Cartas - 28/07/2011

ECONOMIA

, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2011 | 00h00

Mais ação e menos papo

À medida que o tempo passa e a mídia vai perdendo o interesse no caso do Ministério dos Transportes, quem volta à cena é o ministro da Fazenda, prometendo simplesmente o impossível: o controle do câmbio. Quanto mais promete medidas para conter a queda do dólar e a consequente valorização do real, mais o dólar cai e o real se valoriza. Ameaças de nada valem e palavras ao vento, muito menos. O que é preciso é ação e decisão, e isso não se vê.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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Perda de tempo

As medidas de Mantega de pouco ou nada adiantarão para conter a valorização do real, pois a razão principal, e que vai permanecer, é a elevadíssima taxa de juros praticada pelo governo. O mundo inteiro manda dinheiro para cá em busca desse lucro fácil, ninguém é bobo. Para baixar os juros não há outra saída senão reduzir os gastos públicos - por exemplo, acabando com esses Ministérios e secretarias inúteis, simples cabides de empregos da base aliada.

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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Péssimo aprendiz

O sr. Guido Mantega, em cada derrapada que dá, demonstra ser um péssimo aprendiz de feiticeiro. É só analisar a história do câmbio na era PT. Ataca os sintomas, mas nunca a verdadeira causa. Nosso gerente do Cassino Circo Brasil deveria estar rezando em casa há muito tempo. Suas atitudes e seus discursos são próprios de uma republiqueta de bananas!

ROBERTO STAVALE

bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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IMPORTAÇÃO DA CHINA

Muy amigos

Quem diria, nossos vizinhos e sócios do Mercosul acobertando a entrada de produtos chineses no Brasil, que passam como fabricados no Uruguai, Paraguai e Argentina, mediante certificado de origem falsificado pelos próprios chineses (23/7, A3). Assim burlam a sobretaxa imposta pelo governo brasileiro aos produtos made in China e as restrições e regras do comércio internacional, ao mesmo tempo que se beneficiam das vantagens inerentes ao Mercosul, como a livre circulação de bens e produtos nos países-membros. Nossa indústria, há muito ameaçada, encontra-se em queda de produção, onerada por pesadas taxas, câmbio baixo e importações mais baratas. A Fiesp, que há muito tempo deveria liderar sérios protestos e se unir às suas congêneres nacionais, perde-se em jantares e discursos utópicos, "nunca antes ouvidos neste país". De positivo citemos a manifestação recente dos sindicalistas, preocupados com a inevitável perda de empregos e de tecnologia ante as perspectivas negativas: a cada três automóveis, só um será feito no Brasil. Sem falarmos na indústria de tecidos, cobertores, calçados, etc., tradição brasileira de mais de um século que se perdeu.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilia@usp.br

São Paulo

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Barreira driblada

Cada vez que o Brasil pensa ser esperto, sobretaxando produtos chineses, os importadores encontram uma saída bem mais barata para continuarem seus empreendimentos. O que deve ser feito, que é reduzir nossa carga tributária a níveis decentes, acabar com a roubalheira em todos os setores e usar nosso dinheiro com decência... Não, isso não interessa.

IRENE SANDKE

irene@frettes.com.br

Curitiba

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Produtos ruins e perigosos

Gostaria de fazer um adendo ao editorial de 23/7 e à reportagem de Iuri Dantas publicada em 20/7 sobre as importações da China por meio de triangulação. O editorial menciona a denúncia de fabricantes nacionais sobre a entrada de produtos como cobertores, armações de óculos e sapatos da China. Sou engenheiro, tenho cerca de 20 anos de experiência no mercado de fixação, incluindo o de anéis de segurança. Pois bem, além desses itens mencionados, está havendo uma importação desenfreada e inconsequente, por parte dos distribuidores, de peças de fixação chinesas de segunda linha, de baixíssima qualidade. Os consumidores erroneamente costumam ter a impressão de que essas importações são benéficas para eles, uma vez que podem adquirir produtos a custo mais baixo, o que aumentaria o seu poder de compra. Porém há um detalhe que não é conhecido publicamente: na China existem os fabricantes de produtos de primeira e os de segunda linha, estes de qualidade comprovadamente ruim. Só que os de primeira linha, quando importados, ao se somarem os custos de impostos, taxas de importação e fretes, acabam chegando ao mercado brasileiro com custo semelhante ao dos fabricados aqui, no Brasil, e de qualidade equivalente. Por causa disso os distribuidores nacionais, para poderem aumentar os seus lucros, inconsequentemente trazem esses produtos de segunda linha. Além dos já conhecidos problemas causados pela importação da China - como ser desfavorável à balança comercial e a destruição de nossa indústria -, ela põe em perigo os usuários de tais produtos, o que, a meu ver, é muito mais grave. Vou dar um exemplo, em linguagem não técnica: um caminhão ou ônibus que passa por manutenção pode receber uma peça dessas num eixo que segura uma roda e, quando estiver numa autoestrada, a roda pode desprender-se do veículo, ocasionando um acidente com dezenas de vítimas de morte. Felizmente, posso atestar que as montadoras de automóveis e veículos em geral no Brasil só usam peças de qualidade comprovada. Mas o problema são as peças de reposição, ou também as submontadoras, que, como se sabe no mercado, eventualmente compram peças dos distribuidores que trazem peças de qualidade comprovadamente ruim. Essa qualidade poderia ser verificada por órgãos como o Inmetro, mas estes, infelizmente, pelo que sei, não fazem nada a respeito. Como engenheiro, considero isso uma temeridade, o que me motiva a fazer esta denúncia.

CLAUDIO MILZ

claudiomilz@uol.com.br

São Paulo

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LUSOFONIA

O português no Brasil

No arrazoado artigo O português no mundo, três anos depois (25/7, A2), os autores conclamam os países lusófonos mais poderosos a contribuírem para a internacionalização da nossa língua. Não posso crer, todavia, que incluam nessa tarefa o Brasil, onde o governo manda ensinar nas suas escolas que os menino pega os peixe.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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"Uga, uga! Tupiniquim está comprando colares de contas, espelhinhos, pentes, etc., com dólar especulativo e barato (sic), que, por sinal, não é nosso"

ULYSSES F. NUNES JUNIOR / SÃO PAULO, SOBRE A NOSSA ECONOMIA

ulyssesfn@terra.com.br

"Pânico! No cassino especulativo global, a bolinha recusa-se a parar antes da roleta"

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), SOBRE O PRAZO MÁXIMO PARA AUMENTO DO TETO DE ENDIVIDAMENTO DOS EUA

ssoliveira@netsite.com.br

"O advogado diz que o seu cliente é provavelmente demente. O restante da humanidade tem certeza!"

VICTOR GERMANO PEREIRA / SÃO PAULO, SOBRE O MATADOR DE OSLO

victorgermano@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Aécio tem planos para Marina em 2014

Ex-senadora receberá título de cidadã honorária de MG e poderia impulsionar candidatura de Aécio

"Resta saber se ela irá aceitar. Será?"

MARÍLIA PINTO

"Acho que o melhor pra ela é voltar para o PT e, então, em 2018, candidatar-se à Presidência."

WILLIAM FREITAS

"Aécio deveria pensar em 2011. Em fazer oposição, como ele prometeu para depois dos primeiros 100 dias. Ao pensar apenas em 2014. Aécio corre o risco de morrer na praia!"

MARA KRAMER

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MINISTÉRIOS NÃO VASSOURADOS

 

 

Sou tão lulófoba quanto malufófoba, um, porque sempre o vi como ele é, e o outro, porque felizmente, há tempos, acordei e pude ver sua verdadeira face. Mas, ao ler a manchete de primeira página do Estadão que diz Maluf aluga prédio para ministério, fui até a matéria para lê-la com cuidado, e o que vi? Que a assessoria do Ministério da Fazenda alegou que "escolheu o prédio por meio de dispensa de licitação depois de uma pesquisa de mercado e análise técnica da equipe de engenharia da casa". Portanto, me desculpem, mas a manchete correta deveria ser Ministério da Fazenda aluga prédio de Maluf. Porque, do jeito que está, fica a impressão de que o jornalista que preparou a matéria, que rendeu uma página inteira do jornal, apenas colaborou para que, usando o nome já comprometido de Maluf, se tentasse levantar uma ventania de areia que fechasse nossos olhos para fatos mais relevantes e que atentam diretamente contra o governo de Dilma e seus ministérios ainda não vassourados... Que tal uma página inteira abrindo para a população leitora aquilo que o Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou... como quando e para onde foram desviados 70% das verbas dos ministérios da Saúde e da Educação?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUE COINCIDÊNCIA!

