Cartas

COPA DO MUNDO

, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2010 | 00h00

Começou a festa do futebol

Dois empates nos dois primeiros jogos: a seleção da casa x México (1 a 1) e França x Uruguai (0 a 0). No país do futebol é hora de desfraldar a Bandeira, tirar do armário a camisa amarela, enfeitar a rua, reunir os amigos, abrir a cerveja. E, por que não, agora que virou moda, de soprar a vuvuzela a plenos pulmões. É hora de preparar o coração, de sofrer, roer as unhas, fazer figa, soltar o grito abafado, explodir no calor do gol. De quatro em quatro anos, o mundo para, só a bola corre, por todo o planeta, levada por centena de milhões de aparelhos de TV a cada um de nós, até as vilas mais remotas dos países mais distantes. Poucos eventos - não é arriscado apostar que nenhum outro - são capazes de mobilizar a humanidade, sem distinção de raça, credo, ideologia, não há quem passe ao largo. Agora é cruzar os dedos e torcermos juntos por nossa seleção. Força, Brasil!

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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Nós e eles

Começou bem a Copa na África do Sul dos Prêmios Nobel Nelson Mandela e Desmond Tutu e do presidente Jacob Zuma, pelo que assistimos na festa de abertura, mesmo com as falhas naturais num evento desse porte, dada a inexperiência e a insuficiência de recursos. Com 16 anos de vida independente, o país ganha a simpatia de todos. Não obstante os sérios problemas que teve de enfrentar - criminalidade, corrupção, falta de recursos -, esse país adolescente vai vencer o desafio e se projetar para o mundo. O Brasil vai organizar a Copa de 2014. Embora muito mais rico e experiente em eventos desse porte, nada fez até agora senão politicagem e passa-moleques... Falta tudo ainda. Só não falta a pobreza de caráter dos politiqueiros de sempre. A diferença? Os líderes sul-africanos citados, e muitos outros que deram a vida por seu país, e os pseudolíderes brasileiros, Lula, Teixeira & Cia.

EDUARDO NUNO F. DE SOUSA

eduardonuno@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA EXTERNA

Vuvuzela da paz

Lendo o excelente artigo Ave, Lula (11/6, A2), de José Danon, sobre a folclórica atuação do nosso PresidenTe no cenário internacional, só resta a nosso esperançoso mundo aguardar, com ansiedade, que nosso líder promova a paz entre as irmãs Coreia do Norte e do Sul. Não temos dúvida de que ele fará soar naqueles rincões a vuvuzela da paz, resolvendo mais este problema que ameaça a paz mundial. Depois é só assumir o Conselho de Segurança da ONU.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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No meio dos aplausos ao nosso esquadrão de ouro, surpreende-nos o excelente artigo Ave, Lula. Lula não ouve as vozes do passado, pois não lê livros de História. Atravessa agora o seu Rubicão e não sabe que a sorte está lançada. No absolutismo monárquico francês, Luís XIV desfechou: "O Estado sou eu!" Lula, sentindo-se coroado, toma nosso suado dinheiro dos impostos para distribuir em benesses externas. Aguardemos o fim da Copa e o resultado da eleição presidencial.

FERNANDO AVERBACH

reginalili@yahoo.com

São Paulo

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Danon resumiu em poucas palavras o desastre de nossa política externa nos dois mandatos de Lula. Celso Amorim jamais poderia ter sido chanceler do Brasil. Uma pessoa que põe sua ideologia à frente da razão jamais poderia ocupar cargo de tal importância. Pena que a maioria da população se deixe encantar pela lábia assistencialista de Lula e não dê a devida importância a fatos tão graves como os citados por Danon.

CRISTIANO MURAD

Crismurad@globo.com

São Paulo

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GREVES

Democracia

Quando o Executivo federal é fraco moral e eticamente, embora seja arrogante, o Judiciário e o Legislativo são afetados, posto que os três devem viver o equilíbrio entre os Poderes. E a população fica à mercê dos desarrazoados e dos que não adotaram a democracia para viver em sociedade. Nesta semana, duas greves em São Paulo, claramente políticas, mostraram a invasão de próprios públicos: funcionários da USP invadiram a Reitoria e funcionários do Judiciário, o Fórum João Mendes. É nisso que dá ter no cargo executivo mais alto do País uma pessoa que, além de péssimo exemplo, diz claramente não respeitar as leis e a Justiça.

VALDEIR CELESTINO DE OLIVEIRA

vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

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Descarados da USP

Será que depois da divulgação pelo reitor (10/6, A2) dos salários e benefícios dos funcionários alguém ainda acha que está ganhando pouco na USP? Deviam tentar conseguir uma colocação igual na iniciativa privada, para ver o que é bom pra tosse. Duvida-se que ganhassem a metade do que recebem lá. A greve é de aproveitadores sem escrúpulos, para não dizer cínicos descarados.

