Cartas

ECONOMIA DO PAÍS

, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2010 | 00h00

 

A herança

As contas públicas do governo federal, dos Estados, municípios e estatais apresentaram um déficit de R$ 216 milhões, considerado o pior resultado entre os primeiros trimestres da série histórica, desde 2002, e o primeiro saldo negativo de março, puxado pelo déficit de R$ 3,912 bilhões das contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). O governo Lula, como costuma dizer, deixará uma dívida histórica para o próximo presidente. De que adianta se gabar de que o Brasil empresta dinheiro ao FMI, se a dívida interna já passa de R$ 1 trilhão? Será que a culpa recairá sobre os aposentados? Mas esse assunto não fará parte dos discursos de Lula e Dilma...

 

IZABEL AVALLONE izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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Lucro bancário

 

O Bradesco teve o maior lucro já registrado por um banco brasileiro nos três primeiros meses do ano (R$ 2,103 bilhões). Perguntem ao seu presidente em quem eles vão votar em outubro.

 

ALBERTO B. C. DE CARVALHO albcc@ig.com.br

São Paulo

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ENERGIA

 

Mal informados

R$ 19 bilhões foi o valor vencedor da licitação para a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu. Mas será que esses bilhões, se investidos na estrutura de energia já existente no Brasil, não seriam capazes de suprir as nossas necessidades? Falta informação... Na dúvida, vamos construindo a usina. Depois de pronta e funcionando, os líderes mundiais voltarão a se descabelar pensando em como reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, enquanto os índios pagam o pato. Contrassenso? Talvez, mas a certeza desse contrassenso apenas poderia saltar aos olhos se fôssemos bem informados a respeito do tema, o que não está acontecendo.

 

LUÍS FERNANDO BUENO GARCIA lufernandobueno@gmail.com

São Paulo

 

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Leilão limpo

 

Por que o leilão de 14.529 MW de energia limpa, a ser promovido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no primeiro semestre de 2010, não foi feito antes do leilão de Belo Monte? A resposta é fácil: Ficaria escancarado que a Usina de Belo Monte é supérflua. Não faz sentido que os contribuintes arquem com os custos e os danos ambientais de sua construção.

 

HARALD HELLMUTH hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO

 

Que sejam claros

Como a campanha para a eleição presidencial começa a tomar forma, é importante começar a analisar com calma o que os principais candidatos - Dilma Rousseff e José Serra - dizem com relação aos princípios de governo que adotarão. Destaco a posição de Serra sobre os benefícios que advirão da exploração do pré-sal: claramente, pretende que esses recursos sejam alocados em investimentos. Isso vem ao encontro da tese de que o petróleo é um bem patrimonial da Nação e o seu rendimento deveria se converter em despesa de capital. Tal opção permite novos investimentos ou a utilização daquela arrecadação para amortizar a dívida bruta da União. Nesse caso, pode liberar o Orçamento do crescente ônus dos encargos da dívida. Com a redução dos gastos com os juros e encargos, sobrariam recursos para uma nova decisão política: redução de tributos ou aumento de gastos com educação, saúde e segurança. Outros temas serão explicitados e caberá aos eleitores prestar atenção aos objetivos de cada candidato. Por enquanto, eles estão sendo claros, e espero que assim continuem.

 

HÉLIO MAZZOLLI mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

 

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DIPLOMACIA

 

Tutor do mundo

O presidente Lula disse na semana passada que a partir de 2010 pretende correr o mundo para "emancipar a África". Crê o "filho do Brasil" que pode ser o tutor do mundo.

 

A. FERNANDES standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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Cópia

 

Os feitos da diplomacia lulista são parecidos com os do governo militar do presidente Ernesto Geisel (1974 a 1979). A diplomacia sob Lula, como sob Geisel, é terceiro-mundista, antiamericana e ingênua. Tem até um chanceler, Celso Amorim, que é uma cópia do chanceler Azeredo da Silveira, da época Geisel.

