Cartas

ELEIÇÕES

, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2010 | 00h00

Escolha acertada

José Serra acertou ao escolher o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice em sua chapa puro-sangue. Qualquer nome nordestino do DEM ou do PSDB não ajudaria em nada na alavancagem do candidato no Nordeste. Para contrabalançar o mito Lula, construído nestes quase oito anos por nossa imprensa, que eles chamam de golpista, a oposição teria de ressuscitar e cooptar o "padim Ciço", caso contrário, terá de se contentar com a vitória da pupila do ilusionista na região. Com sua teimosia em combater o inimigo em seu próprio reduto (Pernambuco), Serra esqueceu as Regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, onde poderia consolidar uma vantagem que gradativamente se esvai. Também no Nordeste poderia ter priorizado os Estados que não foram suficientemente atendidos pelo governo federal. Na realidade, caiu em mais uma armadilha do PT e parece que só agora se deu conta do prejuízo. Não adianta prometer mais assistencialismo nem a reativação da Sudene, antigo antro de corrupção das elites nordestinas, pois não só os pobres estão com Dilma, mas grande parte da classe média, mesmo a escolarizada. Talvez se vestindo realmente de oposição e se voltando para os que estão do seu lado consiga alguma chance de ser eleito.

SERGIO VILLAÇA

svillaca@terra.com.br

Recife

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Oportunismo eleitoreiro

O presidente Lulla, vendo a incapacidade da sua candidata de se sustentar sozinha na campanha para a próxima eleição, mostra, uma vez mais, sua falta de coerência. Aliás, falta de coerência e ética são suas principais características. Quando lhe convinha, para se afastar dos múltiplos escândalos do seu triste (des)governo, qualquer motivo, por mais banal que fosse, era suficiente para inventar uma viagem e se afastar do País, alegando em sua defesa que nada sabia do acontecido, mesmo tendo ocorrido no seu mais próximo entorno. No acidente da TAM de 17 de julho de 2007, em Congonhas, onde morreram 199 pessoas, ocorrido por pura incompetência do seu governo, não foi capaz de vir a público para se solidarizar com as centenas de famílias atingidas. Agora, de forma oportunista, em clara demonstração de utilização da desgraça dos outros com fins eleitoreiros, deixa de assistir ao conclave do G-20 para "supostamente" se ocupar pessoalmente dos atingidos pelas enchentes no Nordeste, distribuindo recursos sem nenhum controle, que certamente serão canalizados em grande parte para a campanha da candidata petista, conhecendo o histórico de corrupção do grupo governista. Haja sem-vergonhice!

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

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Momento político

O Brasil vive um momento difícil de sua história política. Além de um governo sindical corporativista eivado de corrupção, tem uma oposição desarticulada e imobilizada por egos sobrepostos.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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Carona

E agora vem o senador Mercadante pegar carona na popularidade de Lula. Do jeito que a coisa vai, é melhor suprimir todos esses candidatos que não têm luz própria e eleger o presidente todo-poderoso para os diversos cargos. A propósito, o que o sr. Mercadante fez pelo Estado de São Paulo nesses anos todos que ficou nos representando no Senado?

LUIZ ANTONIO MACHADO

machalui@gmail.com

São Paulo

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ESCUTAS EM PRESÍDIOS

Inviolabilidade

O Instituto de Defesa de Direito de Defesa (IDDD) manifesta seu repúdio à instalação de escutas nos parlatórios dos presídios federais, recentemente noticiada pela imprensa. As conversas mantidas entre advogado e cliente são invioláveis em decorrência de princípios constitucionais. Nem mesmo decisão judicial pode abrir caminho para a escuta nos parlatórios, lembrando que é este o único lugar destinado para que o preso possa com liberdade conversar com seu defensor, e com isso propiciar o pleno exercício do direito de defesa. É ainda mais gritante a violação das garantias constitucionais do preso porque, mesmo frente a frente, advogado e cliente não têm outra forma de comunicação senão por meio do interfone.