 

 

O imóvel escolhido e alugado, dentre 57, para abrigar a Procuradoria da Fazenda Nacional em São Paulo, teve caráter técnico. Ao ser divulgado que o imóvel, coincidentemente, pertence a um deputado, o que não é permitido pela Constituição, conclui-se, tecnicamente, que faltou caráter nessa escolha.

 

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PAULO MALUF E POLI-USP

 

 

A propósito de duas matérias da edição de terça-feira (Poli busca doadores e Fazenda paga R$ 1,3 milhão ao ano para empresa de Maluf), na qualidade de cidadão, empresário bem-sucedido e egresso dos bancos da Escola Politécnica, Paulo Maluf daria um belo exemplo se doasse os proventos da locação para essa instituição. Além disso, como legislador, que envidasse esforços para a dissolução dos entraves burocráticos enfrentados pelos doadores privados.

 

 

Milene Del Fiore fiorelline@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ALUGUEL GORDO

 

Receber R$ 1,3 milhão por ano de aluguel sem licitação? Só no Brasil.

 

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ILEGAL E IMORAL

 

É impressão ou a Receita Federal está a descumprir a Constituição? É ilegal e imoral o caso do imóvel do Maluf a serviço de repartição pública.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MÉTODO DE CORRUPÇÃO

 

A faxina "meia-boca" que a presidente Dilma executou no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, teve o sua vassourada mais contundente com a saída, por demissão, de Luiz Antonio Pagot. Mas que ninguém se iluda, porque a faxina que pretendia estender-se por outros ministérios, ficará por aí mesmo. Acontece que um governo que faz o que quer, legislando por medidas provisórias (MP) sob o escudo de uma esmagadora maioria no Congresso, não há de querer executar uma auto-mutilação. As demissões e os afastamentos de gente do Partido Republicano (PR) servem apenas para dar meia resposta a opinião pública, pois a farra continuará, haja visto a exigência da presidente,"substituto para os defenestrados, só ficha-limpa". Nesse governo não será fácil essa seleção. Não é uma sujeira do governo Dilma, mas sim, uma sujeira "herança maldita" deixada pelo seu criador. Muita corrupção surgirá. Poucas cabeças rolarão. Enquanto isso, vamos pagando os nossos pesados impostos ouvindo "Help", dos Beatles.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TREM DA ALEGRIA

 

No Brasil poderíamos formar um trem da alegria sem fim: Pallocci, mensaleiros, aloprados, cuequeiros, Dr. Roger, Lulinha Gates, passaportes diplomáticos, fichas-sujas, a Roriz, o Maluf com bilhões lá fora, o prédio da Justiça do Trabalho em São Paulo, os do DEM, os do PR, os prefeitos das cidades serranas do Rio, o uso dos jatinhos do Eike, os padres que usam aviões da FAB, os gastos para a Copa e Olimpíada, o José Rainha e seus hectares, o MST vendendo terras, a fundação do partido do Nunkassab, o Ibama no Pará e, finalmente, o buraco mais profundo do Brasil, o Ministério dos Transportes. Podemos não ser os maiores em muita coisa, mas em matéria de corrupção somos os melhores, os número um. A cerveja que me desculpe, o Guiness que nos espere. Se Deus é brasileiro, caprichou e foi muito benevolente.

Antonio Jose G.Marques anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FICHA LIMPA

 

Presidente Dilma, ao ler a sua declaração que os indicados para o Ministério dos Transportes devem ter ficha limpa, gostaria de lembrá-la de que essa condição não deveria ser exclusiva do mal falado ministério, mas de todos os demais órgãos públicos. Se a tão desejada "Lei da ficha limpa" acabou não podendo ser aplicada por obra de políticos mal intencionados e de juízes que buscaram aquela vírgula mal colocada em seu texto para invalidá-la, nada mais benfazejo do que a sua aplicação na prática pelo Poder Executivo. O povo brasileiro iria aplaudi-la de pé.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DNIT

 

 

Por muito pouco, mas muito pouco mesmo, qualquer cidadão brasileiro é preso até que se prove sua inocência. Por que não se aplica o mesmo critério para alguns poucos neste país?

 

Carlos Alberto Duarte carlosalberto@ibg.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ABRIGO

Foi demitido o último denunciado do Dnit e segundo seus bajuladores, ovacionado de pé. Durante todo esse tempo a mídia informou que ele fez ameaças veladas , além de seus processos mofarem até evaporar-se nos arquivos de nossa "justiça", não ficarão na chuva porque a eles não faltará abrigo sob um "guarda-chuva" em qualquer área política. Podem apostar.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORRUPÇÃO ANTES E AGORA

 

Boa parte da imprensa agora deu para cobrir de elogios a depuração que a presidente Dilma tem promovido no Ministério dos Transportes. Não que eu desaprove a iniciativa, mas algumas coisas estão um tanto fora do lugar. Vejamos: Dilma não era aquela "gerente" rigorosa e severa que até outro dia tudo sabia e tudo controlava a partir da casa Civil? Não foi esse o peixe que foi vendido aos eleitores? Como é que, enquanto ministra, a implacável mãe do PAC não tomou conhecimento sobre toda aquela roubalheira que se passava naquele e nos demais ministérios? (vide ANP - Agência Nacional de Propina, o último escândalo). Quer dizer então que só agora, seis meses após ter tomado posse, é que ela descobriu tudo? Pra cima de mim, não, cara pálida! Dilma não só sabia de tudo como também compactuou com aqueles próceres do PR ao reconduzi-los em seu governo. Se somente agora ela resolveu agir foi em razão das denúncias na imprensa e da pressão da sociedade - e nada tem a ver com um súbito senso de moralidade dos petralhas. Pau que nasce torto, morre torto! A corrupção está no DNA dessa gente.

 

Rodrigo Borges de Campos Netto rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INVESTIGAÇÃO

 

O Ministério Público Estadual vai investigar a compra do apartamento do ex-ministro Antonio Palocci. O advogado do investigado rechaçou as suspeitas de irregularidades, alegando, na sua defesa, que o negócio foi efetuado diante da mais absoluta licitude, através de uma imobiliária. A alegada transação, só por ter sido feita com a participação de uma imobiliária, não caracteriza a sua licitude, mesmo dentro do parâmetro legal. O que precisa ser investigado é, de um lado, o lucro imobiliário e, de outro lado, de onde provém o dinheiro para a sua aquisição, e se os impostos correspondentes foram recolhidos aos cofres da Receita Federal.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OS DOIS LADOS DA MOEDA

 

Pode ser que até não existam, mas que andam à solta isso elas andam, as bruxas. Como no momento

atual grande parte dos que trabalham no governo da União ou prestam serviços ao próprio são quase que indistintamente taxados de corruptos e ou ladrões do bem público, que tal uma devassa nas contas públicas de governos de oposição (governos estaduais e prefeituras) será que por lá as coisas acontecem como deveria acontecer ou lá também existem mutretas? A bem da verdade e da lisura há que se verificar, ou não?

José Piacsek Netobubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A FORÇA DO POVO

 

Até quando nosso povo continuará sendo "cordeirinho" e dizendo amém a todos os deboches que nos enfiam goela abaixo na nossa vida? Ex.s? Filas em Bancos, em Repartições Públicas, em consultórios médicos, oftalmológicos e afins, filas e mais filas em tudo, aeroportos, estações rodoviárias,etc, serviços caríssimos de telefonia, internet e outros, tudo muito bem pago pelos cidadãos, à vista ou via impostos. Já basta! Acredito que quando todos começarem a realmente exigir seus direitos (e são muitos), tudo terá que melhorar, de nada adianta este que vos escreve além de alguns mais ficarem sempre batendo nessa mesma tecla, porque o que vale e valerá é a força do povo. Tenham todos consciência e certeza de que em serviços privados, pagamos a vista e temos de exigir bons atendimentos e rápidos, serviços públicos, sejam políticos ou servidores de todos os escalões, nós (o povo) somos os patrões e eles (servidores) os nossos empregados!

