Construção civil ainda enfrenta dificuldades

Índice de atividade do setor recuou para 45,7 pontos e o de emprego, para 45,1 pontos em setembro

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2018 | 04h00

A construção civil, uma das áreas mais afetadas pela crise, ainda não apresenta sinais de recuperação. Segundo os últimos dados da Sondagem Indústria da Construção, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de nível de atividade do setor recuou para 45,7 pontos e o de emprego, para 45,1 pontos em setembro, patamares abaixo de 50 pontos, indicando situação ruim. Embora o índice de utilização da capacidade operacional tenha crescido 61% no mês em relação a agosto e alcançado o maior nível deste ano, o setor mantém elevada ociosidade, com 39% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados.

A pesquisa mostra que, em setembro, os índices de expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses, como nota a CNI, “não apresentam bons resultados e comprovam um certo pessimismo”. De fato, os diversos índices de expectativas em setembro foram: de 51 pontos para nível de atividade; de 50 pontos para novos empreendimentos e serviços; de 32,5 pontos para intenção de investimentos; de 49 pontos para o número de empregados; e de 49,5 pontos para compra de matérias-primas e insumos.

Com pequenas oscilações em relação a setembro, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses se mantiveram em outubro próximos da linha divisória dos 50 pontos.

As grandes queixas dos empresários, segundo levantamento do terceiro trimestre, dizem respeito à alta carga tributária, item que liderou a lista dos principais problemas indicados pelos entrevistados (42%). Vêm, em seguida, a demanda interna, que evolui lentamente (34,7%), e a burocracia excessiva (27,9%).

O indicador de satisfação com a margem de lucro subiu para 36,1 pontos no terceiro trimestre. No mesmo período, a satisfação com a situação financeira das empresas passou para 40,8 pontos e o índice de acesso ao crédito ficou em 32,1 pontos, aquém de 50 pontos em todos os casos.

Tudo isso se reflete no Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (Icei-Construção), que subiu 1,3% em setembro, alcançando 52,1 pontos, abaixo, ainda assim, da média histórica de 52,9 pontos. É possível que, encerrado o período eleitoral, as incertezas diminuam e expectativas do setor para o futuro melhorem.

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