MARINA DIAS, presidente do IDDD

mdiasw@gmail.com

São Paulo

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COPA DO MUNDO

Fifa e arbitragem

Sou grande apreciador de futebol, mas depois das trapalhadas de arbitragem que tive de engolir ontem confesso que estou profundamente desolado. Por quanto tempo mais esses dinossauros da Fifa vão persistir no erro de permitir que as partidas sejam decididas por erros de arbitragem? O mundo evolui, o futebol evolui, a tecnologia evolui. Só os cartolas da Fifa resistem à evolução. Chega desta "cartolagem" cartorial. O futebol é tão importante para o mundo que precisa ser organizado por uma entidade justa, democrática e séria!

STEFANO ALOISIO MORTARI

emortari@globo.com

São Paulo

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Até quando vamos conviver com erros absurdos das arbitragens no futebol? Temos tecnologia eletrônica bastante avançada para evitar as falhas humanas involuntárias ou propositais. Quando será que a Fifa (CBF) introduzirá alguma modificação para evitar o desestímulo ou descrédito na lisura desse esporte? Nos jogos de ontem, o primeiro gol de Argentina x México, em franco impedimento, foi validado; o segundo gol de Inglaterra x Alemanha, em que a bola ultrapassou a linha do gol, legítimo, foi anulado. O lindo gol do Luis Fabiano no jogo Brasil x Costa do Marfim, com dois toques de mão e braço, também foi validado. E tantos outros que, se aplicados corretamente, poderiam mudar os resultados. Está na hora de utilizarmos recursos mais confiáveis para dirimir eventuais dúvidas das arbitragens em geral e, principalmente, na Copa.

LUIZ DIAS

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Não sou contra a tecnologia, estou neste momento fazendo uso dela, mas se em nada vai mudar o futebol só serve para deixar os árbitros em saia-justa e, a cada jogo, mais nervosos, pois há situações em que é impossível o olho humano detectar alguns lances.

MARCELO DE MOURA

mdemoura@globo.com

São Paulo

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"Equação para a escolha de São Paulo: Andrés Sánchez+RicardoTeixeira+Lula=Piritubão"

ARNALDO RAVACCI / SOROCABA, SOBRE A COPA 2014

arnaldoravacci@terra.com.br

"Quem disse que vice não serve para nada? Vice serve para causar muita confusão e atrapalhar a eleição do candidato a presidente"

RONALDO GOMES FERRAZ / RIO DE JANEIRO, SOBRE A COMPOSIÇÃO DA CHAPA TUCANA

ronferraz@globo.com

"Desse jeito, será que teremos segundo turno para eleger presidente?

ANTONIO MARCOS FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE AS PESQUISAS ELEITORAIS

amfadvogado@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Erros na arbitragem marcam jogos da Copa

Fifa proíbe ajuda eletrônica que corrigiria equívocos como os que prejudicaram Inglaterra e México

"A ajuda eletrônica deveria ser permitida. Nem sempre o juiz pode ver o que aconteceu por causa do seu ângulo de visão ."

ROBERTO MIRANDA

"Tenho 64 anos, vi muitas copas, mas a arbitragem desta é a pior. Está abaixo de arbitragens de times da 2ª Divisão do Acre."

ZELIO MENEZES

"É um atraso o futebol não contar com nenhum recurso eletrônico. Os árbitros erram e os times nada podem fazer."

JOEL DE ARAUJO

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

FIFA

Erro lamentável o da arbitragem no jogo Alemanha x Inglaterra, no lance do gol inglês legítimo invalidado. Ou a Fifa se rende à tecnologia, para o futebol não ter tantas injustiças, ou corre o risco do descrédito do seu principal campeonato, na base do mata-mata, onde qualquer erro pode ser fatal.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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FIFA OBSOLETA (2)

