Cartas - 25/04/2011

POLÍTICA ECONÔMICA

, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2011 | 00h00

Selic, inflação e gastança

Quando os "economistas" do governo vão tratar com seriedade as nossas contas? Aumentar a taxa Selic, de novo, só nos prejudica: atrai mais dólares e baixa a sua cotação, aumenta a nossa dívida (em títulos públicos), atrapalha a nossa competitividade no exterior (nossos produtos ficam mais caros) e nada resolve. O sr. Mantega já mostrou a que veio no governo anterior, está mais do que na hora de desocupar o cargo e Dilma entregá-lo a quem entenda do assunto. A inflação está aí, todos já a estamos sentindo, e aumentar a Selic não a reduzirá, muito ao contrário. Reduzir os gastos da máquina pública seria uma boa medida. Mas quem tem coragem de pôr na rua os milhares de inúteis que Lula convocou, pagando-lhes regiamente para nada fazerem? Dona Dilma, só a senhora poderá fazer isso. Tome o timão, mude de direção, dispense essa gente, essa é a forma correta de economizar.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Vulcabrás

A notícia de que a Vulcabrás, a maior fabricante nacional de calçados, vai abrir uma fábrica na Índia, que começará gerando 8 mil empregos, é estarrecedora. A Vulcabrás está certa, deve buscar aumentar a sua competitividade num mercado cada vez mais acirrado. Mas o pior de tudo é que ninguém no governo faz nada... Parafraseando Saint-Hilaire, ou o Brasil melhora a sua competitividade ou a falta de competitividade acabará com o Brasil.

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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Impostos

Mais de R$ 220 bilhões arrecadados só este ano. E quanto foi investido para o bem do Brasil?

CÍCERO SONSIM

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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Taxas

IPTU, IPVA, IOF, IR, ISS, INSS, PIS, ICMS, Selic e muitas outras taxas assaltam o bolso do brasileiro diariamente. Já que não adianta chorar, vamos cantar: "A taxa do mundo é nossa..."

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Mobilização

É muito triste ver quanto é jogado no ralo da corrupção e tantos idosos com AVC, Parkinson ou Alzheimer necessitando desse dinheiro para sobreviver. E nossos governantes (minúsculos) fazem de tudo para não pagar o que lhes é devido. Faremos uma campanha para mobilizar todos os familiares desses idosos. Talvez assim tais politiqueiros se lembrem dos idosos que têm precatórios vencidos há mais de 20 anos.

MARIA DE MELLO

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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Calote reiterado

Solidarizo-me com os leitores srs. Floriano Pacheco e Paulo Boccato (22/4) pelas observações referentes ao não pagamento de precatórios com vitória na última instância de nosso Judiciário, ou seja, com ordem do STF desobedecida pelas autoridades governamentais - em nosso caso, o governo Alckmin. Meu pai, então com 83 anos, recebeu o veredicto exigindo o pagamento em janeiro de 1986, e em 1999 faleceu sem poder contar com esse recebimento de seu direito. Quero somar aos protestos mais este, pois hoje somos três herdeiros, de 75, 74 e 72 anos, já se passaram mais 12 anos da morte do meu pai e, a não ser artimanhas desonestas do governo do Estado para não pagar, nada foi acrescido em nosso favor. Parabéns aos srs. Floriano e Paulo por voltarem a mexer nessa ferida de nosso Estado.

