Finanças em ordem dão alento às famílias

Índice que mede confiança das famílias chegou ao nível mais elevado para outubro em quatro anos

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2018 | 04h00

A perspectiva de melhora da situação financeira dos consumidores é o ponto diferencial do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) de outubro, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em relação a outros levantamentos sobre a confiança das famílias. O Inec mostrou avanços significativos em relação a setembro e é também o indicador mais elevado para o mês – 112 pontos – em quatro anos.

O índice cresceu 4,4% em relação a setembro e 9,3% comparativamente a outubro de 2017. Nos últimos quatro meses, acumula alta de 12,5%.

Dos seis componentes do Inec, só houve ligeira queda de 0,3% nas expectativas de compras de bens de maior valor. As expectativas quanto à inflação foram 13,7% melhores do que as de outubro de 2017, quanto ao desemprego avançaram 12,6% e quanto à renda pessoal, 11,2%. Na mesma base de comparação, o endividamento diminuiu 11% e a situação financeira evoluiu 16,9%, sendo 8,9% apenas entre setembro e outubro.

A pesquisa patrocinada pela CNI e realizada pelo Ibope Inteligência ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios. A perspectiva de melhora da situação financeira dos consumidores foi decisiva para que o índice superasse a média histórica de 107,7 pontos. Parece se firmar o processo de recuperação da economia brasileira, antecipando um ano de 2019 melhor do que o de 2018.

Os brasileiros continuam cautelosos com as compras, pois evitam comprometer suas rendas por prazos mais dilatados, mas a melhora das condições financeiras das famílias permitirá que o consumo de bens de maior valor volte a crescer, acredita o economista Marcelo Azevedo, da CNI.

“A recuperação da confiança do consumidor é uma ótima notícia”, diz ele, explicando: “Com o tempo, se reverterá em um aumento do consumo, um passo fundamental para a recuperação da atividade industrial, dos investimentos e do emprego”.

Aos poucos, os indicadores econômicos deixam para trás os maus resultados de maio e junho, decorrentes da greve dos caminhoneiros que prejudicou a indústria, o comércio, os serviços e até o agronegócio. A recuperação também foi evidenciada pelas pesquisas sobre o emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo IBC-Br do Banco Central sobre a evolução do PIB.

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