Cartas - 30/06/2010

FIM DE MANDATO

, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2010 | 00h00

Pensando no futuro

Empolgado com o desenrolar da Copa e embalado pelo som das vuvuzelas, Lula já sonha com um cargo no exterior. Seria o de presidente da Fifa?

VIDAL DOS SANTOS vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Vários craques, mas...

O PSDB parece aquele time com diversos craques, galácticos, favorito ao título, mas que acaba naufragando por falta de sistema tático definido e ausência de uma comissão técnica competente, além de não ter um capitão respeitado pelo time. O PT lembra o time sem craques, mas que, bem entrosado, sabe muito bem o que fazer para derrotar o adversário.

RENATO CONSOLMAGNO consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

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O poste

Em entrevista, Dilma Rousseff nega ser um poste. Concordo. Está mais para semáforo que muda de cor conforme o comando.

LUIZ RESS ERDEI gzero@zipmail.com.br

Osasco

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Marina com medo

Marina Silva (PV-AC) cancelou sua participação na sabatina da CNA. Talvez o que a amedronte seja ser confrontada com o fato de que feijão e arroz não nascem nas prateleiras do supermercado. Marina mostra-se a cada dia mais quinta-coluna de Lula. Onde Dilma vai, Marina vai atrás. O pior é que ela já nem disfarça!

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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A candidata do PV começa a mostrar a sua verdadeira cara...

LAERT PINTO BARBOSA laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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VOTO OBRIGATÓRIO

Anular é pouco

Recebo, na leitura do artigo da dra. Isabel Lustosa Em defesa do voto obrigatório (28/6, A2), uma caricatura mal acabada de mim mesmo. Não quero ser obrigado a votar não por preguiça e menos ainda por ser uma criança com formação educacional incompleta, conforme a metáfora do artigo. Ao contrário, minha formação avançou o suficiente para entender que a anulação do voto é pouco para representar o que eu gostaria de devolver à classe política. A uma classe que se mete na minha vida a ponto de querer determinar até mesmo o que assisto na televisão por assinatura, que está muito longe de se preocupar com a formação cultural da população e sem nenhuma condição de representar uma ética, eu, que mantenho minhas janelas abertas, queria poder, ao menos no dia do meu voto, não só fechar a porta, mas batê-la, em claro, alto e bom som.

CARLOS SERAFIM MARTINEZ gymno@terra.com.br

Campinas

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CARGA TRIBUTÁRIA

Esclarecer o consumidor

Oportuno mais um editorial (Contribuinte preterido, 27/6, A3) a respeito do necessário esclarecimento aos consumidores quanto à carga tributária que incide sobre produtos, mercadorias e serviços e em relação ao PL 1.472/2007 (regulamenta o § 5.º do artigo 150 da Constituição) que tramita na Câmara dos Deputados. Tive a oportunidade, com Walter Carlos Henrique (OAB-SP) e Gastão Toledo (Associação Comercial de São Paulo), de ser um dos redatores do texto do projeto de iniciativa popular, que obteve mais de 1,5 milhão de assinaturas. A sociedade não tem noção de que é contribuinte a todo momento e os sucessivos recordes da arrecadação demonstram o desvirtuamento da aplicação da receita, cuja finalidade é pôr à sua disposição os serviços públicos obrigatórios pelos quais a população paga, mas não os tem.

LUIZ ANTONIO CALDEIRA MIRETTI, ex-presidente da Comissão de Assuntos Tributários e presidente da Comissão de Recuperação Judicial e Falência da OAB-SP miretti@approbato.adv.br

São Paulo

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O projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de informar o valor dos impostos que o contribuinte paga é demagógico e populista, uma vez que a maioria dos tributos, por sua natureza, não possibilita tal quantificação, já que o repasse depende exclusivamente de quanto o comerciante pretende repassar. Em relação à minoria dos tributos que permitem essa quantificação (ICMS e IPI) a obrigatoriedade já existe e é regularmente praticada.

