Cartas - 24/11/2010

BANCO CENTRAL

, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2010 | 00h00

Mais esquizofrenia

Discurso esquizofrênico: a futura presidente não manterá Henrique Meirelles na presidência do Banco Central por discordar de sua posição sobre autonomia dos juros... Mas afirma que a autonomia do BC será mantida em qualquer situação! Parece que discursos contraditórios são e continuarão sendo a tônica do governo...

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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SONDAGEM

O sr. Meirelles mostra que, apesar de ter trabalhado oito anos com a tchurma, não assimilou de todo a "arrognância" peculiar e tratou de se "salvar" quando ouviu que seria convidado a permanecer e que a presidente eleita "baixaria os juros", claro, sem fazer o seu dever de casa. Manteve o bom senso de seu passado.

MANOEL MENDES DE BRITO

voni.brito@itelefonica.com.br

Bertioga

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MOEDA

A escolha do novo presidente do BC, independentemente das qualificações técnicas do sr. Tombini, demonstra a intenção de "jugular" o órgão defensor da moeda. Os convites feitos a representantes da sociedade civil foram pro forma, já que a independência pleiteada pelo atual ocupante não faz parte do programa do PT. Um funcionário de carreira é mais amoldável, indo para o "tronco" de forma cordata, sem o enfrentamento previsível com personagens indômitas. Caso não ocorra nenhuma zebra, a "moeda" estará de luto...

CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESI

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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SINAIS PREOCUPANTES

Há dois na colcha de retalhos que está sendo costurada para o governo Dillma: mantém Mantega, chamado de "ministro gastador", e se indispõe com Meirelles, que mantém política austera de controle da inflação. Dependendo de quem ocupar o cargo no BC, esta química será explosiva e uma inflação galopante se avizinha. Gastos não faltarão na agenda do novo governo: infraestrutura sucateada, que na marra precisará de reparos; Copa do Mundo 2014, e precisaremos de aeroportos, estradas e portos condizentes com o número de turistas que o País vai receber; e o mundo entrando numa fase de economia global que é péssima para nossa balança comercial. É, por este prisma, foi melhor mesmo dona Dillma ter ganho a eleição: quem estragou o País que o conserte! E de onde vão tirar verbas? De educação, saúde, saneamento, porque o povo só vai reclamar daqui a quatro anos, nas urnas. Mas aí aumentam a bolsa-voto e tudo bem!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CAOS AÉREO

Anac

Para evitar caos aéreo Anac veta overbooking (23/11). Para que se preocupar? É só relaxar e gozar.

EDUARDO HENRY MOREIRA

henrymoreira@terra.com.br

São Paulo

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FICAR EM CASA

Sob o comando do PT, os aeroportos atingiram a qualidade de serviços soviética! Estamos bem: se pelo ar não dá para viajar, pois não se sabe nem se a passagem comprada nos dará direito a um assento em algum voo, depois de já anunciado tumulto, por terra a coisa não é melhor. Quem depende de estradas federais tem medo. A cada feriado mais brasileiros morrem, depois de pagarem o pedágio baratinho das estradas do governo Lula. Turismo, no Brasil, é aventura radical.

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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TERROR NO RIO

Insegurança máxima

O terror que assola o Rio é motivo de muita preocupação para nós, cidadãos de bem, que estamos totalmente desnorteados com tanta violência. Não podemos viver aprisionados, precisamos trabalhar. E o que vamos fazer? Se saímos de carro, corremos o risco de ser atacados pela bandidagem e morrer carbonizados. Segundo a polícia, a ordem de atear fogo nos automóveis e amedrontar a sociedade vem dos traficantes insatisfeitos com o sistema em Catanduvas. Então, pergunto: como é que essa determinação de impor o pavor chega aqui fora? Que segurança máxima existe nessa prisão? Infelizmente, o que nós podemos constatar é que vivemos permanentemente em insegurança máxima nesta cidade, que um dia já foi maravilhosa e hoje, pelo descaso dos governantes, vive uma guerra civil. E salve-se quem puder!

DEBORAH FARAH

deborah.farah@gmail.com

Rio de Janeiro

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ARRASTÕES

Arrastões com queima de veículos, mais uma prova de que a segurança na Cidade Maravilhosa segue deplorável. As explicações são patéticas, mas nada como atribuir os arrastões a traficantes "emburrados". A continuar assim, logo o governo do Rio vai ter de distribuir Lexotan aos traficantes, pois estão matando e queimando por causa da depressão...

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FORÇA-TAREFA

O Estado do Rio de Janeiro continua inseguro e repleto de violência, em afronta à cidadania e ao direito de locomoção de qualquer pessoa. Força-tarefa com tropas federais deve ser deslocada para a cidade do Rio de Janeiro e permanecer por tempo indeterminado, combatendo e rastreando os focos da criminalidade. Caso pretendamos organizar a Copa e os Jogos Olímpicos e sem ficarmos expostos na mídia pela situação, que atinge o descontrole, o presidente, em final de mandato, poderia fazer o gesto histórico de devolver a segurança à Cidade Maravilhosa.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PAULINO DA FORÇA

Ficha-suja?