LUIZ ALBERTO DE PAULA SOUZA

alp.souza@terra.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

Corredor de presídios

Diferentemente do que informou a reportagem Corredor de presídios faz, em 10 anos, criminalidade dobrar no "Texas paulista" (17/4), não se pode inferir que a instalação de presídios por si só tenha sido determinante do aumento da criminalidade. Omite-se que a Polícia Militar da região recebeu do Estado um helicóptero Águia, a implantação do Rádio Comunicação Digital e a reposição imediata de viaturas desgastadas pelo uso. A reportagem passa uma visão irreal da criminalidade ao deixar de informar que Pracinha, a primeira cidade com presídio na lista apresentada, não teve sequer um homicídio nos últimos dez anos, tampouco roubo/furto de veículos. Lucélia registrou média de quatro roubos anuais; Pacaembu sofreu um roubo a cada quatro meses; Osvaldo Cruz, três roubos a cada dois meses; e Dracena, menos de três casos de furto/roubo de veículos por mês. Com presídio de segurança máxima, Presidente Bernardes registrou três roubos a cada dois anos. No último trimestre, a região toda apresentou redução tanto no número de homicídios dolosos quanto nos crimes contra o patrimônio, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses de 2011 foram cometidos 14 homicídios dolosos, ante 22 registrados entre janeiro e março de 2010. Os roubos em geral recuaram 14,02%, de 164 para 141 casos.

ENIO LUCCIOLA, Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

egoncalves@sp.gov.br

São Paulo

N. da R. - A reportagem deixa claro que furtos e roubos são os referenciais usados para mensurar a criminalidade nessas cidades, não homicídios ou furto de veículos. Não citou o helicóptero Águia porque cada região do Estado recebeu uma aeronave desse tipo, não se tratando, portanto, de um diferencial; o mesmo em relação à radiocomunicação digital e à reposição de viaturas desgastadas pelo uso. O argumento de que os números são pouco representativos não procede. Enquanto em 2001 os municípios de Osvaldo Cruz, Lucélia, Martinópolis, Flórida Paulista, Pacaembu, Irapuru, Dracena, Junqueirópolis, Tupi Paulista e Pracinha registraram 1.180 furtos e roubos, em 2010 foram 2.180 - aumento de 84,7%, média sete vezes maior que a do Estado (12,1% de aumento na década). Esses números se refletem na sensação de insegurança de moradores e representantes da sociedade civil entrevistados. Presidente Bernardes não faz parte do corredor de presídios da Alta Paulista, usada como referência na reportagem. Por fim, é importante destacar que a Secretaria da Segurança Pública se negou a responder à questão central da reportagem: por que, após a construção de presídios, o número de furtos e roubos naquela região aumentou mais que no restante do Estado na última década? A Secretaria da Administração Penitenciária também foi procurada, mas não quis manifestar-se.

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"Lembram-se daquela propaganda: "Carro a álcool, você ainda vai ter um"? E agora, mané?"

ANGELO TONELLI / SÃO PAULO, SOBRE A DISPARADA DOS PREÇOS E O "APAGÃO" DOS COMBUSTÍVEIS

angelotonelli@yahoo.com.br

"E então, o Brasil alcançou ou não a autossuficiência em petróleo? Alguém faltou com a verdade?"

GERALDO C. MEIRELLES / SÃO PAULO, IDEM

gmeirelles@prmurray.com.br

"O que antes era imposto do quinto hoje é mais do que imposto do meio. Tiradentes era feliz

e não sabia..."

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE A DERRAMA

rtwiaschor@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Brasil sofre "apagão" de combustíveis

O aumento no preço do etanol e a falta de gasolina provocam rombo de R$ 18 bilhões na balança

"Não podemos depender tão somente do "pé-quente" do governante de plantão, como aconteceu no governo passado."

JOSÉ SILVA

"Pior que não crescer é ter um crescimento não sustentado, como aconteceu no governo Lula para fins eleitoreiros."

MEIER GINZEL

"Desde o governo Sarney o Brasil não investe em infraestrutura. Ainda bem que o País não exporta etanol."

EMERSON SANTOS

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

PRESENTE DE GREGO

Michel Temer anuncia que o ainda não filiado Gabriel Chalita será candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo. Se o vice-presidente pensou que essa notícia seria um presente de Páscoa para os paulistanos, é bom tirar o cavalinho da chuva, porque o que queremos verdadeiramente é uma séria reforma tributária, política, da previdência e investimentos, sem promessas "a la Pinóquio", em infraestrutura.