Foi mais um lapso "patrocinado" por essa promotora de eventos futebolísticos, principalmente Copas do Mundo, que mudou radicalmente a história de uma partida de suma importância, quando não foi validado o gol do selecionado Inglês contra a Alemanha pelas oitava de finais da Copa do Mundo realizada na África do Sul. A Fifa, com seu modelo de administração arcaico, no sentido de proibir o uso da tecnologia para aniquilar de vez erros de valores imensuráveis dos juízes, deixa frustrados e indignados torcedores de nações e todos os esportistas em geral. Logo a Fifa, tão perfeccionista em exigir modernismo dos estádios dos países anfitriões das Copas, é inoperante em se reciclar tecnologicamente. Que paradoxal! Mas quando será que os dirigentes Fifianos vão entender que só belos estádios, sem o uso da tecnologia, não são suficientes para a paz e o êxito completo de um grande derby?

Fernando Arábia poeta_arabia@hotmail.com

Gravatá (PE)

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RESULTADOS COMPROMETIDOS

Copa de 1966: no jogo Alemanha x Inglaterra, gol ilegal do English Team, quando a bola não entra e o juiz valida o gol.

Copa de 2010: no jogo Alemanha x Inglaterra, gol legal da Inglaterra, que o juiz não vê!

A Fifa deveria urgentemente aplicar o juiz eletrônico, para minimizar falhas bizarras de arbitragem como essas.

Mais de quatro décadas depois, os resultados dos jogos continuam comprometidos.

Denis Schaefer schaeferdenis@hotmail.com

São Paulo

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INGLATERRA ELIMINADA

A Alemanha, ontem, eliminou por 4 x 1 a Inglaterra da Copa Mundial de Futebol da África do Sul. Quando a disputa estava em 2 x 1 para a Germânia, o juiz anulou um gol legítimo da seleção inglesa, eis que, como mostrou nitidamente a televisão, o goleiro alemão, já vencido por um chute violento que bateu no travessão superior do gol, puxou com as mãos a bola para fora, embora ela já tivesse entrado mais de meio metro. Este gol injustamente anulado daria um empate de 2 x 2. Pergunta-se: será que o ilustre árbitro não viu no telão do estádio o gol que anulou? Se este não fosse invalidado, não mudaria o resultado da contenda? ''Only God knows''!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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RECURSOS ELETRÔNICOS

Os recursos eletrônicos precisam mesmo chegar ao futebol.

A não-concessão do gol de Lampard contra a Alemanha, o gol de Luis Fabiano contra Costa do Marfim, em que utilizou os dois braços, o claro impedimento de Tevez no gol da Argentina contra o México foram erros absurdos. Alteram os nervos dos jogadores e, consequentemente, o resultado das partidas.

A Fifa alega que a tecnologia tira a emoção das partidas.

Mas não existe emoção sem justiça!

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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MEDIDAS PREJUDICIAIS

Duas medidas prejudicaram as Copas do Mundo. Uma: a seleção campeã não participa automaticamente da Copa seguinte. Ser campeã não traz vantagem. Outra: o número ideal era e é 16. Tanto é que as Copas começam de fato com 16 seleções. Logo, por motivos comerciais, toda a

ONU vai participar.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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ARGENTINA

Convenhamos que o Corinthians não é a melhor escola, mas o Tevez aprendeu a lição direitinho. Não é a escola que faz o aluno.

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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JOGO DE POBRE

Depois que Gana eliminou os EUA da Copa do Mundo, sou forçado a concordar com os direitistas Glenn Beck e Dan Gainor: futebol é mesmo jogo de pobre. Bye, bye, America !

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA COPA

Escocês vê Fifa a como império da corrupção, afirma o jornalista Andrew Jennings. Qualquer brasileiro com mais de 10 anos sabe que a corrupção em torno da Copa de 2014 já está instalada.