ANTONIO DO VALE

adevale@uol.com.br

São Paulo

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Truculência

Após 43 anos de carreira universitária na FAU-USP, tendo percorrido todos os sucessivos concursos até atingir a condição de professor titular, venho testemunhar solicitude, dedicação e cortesia dos funcionários, alguns falecidos, deixando saudades por seu convívio afetuoso. A mídia, ao se referir à ação de "funcionários", deve ter atenção para discernir o joio do trigo. Membros de sindicatos agem como marginais, apelando para a truculência e coação. Alunos que vêm às faculdades cheios de esperança não são aqueles que arrebentam o patrimônio da USP a golpes de marreta (ou coices). Estes, formados, desaparecerão, pois a sociedade não precisa desse tipo de gente. A Universidade de São Paulo, com suas diferentes unidades, tem futuro assegurado entre as melhores do mundo.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

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Ato eleitoreiro

Dá pra alguém beliscar e acordar os grevistas da USP, que exigem pagamento de salário integral depois de mais de 30 dias de greve? Em troca, eles prometem desocupar o prédio da Reitoria... Mais uma greve eleitoreira e custeada com dinheiro público.

TIAGO VINÍCIUS MATOS

matostv@hotmail.com

São Paulo

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"Comitê do PT usa notas frias para pagar à equipe. Alguma novidade nisso?"

L. A. B. MORAES / SANTOS,

SOBRE A CAMPANHA DE DILMA

labmoraes@uol.com.br

"Olha o novo mensalão aí, gente! Procurem que vão encontrar..."

MARIA JOSÉ DA FONSECA / SÃO PAULO, SOBRE O SALTO NO FATURAMENTO DO "PAGADOR" BENÉ NO GOVERNO LULA

fonsecamj@ig.com.br

"Maradona está cada vez mais parecido com o presidente Lula. Cara, corpo e máscara"

GERALDO SIFFERT JUNIOR / RIO DE JANEIRO, SOBRE O TÉCNICO

DA SELEÇÃO ARGENTINA

siffert18140@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Lei da Ficha Limpa já vale nestas eleições

Políticos condenados pela Justiça depois de 4 de junho não poderão candidatar-se ao pleito de 2010

"A lei não é retroativa e, pelo que entendi, se limita às Eleições de 2010. Mas vamos achar que as coisas vão melhorar."

LAUDO VILLELA

"Os políticos condenados antes do dia 4 poderão se candidatar. Na prática, significa que a lei não será aplicada este ano."

JORGE RORIZ

"Que ótima notícia! Que isso comece um círculo virtuoso de correção de rotas no Brasil!"

JOSÉ CARLOS SALVAGNI

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

Infausto acidente

Que tristeza! Sobre a morte prematura da bisneta do Mandela, a notícia que está sendo veículada não é outra: o motorista do carro estava alcoolizado e será processado por homicídio culposo (aguardemos o resultado do processo). Não é preciso dizer mais nada a respeito do que é possível acontecer depois de beber no fim da tarde e nas baladas para depois assumir a direção do carro. O resultado é sempre uma tragédia, se não for um grande risco de uma. Se a lei vigente e se a campanha para não dirigir alcoolizado está tendo pouco resultado, que se faça também uma campanha no sentido de que não se deve entrar em carro cujo motorista esteja alcoolizado. É melhor voltar para casa de táxi, ou mesmo a pé, do que fazer uma viagem cujo destino não será nada agradável.

PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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BÊBADOS NA DIREÇÃO

A bisneta de Nelson Mandela, de 13 anos, morreu num acidente de carro, quando voltava para casa depois do show de abertura da Copa do Mundo, em Soweto. O motorista do automóvel estava embriagado. É inacreditável como um grande número de pessoas ainda não se conscientizou de que bebida e direção não podem conviver juntas. Ainda mais um motorista profissional, como neste caso. Mesmo com todas essas tragédias diárias, ainda existem pessoas que dão cobertura aos que persistem em beber e dirigir. No Twitter, por exemplo, há uma turma que avisa onde estão colocadas as blitze destinadas a tentar barrar o trajeto dos motoristas embriagados. Talvez a lei atual não seja a ideal, mas já serve para baixar o número de bêbados dirigindo e diminuir o número de acidentes com vítimas de morte.

WILSON GORDON PARKER wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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MARADONA

É espantosa a forma como esse elemento (esse é o termo que ele merece, seu passado o condena) se dirige ao sr. Edson Arantes do Nascimento: moreno. Ele é negro e creio que com muito orgulho. Maradona não tem a coragem de chamá-lo de negro, mas seu intuito foi exatamente esse, com um pejor extremamente rascista. O sr. Maradona deveria lavar bem sua boca para falar do sr. Pelé.

Ailton Dias Pereira ailton7@ig.com.br

São Paulo

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Maradona e Pelé

Vou colocar em termos que o sr. Diego Armando Maradona possa comprender. Não bastaria a esse senhor argentino beijar o chão que Pelé pisa ou ainda comer a grama dos estádios onde ele jogou (e encantou multidões) para tentar se aproximar apenas um único milímetro sequer da genialidade do atleta brilhante, do altivo negro, do brasileiro exemplar e do orgulhoso cidadão chamado Edson Arantes do Nascimento! Seria tambem necessário que Beladona, digo, Maradona, ''muy'' agradecido, cheirasse alegremente o pó das muitas estradas de terra dura que o Rei Pelé, em sua vida esforçada de homem íntegro, trilhou e levantou! Pode morrer e babar de inveja destilando veneno o quanto quiser, Dieguito, mas o fato é que a imortalidade de Pelé, aquele ''moreno'' que jogava com a camisa 10, não é pra qualquer um...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Paulo

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O dr. Sócrates e a sabedoria infinita

Primeiro chamou a seleção de porcaria. Um desrespeito ético aos colegas de profissão. Segundo, afirmou que não sabe se passaremos da primeira fase. E, por último, ''filosofou'': o torneio não mede o melhor time do mundo. É uma feira de futebol. Para quem fez tão pouco pela seleção, não ganhou nada e foi displicente na hora do pênalti, um pouco de humildade cairia bem. Mas a soberba da esquerda esportiva não tem limites.