 

BILL HIERONYMUS bhieron@attglobal.net

São Paulo

 

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DROGAS NO CAMPUS

 

Enfrentando a questão

Infelizmente, o repórter Bruno Paes Manso, na reportagem Na PUC, veto completa um ano (29/4, C4), tratou a questão do uso de drogas ilícitas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) de maneira simplista e reducionista, exatamente o oposto do que temos feito há um ano, quando resolvemos enfrentar francamente a questão no campus. O jornalista me entrevistou e disse ter observado, enquanto circulava livremente pelo campus, somente uma situação pontual de uso de entorpecente, justamente a que ele relata em sua reportagem. Depois de um ano de ações preventivas, educativas e de acolhimento relacionadas ao uso de drogas ilícitas, o que temos a comemorar é o que o repórter acabou deixando apenas implícito em seu texto: a mudança cultural que pretendíamos no sentido de mostrar de forma ampla, mas também cotidianamente, que a PUC-SP não é um território livre para o uso de drogas. Por fim, gostaria de salientar, como o fiz ao repórter, que é ínfimo o número de pessoas com problemas ligados ao uso de entorpecentes na PUC-SP, em relação à grande comunidade de mais de 35 mil pessoas da universidade.

 

HÉLIO ROBERTO DELIBERADOR, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP

tpolato@pucsp.br

São Paulo

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Resposta do repórter Bruno Paes Manso - A matéria sobre um ano do enfrentamento por parte da reitoria da PUC-SP ao uso da maconha nas dependências da faculdade e os avanços obtidos foram tratados na reportagem. Também descrevemos a opinião de um estudante que falou a respeito das mudanças fumando um cigarro de maconha em frente ao repórter numa tarde de segunda-feira nos jardins do centro acadêmico da Faculdade de FILOSOFIA.

 

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"A inflação é um vírus sempre indesejável"

PAULO PANOSSIAN / SÃO CARLOS, SOBRE A ECONOMIA DO PAÍS

paulopanossian@hotmail.com

 

"Lula não foi ao lançamento das pré-candidaturas de Marta e Mercadante, mas com certeza estará nos comícios. Pode crer"

MAÉRCIO GARBELOTTI / FARTURA, SOBRE LULA NA CAMPANHA DO PT AO SENADO E AO GOVERNO DE SP

maerciogarbelotti@hotmail.com

 

"Para os tucanos, Serra é muito melhor do que Belo Monte"

JOB MILTON F. PEREIRA / CARMO DO RIO CLARO (MG), SOBRE HIDRELÉTRICAS E ELEIÇÃO

cadeca@oi.com.br

 

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TEMA DO DIA

Polícia acha e desativa carro-bomba em NY

Grupo taleban paquistanês afirma ser responsável pelo ataque na movimentada Times Square

 

"Os artefatos parecem obra de amador. Mas indica que os terroristas estão lá. Isso gera medo no povo e esse é o objetivo."

SÍLVIO ITAMAR DE SOUZA

 

"Será que a Inteligência americana não queria um motivo para o povo apoiar o envio de mais tropas ao Oriente Médio?"

GILBERTO LAFRAIA

 

"Se o carro explodisse teria matado muitos turistas e americanos. Terroristas querem intimidar, matar e causar pânico."

VAL GREEN

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

 

FICHA LIMPA OU SUJA, EIS A QUESTÃO?