 

José Antonio Klinke jaklinke@gmail.com

Limeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SUPOSTAS VERDADES JAMAIS APURADAS

 

Há meses, o governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, em auditório para discussão sobre o aborto, começou sua fala perguntando: "Quem é aqui que não teve uma namoradinha que teve de praticar aborto?" Tal espécie de pergunta fica sem resposta, pela inibição natural da plateia. E o orador experiente já sabe de antemão que os que discordariam dele guardarão silêncio. Caberia uma pesquisa sobre a questão capaz de apurar a verdade, já que a pergunta do orador permaneceu sem resposta. Mais recentemente, o ex-presidente Lula afirmou: "oposição é como jogador de futebol no banco (de reservas), que torce para o titular quebrar a perna". No mínimo, os jogadores reservas deveriam ser ouvidos, pois a suposição do conhecido político compromete o caráter de todos eles. Quem tenha um mínimo de solidariedade humana não deseja, para qualquer pessoa, principalmente companheiro de profissão, que sofra tão grave acidente, de que possa resultar não só o impedimento temporário para jogar futebol, mas até a necessidade de uma aposentadoria forçada e prematura por invalidez. A sugestão de pesquisa de tais temas polêmicos vale para os dois casos, assim como para todas as falas análogas de qualquer político ou outros formadores de opinião.

 

 

José Raimundo Gomes da Cruz jrgcruz@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A AMEAÇA DE REQUIÃO

 

O parecer da advocacia do Senado entendeu que não configurou falta de decoro parlamentar a ameaça e agressão física feita pelo senador Roberto Requião, além de ter arrancado um gravador das mãos do repórter e confiscado a fita; num ato de puro autoritarismo ditatorial. O documento, assinado pelos advogados Fernando Cunha e Hugo Souto Kalil e endossado pelo advogado-geral Alberto Cascais, considerou a reação do senador paranaense adequada ao mandato parlamentar. É triste e vergonhoso aos que ainda tem honra e a todo instante presencia atos semelhantes. Se isto não configurou agressão, o que é necessário para tal? Ter que matar? Enfim, a humilhante impunidade imposta pela advocacia do Senado, reflete fielmente sua condição de submissos da vontade de políticos como Requião e outros mais. Como Roberto Requião foi defendido por esses advogados que não tem a liberdade de atuar como um legítimo representante da lei, que tal o Congresso aprovar ao ex-governador paranaense uma condecoração com a "Ordem do Cruzeiro do Sul" e punir o repórter?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESSES SENADORES...

 

A postura do Senado em não considerar falta de decoro a atitude destemperada e agressiva do senador Requião é mais que compreensível. Sabedores que são das atitudes dos senadores, às claras e "às escuras", esta deve ter sido considerada coisa de jardim de infância.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SENADO, HOMENS BRAVOS

 

O neandertalesco Roberto Requião foi agraciado pelo corporativismo de seus pares e ficou até mesmo sem nenhuma advertência por arrancar o microfone de um repórter e ainda ameaçá-lo de violência física. Isso transforma o Senado da República, um sodalício de nossa representação política, em valhacouto de valentões, opressores de quem se encontra a serviço da informação pública. Lamentável.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COITADO

 

Apesar da citação no Twitter que "acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho.

Numa boa vou deletá-lo", os advogados do Senado sugeriram o arquivamento das ações movidas pelo Sindicato dos Jornalistas (DF) contra o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Ao que tudo indica, só faltou aos advogados também mencionarem que o parlamentar é um coitado ou que a citação "já pensou em apanhar, rapaz?" não passou de uma brincadeirinha do pemedebista...

 

Pierre Magalhães pierre.magalhaes@ibest.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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'IMPRENSA, CRIME E CASTIGO'

 

 

Excelente o artigo de Carlos Alberto Di Franco (25/7), Imprensa, crime e castigo. Basicamente ele falou pela enésima vez o que os seus leitores estão carecas de saber, a imprensa é tão importante que precisa ter mais consciência de sua importância na formação e na vida das pessoas. Mas é o que tem que ser dito! E muitos dizem que o jornalista não precisa ter formação específica, basta ter uma boa formação em qualquer área e saber se expressar. Tudo bem, pode ser verdade, mas o jornalista precisa talvez ter mais formação do que propriamente informação em qualquer área em que atue.

Marisa Stucchi stucchisilva@hotmail.com

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CENSURA

 

Se o Estado não consegue o mérito julgado, não podemos ter esperança de que a Justiça se mobilize com respeito ao loteamento político das organizações do estado ( federais, estaduais e municipais). E com respeito ao comportamento dos partidos: seleção de candidatos, propostas de reforma visando ao aperfeiçoamento democrático, etc., não deve haver algum comprometimento dos mesmos?

 

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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'CUSTOS, EMPREGOS E COMPETIÇÃO'

 

Venho comentar o excelente editorial de terça-feira, Custos, empregos e competição. Transcrevo o fim do último parágrafo: "O próprio setor empresarial poderia contribuir muito mais para a formulação de políticas. O novo levantamento da Fiesp estabelece comparações entre custos trabalhistas e contém estimativas úteis para a formulação de planos. Mas faltam a apresentação e a discussão pública de estudos mais detalhados e mais concretos sobre seus impactos - trabalhos com sentido mais prático que as tradicionais tabelas de competitividade. Empresas do agronegócio tem publicado, por exemplo, dados comparativos sobre custos de transportes. As entidades empresariais, no entanto, gastam muito mais esforço para protestar do que para discutir tecnicamente os entraves ao investimento, à produção e a competição. Assim, favorecem o jogo de mudanças de alcance limitado." Vemos que o Estado brasileiro tem avançado muito. São frequentes as notícias, atualmente, de que há mais verbas públicas que projetos de qualidade, ou que o governo gasta menos do que reserva para alcançar suas metas. Por outro lado, vemos que se a economia cresce, a arrecadação segue junto em níveis alarmantes. Se o Estado brasileiro arrecada 36% do PIB, é evidente, sem saber demonstrá-lo nesse momento, que há um limite de crescimento econômico inerente a esse grau de arrecadação. A expressão da sociedade que produz são as empresas. Empresas empregam e dão lucros. Há movimentos políticos que largamente, indiretamente ou não, demonizaram o lucro. Vemos, também, um ambiente político intelectual que muitas vezes é absurdamente reducionista. Nessa vertente, que considero ser da grande maioria, há a esquerda e a direita. A direita é ruim, as empresas são a direita, então a direita aceita ficar calada, como se política estivesse restrita as legendas partidárias. Vamos, então, desestigmatizar e desmistificar as palavras direita e esquerda. Vejamos, por exemplo, que significado elas tem na navegação. Num navio, a frente é definida por proa, a traseira popa. O lado esquerdo do navio, bombordo. O lado direito, estibordo. Por que há essa classificação específica? Olhando da proa para popa, bombordo fica a direita e estibordo a esquerda. No meio de uma tempestade, é preferível que os lados do navio tenham nomes, do que tentar relativizar o ponto de vista de cada observador dentro da embarcação. Para entender se naquele instante ele está se referindo a bombordo ou estibordo. Quem está no bombordo olhando para o lado de dentro do navio, a proa fica a esquerda e a popa à direita; e quem está olhando para o mar, a proa e a popa ficam em posições contrárias ao primeiro indivíduo. Na política, o que é proa, popa, estibordo e bombordo tem de ser melhor entendido. Ainda, o que seria a bússola. O espaço da Opinião Pública é excelente para veiculação dos estudos que o jornal sugere a livre iniciativa fazer. Temos um caso empírico em 2009 de redução de impostos, categorizado como estímulos, que realizou um claro aumento de mercado. Evidenciou à ainda presente demanda reprimida que há em diversos setores, mas, no caso, o automotivo e a linha branca. Tem uma frase que diz: "tudo é permitido exceto o que é expressamente proibido"; para afirmar que no Brasil é o contrário. É permitido fazer tais estudos, há amplos caminhos para objetivos ganha-ganha. O Serra na campanha de 2010 se desdobrou para oferecer propostas que reduzissem os impostos: sobre o saneamento básico, (que afirmava que no governo Lula haviam subido R$2bi/ano), sobre a eletricidade, sobre os combustíveis de transporte coletivo. Faltou a livre iniciativa apresentar suas soluções. Um amigo esteve em Assunção, no Paraguai, no fim dos anos 90 e ficou impressionado como a população daquela capital ainda andava cabisbaixa; oriunda da repressão ditatorial - na observação dele. Aqui a impressão que se tem é que ainda falta a população produtiva levantar a cabeça e olhar para os problemas como parte da solução. Felizmente cresci no ambiente de redemocratização e a impressão que tenho é que quem vem antes disso se sente muito bem com o fato de poder observar fatos alarmantes e externalizar isso. Temos de ir adiante. Temos de observar, criticar e oferecer algo melhor no lugar. Acredito que dentro do governo e da máquina estatal essa atitude é aguardada. A carga tributária no país limita a expansão de mercado. Achata o espaço entre os lucros e a qualidade. Confrontasse com isso a política de expandir as grandes empresas na década passada, a qualidade caiu; quando mais grandes empresas potenciais estão nos espaços de mercado desatendidos pela demanda reprimida. As empresas tem de demonstrar que com a redução de tributos, o mercado aumenta, aumentando, até, a arrecadação, como foi verificado em 2009. Se tudo é permitido exceto o que é expressamente proibido, quando o Estado intervém, sua atitude expressa uma atividade extremamente mais determinante e ágil. Isso melhora, inclusive, o ambiente jurídico. Leva a fiscalização a gesto de inércia e não dum indeterminado processo de implantação de sua causa objeto específica. O Brasil com menos impostos é outro país e melhor. São ganhos muito mais sensíveis que os ajustes do Plano Real. É uma bandeira política que tem o potencial de formar, pela primeira vez, um partido com maioria no Congresso.