Roberto Luiz Rufo e Silva . rrufo@metrosp.com.br

Santos

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As moscas e as vuvuzelas

Quando ouço da África as tais vuvuzelas, arrepio-me... Dentro de tamanha alegria daquele povo, sinto que algo fala ao mundo, que o povo não percebe. Esse som lembra muito as ''moscas azuis'' em grande quantidade voando e rodeando o rosto de crianças subnutridas no colo de mães com olhares arregalados e de seios murchos sem leite. Lembra a pobreza extrema dos povos de países daquele continente.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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MORUMBI

Não consigo me lembrar há quanto tempo eu acompanho o SPFC. Quando da construção do estádio, comprei cadeira cativa e ajudei com as inúmeras rifas que o Bradesco, na época, Laudo Natel tinha voz ativa, nos ''empurrava''. Fui à inauguração e sempre continuei a apoiar. Agora, não consigo entender o desespero de se afundar em dívidas por um jogo de inauguração. Será que não entenderam que desse mato não sairá

coelho, pois a turma da Fifa também gosta?! Vejam a briga para continuar no poder. Dias atrás, o Estadão publicou notícias de que o Blatter, para continuar no poder, dobrou as gratificações. Temos exemplo em casa, com o Ricardo Teixeira. O dinheiro que corre é muito tentador e as construtoras, que já estão ''assanhadas'' com a real possibilidade de gastarem o dinheiro público em coisas sem utilidade, pois quatro estádios na nossa cidade, isso dá e sobra para o que acontece. E ninguém reclama. Por isso, alguém saberia qual o mistério que está atrás disso tudo? Quero ser informado.

Ivan de Abreu Aureli aurelivan@gmail.com

São Paulo

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COPA DE 2014

Como todos os dirigentes da Fifa ficaram fartos da bicharada africana, resolveram desabilitar o Estádio do Morumbi para jogos em 2014.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Projeto de Lei injeta dinheiro público nos estádios privados da Copa 2014

Estava lendo a respeito das reformas dos estádios privados a serem usados na Copa 2014, e do aclamado ''não-uso de dinheiro público'', e resolvi alertar sobre um fato interessante, que significará a injeção de dinheiro público nesses estádios.

Através do Projeto de Lei n.º 5.310, em tramitação na Câmara dos Deputados, pretende-se o seguinte: ''Art. 1º Os investimentos, com recursos próprios, realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol do ano de 2014, organizada pela Federação Internacional de Futebol - FIFA, constituirão crédito fiscal que poderá ser usado na forma desta Lei.

§ 1º À opção da entidade desportiva, o crédito de que trata o caput poderá ser compensado com os débitos fiscais oriundos de quaisquer tributos e contribuições federais, vencidos e vincendos, em especial aqueles apurados na forma da Lei nº 11.345, de 2006.

Dessa forma, todo o valor investido pelos clubes nas reformas será compensado com a dívida dos mesmos com a União. Ou seja, além das isenções fiscais, tais clubes ainda terão ''perdoados'' milhões de reais de suas dívidas com a União. Por outros meios se estará injetando dinheiro público na reforma de tais estádios.

O principal beneficiário será o Internacional, já que, dos estádios privados indicados para a Copa, é o clube que mais deve à União (cerca de R$ 120 milhões). São Paulo (Morumbi) e Atlético Paranaense (Arena da Baixada), praticamente não têm dívidas.

Dessa forma, a reforma do Beira-Rio sairá de graça e os principais prejudicados são os contribuintes, que estarão bancando as isenções fiscais e a compensação das dívidas do Internacional.

O interessante é que o projeto é de autoria do deputado Beto Albuquerque, conselheiro e assessor do Sport Club Internacional. Ou seja, um projeto de lei feito especialmente para uma empresa privada por um deputado estadual. Uma vergonha, para não dizer mais.

O projeto está passando por todas as comissões na Câmara, com grandes indícios de que será aprovado.

Em meio a tantas coisas relacionadas à Copa de 2014, projetos de lei como esse passam despercebidos e o povo se dá conta só depois de aprovados.

Temos que ficar de olho e protestar.

Pior do que usar dinheiro público é usar esse dinheiro de forma maquiada.

Renan Sandri do Prado renan.ego@gmail.com

Florianópolis

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''Patriotas''

O brasileiro é realmente diferente, engraçado. Chegou a Copa do Muindo de Futebol. Neste momento, todos saem às ruas, enfeitam suas casas, seus veículos, suas lojas, com as cores brasileiras (verde e amarela). Nesta hora todos são patriotas, torcem pelo time de Dunga (ou de outro altri tempore), queremos o Hexa, etc... E se esquecem dos verdadeiros problemas brasileiros, pelos quais deveríamos ser patriotas, escolher bem os que irão dirigir o destino do Brasil. Nesta hora em que todos deveriam pensar, meditar, comparar, ninguém sabe de nada. Sabem o nome de todos os jogadores e de todos os pilantras que estão na África, mas o nome dos candidatos que merecem seu voto esquecem. É ou não para ficarmos tristes? Isso não quer dizer que não estou torcendo pelo Brasil na África ou que não gosto de futebol. Mas a Pátria merece muito mais. Vamos ver se desta vez, com a ficha limpa valendo, se o povo saberá escolher mesmo, não pelos chavecos dos políticos, mas pela sua integridade e capacidade.

