Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP
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Exportação de café será recorde num ano atípico

Volume embarcado no mês de novembro, de 4,3 milhões de sacas, foi 32,2% maior do que o exportado um ano antes

Editorial Econômico, O Estado de S. Paulo

23 de dezembro de 2020 | 05h00

Para os produtores e exportadores de café este está sendo um ano excepcional, não apenas pela pandemia, mas sobretudo pelos resultados alcançados até agora. De janeiro a novembro, as exportações somaram 39,8 milhões de sacas, com aumento de 5,7% em relação aos primeiros nove meses de 2019, de acordo com o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). É o maior volume já exportado pelo Brasil no período, o que justifica a previsão do presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes: “Sem dúvida este ano será de novo recorde”.

A receita cambial nos 11 primeiros meses de 2020 alcançou US$ 5 bilhões, com aumento de 6,7% em relação ao ano passado. É um aumento pouco superior ao do volume exportado, o que indica discreta valorização do produto no mercado internacional. Quando convertida em reais, no entanto, a receita alcança R$ 25,9 bilhões, valor 40% maior do que o de igual período de 2019. É o impacto da desvalorização do real no rendimento obtido pelo setor cafeeiro.

Os dados específicos para o mês de novembro são até mais exuberantes do que os do acumulado do ano. O volume embarcado no mês, de 4,3 milhões de sacas, foi 32,2% maior do que o exportado um ano antes. A receita cambial teve aumento porcentual de 32,3%, bastante próximo ao registrado pelo volume exportado, o que denota estabilidade da cotação do produto entre novembro de 2019 e novembro de 2020. Mas as receitas em reais tiveram, na mesma comparação, alta de 72,5%, o que mostra com clareza muito maior do que o resultado acumulado do ano o efeito da desvalorização cambial sobre o rendimento das exportações de café.

“Os resultados de novembro surpreenderam mais uma vez por sua excelente performance, tanto pelos registros em volume quanto pelo econômico”, avalia Carvalhaes. “Ficamos muito satisfeitos com o fato de o setor conseguir enfrentar um ano tão desafiador com sustentabilidade e proteção à saúde de todos os colaboradores, conseguindo garantir que a xícara de café chegue à mesa dos consumidores de todo o mundo, com qualidade e segurança.”

Estima-se que, de cada três xícaras de café consumidas em todo o mundo, mais de uma é de produtor brasileiro. Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão continuam os maiores importadores.

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