Cartas - 28-11-2010

EXPURGO INFLACIONÁRIO

, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2010 | 00h00

Tomara que caia

S. Exa. o ministro da Fazenda encontrou uma solução para conter a inflação. De há muito ele já definiu a inflação como sendo "do feijãozinho". E por que não, se já tivemos a inflação do chuchu? Portanto, nada mais natural do que expurgar os alimentos e, aproveitando o embalo, os combustíveis do índice de inflação. Não basta, porém, afirmar que em outros países semelhante procedimento já foi usado. Se ele deseja manter alguma coerência, deveria retroagir, de maneira a se ter uma série de índices comparáveis. Caso contrário, seria como se um médico dietista resolvesse comparar o peso de um paciente sempre vestido para, de repente, passar a pesá-lo sem roupa para festejar uma inexistente perda de peso. Continuando nessa linha criativa, poderia idealizar um mix de preços para um novíssimo índice de inflação, o IRC, acompanhando apenas a evolução dos preços de relógios-cuco, ou algum outro bem cujo preço pouco muda, para comemorarmos a queda definitiva da inflação. Na atual galáxia de índices - IPCA, IGPM, IPC, etc. -, esse IRC viria a calhar.

ALEXANDRU SOLOMON

asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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Inflação modelo PT

Então, o ministro Mantega quer excluir do cálculo da inflação todos os alimentos e combustíveis... Grande invenção! No século passado Delfim Netto já usava esse subterfúgio: expurgava do cálculo os preços de mercadorias e serviços sobre os quais o governo não tinha controle. Por que não excluir também do cálculo o preço de remédios, planos de saúde, tarifas de energia e telefone, etc.? A inflação tenderia a zero e todos dormiríamos satisfeitos.

HENRIQUE MASSARELLI

hermassa@uol.com.br

São Paulo

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Sofá da sala

E depois não sabem por que o Brasil é alvo de chacotas no exterior. Lembrei-me daquela piada do marido que ao descobrir que a mulher o traía no sofá da sala tirou-o de lá. Pobre Brasil.

ASCIUDEME JOUBERT

asciudeme@ig.com.br

São Paulo

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NO RIO DE JANEIRO

Guerra civil

Não há como acabar com o tráfico de drogas, pelo simples fato da existência de milhares de consumidores. Desta vez a política de ocupação dos morros no Rio pela polícia está ligada à devolução à população residente no local de seu direito de ir e vir, e não à extinção do tráfico. Embora tardias, essas manobras sempre foram necessárias e terão resultado certamente positivo. Meus votos são de que o Estado se restabeleça, soberano e mais forte, diante dos terroristas do tráfico.

ANTONIO P. DE MOURA CASTRO JR.

arqant@gmail.com

São Paulo

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Forças Armadas

Sentar na frente da TV, hoje, é de deixar qualquer um paralisado! Essa onda de violência no Rio, com certeza, tem deixado apreensivos todos os brasileiros, sejam de onde forem. Parabéns à polícia e à política de segurança do Rio, estava demorando para pôr ordem neste país. Confesso que vibrei ao ver os blindados da Marinha desembarcarem na cidade e penso que já estava mesmo na hora de pôr o Exército nessa guerra, para mostrar a esses marginais quem é que manda aqui.

GLAUBER MENEZES

tottem.imoveis@hotmail.com

Ourinhos

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Esperança

Só se pode elogiar a mudança da política de segurança no Rio de Janeiro, que antes se orgulhava de ocupar as favelas sem dar um tiro e sem prender ninguém. Claro que não funcionou, os bandidos só mudaram de favela e continuaram a ser bandidos. Se a operação continuar com as Forças Armadas dando total contribuição - já que foi dito por um integrante da polícia do Rio, na TV, que sem o auxílio da Marinha eles não teriam entrado na Vila Cruzeiro -, quem sabe estaremos livres dos horrores que esses marginais impõem tanto à Cidade Maravilhosa como a outras. E se o governo federal usar de ações táticas e programas eficientes que dificultem de verdade a entrada de armas e drogas no País, quem sabe teremos as cidades brasileiras, as famílias e a juventude bem menos sujeitas aos traficantes e ao flagelo das drogas. Mas sem ter esse grande propósito nada vai melhorar.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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A verdade

A verdade é que a repressão no Rio de Janeiro só chegou a esse ponto porque estaria em risco, com possibilidade de cancelamento, a Copa do Mundo no País, fonte de muita roubalheira pelos peixes grandes, que, na verdade, não estão nos morros, e sim na administração pública.