CARLOS EDUARDO DE BARROS RODRIGUES cebr2403@gmail.com

São Paulo

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Façam suas apostas!

O PT pagou R$ 72 mil em dinheiro vivo pelo aluguel de uma mansão em Brasília. Dinheiro vivo?! Veremos se tal fato, inusitado em tempos de facilidades com a internet e de alta criminalidade nas ruas, chamará a atenção das autoridades da Receita Federal ou do TSE. Façam suas apostas! Aliás, José Eduardo Dutra, presidente do PT, está enganado ao dizer que não tem nada que ver com as notas frias para o diretório de campanha. Com a palavra a Receita Federal. Quando uma nota fiscal é emitida, o emitente tem que destacar um percentual de impostos que serão retidos na fonte pelo contratante. Este, ao pagar a nota, paga o valor total desta, descontados os impostos retidos na fonte. O contratante, num DARF próprio, recolherá os impostos retidos. Desta forma, o Estado sabe que o contratado (emitente da nota fiscal) deverá recolher 90% de impostos mais tarde. Está na lei. Portanto, se o PT não recolhe o Imposto de Renda na fonte, está fazendo caixa 2. Simples assim.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O velho PT

Começam a ser divulgadas incríveis histórias sobre a atuação do PT na campanha da Dilma. Agora vem a notícia de notas frias que são usadas para pagamento do pessoal encarregado da marquetagem. Será que eles não conseguem fazer nada que não seja dossiê, notas frias, pagamentos suspeitos, malas de dinheiro e coisas desse tipo?

Será tão difícil assim agir conforme as leis, a ética e a decência? E os desmentidos públicos que não são propriamente desmentidos, ou melhor, vão de encontro às declarações dos próprios companheiros? Quem são os idealizadores de tamanha patacoada?

Pau que nasce torto....

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Párias da comunicação

Que Dilma Rousseff e sua equipe usem de meios escusos para remunerar jornalistas não é novidade alguma, pois o governo do PT não tem escrúpulos e não se constrange em burlar as leis. Triste é constatar que alguns jornalistas aceitam receber pagamento através de notas frias. Justamente aqueles que deveriam zelar pela ética, transparência e responsabilidade na informação são flagrados aceitando dinheiro ilícito. Para garantir um trabalho temporário e talvez algum destaque, esses párias da comunicação que vendem a alma ao diabo e jogam no lixo o compromisso com a verdade deveriam ter seus nomes revelados.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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QUEM ACREDITA?

Mais uma vez o ''cara'' critica e reclama da imprensa e da TV, que não divulgam e não mostram as realizações do seu (des)governo. Será que aqueles que ouvem tamanha inverdade acreditam? A falácia eleitoreira continua a mesma, mentiras frequentes e a todo instante. Como divulgar o que não existe? Já não bastam as inúmeras publicidades e propagandas do (des)governo, estatais e instituições do País mostrando o que num futuro poderá acontecer? Grande parte do povo brasileiro, que sente na pele, sabe quanto precisa MELHORAR em educação, saúde, segurança, moradia, saneamento, rodovias, portos, aeroportos, que a cada dia estão pior. Até a INFLAÇÃO está voltando e atingindo em cheio o cidadão mais humilde e pobre, que sempre é o maior prejudicado. O ''cara'' também disse que cuida do governo como cuida da sua casa, mais uma inverdade. Se cuida da casa, será que sabe quanto aumentou o preço do FEIJÃO, da CEBOLA, etc., nos últimos dias? Do monumental projeto eleitoreio ''Minha Casa, Minha Vida'', até agora só conseguiu realizar 25% do promeotido, do PAC-1 e 2 falta mais da metade, promessas não cumpridas. Como justificar? Mas só restam seis meses para terminar o mandato, quem for o eleito é que vai executar e realizar? O que interessa mesmo é o voto para a madame com passado desabonador e ficha suja. Como será formalizada a sua candidatura? A mentira continua enganando e tem quem acredita.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Do que se trata?

''Fizemos em 8 anos o que não fizeram em 30, 40 ou 50 anos.'' Será que esta frase se refere aos gastos dos cartões corporativos, aos mensalões, ao IPCA (Índice da Permitida Corrupção Ampla) ou ao IGPM (Índice da Gatunagem Política Mensal)? Até quando vamos aguentar essa conversa mole?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Não se vive de bazófias

Lula e Dilma repetem à exaustão e com todo entusiasmo que o fim da dívida com FMI deu autonomia ao País. Autonomia esta que no mundo globalizado é questionável, mas que tem servido para alianças que ao invés de projetarem o Brasil têm dado vazão a ranços ideológicos e sectarismos ultrapassados. Proclamam ufanisticamente que temos US$ 250 bilhões de reservas, que somos credores do Fundo Monetário, que não há crise mundial que nos afete, blablablá, mas não oferecem o básico à população, como educação, saúde e segurança dignas e eficazes, apesar das altas taxas de impostos. E pior, ainda querem mais mandatos.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Um governo de utopias

Lula, em Salvador, voltou a atacar seus antecessores. ''O país da destruição acabou, o país do desleixo acabou, o país da irresponsabilidade acabou'', disse ele, durante a assinatura de convênios para obras de restauração no Pelourinho. ''Menas'', sr. presidente! Nós, os cidadãos conscientes, já estamos cansados de escutar falas como estas, onde injurias, inverdades e impropérios são lançados ao vento sem que assuma possíveis responsabilidades com a verdade dos fatos. Também não aguentamos mais ver valores inalienáveis serem desprezados por aquele que teria por obrigação praticá-los e defendê-los. Lembramos que a História do Brasil não começou com o seu desgoverno e é ela mesma que irá deflagrar aos que virão os ''prodígios'' alcançados por um governante que considera ter construído um país a partir da inanidade. A utopia tomou conta do País há quase oito anos, vivemos uma situação, no mínimo, deplorável!