Ele só exagerou na idade dos brasileiros, creio que os de 5 anos sabem também!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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HEXA

A Copa da África do Sul será nossa. A final será contra a Alemanha, 2 a 0 para o Brasil, gols de Robinho e Kaká, para alegria do povo brasileiro, que ama futebol e samba.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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SELEÇÃO E PATRIOTISMO

Se fizermos algum comentário do tipo a Argentina deve ser a campeã deste Mundial, é certo que muita gente irada irá quase nos bater. Mas se o comentário for sobre as deficiências da educação (75% dos brasileiros são analfabetos funcionais), da saúde, do saneamento básico, da infraestrutura, isso não fere os brios do ''patriota'' brasileiro. Creio que sem nos indignarmos com o que nos é fundamental para fazer uma Nação mais igualitária, e mais bem preparada para sermos campeões não apenas no futebol, mas na qualidade de vida, poderíamos sentir-nos mais felizes, não apenas de 4 em 4 anos, mas sempre.

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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RETROCESSO

O jogo do time do Dunga contra Portugal foi um desrespeito à história e à tradição do futebol brasileiro. A eventual conquista da Copa por esse time do Dunga com certeza será um enorme mal para o nosso futebol. Um retrocesso! Uma afronta ao que de melhor sempre tivemos: o improviso, o drible, a criatividade, a arte, a versatilidade. O futebol brasileiro não merece e não pode ser tratado dessa maneira.

Mario Miguel f.miguel@terra.com.br

Jundiaí

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REFLEXÃO DE UM PORTUGUÊS DEPOIS DO JOGO BRASIL x PORTUGAL

Nossa, que coisa mais estranha! Eu aqui no Brasil torcendo para Portugal e ao mesmo tempo para os tupiniquins, nesta honrada Copa do Mundo de 2010. Aqui, com meus bolinhos de bacalhau! Foi derrota ou vitória? Quando pensava que o Brasil ia atacar, ele parava, e assim também a minha querida pátria lusitana, famosa pelo "Cerco de Lisboa" do eminente escritor Saramago: ninguém entrava, ninguém saía... Que Deus o tenha.

Quantos viras e quantos sambas ouvi por 96 minutos em minha padaria, onde já tinha preparado para o almoço uma bela bacalhoada acompanhada de um belo vinho húngaro, o Tokaji Aszú - branco, o vinho da longevidade tomado por personalidades ilustres, Voltaire, Luiz XV, Beethoven, Goethe, Heine e até mesmo papas. E no outro canto da cozinha uma bela feijoada, para a alegria dos brasileiros sofridos - os campeões, os imbatíveis, que depois do jogo, numa algazarra sem igual dentro da padaria, fariam se vissem o técnico brasileiro baixar o topete e sentir que não era o Deus que se achava. Muito xingado! Crasso engano da revista Veja de 16 de junho de 2010 ao compará-lo a Maquiavel. Ora, Maquiavel nunca foi técnico de futebol, mas sim um bom estrategista, o que o mancebo futeboleiro nunca o foi e acredito nunca o será; ora, pois, pois. Não deu outra. As comemorações ficaram para depois. Quem sabe para a festa de São Pedro. Diversos tipos de fogos de artifício foram jogados pelos cantos. O samba ficou dolente na voz pequena e triste: "Moro onde não mora ninguém"... E ao fundo, na minha vitrola, um fino fado cantado pela Amália.

Mas como um bom português e há tanto tempo no Brasil, não entendi. Houve jogo? Onze jogadores de cada lado ficaram trancados em suas respectivas defesas e a bola permaneceu solitária na marca de saída.

Depois do fuzuê, um meu vizinho, todo alegre, de caco cheio, cantava o samba do crioulo doido! Não deu outra e, como a alegria contagia, fui até lá e lhe dei uma porção de feijoada. Agradeceu, não entendeu e ainda me perguntou: "O Brasil já ganhou?" Respondi: "Nada, não..." Voltei e fui comer meu bacalhau um tanto frio. O vinho deixei para outra oportunidade.

Ubirajara Vieira Xavier ubirajaravieiraxavier@yahoo.com.br

São Paulo

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CANASTRÕES DE ELEIÇÃO

Numa partida de futebol entre brasileiros e portugueses, cuja opacidade gerou 90 minutos de letargia, políticos demonstram um entusiasmo quase que apoplético; entre o objeto da cena e a conduta dos atores, qualquer mediano diretor mandaria cortá-la imediatamente. É assim, porém, no trágico teatro da política brasileira, até porque os eleitores escolhem os candidatos por suas características subjetivas, e não pelas finalidades programáticas e por suas condições de efetivá-las em prol do bem comum.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RECEIO

Dunga é o filho da arrogância, seu ''pai'' todos sabem quem é.