ORIVALDO T. DE VASCONCELOS

prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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Tolerância de Brizola

Residi na cidade do Rio de Janeiro de 1975 a 1993, quando tive a oportunidade de acompanhar a deterioração da segurança pública, tendo sofrido cinco assaltos naquele período. E posso afirmar que esse processo passou a se acelerar durante o governo Brizola, época em que a tolerância foi geral, em especial quanto ao tráfico de drogas, o que veio a permitir cada vez mais as ações criminosas na cidade. Com a frouxidão da legislação e sem um combate adequado, a audácia dos criminosos tornou-se cada vez maior, até chegarmos a esta situação quase que incontrolável. É de esperar que esta ofensiva obtenha sucesso e que o povo carioca volte a ter a paz que merece.

PAULO BRAUN

paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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Semente da violência

Para que não se perca a perspectiva histórica: a tomada dos morros do Rio pelo tráfico teve início logo após o contato dos traficantes com militantes terroristas de esquerda em prisões federais na década de 70. O convívio no cárcere proporcionou a aprendizagem de táticas de guerrilha pelo tráfico, que culminou com o estabelecimento de um poder paralelo bem ao molde das esquerdas revolucionárias. Desnecessário listar as atuais celebridades que outrora cerraram fileiras contra o Brasil e que, pelo menos historicamente, deveriam ser responsabilizadas pelo que se lamenta hoje no Rio de Janeiro.

JÚLIO CRUZ LIMA NETO

juliocruzlima@uol.com.br

São Paulo

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"Só pode ser piada...!"

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO / SÃO PAULO, SOBRE A IDEIA DO MINISTRO DA FAZENDA DE RETIRAR OS ALIMENTOS E OS COMBUSTÍVEIS DO CÁLCULO DA INFLAÇÃO

ofacnt@yahoo.com.br

"Já começaram a maquiar a inflação e a desmantelar o Plano Real?"

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, IDEM

luver44@terra.com.br

"Sugiro que o ministro Mantega batize o novo índice de inflação de Me Engana que eu Gosto"

MILTON BULACH / CAMPINAS, IDEM

mbulach@gmail.com

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TEMA DO DIA

Palmeiras pode, hoje, decidir o Brasileirão se o time "entregar" o jogo ao líder Fluminense e o Corinthians perder do Vasco, o Flu será campeão

"Alguém duvida de que o Flu é muito superior a Palmeiras e São Paulo neste Brasileirão? Ademais, o Corinthians, no último domingo, conseguiu só um empate contra o Vitória."

THEUBALDO VACCARI JUNIOR

"O Palmeiras não pode se esquecer de que não prejudicará só o Corinthians, mas também o Cruzeiro e ganhará um inimigo."

RONI RAMOS

"Prefiro o antigo estilo mata-mata. Muito mais emocionante."

ALFREDO JUNIOR

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Inflação

O ministro Mantega quer retirar os alimentos e combustíveis do cálculo do índice de inflação para viabilizar a queda dos juros. Corre, porém, o risco de, em dado momento, os itens remanescentes derem um ''susto'', subindo além do desejado.

Para não correr tal risco, sugiro que o ministro crie um índice ''flexível'', ou seja, antes de publicá-lo retire todos os itens que ficaram acima da meta. A estrutura do índice vai variar mês a mês, mas por isso ele é ''flexível''. Desta forma terá sempre índices palatáveis e ao gosto de todos.

Se isto não funcionar, poderá, em último caso, consultar o presidente Néstor Kirchner através de uma sessão espírita, e ele vai ensinar como ''desidratar'' logo os institutos que calculam, em vez de fazê-lo com os índices. É bem mais prático. O povo no fim se acostuma. Lembram-se dos governos militares, quando esta prática era costumeira?

Pode deixar, ministro, um dia o brasileiro desiste de comer o feijãozinho com arroz e passa a se alimentar de índices, já que os salários reajustados pelo índice ''desidratado'' não vão dar para nada...

Edison Loureiro eddy.loureiro@gmail.com

São Paulo

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MÁGICA

Guido Mantega foi mantido como ministro a pedido do Lula, pelo fato de conhecer bem a manipulação e a mágica que sabe fazer com os números no País. A última dele é querer reduzir a taxa de juros no governo Dilma Rousseff excluindo no cálculo do índice da inflação todos os alimentos e combustíveis. Ou seja, para que estes dois itens não interfiram no nosso bolso, a partir de agora os brasileiros deverão deixar de comer e não andar de carro.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BRINCADEIRA!

Então, Mantega quer esvaziar índice de inflação para baixar taxa de juros. Na mesma linha da brilhante declaração de abril de 2008, em que Mantega culpava a alta da inflação pelo aumento de preço do ''feijãozinho que todo brasileiro come'', vem agora o cidadão apelar para formalismos visando a mascarar a real inflação.

