Cartas - 25/03/2012

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

25 Março 2012 | 03h07

 Transposição de lama

O sertão vai virar mar. Um mar de corrupção com a transposição do Rio São Francisco. Uma obra cujo custo já cresceu 71% (até agora) e ainda deve aumentar muito mais. Como diz Aldo Rebelo, "brasileiro tem um jeito próprio de organizar e sempre entrega o que precisa". Ele apenas se esqueceu de alguns detalhes: a um custo muito maior do que o previsto e corrupção desenfreada.

GERALDO R. BANASKIWITZ

geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

 

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Verba pública no lixo

Cantada em verso e prosa por Lula como a maior e mais importante obra de seu governo, a transposição do São Francisco é um dos maiores fiascos das muitas embromações petistas. Prometida para ser entregue em 2010, não só o cronograma das obras está muito atrasado, até com trechos abandonados, como, dos R$ 4,8 bilhões do orçamento inicial, o custo, por enquanto, se eleva a R$ 8,2 bilhões - e até ser concluída, sabe Deus quando, poderá chegar a R$ 12 bilhões! Se fosse construído 1 milhão de cisternas para acabar com o flagelo da seca, promessa de Lula em 2003, elas já estariam prontas, e a um custo 75% menor que os R$ 8,2 bilhões que estão torrando talvez para nada. É bom lembrar que Dilma é avalista desse projeto engana-trouxa. E o Velho Chico, que outrora serviu à Nação com sua beleza e sua importância hídrica, agora está servindo a um monte de espertalhões alojados no Planalto, que desviam não só o curso do rio, como recursos bilionários do erário.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O melhor dos mundos

A obra da transposição do Rio São Francisco, que já deveria estar pronta e funcionando, acusou um aumento de 71% em relação à previsão inicial. Sem contar que o custo da água que será fornecida pelo projeto custará dez vezes mais que o preço médio cobrado no País. Em dezembro de 2010, os pernambucanos, cearenses, paraibanos e potiguares que apoiaram o projeto certamente não esperavam pagar tão caro pela água do rio, embarcaram nas promessas de Lula e elegeram a mãe do PAC. O Nordeste, tão castigado pela seca, vai continuar sofrendo e se quiser ter água vai pagar muito caro por ela. Eis a ineficiência de um governo que nada fiscaliza e não prevê em seus contratos multas pelo atraso das obras, mas aceita pagar sempre mais às empresas. Ganhar licitação neste governo é o melhor dos mundos - desde que o Fantástico não apareça por lá...

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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Física elementar

Pelo visto, trata-se de uma obra que nunca acaba, mas passa por várias inaugurações, principalmente em época de eleições. O orçamento já dobrou do governo Lula para o de Dilma. O problema está na obra de engenharia, executada para nunca terminar - e render votos para os políticos. Quem viu as fotos publicadas pelo Estadão ao longo dos últimos anos já identificou as falhas gritantes: canal quilométrico de concreto (pronto) sem uma gota d'água rompe-se por dilatação, é questão de física elementar.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

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Normalidade

Acho que o atraso e o aumento do custo da transposição do São Francisco nem sequer deveria ser notícia. Afinal, tudo correu dentro do normal desde a instalação do governo petista: atraso, aumento do custo, desvio de verba.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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Administração pública

Não causa nenhum espanto que a transposição do Rio São Francisco fique 71% mais cara e o total da empreitada, presume-se, em mais de R$ 8 bilhões, uma vez que faltam ainda 600 km de canais. Assim caminhou e ainda caminha o poder público neste país, cujas obras encetadas pelos governos são superfaturadas, iniciadas mediante processos licitatórios eivados de fraudes e fiscalizadas precariamente, além de os recursos para sua continuidade serem direcionados com atraso e de forma parcial ou incompleta. Tudo, então, sai completamente diverso do que ocorre na iniciativa privada, em que os custos das obras são apurados previamente e com segurança, as empresas contratadas precisam honrar os compromissos e a fiscalização é competente e eficaz, resultando, assim, términos satisfatórios e a contento das partes contratantes. E o nível de corrupção é, digamos, tolerável. Enquanto o poder público não sofrer auditorias externas, fiscalização independente e acompanhamento autônomo e independente dos tribunais de contas, todos os serviços e obras custarão muito mais que o normal e usual. E o dinheiro dos tributos continuará indo para centenas de ralos. Como falar em aumentar qualquer tributo?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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EMBRAPA

Asfixia financeira

Parabéns ao Estado pelo zelo apresentado no editorial Os problemas da Embrapa (22/3, A3). O jornal cumpre seu papel democrático ao ressaltar a necessidade de o governo estar comprometido com uma instituição científica que tem gerado tecnologia aplicada para o bem-estar da sociedade ao longo de seus quase 40 anos. Tendo trabalhado no programa de Pesquisa de Energia da Embrapa nos anos 1980, posso testemunhar que governos que não se comprometeram adequadamente com a pesquisa agropecuária acabaram retardando o avanço do setor anos após terem desocupado os gabinetes. O Estado cobre-se de razão ao afirmar que "soluções financeiras novas são essenciais para o Estado brasileiro continuar mantendo uma empresa capaz de produzir inovação tecnológica na agropecuária. Ou o governo enfrenta essa questão ou assume, claramente, o risco de ver uma grande instituição de pesquisa definhar". Mesmo importantes e reconhecidas, grandes instituições correm o risco de ser eliminadas pela asfixia financeira. Espero que o jornal deite o mesmo olhar cuidadoso ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que em seus mais de 125 anos de história (paralela à do Estado), a despeito da passagem de governantes negligentes com a ciência agronômica, resiste, lançando de modo eficiente variedades e tecnologias mundialmente reconhecidas, contribuindo para o avanço da sociedade brasileira e, em especial, da paulista, que o financia.