Maradona é que empolga e tem talento, Dunga foi um mediano jogador de futebol, bem como alguns que lá estão.

A seleção é da Nação, e não dele (como diz por todos os poros).

Tenho medo que a seleção brasileira vença, pois vão tirar leite de pedra pela conquista, para fins eleitoreiros.

Tanay Jim Bacellar: tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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DUNGA E DILMA

Pode não ser nas oitavas, ou nas quartas, mas da semifinal a seleção não passa. Esse time do Dunga foi muito bem escolhido, treinado e badalado, mas, infelizmente, não está com nada. O povo brasileiro deve se preparar para mais essa decepção. Os jogadores até que se esforçaram, mas quem vai ouvir será o Zangado, digo o Dunga, técnico, sem experiência, sem carisma, sem jogo de cintura e sem o mínimo de humor necessário para assumir a difícil função de agradar a 190 milhões de especialistas. É uma pena, mas, assim como na política, a experiência e o carisma no futebol, também são fundamentais.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MASSACRE

Muitos estão massacrando e açoitando o Dunga. Dunga não pediu para ser o treinador da seleção brasileira. Aceitou o encargo com humildade e o vem desempenhando conforme seus princípios e sua capacidade. Por que não culpam e condenam o poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pelo magro desempenho da canarinho nesta Copa? Afinal, ele e só ele é o único responsável pela indicação (contratação) e quem tirou do bolso do colete esse novel treinador. Será que é mais proveitoso bater só no mais fraco?

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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HOLANDA E ARGENTINA

Na França, país de Primeiro Mundo, em 1998, quando derrotou o Brasil na Copa, a popularidade do então presidente Jacques Chirac subiu 15%. Se o Brasil, país de Terceiro Mundo, for campeão em 2010, Dilma será eleita. Portanto, vou torcer para a Holanda e Argentina.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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INJUSTIÇA

O técnico Dunga está sendo alvo de críticas pesadas pelo desempenho da seleção brasileira, abaixo do esperado. Dunga é um ótimo técnico, tem personalidade forte, tem o time nas mãos, mas a responsabilidade pelo fraco futebol é consequência da convocação dos jogadores, responsabilidade do sr. Ricardo Teixeira, que barrou os baladeiros e jogadores que poderiam desequilibrar os jogos, e brilhando, o que ofuscaria toda a comissão técnica. Volto a afirmar, Dunga é ótimo! E tem opinião própria...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CAIU A MÁSCARA

Finalmente caiu a máscara. Em entrevista ao enviado especial do ''Estadão'' na África, o secretário geral da Fifa revelou que o veto ao Morumbi foi de responsabilidade da CBF e do Comitê Organizador local, ou seja, da família Teixeira (o pai na CBF e a filha no Comitê). Disse ainda que a cidade de São Paulo não pode ficar de fora da Copa e que tem confiança no Piritubão. A pergunta que não quer calar: será que o prefeito Gilberto Kassab vai entrar nessa aventura, que todo mundo sabe como começa, mas não faz ideia como acaba (em R$), e enterrar o dinheiro dos munícipes em mais um estádio, apenas para alimentar o desejo político da família Teixeira?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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SUBSERVIÊNCIA

O DEM e o PSDB não merecem governar São Paulo, engolir o veto do Estádio do Morumbi pela CBF (Ricardo Teixeira) é o cumulo da subserviência, é uma politicalha vergonhosa.

Até a Fifa se apressou em dizer "não tenho nada com isso".

Corrupção à vista!

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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JABULANI 2014

Diante da quantidade de incoerências contida nas últimas pesquisas eleitoreiras - digo, eleitorais -, a oposição deverá contrariá-las e vencer esse continuísmo inconsequente e mentiroso, até com relativa folga.