Leila E. Leitão

São Paulo

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NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Li a defesa que fez o deputado Aldo Rebelo de sua posição na relatoria da Comissão Especial de Reforma do Código Florestal Brasileiro, na edição de 8/6 do Estadão. Para variar, ela é genérica, recheada de boas intenções e cheia de frases bem construídas e ''bem''-intencionadas; ou seja, lendo-a é impossível discordar do ilustre deputado. Porém, vendo o que se publicou sobre essa proposta, aparecem as contradições entre o genérico e a realidade das propostas.Por exemplo, eu gostaria que o deputado justificasse a redução da mata que protege os rios de degradação para apenas 7,5 metros, e isto em propriedades agrícolas que são medidas em hectares, e não metros. Na minha opinião, o que essa comissão propõe é coerente com a prática nacional e instiucionalizada de se desrespeitarem as leis e depois fazer uma lei para legitimar o desrespeito (vide os diversos Refis). Acredito, por fim, que esta é mais uma ''medida eleitoreira'' de um partido (PCdoB) a serviço do PT-LULLA que busca apoio dos ruralistas. É, cada vez mais tenho pena dos que buscam cumprir as leis vigentes, porque acima do que dizia Rui Barbosa, os honestos agora, além de envergonhados são lesados na ''cara dura''. E eu, que um dia fui simpatizante do PCdoB?

João Carlos Correa taiga.tai@hotmail.com

São Paulo

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Cães

A propósito do bombardeio que o novo Código Florestal vem recebendo, há uma pergunta que está "varrumando" meu cérebro. Este é pra valer? Se for, o Brasil terá pela primeira vez um Código Florestal que será cumprido. Depois é só melhorar. Mas se não houver fiscalização, será tão eficiente quanto os outros. E a "carteirinha para os cães" paulistanos. Alguém conhece algum que tenha? Se conhece, já foi parado para mostrar? Alguém sabe quem fiscaliza?

Manoel de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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Multas

O que diriam a China, o Japão ou a Europa se soubessem que meros R$ 50 a R$ 500 diários cobrem a multa por cada hectare devastado ilegalmente na Amazônia? Enquanto nesses países a terra vale ouro, no Brasil é tratada unicamente como bem de consumo descartável. Afinal, até que seria o mais lógico entregar a Amazônia a alguém que a valorize e respeite esse que representa o maior patrimônio da humanidade.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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Código Florestal reduz área protegida

Alegria aos madereiros! Se essa reforma no Código Florestal ocorrer,

em breve poderemos ter nas lojas de todo o País móveis de peroba-rosa,

jacarandá, araucária e outras árvores quase extintas, vindas das matas

sobreviventes na beiras dos rios.

Ricardo Henrique Cardim, Amigos das Árvores de São Paulo cardim@usp.br

São Paulo

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A eterna questão do lixo

Nos diferentes níveis das administrações estaduais e municipais, fala-se muito das problemáticas referentes aos resíduos sólidos urbanos sem, entretanto, oferecer soluções capazes de integrar os vários aspectos da questão, que é complexa e exige respostas capazes de garantir um alto grau de eficiência tanto no aspecto do planejamento quanto na escolha das tecnologias capazes de reduzir drasticamente a quantidade dos resíduos produzidos. É indiscutível a periculosidade para o ambiente de um sistema que não permita a correta recuperação dos materiais originados pelos resíduos. Por isso é importante conceber um sistema de desenvolvimento economicamente sustentável que avalie a carga ambiental relativa aos sistemas de eliminação e recuperação no âmbito das possíveis repercussões sobre as diferentes matrizes ambientais, ar, água e solo. É fácil perceber que a resposta ao problema do lixo não pode ser situada simplesmente na adequação da capacidade de eliminação ao volume produzido, em constante expansão, mas focada no desenvolvimento de um processo que atenda às finalidades de reduzir a quantidade e a periculosidade dos resíduos produzidos, maximizando a recuperação dos mesmos através de processos de reciclagem, reutilização e introdução nos circuitos produtivos e nas novas perspectivas de recuperação energética. A gestão dos resíduos sólidos urbanos resulta praticável e eficiente em larga escala somente avaliando a efetiva possibilidade de utilização das diferentes fases logísticas e tecnológicas e a autossuficiência econômica e financeira no longo prazo, de acordo com a economia de mercado dos materiais reciclados e os ganhos energéticos. Estes fatores sugerem também que o problema não pode ser resolvido em áreas restritas, mas exige a integração de municípios limítrofes capazes de interagir em termos econômicos e logísticos.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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Carbono e combustíveis

Washington Novaes foi, mais uma vez, direto ao ponto em sua análise sobre as preocupações com combustíveis fósseis (''Novas tecnologias, desafios do petróleo'', 11/6, A2). O carbono discutido no texto significa o gás dióxido de carbono, produto final da combustão, quer seja do petróleo, do etanol ou da glicose que nos dá energia para viver. Enterrar de forma eficiente significa condensá-lo, uma vez que o volume ocupado pelo gás é muito maior que o do líquido viscoso (petróleo) que o originou. A natureza já fez isso, mas num processo de alta pressão (sedimentação) e longo tempo, milhares de anos. Parece que a melhor alternativa é o desenvolvimento de culturas agrícolas de rápido crescimento ou algas fotossintéticas que podem transformar esse gás carbônico já existente na atmosfera em biomassa, para a qual já há tecnologia em desenvolvimento para produzir etanol e biodiesel. São os paliativos que encontramos, já que não mudamos nossos hábitos de consumo.