NILSON BORLINA MAIA, pesquisador científico do IAC

nilson@iac.sp.gov.br

Campinas

 

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"Lógico, tem de abastecer os novos mensalões, agora os da presidenta"

ARIOVALDO BATISTA / SÃO BERNARDO DO CAMPO, SOBRE O AUMENTO DE 71% DO CUSTO DAS OBRAS NO VELHO CHICO

arioba06@hotmail.com

 

"Infelizmente, o que mais pesa no custo Brasil é a ética frouxa de nossos políticos e governantes"

SILVANO CORRÊA / SÃO PAULO, SOBRE OS DESMANDOS COM DINHEIRO PÚBLICO

scorrea@uol.com.br

 

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Serra evita sair para fugir de polêmica

Pré-candidato desiste de eventos abertos evitando polêmica sobre renúncia à Prefeitura em 2006

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.719

"O problema não é renunciar, mas a promessa que eles sempre fazem. É uma falta de respeito com os eleitores."

LUIZ EDUARDO

"Muito bom. Ele tem de parar de dar atenção para os críticos e opinólogos!"

VICTOR BIASONE FERNANDEZ

"Estranho é que parece que ele foi o único político que não cumpriu uma promessa de campanha."

CADU LOPES 

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A PRESIDENTE E OS EMPRESÁRIOS

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu anteontem com grandes empresários para lhes pedir que invistam mais. Ou teria sido para desviar o foco do noticiário sobre os malfeitos de políticos, ministros e funcionários graduados? Mas por que ela, tirando quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB) em impostos, não investe quase nada? A roubalheira dos impostos está na mídia todos os dias e ninguém é preso ou devolve o que é roubado.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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PROMESSAS

Em reunião com um grupo de 28 grandes empresários, a presidente Dilma prometeu estímulos para o setor produtivo. Fala em desonerar a folha de todos os setores da indústria, segurar o câmbio, baratear capital de giro, ampliar crédito e melhorar a infraestrutura. Estranho! Muito estranho, que os empresários não tocaram nos dois maiores problemas da economia brasileira, na minha opinião: 1) os impostos embutidos nos preços, em até 40%, que oneram os produtos brasileiros, sem retorno à nação e torna o produto brasileiro não competitivo internacionalmente; e 2) a roubalheira generalizada, palavra muito mal trocada por “malfeito”. O primeiro ter a ver com o segundo, afinal como vão pagar 15%, 20%, 30% de propina para fornecimentos às prefeituras, governos estaduais e federais etc. O sistema está podre e os empresários estão anestesiados.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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ASPECTOS POSITIVOS

A reunião entre o empresariado e a presidenta Dilma tem aspectos muito positivos. Mas exige alguns questionamentos, ou seja, mais do nunca se faz necessário um planejamento para que nosso país supere a fase de exportador de commodities ou matérias-primas. O correto é investir em pesquisas e exportar produtos acabados, assegurando o valor agregado.  Uma linha de ação inteligente de todos os segmentos empresariais pode proporcionar resultados positivos para a nossa economia. E mais, os pessimistas precisam mudar de posição, como forma de estimular a autoestima do brasileiro, uma questão muito importante no momento que estamos atravessando.

Uriel Villas Boas Uriel urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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TOMA CÁ, DÁ LÁ

A presidente Dilma pede aos empresários investirem no Brasil e manda o nosso suado dinheiro em impostos para investimentos na Bolívia, Venezuela e Cuba. Algo no va bien ¿Por qué no te callas?

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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O USO DO ‘INSTINTO ANIMAL’

A reunião de Dilma Rousseff com os maiores empresários brasileiros, além das mesmas promessas pontuais do ministro Guido Mantega e das queixas mais do que justas dos empresários, o que mais chamou a atenção foi a responsabilidade jogada sobre os empresários pela presidente. Primeiro, ela afirmou que “o governo sozinho não faz verão” e, depois, mandou que os empresários usassem seu “instinto animal” (sabe-se lá o que isso quer dizer). Das responsabilidades de um governo sem metas, reformas e projetos para o crescimento, fazendo sua parte, nada mais do que o instinto de conservação da mesma cantilena.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

Simpatizemos ou não com a presidente Dilma, é patente que está correta sua postura de se reunir com a nata do empresariado privado nacional, no sentido de buscar soluções factíveis aos nossos angustiantes problemas. Governar é administrar pressões – mantra democrático –, que deve nortear todo governante que se propuser o bem estar de seus concidadãos. Esperemos que tal parceria renda os melhores frutos que solucione a curto prazo, grande parte das vulnerabilidades que tanto nos angustiam.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A INDÚSTRIA PEDE SOCORRO

Quando, em 2003, o governo do ex-presidente Lula mirou sua lupa dando prioridade às relações comerciais com a China (regime comunista) em detrimento dos Estados Unidos (regime capitalista), um dos maiores compradores de manufaturados do mundo, toda a imprensa divulgou comentários importantes dos principais economistas alertando para o perigo. A China importaria do Brasil apenas “commodities” e exportaria manufaturados muito mais baratos do que aqueles produzidos pelo mercado interno, caracterizando concorrência desleal por causa dos altíssimos encargos que sofrem as indústrias brasileiras. Quase dez anos depois o governo enxergou o erro, mas vem tomando atitudes completamente opostas às que deveria tomar. Precisamos urgentemente da tão falada reforma tributária, para colocar nossas indústrias em pé de igualdade com outros países. O governo está esperando o quê? Que não reste nenhuma indústria e o desemprego em massa para acordar? Depois do malfeito e da herança maldita deixada por Lula, ainda ficam rateando saídas? Melhor correr, porque governar por “ideologia” já mostrou que não dá certo!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RÉQUIEM PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA

