Cartas - 28/07/2011

ECONOMIA

, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2011 | 00h00

Mais ação e menos papo

À medida que o tempo passa e a mídia vai perdendo o interesse no caso do Ministério dos Transportes, quem volta à cena é o ministro da Fazenda, prometendo simplesmente o impossível: o controle do câmbio. Quanto mais promete medidas para conter a queda do dólar e a consequente valorização do real, mais o dólar cai e o real se valoriza. Ameaças de nada valem e palavras ao vento, muito menos. O que é preciso é ação e decisão, e isso não se vê.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

_______

Perda de tempo

As medidas de Mantega de pouco ou nada adiantarão para conter a valorização do real, pois a razão principal, e que vai permanecer, é a elevadíssima taxa de juros praticada pelo governo. O mundo inteiro manda dinheiro para cá em busca desse lucro fácil, ninguém é bobo. Para baixar os juros não há outra saída senão reduzir os gastos públicos - por exemplo, acabando com esses Ministérios e secretarias inúteis, simples cabides de empregos da base aliada.

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

_______

Péssimo aprendiz

O sr. Guido Mantega, em cada derrapada que dá, demonstra ser um péssimo aprendiz de feiticeiro. É só analisar a história do câmbio na era PT. Ataca os sintomas, mas nunca a verdadeira causa. Nosso gerente do Cassino Circo Brasil deveria estar rezando em casa há muito tempo. Suas atitudes e seus discursos são próprios de uma republiqueta de bananas!

ROBERTO STAVALE

bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

_______

IMPORTAÇÃO DA CHINA

Muy amigos

Quem diria, nossos vizinhos e sócios do Mercosul acobertando a entrada de produtos chineses no Brasil, que passam como fabricados no Uruguai, Paraguai e Argentina, mediante certificado de origem falsificado pelos próprios chineses (23/7, A3). Assim burlam a sobretaxa imposta pelo governo brasileiro aos produtos made in China e as restrições e regras do comércio internacional, ao mesmo tempo que se beneficiam das vantagens inerentes ao Mercosul, como a livre circulação de bens e produtos nos países-membros. Nossa indústria, há muito ameaçada, encontra-se em queda de produção, onerada por pesadas taxas, câmbio baixo e importações mais baratas. A Fiesp, que há muito tempo deveria liderar sérios protestos e se unir às suas congêneres nacionais, perde-se em jantares e discursos utópicos, "nunca antes ouvidos neste país". De positivo citemos a manifestação recente dos sindicalistas, preocupados com a inevitável perda de empregos e de tecnologia ante as perspectivas negativas: a cada três automóveis, só um será feito no Brasil. Sem falarmos na indústria de tecidos, cobertores, calçados, etc., tradição brasileira de mais de um século que se perdeu.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilia@usp.br

São Paulo

_______

Barreira driblada

Cada vez que o Brasil pensa ser esperto, sobretaxando produtos chineses, os importadores encontram uma saída bem mais barata para continuarem seus empreendimentos. O que deve ser feito, que é reduzir nossa carga tributária a níveis decentes, acabar com a roubalheira em todos os setores e usar nosso dinheiro com decência... Não, isso não interessa.

IRENE SANDKE

irene@frettes.com.br

Curitiba

_______

Produtos ruins e perigosos

Gostaria de fazer um adendo ao editorial de 23/7 e à reportagem de Iuri Dantas publicada em 20/7 sobre as importações da China por meio de triangulação. O editorial menciona a denúncia de fabricantes nacionais sobre a entrada de produtos como cobertores, armações de óculos e sapatos da China. Sou engenheiro, tenho cerca de 20 anos de experiência no mercado de fixação, incluindo o de anéis de segurança. Pois bem, além desses itens mencionados, está havendo uma importação desenfreada e inconsequente, por parte dos distribuidores, de peças de fixação chinesas de segunda linha, de baixíssima qualidade. Os consumidores erroneamente costumam ter a impressão de que essas importações são benéficas para eles, uma vez que podem adquirir produtos a custo mais baixo, o que aumentaria o seu poder de compra. Porém há um detalhe que não é conhecido publicamente: na China existem os fabricantes de produtos de primeira e os de segunda linha, estes de qualidade comprovadamente ruim. Só que os de primeira linha, quando importados, ao se somarem os custos de impostos, taxas de importação e fretes, acabam chegando ao mercado brasileiro com custo semelhante ao dos fabricados aqui, no Brasil, e de qualidade equivalente. Por causa disso os distribuidores nacionais, para poderem aumentar os seus lucros, inconsequentemente trazem esses produtos de segunda linha. Além dos já conhecidos problemas causados pela importação da China - como ser desfavorável à balança comercial e a destruição de nossa indústria -, ela põe em perigo os usuários de tais produtos, o que, a meu ver, é muito mais grave. Vou dar um exemplo, em linguagem não técnica: um caminhão ou ônibus que passa por manutenção pode receber uma peça dessas num eixo que segura uma roda e, quando estiver numa autoestrada, a roda pode desprender-se do veículo, ocasionando um acidente com dezenas de vítimas de morte. Felizmente, posso atestar que as montadoras de automóveis e veículos em geral no Brasil só usam peças de qualidade comprovada. Mas o problema são as peças de reposição, ou também as submontadoras, que, como se sabe no mercado, eventualmente compram peças dos distribuidores que trazem peças de qualidade comprovadamente ruim. Essa qualidade poderia ser verificada por órgãos como o Inmetro, mas estes, infelizmente, pelo que sei, não fazem nada a respeito. Como engenheiro, considero isso uma temeridade, o que me motiva a fazer esta denúncia.

CLAUDIO MILZ

claudiomilz@uol.com.br

São Paulo

_______

LUSOFONIA

O português no Brasil

No arrazoado artigo O português no mundo, três anos depois (25/7, A2), os autores conclamam os países lusófonos mais poderosos a contribuírem para a internacionalização da nossa língua. Não posso crer, todavia, que incluam nessa tarefa o Brasil, onde o governo manda ensinar nas suas escolas que os menino pega os peixe.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

_______

"Uga, uga! Tupiniquim está comprando colares de contas, espelhinhos, pentes, etc., com dólar especulativo e barato (sic), que, por sinal, não é nosso"

ULYSSES F. NUNES JUNIOR / SÃO PAULO, SOBRE A NOSSA ECONOMIA

ulyssesfn@terra.com.br

"Pânico! No cassino especulativo global, a bolinha recusa-se a parar antes da roleta"

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), SOBRE O PRAZO MÁXIMO PARA AUMENTO DO TETO DE ENDIVIDAMENTO DOS EUA

ssoliveira@netsite.com.br

"O advogado diz que o seu cliente é provavelmente demente. O restante da humanidade tem certeza!"

VICTOR GERMANO PEREIRA / SÃO PAULO, SOBRE O MATADOR DE OSLO

victorgermano@uol.com.br

_______

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.210

TEMA DO DIA

Aécio tem planos para Marina em 2014

Ex-senadora receberá título de cidadã honorária de MG e poderia impulsionar candidatura de Aécio

"Resta saber se ela irá aceitar. Será?"

MARÍLIA PINTO

"Acho que o melhor pra ela é voltar para o PT e, então, em 2018, candidatar-se à Presidência."

WILLIAM FREITAS

"Aécio deveria pensar em 2011. Em fazer oposição, como ele prometeu para depois dos primeiros 100 dias. Ao pensar apenas em 2014. Aécio corre o risco de morrer na praia!"

MARA KRAMER

_______

Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.