Envio, anexo, um estudo que fiz considerando que se a carga tributária abaixa numa proporção que, pelo aumento de mercado, os investimentos cresçam substancialmente mais que o crescimento de arrecadação, aumentando o PIB per capita relacionado ao aumento de salários; contribui decisivamente para o aumento de nosso IDH. O que revelará, positivamente, a cultura como principal fator de avanço e satisfação social. É preciso que tais estudos associem a demonstração matemática a benefícios sociais. Melhorias tangíveis de qualidade. A realidade é complexa e vincula diversos setores. Se os tributos sobre combustíveis abaixam, a demanda pelo produto aumenta, o que pode levar produtores a aumentar os preços do insumo. Tendo por objetivo que a população do país viaje mais por terra no seu espaço territorial e conhecendo a si mesma diminua os efeitos obtusos dos regionalismos - além da redução de preços de produtos e serviços em geral, por ganhos de logística, oriundos da redução de custos de combustíveis - há soluções encadeadas para que o consumidor pessoa física tenha o combustível mais barato na ponta final de consumo. Como o desenvolvimento de linhas de trem para reduzir o uso de caminhões no transporte de produtos. Trens são movidos a eletricidade ou carvão. O país tem optado por termelétricas de combustível fóssil quando há soluções, emitindo menos CO2, mais econômicas para eletricidade e temos a disposição a produção de carvão verde. Não apenas isso, se nossa indústria automotiva passa a fabricar carros de passeio movidos a diesel, o preço do motor a diesel cai, a eficiência do combustível aumenta e o consumo da matéria-prima do combustível diminui. Além dos esforços adicionais, como o carro híbrido como transição que dilua preços de aporte de escala do carro elétrico. Tais estudos sugeridos pelo editorial, portanto, antes de se apresentarem como pressões políticas, são expressões políticas que se contrapõe a complexidade da realidade; não dum governo, e quanto mais isso for articulado, mais ficará evidente como um governo está inserido na realidade, nunca o contrário. O estudo que envio está impreciso, parte de uma renda per capita maior do que tivemos em 2010. Também considera as atuais condições de juros e poupança estáticas no futuro; quando estatísticas são mais aproveitáveis para observar o passado. No entanto, considerando que os atuais fatores econômicos são desfavoráveis, considerá-los contínuos no tempo apenas aumenta o potencial do que o estudo indica. (Envio o estudo sem correção para aproveitar o momento em que o editorial de hoje é publicado; fiz o estudo em maio desse ano.). A Previdência é um problema bastante específico no país, pois ainda temos um quadro de salários maiores no funcionalismo público que nas empresas. A poupança pública para classe C é um excelente caminho para o Estado favorecer o aumento de investimento da população nas empresas, contendo a inflação independente do desempenho dos juros. Aumentando a renda da população, logo, per capita. A Previdência será uma equação mais solúvel, portanto, quando a indústria for maior e seus salários também, e, nisso, uma prática fordista de remuneração. Para tanto, a indústria tem de motivar mais a população a poupar. O padrão imobiliário tem muito a avançar. Há ainda muitos ganhos no setor por valorização de terrenos quando há soluções construtivas mais atraentes à melhoria do padrão de vida social; à frugalidade, sem diminuir o consumo.

 

Fernando Correia fecorreia@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OAB

 

Em relação ao alto índice de reprovação dos alunos de faculdades particulares no exame da ordem, eu acho que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria seguir a solução adotada pelas universidades públicas em relação ao vestibular. Essas universidades descobriram que a causa do alto índice de reprovação dos alunos nas escolas públicas em seus exames era a "excrescência do vestibular que não avalia conhecimentos, etc". Por isso implantaram um programa de cotas e bônus. Hoje, segundo estatísticas das próprias universidades, os alunos beneficiários desse programa estão entre os melhores do corpo discente dessas instituições. Se o exame da ordem é feito nos moldes do vestibular, certamente o mesmo problema está ocorrendo entre os alunos de faculdades privadas em relação a esse exame. Então, por que não se criar um programa de cotas para esses alunos no exame da OAB? Assim, dentre em breve teremos muitos alunos que seriam reprovados entre os melhores advogados.

 

Geraldo Magela da Silva Xavier gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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'LEGEM HABEMUS'

 

Se a OAB abolir o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, aplicado aos bacharéis em Direito, para que os mesmos possam exercer a advocacia, a longo prazo o sistema judiciário brasileiro terá falido.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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STF E O EXAME DA OAB

 

Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é constitucional ou inconstitucional. O Subprocurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já encaminhou o seu parecer ao STF e concluiu que a exigência de aprovação no exame da OAB para o exercício da advocacia é "inconstitucional". O STF deverá decidir, então, e em breve, o referido tema, já que foram protocoladas no tribunal várias ações questionando a obrigatoriedade da prova que avalia se o bacharel de Direito pode ou não exercer a advocacia. O julgamento será realizado no Plenário do STF, uma vez que a Corte entendeu pela repercussão geral do tema. No parecer enviado ao STF, Janot afirmou que o direito à liberdade de profissão é uma garantia fundamental consagrada pela Constituição e pelos principais tratados internacionais sobre direitos humanos. Segundo ele, não existe na Constituição "mandamento explícito ou implícito de que uma profissão liberal, exercida em caráter privado", esteja sujeita a "regime de ingresso por qualquer espécie de concurso público". "O exame de ordem, visto sob esse ângulo, nada mais é do que um teste de qualificação profissional para o exercício da advocacia daqueles que já possuem um diploma atestando esta mesma qualificação." O parecer em comento, vinculado ao Recurso Extraordinário 603.583-6, trouxe reação crítica e áspera dos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil. Em notas divulgadas, Alberto de Paula Machado, presidente interino, e Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da OAB, disseram que ele contém "visão preconceituosa" e "revela desconhecimento acerca da realidade da advocacia". O presidente do Conselho Federal destacou também que o Exame de Ordem é aplicado no país desde 1963 e que, por seu intermédio, a entidade pode atestar à sociedade que o profissional tem aptidão técnica para lidar com bens que são fundamentais à vida das pessoas: a liberdade e o patrimônio. O presidente do Conselho Federal da OAB apontou, ainda, que o estudante de Direito, quando se matricula no curso, não opta em ser advogado, magistrado ou membro do MP: "Não se pode compreender que o simples fato de se matricular em um curso de bacharelado já confere aptidão a qualquer pessoa para ser advogado. O mesmo não ocorre com quem deseja ser magistrado ou membro do MP". Assim sendo, temos agora, em voga no STF, uma das mais brilhantes contendas jurídicas da nossa contemporaneidade, para abrilhantar a ciência acadêmica e brindar a todos aqueles sedentos por teses inovadoras e geniais.