Reverter agora, o processo de desindustrialização no Brasil é quase impossível. Este processo começou dezenas de anos atrás. O que estamos vendo agora é o resultado final, o canto do cisne. Há quem se engane acreditando em montadoras, que não passam de subsidiárias de empresas estrangeiras. O processo industrial é muito mais complexo, exigindo pesquisa e desenvolvimento antes da fabricação. Este processo atingiu seu auge no Brasil na década de 70, e em seguida entrou em decadência, mormente por culpa dos governos, que não investiram em educação, formação de técnicos, desoneração de impostos e insumos, juros, encargos sociais e apoio a esta indústria que persistia em florescer. A quase totalidade das empresas nacionais da época, foi absorvida por multinacionais.  Bastava ter seguido o exemplo do Japão, ou depois da Coreia e, agora, da China. RIP.

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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PAÍS SEM MOBILIDADE

No dia 18/3/2012, o Estadão, em importante matéria, trouxe o retrato cruel, mas fidedigno, do porquê produzir no Brasil hoje é mais caro do que produzir nos EUA. Como exemplo dessas distorções, somente nestes últimos oito anos o preço da energia subiu 246% por aqui e apenas 35,3% na terra do Tio Sam. A mão de obra em média em cinco anos encareceu 72%. Mas para o setor industrial os estratosféricos 93%. E custo do trabalho 46%%, e nos EUA reduzidos 3,6%. Por esses números citados, a Dilma deveria se ruborizar e não mais declarar pela imprensa que o nosso problema está no cambio! É querer tapar o sol com a peneira... Não devemos cansar de afirmar que o nosso calcanhar de Aquiles, está concentrado na alta carga tributária, custo do dinheiro, no baixo nível de educação, e no caos da infraestrutura, como portos, aeroportos, ferrovias, estradas, etc. E todas essas prioridades se inviabilizam porque há quase 10 anos o PT não teve um programa mínimo de desenvolvimento.  Patrocinou a corrupção de forma colossal.  Inflou a máquina governamental com os seus 39 ministérios (FHC 23), e 25 mil de indicações (FHC 9.500) para cargos de confiança, com baixíssimo nível de eficiência... E a caminhar neste passo de tartaruga petista, o Brasil que nem no futebol empolga mais, a sonhada pujança de sua economia será cada vez mais rebaixada! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESINDUSTRIALIZAÇÃO

Li as notícias sobre a desindustrialização do Brasil, em especial o editorial de 21/3 (A3), e digo que, na minha opinião, ter 20% dos produtos industriais comprados no Brasil de origem da importação, não me parece nada ruim. Nem surpreendente. Ao contrário, me parece bem normal, em uma economia aberta como a nossa, ter uma razoável parcela dos produtos consumidos internamente sendo fabricados em outros países. Desconheço as estatísticas de outros países, mas posso estimar que os produtos consumidos em países da América do Norte, da União Europeia e da Ásia tenham resultados semelhantes, talvez até maiores; nenhum país pode fabricar tudo que consome; vejam a indústria automobilística: temos no Brasil fábricas de grande parte dos maiores fabricantes mundiais, mas é impossível fabricar aqui toda a gama de produtos que eles têm em seus portfólios: é preciso importar muitos modelos de suas fábricas no exterior, para satisfazer às necessidades do consumidor brasileiro. Nas economias fechadas, como Cuba, Coreia do Norte, Mianmar, etc., é diferente: eles não importam, mas o povo simplesmente não tem acesso aos produtos. Aqui, é melhor.

Sergio Lopes blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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NEGÓCIO DA CHINA

O governo nega, claro, mas está ocorrendo no Brasil uma desindustrialização de forma progressiva e constante desde que em 2004 o governo Lula deu preferência e prioridade a comercializar com o governo chinês. Na época, Lula foi à China levando a reboque consigo uma comitiva de mais de 400 empresários deslumbrados com o sucesso do PIB chinês e com as perspectivas de bons negócios. Outras viagens à China ocorreram. Na última vez que Lula voltou a visitar a China, em 2009, o setor empresarial achava-se tão desanimado com os chineses (que só pensam em exportar e criar barreiras para não importar) que o número de empresários não passou de 60. Em 2011 Dilma insistiu e foi novamente bater na porta dos chineses, foi para lá com 212 empresários de diferentes ramos de atividade, pois "a indústria brasileira pretende alavancar parcerias com a China", disse Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alavancou? Qual foi o resultado de tanta viagem e rapapés? Este que estamos assistindo, o parque industrial brasileiro, motivo de tanto orgulho para nós, sendo desmontado pela política equivocada e insistente dos governos petistas. Que aprendam, negócio da China só é bom para o governo chinês! Será que aprendem? Não creio... eles não enxergam um centímetro à frente daquilo que a cartilha do partido  lhes ensinou...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DESGOVERNO

Parece-me que a desagriculturação e a desindustrialização brasileiras seguem ordens da política de países com poder de influência neste desgoverno, uma vez que já provaram sua venalidade. Um governo que consente aos índios em venderem milhares de hectares de terras da pátria para ONGs estrangeiras – certamente, há conluio e não poderia estar fazendo outra política!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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GOLPE OU APELO