Falar de uma provável candidatura para a capital de um ex-secretário da Educação que foi uma negação é desprezar esta sociedade.

O Temer precisa urgentemente melhorar sua agenda Brasil...

Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos

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CHALITA NA PREFEITURA

Michel Temer pode colocar quem quiser para disputar a Prefeitura de São Paulo, pois o PMDB praticamente manda no País. Resta saber se os eleitores de São Paulo vão aceitar Gabriel Chalita, um vira-casaca, para administrar a maior cidade da América Latina, quando já conheceu o fiasco que foi sua atuação como secretário da Educação em São Paulo. A situação caótica dos alunos semianalfabetos que proliferam nos bancos escolares e o estado deplorável dos professores, que continuam esquecidos e sendo tratados como indigentes por seus governantes, recebendo um salário aviltante, é conhecida por todos os paulistanos.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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"EFICIÊNCIA"

Chalita será candidato à Prefeitura de São Paulo? Se o povo paulistano, numa sandice, o eleger e ele dirigir a cidade com a eficiência que mostrou na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que Deus tenha piedade da cidade.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FIDELIDADE PARTIDÁRIA

Interessante, agora o Chalita, ex-PSDB e, pelo jeito, ex-PSB, deverá ser candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB, para substituir Gilberto Kassab, ex-PL, ex-DEM (ex-PFL), que está levando consigo sete vereadores ex-PSDB para o novo PSD. Parece até que fidelidade partidária é apenas um detalhe para ser político na cidade de São Paulo.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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PAGODINHO

O deputado Gabriel Chalita, em pouco tempo de política, já tem um currículo e tanto. Primeiro polêmico secretário da Educação de Alckmin, implantou a progressão continuada e depois se bandeou para o PSB, juntando-se aos críticos da medida, como Dilma. Agora já se bandeia de novo, desta feita para o PMDB, para ser candidato a prefeito. Por suas metamorfoses ele é, sem dúvida, o Zeca Pagodinho da política paulista, embora com ares mais róseos e com muito menos bossa.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

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PREFEITOS PAULISTANOS

A cidade de São Paulo cresceu desordenadamente e sempre enfrentou grandes desafios, entretanto alguns prefeitos, como Prestes Maia, Faria Lima e Olavo Setubal, destacaram-se como excelentes administradores e planejadores e souberam dignificar o cargo com governos equilibrados e totalmente isentos de denúncias e corrupção.

O último artigo do arquiteto Jorge Wilheim publicado no Estado enaltece um dos piores governos da cidade, ocasião em que o autor foi um dos principais secretários. Nessa gestão, foram instituídos Cepacs, outorgas e aumentado o coeficiente de aproveitamento das construções em até quatro vezes a área do terreno, em vários bairros. Medidas essas que foram criadas por técnicos da Secretaria da Fazenda com o único intuito de engordar os cofres do Município e que vieram causar enormes transtornos no caótico trânsito da capital e um maior adensamento construtivo, com a implantação dos grandes conjuntos arquitetônicos comerciais e residenciais que hoje agridem a paisagem urbana.

Assim, a visão urbanística da cidade foi ''esquecida'', priorizando a fúria arrecadatória para tapar buracos orçamentários de uma desastrosa administração.

