Comércio espera bom nível de vendas em junho

Mesmo que o Dia dos Namorados passe sem presentes, os casais podem comemorá-lo com refeições fora e outras formas de entretenimento. Mas, certamente, haverá mais forte demanda por produtos como roupas, bijuterias, cosméticos, bombons, flores, etc

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2017 | 03h07

Com a inflação em queda, assim como a taxa básica de juros, e com mais dinheiro circulando graças à alta das exportações de commodities agrícolas, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) projeta para junho um crescimento das vendas do comércio varejista de 3% em todo o Estado e de 5% na capital, em termos reais, em comparação com o mesmo mês de 2016. Segundo a assessoria econômica da entidade, isso “significa que as turbulências em âmbito político não deverão comprometer a trajetória de recuperação do movimento varejista até agora observada”.

Até este momento, o maior impacto da crise política tem sido sobre as decisões de investir, que estão condicionadas diretamente à perspectiva de manutenção ou não dos rumos da política econômica. Mas os acontecimentos em Brasília não chegam, ao menos por enquanto, a abalar a confiança que o consumidor vem a muito custo adquirindo em face dos primeiros sinais de melhora do ritmo de atividade.

O movimento comercial em junho será muito ajudado pelo Dia dos Namorados, na próxima segunda-feira, que, a despeito da crise, não deixa de ser comemorado por inúmeros casais de todas as classes sociais. A data não tem impacto comparável ao das vendas do Natal e do Dia das Mães, as principais datas comemorativas para o varejo, mas não deixa de ser objeto de intensa propaganda.

Não é à toa que restaurantes que costumeiramente fecham às segundas-feiras já anunciaram que vão permanecer abertos. Mesmo que o Dia dos Namorados passe sem presentes, os casais podem comemorá-lo com refeições fora e outras formas de entretenimento. Mas, certamente, haverá mais forte demanda por produtos como roupas, bijuterias, cosméticos, bombons, flores, etc.

A tendência é de que, como no Dia das Mães, o maior volume das compras seja de produtos mais baratos, em razão da queda dos níveis de renda do consumidor. A FecomercioSP, porém, julga possível que o movimento das lojas que comercializam produtos eletrodomésticos ou eletrônicos e as concessionárias de veículos também venham a apresentar em junho um certo crescimento, tendo em vista a base de comparação muito baixa, pois os estabelecimentos comerciais desse segmentos amargaram quedas sucessivas mensais da ordem de 14%, em média, em 2016.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.