 

 

Roger Spode Brutti roger.brutti@gmail.com

Torres (RS)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESPÍRITO DE BRASILIDADE

 

Quero congratular-me com o Doutor Rodrigo Janot Monteiro de Barros, nobre Subprocurador-Geral da República pela lucidez, discernimento, alto saber jurídico e alto Espírito de Brasilidade, demonstrados em seu Parecer relativo ao RE 603.583 em tramitação no STF, declinando com muita sapiência e coragem, em respeito à Constituição, ao Estado de Direito e aos Direitos Humanos, a inconstitucionalidade do caça-níqueis Exame da OAB, verdadeiro mecanismo de exclusão social , o qual vem gerando, terror, fome desemprego e doenças psicossociais. (bullying social). Como é sabido a privação do emprego é um ataque frontal aos direitos humanos. Vossa Excelência, Doutor Janot, foi muito feliz e humanitário, é merecedor de todas as honras do Estado, inclusive merecedor do Prêmio dos Direitos Humanos, haja vista o alto alcance e relevância social do Parecer em tela. Qualidade de ensino não se alcança com um exame infestados de pegadinhas (parque das enganações), feito para reprovação em massa, extorquindo, tosquiando com altas taxas e jogando ao banimento milhares de Bacharéis em Direito (Advogados), atolados em dívidas em dívidas com o Fies, devidamente qualificados pelo Estado (MEC), aptos para o exercício da advocacia, mas com a melhoria das universidades. Destarte suplico ao Egrégio STF a maior Corte de Justiça do nosso país, guardião da Constituição por expressa delegação do poder constituinte, julgar urgente o RE 603.583. O STF não pode se curvar ou sucumbir aos "jus seperniandi" (esperneios) dos mercenários da OAB; deverá cumprir com zelo, dedicação, pertinácia e denodo e com absoluta independência moral, os elevados objetivos norteadores de sua criação, tem que dar um basta nesse leviatã, (OAB), extirpando esse câncer (Exame da OAB), verdadeiro mecanismo de exclusão social (Bullying Social). Que o Egrégio STF mire-se na celeridade, seriedade, inteligência, honradez e no exemplo humanitário e moralizador do Tribunal Constitucional de Portugal, que num gesto de extrema grandeza, declarou inconstitucional o famigerado Exame de Ordem de Portugal, em respeito à Constituição, ao Estado de Direito e aos Direitos Humanos. Vamos respeitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, notadamente art. XXIII -1 - Toda pessoa tem o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, (...) e à proteção contra o desemprego. Afinal a função primordial dos Direitos Humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades, do autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder.

 

 

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PSD

 

Pelo que se deduz do noticiário, o PSD, partido que está sendo criado pelo prefeito Gilberto Kassab, está falsificando assinaturas dos filiados para atingir o número regulamentar para poder ser registrado. Desculpem, mas que confiança pode ter o povo brasileiro num partido que está nascendo sob o signo da corrupção? Chega de partidos, precisamos sim é de políticos decentes que cuidem dos interesses do povo e não de seus interesses pessoais e eleitoreiros. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao registrar o PSD, deve exigir o reconhecimento da firma de todos os signatários. Só assim, nós, os eleitores estaremos seguros de que a fraude iniciada não se consumou.

Atenciosamente

Luís Coqueville coqueville@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SERVIÇO FUNERÁRIO

 

Do jeito que a coisa anda, é bom Kassab preservar o Serviço Funerário do Município, só assim ele terá um enterro digno, pois politicamente morreu , só falta enterrar. E não venha alegar desconhecimento dessa morte, pois basta olhar a cidade.

 

Jose Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MILAGRES

 

Gilberto Kassab é tão "milagreiro" que consegue "ressuscitar" os mortos, para obter apoio e assinaturas para criação de seu partido o PSD.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VIOLÊNCIA NO BRASIL

 

Quando meu filho completou 16 anos (há seis anos atrás) demonstrou interesse em seguir a minha profissão: advogado. Imediatamente, da maneira mais inteligente possível, demonstrei que ele deveria optar por uma profissão que pudesse ser exercida em qualquer parte do mundo, vez que o profissional da Ciência Jurídica, quase em sua totalidade, só pode trabalhar no Brasil, mormente devido a legislação própria do nosso país. Ele resolveu estudar Ciência da Computação, 06 anos de Inglês (com pós-graduação) e agora, também, com pós-graduação em TI (Tecnologia em Informática). Durante todo esse período tenho carinhosamente demonstrado para ele a inviabilidade de continuar trabalhando e morando no Brasil, onde os direitos básicos do ser humano não são respeitados. Sem falar na infinita incompetência do homem público brasileiro, ou seja, daqueles que ocupam os milhares cargos públicos, temos o mais grave que é a violência desenfreada, que a cada dia aumenta, ceifando vidas de pessoas normais, que estudam, trabalham e querem viver, sem direito a isso. Aqui no Estado da Bahia, na semana passada (sem mencionar os inúmeros outros casos de violência) tivemos um instrumentista (baterista da Banda Estaka Zero) ferido com um tiro na cabeça (saidinha bancária), ainda internado em estado grave; ontem uma advogada de 27 anos, dirigindo-se às 16h para um curso preparatório para concurso público, também, numa tentativa de assalto, recebeu um tiro na cabeça num engarrafamento de trânsito em Salvador, numa das principais vias da Cidade. Assisto aos noticiários do Brasil inteiro, chegando a conclusão que a violência se transformou numa epidemia, resultando numa mutação entre os seres que vivem no nosso país. Por isso, senhores pais, com o coração partido, oriento no sentido de preparar seus filhos para irem embora deste país, pois a cada dia estamos perdendo a guerra contra a violência, fruto de falta de educação básica, até mesmo para compor uma célula familiar, alicerce de qualquer sociedade que se preze; Estado composto de famílias sem qualquer alicerce básico é um Estado a deriva. Reconheço que em outros países existem problemas de violência; mas, no mundo ainda existem inúmeros lugares aonde um ser humano educado, que estudou e se preparou possa viver com sua família. Não entendam minha opinião como covardia; não podemos aceitar é a perda de um filho ou qualquer outro jovem, que foi criado com muito carinho e investimento financeiro, ser morto num semáforo em plena luz do dia. Se é covardia proteger meu filho, dessa insana insegurança, ótimo, eu sou o maior covarde do Brasil. Prefiro sentir saudade do meu filho sabendo que ele vive com sua família num lugar digno para o ser humano, do que debaixo de sete palmos de terra...

 

 

Jorge Sampaio atendimento@novaenova.adv.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SEGURANÇA DE UNS E DE OUTROS

Nas guerras, os reis iam à frente de seus exércitos, lutando ao lado de seus homens. Bem diferente ocorre em nossas democracias de mentirinha, onde também vivemos uma guerra civil, mas nossos mandatários desfilam em carros blindados, ladeados por seguranças mil, em seus palacetes e nas ruas, enquanto a população está sendo trucidada, dia e noite, desprotegida por policiais corruptos que fazem vista grossa aos traficantes e demais bandidos. E toda vez que o Governador Alckmin está no poder, parece a mesma coisa: os crimes aumentam. Na Av. Giovanni Gronchi , tem havido arrastões quase todos os dias. Governador, acorde! A população paulistana está presa em suas casas, acuada, vivendo como pode e rezando dia e noite para chegar viva em casa. Enquanto o PCC e os demais corruptos que tiram o sossego do trabalhador estão nas ruas, pintando e bordando. Até quando? Será que ainda poderemos levar uma vida normal, caminhar nas ruas e praças, ou mesmo nos shoppings em segurança, andar em carros que não sejam blindados, fenômeno específico de cidades como Beirute?"

Mônica Abate Guglielmi nicabate@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O FUTURO HOJE

O cenário saudosista impresso por Arnaldo Jabor na sua crônica que relata uma América prestes a cometer suicídio pela mão do governo americano revela uma consciência de um tempo de ingenuidade e beleza na década de 60. Pelo menos é o que sinto quando leio este texto, porque não vivi esta época, mas mesmo assim me sinto credenciado a refletir sobre "passado, presente e futuro".