Sergio Davila s.davila@uol.com.br

São Paulo

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TRABALHO DESUMANO

Gostaria de saber quando nosso glorioso alcaide vai proibir o desumano trabalho dessas moças que ficam com peruca e roupas ridículas balançando placas pelas ruas, indicando apartamentos à venda. Esse ''trabalho'' é desumano e por mais de uma vez, presenciei desmaios. Afinal, a propaganda começa cedo e duvido que essas pessoas sejam devidamente alimentadas, para aguentar a árdua jornada de trabalho. Fora o risco de um atropelamento ou acidente, pois a localização dessas pessoas e suas ''pequenas'' placas muitas vezes atrapalha a visão dos motoristas. Prefeito, faça algo! Ministério Público, que tal despoluir a cidade visualmente e banir essa atividade? Aliás, sugiro multar nosso alcaide e inscrever seu nome no SPC, caso não pague as autuações.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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TRÂNSFUGAS

A saída de alguns vereadores do PSDB veio na hora certa. Pois está na hora de discutimos melhor a questão da fidelidade partidária. Esses vereadores que deixaram o PSDB, na verdade, deveriam é ser expulsos e ter perdido o mandato há muito tempo, porque foram infieis ao partido desde 2008, quando deixaram de apoiar Geraldo Alckmin, do seu partido, para apoiar o Kassab (DEM). O TSE precisa punir esses políticos que não têm ideologia nenhuma e só usam o partido para se elegerem. Inclusive o Kassab deve perder o seu mandato de prefeito, porque tem feito oposição direta dentro do DEM e ainda usa a estrutura do partido para criação do PSD. É um verdadeiro jogo de interesses. Se for assim, é melhor acabar com partidos e cada um fazer a sua política.

Ricardo L. Carmo ricardo@bancalcarmo.com.br

São Paulo

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DIFERENÇA

A diferença entre PSDB e PT é que aquele tem dificuldade para substituir político que deixa o partido e para este, o PT,a qualquer Delúbio Soares serve.

Paulo de Souza Cavalcanti paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

Ribeirão Preto

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VEREADORES TUCANOS

Não adianta criticar a debandada dos vereadores tucanos. Eles é que estão certos, afinal, os ratos são sempre os primeiros a abandonar a nau que está fazendo água.

Laércio Zannini zanix@hotmail.com

Garça

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PROFETA POLÍTICO

O prefeito Kassab, ao fundar o Partido Social Democrático (PSD), parece que teve o dom da previsão, da premonição. Os que se apresentavam como grandes partidos da oposição (PSDB e DEM) estão hoje numa escalada descendente incontrolável. Deputados e vereadores do PSDB estão se transferindo para o novo partido. O DEM se esfacelando e sem direção. Enquanto isso, o PSD começou a atuar nas bases tucanas do interior, buscando-as para si. Os prefeitos de muitas cidades do interior, como Itu, saindo do PV para organizar o PSD na região de Sorocaba.

Políticos com mandatos em Itapetininga, Boituva, Capela do Alto, Tatuí, Mogi das Cruzes, Leme, etc. Enfim, o PSD pretende até o fim do ano ter comissões partidárias em 645 cidades paulistas.

Enquanto tudo isso está acontecendo, os chamados grandes partidos - PSDB, PMDB e DEM - estão se desmoronando por interesse mesquinho...e sem união partidária.

A foto do Estadão de 22/4 (A8) é uma prova insofismável de que Kassab dá de dez nos outros desprestigiados figurões da política brasileira.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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FUGA DO PSDB

Sou eleitora do PSDB e li atentamente Dora Kramer, onde didaticamente nos dá todas as informações sobre essa pataquadice desses nossos políticos que trocaram de partido. Não me interessa o que vai dizer a Justiça, eles não pensam no eleitor. Votei no sr. Natalini, mas por ser do PSDB, portanto, agora quero meu voto de volta. Não votei em ninguém para se aliar ao governo, e sim ao contrário. O sr. Kassab foi eleito por ser DEM e graças à indicação do sr. Serra. Realmente, não tem jeito, eles são amorais demais. Minha revolta é porque no que menos se pensa e o que menos conta é o eleitor.

Cecilia Centurion www.ceciliacenturion.com.br

São Paulo

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MELHOR SEM ELES

Como peessedebista, só tenho a dizer aos vereadores que estão saindo do partido: já vão tarde! Quando assinaram a ficha de filiação ao PSDB, tinham conhecimento das obrigações advindas desse ato. Apoiaram o Kassab por interesse próprio, jamais pensaram no PSDB ou na cidade, são traidores e vão com certeza trair o Kassab também, assim que forem contrariados. O PSDB fica mais forte e melhor sem eles.