Aproveitando o ensejo, o fabricante da Jabulani deveria desenvolver quatro novas bolas para a próxima Copa: a Jabaculê, em homenagem aos nossos probos políticos; a Jaburu, em homenagem ao novo presidente oposicionista; a Jabiraca, em homenagem àquela que pensava ser ''a bola da vez'' em 2010; e a Jabaitarde, em homenagem ao artista que ficou oito anos no picadeiro tentando fazer gol, sem sucesso, com a Jabiraca.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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PRESIDÊNCIA DA CBF

A história da entrada do sr. Ricardo Teixeira, ex-genro do sr. João Havelange, na administração do futebol brasileiro teve sua primeira tentativa na eleição que antecedia a Copa do Mundo de 1986. Nunca havia participado de diretorias de clubes, federações ou da CBF. O sr. João Havelange, seu sogro, era presidente da Fifa. Como a Colômbia não pôde atender a tantas exigências da Fifa para sediar a Copa 86, desistiu. O Brasil interessou-se em ser a sede desse Mundial. Porém Havelange pediu que elegessem seu genro Ricardo Teixeira presidente da CBF e os dirigentes, não gostando da imposição de Havelange, elegeram outros integrantes do Clube dos 13. O Brasil era forte candidato a sediar a Copa 86, mas Havelange, irritado por não aceitarem seu genro, não permitiu que o Brasil organizasse essa Copa e a entregou novamente ao México, que já havia sediado a Copa 70. Em outra eleição, aceitaram eleger o sr. Ricardo Teixeira, o homem gostou tanto de ser presidente da CBF que não saiu mais, está á até hoje.

Benone Augusto ded Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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ATRAPALHADOS

O PSDB mais uma vez decepciona o povo brasileiro, fazendo-me lembrar do ocorrido na eleição passada, quando Alckmin foi candidato. Ficou o tempo todo subestimando o adversário e no final

perdeu a eleição. No momento atual parece-me que está acontecendo o mesmo, as pesquisas já indicam superioridade de Dilma e a oposição não está nem aí. O recente episódio da escolha do vice mostra claramente o quanto estão atrapalhados. Muito triste tudo isto.

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

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SERRA X VICE

A pergunta que não quer calar: se o Serra não consegue negociar um simples vice, conseguirá o PSDB negociar uma grande reforma?

Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com

Araras

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RIDICULARIDADE

A escolha de um vice para a chapa tucana está ficando um negócio ridículo. O PSDB e o DEM não se entendem. Não se sabe quem é que faz o papel do ridículo, se os políticos envolvidos ou os seus eventuais eleitores, que podem ser qualquer coisa menos idiotas. Essa turma, de fato, está é preocupada consigo própria, e não com o Brasil e sua gente.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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OPORTUNISMO

O Brasil está mal de vice. Vendo o candidato a vice de Serra, Álvaro Dias, que mudou de partido várias vezes, até foi expulso do PSDB e voltou novamente, fico indignado. Com tantas indecisões, como podemos confiar num homem que muda de ideologia como muda de roupa?!

E o vice da candidata Dilma é do partido que em parte apoia o Serra. Quer dizer, esse PMDB fica dos dois lados, qualquer um que ganhe, ele está dentro do poder. Até parece que PMDB e PSDB são o mesmo partido.

Confesso que estou cada dia mais confuso, e este oportunismo político se repete em todo o território nacional.

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

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ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE

O senador Sérgio Guerra comete um grande equívoco ao afirmar que será arriscado lançar uma candidatura (vice) com pouca consistência eleitoral ou de um Estado pouco expressivo. Por certo estava se referindo à senadora Kátia Abreu. Esquece que a senadora tem ao seu lado a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), uma poderosa instituição com ramificações em todo o território brasileiro, além de valorosa mulher, com ideias progressistas, ou seja, não-conservadoras.