Considerando que o deputado federal Paulinho da Força Sindical foi condenado em agosto por improbidade administrativa na gestão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a divulgação ocorreu só em 23 de novembro, após sua reeleição, pergunto: com base na Lei da Ficha Limpa, ele será empossado? Se sim, por quê? Com a palavra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

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"Modesta, a Anac não sonha alto e, coerente, suas providências são sempre voos de galinha"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A CRISE AÉREA

standyball@hotmail.com

"Mantega, Jobim, Gabrielli... Lula tem novo cargo: sugeridor da República"

NEY S. MONTEIRO / SÃO PAULO, SOBRE A INTERFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO GOVERNO DILMA

neysmont@gmail.com

"A "ameaça" do PMDB só confirma que cachorro que nasceu vira-latas

jamais terá pedigree"

LAÉRCIO ZANINI / GARÇA, SOBRE O "BLOCÃO"

arsene@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Após 57 anos, Coreias voltam a se atacar

Acusada de violação do armistício, Coreia do Norte alega que a culpa é de Seul. Lula condena violência

"A farsa das ditaduras começa a cair. A Coreia do Norte antes mostrou que pode fazer uma bomba atômica e agora ataca."

VANESSA MENDES

"Coreia do Sul e EUA sempre fazem exercícios militares, possivelmente invadindo "sem querer" as águas da Coreia do Norte."

EDSON MUTTI

"Ou se ataca já a Coreia do Norte e se acaba com o regime ditatorial-comunista ou ela será o país a iniciar a última guerra."

ROLAND FLACKSPHAYSER

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

COREIA X COREIA

É grave o que está acontecendo entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Pode haver uma guerra de dimensão global, justamente no momento em que economia do mundo está cambaleante, decadente e cheia de dívidas.

Prof. Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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A INVEJA

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul são hoje as fiéis representantes daquilo que foi a União Soviética e ainda são os EUA. Na primeira, onde faltam alimentos e tem na bandeira o nome "democracia popular", a renda per capita/ano é de US$ 1.100, enquanto na segunda, de inspiração liberal e democrática, a renda supera os US$ 17.700 ao ano. Enquanto a Coreia do Norte produz terrorismo e ameaças de guerra, investindo contra seus irmãos, a Coreia do Sul produz riquezas e bem-estar para a população. Assim funcionam a democracia e o comunismo.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ESTRATÉGIA

A Coreia do Sul foi atacada pela Coreia do Norte ontem e no começo do ano.

Na primeira vez não houve retaliação, é lógico que haveria o segundo ataque. A Coreia do Sul deveria seguir o exemplo de Israel, com ataques preventivos e certeiros. A defesa eficaz não caminhou junto com o progresso econômico.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espirito Santo do Pinhal

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PAZ

Será que os coreanos do norte e do sul ainda não perceberam que o mundo já tem problemas de sobra?

Virgìlio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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ENGOLINDO SAPOS

Mianmar, uma das piores tiranias do mundo, acocorada, como um sapo, à porta da Índia, a maior democracia do mundo; Haiti, um dos locais mais insalubres do mundo, acocorado, como um sapo, à porta de Cuba, tida e havida como ditadura detentora da mais "milagrosa" medicina socializada do mundo; Coreia do Norte, uma das mais belicosas tiranias do mundo, acocorada, como um sapo, à porta da China, ditadura disfarçada em pacífico urso panda, incapaz de qualquer malvadeza, no meu entender, a maior enganação do mundo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas ( MG)

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LULA E A IRA DO IRÃ

Lula e suas ideias exteriores vão de encontro ao clamor público. Houvesse um plebiscito sobre o que pensam os brasileiros quanto a apedrejamento de pessoas, o resultado obviamente seria ululante. Ir de encontro ao que pensa o povo não pode ser uma bandeira para mostrar ódio a países amigos e amores inadequados.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro

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BRASIL APOIA O IRÃ

O que esperar de um país cujo presidente apoia abusos contra os direitos humanos e sua criatura eleita para governar nos próximos anos prefere se omitir, acompanhando seu criador? O que esperar desse mesmo país quando um ministro de governo, instado a comentar o mesmo assunto, declara que ''... direitos humanos são um traço da cultura ocidental e não deveria ser imposto a culturas não ocidentais''? Como aceitar tal opinião vinda de uma pessoa que já foi MINISTRO DA JUSTIÇA e presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, os dois maiores órgãos com obrigação de defender os direitos da pessoa? Esse questionamento diz respeito à mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento e à posição tomada por ''autoridades'' brasileiras, que, quando questionadas, apoiaram o país acostumado a praticar tamanha bestialidade, ''... traço de sua cultura medieval...'' e que deve ser respeitado, não é mesmo? O presidente Burla, com sua visão torta sobre muitos assuntos e a soberba que o faz pensar ser estadista, conseguiu a proeza de aumentar a mediocridade do nosso país...