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

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AS PREOCUPAÇÕES DE KASSAB

Kassab, depois de tentar agregar, sem sucesso, as iniciais de Juscelino Kubitschek a seu nome, descarta o número 51 para seu partido, com receio de que identifique uma marca de cachaça popular. Esquece-se de que o número expressa, também, a maioria absoluta capaz de guindar um candidato à titularidade de um cargo executivo. Ao invés de suas preocupações numerológicas ou cabalísticas, o prefeito deveria tratar de dar cumprimento às suas promessas de campanha e pelo menos remediar o caos em que está mergulhada nossa cidade de São Paulo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RIMAS E VERSOS

Deram corda pro Kassab

Que não trabalha escondido

De um simples vice de Serra

Hoje é dono de um partido.

Antes de oficializar o partido

Muitos já estão emigrando

Enquanto incha o partido do Kassab

O DEM vai se esvaziando

Vamos ver até aonde vai

A fidelidade ao DEM

Só está faltando o Demóstenes

Ir com Kassab também.

Nossos partidos políticos

São mesmo guerra sem fim

Tomara que na próxima eleição

Arrumem uma boca pra mim.

Trabalhei a vida inteira

Pouco ou nada consegui

Se eu entrar para a política

Meus caminhos vão se abrir.

As frases aqui escritas

Mostram um pouco a realidade

Ser político no Brasil

É encontrar a felicidade.

Carros novos e tanque cheio

Moradias e avião

Ser político no Brasil

É negócio muito bom.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TROCA DE ROUPA

O sucesso inicial da migração de políticos do DEM e até do PSDB para o partido de Kassab não se deve apenas à busca de novos espaços por estes. Mais que isso, significa a tentativa de ruptura com um rótulo de oposição que até agora foi ineficiente. Não sabemos a que veio este novo partido de Kassab, mas até que traz esperança de dias melhores para seus integrantes e até mesmo para alguma parcela do eleitorado. Com as sucessivas brigas internas no DEM, seu mensalão e derrotas recentes nas urnas, a sua imagem ficou tão associada ao fracasso e à corrupção que o seu abandono pela ala mais ''jovem'' até que não surpreende. Mas que os integrantes do PSD saibam que apenas a mudança de roupa de nada adiantará, uma vez que o que interessa ao eleitorado são propostas de políticas inovadoras e eficientes, de resultados. Isso, infelizmente, ainda não demonstrou o sr. Gilberto Kassab na atual gestão da Prefeitura paulistana. Se apenas mudança de nome trouxesse ganho político, o DEM teria sido o maior vencedor nas últimas eleições. Agora é esperar para ver...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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POLÍTICA SÓ DE INTERESSES

O que está ocorrendo em São Paulo - e em Brasília - mostra que os interesses dos políticos por poder e benesses correspondentes se sobrepõem aos dos partidos e eleitores. A ganância por cargos e a pouca possibilidade de obtê-los nos partidos atuais está comandando as migrações de DEM e PSDB para o PSD. Onde há real democracia partidária - e não há "donos" dos partidos a quem todos obedecem (por submissão ou "interesses" ou por medo, como nos países árabes) -, como, frequentemente, na política brasileira? É urgente uma reforma política que limite o número de partidos e vantagens que só os "poderes" autoconcedem-se, à custa dos contribuintes/eleitores, que não têm quem os defenda; nem deles mesmos, pela forma como votam.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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PSDB

Um partido como o PSDB, que possui em seus quadros nomes como Fernando Henrique Cardoso, em nenhuma hipótese deve se deixar abater. Está na hora de ''levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima''. Nunca é tarde para ações ousadas com a finalidade de recuperar o espaço e o terreno perdidos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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LIDERANÇA

A oposição, representada pelo PSDB, está carente de liderança. O PSDB está se autodestruindo com brigas internas entre vereadores de São Paulo, brigas entre aliados de Alckmin, Serra e Aécio, provocando desunião no partido. O DEM foi desmoronado por Gilberto Kassab, junto com Guilherme Afif, que traíram seu partido e o PSDB, fundando o PSD. Tudo o que o PT de Lula podia sonhar na próxima disputa eleitoral municipal: com uma oposição rachada e desnorteada, vai nadar de braçada.