A sua ideia de retirar todos os alimentos e combustíveis do novo índice só pode ser brincadeira. Isso é o que mais pesa no bolso (depois da CPMF/CCS que o governo insiste em retornar) das classes C, D e E , pois afeta o transporte público e o preço da feira.

Excluir os combustíveis, cujo aumento se alastra para toda a economia (frete, transporte, agricultura, etc.) é esquecer que o preço da gasolina e do diesel continua elevado, mesmo após a queda do preço do petróleo e do dólar. Ou seja, é faturar duas vezes: uma pelo lucro da Petrobras e outra pela maquiada na inflação.

Voltaremos a ter índices expurgados, descontando a inflação do chuchu, como na época de Mário Henrique Simonsen.

A prática de índices maquiados de inflação é muito danosa, primeiro, porque cria descrédito nos agentes econômicos, segundo, porque os mesmo agentes econômicos, sem parâmetros reais de mensuração da inflação, tenderão a agir preventivamente, aumentando preços por defesa, o que só virá acelerar mais ainda a inflação futura.

Começa mal o ''novo governo'' e já desconfio que não são apenas três os ''porquinhos'' , visto que já tem mais alguns fazendo ou prometendo lambanças.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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A FARSA

Oi, "cara", você está indo embora e não para de enganar o povo. Você é useiro e vezeiro em manipular índices para diminuir a inflação, novamente com a colaboração do italianinho que dona Dilma vai manter. Será que serão mais quatro anos de enganação?

Hamilton Penalva hpenalva@uol.com.br

São Paulo

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MALANDRAGEM DESCARADA

Nos governos Sarney e Collor vivenciamos os tenebrosos anos de inflação galopante, quando os dirigentes, para saírem bem na fita, mudavam a contagem dos índices de inflação ora tirando o que ficava fora de controle, ora colocando o que não subia nunca de preço. Agindo assim, o desgoverno ficava escondido e continuava a gastar a seu

bel-prazer. Engraçado que o ministro Mantega não é tão novinho assim para não ter vivenciado que tirar alimentação da contagem da inflação não dá visão míope ao povo, porque ele sabe avaliar muito bem quando falta dinheiro para pôr comida na mesa. Acabada a ressaca das eleições, começam as costuras mal feitas para fechar o caixa que foi arrombado para eleger a presidente eleita, Dillma! Tirar alimentos da contagem inflacionária está caracterizada a malandragem descarada do governo que se inicia para apagar a "herança maldita" do desgoverno Lulla que acaba!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EXPURGO

Maldoso, e mais ainda, desumano. Esses os adjetivos para (des)classificar o ministro Mantega, no seu objetivo de esvaziar o índice de inflação, expurgando do cálculo os alimentos e os combustíveis. Aliás, são os itens que influenciam mais fortemente aquele cálculo. Trata-se de uma ação que, dentre muitos outros malefícios, aviltará mais ainda a minguada aposentadoria da Previdência, e reduzindo a credibilidade desse governo prestes a se iniciar.

CELSO A. MONTEIRO DE BARROS ccmontesbar@hotmail.com

São Paulo

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Casuísmo ou bode na sala?

O ministro Guido Mantega quer retirar os preços dos alimentos e dos combustíveis do cálculo do índicede inflação. Em vez de combater a febre, ele quer mudar o termômetro. Significaria também que aqueles itens devem subir a médio e longo prazos para melhorar ainda mais a arrecadação de impostos do governo, mas sem afetar o índice de inflação já tão expurgado?

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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IHME

Para o doente não ter febre, quebra-se o termômetro! Podem torturar os números como quiserem, manipulá-los, distorcê-los, suprimi-los, escondê-los. A realidade do bolso - e da barriga - do povo é que vai dizer o tamanho do engodo que as autoridades cometem nos seus índices. Expurgar alimentos do índice de inflação só alimenta o índice de infração. O novo índice IHME (Índice da Herança Maldita Expurgada), já tentado e, obviamente, abandonado por outros países, vem com a data de validade vencida e é mais uma mentira tentando ser promovida a verdade.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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MAQUIAGEM

A intenção do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de expurgar variações de preços de alimentos e combustíveis remete à nefasta tônica dos governos militares pós-crise do petróleo, além de Argentina, Venezuela e alhures, mascarando elevação de preços como forma primeira de conter a conter a inflação. Membro de um governo irresponsavelmente gastador, quer maquiar índice de preços ignorando o elementar para conter a alta inflacionária: redução do déficit público.