DACIER MARTINS DE ALMEIDA dacieralmeida@yahoo.com.br

São Paulo

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PEDÁGIOS

Contestação

O título SP ganha um pedágio a cada 40 dias (28/6) não faz sentido, pois a conta não é pertinente. A Secretaria dos Transportes esclarece que a definição de instalação das praças não foi feita ao longo dos 12 anos de concessão, apenas em dois momentos: em 1998 e 2009. Sobre as viagens Curitiba-São Paulo e São Paulo-Catanduva, não há como fazer a comparação da forma descrita, pois são modelos de concessão diferentes e as rodovias federais são reconhecidamente inferiores. As concessões paulistas têm 3,4 vezes, em média, mais investimentos que as federais - nas estradas federais investem-se R$ 3,9 milhões/km e nas paulistas, em média, R$ 13,3 milhões/km, garantindo mais qualidade, fluidez, segurança e até resultados econômicos positivos, considerando os gastos com combustíveis e manutenção de veículos. Quanto à comparação com os pedágios internacionais, levantamento feito recentemente pela pasta mostra que o paulista é mais barato que em vários países, como Portugal, Espanha e México. Mesmo comparado aos EUA, o pedágio mais caro nas estradas paulistas custa R$ 0,137/km, enquanto os americanos chegam a pagar R$ 0,295. Em relação ao problema da comunidade suíça em Indaiatuba, é preciso reiterar que os moradores do município não pagam a tarifa, o que possibilita aos comerciantes e produtores o trânsito livre para os mercados consumidores nessa cidade e nas vizinhas.

PATRÍCIA GUEDES, assessora de Imprensa da secretaria

transportes@transportes.sp.gov.br

São Paulo

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N. da R. - As ressalvas feitas pela Artesp já estão na reportagem, incluindo a comparação entre as estradas federais e estaduais. Quanto aos pedágios internacionais, o estudo foi feito pelo Ipea. Mas uma pesquisa rápida mostra, por exemplo, que para ir de Roma a Nápoles se gasta o equivalente a R$ 0,127/km e na Turnpike, da Flórida (EUA), o preço por km não passa de R$ 0,09.

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"Se todos somos iguais perante a lei, por que juízes, procuradores e defensores públicos não podem ter subsídios e proventos reduzidos, segundo a Constituição?"

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE O PROJETO DE APOSENTADORIA INTEGRAL

mbulach@gmail.com

"Senador com problemas na Justiça propõe aposentadoria integral para juízes e promotores. Estranho, muito estranho"

CARLOS MONTAGNOLI / JUNDIAÍ, IDEM carlosmontagnoli@uol.com.br

"A Fifa resolveu tirar o sofá da sala..."

MANOEL MENDES DE BRITO / BERTIOGA, SOBRE OS ERROS DE ARBITRAGEM NA COPA

brito.voni@terra.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.119

TEMA DO DIA

Alimentos terão aviso sobre danos à saúde

Anvisa quer alerta em anúncios e embalagens de produtos com alto teor de açúcar, sódio ou gordura

"Como nutricionista, afirmo que é um absurdo. Os produtos no mercado brasileiro estão açucarados ou salgados demais."

GISELE ALVES

"O governo não deve proibir anúncios. É o que ocorrerá: "Chocolate Alpha é uma delícia. Chocolate Alpha causa obesidade"."

RAFAEL CLÁUDIO

"Todo mundo sabe que ingerir açúcar, gordura ou sal demais faz mal. A medida só aumentará os preços ao consumidor."

ROLANDO SILVA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

SELEÇÃO PARAGUAIA

Descobri porque eles estão ganhando! Fizeram um time do Paraguai ''do Paraguay''.