Só os caciques do PSDB não enxergam que a falta de unidade conduzirá o partido à derrota, em qualquer eleição, para o PT comandado pela liderança de Lula, que já é até doutor "honoris causa", título fornecido pela Universidade de Coimbra. Além disso, também se tornou um palestrante famoso.

O PSDB tem uma liderança nata que se chama Fernando Henrique Cardoso, que pecou por não ter se empenhado na eleição de Geraldo Alckmin e na de José Serra, deixando de fazer campanha, enaltecendo as realizações de seu governo, que foram as sementes para o sucesso do governo Lula. São águas passadas. Chegou a hora de o PSDB acordar e ter comando. Assim é que José Serra levantou a ideia, enviando aliados para tentar convencer FHC a ser presidente nacional do PSDB. FHC não pode deixar de atender ao pedido, alegando que vai fazer 80 anos de idade, não querendo mais se envolver nos impasses da política interna partidária. É o interesse do País que está em jogo.

Como homem comum, da base do partido, torço para que FHC aceite o comando do PSDB, encorajando-o com as palavras de Cora Coralina: "Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Nada de palavra negativa. Lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procurar semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça".

Que Deus o ilumine na sua decisão do enfrentamento político, que seja tomada com humildade e sinceridade.

Cleiton Rezende de Almeida cleiton_rezende@uol.com.br

Araraquara

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OPÇÃO PELO ''POVÃO''

Lula sem nenhuma Sorbonne, sem ser sociólogo, somente com sua sensibilidade social, ao fazer sua opção pelo ''povão'', salvou o País da crise de 2008.

Ele deve ter se lembrado muito de um papa recente, que também teria feito opção pelos pobres.

SebastiãoPereira jardins@oadministrador.com.br

São Paulo

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OS PARTIDOS E AS OPÇÕES IDEOLÓGICAS

Até alguns anos atrás PT, PSDB e PMDB possuíam, na verdade, opções ideológicas, lutando todos na direção dos interesses do ''povão'' e da classe média. Na atualidade, todos os partidos políticos lutam pelo poder, de forma exclusiva, relegando os interesses maiores da Nação

a segundo plano. Se necessário, então, usam o povão, a classe média e o que mais for necessário. E a ética e a programação ficam para a posteridade!

Atualmente, podemos, ainda, definir resumidamente duas correntes ideológicas, políticas e econômicas prevalentes no mundo: o ''capitalismo comunista'' e o ''capitalismo democrático''. Integram o bloco do capitalismo comunista China, Venezuela, Bolívia e outros mais. E fazem parte do capitalismo democrático EUA, Brasil, França e outros mais. Nossos partidos, além de tais opções, precisam lançar programas de realizações, de opções filosóficas e de normas éticas. Só assim poderão ser chamados de agremiações partidárias.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ATAQUE AOS DIREITOS HUMANOS NA CIDADE