Corre em segredo de Estado no Congresso Nacional um Projeto de Lei, que analisa as condições dos candidatos para disputar as eleições em território Nacional. Políticos, ficha limpa ou suja? Em segredo sim, pois, não é divulgado pela mídia televisiva e afasta a opinião pública das discussões. Hipoteticamente saberemos o resultado. O arquivamento do projeto, sem que seja votado e aprovado. A priori, é um projeto de extrema importância visto que nosso país carece de ética e moral na política, fazendo com que a população desacredite nesta Instituição milenar. Portanto, o mais importante do que fazer uma Lei, é analisar quais são os critérios que irão utilizar para que um candidato seja considerado ficha suja. E mais, saber diferenciar vida pública de privada. Ao meu ver, o Brasil é campeão em aprovações de leis, porém colocá-las em prática eis a questão. É muito importante, selecionar candidatos, pois, aqueles que estão envolvidos em escândalos públicos, atividades ilícitas e corrupção, com certeza tem uma probabilidade de reincidência. No entanto, se este projeto for aprovado é de suma importância, uma fiscalização mais rígida nas apurações e punições aos políticos que em sua gestão envolvem-se em atividades ilegais. Contudo, de acordo com Jean Jacques Rousseau (1712- 1778), "O Homem nasce bom a sociedade(poder) o corrompe". Sendo assim, o mais importante seria que a lei viesse seguida de punições mais severas, para aqueles que entram legais e saem ilegais. Considerações finais: Vivemos em uma sociedade que usa dois pesos e uma medida. Isto mesmo. Se um cidadão comum tem seu nome protestado nas Instituições de Proteção ao Credito,(não defendo os caloteiros, do contrário, repugno) ele deixa de ser cidadão e tem a maior dor de cabeça, pois, é impedido de tudo, menos de votar. Agora se tratando das pessoas que irão nos representar (ou melhor representar seus favorecidos), tem todo privilégio, mesmo com o nome sujo. Reflexão: Os gregos inventaram a Política no sentido de acabar com o caos, e tirar os seres humanos da barbárie, entretanto, a maneira que fazemos política hoje, principalmente no Brasil, nos coloca em um estágio de repúdio e desacreditados. Portanto, é isto que os políticos querem , que não nos interessamos pela política, assim eles colocam quem eles bem entender no poder, como fizeram na Ditadura Militar (1964-1985). Acorda Brasil. Como dizia o saudoso Bertolt Brecht (1898- 1956). "Os preços do arroz, feijão, farinha e nossas vida depende desta".

 

Alberto Alves Marques albertomarques1104@hotmail.com

Sumaré

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PAÍS DO MALOGRO

 

Ficamos constrangidos que mais uma vez a Câmara Federal não votou o Projeto "Ficha Limpa".Porém como esperar que uma súcia de políticos comprometidos com a corrupção, amorais e sem ética poderiam votar contra si próprios? Como esperar que o povão sem escolaridade e saúde possa escolher dentre tantos indivíduos inescrupulosos que se candidatam, aqueles que não devem à Justiça? Enquanto as Câmaras,Assembléias e o Congresso Nacional continuarem a ser lugar de refúgio de políticos ficas sujas,bandoleiros de terno e gravata,o Brasil será o País do malogro.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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FICHA LIMPA

 

No Dia 28 de abril, quando reunidos na Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ ), para apreciarem a leitura do projeto Ficha Limpa, o bate boca entre os membros do parlamento, deixou claro que eles estavam ali para pedir vista ao projeto, e com isso adiarem sua apresentação. Pareceu-nos que quase todos os parlamentares estavam com o nome sujo no cartório, e tinha o objetivo de enterrar de uma vez por todas, aproximadamente os 2 milhões de assinaturas conseguidas com o Movimento de Combate a Corrupção eleitoral (MCCE ), que pede o banimento da politica brasileira de todos aqueles candidatos fáceis de serem vendidos e mais fáceis ainda de serem comprados. Precisamos dar um basta nessa gentalha. As eleições de 2010 estão chegando. A oportunidade é essa. Até lá, mesmo contra gosto, temos que continuar suportando o odor fétido que está exalando do Congresso Nacional nesses últimos 20 anos. É o que sentimos quando assistimos os pronunciamentos da maioria dos deputados e senadores nas TVs Câmara e Senado. Acorda eleitor brasileiro. A mudança está em nossas mãos.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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BIÓGRAFOS E SEUS EXCESSOS

 