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA

Nos últimos dias Celso Amorim mudou bastante... está com outro penteado.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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LINHA RETA

Por medida de coerência, a omissão do nosso país na ONU, quando votada a censura à atitude desumana adotada no Irã, deverá corresponder à falta de apoio às Nações Unidas no seu louvor ao Vaticano pela liberalização (relativa) do uso da camisinha. Será que do crepúsculo advirá a claridade?

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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PRESERVANDO

O papa admite, sempre tardiamente, que o uso da camisinha é justificado em alguns casos. Será que sua cobrança ao governo brasileiro, que o acordo bilateral tenha caráter ''preservativo'', é um deles? Isenção de impostos (quem não quer, malandro?), acesso às reservas naturais para missionários (o que eles querem fuçar lá?) e obrigatoriedade de ensino de religião em escolas públicas (e quem não quiser?) não será muita camisinha para o Vaticano?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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PALAVRAS DO PAPA

No livro-entrevista ''Luz do Mundo'', lançado dia 23 de novembro, o papa Bento XVI faz referência ao uso do preservativo em ''casos singulares justificados'', por exemplo, em meios onde há uma grande promiscuidade humana e muita miséria. O porta-voz do Vaticano esclarece que ''o papa não reforma ou muda o ensinamento da Igreja, mas o reafirma, colocando-se na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana, como expressão de amor e responsabilidade''. Ou seja, passar da banalização do sexo para a humanização da sexualidade. Mais do que distribuir preservativos, como o governo pretende, é necessário fazer muito mais: prevenir, educar, ajudar, aconselhar, estar junto das pessoas, seja para que não fiquem doentes, seja porque ficaram doentes.

Vera Lucia Pinheiro da Silva vpinheiro2009@gmail.com

São Paulo

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DILMA E BENTO XVI

Como falar com o papa Bento XVI sobre as polêmicas do aborto na campanha eleitoral?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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NEOCATÓLICO

Fico sempre muito incomodado com artigos sobre o papa no Estadão. Como sempre, buscam opinião de pessoas que não gostam dele ou muito mal-informadas. Não há nenhuma novidade nesse texto do papa, é a mesma opinião de toda a sua vida e de toda a sua obra. Citam o seu entrevistador como um jornalista católico, esquecendo-se do fato que ele, um homem de mais de 50 anos, é católico há cerca de sete anos, exatamente quando foi entrevistar o ''malvado'' cardeal Ratzinger e saiu da entrevista convertido (publicada como o Sal da Terra). A ironia de Tom Heneghan, dizendo que a fala do papa é ''expressão do óbvio'', esquece que o papel de Bento XVI é catequético, ou seja, de ensinar. Por que não complementar a notícia com informações obtidas de dom Odilo ou outra pessoa de igual porte e comprometimento?

Ricardo Gama Carneiro gamacar@terra.com.br

São Paulo

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HÁBITO

Bento XVI admite a ''camisinha'' em ''certos casos''.

Melhor seria padres usando batina, o tempo todo.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PARADIGMAS

O papa aprova o uso da camisinha. Sucumbem os seculares paradigmas éticos, morais e religiosos da humanidade.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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AVANÇO

Talvez haja uma esperança no discurso do Ratzinger com relação ao uso de preservativo. A Igreja de Roma possui dogmas pétreos, de um autoritarismo extremo, por isso qualquer discurso mais brando já deve ser considerado um grande avanço.

Anselmo Fernando Grecco fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

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MAL MENOR

Embora as afirmações do papa, relatadas num livro-entrevista, possam, aparentemente, representar uma mudança de posição da moral católica sobre o uso de preservativos, não é esta a hipótese. Em primeiro lugar, o que o papa disse ao jornalista alemão não é uma declaração do magistério ordinário ou extraordinário. Trata-se de uma opinião pessoal do sumo pontífice. De qualquer modo, pelo que entendi, esse parecer pessoal de Bento XVI se coaduna perfeitamente com a moral católica tradicional, porquanto o bispo de Roma alude ao princípio ético do mal menor. No exemplo citado, é claro que uma prostituta deve usar o preservativo se a falta dele implicar a potencialidade da morte direta ou da contaminação grave de qualquer pessoa. O sucessor de Pedro apenas reitera a doutrina bimilenar da Igreja.