Nelson Gomes Affonseca Jr. nelsonaffonseca@uol.com.br

Cordeirópolis

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URUBUS E CARNIÇA

O ministro Mantega disse que quer expurgar do cálculo da inflação os alimentos e os combustíveis. Já que está com a mão na massa, por que também não isentar de impostosos alimentos e os combustíveis?

Se não todos os impostos, pelo menos alguns. Aí, sim, teríamos alguma vantagem para o povo.

Expurgam-se alimentos e combustíveis do cálculo da inflação. Ela cai e os reajustes salariais caem junto.

Mas a carga de impostos o povo vai continuar pagando, ou seja, com menos dinheiro no bolso, pois vive de salário.

A solução é sempre a mesma. O povo paga. Afinal, quem já dá mais de um terço do salário só para imposto poderá

dar um pouco mais. Mesmo à custa de menos consumo, menos conforto, menos saúde, menos tudo.

Vamos mudar os urubus, mas a carniça continuará a mesma.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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Até quando?

Pois é, o PT continua cumprindo metas. Também, eliminando todos os contras é fácil. Excluir alimentos e combustível do cálculo da inflação é, no mínimo, inescrupuloso. Além de tudo isso, a dívida interna e a externa escondem a real situação. Seremos enganados até quando? Não fique preocupado, não, eles estão reimplantando a CPMF e não farão a correção do Imposto de Renda!

Laert Pinto Barbosa : laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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CUSTO BRASIL

É pilantragem do Mantega. Vai ser a lassidão do governo e dos agentes econômicos dos respectivos setores. A administração da volatilidade deve ser de quem cabe, e não ficar empurrando essa pressão e esse encargo para a população. Sem juros, a pressão sobre a incompetência administrativa vai para a população, que, não tendo como administrá-la, vai ter de expurgar do orçamento familiar. Tirar comida da mesa, combustíveis dos automóveis... Mais que o custo dos juros, o custo maior é o CUSTO BRASIL, que é o que deve ser incluído ao se definir a Selic.

Fernando Makoto Fucamizu fernandofucamizu@hotmail.com

Marília

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Cálculo (?) da inflação

O editorial "Promessas de austeridade" (26/11, A3) relata acertadamente o ínfimo compromisso do ministro Mantega com o "uso criterioso e eficiente do dinheiro público", ao nada fazer para conter o inchaço da folha de salários (aparelhamento). Menciona também que Mantega nunca se opôs às custosas conveniências político-eleitorais do presidente Lula e do PT. Na mesma edição de 26/11 temos à página B1 o ministro Mantega propondo o cálculo da inflação sem considerar as variações de alimentos e combustíveis. Definitivamente os ares do Planalto fazem com que a as pessoas se desconectem da realidade da planície! Para a esmagadora maioria dos brasileiros daqui de baixo, sr. ministro, combustível e alimento representam fração ENORME dos orçamentos familiares e empresariais, e seu expurgo no cálculo da inflação somente desacreditará os índices calculados. Viraremos uma Argentina, que tem inflação real de 30% e oficial de 8% ao ano! Será essa sua intenção, suprimir da sociedade o direito ao conhecimento da inflação real? O quer está por trás dessa proposta pouco ortodoxa? Explique-se, sr. Ministro!

Júlio Cruz Lima Neto juliocruzlima@uol.com.br

São Paulo

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Sugestão ou imposição?

No editorial ''Promessas de seriedade'' faltou ser dito que a permanência do ministro Guido Mantega no Ministério da Fazenda não foi sugerida pelo ''lame duck'' Lula. Na verdade, ela foi imposta pelo presidente cessante. Afinal, essa é a única maneira de acobertar toda a prevaricação que o ''pudê'', que infelizmente continua, insistentemente cometeu!

Quanto à ''babá do PAC'' (sic Estadão), a engenheira Miriam Belchior, ela somente foi aproveitada (no sentido lato do verbo) para o Planejamento porque é melhor que fique afastada - e bem afastada - de Santo André da Borda do Campo... Embora pobre em quadros competentes para o desvelo do qual a função pública não prescinde, o PT tem pessoas mais aptas que ela para o Planejamento. Exemplo? O próprio atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo Silva, que nem ele nem a mãe do PAC sabem, até agora, onde poderá ser convenientemente aproveitado. Um passarinho me contou que o ministro pode ir para o Ministério das Comunicações. E eu pergunto: o que tem que ver Comunicações com Planejamento?

O principal, porque premonitório, foi, é e continuará sendo encaixar a ex-esposa de Celso Daniel em algum lugar de projeção, mas longe do ABCD paulista!

Quanto a mim, somente estou aguardando a hora em que o ''irmão de armas'' (sic ele mesmo) da nova ''presidenta'' botar a boca no trombone.