Adilson Roberto Gonçalves, professor da Escola de Engenharia de Lorena - USP priadi@uol.com.br

Lorena

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O GOLPE DA PARTILHA DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO DA CAMADA PRÉ-SAL

É bom ficar claro que essa picaretagem explícita, capitaneada por alguns políticos brasileiros, pleiteando a partilha igualitária dos royalties do petróleo descoberto na camada pré-sal, no litoral do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, não passa de mais uma ''jogada'' urdida por espertalhões que, aproveitando-se do fato de que a imensa maioria dos brasileiros é analfabeta e/ou de analfabetos virtuais, deturpam os fatos e tentam passar a ideia de que a divisão dos rendimentos obtidos com a exploração do petróleo pertence a todos os brasileiros, sob o falacioso argumento de que as pesquisas para a descoberta das jazidas e os investimentos para a exploração serão feitos pelos cofres públicos e, portanto, pertenceriam a todos os brasileiros. Entretanto, esquecem-se esses canalhas de que todos os grandes investimentos feitos no Brasil são financiados pelo governo central, e não só a descoberta e exploração do petróleo da camada pré-sal. Até agora não vi, por exemplo, nenhum político pernambucano, nem mesmo o governador Eduardo Campos, que gosta de posar de paladino da moral e da ética, defendendo a partilha nacional dos dividendos usufruídos com Complexo Portuário de Suape, igualmente concretizado com dinheiro público. É aquela velha conversa mole, muito usual num ajuntamento de espertalhões, que adoram dividir o que é dos outros, mas não abrem mão do que é deles. Dentro do ''espírito de partilha'', poderiam também ser divididos, entre outros, os royalties da Hidrelétrica de Itaipu, da exploração do ferro em Minas Gerais, do Parque Industrial de São Paulo, etc., etc., etc.

Júlio Ferreira : julioferreira.net@gmail.com

Recife

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Pré-sal

Esse problema do pré-sal, que ter de ser resolvido por Lula, não teria tomado a proporção que tomou se ele, em vez de ter antecipado o assunto com objetivos meramente eleitoreiros, tivesse deixado essa discussão para mais tarde, longe das eleições, e após termos mais informações sobre as suas reais implicações na nossa economia e no meio ambiente. Para Lula, vai o ditado: quem pariu Mateus que o embale. Vai ter de desagradar aos Estados produtores, ou aos demais Estados, com políticos ansiosos por mostrar que conseguiram trazer às suas bases uma fortuna que nem sabemos se existirá. Vetando ou não vetando a emenda, Lula sairá perdendo.

Ronaldo Gomes Ferraz, engenheiro ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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A hipocrisia dos royalties

Foi com profundo pesar que ouvi o sr. governador do Estado do Rio de Janeiro dizer que se sente roubado de algo que não lhe pertence. Devido ao esbulho sofrido na Monarquia, nossa Constituição sempre garantiu a União como dona absoluta das riquezas do subsolo. E isso é norma pétrea. A União, mediante pagamento, concede. Portanto, os lucros de petróleo do pré-sal são de todos os brasileiros. A grande hipocrisia vem nos discursos, onde é defendido o crescimento do Brasil de forma sustentável. Se houver uma repartição justa do capital nacional, os mais distantes confins do Brasil receberão e poderão fazer uma verdadeira distribuição de renda e ser cobrados pela população local. Diferente dos dias de hoje, em que vivem de doações e programas alimentares e de ajuda. Desconhece o ilustre governador que, havendo riqueza linear, o Brasil inteiro vai consumir e, havendo consumo, o País inteiro vai ganhar com a geração de renda sustentável. Nós nos olhamos sempre como o país do futuro, e de um futuro que nunca chega. Agora, quando ele chega, a ganância entra em cena. Por que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo? Por que não o Brasil inteiro? É fácil se mostrar apreensivo com os pobres do Brasil e fazer doações. O difícil é repartir dinheiro. Se todos somos iguais perante a Constituição, devemos ser iguais também na aferição dos resultados de algo que só vai se mostrar a partir de 2020. Para termos uma economia linear, com distribuição de renda justa, ainda vamos ter de esperar, a não ser que o governador Sérgio Cabral queira sacar antecipadamente e por conta.