Edson Luiz Sampel, membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC) esampel@yahoo.com.br

São Paulo

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IRRELEVÂNCIA

Se o papa Bento XVI e a Igreja Católica são a favor ou contra o uso da camisinha (ou do aborto, ou da união entre pessoas do mesmo sexo, etc.) é algo absolutamente irrelevante e que não faz a menor diferença. É realmente espantoso que, em pleno século 21, milhões de pessoas ainda abram mão da sua liberdade de escolha, de sua racionalidade, das suas convicções íntimas e aceitem que alguma suposta autoridade (papa, Igreja, presidente, general, etc.) lhes diga o que é certo ou errado e como devam viver sua própria vida. As pessoas deveriam agir como verdadeiros indivíduos livres e responsáveis, e nunca como um rebanho de ovelhas a ser conduzido.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ABERTURA MAIS AMPLA

Sua Santidade o para Bento XVI pela primeira vez admite o uso do preservativo. Sabemos que a Igreja Católica proíbe o uso de anticoncepcionais. Já foi o tempo em que os preservativos tinham como finalidade predominante ser um anticoncepcional. Hoje existem outros, como as pílulas para esse fim e até as do dia seguinte. A chamada ''camisinha'', hoje em dia, é muito mais usada para prevenir doenças, algumas muito graves, do que como anticoncepcional. Assim, o seu uso profilático é que deveria ser abordado, e não digo ser admitido, mas tolerado. Sua Santidade, admitindo que tolera seu uso no caso de prostituição, equivocou-se. A prostituição existe no mundo desde sua concepção e é considerada um pecado grave. Assim, admitir o uso dos preservativos nesse caso, somente, não está correto. Tolerar, no caso de prevenção de doenças, nesse mundo de agora, que todos ''ficam'' com pessoas até sem saber o nome, é muito mais adequado do que no caso de usar com prostitutas, sabendo que hoje elas é que fazem questão de que os homens utilizem preservativos para se resguardar. Embora essa declaração tenha sido uma abertura, ela deveria ser mais ampla.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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AS BALAS E O TREM

O Rio de Janeiro, mais uma vez, é palco de guerra do crime organizado deflagrada contra a população civil. O meliante se aproxima de seu automóvel e diz:''Perdeu.'' O cidadão, em pânico, não sabe se perdeu o patrimônio, a vida ou ambos. Um paulistano foi recepcionado na entrada da cidade do Rio de Janeiro, despojado de seu veículo e de seus calçados, ficando com seu ego esmagado na via pública. O governador Sérgio Cabral recusa auxílio, dá a explicação de sempre: é reação de bandidos que passaram a ser reprimidos; antes não eram e a paz reinava. Portanto, sobre a Cidade Maravilhosa, da Copa do Mundo e da Olimpíada, abate-se o drama sheakespeareano: reprimir ou não reprimir, eis a questão. E o governo federal continua a encarar a tragédia da segurança pública brasileira como um problema local. Será que já combinou com a bandidagem carioca como deverá funcionar o trem-bala (não será melhor alterar o nome?) de seus sonhos e que a tornará vizinha de São Paulo e Campinas?

Amadeu Roberto G. de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CAOS NO RIO

Ao governador Sérgio Cabral: pare de puxar o saco do presidente Lula e trabalhe! Seu povo morre por sua incompetência!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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CARIOCADA

Eduardo Paes e a escolha do Rio na Copa: o Rio de Janeiro continua lindo, mas a segurança...

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ESTAVAM EM CAMPANHA?

A pergunta que não quer calar: por que não houve violência no Rio de Janeiro durante a campanha eleitoral? Por que os ataques nas ruas começaram logo após o segundo turno? Estariam os bandidos cariocas ocupados naquele período?

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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TRÉGUA

Durante a campanha eleitoral no Rio de Janeiro, houve uma trégua entre o governo e os criminosos, pois quase não se tinha notícia de ataques aos moradores honestos da Cidade Maravilhosa. Foi somente terminarem as eleições, com a reeleição do sr. Cabral e com a vitória de Dilma, que recrudesceu a violência novamente, com ataques diários a trabalhadores e ao trânsito da cidade (carros incendiados). Tudo será apenas uma mera coincidência, ou será mesmo um acordo entre as autoridades do Rio e o crime organizado para o período eleitoral?

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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ARRASTÕES

A imprensa de ontem atribuiu às UPPs os arrastões que se tornaram moda no Rio.

A mídia aceitou como fato as declarações do governador.

Ora, se isso fosse verdade, bastaria acabar com as UPPs que acabaríamos com a criminalidade no Rio.

É óbvio que essa declaração do governador é apenas uma "mise-en-scène" para esconder sua incapacidade.

Falar que as UPPs tiraram os traficantes das favelas é balela para enganar os incautos que possuem menos de dois neurônios.