Jacy Lori Ártico Mattédi jacymattedi@globo.com

São Paulo

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Só deu Espanha

Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas na partida Espanha x Portugal, a seleção portuguesa foi simplesmente medíocre.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Seleção portuguesa

Irreconhecível a seleção portuguesa de futebol neste jogo contra a Espanha!

Nenhum José, nenhum Pedro, João, Souza ou da Silva... Joaquim, então, nem pensar, ó pá!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ESPANHA 1 X 0 PORTUGAL0

O resultado deste jogo não me surpreendeu. Logo que vi a escalação, pressenti a iminente derrota lusitana. De fato, não entraram em campo os dois maiores valores portugueses, mundialmente reconhecidos: Joaquim e Manoel.

ANTONIO DE PADUA CRUZ antoniopadcz@gmail.com

Ituverava

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Quartas de final

A Fúria espanhola dominou o jogo e está nas quartas. Para a equipe lusa fica a sensação de que sua maior esperança foi mais Cristiano do que Ronaldo.

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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Escrete canarinho

E agora o Brasil vai pra cima da Holanda aos trancos e tamancos!

Mohamed Abdalla Kilsan kilsanabdalla@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL x HOLANDA

No caminho do Brasil há uma pedra. Mecânica, há uma pedra laranja no caminho do Brasil.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br.

São Paulo

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CHEFE DO FUTEBOL FRANCÊS CAI

Se, a exemplo do que aconteceu na França, ser desclassificado da Copa do Mundo da África do Sul implicar demissão do sr. Ricardo Teixeira aqui, no Brasil, torço pela Holanda.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Genocídio linguístico

Como pessoa fluente em cinco idiomas, sinto pena e, ao mesmo tempo, raiva dos repórteres de televisão e, principalmente, de locutores esportivos que cobrem a Copa da África do Sul,pelo genocídio linguístico que cometem, não só dos nomes dos jogadores estrangeiros, mas também dos nomes das cidades e dos estádios utilizados.

Sem o menor pudor ou cuidado, como conviria a ''jornalistas''(?), a pronúncia deturpada e às vezes grosseira se constitui em ofensa aos milhões de brasileiros que têm suas raízes em outros cantos do planeta.

Para locutor que se acha ''rempli de soi même'' talvez conviesse ver mais alguns cartazes nos estádios com um ''cala a boca, fulano''. Se não sabe a pronúncia correta de uma palavra ou nome, vale o ditado: perguntar não ofende.

Geert J. Prange prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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Regras absurdas

No ordenamento jurídico, é universalmente consagrado o direito à reparação do dano. No futebol, hodiernamente, não, quando se trata de gol com lances duvidosos ou de erros envolvendo diferentes interpretações entre árbitros, auxiliares e jogadores. O que não se pode admitir é que, em plena era da tecnologia, esta não seja aplicada para dissipar dúvidas ou interpretações de lances que redundem em gol no decorrer de uma partida de futebol. Para um resultado justo e real bastaria tão somente que representantes da Fifa ou de outra federação qualquer, quando surgisse o fato, assistissem por alguns minutos ao vídeo do lance do gol duvidoso e, ainda no decorrer do jogo, se constatado o erro ou o engano, procederem à correção, anulando ou confirmando o ato antes do término regulamentar da partida.

Mario Pallazini mpallazini@hotmail.com

São Paulo

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Medo de quê?

O campo de futebol (medidas mínimas) tem 100 por 64 metros.

O campo de basquete tem 32 por 19 metros.

Um tem um juiz e dois bandeiras (que eu acho que não servem para nada), enquanto o basquete tem três (que resolvem).

O futebol continua na mesma desde a sua criação, enquanto os demais esportes sempre se modernizam.

Engraçado por que a Fifa tem resistência à tecnologia.

Não adianta ter essa posição, pois as companhias de telefonia celular disponibilizam todos os lances de um jogo e nos estádios, somente os lances que não são polêmicos.

Do que eles têm medo?