O passado é a morte, porque faz parte do grupo das coisas que não voltam mais, da ausência. O presente é carregado de expectativa sobre o futuro, que também está ausente, portanto o que realmente importa é o caminho que trilhamos hoje e que ele seja bom para o indivíduo. O país deve ser uma organização que visa exclusivamente o bem estar e felicidade do seu povo, que o compõe. A inserção do país no mundo com um equilíbrio global que buscamos nas décadas de oitenta e noventa deve ser o mesmo equilíbrio que devemos buscar hoje, com aliança dos que pensem da mesma maneira e que não deve ter espaço para o crescimento incontrolável, pois ele é irresponsável. Que crescimento é esse? Cresce de tamanho, volume de números, porque hoje negociamos na bolsa de valores apenas números lastreados por uma ideia. A ideia de que a empresa que produz seus produtos produzirá também mais números. A ideia de que teremos mais números com ela. Crescem o poder e os problemas. Vivemos um tempo em que não querer crescer os números é uma heresia. E herege também é quem tem boas lembranças das buscas do passado, seja ele da década de sessenta, setenta ou oitenta. Defendo a formação da Liga dos povos que não querem crescer os números, pois será consciente que o importante é o equilíbrio e não quantos números eu tenho. Uma liga dos povos que crescem em profundidade de conhecimento e consciência e tem como principal objetivo o prazer. O prazer de entender o mundo e o homem. De reaprender a viver no meio do manicômio social instalado neste planeta. Como se em algum momento pudéssemos deixar isso tudo explodir e nos mudarmos para outro planeta e recomeçar! Pensar sobre o passado, presente e futuro é o mesmo que falar sobre o tempo. E neste momento estou perdendo tempo sob os olhos dos robôs pré-programados pela filosofia capitalista que compramos dos Americanos por décadas. Vivemos um tempo em que ter conhecimento e se interessar pelas questões do homem é loucura, porque não dá dinheiro, ou melhor, não dá número. Tenho lembranças do início da década de oitenta que na escola, ainda criança marchávamos gritando "oposição". Para ninguém, mas ali havia o sentimento do desejo de mudança em busca de um futuro, ou melhor, de um passado roubado pela repressão vivida pelos nossos pais. Passei os primeiros onze anos da minha vida ouvindo que eu não saísse de casa sem documento e que deveria ter cuidado com a polícia. Era o final de uma época. Se tenho lembranças saudosas desta época, imagino como deve ser inquietante viver neste manicômio social tendo vivido a década de sessenta em Ipanema. As fotos da época falam por si. Elas somente expressam o romantismo. E os olhos dos protagonistas da época anunciam uma guerra pelo prazer de viver. E agora? O prazer está liberado! Precisamos de um motivo mais nobre que sair de casa todos os dias para ganhar números. Precisamos de coragem para desviar o curso do país antes que vivamos aqui os problemas vividos hoje por Americanos. É uma questão de tempo. O futuro acontece hoje. E sem querer descobri que tenho saudades de 60, sem ter estado lá.

 

Klaus Pereira klaus.ps@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ATENTADO NA NORUEGA

O caso do atentado ocorrido na Noruega onde 76 pessoas foram mortas me faz imaginar o que aconteceria se o mesmo atentado tivesse ocorrido no Brasil. O jovem Anders Behring envolvido no caso certamente contrataria um advogado experiente que apelaria com infindáveis recursos jurídicos prorrogando o julgamento final por muitos e muitos anos até quase ao esquecimento pela população. Sempre é bom lembrar a afirmação de alguns sociólogos e juristas: o pilar mestre de toda a sociedade é a justiça e quando ela é burocrática, lenta e cai na descrença popular como no Brasil, não dá para se pensar em mais nada. A justiça brasileira é desanimadora infelizmente.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUEBRA DE PROTOCOLO

 

A tragédia ocorrida na Noruega quebrou todos os protocolos peculiares que envolvem o terrorismo mundial. O ditado popular de que "o inimigo mora ao lado", infelizmente, ocorreu neste fatídico e triste episódio em terras escandinavas.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRAXE

 

A primeira providência de praxe que as TVs tomaram quando um maluco estourou uma bomba e depois matou mais de 70 a tiros na Noruega foi atribuir o atentado a terroristas islâmicos, inventando que grupos haviam reivindicado a autoria. Após sua prisão, ficou comprovado que o assassino tem aversão a muçulmano e é cristão de extrema direita. Ou seja, não tem nada a ver com o povo árabe. Só que não vi um canal voltar atrás e reconhecer o erro.

 

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BARBÁRIE OU CIVILIZAÇÃO

 

A inusitada reação da população da Noruega contra a barbárie fundamentalista do terrorismo político-religioso, usando flores é emblemática. Prova que o processo civilizatório da humanidade mesmo com a patológica ação de uma minoria, poder ter futuro. Resta-nos agora agir no mesmo sentido da culta população nórdica, sem no entanto deixar de exigir que os governos de todos os países tomem medidas acautelatórias no sentido de barrar que esses criminosos possam agir, para que tenhamos a tão sonhada paz que tanto sonhamos.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ANÁLISE PSIQUIÁTRICA DO ATIRADOR DA NORUEGA

 

 

Anders Behrings, o norueguês que atirou e matou quase 80 pessoas em Oslo, 32 anos, tem um altíssimo nível de inteligência, tendo inclusive ganhado seu primeiro milhão aos 23 anos de idade. Ao contrário do que diz a mídia, não tem absolutamente nada de esquizofrênico ou de "psicopata" ( portador de transtorno de personalidade antissocial ). Também não tem depressão . É, portanto, um indivíduo normal ? Todas suas cognições têm aspectos que podem ser compreendidos ( não justificados, mas compreendidos logicamente ). Por exemplo, diz que os muçulmanos, que se reproduzem muito, logo "mandarão" na Europa ; isto pode ser um fato na medida em que o crescimento demográfico dos europeus brancos é, hoje, negativo ( a população diminui ). Outro exemplo : os esquerdistas atrapalham o desenvolvimento do capitalismo, de quem quer produzir muito. Em relação ao Brasil diz que nossa sociedade é de "segundo mundo", corrupta, disfuncional, ineficiente, amoral, permissiva ( alguém contesta isto ? ). Portanto, seu problema mental não está na lógica de seu raciocínio, pois milhões de pessoas na Europa pensam como ele. Inclusive, hoje em dia, o partido de extrema - direita, ao qual Anders era ligado, é a segunda maior força política na Noruega. O problema está na força do ódio de Anders, uma força que, esta sim, é patológica. Tem, portanto, uma "psicose passional", um excesso de paixão, de obsessão, do tipo conhecida como transtorno de personalidade fanática - subtipo regicida ( regicida significa , literalmente, "aquele que quer matar o rei", e, em psiquiatria, indica aqueles que querem destruir as autoridades ou o modelo político vigente ). Este "excesso" de ódio, paixão, obsessão, pode ser produzido por três fatores : 1/ por um temperamento geneticamente formado. 2/ por um transtorno afetivo bipolar. 3/ por uma lesão cerebral. Como não conhecemos o caso clinicamente, fica difícil julgar isto do ponto de vista médico, mas, dada sua inteligência, riqueza, capacidade de trabalho, planejamento, articulação, não parece um lesionado cerebral ou um descontrolado bipolar. Parece, isto sim, alguém com um temperamento patologicamente alterado para o lado do fanatismo, passional, obsessivo, com uma enorme vontade de controle, vontade que é proporcional à sua inteligência, sua capacidade de trabalho, enfim, proporcional à energia de seu ego, que é enorme. Esta energia não aceita submissão a socialistas, esquerdistas, submissão à minoria ignara, seja ela "menos inteligente", menos organizada, menos produtiva, seja ela de uma "raça inferior", uma "raça miscigenada", etc.

 

 

Marcelo Caixeta é médico, pós-graduado em psiquiatria pela Universidade de Paris XI psiquiatriaemvideo.org

Goiânia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A LOUCURA EM OSLO

 

A diferença entre o terrorismo islâmico que se assimila ao um projeto coletivo é muito diferente do gesto individual de uma pessoa. O homicida norueguês lembra a paranoia de personagem como Landrú o Jack o esquartejador. O gesto atroz mostra que o mal está sempre latente e pode mostrar sua virulência em qualquer inesperado momento e revela nossa convivência cotidiana com a loucura e a violência que estão sempre na espreita. A morte de tantas pessoas na Noruega coloca em evidencia a infinita banalidade e idiotia do mal. È evidente que o mal não nasce somente nas sociedades atrasadas mas prolifera também em sociedades abertas e civis consideradas modelos de democracia. Quando tudo é possível, como dizia Dostoievski o mundo se torna horrível.