Vejamos a realidade: nos últimos quatro anos o consumo de drogas aumentou em progressão geométrica. Qualquer criança do ensino básico que tenha lido a Cartilha da Tia Maria vai ver que se o consumo aumentou, por uma questão de lógica, a venda de drogas também aumentou. Portanto, como o traficante não saiu do morro, ele continua mantendo o seu negócio. Além disso, as UPPs servem para diminuir os custos de manutenção do tráfico. Antes, os traficantes tinham de usar as câmeras das televisões para exibir seu armamento para que a facção rival não invadisse sua área. Agora, com mais de 200 PMs para dar garantias, não há mais necessidade de tanto armamento, nem de se gastar tanto com balas.

Uma coisa é clara: grupos de traficantes estão invadindo áreas onde ainda não haja UPP para se instalarem. Depois, com a chegada das UPPs, já com a posição solidificada, viverão tranquilos com a segurança dada pelos PMs.

A realidade nisto tudo está bem clara: não há policiamento nas ruas, quando muito, uma viatura aqui e outra lá. Mas isso nunca foi policiamento. Policiamento é a pé, e não com PMs dormindo na viatura, jogando baralho ou nos celulares, nas UPPs. De que adiantam 140 motos para acabar com os assaltos? O PM motoqueiro vai pilotar a moto ou vai atirar no bandido?

Uma hora o governador diz que são bandidos independentes, outra hora diz que já sabe que a ordem veio de Catanduva. Se o governo sabe que a ordem partiu de Catanduva, tem obrigação de saber quem recebeu a ordem. Isso é elementar.

Caso idêntico acontece com a guarda municipal (que nunca foi municipal), onde vemos corriolas batendo papo, fumando ou no celular, e com seus carros sobre a calçada ou em área proibida.

O que é mais assustador não são os arrastões ou os assaltos, mas como a mídia está sendo manipulada por nossos governantes. Se nossa imprensa for às ruas e visitar as UPPs, verá que isso não é policiamento, é chacrinha.

Está na hora de o governo do Rio pedir ajuda ao secretário de Segurança de Cabul (Afeganistão) ou ao de Bagdá (Iraque), porque esses países, em guerra declarada, vivem um clima de paz que nós não temos.

Afora isso, o secretário de Segurança declara que esta é uma situação causada pelo desgoverno de 40 anos. Em 1970 o Rio vivia em paz. Creio que o secretário acrescentou um zero nos anos. De fato, a situação está caótica há 4 anos.

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CAUSA E EFEITO

Pobre Rio de Janeiro. com suas UPPs que justificam os arrastões em ruas e viadutos. Mas o que se pode esperar de um governador que é a cara do Rei Momo e com um Pezão como vice? Samba no pé?

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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UPPS, UMA FARSA DE ESTADO

O Estado finge que sobe, ocupando os morros e as favelas, mas não prende nem mata criminosos para, em troca, o tráfico ficar livre em seu comércio da morte. Porém não há exibição de poderio, com armas, nas emissoras de TV, tampouco os tiroteios que incomodam e constrangem o governador Cabral na forma de manchetes negativas de jornal.

Uma ''solução a carioca''.

Com Leonel Brizola, quando governador, foi assim também.

Um acordo com o crime para evitar a violência a ser mostrada depois pelo jornal dos Marinhos atacando-o com manchetes e matérias de O Globo!

Tudo muito "plástico", cenográfico mesmo, de faz de conta.

No mais, continua a venda de drogas, mas ninguém atira em ninguém, ninguém prende ninguém e todo mundo fica contente, menos o cidadão de bem órfão de segurança pública efetiva.

Só tem um problema de "recursos humanos" nesse acordo.

O que vão fazer da vida os "soldados do tráfico", cujo excedente foi dispensado pelos barões da droga, que não têm mais precisão de seus serviços?

Ora, vão para o asfalto fazer uns "bicos" e reivindicar o "seu espaço"!

Só o governador Cabral e o comandante da PM fluminense, afora o secretário da Segurança Pública, é que não sabem disso.

Mas o bom mesmo é desarmar o cidadão de bem e deixá-lo indefeso diante disso tudo. Aí, então, o Estado, sem acordo, fica mui macho e valente!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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NÃO FUNCIONA

A tão proclamada política de segurança do Rio de Janeiro não parece estar dando certo e as declarações do governador Sergio Cabral são completamente esdrúxulas e contrariam o bom senso.

Ele disse que essas manifestações de violência havidas nos últimos dias na Cidade Maravilhosa são a prova de que as ocupações nos morros estão funcionando.

Conclui-se, então, que no dia em que tudo estiver 100% dando certo o Rio virará um campo de guerra (se é que já não está).

A verdade é que essa política de segurança, tão elogiada por vários jornalistas, ONGs e pela própria presidente eleita, não funciona, pelo simples fato que não prendeu nem tirou de circulação nenhum traficante.

E aonde eles foram parar? Será que todos se tornaram beatos?

Os bandidos desapareceram como por encanto?

Ora, isso é história para idiota acreditar - e parece que há vários por aí acreditando.

O fato é que eles mudaram de estratégia. Continua havendo venda de drogas nas favelas, só que está tudo muito menos ostensivo.

