Emprego formal retoma ritmo de crescimento

Segundo os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, houve saldo positivo de 110.431 vagas com carteira assinada criadas em agosto

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2018 | 04h00

Há sinais de que, depois dos tropeços de maio, o ritmo de atividade retoma aos poucos o nível dos primeiros meses do ano. Assim pode ser interpretado o saldo positivo de 110.431 vagas com carteira assinada criadas em agosto, segundo os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Foi o oitavo mês consecutivo em que o número de admissões superou o de demissões, e o saldo de agosto só fica atrás do verificado em abril (127.134), de acordo com a série histórica com ajuste sazonal.

É significativo que o saldo de emprego formal tenha sido puxado pelo setor de serviços (66.256 novas vagas). Esse resultado foi devido, em boa parte, à volta às aulas depois das férias escolares de julho – o subsetor de ensino foi responsável pela contratação de 20.338 profissionais. Pode-se presumir que esse aumento possa igualmente refletir uma demanda mais intensa por cursos de requalificação da mão de obra.

Destacam-se no segmento de serviços aqueles ligados ao comércio e administração de imóveis (18.074), impulsionados pela grande oferta de imóveis no mercado; as atividades relacionadas a alimentação (12.832); e atendimentos médicos (8.525).

No comércio, a situação parece também mais animadora do que se previa, com um saldo de empregos de 14.019 no segmento varejista e de 3.840 no comércio atacadista, o que pode ser indicativo de um movimento de reposição de estoques.

No tocante à indústria, o Caged revela que foram os segmentos mais ligados ao consumo, como os de alimentos e bebidas (16.926 novas vagas), e a indústria química e farmacêutica (3.750) que possibilitaram que o setor manufatureiro como um todo apresentasse um saldo de positivo de 15.704 empregos. As demissões superaram as admissões nas indústrias de borracha, fumo e têxtil.

Já o número de novas vagas na construção civil (11.800) é relativamente baixo, mas explicável pela falta de grandes projetos nessa área. Nos grandes centros, predominam os projetos de reforma e reconstrução.

Refletindo uma nova realidade no mercado, foram criadas em agosto 3.996 vagas de trabalho intermitente e 3.165 em jornada parcial, destacando-se nessas modalidades os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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