Divulgou-se na mídia na semana passada: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal podem parar de cobrar juros sobre cheque especial. Ou é golpe publicitário ou é apelo de palanque. Se acontecer, as outras instituições financeiras do país podem fechar as portas. Todos os brasileiros vivos, ou mortos, fazem uso desse roubo para poderem passar o mês. Políticos, banqueiros (inclusive do jogo do bicho), agiotas, corruptos e membros do crime organizado e desorganizado, são os únicos não precisam dessas maléficas artimanhas. Eu perco o sono e a tranquilidade quando vejo os meus extratos bancários!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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ABAIXEM A BOLA

Quando a mídia informa que a taxa básica de juros (Selic) irá cair, a primeira reação do cidadão comum é de que os juros irão ficar bem mais baixos, e agora será possível comprar parceladamente, aquela sonhada geladeira, fogão... porém, quando se começa a ler os detalhes da entrevista  de Murilo Cabral, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), chega-se à conclusão de que a taxa Selic é apenas um componente na formação da taxa final de juros, e que as coisas não são bem assim (18/3, B11). Os outros componentes na formação dos juros são a inadimplência, tributos, custos administrativos e o depósito compulsório, pelo qual cerca de 45% a 50% do dinheiro que o cliente deposita os bancos tem que deixar  depositado no Banco Central, e ficar parado lá  sem receber nada. O outro componente, a inadimplência, os bancos esbarram na morosidade do sistema judiciário, o que torna muito baixa a taxa de recuperação. Portanto, quando se fala em baixar os juros por decisão política, como o governo federal anuncia, é bom "abaixar a bola" pois, poderá comprometer também a lucratividade dos bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, e ai é que o "bicho pega".

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ENXUGANDO GELO

Sinceramente não entendo a fixação deste "governo" em tentar conter a variação cambial por decreto. Acho que estão tentando enxugar gelo, mas quem sabe eles consigam... Algumas pessoas devem estar gostando dessa "brincadeira" e tendo seus ganhos com isso.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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CORTE NO ORÇAMENTO

A única virtude do sistema de governo, implantado pelos irmãos Castro há mais de meio século, é o apoio à educação e ao desenvolvimento científico, apesar da precariedade no atendimento de todas as outras necessidades do povo cubano. O recente corte de 22% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Dilma Rousseff, demonstra mais uma vez, que as administrações petistas, apesar da idolatria por Fidel Castro, continuam incapazes de absorver o único bom exemplo que o ditador assassino conseguiu dar.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

Por lei, toda propaganda de automóveis deve conter uma frase alertando para a segurança no trânsito. Acontece que, por comodidade, a indústria automobilística resolveu se acomodar com três carimbos (cinto de segurança salva vidas; respeite a sinalização de trânsito e faça as revisões periódicas) que ninguém mais presta a atenção, em vez de colaborar com frases variadas, que motivem o motorista para a segurança, como: trânsito não é competição é convivência ou nunca ultrapasse pela direita ou mantenha distância segura do carro da frente, etc. Seria uma escola para os motoristas e colaboração eficaz.

Cláudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br

Barueri

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‘JEITINHO’ BRASILEIRO

Aldo Rebelo, ministro do Esporte, admite atrasos na preparação da Copa do Mundo de 2014 e diz que dará um “jeitinho”. Nós, brasileiros, vamos passar uma tremenda vergonha perante o mundo, pela incompetência do PT!

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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TRIBO

“O atraso faz parte da nossa cultura...” “Nossa” de quem, cara-pálida?

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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POR QUE A DÚVIDA?

Incrível a discussão que se trava em torno da liberação de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa de 2014. Políticos chegaram a sustentar haver necessidade de aceitação por parte dos governos estaduais que vão sediar os jogos. Absurdo. Revelaram desconhecer a Constituição de 88. No item 6 do artigo 34, determina que os Estados têm de cumprir   as leis federais. E no artigo 22 define ser da competência da União legislar sobre Direito Civil, Comercial, Penal, Processual e Trabalhista. Qual a razão da dúvida?

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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VEXAME NA COPA 2014

Qualquer que seja a decisão quanto à venda de bebida alcoólica nos estádios da Copa do Mundo de 2014, que acredito será aprovada, o Brasil sai perdendo quanto à credibilidade de sua maior autoridade, no caso o presidente Lula, que assinou um acordo, ficou na moita, deixou o circo pegar fogo e deixou a bomba estourar na mão de sua sucessora, como se fosse algo sem importância, como se não fosse algo que contrariasse a lei e especialmente pela confirmação de que nossas autoridades não conseguem garantir a segurança de quem frequenta um espetáculo público, pois depende destes expedientes, proibir a venda, que interferem com o livre arbítrio do cidadão que devido a alguns irresponsáveis fica privado de suas vontades.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O DILEMA DA COPA

‘To beer or not to beer, eis a questão’.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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COMO ELIMINAR O PROBLEMA

Quanta celeuma sobre bebida (alcoólica) nos estádios! A meu ver (e vale para antes e depois da Copa), colocar, por acordo entre autoridades, o copo de cerveja a abusivos R$ 30,00 (preço de hoje), por exemplo, praticamente eliminaria o problema.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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ÁLCOOL X COPA

É um fenômeno universal a violência nos estádios de futebol. Por essa razão e muito bem pensado, foi elaborada uma lei proibindo o uso e/ou venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos. Porque os jogos da Copa são diferentes? Quem garante a segurança nesses jogos? Qual a vantagem que a Fifa tem no uso desastroso das bebidas alcoolizas nos jogos da Copa? Essas são perguntas que não se calam...