José Carlos Magalhães jcarlosmagalhaes@ig.com.br

São Mateus (ES)

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ÁLVARO DIASAA

Sem aliança com o PP do Maluf e o DEM do Arruda, Serra governará o Brasil livre da perniciosa política do ''toma lá, dá cá''. Com a escolha de Álvaro Dias para vice, Serra está de parabéns. Prá frente, Brasil!

Roberto Twiaschor, rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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SLOGAN DE CAMPANHA

Para contrapor o slogan de campanha de Lula para sua candidata - ''Eu sou Dilma!'' -, só mesmo Serra adotando o slogan: ''Eu sou Lula!''

Nada de mais, pois a grande maioria dos oposicionistas passou quase oito anos poupando o presidente de criticas por temer desgaste perante seus eleitores, haja vista seu altíssimo índice de aprovação.

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

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O SENHOR DOS PEDÁGIOS (2)

O leitor sr. Lourival G. Moreira, em carta ao Fórum dos Leitores (27/6), declara que numa viagem de carro Botucatu-Bauru-Botucatu pagou mais em pedágios do que em combustível. Há um ano eu paguei numa viagem São Paulo-Ribeirão Preto-São Paulo mais do que pagaria se tivesse feito a viagem de avião.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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CALAMIDADE

Após quase 16 anos sob governo do PSDB, vemos o Estado de São Paulo em estado de calamidade pública, educação sucateada, segurança pública falida, saúde na UTI... Como se isso não bastasse, o absurdo cobrado nos preços de pedágios! E o Serra ainda quer ser presidente do Brasil...

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA?

Para falar contra a tarifa de pedágio das estradas de São Paulo até os centavos são motivo para criar polêmica, como se "nunca antes na história" dos pedágios tivesse existido tarifa sem arredondamento dos centavos. A eleição realmente cegou os opositores do governo de São Paulo.

Tiago Vinícius Matos matostv@hotmail.com

São Paulo

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TARIFA

Há explicação para o fato de em São Paulo não poder existir tarifa de pedágio com valores múltiplos de R$ 0,05, isto é, valores quebrados? No Rio de Janeiro há tarifa de ônibus de R$ 2,35 e não existiu polêmica. Ou há um motivo embutido na discussão em São Paulo, em que pese as estradas do Estado serem as melhores do Brasil, visto que o pedágio serve para fazer sua manutenção?

Klaus Benvenuto klausbenvenuto@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO DOS PEDÁGIOS

Essa ''indisposição'' entre a Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo e os proprietários de concessionárias de rodovias quanto ao arredondamento dos valores a serem cobrados nas praças de pedágios, para facilitar o troco, parece-me combinada entre as partes para fazer de conta que a coisa é séria. Ou seria devida à proximidade das eleições? Lembremos que no início das concessões Geraldo Alckmin, tendo assumido com a morte de Covas, candidato à reeleição, simplesmente cancelou o aumento previsto em lei um mês antes do sufrágio. Não sei por que, na época, as concessionárias ficaram quietinhas. Por outro lado, não há por que as concessionárias reclamarem, já que, por causa das pegadinhas do contrato, denominadas ''reequilíbrio econômico-financeiro'' e ''readequação de obras'', algumas cumpriram apenas parte do que consta no edital de licitação, a exemplo da Tebe. Se não bastasse, ainda ganharam mais oito a dez anos de concessão, elevando para 30 anos um contrato inicial que era de 20, conforme consta também nos editais. Se analisada com seriedade, pelos órgão criados para esse fim, constatar-se-ia, muito provavelmente, que, na verdade, as rodovias foram praticamente dadas aos contratados. O pior de tudo é que eu sei aonde esse país vai parar, mas as autoridades, por mais que eu tente, não querem sequer me ouvir, especificamente, neste caso.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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STALIN E OS VOTOS

Oportuníssima a carta da leitora sra. M. Cristina da Rocha Azevedo (27/6) sobre a consideração de Stalin de que "quem conta os votos é quem realmente importa". É bom lembrar que Lula, no episódio da fraude na contagem de votos das eleições no Irã, apoiou incondicionalmente a "lisura" do processo.

Cléa M. Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL S.A.

