primeiros estudos de identificação de áreas quilombolas, estimou, entre 1995 e 1998, durante o governo do sociólogo FHC, a existência de 24 quilombos no Brasil.

Agora, ex-guerrilheiros incrustados na Fundação Palmares e no governo Lula, se valendo do inventivo projeto do novo PNDH (Plano Nacional dos Direitos Humanos) estão conseguindo "re-interpretar" o texto da Lei, alterando o tempo do verbo "estar". Passaram a ler "estiveram" onde está escrito "estejam", inventando o "quilombo conceitual". Basta alguém declarar que, em algum tempo no passado, determinada área foi habitada por seus ancestrais negros, para se apossar daquela terra. Com tal matreirice, o número de quilombos (agora virtuais, imaginários e provavelmente até vendáveis) já se aproxima dos 5.000 (!!!!) e vem crescendo a cada nova investida desses pseudo-sociólogos sobre as terras de sofridos proprietários brancos, lá pelos fundões desse Brasil.

Por outro lado, nenhum dos países de ponta do mundo adota qualquer outro critério para o ingresso em suas escolas ou universidades que não o da competência, independentemente de qualquer outro fator (dinheiro, raça, religião, etc.) Aqui no Brasil inventou-se o critério de cotas para beneficiar os negros. Não interessa para o País ter um percentual de negros com diplomas nas mãos, amparados por critérios outros que não o da competência. Precisamos de universitários da melhor qualidade possível, que se formaram graças ao alto conhecimento adquirido durante o período escolar, sejam eles brancos, negros, descendentes de japoneses, chineses, ou de qualquer outra raça.

O nível de competência independe de raça; na maioria dos casos, é resultado do esforço pessoal. Pesquisas recentes revelaram que, nos Estados Unidos da América, o número de negros com diplomas universitários superou o de hispânicos. Seria o caso de criarem-se lá cotas reservadas para mexicanos, cubanos, hondurenhos, etc.?

Nossas universidades já dispõem de recursos para amparar os alunos competentes pobres: as bolsas de estudo. Isto é suficiente no presente momento. Se a bolsa funciona em paises como França, Alemanha, Canadá, Japão, e outros mais, porque não funciona em nosso País? Se o volume de bolsas é insuficiente, que seja aumentado. Este é o caminho certo, não as cotas.

Será que o pessoal dessas Ongs pretende criar um ódio racial aqui dentro? Ou, em outro caso, pretende criar universitários de segunda categoria, que só conseguem se formar amparados na muleta das cotas? Correm o risco de naufragarem no exercício de suas profissões. Seria ótimo se o Ministério da Educação reexaminasse o assunto.

Encerrando, vale lembrar que, quando a busca pela igualdade deixa a razão de lado e atinge níveis passionais, acaba-se perdendo o alvo principal. O exemplo mais notável dessa verdade é o da revolução francesa, que, após derrubar a monarquia, seu principal objetivo, levou à guilhotina a maioria de seus próprios líderes.

(Domingos Perocco Netto é bancário aposentado, técnico em contabilidade, professor e autor do livro "O Banco do Brasil e Eu, Lembranças de uma Vida").

Domingos Perocco Netto dperocco@ig.com.br

Itatiba

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