Fábio Duarte de Araújo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

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O ‘PESADELO’ É NOSSO, E NÃO DA FIFA

A Fifa, patrocinando venda e comercio de “droga” nos estádios, passou a constituir-se em ameaça para nós brasileiros e não num "pesadelo" dela (O Estado, E1, 21/3). Deixar para cada unidade da Federação, a decisão sobre a venda de bebidas alcoólicas, nos estádios, não foi a melhor decisão. Sem falsos moralismos e sem hipocrisia, alguém no mundo precisa parar a Fifa, que a pretexto de promover o futebol, desrespeita a soberania e autodeterminação de cada povo, de cada nação. A gana desenfreada é só pelo lucro? Ou existem outros interesses misteriosos, nas atividades dessa entidade. A quem ela responde? Foi uma ingenuidade do governo brasileiro ao aceitar, em 2007, as regras de um pré-acordo, sem consultar o Congresso, para a venda de bebidas alcoólicas com uma entidade que mais se assemelha a de um grupo de mafiosos. Não fossem os elefantes brancos em construção, espalhados pelo território brasileiro, e os prejuízos com a paralisação, seria melhor mandá-los para os quintos.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

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LEI SECA

A Fifa, por interesse mercenário, quer revogar as leis do País. E o nosso patropi parece concordar em 'flexibilizar' o Estatuto do Torcedor e permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios nos dias de jogos da Copa do Mundo. Por coerência, deve ser 'flexibilizado' também o Código de Trânsito e relaxada a fiscalização com o bafômetro.

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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COPA E COPO

Em discussão embriagante, a Lei Geral da Copa e do copo.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MILHO AO BODE

Como Lula gostava de umas e outras, para trazer  a Copa  para o Brasil, aceitou  a imposição da Fifa. Resultado: mais uma confusão, como todas as que houve no seu comando. Aprovar a lei  para os bebuns, em campo de  futebol, é mesmo que dar milho a bode.

Miguel Rizzo miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

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O ROUBO DA COPA

O deputado federal Romário disse, entre outras coisas, que vai acontecer o maior roubo da história do País, com as obras emergenciais, para cumprirem as metas, do cronograma para a Copa de 2014. Declara as obras emergenciais e dispensa-se a licitação. Contratação direta e os preços disparam. Já não vou nem perguntar por que dinheiro público neste evento, embora tenham dito que não haveria dinheiro público nisso, mas perguntar ao deputado se, sabedor disso, que até o recém nascido sabe, fará alguma coisa em defesa do dinheiro do povo que o colocou lá? Sabe que é o que vai acontecer, e vai deixar acontecer?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPERAÇÃO

Na última década, sob incentivo, aquiescência e conivência do Poder Executivo, o Brasil se superou em termos de “malfeitos” e, por incrível que pareça, para continuar no poder.  Os Três Poderes estão contaminados de tal forma que é praticamente impossível que um dia proceda com lisura e atenda aos anseios da sociedade. É uma autêntica quadrilha organizada, corporativista que, em todas as frentes, só age em benefício próprio. É bastante visível na preparação para a Copa do Mundo e a Olimpíada o proposital retardo das obras, inclusive sob o risco de não ficarem prontas a tempo, visando a um superfaturamento ainda maior, onde todos os envolvidos no processo se locupletam, reduzindo ainda mais as já deficientes obrigações básicas do governo (saúde, educação, segurança, transportes, saneamento...).

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CRISE INSTITUCIONAL

O texto de Washington Novaes (A passividade diante da crise institucional, 23/3, A2) sobre a crise institucional  que se forma no nosso horizonte espelha a realidade há muito conhecida que, dada a extensão de seu texto, seus remendos (dezenas de emendas) e questionamentos (milhares de ações diretas de inconstitucionalidade) seria muito mais racional antes de se falar em reformas,  reformar a Carta Magna, transformando-a numa carta de princípios e não numa enorme lista de boas intenções não cumpridas. Frequentemente, os ministros do Supremo se contradizem, pois julgam até questões relativas a direito administrativo, quando deveriam se ocupar com questões básicas da cidadania e do regime democrático.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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ENGESSADO NAS QUATRO PATAS

O Congresso engessou as quatro patas do governo federal, que ainda não percebeu que a está altura do tacanho jogo político é um quadrúpede irracional, sem querer aqui, ofender o pobre coitado do burro. Para quebrar este gesso e voltar andar com as próprias pernas, há que se ter atitude. Romper definitivamente com esta indecorosa casta de políticos que só pensam em sim mesmo. O povo que a elegeu, e também aqueles não votaram na Sra. tenho a certeza lhe apoiarão. Jogue o mais corrupto Congresso que este país já teve, na mão do povo. Tome decisões que possam promover o crescimento e com isso gerar recursos para as nossas tão carentes áreas da saúde, educação, segurança, etc. Sra. Dilma, o povo está esperando há quase dezesseis meses por um governo de verdade, e, que de uma vez por todas, sai da sombra de seu antecessor, antes que a sua marolinha se transforme em um tsunami.

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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CAOS INSTITUCIONAL

E a Ideli Salvatti, pra que mesmo que ela serve?

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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AUTOENXOVALHAMENTO

Presidente do TJ-SP diz que imprensa 'enxovalha' o Judiciário (A10, 22/3), o que eu não sei comentar. Entretanto, acredito que o TJ, cujos julgamentos quase sempre dão ganho de causa aos demais poderes constituídos, comete assim o “auto-enxovalhamento” e, por que não, coloca o poder Judiciário em tendência de extinção. Sei que o Judiciário é a garantia da democracia, mas, há necessidade de se perguntar se o TJ ainda cumpre tal papel. De fato, o cidadão paulista só tem ao Judiciário para socorrê-lo face aos desmandos dos poderes Executivos e Legislativos municipais, ou estadual, ou federal. Se o cidadão tem chance em 1ª instância, tal chance é quase sempre anulada em 2ª instância no estado. Os poderes Executivos e Legislativos não precisam do poder Judiciário porque eles já fazem o que querem - de forma direta – com o cidadão, com a cidade, com o estado e com o país. Nessas condições de ganho de quase todas as causas para os demais poderes no TJ, pergunto: para que serve o Judiciário?