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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Futebol e geopolítica do Cone Sul

Se, no market share do comércio internacional, o emergente Mercosul ainda não deslanchou como big player no mundo globalizado, o mesmo não se pode dizer de seu futebol.

Os quatro fundadores do bloco econômico estão, com méritos, entre os oito classificados - três europeus e um africano completam o petit comité de uma festa inicialmente planetária. O Chile, que preferiu firmar acordo de comércio bilateral com os Estados Unidos, foi apropriadamente ''desconvidado'' pelos brasileiros.

As quartas de final da Copa de 2010 são sintomáticas do quão legítima é a aspiração de mais vagas ao continente sul-americano para a edição de 2014 no Brasil.

Ao menos nesse esporte, o Cone Sul da América Latina é centro, não periferia.

CÉSAR CALDAS, cientista politico cesarcaldas@uol.com.br

Curitiba

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MEMÓRIA CURTA

Enquanto muitos se distraem na Copa da África, poucos pensam que as eleições 2010 estão próximas e muito pouco foi discutido sobre saúde, educação, segurança e outros temas importantes.

A política de pão e circo, no Brasil, concentra-se no circo que é a televisão e suas atrações.

Daqui a três meses teremos eleições que realmente modificarão os rumos do Brasil.

O povo tem memória curta e poucos têm uma visão de conjunto do que foi a ditadura militar, os governos Sarney, Collor de Melo e toda a nossa História.

Quem vive a ilusão sofrerá as consequências de viver na mentira.

A História continua!

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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Absurdo

Não entendo como o povo nordestino pode aprovar o governo Lula e ainda votar no seu clone, Dilma, depois desta catástrofe que aconteceu com o povo de Alagoas e Pernambuco. Tudo devido ao abandono do governo municipal, estadual e principalmente federal, que destinou verbas quase que exclusivamente para a Bahia e agora quer repor com verbas emergenciais, mas sem fiscalização. E enquanto isso o povo fica doente, sem moradia e dependendo das campanhas que as TVs fazem para que o povo brasileiro se responsabilize pela incapacidade do governo federal. Enquanto torram nosso dinheiro com viagens, marqueteiros e campanhas eleitorais, a assistência tem de ser privada, pois o poder público só serve para aumentar a corrupção!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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Lamentável Roda Viva

Dilma Rousseff, entrevistada no último programa da TV Cultura, praticamente hipnotizou os jornalistas que foram convidados para esse debate. Não sei se porque acharam que ela é brava ou ficaram fascinados com seu novo visual. O certo é que o conteúdo foi uma lástima!

A candidata do PT, nos questionamentos, embromou a todos. E o pior é que os profissionais de imprensa aceitaram de forma absolutamente terna suas falácias.

Nem no momento em que a Dilma enfatizou que, se eleita, vai fazer as reformas tributária e trabalhista, nenhum jornalista foi capaz de lembrá-la de que em oito anos o governo que ela representa não mexeu uma palha para essas prioritárias alterações constitucionais.

O Roda Viva, que já contribuiu, e muito, com ótimas entrevistas, pelo menos nesta última edição se demonstrou decadente...

A ponto de, em certo instante do programa, Dilma preferir prestar mais atenção, através do monitor, ao que o bom cartunista Caruso desenhava a respeito dela.

Esse foi o ambiente deste melancólico Roda Viva...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JINGLE da DILMA

O jingle lançado para a campanha da Dilma diz que e ela ajudou o Lula a fazer um Brasil melhor. Até agora, eu conheço e vivo num Brasil melhor, aqui, em São Paulo, pois temos o melhor dos melhores, homem competente para administrar um país. É ele o ex-governador José Serra. Diga-se de passagem que o Lula, a Dilma, os petralhas, os Sarneys, quando a dor de barriga aperta, para onde é que eles correm? Eles vêm cair em São Paulo, porque sentem segurança. Competência é com Serra, que soube administrar este São Paulo, que é o alicerce do Brasil! O Brasil pode mais com Serra presidente, sem corrupção, brava gente brasileira!