E diminuíram os quadros de ''funcionários'', que sem essa atividade foram fazer outra coisa: arrastões, assaltos e aterrorizar a população.

Isso é sucesso de operação, como querem os intelectuais humanistas que não gostam de cadeia para bandidos?

O risco é que essa bandidagem comece a se distribuir por outros Estados.

O mais importante é desvendar o grande segredo do tráfico: quem está por trás desses traficantes de morro, financiando a compra de drogas e de armas?

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ATROPELAMENTO

Tenho um casal amigo que perdeu o único filho atropelado por um motorista assassino que fugiu. O fato deu-se no dia 1.º de novembro às 3h15 da madrugada, quando a vítima, João Victor Marino, de 23 anos, atravessava a Avenida Faria Lima com Juscelino Kubitschek. O corpo ficou no asfalto e o motorista seguiu seu caminho. Os pais estão sem condições de pensar e agir. Como João Victor não era famoso, seu atropelamento não repercutiu na imprensa. Mas será que não há uma forma de identificar o atropelador?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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DIFÍCIL CONTENTAR

Ao ler o artigo "A cultura do baculejo", publicada no domingo (21/11), fico em dúvida sobre a atuação da polícia, se pode ou não realizar averiguações. Se faz, é criticada; se não faz, é criticada. Será que o que importa é criticar? É necessário parar com essa discriminação de que pobres e afrodescendentes são os únicos a serem abordados. Isso já ocorreu comigo e não fiquei aborrecido ou chateado. A polícia está fazendo o trabalho correto, se tiver dúvida, aborde. Devendo as partes envolvidas ser respeitosas e não querer que haja qualquer prevalência, chega de querer ser bonzinho quando, na realidade. não o é. Às vezes a caneta e o microfone são tão letais quanto uma arma.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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HOMOFOBIA

A repercussão nos meio de comunicação da atitude covarde de um grupinho de rapazes de classe média contra supostos homossexuais, também da classe média, mostra a intolerância e agressividade das pessoas. Mas como os comentários tanto da imprensa como da opinião de leitores tem reforçado o fato de os agressores serem de classe média, é bom deixar claro que a homofobia, assim como todo tipo de intolerância e preconceito, está em todas as camadas da sociedade, ricos, classe média, pobres, operários, etc. Agora, a impunidade, esta, sim, parece ser mais exclusiva das classes mais abastadas. Portanto, é na impunidade que se reforça o preconceito, pois parece que para a Justiça alguns brasileiros têm mais direitos que outros. Se os autores dessa agressão tivessem sido logo detidos, cumprindo alguma punição, talvez a questão de origem social não fosse tão relevante e sentíssemos que de fato a lei é para todos, como diz nossa Constituição.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

A maior questão não está na natureza da agressão, seja discriminação racial, homofobia, intolerância professor x aluno, ou qualquer outra que for. É muito mais complexo, e o que me deixa perplexo é muito pouca gente estar entendendo, ou até, quem sabe, muita gente se fazendo de desentendida.

Neste paraíso de impunidades, onde as leis protegem criminosos, onde o sistema prisional é insuficiente, mal estruturado e desorganizado, onde as instituições de repressão ao crime se encontram inibidas por essa ineficácia das leis, onde o sistema educacional se encontra mergulhado na desorganização de um simples exame de avaliação, filhos chegando à escola sem o mínimo referencial educacional proveniente da base familiar, arrastões em profusão são feitos nos grandes centros, bandidos ostentam arsenais bélicos, granadas, fuzis e metralhadoras sem ser incomodados, civis são atingidos por balas perdidas, têm seus bens dilapidados, carros queimados, a população mal assistida na área da saúde, com hospitais deixando de atender por um mês inteiro por causa de um armário trancado, fica evidente que muita coisa está errada neste país e que vai chegar o momento em que nos vamos dar conta do quanto nos deixamos levar por frases de efeito, pelos desvios de atenção das propagandas ilusórias e mascaradoras de nossa triste realidade.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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SURTO DE VIOLÊNCIA

Nós, paulistanos, temos de nos indignar com o surto de violência que se torna uma constante na Avenida Paulista. Há um ano tivemos a agressão a um cliente de uma livraria na Paulista, que, infelizmente, acabou falecendo. Agora, cinco jovens de classe média espancaram três pessoas na mesmo avenida.

As perguntas que se fazem são as seguintes: quanto nossa sociedade está doente?

O caso em questão merecia punição exemplar, no entanto, os agressores foram, num primeiro momento, liberados rapidamente.

Por que o nome desses agressores não é divulgado? Se são menores, por que o nome dos pais não é mencionado? A sociedade tem de ter o direito de se defender de pessoas de tamanha periculosidade! Os vizinhos do edifício ou da rua onde moram têm o direito de saber do perigo que correm. Os colegas de escola e professores também têm de ser avisados. Enfim, nós, paulistanos, temos de saber quem são esses indivíduos violentos que não sabem viver em sociedade e representam um grande perigo e um fator contaminante de toda uma sociedade.