Numa campanha eleitoral, e estamos no meio de uma que teoricamente nem começou, o distinto público é brindado com imagens destinadas a seduzi-lo. O caso da ministra Dilma não foge à regra. Foram usados tons pastel ao retratá-la na versão de favorita do rei Luís - madame Bombadour , homenagem a seu perfil revolucionário. Para representá-la como "mãe do PAC", lançou-se mão de uma original mistura de Pietá de Michelangelo com Mère et enfant da fase azul de Picasso. Nada , porém, supera o "empréstimo" da imagem de Norma Bengell, tentativa frustrada de 'tropicalizar" uma versão feminina de Dorian Gray. Será que no jogo político a trapaça é obrigatória?

 

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

 

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TRÊS OPÇÕES

 

Fico indignado com as chamadas "pesquisas de popularidade" dos governos. Na minha opinião, tais pesquisas deveriam conter 3 (três) opções: 1- Bom; 2- Ruim; 3- Não sei opinar. Para se votar nas duas primeiras, o entrevistado deveria dar no mínimo 3 (três) ou mais justificativas, caso não soubesse, seria obrigado a dizer que não saberia opinar por falta de conhecimento. Acredito que só assim saberíamos a verdadeira realidade destas pesquisas e o quanto o povo brasileiro está preparado para eleger seu governante.

 

Adriano Carbone adri_ac@bol.com.br

São Paulo

 

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EM CAMPO

 

E escalação de Dilma Roussef para a decisão da disputa de 2010 é exclusiva do treinador Lula sa Silva que ignorou os gritos da torcida e a opinião da comissão técnica e a contratação do craque Ciro Gomes que poderia ofuscar o brilho do treinador. Na verdade Dilma substituiu o meia armador José Dirceu ,expulso de campo e suspenso por sua atuação no mensalão e do zagueiro Palocci gravemente contundido num choque com o caseiro Francenildo. Resta saber se Dilma não sentirá o peso da camisa ,pois lhe falta experiência em jogos decisivos ,lembrando que o eventual reserva Michel Temer não obedecerá as instruções do treinador se entrar em campo,além de jamais ter jogado nessa posição.

 

Cloder Rivas Martos sheinerivas@hotmail.com

São Paulo

 

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CONTINUÍSMO

 

Lula disse: "Algo me diz que esse governo está só começando..." Esse era o meu medo.

 

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

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ALIANÇAS E ARMADILHAS

 

Torna-se praticamente impossível Dilma Rousseff e o PT firmar um arco de alianças com todos os partidos existentes. São grupamentos em que os líderes falam por si e não representam a maioria desses partidos. Uma herança maldita da Constituição de 88. De nada adianta eleger Dilma sem nenhuma base no Congresso. Cai no outro dia. Com 80% de aprovação Lula pode eleger Dilma e fazer maioria aliada no Congresso.

 

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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HAVERÁ CASÓRIO ?

 

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que seu "coração" está com a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Será de bom alvitre para a candidatura de Dilma que ela declare - em alto e bom som - se esse amor é ou não correspondido, pois o eleitor consciente, que preza a democracia, não terá a mínima disposição para apadrinhar esse potencialmente bombástico "casamento", que se for consumado certamente gerará os feios rebentos denominados "totalitarismo", "censura", "repressão" e "despotismo". A pergunta está no ar: Dilma Rousseff, você aceitará Hugo Chávez como seu legítimo esposo ?

 

Túllio Marco Soares Carvalho

tullio.carvalho@gmail.com

Belo Horizonte

 

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OS NÚMEROS

 

Vai causar inveja à Rede Globo a comemoraçao da integraçao da TAM na Star Alliance, no dia 13. Logo a TAM vai ter um telefone do call center terminando em... 1313. Neste caso, mera coincidência...