Luiz Antonio Erhardt luiz@osom.com.br

São Paulo

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Divisão igualitária

Com olhar de leigo, podemos imaginar o que custa aos Estados produtores de petróleo em infraestrutura, logística, migração e acomodação de todos que irão trabalhar nas prospecções. Em troca, deputados e senadores, de olho no eleitorado, votam sem pensar na divisão igualitária dos royalties do pré-sal, cada um querendo uma fatia do bolo, sem nada contribuir para isso. Será que quando os Estados produtores estiverem vivendo num verdadeiro caos eles mandarão uns trocados? Migalhinhas? Esmolas para ajudar? Enquanto isso, dá para imaginar onde irão parar esses royalties. Não nos estressemos se viermos a constatar que aviões, lindas lanchas, fazendas de gado e tantos outros mimos forem parar nas contas não-contabilizadas dos mesmos que, sem nenhuma vergonha, na cara votaram essa lei. Vale mais um trocado amigo do que usar da lógica que o cargo exige!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Senado

Lamentável a decisão do Senado Federal de aprovar a divisão igualitária dos royalties do pré-sal, prejudicando direta e claramente os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que perderão bilhões de reais. O Rio de Janeiro vem sendo "tungado" pela Federação desde 1960, quando a capital federal passou para Brasília. Já são 50 anos de uma lenta decadência fluminense. Não é justo que os recursos obtidos com a exploração do pré-sal não fiquem nos Estados em que foram gerados.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PEDRO SIMON, CIDADANIA E PRÉ-SAL

A recente vitória democrática do mais que democrata senador Pedro Simon, com aprovação de seu projeto de lei de se distribuírem os lucros do pré-sal a todos os Estados e municípios, ao mesmo tempo que demonstrou sua visão de um Brasil para todos, esclareceu também a necessidade urgente dos votos facultativo e distrital. E, mais que tudo, da instituição do federalismo, com autonomia executiva, econômica e judiciária para cada Estado. E indo mais longe, com maior transparência do poder municipal, independentemente do tamanho do município!

Afinal, se você é um cidadão, e cidadão é um termo nobre que provém de cidade, mais do que um cidadão estadual ou federal, cabe a cada um ser um cidadão municipal, com visão democrática estadual e federativa, desde que esse Estado e essa Federação sejam também democráticos! E não, como se vê, um ditatorial e concentrado poder que manda em todos que estão por baixo de Brasília e de cada capital estadual, pois governam aqueles que alcançam o poder máximo, cruel, ditatorial, mesmo vestido de democracia, naquilo que continua cada vez mais relativo do que na época de Geisel, para não dizer cada vez mais absoluto!

Vitória do real a do democrata Pedro Simon, talvez o único democrata pra valer dentro do PMDB, partido que carrega a falsa democracia neste país de faz de conta, onde manda quem pode e obedece não quem é inteligente, mas quem é covarde e não luta por seus direitos! Que depois dessa vitória do pré-sal para todos, que veio adocicar o paladar salgado pela injustiça perene de nosso país, longe ainda de uma nação, tenhamos - rápido!!! - as reformas tributária, política, previdenciária e econômico-financeira, naquilo que confirmemos para nós - não para os outros!!! - que democracia, no Brasil!, é governo do nosso povo, pelo nosso povo e para o nosso povo! E é pra já!!!

Se Monroe disse "a América para os americanos'' - de lá digo eu...-, que afirmemos: o Brasil para os brasileiros!!! - de cá, confirmo eu...

SAGRADO LAMIR DAVID david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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Direito adquirido

Como dividir os royaltes sem prejudicar um direito adquirido, em face dos Estados federativos do Rio de Janeiro e Espírito Santo? Creio que o projeto de divisão de royaltes não está devidamente amadurecido no seu conteúdo jurídico, mas isso não significa um impasse para se obter essa divisão. Nesse sentido, cabe ao Poder Executivo, com auxílio do Poder judiciário, ajudar o Poder Legislativo a equacionar esse impasse. Outro aspecto é a extrema necessidade de que essa divisão se estabeleça por critérios que não ofendam a Constituição, caso contrário, isso ensejará uma quantidade infinita de processos que tornarão o Poder Judiciário mais moroso do que já se encontra. É preciso pensar em várias frentes simultaneamente e, por tudo isso, entendo que a divisão desse direito deve ser dilatada no tempo, mesmo porque, se o contrário fosse, estaríamos gerando uma expectativa para toda a população sem sabermos ao certo se ela pode ser cumprida.

FABIO ANDRÉ BALTHAZAR fabioandrebaltazar@hotmail.com

São Paulo

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Aposentados

Para nos subestimar mais ainda, Lula conta uma história que, na opinião dele, mostra a coragem que sempre disse ter, ocasião em que seu filho caçula pediu para fazer uma viagem a Miami com sua classe escolar, por alguma comemoração, e a resposta dele, como pai, foi negativa, alegando não ter dinheiro para a finalidade, e que foi muito difícil ter de responder dessa forma. Mas por isso hoje se sente muito à vontade para fazer a mesma coisa com os aposentados, e dirá não ter dinheiro para aprovar o reajuste de 7,72%. Aposentados que já foram totalmente esbulhados nestes últimos anos e que tudo indica continuarão sendo, se ele fizer sua candidata presidente. Gostaria de salientar, sr. presidente, que sua explicação é esdrúxula, bem como a comparação, pois, no caso do seu filho caçulinha, tratava-se de um passeio e para nós, pobres aposentados, é para sobrevivência, comida na mesa, etc. e tal!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Esqueleto

Em mais um discurso o Viajando Lula sinalizou, contrariando o que dizia quando era oposição, que vai vetar o reajuste de 7,72% para os aposentados do INSS, dizendo: "Não vou deixar esse esqueleto para quem vier depois de mim." Por que não falou que o esqueleto da aposentadoria do funcionalismo federal, que, inflado por elle com porcentagens muito maiores, é o dobro do valor previsto do INSS? Nós, aposentados após 35 anos de contribuição, vamos retribuir a imparcialidade no voto.