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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EXPLICAÇÕES

O ministro Mantega explica, explica, mas não está nada clara sua proposta de excluir os preços dos alimentos e combustíveis do cálculo da inflação. Afinal, o aumento destes índices significa ou não pressão inflacionária? Em caso afirmativo, as providências a serem tomadas não serão as mesmas? O ministro deve ser mais convincente para não passar a impressão de estar havendo maquiagem de números visando à redução da taxa de juros.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A "PRESIDENTA" E A CREDIBILIDADE

Inexiste progresso e desenvolvimento em qualquer atividade, pública ou privada, se não houver credibilidade de seus dirigentes. E a "presidenta" eleita precisará transpirar credibilidade para o País, visto que Lula vai-lhe entregar o poder deixando mais de 43 milhões de brasileiros descrentes.

A economia será o espelho de seu mandato, porque não poderá deixar a inflação acelerar nem jogar de lado segurança, saúde e educação públicas. Precisará, então, cortar gastos e até cortar na própria carne do conjunto de apoiadores de seu governo, tendo como objetivo gastar menos do se que arrecada. Não será nada fácil, mas seu esforço estará sendo notado e apreciado. Poderá, então, escolher: ser populista, como seu indicador, ou ser uma mulher ''estadista''. Por certo que o Brasil ganhará muito mais com a escolha da última opção.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro@claretianas.com.br

Rio Claro

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A CULPADA

A culpada de o sr. Lula ter dado certo, brincando de presidente, foi a dona Ruth Cardoso, notável primeira-dama, culta, inteligente, presente e que de fato exerceu o cargo e inventou, de fato, o Bolsa-Família (que tanto Lula e o PT criticaram). Dona

Ruth ajudou a melhorar este nosso Brasil, bem diferente da atual primeira-dama, que, acredito, que o gato tenha lhe comido a língua, pois durante os oito anos de fartura no palácio nunca ouvi dela um mínimo discurso ou uma ação em favor dos menos favorecidos. Ou melhor, teve uma ação direcionada ao botox e aos cortes de cabelo no W.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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SURREALISMO

Há quem diga que o surrealismo na política não existe. Entretanto, na pág. A4 da edição de 26/11 do Estadão, vemos Francisco Dornelles, que comprometeu o texto da Ficha Limpa, de frente para Aloizio Mercadante, o chefe dos aloprados, tendo ao fundo o retrato de Benedita, que recebeu dinheiro roubado por Waldomiro Diniz! Nem Salvador Dali poderia imaginar tanto!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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OPOSIÇÃO RUIM

Quando o governo diz que liquidou a dívida externa e ela é de US$ 200 bilhões; quando diz que a dívida interna está sobe controle e ela éde R$ 1,7 trilhão; quando ia acabar com a seca no Nordeste e ela é a maior dos últimos anos; quando ia diminuir a criminalidade e ela está maior, vide Rio de Janeiro, Pernambuco e outros Estados (vejam saneamento básico no Norte/Nordeste, não melhorou nada), então é muita mentira. Por que o PSDB, oposição, não expôs esses fatos e ficou só falando do aborto na campanha eleitoral? E o povo continua sendo enganado... Assim não dá, assim não dá!

Ricarte Sandoval ricartesandoval@terra.com.br

São Paulo

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REFUNDAR MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

Franklin Martins disse que ''o País precisa de tudo novo nas Comunicações''. Concordo plenamente. Precisa, sim, inclusive de ministro novo. Quem tem de ser refundado é ele.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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BANDIDOS, GOVERNO & CIA.

No Rio de Janeiro o cenário está montado para um espetáculo pirotécnico, numa batalha desigual, onde bandidos matam policiais, mas não podem ser mortos, já que o "clube do Bolinha" dos direitos humanos não permite e os protege. Enquanto o governo fecha os olhos às Farc, o Código Penal continua arcaico e mofado, com pequenas modificações paliativas e enganadoras para não comprometer os poderosos chefões abrigados nos porões palacianos. Enquanto quadrilhas põem em risco vidas humanas no cotidiano, outras quadrilhas nas altas esferas, em surdina, massacram o povo sorridente, desviando tudo - desde a atenção da população para tais fatos até as verbas da saúde e da segurança, matando cidadãos em série por falta de CTIs nos hospitais. Dilma e Marina, então candidatas, debocharam do projeto de Serra de criar o Ministério da Segurança como sendo um "puxadinho" para cabides de emprego, obviamente, menos importante que tantos Ministérios inúteis, e aí está o resultado - sem qualquer suporte e organização -, problema que atravessa décadas e governos, nada sendo feito. Segurança no Brasil é uma utopia "fantasiosa", como saúde e educação, com projetos mirabolantes nunca realizados para engambelar o povo crédulo, enquanto verbas astronômicas se evaporam nas rajadas dos ventos das circunstâncias.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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POR QUE NÃO ESTÁ NO RIO?