 

Deise Marques jlm300@hotmail.com

São Paulo

 

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PMDB e PSB

 

Acorda eleitor brasileiro. O PSB acaba de embarcar na mesma canoa do PMDB . O partido também não quis lançar candidato à Presidência da República. Descartou a a candidatura de Ciro Gomes e vai apoiar a candidata do PT, Dilma Rousseff. É mais um partido politico interessado em cargos e nada mais. Isso prova que a boca no governo é mais interessante e provavelmente mais rica. O bom é que a maioria dos eleitores de Ciro já andam dizendo : "Estamos fora desse cambalacho." Eu mesmo não vou votar mais com o PSB. Cheguei a conclusão que a insensatez e a falta de vergonha desses dois partidos políticos são incomensuráveis. Farinha do mesmo saco.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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DITO E FEITO

 

Lulla disse e provou que Dilma é a "mãe do PAC", "Programa de Anulação do Ciro".

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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SAÍDA HORROROSA...

 

A saída do Ciro Gomes da corrida presidencial não tem nada de honrosa, é uma saída horrorosa em todos os sentidos...

 

Florisvaldo Cardozo Bomfim floriscbomfim@bol.com.br

Igarapava

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CIROS

 

Ciro, rei do império Medo Persa. Ciro, bobo da corte do "império" medo do Lula.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A EXTEMPORANEIDADE "BY" LULLA

 

Como sempre com sua verve selvagem, Lulla, de modo extemporâneo, fritou literalmente Ciro Gomes que foi usado como objeto de manobra como tantos outros partidos e facções políticas e movimentos sindicalistas despropositais em prol da postiça candidata Dilma, cuja maior "virtude" foi ser militante política com viés terrorista. Não há como comparar-se a linha de conduta experiência do ex governador Serra se compará-lo a candidata, ou mesmo aos demais. Asim sendo Ciro Gomes sucumbiu as promessas dos companheiros Petistas que não são dados a manutenção da palavra.O povo brasileiro deverá valorizar as diferenças entre promessas, factóides lullistas, planos publicitários tipo PAC das ações competentes que o Brasil precisa e merece.

 

João Batista Pazinato Neto pzinato51@HOTMAIL.COM

Barueri

 

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BELO MONTE, GEISEL E LULA

 

O excelente artigo de Demétrio Magnoli (A2 - 29/04/10) revela e informar tudo com exatidão cristalina a realidade do que está acontecendo ou já aconteceu em termos de decisões políticas influenciando as racionalidades que seriam desejáveis do ponto de vista técnico no aproveitamento do decantado potencial hidrelétrico dos rios da Amazônia. Quando iniciei a leitura do artigo, esperava uma ligação com a opinião que o Professor Demétrio Magnoli expressou no seu artigo "Roraima é aqui" publicado em 17 de Abril de 2008, neste mesmos OESP, no qual entendi que afinal os indígenas são brasileiros e lhes interessa o progresso do País. Agora me parece que são povos independentes, constituem-se em Estado encravados no Brasil. O projeto de engenharia que foi leiloado para a construção do polêmico Belo Monte, evitando a inundação da "grande curva do rio Xingu, não atende aos desejos nem aos interesses dos indígenas e nem os interesses nacionais, posto que custará pelo menos três vezes mais que o projeto Kararaô, se construído isoladamente e com potência instalada reduzida para 6.500 MW. Mas essa seria a Usina Hidrelétrica normal e de excelente produtividade, não seria a terceira do mundo. Não inunda 1.225 Km², mas 520 Km² e reduz drasticamente a vazão do rio Xingu na grande curva. Para que servirá a grande curava sem água, talvez atenda alguns principiantes de canoagem em pequenas corredeiras ou iniciantes em "rafting".

 

Walter Coronado Antunesw-coronado@uol.com.br

São Paulo

 

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O QUE VEM DEPOIS

 

Interessante as afirmações do nosso Presidente a respeito dos ganhadores do leilão para construção de Belo Monte de que " ¨ quem ganhou pode sair a qualquer hora , e quem não ganhou pode entrar ". Para começar,as empreiteiras que ganham são sempre as mesmas ( com uma ou outra variação de participantes ). Depois de acertado ( já que o nosso Presidente garantiu que vai construir de qq. forma ), começam os atrasos, os aditamentos, as prorrogações e o ifnal ja conhecemos = Pizza de CPI. Seria muito interessante ( já que obras só aparecem em ano eleitoral ) e umas nem terminam ( vide o PAC) , que o Sr. Presidente parasse de bravatear e se recolhesse no final de seu mandato em Brasília, pois creio que há coisas muito mais importantes para ele se preocupar, já que teve 8 anos para isso.