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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DOAÇÃO AO INSTITUTO LULA

No auge das discussões para apoiar o candidato Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab fez cortesia com chapéu alheio doando, por 99 anos, dois terrenos com 4,4 mil metros quadrados na região central da cidade para o instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A área, ao lado da Estação da Luz, está dentro da cracolândia, que concentra grande número de usuários de crack. O espaço deveria ter sido destinado à construção de apartamentos, visto que há um déficit de moradias na zona central. Mas os vereadores paulistanos são bons no discurso durante o horário eleitoral. Depois as promessas viram pó. Mais um alerta na hora de votar.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SEM ESPERANÇAS PARA SÃO PAULO

Há ocasiões em que me envergonho do Brasil. No ano de eleições municipais, o assunto mais tratado pela imprensa de São Paulo é um papelzinho, assinado por um candidato em 2004, há longos oito anos. Nada se fala sobre as ideias dos candidatos ao governo da maior cidade do País. Até agora não se sabe o que eles pretendem. Quais são as suas propostas? Que soluções oferecem para resolver os problemas da cidade e para tornar a vida do paulistano melhor? Quem são eles? A não ser por platitudes demagógicas, como a de ampliar serviços abolindo as taxas por eles cobradas, nada mais foi dito. Pior: nem como essa mágica seria feita foi objeto de questionamento de nossa imprensa! É tudo muito raso, muito pobre, muito vazio, muito pequeno, muito inconsequente! Se isso está ocorrendo na maior capital do País, nem quero imaginar o que acontece nas cidades menores.

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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FAZENDO ÁGUA

Com a saúde de Lula delicada ainda, Haddad está quase sem apoio dos petistas para conseguir fazer sua campanha, já que os interesses do partido estão voltados para Brasília, pois com a saída do deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP) da liderança do governo na Câmara federal, já que seus membros estão mais preocupados em resolver as questiúnculas internas no partido, que anda rachado com a indicação de Arlindo Chinaglia, em substituição a Vaccarezza. Vaccarezza, em Brasília, ao saudar Gabriel Chalita, adversário de Haddad na disputa à Prefeitura de São Paulo, saudou-o como “meu prefeito”. Diante dessa saudação efusiva de seu "cumpanhero" de partido, a candidatura de Haddad está fazendo água.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ELEITOREIRO

É óbvio que essa ideia de acabar com a inspeção veicular, propagada pelo candidato à Prefeitura de São Paulo Gabriel Chalita, tem um caráter eminentemente eleitoreiro.  Querer dizer que apenas grandes veículos poluem o ar que respiramos é de uma irresponsabilidade a toda prova.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR

Está mais que comprovado pelos resultados dos boletins diários de qualidade de ar emitidos pela Cetesb que a poluição na cidade São Paulo, além de não ter melhorado em nada, "piorou". Ou seja, os responsáveis por tal situação não são os carros, e, sim, os caminhões, ônibus e algumas indústrias ainda sem adequação necessária. Mas, para beneficiar o caixa de Gilberto Kassab, o pior prefeito que São Paulo já teve continua com a Inspeção Veicular, para que ele possa encher ainda mais os bolsos com nosso dinheiro

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AINDA A CONTROLAR

A decisão do atual prefeito de São Paulo em reaproveitar o contrato abandonado no fundo de uma gaveta do prefeito de São Paulo assinado na gestão do ex-prefeito Paulo Maluf, em 1996, com a Controlar, para implantar o controle de poluição individual dos veículos registrados em São Paulo, causou estranheza desde o início, para quem entende um mínimo de manutenção veicular e poluição. A empresa foi criada para atender à licitação correspondente, com a participação de empreiteiras que atendiam à prefeitura paulistana. Agora, no primeiro ano, só foram vistoriados os veículos fabricados nos três últimos anos anteriores à vistoria e havia um número ridículo de postos de inspeção, nenhum na zona norte. Como o mais lógico seria começar pelos veículos mais velhos, que teoricamente poluem mais, inclusive pelos seus projetos mais antigos, era evidente que a escolha foi feita em decorrência das limitações da empresa. Mesmo na atualidade, quando era de se esperar que os técnicos da empresa estivessem mais bem preparados, veículos são reprovados em determinados postos da Controlar em situações estranhas a eles e aprovados em outros em idênticas situações. Tenho como exemplo o caso de proprietários cujos veículos estavam equipados com um dispositivo patenteado denominado Turbix, que atende a Resolução Conama N° 418, de 25 de novembro de 2009, pois uma das suas características é diminuir a poluição emitida pelos veículos, por reaproveitar os gases que seriam expelidos pelo escapamento e, consquentemente, economizando combustível. Já em outros postos da Controlar, veículos equipados com o mesmo equipamento foram aprovados. Se o prefeito cometeu um ato criminoso ou não, eu não sei, mas que o contrato é discutível, não tenho dúvida.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ANO DE ELEIÇÃO

Não basta pagar impostos, é preciso saber para onde esse dinheiro é destinado. A corrupção é prática antiga que toma novas formas, mas tem os mesmos falsos princípios. Políticos que em quatro anos constroem mansões com piscinas e carros estacionados para cada filho são candidatos a não serem votados novamente, pois é provável que sejam corruptos. Não se deixe enganar, eleitor! Se você ainda não parou para pensar, pense bem. Você é livre! Não aceite opinião de oportunistas. É o destino da Nação nas nossas mãos. Vamos festejar a democracia e a cidadania.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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A HORA É AGORA