Parabenizando a presidenta Dilma por incluir direitos humanos no centro da sua política externa, solicito que ela verifique o tema internamente. De fato, há necessidade de assegurar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos seja respeitada na cidade de São Paulo, já que Kassab planeja atacar, ainda neste primeiro semestre, os artigos 17, 23 e 30 dessa Declaração, através da implantação das nefastas Leis 14.917 e 14.918 da Concessão Urbanística e do seu Projeto Nova Luz. Kassab planeja desapropriar imóveis da classe média pagando 5% a 10% do seu valor real, a fim de liberar terrenos com custo baixo para os especuladores imobiliários. Ainda mais, a Prefeitura não reconhece qualquer outro tipo de direito às pessoas da área e não tem previsão de quaisquer indenizações às diversas categorias de pessoas trabalhando ou morando na área. Isso atinge o artigo 17 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Kassab também planeja substituir os trabalhadores atuais desta enorme área comercial por trabalhadores da área de serviços de alta tecnologia (que talvez sejam mais charmosos), isso atinge o artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As Leis da Concessão Urbanística, de Kassab e de Police Neto, ferem o artigo 30 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: ''Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados''. Socorro, presidenta!

Salve os cerca de 100 mil moradores e trabalhadores do Bairro de Santa Ifigênia! Salve todos os paulistanos das novas Concessões Urbanísticas que se seguirão! Obrigada.

Suely Mandelbaum, arquiteta urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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É A CONFIRMAÇÃO

Na quarta-feira (20/4) foi presa a promotora de Justiça Débora Guerner, por envolvimento no esquema de corrupção no mensalão do Distrito Federal, que atuava junto com o ex-procurador-geral, Leonardo Bandarra, na Operação Caixa de Pandora. Seria a ponta de um iceberg dos inúmeros casos de desvios do erário e corrupções em que estão envolvidos políticos conhecidos que nunca são punidos? Quando membros do Judiciário são protagonistas da impunidade, fazem transparecer a conivência e o envolvimento, como no caso da promotora. Será por isso que o mensalão da turma do ex-presidente ainda não foi julgado e ele afirma com tanta convicção que não existiu e que só será decidido em 2050? Não é a confirmação do desrespeito à nossa Constituição?

M, Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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PSIQUIATRIA?

Essa corja que faz parte do ''mensalão'' do DEM do Distrito Federal deve saber que o transtorno bipolar tem tratamento com medicação. Qualquer psiquiatra sabe que a pessoa pode viver bem desde que medicada por um bom médico. Recursos não faltam para esse pessoal amoral que quer se escudar numa doença tratável! Vá mentir para quem quiser acreditar, mas a classe médica sabe bem que se trata de mentira deslavada.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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EVOLUÇÃO

As fotos e os vídeos da prisão de mais um bandido (promotora mensaleira) me fez lembrar uma brincadeira comum na minha infância, chamada quebra-panela, em que uma criança com os olhos vendados tentava acertar com um cabo de vassoura uma panela cheia de balas e doces. Hoje, com a falta de moral que impera na sociedade e o avanço tecnológico, mudou de nome, passou a ser chamada de quebra-máquina, não é praticada por criança e o candidato ao feito, geralmente um corrupto, ganhou um advogado como guia.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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O LENÇO DA VERGONHA

A venda nos olhos da deusa grega Têmis, que simboliza a justiça, significa louvável imparcialidade. O lenço cobrindo o rosto de Deborah Guerner, promotora de Justiça do Distrito Federal acusada de formação de quadrilha, corrupção ativa, quebra de sigilo funcional e fraude processual, no flagrante de sua prisão pela Polícia Federal, significa desabonadora vergonha.

É desanimador e aterrador saber que a criminalidade que grassa no Brasil está cooptando, de forma disseminada, aqueles que deveriam combatê-la.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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GASOLINA NAS BOMBAS

Já não bastasse o etanol, o preço da gasolina subiu demasiadamente nas bombas, sem que o governo autorizasse esse aumento. Só existem duas razões para tal: a incompetência e irresponsabilidade do governo, que subliminarmente fica avisando que elevará os preços, e obviamente a certeza da impunidade por parte daqueles que repassam o combustível para o consumidor final. Falta cadeia para ambos.