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CARTA

 

 

É de arrepiar a carta do lunático de Oslo que faz referência ao Brasil por doze vezes, nosso multiculturalismo e diversidade de raças é um dos meus maiores fontes de orgulho em ser brasileiro, e não vergonha, só faltou a ele mencionar o "amigo" do ataque a Realengo. Torço para que este rapaz ser punido exemplarmente pela justiça norueguesa somente assim as famílias terão parte da sua dor reduzida e ele não fará mais mal a ninguém.

 

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A PERVERSA SEMENTE PLANTADA NO EXTREMO NORTE

 

E não é que logo um Noruegues foi mostrar para o mundo o real significado do terror, da ignorância, do retrocesso, da derrubada das instituições, do extremismo, da megalomania, e não satisfeito planta uma perversa semente com contornos nazistas. Prefiro a paz e o amor a tudo mas honestamente o mundo estava mais seguro só com o Bin Laden e os extremistas muçulmanos. E agora que o inimigo também tem olhos azuis? Nos últimos 50 anos pudemos testemunhar milhares de atrocidades sempre sob uma bandeira ideológica em vários países do mundo. O grupo "17 de Novembro",Grécia . 94 mortos em 1973 e última ação foi envio de carta-bomba(mal-sucedido) para JPMorgan em resposta a crise econômica grega. organização anti-americana/imperialista; O grupo "Emirados do Cáucaso"-,Chechênia. Aproximadamente 200 mortes- O chefão Doku Umarov é tipo como Bin Laden Russo e lutam pela independência da Chechênia; O grupo "Front de libertação Nacional de Moro"-Filipinas - 699 mortes luta pela independência do sul das Filipinas. O seu líder prega o dialogo com o governo mas os sub-grupos continuam em sua "política de terror"; O grupo "Jemaah islamiyah" - Indonésia/Bali e Cingapura- 319 mortes. Luta por um Estado Islâmico independente; O grupo "Lashkar-e-Taiba"- índia e Paquistão- cerca de 1000 membros infiltrados em ONGS Britânicas ajudaram a desviar + de 5.000.000,00 de Libras pra treinar o grupo que prega a instauração de uma república islâmica na região da Caxemira; O grupo "Hamas" - Palestina- aprox. 1000 mortes- Luta por um Estado Palestino em Israel. O Brasil não o considera terrorista e eles tem partido, entidade filantrópica e atuação efetiva na política palestina; O Grupo "Tigres da Libertação de Eelan"- Sri Lanka - 981 mortes- .luta pela separação do Norte e Leste do país respectivamente hinduístas e muçulmanos; O grupo "Ansar al islan". Iraque. aprox. 2500 mortes- 300 ex-soldados iraquianos formaram o grupo em meados dos anos 80 para lutar contar o suposto imperialismo americano; O grupo Talibã- Afeganistão e Paquistão- 3500 mortes- movimento fundamentalista islâmico nacionalista . Tem concentrado ataques nos alvos americanos pontuais no Paquistão e Afeganistão; O grupo "Al-quaeda"- em todo o mundo- 5161 mortes- grupo de Osama Bin Laden responsável pelo atentado às torres gêmeas.Hoje o regime esta enfraquecido em sua legitimidade porque inumeros países islamicos e mistos estão promovendo reformas sob o manto da opinião publica e sob a pressão de protestos... ou seja o povo esta realizando as reformas e não a Al-qaeda e com ajuda das redes sociais; O terrorista Anders Behnring Breivik,Noruega- declara ter dúvidas da existência de Deus e orgulho de sua herança Viking. O extremista de Direita é contra o multicultaralismo, plagiador(seu manifesto contem trechos integrais de Ted Kaczynski conhecido pela alcunha de"Unabomber") anti-isla e aparentemente antiqualquer cultura que não seja a dele, prega a"pureza racial" como obtusa variável para se obter um Estado forte. saldo de mortes:91 . É claro que a história do homem moderno e das revoluções, que instauraram a democracia em vários países nos últimos 100 anos( o Brasil esta neste pacote) através de luta armada "convencionou" que mudanças sociais só ocorrem com revolução sangrenta. È importante ver cada um em seu contexto geopolítico mas a intenção de libertação de opressão física, política social e psicológica é sempre legítima e faz parte da evolução social. Mas neste último caso temos a revelação de um novo tipo de inimigo público, potencialmente mais nocivo que qualquer terrorista islâmico, porque tem olhos azuis. A semente do terror plantada por um ocidental do extremo norte evidencia que o movimento extremista de direita é preocupante porque além ativo pode inspirar seguidores em todo ocidente e estimular os ja formados e futuros grupos em sua barbárie. Em 1993 Samuel P. Huntington escreveu o brilhante artigo intitulado"choque de civilizações" e ele discorre sobre a teoria de que os fatores culturais e religiosos serão a principal fonte de conflito e guerra na civilização pós-Guerra Fria. Minha hipótese é que a fonte fundamental de conflitos neste mundo novo não será principalmente ideológica ou econômica. As grandes divisões entre a humanidade e a fonte dominante de conflitos será cultural. Os Estados-Nações continuarão a ser os atores mais poderosos no cenário mundial, mas os principais conflitos da política global ocorrerão entre países e grupos de diferentes civilizações. O choque de civilizações dominará a política global. As falhas geológicas entre civilizações serão as frentes de combate do futuro."Samuel P. Huntington. E ele acertou. O mundo ainda não conseguiu criar um modo ou uma solução porque justamente o inimigo esta ao nosso lado é um civil e não é possível saber o que ele pensa, portanto a delicadeza deste momento para todos os povos do mundo é imensa e se faz urgente o estabelecimento de diálogos e novos conceitos de atuação internacional e de direção estatal. As políticas de imigração, ao contrário do que a crise econômica condiciona, devem ser estimuladas e legitimadas com campanhas de esclarecimentos e a Onu deveria liderar esta campanha. A liberdade de expressão e religião deve ser respeitada e estimulada e aprendida nas escolas, a França proibir o uso da burca por exemplo é segregação religiosa e pode ser encarada provocação. E poderíamos levantar inúmeras ações pontuais que contribuiriam para um novo eixo e foco nas relações internacionais e a busca da paz no mundo. Mas o mais importante é mudar o paradigma onde todos os Estados estão preocupados(legitimamente) com sua sobrevivência num universo anárquico fundamentado na teoria Realista, mas com novas variáveis porque estão sediados num mundo em grave crise ambiental e escassos recursos naturais para uma sociedade multicultural, livre e focada na sobrevivência do homem, porque não adiantará Estado forte quando não houver mais seres-humanos.

 

 

Henrique Cahref cahref@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ITAQUERÃO

 

Há alguns dias atrás, o Sr. Juliano Nóbrega - Coordenador de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, informou através deste Fórum - Estadão, que não se trata de uma doação de R$ 70 milhões do erário publico estadual ao Itaquerão, mas sim "ajuda em custear uma estrutura provisória para 20 mil assentos e assim viabilizar o jogo inaugural da Copa". Ainda nas palavras dele, "nenhum parafuso da estrutura será doado ao Corinthians". Por mais que a imaginação logre em arquitetar sem suprimir a razão, e ainda a mercê de circunstâncias impensadas, é essa a posição oficial do governo. Tal explicação é um acinte à inteligência. A expectativa dos contribuintes é de uma gestão proba aos recursos arrecadados, e não é o caso. Se não são benfeitorias na propriedade de outrem, e que já será construída em terreno público, a ação visa possibilitar maior arrecadação aos cofres e interesses da Fifa e que será a maior beneficiada em todo evento. Cada assento doado custará R$ 3.500,00, o que equivale a um sofá de couro perfazendo R$ 70 milhões, sem considerar outras instalações e necessidades como banheiros adicionais para os 20 mil expectadores extras. Pelo valor total a se doar e ainda estimado, a cidade de São Paulo poderia receber mais um viaduto com estrutura estaiada com mais de 300 metros tal qual o que se entregará sobre a marginal Tietê nos próximos dias pelo próprio Governo, e que sempre na vã gloria do seu populismo, propagandeia que a obra auxiliará na circulação urbana em uma região onde transitam mais de um milhão de veículos por dia. O executivo paulista defende o "provisório", e sem retorno direto ao erário em valor equivalente a uma obra "definitiva" que legaria bem estar a milhões de pessoas; pergunta-se qual o prodígio que iremos testemunhar no 'day after' da Copa? O que além do famigerado cacoete nacional: -"defraudar, mas faz"? Isto já é esperado e sem novidades, pois já está e continuará nas manchetes diariamente. Agora se for de que a imbecilização é um vírus que atingiu a todos, certamente estão enganados. Nem todos se abatem na imbecilidade e sabem quão difícil é melhorar nossa condição material pela ação de bons e probos gestores públicos, tal qual é fácil arruiná-la através de políticos com suas politicas medíocres e demagógicas e que nada distam da corrupção.