O PSDB, como o grande partido da oposição, ou ao menos como pretender ser, tem sua grande chance de renascer das cinzas nestas prévias que irão indicar o candidato à prefeito da cidade de São Paulo fazendo com que seus membros indiquem um nome que "não" seja o de José Serra à candidatura à prefeitura de São Paulo. Aí sim, terão de fato como se organizar e tirar do grupo de José Serra o comando deste combalido e indeciso partido político. Ou tiram o Serra de vez, ou acabam como partido ou com o partido. A hora é agora. Se o Serra e seu grupo continuarem a mandar, a inoperância, a empáfia e o elitismo continuarão.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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DE RUBRICAS

Nós, paulistanos, sabemos a diferença entre assinar um "papelzinho" e a importância de ter um competente gestor. É por esse motivo que Serra, ao deixar a Prefeitura, foi eleito governador!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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AS  DEFENSORAS  DE SERRA

No Fórum dos Leitores eletrônico de quinta-feira (22/3), oito missivistas tocaram na questão passada de José Serra haver prometido e não haver cumprido seu mandato de prefeito na cidade de São Paulo.  Os cinco missivistas homens verberaram o procedimento passado e as três missivistas mulheres o aceitaram e saíram em defesa do político, o ex-exilado casado com filha de falecido presidente comunista chileno. Para uma senhora da capital paulista, deixar um cargo para assumir outro,  “como se isso fosse  incomum na vida pública”,  não deve ser levado em conta por causa da questão simplesmente numérica dos que o praticam:  a isso deve-se restringir o juízo crítico do eleitor. Se muitos fazem, entende-se e justifica-se e pode-se seguir. Para outra senhora paulistana o que há é  “comportamento infantil da imprensa, em geral, na cobrança infundada”.  Se cobrar uma promessa não tem fundamento, principalmente quando ela se refere ao exercício real do cargo postulado e obtido, qual a necessidade de eleições? Continua ela:  “essa onda atual sobre Serra mais parece brincadeira de petralhas”.  Não, não é brincadeira, muito menos de petralhas, cujas práticas políticas nunca são brincadeiras, mesmo que assim aparentem aos desavisados. Com relação ao comportamento que tiveram os paulistas ante o papel escrito de “compromisso”, a missivista catarinense sabe responder por todos nós, paulistas:  “não deram valor algum àquela encenação e elegeram José Serra”. Ora, se é “encenação”, se é espetáculo teatral ou circense ou – muito melhor – tipicamente político, fica clara a postura moral do postulante:  encenador, nada mais, e é isso que nós paulistas aceitamos e bem nos caracteriza, segundo ela. Meus cumprimentos aos cinco missivistas homens que conseguiram ver Serra além da indumentária, além das repetidas encenações, além da fraude reiterada que infelizmente há de ter ainda muitos defensores.

Claudio M. Chaves claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba

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‘ESTADOS E MUNICÍPIOS SOB EXTORSÃO’