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

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ENSINO NO BRASIL

Que coisa feia! Vergonhoso! O Brasil em último lugar num grupo de 36 países ao avaliar o porcentual de graduados na população de 25 a 64 anos. Mesmo que os números se refiram a 2008, quando será que vamos ler uma notícia diferente de todas as que já foram publicadas em termos de ensino? Será que as pessoas não se envergonham de ler uma coisa dessas? País emergente, onde? Como emergir como nível tão baixo de ensino? Olhem as provas nacionais, em todos os níveis. Onde estão os interessados, que não reivindicam melhorias? Não adianta o governo dizer que faz mudanças para melhor e os resultados são sempre os mesmos: PÉSSIMOS! Crescer um ponto ou dois não é crescer. Tem de chegar entre os primeiros. Países em situação pior que o nosso alcançaram notas muito mais altas e muito mais rápido. Pelo visto, parece que não é do interesse da corte que se melhore o ensino no País. Desse jeito, o Brasil vai ser sempre o ''país do futuro''... longínquo! Acorda, povo!

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

Pompeia

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EXPRESSÃO HORROROSA

Mais uma vez pertinente a menção às manifestações racistas no nosso país feitas pelo Verissimo em seu "Teclado silencioso" (21/4). Poucos citam (aliás, lembro-me de ter lido um único jornalista - não me lembro mais quem - este ano) os nossos irmãos do norte como estadunidenses, chamando-os (como também se autodenominam) simplesmente de americanos.

Manifestação colonialista cultural positiva? Negativa?

Mais arrepios me causa ouvir a lembrança de meus ancestrais quando alguém fez mal a outro: judiou! Independentemente do fato de grande parte dos brasileiros ter, ao menos, ''um copinho de sangue judeu'', é necessário nos manifestarmos sempre contrários a mais essa horrorosa expressão idiomática.

Daniel Klotzel dklotzel@uol.com.br

São Paulo

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NELSON MOTTA E AS DOMÉSTICAS

Não assisti à provocativa declaração de Delfim Netto que, ao chamar a empregada doméstica de ''animal em extinção'', deu brecha a que distorcessem suas palavras em nome do ''politicamente correto''. Mas discordo que uma ''secretária do lar'' esteja melhor como diarista, sem registro em CTPS, férias, 13.º... E o que Nelson Motta chama de ''participar das intimidades e fofocas'' eu chamaria de amizade, que pode ser sincera e sem subserviência.

Se poucas empregadas (e diaristas) querem pernoitar no trabalho, é por terem casa e família, pois provavelmente no local de trabalho teriam comida, mais conforto, privacidade, e o melhor de tudo: não dependeriam do transporte público! Acho que a tal empregada ''abusada e humilhada'' é personagem de novela: é só pensar na lei da oferta e procura para concluir que ela não existe! Nem precisa aceitar salário aviltante.

Ainda existem aquelas que se afeiçoam de tal forma à família que se sentem mais felizes vendo TV em seu quartinho do que visitando parentes. Que envelhecem apoiadas, tratadas como tias queridas, um pouco avós quando as crianças de que cuidaram têm seus próprios filhos.

Talvez os costumes variem conforme a cidade, região, mentalidade mais coronelesca, escolaridade ou idade dos patrões. Mas todas as empregadas que conheci (tenho 60 anos) tinham mais esse perfil amigo do que a impessoal ''venda de serviço''.

Acho que ninguém ganha nada fermentando essa animosidade. E sobre o quarto de empregada: os apartamentos estão cada vez menores e há quartos de empregada que parecem armários embutidos, mas acho que mesmo uma diarista se sentirá melhor tendo seu cantinho para trocar de roupa, deixar a bolsa ou alguns bens pessoais.

De novo, ninguém ganha nada quando alguém de alta escolaridade faz um trabalho abaixo de seu potencial: é como se tirasse a oportunidade das pessoas que só sabem fazer aquilo. E no Brasil, infelizmente, ainda há muita gente assim.

Silvia Vasconcellos phisia@terra.com.br

Jundiaí

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