 

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ABSURDO DA COPA

 

 

Alguém já parou para calcular o custo de cada assento no estádio que vamos patrocinar : R$ 17.083,00 (R$ 820.000.000,00 por 48.000 lugares). Basicamente o custo de umas 2 casas populares, ou seja poderiam ser construídas umas 100.000 casas populares. E o povão vibrando!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESTRUTURA PROVISÓRIA

 

Sr. Juliano Nóbrega, o senhor deve estar imaginando que somos todos idiotas, não é mesmo? Que justificativa mais pobre a sua no Forum dos Leitores sobre o Itaquerão. Ora a verdade é que Geraldo Alckmin(em quem votei sempre) capitulou a política rasteira do petismo, comparecendo a uma cerimônia particular, apoiando um prefeito desprestigiado e gastando dinheiro público sem consultar o contribuinte. E essa que irão desmontar as estruturas só imbecil acredita nisso, pois vão levar prá onde essa sucata?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O PUXADINHO ELEGANTE

 

As obras adaptadas para que possamos assistir aqui no Brasil a Copa de Futebol de 2014, continuam a todo vapor. Agora o governo do Estado vai bancar a ampliação do estádio do Corinthians com mais 20.000 lugares para atender às exigências da Fifa, entidade particular que adora dar ordens aos governos dos países sede da Copa. Também em nome do açodamento para construção de infraestruturas necessária à Copa teremos uma linha do Metrô ao estilo do Minhocão, ligando Bairro do Jabaquara ao Estádio do Morumbi, criando um aleijão de concreto em bairros arborizados e bem urbanizados. Que eu me lembre, nem a doação dos R$ 420 milhões que o prefeito fez ao clube, muito menos a que irá custear a construção desse puxadinho, que deverá ser elegante para satisfazer a Fifa, fizeram parte dos seus programas de governos. O governo federal por sua vez trata de fazer a sua parte e já providenciou um puxadinho, também muito elegante, para o aeroporto de Cumbica, logicamente para atender a tempo os milhares de turistas que para cá virão, isso, acrescento eu, se a economia mundial não entrar em nova recessão. Outros estádios estão sendo demolidos e reerguidos novamente também para atender a Copa. O BNDS também vai ter que conceder empréstimos a quase todos eles, senão a todos. As afirmações anteriores que para o ludopédio mundial não entraria nenhuma verba pública, como já vimos era só uma questão de retórica. Além disso, cabe perguntar para que servirão após a Copa, os estádios de Brasília e o de Manaus, entre outros, já que são cidades que têm um número pequeno de times. Correm o sério risco de se transformarem em elefantes brancos como alguns da África do Sul. A verdade é que se trata da organização de um torneio patrocinado por uma entidade particular, como jactou-se recentemente o presidente da CBF, ao afirmar que não devia satisfação a ninguém. Então não se justifica, por exemplo, a doação do prefeito Kassab, que em contra partida quer vender área municipais com a desculpa que servirão para construir 200 creches. A importância doada serviria muito bem para construir inúmeras creches, aplicar na Saúde, na Educação, nas encostas perigosas, implantação de áreas verdes ou para atender parte dos eternos precatórios.

 

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

 

Por que de repente todos os políticos que eram contra financiar o estádio do Corinthians com dinheiro público mudaram de ideia?

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OPORTUNIDADES

 

Muito interessante a matéria Uso de biometria nos estádios faz empresa lucrar com a Copa, publicada na ultima pagina do setor de Economia de 26/7. Interessante pelo seu conteúdo e muito motivadora a fazer outras PME a procurar "nichos" neste segmento sazonal que será a Copa do Mundo que podem trazer benéficos financeiros a si próprio bem como melhores serviços à população. No entanto uma matéria que acaba por tornar o leitor do "Estadão frustrado" pois infelizmente só demonstra como e por que todos os demais processos de identificação seriam falhos, lentos, e exigiriam um batalhão de pessoas, porém não da sequer uma dica de como funciona o equipamento criado pelo senhor Akiyama. Não me venham responder que se trata de segredo do negocio pois de acordo com a própria reportagem diz que esses equipamentos já foram implantados no TSE e portanto já são de domínio publico. Por favor, façam um adendo da matéria pelo menos indicando como será feita a identificação de frequentadores que já " ... participaram de algum ato violento ou cometeram outros tipos de infração..." Quanto mais se falar deste tema de identificação de maus torcedores, com certeza teremos menos maus torcedores nos estádios, criando melhores condições para as pessoas e famílias que lá estiverem.

 

 

Fernando Mauro Marcilio fermarcilio@uol.com.br

Santana do Parnaíba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BLACK

 

Lágrimas rolaram dos meus olhos naquele dia na Arena Anhembi quando, depois de horas de espera, soaram os primeiros acordes e ela finalmente entrou no palco. Lágrimas diferentes de quando, neste sábado à tarde, eu soube que Amy se calaria para sempre. Aquele show foi ela, sintonia entre perfeição e imperfeição, timidez nítida, letras provocantes, voz expressiva. Não concordei com a chuva de críticas que caiu em cima no dia seguinte, e fico muito feliz de poder ter visto aquilo tudo ao vivo. Aquilo tudo, que era muito para ela. Tudo que ela viveu era muito para ela, exposição demais, cobrança demais. Metade da pressão vinha de dentro. Todo gênio criativo tem uma alma revoltada, uma dose extra de sensibilidade e um componente de desequilíbrio - com exceção de Paul McCartney. Tudo levava a crer em um fim trágico, mas a esperança sempre existe - até que vem a notícia. Metade da pressão vinha da mídia, com os retratos sórdidos de seus paparazzis. Da morte, extrai-se a última gota: é a teoria dos 27, a especulação sobre a causa, reportagens especiais, comentários do ex-namorado preso. Hoje, passados três dias, a manchete foi reduzida a uma pequena nota comentando o funeral, que tive dificuldade para encontrar nas páginas dos principais jornais online. Daqui a uns dias, sai de vez da pauta. Os anjos devem estar um pouco chocados com tanta tatuagem, magreza, olheiras e histórico destrutivo. Mas só até tocarem as harpas e ela soltar a voz. Rest in Peace.

 

Juliana Furtado julideep@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AS LÁGRIMAS DE AMY

 

Houve muito sofrimento na vida dessa jovem, mas os tabloides sempre exploraram a sua decadência através das drogas. Pais separados, mãe com esclerose múltipla, um marido explorador que a levou para as drogas pesadas, dizimando a sua carreira e a sua vida. E Amy sabia quem era o principal culpado, tanto que o excluiu do testamento. É surpreendente que, apesar de tudo, Amy tentasse trabalhar de forma exigente, ou não teria deixado material inédito. A última surra de vaias a liquidou? Sabe-se através de sérias estatísticas que de dez jovens que provam maconha três nunca mais sairão, devido a predisposições genéticas, e cairão em drogas mais pesadas. Pobre mãe, farmacêutica, que conhecia bem a devastação que as drogas provocavam na sua filha. Paz para Amy.

Penso mesmo que os adictos têm perdão, já os traficantes...

 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MORTE ANUNCIADA

 

 

A polícia inglesa não terá muitas dificuldades para solucionar a morte da cantora Amy Winehouse, é só consultar os arquivos ilícitos de Rupert Murdoch.

 

José Francisco Peres França josefranaciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AMY WINEHOUSE

 

 

A perda da cantora inglesa Amy Winehouse aos 27 anos é a crônica de uma morte anunciada. Há alguns meses atrás, seu pai já havia dito que ela morreria se mantivesse seu estilo de vida autodestrutivo, com consumo excessivo de álcool e drogas. Era uma cantora talentosa e que poderia ter tido uma carreira longa e brilhante, não fossem seus problemas emocionais. Amy Winohouse repete a trajetória dos talentosos e saudosos Janis Joplin e Jimmy Hendrix, também mortos prematuramente aos 27 anos, por overdose de drogas.

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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