Oportuno e expressivo, o ponto de vista do economista José Serra a respeito das dívidas dos Estados e municípios que foram renegociadas em 98/99 e que expôs em seu artigo Estados e municípios sob extorsão (Estadão, 22/3). Pauta o jogo do vale tudo em sua relevante “agiotagem” que o Governo Central prática contra os entes federativos supracitados. Porém há aspectos ali não mencionados e que devem a ser considerados. O índice de correção, e que origina a discórdia, o IGP-DI foi ali impostado por FHC e se mostrou desde o início como inapropriado devido a inúmeros fatores que promoviam expressiva transferência de renda dos endividados para o credor (União), isto é, além do que seria plausível por ela ter assumido o passivo e o serviço decorrente dessa dívida. Desde aquela época os reclamos são procedentes dos gestores estaduais e municipais; tal qual desde lá, aos “amigos da corte”, porém isso com sobejo exagero a partir de 2004, o mesmo Governo Central empresta pela metade dos juros e pela taxa Selic (mais baixa que o IGP-DI) via BNDES. A questão é por que FHC não usou a taxa Selic na época, ou ainda em melhor sintonia, dar a opção ao ente credor desse indicador e o IGP, sendo que o de menor variação seria o aplicável? Bem sabemos que o IGP-DI sofre forte influência da flutuação e/ou sazonalidade dos preços das commodities; ora o que isto se presta em ser um indutor à correção de dívidas públicas? Não há dúvidas ainda sobre a citação que tal “sobre carregamento” da dívida é injusto e anticonstitucional, aliás, como tantas outras coisas no Brasil, assim como aprovar MPs em Comissões Parlamentares como se vivêssemos na mais ostensiva ditadura. Aliás, também desde FHC, o que mais se aprova, ou melhor, o Congresso chancela em subserviência ao que o Executivo envia, são Medidas Provisórias (MPS) que se tornam definitivas – vide a DRU, que usurpa o Orçamento da Seguridade Social, também através de legislação secundária à ordem constitucional, tal qual o que ora ocorre em detrimento aos orçamentos de Estados e Municípios. Não resta qualquer dúvida que esta sobretaxação, ou melhor, ganho pela agiotagem da União, promoveu mesmo que indiretamente o aumento da carga tributária nos Estados e Municípios, posto que o “serviço da dívida” destes frente à União tornou-se desproporcional à realidade de mercado. Nossa carga tributária total (média) é de 36%, superior à média da OCDE (35%); ou seja, uma carga de primeiro mundo e recebemos serviços de quinto provindo de um Estado entregue à corrupção; ao corporativismo; ao clientelismo, e ainda gerido por uma notável plêiade de incompetentes às funções necessárias. O lulopetismo discursou contra a carga tributária de FHC, e assumiu seu primeiro mandato com 29% e estamos em 36% sobre o PIB. Nos anos 60 a média da carga tributária foi de 20,1% ao ano; nos anos 70 e 80, 25,2%; nos anos 90, 27,2% e após 2000 estamos em média 33,8% ao ano sobre o PIB, e ressalta-se que em tendência de alta. Desde 2003, o lulopetismo ampliou em 530% os incentivos fiscais concedidos a seletos “grupos de pressão, ou amigos privilegiados da corte”, através de pacotinhos, puxadinhos, embrulhos ou qualquer outro termo que pseudofazedores de políticas públicas usam para nomear seus trabalhos. Em 2002 essas benesses já equivaliam ao absurdo de 11,6% da arrecadação (R$ 23,2 bilhões), e em 2012 serão de R$ 148 bilhões; ou seja, 20,7% das receitas previstas pela União. Nem precisaríamos suscitar que, tal qual como cobrar mais do que seria justo dos entes endividados da Federação, isto mais parece com uma reforma tributária seletiva a serviço de quem tenha acesso ao “balcão de negócios” em que se transformou o Governo como um todo. No Brasil quem paga efetivamente  impostos são as famílias com rendas mais baixas, e isto ocorre pelo padrão de incidência sobre o consumo, e que o governo não se cansa de incentivar via crédito fácil, porém caro e como se isso fosse sinal de prosperidade social. Segundo o Ipea, uma família com renda mensal de até dois salários mínimos tem 48,9% da sua renda comprometida com impostos; outra com renda variando de 2 a 5 mínimos compromete 35,9%, e quem possui renda superior a 30 salários mínimos, compromete no máximo 26,3%. Neste escopo, e ainda sendo a incidência média dos impostos sobre consumo no Brasil em 50%; 27% sobre a renda; 18% sobre a seguridade social, restando apenas 5% sobre propriedades e riquezas; reporta-nos outro perfil caótico da representatividade no cenário político e de justiça tributária. Segundo dados do MF, a carga fiscal média brasileira é de 36%, a dos paulistas é de 47%; 35% no Rio; 28% na PB; 29% em Alagoas e 33% em Pernambuco e na Bahia, apenas para citar algumas diferenças que ainda a estúpida guerra fiscal causa aos cofres públicos e exporta possibilidades empregos e faz de SP o maior contribuinte de recursos à União. E o inerte Congresso nada faz em termos de legislar sobre isso. Enfim, todo esse padrão alvissareiro de renegociação da dívida por FHC, por melhor iniciativa que fosse (e foi de fato com a Lei de Responsabilidade Fiscal), não produziu efeito desejado, senão até pior ao bolso do contribuinte e como testemunha o próprio economista José Serra, pois quem está pagando a dívida original acrescida da comprovada taxa de agiotagem da União é o próprio contribuinte. Boa parte da dívida era absurda agora a agiotagem é própria dos especuladores que se travestiram e se travestem de economistas e investem contra a nação a favor do clientelismo visivelmente ancorado e respaldado por um Estado corrupto e esbanjador. Torna-se ainda óbvio que intrinsecamente essa transferência escorchante de recursos para a União, produz indubitável efeito no que se classifica como superávit primário do Governo Central, e onde mais um aspecto há de se ressaltar que é utilizado no Brasil e que a Grécia se valia e o Banco Central Europeu proibiu tal artimanha na apresentação de contas públicas. Em 2011, o superávit primário brasileiro foi de R$ 93,6 bilhões; ou 2,3% do PIB; porém incluso o saldo da Previdência Trabalhista da iniciativa privada – superavitária em R$ 20,5 bilhões, 0,50% do PIB. A Previdência Trabalhista da iniciativa privada é de caráter explicitamente contributivo, e é tratada no ‘imbróglio constitucional’ dentro do RGPS, além de evidentes interesses escusos do Governo Central, que orquestra uma lambança misturando benefícios de caráter não contributivo (assistenciais) com os de caráter contributivo (trabalhista), com o fito de manter a falácia de déficit do Regime. Portanto, o superávit supracitado não são recursos do Governo, trata-se do fundo previdenciário com nexo contributivo, compulsório, que nas contas públicas internacionais, nas Economias e nações sérias, são tratadas em destaque dentro do panorama do Orçamento da Seguridade Social e onde o governo é apenas gestor. Aqui, além de gestor o Governo é o maior devedor, e utiliza os resultados desse fundo que é explicitamente resultante do acúmulo de recursos pagos por empregadores; trabalhadores; autônomos e facultativos cujo objetivo é o de prover os contribuintes ali inscritos de benefícios pós-vida laboral, além de provimento securitário quando de acidentes e doenças do trabalho. Enfim o Governo usa saldos favoráveis de fundos ou recursos de outrem para promover resultados de sua gestão. Sendo o saldo primário, o resultado das contas públicas de uma economia excluindo-se o serviço da dívida (juros), e posto que o Governo brasileiro suscite superávit ou saldo positivo incluindo a “agiotagem” como já citada contra outros entes da Federação, e principalmente o resultado da Previdência Trabalhista da iniciativa privada que é superavitária; cai por terra a tese ou falácia de déficit desse subsistema e se conclui ainda que até com dinheiro que nem é seu o “Governo diz que paga” as dívidas do país. O maior déficit no Brasil está na moral de seus governantes e os alegados em contas públicas, diante da exacerbada carga fiscal e impunitiva gastança dos quase incompetentes 40 Ministérios, estão entre as orelhas dos parasitas a que ora estão entregues as políticas públicas do nosso país. Triste penal que tamanha mediocridade política impõe à nação.  

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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