Lula, você é o comandante em chefe das Forças Armadas do Brasil, a sua obrigação é estar no local da guerra! Sérgio Cabral, onde está o seu grande camarada numa hora difícil destas?! É, o Lula NAo deve estar sabendo de nada! Lula, por que NAo Cuidas do Brasil?

Cecilia Miklos Dale ceciliamdale@hotmail.com

São Paulo

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MAL PROTEGIDOS

Estamos assistindo nestes dias a uma verdadeira guerra no Rio, porém ficamos pasmos ao ver policiais em verdadeira operação de guerra mal protegidos para uma ação desse tipo, sem capacetes e nada parecidos com os militares na ativa.

Fabio Duarte de Araújo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

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RATOS

Quando começaram as queimas de veículos no Rio de Janeiro, tecnicamente os traficantes adquiriram o status de terroristas e como tal deveriam ser tratados, por agredirem agora a sociedade no atacado, e podemos inferir que assim agem por contarem com a leniência das nossas leis. Já chega de blá blá blá desses nossos políticos pusilânimes, pois já passou da hora de se reformularem as leis contra os crimes neste país. O nosso Código Penal chega a ser psicodélico, com tantas regalias proporcionadas aos criminosos, como as visitas íntimas e saídas em datas comemorativas, algumas de cunho puramente comercial, dentre tantas. Parece-me óbvio que tantas benesses têm o único intuito de não sobrecarregar as prisões mais do que já estão, já que é muito mais vantajoso para os políticos de carreira empregar as verbas públicas em projetos megalomaníacos, ante a realidade do nosso país, como, por exemplo, o trem-bala, do que aplicá-las na construção de presídios. O argumento de que os bandidos devem ter os seus direitos assegurados num regime democrático perde o sentido na medida em que cidadãos inocentes e cumpridores de seus deveres são assassinados, sem mais delongas, por aqueles que não lhes asseguram direito nenhum. Quando o motorista Reginaldo Dias Peixoto resistiu aos terroristas que atacaram e queimaram o seu ônibus, foi sumariamente condenado e baleado com um tiro na cabeça. Se sobreviver, poderá ter graves sequelas e não terá direito jamais a todos os benefícios que daremos aos seus agressores, se algum dia responderem pelo bárbaro crime que cometeram. O presidente da República já deveria, ante a barbárie carioca, ter baixado medidas provisórias e os parlamentares deveriam a toque de caixa transformá-las em leis, acabando com essa festa da bandidagem. Não é admissível que traficantes que se encontram presos comandem de trás das grades esses absurdos. Tem de haver uma legislação que os puna exemplarmente e de imediato, ainda que já sejam hóspedes das nossas cadeias. Também têm razão aqueles que criticam o governo federal por não dotar nossas fronteiras de efetivos federais para impedir a entrada de armas e drogas. Mas, ao assistir pela televisão à debandada dos traficantes da Vila Cruzeiro, perseguidos pelas forças policiais e pelas Forças Armadas, não pude deixar de compará-los à debandada de ratos quando são atacados pela equipes do Centro de Controle de Zoonoses. Foi uma cena triste e deprimente tendo como cenário a Cidade Maravilhosa, pois eram seres humanos transformados pelas drogas e pelos chefões do tráfego em animais.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Polícia do Rio

A pergunta que não quer calar: o que fizeram com os rádios transmissores da polícia do Rio de Janeiro?

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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UPPs

Parabéns aos bravos policiais que põem sua vida em grande risco para resolver um problema social criado por uma população que tem como substrato uma gravíssima falta de valores éticos e morais. Penso que são três os elementos responsáveis por esta violência exacerbada, que só tende a piorar caso o mal não seja extirpado pel raiz. O primeiro é o consumidor que precisa da droga para tentar compensar a falta de atenção e de afeto, que só podem ser dados pela família mais bem estruturada e mais prestigiada pela própria sociedade. O segundo é o traficante que, carente de valores, se deixa levar pela tentação de ganhar dinheiro fácil e não quer ser explorado pelo sistema aburguesado e ávido apenas do prazer material. E o terceiro é uma parcela dos meios de comunicação de massa que não sabe como lidar com este enorme problema e acaba mais atrapalhando do que ajudando na tentativa de sua resolução. Em suma, este eventual apaziguamento compatível com o egoísmo e com a injustiça social exagerados, não radicado na verdadeira dignidade do ser humano, infelizmente, é falso e pouco duradouro.