Você é acionista de uma grande empresa cujo presidente é esbanjador, custa muito com gastos pessoais, passa 80% do tempo viajando no avião de luxo, tem cartões de crédito corporativo com gastos secretos e aumentou muito os salários e o número de funcionários, mas o atendimento não melhorou. A receita é esbanjada e não faz investimentos para melhorar a qualidade dos produtos e alavancar o crescimento da empresa. Os lucros despencaram, o endividamento disparou e parou de dar dividendos. Foi convocada eleição de novo presidente e ele que eleger uma candidata sem currículo, só por ser sua colega de clube, sem nenhuma experiência anterior, que nunca foi presidente sequer de um boteco. Se for eleita, suas ações vão virar pó.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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MARIA RITA KEHL

A ignorância gera ódio. É apenas isso que se depreende do texto de Maria Rita Kehl (27/6). Não é possível crer que alguém com esse nível intelectual possa nutrir tanto ódio por uma classe produtora, que tanto faz pelo desenvolvimento do País.

Pior! Não sabe o que diz.

Onde está o meu jatinho, onde estão os meus milhões de lucro?!

Os empregados são mal pagos? Prove.

Agricultura familiar também é negócio, quando traz bem-estar à família, e isso acontece.

Mas se é familiar, geralmente, não gera empregos, é tocada pelos donos.

Por que o ódio?

O agronegócio gera muito emprego e renda e há décadas segura a estabilidade do Brasil.

Sou produtor rural, sim, com o maior orgulho!!

Cláudio Dabus Figueiredo claudiodabus@uol.com.br

Maringá (PR)

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CAIU DO CÉU PARA OS NOVOS CORONÉIS

Com as chuvas que desabaram sobre o Nordeste, nosso Haiti saiu de baixo do tapete. Diante da tragédia, a prioridade é ajudar de alguma forma, amenizar a dor de seres humanos que perderam tudo. Por sorte, a oposição de hoje em dia não vai fazer alarde inoportuno como a de antigamente, que se apressaria em denunciar o uso político das ações e do dinheiro liberado.

Aquecimento global, São Pedro e a elite (branca) são os prováveis culpados nestes tempos de PT no governo e oposição responsável. E pode ser inoportuno perguntar pela capacidade do Estado de responder efetivamente a crises do tipo, ou perguntar pelas matas ciliares, pela cobertura vegetal da região, pelas práticas agrícolas de conservação de solo adotadas, de como é a ocupação e o uso do solo nas zonas urbanas e rurais. Pode soar desumano. De uma coisa não tenho dúvidas, e quem conhece a turma sabe: para a os donos do poder no Nordeste, o dilúvio caiu do céu.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

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BUTANTAN E A FAIXA DE GAZA

Se o desempenho do Instituto/Fundação Butantan não fosse tão importante para a saúde pública e para o partido político que governa o Estado de São Paulo, não seria necessário tanto esforço dos seus responsáveis (Estadão, 26/6 e 27/6) para explicar a má gestão e o desmazelo que levaram ao incêndio de um patrimônio biológico inestimável. Para harmonizarmos esse importante instituto deveríamos começar por desarmar os espíritos, como, em boa hora, sugere o professor Hernán Chaimovich. Isso seria a condição necessária para que se desfaça a verdadeira Faixa de

Gaza criada entre os setores de produção e pesquisa científica dentro do Instituto Butantan.

Caso contrário, como dizia La Fontaine, continuará prevalecendo a razão advinda da força política do lado mais municiado. Para isso é imprescindível que se faça uma avaliação extramuros, isenta e competente, que mesmo o professor Isaías Raw concorda ser um bom procedimento. Somente assim a população de São Paulo ficará sabendo a verdade sobre o bom ou mau emprego dos recursos públicos para o benefício social. Tal procedimento, utilizando os modernos meios de avaliação técnico-científica, servirá para revelar a verdade, que é uma só, caso contrário, prevalecerá a mentira, que tem diversas versões, ajustadas aos interesses de cada um.

Antonio Carlos Martins de Camargo

São Paulo

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