Chega de impunidade, o correto é punir exemplarmente esses criminosos!

Thomaz Schetty thomazschetty@yahoo.com.br

São Paulo

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MENORES AGRESSORES

Tudo o que vem sendo noticiado e mostrado na mídia já é de conhecimento e evidência de grande parte da população.

Já temos ciência de outros atos de barbárie praticados por jovens mal educados e orientados, como a queima do índio em Brasilia e de vários sem-teto em pontos distintos do país.

Educar filhos é uma tarefa árdua, que exige tempo integral dos pais. Não pode ser delegada a parentes e escolas.

Dá trabalho! E como!

Infelizmente, muitos não têm interesse e a dedicação necessária e preferem vedar os olhos, fingindo que está tudo bem, que a vida ensina, e tantas outras desculpas para não pegarem firme na tarefa.

Dizer NÃO e SIM na hora certa, limitar horários, buscar em festas na madrugada, conferir mochilas escolares diariamente, tudo isso requer trabalho.

Os meninos agressores, excluindo um deles, eram todos menores, com 16 anos, perambulando pela Paulista às 6 da manhã.

A pergunta que até agora não foi publicada na mídia é: onde estavam os pais? Como meninos nessa idade estavam na rua até essa hora?

Não sei se dá para lamentar por esses pais.

Eles criaram os monstros. Agora que os embalem.

M.Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS X DEVERES

Tiraram a autoridade dos professores. Pais acobertam delito de filho(a)s.

Bastasse jovens visitarem uma enfermaria , asilos ou praticarem filantropia, o cenário mudaria!

Há mais direitos que deveres.

Paulo Vaz de Lima avacanoeiro@hotmail.com

Limeira

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CUMPRA-SE!

A competência técnica do ex-médico Roger Abdelmassih não foi contestada. Ele foi acusado e condenado por estupro e atentado violento ao pudor praticado contra quem nele depositou total confiança e esperança. Que pague por seus crimes.

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CONTRABANDO

O contrabando é rendoso, quando se tem os contatos certos.

Tania Bulhões safou-se de seu problema com um puxão de orelha.

E pode continuar com seu comércio! É de ficar boquiaberto!

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

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CONDENAÇÃO

Por muito menos do que fizeram os mensaleiros do PT, o juiz da 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo condenou a empresária Tânia Bulhões a quatro anos de reclusão, convertidos em prestação de serviços comunitários à Fundação Dorina Nowil para cegos e pagamento de R$1,7 milhão ao Tesouro. Assim está sendo feita justiça com essa cidadã, que não viu fazerem o mesmo com os perniciosos mensaleiros petistas. Por quê?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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FALTA DE ASSUNTO

É impressão ou o nosso ''preocupado'' presidente não tem mais o que fazer? Ficar ocupando espaço na mídia para criticar a torcida de um determinado time, é isso mesmo? Entendo o desespero delle, afinal, o glorioso Corinthians Paulista não deve conquistar nada no ano do seu centenário, porém, como dignatário máximo do País, elle deveria se ocupar com coisas um pouco mais ''nobres'' que o nosso futebol. Essa declaração está mais pra aposentado jogando dominó com seus amigos ou tomando uma pinguinha nos ''botecos'' da vida. Haja paciência. Ainda bem que o ''nunca antes'' está chegando ao fim.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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AGRADECIMENTO

Fiquei muito feliz com a notícia lida no Estadão online informando que o presidente Lulla (o maior falastrão da história deste país) se manifestou indignado com a torcida do São Paulo por termos torcido contra nosso próprio time no domingo! Obrigado, presidente, essa foi a sua melhor declaração em oito anos de manifestações inúteis! Afinal, incomodar Vossa Execelência é ainda mais gostoso que ver o seu timinho passar em branco no ano do centenário!

Jose Mario Prado Vieira jmpv.spfc@hotmail.com

São Paulo

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ENTREGA VERGONHOSA

"Nunca tinha visto uma torcida adversária bater palmas para o outro time'', disse o presidente Lulla, após um evento em Ribeirão Preto.

No Brasileiro de 2009, no jogo com o Flamengo, o "Curintia" entregou vergonhosamente e ainda saiu no jornalzinho do marmeleiro a manchete "DOCE DERROTA". Acorda, "curintiano".

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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BOM SENSO

Finalmente aparece alguém do Timão com bom senso. O presidente Andrés Sánchez reconheceu os erros do passado. Poderíanos estar, no mínimo, 9 pontos à frente e já ter garantido o campeonato, não fosse a incompetencia dos técnicos que por lá passaram. Na última rodada, contra o Vitória, manter o Danilo se arrastando em campo não dá pra entender. O gol dele só saiu porque ele escorregou e bateu com o pé na bola depois de um lindo lance do ''Fenônemo''. Parabéns, presidente, pelo ''mea-culpa''.