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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Gênese

O traficante é só um dependente do vício alheio: havendo usuário, haverá traficante.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MACONHA

Marcelo D2 diz que fuma maconha, mas não tem nada que ver com essa guerra (no Rio).

De quem será que ele compra a droga?

Ney S. Monteiro neysmont@gmail.com

São Paulo

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HIPOCRISIA

Absurda a declaração do mÚsico Marcelo D2. Ele diz que fuma maconha e não tem nada que ver com o que acontece no tráfico. Óbvio que é alimentador do tráfico, como todos os usuários de drogas. E quanto a legalizar a maconha, além de não resolver o problema do tráfico - afinal, não é só maconha que existe -, a legalização vai encher de maluco podendo comprar na loja de conveniência a maconha, só que com dinheiro de quem? Eu respondo: de assaltos, que, caso legalizem a maconha, crescerão de forma absurda. E será em qualquer lugar, nem trancado em condomínio ninguém terá paz, a legalização traria a explosão dos assaltos. Marcelinho, que fora, malandro!

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@hotmail.com

Cotia

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USUÁRIOS SUSTENTAM TRAFICANTES

Os graves problemas que penalizam os cariocas há muito tempo - e quase todo o País - devem-se aos usuários de drogas, que muitas vezes roubam a prória familia para se "abastecer". Havendo demanda, haverá quem forneça os "produtos", principalmente se o lucro for alto. Enquanto os usuários não forem punidos com prisão e pesadas

multas, já que a maioria é de classe endinheirada, os problemas continuarão a existir. É ridículo governadores e secretários de Segurança darem entrevistas na TV tentando justificar o injustificável.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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Veículos queimados

Entendo que, no caso dos ataques no Rio, os cidadadãos de bem que perderam seus veículos queimados deveriam ser ressarcidos de imediato pelo ESTADO ou pela UNIÃO.

Ferramenta de trabalho obtida com sacrifícios...!

Paulo Vaz de Lima avacanoeiro@hotmail.com

Limeira

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Contrastes

O Rio de Janeiro tem o empresário mais rico do País e oitavo do mundo, mas apresenta o conflito urbano mais violento do globo.

A interligação de ambos representa que o Brasil é um país injusto e não distribui renda ou o volume de lucros das empresas

para os fins sociais. Apesar das inclusões das classes C e D pelo governo Lula, encontramo-nos muito distantes de um sociedade

equilibrada e sem os efeitos pendulares de enormes concentrações de riqueza, ilhas de excelências e continentes de pobreza

em ponto de ebulição. Acordemos todos para uma solução que pacifique a todos e mostre ao mundo que somos capazes de

exterminar as distâncias entre nossos irmãos.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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O RIO E TODOS NÓS

Daqui é fácil comentar, mas pior é calar! Sylvester Stallone disse há pouco tempo quando esteve no País: ''Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado.'' E ainda comentando o símbolo do Bope: ''Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro. Já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar.'' Estava certo? Muitos não gostaram. O que, na verdade, nos intriga é como tão bem elaborada é a estratégia do crime. Eles se organizam, ousam e conseguem seu intento. E parece que por estarem encarcerados os cérebros desses que comandam as facções criminosas se esmeram de tal forma que assusta; superam qualquer serviço de inteligência. Como falar prisão em "segurança máxima", se de lá conspiram e distribuem as estratégias e as ordens de execução? Quem ou de que forma essas ações são ordenadas e transmitidas? Quem leva e traz? Parece até que os mandantes estão do lado de fora, os de colarinho branco... E será que não? O certo é que hoje é no Rio, amanhã, quem sabe onde. Este é um problema de todos e não podemos quedar-nos à espera do nosso dia. Comecemos por emendar a Constituição, colocando as tropas na rua. Passo seguinte é adoção de políticas públicas competentes e combate austero à corrupção. Sem isso, salve-se quem puder!

J. Hildeberto Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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INTERVENÇÃO

Se perguntar não ofende, o caos reinante no Rio de Janeiro, mais parecendo Gaza ou Bagdá, não seria o caso de intervenção federal?

Maurício Tarandach mautaran@gmail.com.br

São Paulo

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DESCASO E OMISSÃO

Sabem quantas escolas públicas existem no Complexo do Alemão, um lugar com mais de 80 mil pessoas?

Apenas duas. O descaso e omissão do poder público criaram os bandidos de hoje e criam os de amanhã.