ANA MARIA GMACHL amaeleitora@hotmail.com

São Paulo

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Ele voltou!

Duda Mendonça, aquele mesmo dos R$ 10 milhões recebidos na conta Dusseldorf, voltou à cena, e justamente nas campanhas do PT. É ele o marqueteiro de Marta Suplicy para a campanha do Senado. Resta saber de que forma ele será pago desta vez.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Estou morrendo de rir!

Tenho alguns amigos petistas, daqueles que exageram tudo o que se refere ao partido. Por exemplo, se determinado parlamentar petista é médico, eles dizem ''fulano é um GRANDE médico'', ''cicrano é um GRANDE economista'', e assim por diante. Agora eles estão torcendo o nariz para a dupla Marta & Netinho, como se a obra parlamentar de Suplicy & Mercadante fosse digna de nota. Certamente esquecem que ambos parecem formados numa academia parlamentar de vudu - são autênticos zumbis, sem opinião própria, bem diferentes do pagodeiro e da louraça. Só acho que Netinho teria de ir para o Senado, onde certamente cantaria bem melhor que Suplicy.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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LULA, PAI DOS POBRES!

Após deixar o governo, o presidente Lula, segundo entrevista concedida ao jornal inglês Financial Times, o mais importante do mundo em assunto econômico,disse que seu desejo é de exercer internacionalmente um cargo na ONU ou no Banco Mundial, com o intuito de beneficiar países pobres da América Latina, do Caribe e da África, lutando para a consecução de atos de completa benemerência para melhorar as condições de vida das populações desses países, livrando-as da fome e da miséria. E a promessa feita quando em visita aos flagelados Nordeste, de reconstruir as cidades destruídas e de socorrer suas populações, fica só em promessa eleitoreira? E a sua pupila Vilma ficará desamparada caso necessite da sua cooperação?

Bons ventos o levem em sua missão internacional de pai dos pobres! Amém!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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Orações

Cargo no exterior... Oremus, oremus! Seria uma pequena pausa na egolatria cansativa que suportamos há quase oito anos...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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Posto no Exterior

Lulla admite ao Financial Times interesse em assumir posto no exterior após deixar a Presidência.

De preferência, que seja em algum país europeu (em Genebra, na Suíça), para tomar um banho de cultura. Poderia ser também no Japão ou na China, para aprender sobre paciência e disciplina.

Assim, quando voltar, pode ser que venha ou pouco melhor.

Não deve ir, entretanto, para Cuba ou Irã, se bem que um período no Irã seria bom para saber o que não serve para o Brasil. Imaginem a praia de Copacabana, com aquelas mulheres lindas, todas cobertas com as burkas ou ficarmos sem o carnaval.

Alvaro Salvi alvarosalvi@yahoo.com

Santo André

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Incoerência de Paulo Skaf

O candidato ao governo do Estado de São Paulo Paulo Skaf afirmou ser "incoerente alguém que possa pagar universidade estudar de graça na USP". Gostaria de dizer ao sr. Skaf que "incoerente" é alguém que pertença ao PSB - logo, devo imaginar um "socialista" - se pronuncie contra o ensino gratuito nas universidades. Aliás, ainda mais incoerente é o ex-presidente da Fiesp sair candidato pelo Partido Socialista Brasileiro. Que tipo de partido "socialista" é esse? O problema de São Paulo não é o ensino gratuito na USP, mas a falta de qualidade do ensino público básico, que impede o acesso democrático à faculdade. Bem fez Erundina, figura conhecida do PSB, que afirmou publicamente que não apoiará um candidato proveniente do empresariado, sendo ao menos coerente com o título da legenda do partido. Mas no Brasil é assim mesmo: legendas parecem ser apenas títulos decorativos, e não a representação do ideal partidário.