Benedito da Silveira bene1943@hotmail.com

Osasco

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CENTENÁRIO SEM NADA

A corintianada que vê o sem ter nada se materializando reclama de arbitragem, entrega dos rivais, chora na beira da sarjeta. Useiros e vezeiros em assaltos de árbitros, lançadores da moleza oportuna contra o rival, arregalada com o estádio prometido, confiante na gordura física e financeira do derrubado Fenômeno de outrora, quer, agora, criticar os outros. Morrendo na praia, engole a vaidade e a presunção tão próprias do torcedor-mor, agem igual, xingam os rivais, acusam suas classes sociais, suas cores e suas ideias, são o termômetro do casuísmo e da manipulação grosseira que quer sobrepujar adversários dignos com o jeito mensalista de ser.

Entregaram o jogo no ano passado na cara dura e sarcástica, típica réplica petista, acreditaram ter comprado todos, calado todas as bocas, enganado todos.

Quem sabe no próximo centenário tenham algo mais que nada.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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BRASILEIRÃO 2010

Neste Brasileirão, outra vez os cariocas deram outro chapéu nos paulistas. Pobre futebol brasileiro, onde quem decide é o poder!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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ZICO

Zico, da boca pra fora, diz que é flamenguista doente. Diz, mas não assume. Com larga experiência na função de técnico, bastante rodado como "professor" na Turquia e no Japão, deixou o Flamengo na mão quando mais precisava dele. Esquivou-se, fugiu de mansinho, numa demonstração que é seu clube do coração, mas só da boca pra fora. Renato, sem experiência internacional, mas com vivência em clubes brasileiros, não se esquivou quando o seu clube de coração, o Grêmio, praticamente na zona de rebaixamento, precisou dele e, aos poucos, sob seu comando, recuperou-se e, quem sabe, poderá até participar da Libertadores.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ESQUEMA DE TRÂNSITO

Fui, feliz, assistir a um dos meus ídolos da juventude, segunda-feira, no Estádio do Morumbi. Estava tranquilo porque lera que a CET havia programado um esquema para que o trânsito fluísse da melhor maneira possível, na saída do maravilhoso show, quando milhares de automóveis sairiam ao mesmo tempo em direção a todos os pontos da capital paulista. Muito bem, na primeira meia hora da madrugada de terça-feira, saindo do show como outras 65 mil pessoas, caminhei ainda em transe em direção ao meu carro. Não havia como locomovê-lo, o caos era total, carros em todas as direções numa estreita rua do bairro fizeram com que eu permanecesse por 30 minutos dentro do carro até achar uma brecha em direção à Avenida Giovani Gronchi, que também permanecia imóvel. Nenhum veículo arredava pé. Onde será que estava o tal esquema de evasão preparado pela CET? Num lance de esperteza minha e de bobeada do resto do mundo, alcancei a Avenida Dr. João Saad. Acho que o esquema era ali. Cones por todo lado indicavam que alguém parecia que tomava alguma providência. Achava eu naquele instante o esquema de fuga preparado pelas nossas autoridades. Muitos marronzinhos vagavam pelas calçadas porque o asfalto estava fumegando de carros parados. Tudo parado. A fila para tomar ônibus era digna do Guiness. Desisti de lutar e permaneci no esquema da CET, imaginando que eles soubessem o que fazer. Aquela encrenca devia ser apenas pela primeira hora, depois deveria melhorar. A passo de tartaruga, fomos, milhares de fãs dos Beatles e eu, caminhando e rodando em direção à Francisco Morato. De repente, descobri por que o esquema não funcionava. Imaginem que a cada 50 metros, mais ou menos, todo mundo, pedestres e veículos, tinham de desviar dos carros de hot dog e churrasquinho, que permaneciam estacionados de cada lado da avenida comercializando seus quitutes! Nessa hora só me passou pela cabeça se usarão esse mesmo esquema na Copa do Mundo e na Olimpíada...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PAUL MCCARTNEY

Assistir a um show de três horas de Paul McCartney no Morumbi é como ver um jogo em que Pelé

marcasse uns 20 golaços. O maior artista vivo da pop music dispensa cenários espalhafatosos,

recursos cênicos à la Madonna, U2 e Rolling Stones, servindo-se tão somente do indispensável telão,

alguns efeitos de luz e fogos de artifício, som impecável e uma banda à altura. Seu charme, elegância,

talento, generosidade, simpatia e voz se ocuparam de enfeitiçar 128 mil fãs que testemunharam

em dois dias uma lenda da história do comportamento e da música do século 20 em plena ação no palco,iluminado pela lua cheia. Um show absolutamente inesquecível de um gênio. "St." Paul em São Paulo. Yeah, yeah, yeah!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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