Judson Clayton Maciel judson@judsonline.com

Rio de Janeiro

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Solução

Tudo tem solução, até limpar as favelas dos marginais, quando se tem coragem, disposição e perseverança como, parece, decidiu-se no Rio de Janeiro.

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

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Rio ou choro...

O Rio continua lindo... e é a vitrine da derrocada brasileira. Incêndios de automóveis são ficha perto da mortalidade e da violência contra pessoas, crianças, adultos e idosos. Diária e fatal. O carnavalesco governador e o bairrista prefeito carregam tapetes vermelhos para seus patronos, manobram os traficantes no período pré-eleitoral e esquecem o povo logo depois. A barbárie urbana que assola o Rio é mais criminosa que o Iraque sob guerra, o Afeganistão sob guerrilha, já entra para o livro dos recordes da criminalidade assoberbada pela impunidade, tal fosse regra e rotina. Crianças mortas por balas perdidas, mesmo dentro da escola, configuram o ultraje animalesco que tornou o belo Rio em praça de guerra mancomunada com os poderes públicos. Ao invés de cercarem os morros, cortarem água e luz, incendiarem o foco do crime, isolando, sob fome e sede, a tralha da ralé humana que ali habita e domina, os irresponsáveis pela beleza carioca fingem-se de mortos e ainda querem verbas, seja do pré-sal, seja da pré-morte que vigia a rotina ensanguentada sob os braços do Redentor.

Parece que será preciso o mundo intervir, já que a patotazinha conivente e desinteressada parece conviver de bem com o crime oficializado que comanda aquele território nobre, belo e sambista de carreira.

A vitrine brasileira ilustra o produto interno, a promessa de Copas, Olimpíadas e outros chamarizes para assaltos e crimes não devem encontrar guarida no mundo civilizado,

O discurso petista de corrupção esqueceu-se de pagar melhor aos traficantes, quem sabe, poderiam poupar vidas mediante verbas milionárias do PAC, do Congresso e das demais incontáveis falcatruas que o governo sustenta sob as barbas ralas e sujas do Poder Judiciário .

Vergonha, Brasil. Vergonha Rio, outrora belo.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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Filho enjeitado

Enquanto nossos congressistas, legislando em causa própria, discutem seu novo salário e fazem planos para aplicação das verbas liberadas, muitas vezes usadas para projetos fúteis ou sabe-se lá para quê, os verdadeiros heróis da batalha do Rio de Janeiro, policiais e militares, aguardam com ansiedade a aprovação da PEC 300 em segundo turno, rejeitada pelo presidente e pelos governadores, e que traria um mínimo de dignidade à sua remuneração.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA NACIONAL

O problema da guerra civil no Rio de Janeiro deve migrar para outros Estados. Violência e criminalidade são como massa de modelar: a polícia aperta na palma da mão e ela sai por entre os dedos. Assim foi nas favelas, e elas desceram para a cidade. É fruto do descaso dos poderes públicos por muito tempo. Pasmem, a PM até já foi proibida de subir os morros do Rio! A filosofia comunitária das UPPs é um resgate da PM para a sociedade, mas sozinha não vai resolver o grave problema. A origem primeira está no egoísmo de toda a sociedade, no entanto, é necessário iniciar pelas estratégicas raízes culturais, econômicas e sociais. É uma forte mudança no comportamento de todos os governantes e da população. Os lucros pessoais da paz, tranquilidade e harmonia são em benefício de todos. A maior consequência dos desgovernos anteriores se manifestou através do tráfico de drogas e das armas de grosso calibre usados pelos bandidos. Passou a ser um problema de segurança nacional! Onde estão as inertes Forças Armadas, que não cuidam, com todo seu potencial bélico, de nossas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, por onde as drogas e armas entram no Brasil? A solução está nas mãos do todo-poderoso governo federal e todos os seus polpudos meios. Nossas leis também têm de mudar para socorrer o sofrido povo, e não para atender aos anseios pessoais de um pequeno grupo politiqueiro de poder. A quem mais gritar por socorro?

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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DEMOCRACIA, A MAIS PODEROSA ARMA

A conhecida pelos especialistas fragilidade dos redutos dos narcotraficantes nas comunidades tidas como inexpugnáveis, aqui, no Rio, diante do poderio das forças do Estado, como se vê agora, nos remete a uma séria indagação. Por que só agora se resolveu agir contra tal mazela? A resposta só os historiadores daqui a algum tempo poderão dar. Mas o que mais me chama a atenção é a unanimidade da opinião pública ao aplaudir a utilização de aparato policial militar nos eventos. Razão dessa postura uniforme é o pleno exercício do regime democrático entre nós, certamente a arma mais poderosa contra todos os tipos de violência que a humanidade conhece.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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