Mariangela Schiavetti Nascimento mariangelaschiavetti@hotmail.com

São Paulo

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Voto consciente

Discordo veementemente do artigo da dra. Isabel Lustosa ("Em defesa do voto obrigatório, 28/6, A2). Os exemplos que a autora menciona como justificativa referem-se à proteção do bem comum, no interesse da sociedade, e ao direito do voto secreto. Nos países do Primeiro Mundo, em que o voto não é obrigatório, a abstenção pode até ser significativa, mas os eleitos acabam tendo respaldo legítimo e consciente da população votante. De fato, como menciona o artigo, sem a obrigatoriedade acabariam votando os mais informados e mais mobilizados, o que para nós seria um grande benefício, já que é notório que no nosso meio a grande maioria da população vota literalmente por obrigação, de má vontade e, quando muito, escolhe seus candidatos embasados em simpatia, eloquência e falsas promessas, sem a mínima reflexão ou preocupação com seu destino. Doutora, o que precisamos é de um voto mais consciente, o que nada tem a ver com obrigatoriedade.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Exercício de cidadania

A doutora em Ciência Política Isabel Lustosa coloca num mesmo prato da balança a obrigatoriedade do voto e da educação. Escreve que, assim como existe punição para aqueles que deixam as crianças sem escola, ou para os que dirigem embriagados, deve haver punição também para os que não comparecem às urnas. Argumenta que este é também um exercício de cidadania. Mas o que me diz daqueles que votam só porque, em épocas de campanha eleitoral, recebem benesses dos candidatos? Estes exercem a cidadania de maneira consciente? Será que não haveria menos corrupção se não houvesse o voto obrigatório?

Sônia Hutterer Teixeira psicologia.soniahut@gmail.com

São Paulo

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Justa causa

Há uma divergência entre leitores sobre o voto obrigatório. O eleitor é OBGRIGADO a votar, mas os políticos, que ganham muito, por dentro e por fora, não são OBRIGADOS a trabalhar e ser éticos. Há projetos de lei que mofam por anos, os parlamentares só trabalham dois ou três dias por semana e não cumprem o prometido em campanha. Na iniciativa privada já teriam sido demitidos por justa causa.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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Greve no Judiciário

Em situação normal os servidores do Judiciário não fazem absolutamente nada (desde o primeiro atendente até o mais ilustre magistrado), deixando na berlinda milhões de cidadãos que dele necessitam. Portanto, que diferença faz esta greve? É tudo igual.

ADAO RIBEIRO reportercin@bol.com.br

São Paulo

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Mistério...

Para mim, greve de funcionário público é sempre um mistério. Eles estudam com afinco, às vezes durante anos, matéria predeterminada nos editais oficiais, onde também constam os planos de cargo, salário, local de trabalho, condições. Largam tudo para estudar para o concurso. São aprovados como uma ''coroação'' aos seus esforços e... em seguida fazem greve porque não gostaram? Venham para a iniciativa privada, queridos. Larguem o serviço público e sejam empreendedores. Abram sua própria empresa e comecem a pagar os impostos que sustentam esta máquina pública da qual vocês fazem parte para ver o que é bom. Ah! Não tem pra quem reclamar.

Irene Sandke irene2502@hotmail.com

Curitiba

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Revoltante

Causam espanto as informações de Fausto Macedo (28/6) sobre a greve e o estado do Judiciário do mais rico Estado da Federação. Não obstante a greve atual, há inúmeros males administrativos que o emperram cronicamente e impedem uma prestação jurisdicional digna. A ausência de ação do Ministério Público e do CNJ para debelar essa anomia de fato que impera no Judiciário é revoltante.