Mário A. Dente - dente28@gmail.com

São Paulo

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Direito inserido na Constituição

Gostaria de saber se entre os 81 senadores e 513 deputados existe um, somente um, com sabedoria bastante para dizer-me o que realmente é esse tal de direito adquirido, inserido na nossa Constituição de 1988. Quem lhes faz essa pergunta que não quer calar é um aposentado que durante mais de 30 anos trabalhou pela independência financeira do nosso Brasil. Este espaço do Fórum dos Leitores é gratuito e nele eu e milhões de brasileiros gostaríamos de receber uma resposta.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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Ave, Lula

''Lula foi também o mentor do perdão de dívidas de outros paises com o Brasil, ignorando carências internas gritantes (...), nosso sistema viário abandonado, hospitais inoperantes (...), o total de dívidas perdoadas de vários países,

R$ 1,62 bilhão, quantia suficiente para atender ao reajuste dos aposentados, que o governo afirma não ter recursos para honrar.'' Esse artigo de José Danon, publicado em 11/6 no Estadão (A2), vem desmascarar esse ''cara'' que vive se autoelogiando, desprezando a classe esclarecida deste nosso Brasil. As bazófias de Lula já passaram do limite do tolerável. Diz ainda José Danon: "Talvez nos falte alguém que ao lado desse homem visivelmente deslumbrado pelo poder, seduzido pelo afago de de seus aduladores, repita ao seu ouvido, de tempos em tempos: "Meu senhor,o senhor é só presidente.Lembre-se de que seu cargo é temporario, ó Lula.''

Ana Clarice Baccini claricebaccini@hotmail.com

São Paulo

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Pequinês irado

Primeiro, não tenho a menor noção de quem seja esse indivíduo que se identifica por José Danon. Para terminar, percebo que é dotado de linguajar pleno em grosseria que demonstra falta de respeito a 86% dos brasileiros que apoiam sem restrições o estadista José Inácio Lula da Silva, ''doctor honoris causa'' em mais de 40 tradicionais universidades do mundo. Enfim, chega a parecer um pequinês irado diante da altiva e respeitada figura nacional de alguém que tem livre trânsito e acolhimento dos maiores líderes políticos e intelectuais do nosso planeta.

Sérgio Paulo Teixeira Pombo sp.pombo@estadao.com.br

Campinas

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Azia

O artigo do economista José Danon está irretocável e deveria ser distribuído a todos os cidadãos votantes deste nosso imenso país-continente. Pena que o ''cara'' que motivou o artigo, bem como grande parte de seus eleitores, sofram de azia!

Arnosan Ramos Caiado rcaiado@vivax.com.br

Taubaté

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Má governança

O economista José Danon, no seu artigo "Ave, Lula", traça com lucidez , clareza e ancorado em fatos, os equívocos e os desacertos do governo Lula, não somente no que diz respeito à formulação errônea de nossa política externa, como também às consequências danosas que a soberba presidencial causa à nossa imagem de país democrático aos olhos do mundo. O articulista faz uma análise serena, porém incisiva no apontamento da má governança, que, infelizmente, tem norteado os rumos do Brasil nesta gestão petista. Um artigo imperdível, que sugere muita reflexão ao ser lido.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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FRACASSOU O ITAMARATY?

Tenho lido muitas cartas de leitores no Fórum criticando veementemente o Lula pela ''burrice'' de querer, juntamente com a Turquia, apoiar o Irã. Da burrice para a ingenuidade existe uma enorme distância. Lula recebeu uma carta do Barack Obama pedindo para fazer exatamente o que o Itamaraty fez lá no Irã, inclusive desejando-lhe ''boa sorte''. Lula, então, é louco? A verdade é que Obama disse uma coisa, mas acabou fazendo outra. Convido todos os leitores que escreveram criticando o Lula a ler no Estadão, Carderno2, página D5 de 4/6, a entrevista de um cineasta intelectual norte-americano, criticando o seu próprio país. Oras, bola, se ele mesmo criticou o seu país (a América que não interessa aos EUA), como podemos nós, brasileiros, chamar o Lula de ''idiota''? Não estou aqui puxando o saco do Lula, a prova disso é que faço crítica diretamente à cúpula do Itamaraty. Quando recebeu esta ''tal'' carta da Casa Branca com assinatura de Obama, o Itamaraty deveria devolvê-la antes de ir ao Irã, fazendo a seguinte pergunta: "Caro Obama, o teor desta carta é axiomático ou verossímil?" Aí, sim, foi onde houve a falha brasileira.

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

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Síndromes

A diplomacia brasileira está sofrendo da tão famosa ''síndrome de vira-lata do brasileiro'', porém no sentido contrário. Ou seja, só pode aliar-se aos piores e ditadores - Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Líbia, Paraguai, Zimbábue, Irã, etc., para se dizer independente em relação aos países DEMOCRÁTICOS. Isto é que é ser complexado...

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Inteligente

''O Estado de S. Paulo'' é jornal inteligente feito por pessoas inteligentes para leitores inteligentes. Precisa constar do currículo de seus assinantes.Gilles Lapouge, na edição de quarta-feira ("Merkel, Sarkozy e o euro"), e a genialidade de Loredano em ''Sinais particulares'' de sexta-feira comprovam. Muito obrigado.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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