 

Gilson Moreto gilson-moreto@uol.com.br

Santana de Parnaíba

 

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A COPA E A ECONOMIA

 

Afirmar que existe relação entre a melhoria do ambiente econômico no país Brasil após as conquistas das copas pela seleção brasileira é quase que afirmar a total inclinação de toda uma sociedade aos ditames de um torneio de futebol realizado de quatro em quatro anos. Pode parecer bobagem, mas a breve revisão histórica dos momentos pós vitória brasileira nos gramados parece comprovar a teoria de que sim somos o país das chuteiras econômicas. Em 1958 logo após o delicioso 29 de Junho, o furacão João Gilberto explode com sua bossa nova trazendo um gingado quase aristocrático ao samba e reforçando a auto-estima da classe média brasileira. O governo JK fazia do Brasil vanguarda no mundo moderno ao patrocinar a então faraônica Brasília, além da miragem de uma estabilidade econômica. Como toda regra parece ter exceção, o período pós 1962 , fez o povo sofrer com uma crise política precipitada pela renuncia de Jânio Quadros somada a uma crise econômica de desaceleração do crescimento por conta de um ajuste ortodoxo feito pelo plano Trienal, servindo como embrião do golpe militar por causa do alto teor ideológico comunismo x capitalismo que eclodia no momento. O bicampeonato, igualando a Itália de 1934-38, serviu apenas como bálsamo para a auto-estima dos brasileiros assustados com os acontecimentos macroeconômicos e políticos. Ainda bem que no ano de 1970 o Brasil almejava " O Brasil Potência" e a vitória na copa do mundo induziu o humor da população em direção ao "Milagre Econômico". Apesar do período ditatorial que censurava e torturava houve forte crescimento da economia comparado aos índices chineses atuais. Depois do longo jejum, no ano de 1994, a seleção trouxe um título mundial sofrido depois de uma disputa de pênaltis extenuante contra a temida Itália e trouxe também o Plano Real, o mais bem sucedido plano de estabilização econômica jamais realizado no país. A retirada da pobreza de boa parte da população em um curto espaço de tempo só foi possível de ser realizada com o controle inflacionário, já que a inflação punia vorazmente os mais pobres, pelo simples fato de não terem tempo de colocar o seu dinheiro para render, pois a fome tem que ser saciada logo. Em 2002, a esperança venceu o medo e depois de a seleção brasileira ter sido sagrada campeã mundial na primeira copa do mundo feita em sociedade, Coréia e Japão, um operário foi conduzido ao cargo mais importante da política brasileira, dando esperança aos humildes e credibilidade aos mercados financeiros nacionais devido a sua antes improvável ortodoxia. Enfim, estamos nós às vésperas de uma outra Copa do mundo de futebol esperando que 1962 continue sendo exceção à regra e torcendo dramaticamente para que os objetivos da política econômica se concretizem: Crescimento, repartição e estabilidade.

 

Fabiano Tenuta da Silva fabitenuta@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VACINA ANTIGRIPE

 

Valho menos que um figo podre neste país. A faixa etária de 40 a 60 anos não significa nada para o governo, menos que um mensalinho de Brasília, um mensalão do governo federal e para o escândalo de Curitiba, nem se fala.

Não valho uma vacina de gripe. Ainda bem que vai entrar a faixa etária de 30 a 40, pelo menos minhas filhas são, existem. To be or not to be. Obrigado, pseudo Ministro da Saúde.

 

Regina Helena Thompson reginathompson@terra.com.br

São Paulo

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