Nelson Gomes Affonseca Junior nelsonaffonseca@uol.com.br

Cordeirópolis

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CORTE INOPERANTE

O Supremo Tribunal Federal (STF) está em crise de funcionamento proporcionado pelos magistrados, conforme a edição de segunda-feira (28) do Estadão. Faltas sucessivas, licenças médicas prolongadas e viagens de representação ao exterior travam processos polêmicos, como a interrupção de gravidez em caso de anencefalia do feto, a constitucionalidade da política de cotas raciais e o reconhecimento da união homoafetiva, além de julgamentos de temas mais amplos. O STF ainda está desfalcado de três ministros dos 11 que compõem o órgão. O ministro Eros Graus está em processo de aposentadoria e Joaquim Barbosa, em licença médica há dois meses. Além disso, a ministra Ellen Grace está em viagem oficial ao Marrocos. Ou seja, a improdutividade reina na mais alta Corte de Justiça do País, pois das 33 sessões já realizadas apenas cinco contaram com todos os ministros. Corte esta formada por uma categoria que vive reivindicando aumento de salário e a manutenção dos privilégios, transformando o Brasil em duas classes sociais: aquela que trabalha e paga impostos e a aquela que toca a viola.

Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br

Santos

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Greve ou guerra?

Não questiono o direito irrevogável e democrático de greve. Não tenho dúvida da obrigação do Judiciário em normatizar este movimento. Não discuto que greve não são férias remuneradas e que é direito do empregador cortar o ponto dos grevistas. Tenho certeza que é melhor um mau acordo do que uma boa briga. Só tenho uma dúvida: quando terminar a greve na USP, como será a convivência dos funcionários que impediram a entrada de crianças na creche com os que foram prejudicados por esse ato inominável, cruel, desprezível? A que ponto chega a radicalização destes grevistas.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Aeroporto de Cumbica

Dia 25/6 voltei dos EUA via Galeão, já que não havia voo direto disponível para São Paulo. O Galeão é um aeroporto razoável, considerando a baixa demanda. Já Guarulhos (GRU)...

No voo Rio-São Paulo, de 50 minutos, a demora na entrega da bagagem em GRU foi de exatos 45 minutos. Isso num sábado, horário das 13h30. Não era hora de rush.

Nosso aeroporto internacional é uma lástima. Sem espaço para retirar bagagens, escadas rolantes internas para uma pessoa, falta de fingers, espaços apertados. Fico imaginando o lado operacional. Aliás, ele é do tamanho exato das autoridades que o administram.

Será que vamos continuar com essa mediocridade de aeroporto limitando a logística na região mais importante do Brasil? Isso sem falar no comércio exterior aéreo via GRU. Tão lastimável quanto.

Não vou aqui comparar com terminais europeus e americanos. Seria ainda mais vergonhoso.

Se a Infraero não tem condições de ampliar e investir pesado neste aeroporto, que o passe à iniciativa privada ou permita a construção de um aeroporto do porte da Grande São Paulo, que fatalmente mataria o de Guarulhos. E não estou falando de Copa do Mundo 2014. Estou falando de usuários e cargas demandadas pela maior economia do País no século 21.

O governo do Estado e a prefeitura de Guarulhos querem preservar os invasores na região do aeroporto, onde 10 mil famílias beneficiadas pelas invasões prejudicam outros 20 milhões. A prefeitura de Guarulhos é miope. A arrecadação em serviços e geração de empregos, caso uma nova pista e dois terminais adicionais fossem construídos, geraria facilmente recursos para construir residências para 100 mil famílias ao longo de três anos. O governo do Estado divulgou a ligação por trilhos entre o centro de São Paulo e o aeroporto. Pergunto: para quê? Esse aeroporto sem ampliação tem tudo para voltar a ser uma base aérea.

O Ipea divulgou estudos sobre os aeroportos do Brasil e o sr. ministro da Defesa desqualificou-os. O sr. ministro, que logo após o acidente da TAM em Congonhas anunciou obras aeroportuárias em São Paulo, como GRU com pista adicional e novos terminais de passageiros e cargas, não conseguiu sequer construir uma praça para homenagear os mortos naquele acidente. Baseado em que ele desqualifica o estudo do Ipea? Não li o estudo completo, mas como cidadão dá para sentir a situação miserável de GRU.

A tal equipe composta por Infraero, prefeitura de Guarulhos, governo do Estado e governo federal vai empurrar até quando? Aguardaremos novas promessas após o próximo acidente.

Leonardo Costantini leonardoc@pplumbing.com.br

São Paulo

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Nota Fiscal Paulista

É com satisfação que vejo o sucesso do programa Nota Fiscal Paulista, bem relatado pelo editorial ''Ganhos com a nota fiscal'' (29/6). No passado, houve o programa Paulistinha, que trocava cupons e notas fiscais por figurinhas e havia concessão de prêmios pela loteria. Participei e ganhei um jogo. Em junho de 1989, junto com o sr. Álvaro Françoso, propusemos um sistema de estímulo à emissão de nota fiscal, com créditos em caderneta de poupança, semelhante ao que o programa paulista hoje concede. Na época, o governo estadual não se interessou pela proposta, mas vejo que a ideia tomou forma e se concretizou duas décadas depois.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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Suspensão do goleiro

Parabéns à presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, que muito acertadamente suspendeu o goleiro Bruno por suspeita de assassinato. As evidências são incontestáveis e mesmo o goleiro jurando inocência não dá para justificar o desaparecimento da ex-namorada, pois, apesar de os bebês de hoje só faltar nascerem falando, de tão espertos, ainda não sabem voar. Como justificar que um bebê de 4 meses, que sempre viveu com a mãe, possa ter aparecido "sozinho" na casa de parentes do goleiro, e a mãe desaparecida há quase um mês? Bruno pode hoje estar fazendo parte de um dos melhores times de futebol brasileiro, mas continua com ranço de bandido. Está mais do que na hora de os políticos fazerem leis que coíbam espancamentos de mulheres por seus companheiros. Coibindo no primeiro ato de agressão, passível de cadeia, com certeza o homem irá pensar duas vezes antes de se tornar um assassino. Nós, mulheres, estamos cheias de ler e ver em noticiários outras mulheres sendo atacadas, estupradas, espancadas e assassinadas, e nada acontecendo com os assassinos e ou/ mandantes. Será que precisaremos também de 2 milhões de assinaturas para que façam lei protegendo mulheres e crianças? Onde estão nossos defensores?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Caso Bruno

Tomara que a enorme, dedicada e competente força-tarefa da Polícia Civil de Minas Gerais que está empenhada em esclarecer o midiático caso do desaparecimento de Eliza Samudio - ex-namorada do goleiro Bruno Souza, do Flamengo - seja, doravante, também utilizada para esclarecer os outros 1.020 casos de cidadãos atualmente desaparecidos naquele Estado (alguns há décadas), conforme pode ser comprovado no site www.desaparecidos.mg.gov.br.

Os milhares de famílias que choram angustiadamente a ausência dos seus entes queridos agradecerão.

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

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Retrato do Brasil, infelizmente

O futebol talvez seja a única forma de alguém crescer na vida, dependendo apenas e exclusivamente de suas qualidades e talento nato, independentemente de política, indicações, padrinho, etc.

O caso Bruno do Flamengo mostra que os clubes não formam homens/atletas, mas sim jogadores de bola. Os clubes, no meu entender, deveriam ter um programa de orientação a todos, desde as categorias de base, esclarecendo o que é um contrato (e que não se assinam dois ao mesmo tempo), o que é um procurador, empresário, direitos e obrigações da lei do ''passe'', esclarecer sobre a importância de seguro de vida e acidentes pessoais (invalidez), a importância de uma previdência privada, planejamento familiar, e por aí vai, ou seja, tentar formar um cidadão, e não um boleiro.

O Bruno teve sua chance e jogou fora.

O clube inclusive ganharia com isso no trato do dia a dia.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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