Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Abril 2017 | 05h00

POBRE BRASIL!

Qual a chance de o Brasil sair desta situação de quase calamidade, se recente pesquisa Ibope nos dá conta de que 41% dos entrevistados acham que o governo atual é pior e outros 38% acham que ele é igual ao governo Dilma? Ou seja, 79% dos brasileiros ou enxergaram mudanças para pior ou não viram nada de novo. São esses mesmos brasileiros, com essa péssima capacidade de avaliação, que elegerão o novo Congresso Nacional e o futuro presidente da República em 2018. Pobre Brasil!

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ANALFABETISMO FUNCIONAL

Agora entendo o que significa o tal analfabetismo funcional. Não ter discernimento dos fatos e dos ladrões corruptos da nossa nação é lamentável. A ponto de Lula agir como um herói do povo que vai salva-lo. É triste, precisamos de educação para todos os brasileiros, porque, se não, o analfabetismo funcional vira ferramenta na mão do PMDB e, sobretudo, o PT.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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O MESMO RANÇO

Independentemente da queda de aprovação ao governo do presidente Michel Temer, parece que finalmente o povo brasileiro escolheu para qual caminho seguir, mesmo que ainda sem rumo. 39% aprovam o ex-presidente Lula e 59% não votariam nele de jeito nenhum. Nunca o Brasil esteve tão convicto do que deseja e a queda de popularidade de Temer mostra que a população hoje tem consciência de que o atual governo é apenas um puxadinho do governo anterior. Logo, o ranço pode ser o mesmo, apesar das aparências. Todos se locupletaram da mesma fonte corrupta, mas pelo menos não temos uma pessoa descompensada como a “ex-presidenta” Dilma nos governando. Espero que em 2018 o povo mostre nas urnas que corrupção nunca mais.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO & PESQUISAS

A credibilidade do governo revela-se baixa. De se imaginar a de quem faz a pesquisa...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CASSAÇÃO DA CHAPA

Que o presidente Michel Temer tem uma grande rejeição é verdade. Todavia, é ele quem está colocando “a cara à tapa”, ou seja, tentando colocar o País nos trilhos, pois Lula, Dilma e toda a tigrada petista conseguiram acabar com a economia e deixar mais de 13 milhões de brasileiros desempregados. Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dá indícios de que a chapa Dilma-Temer, da eleição de 2014, será cassada. É cediço que, caso isso aconteça, o País ficará novamente estagnado e desmoralizado, aguardando uma eleição “tampa buraco”. Apesar de a turma do “quando pior, melhor” estar radiante, a “arrumação da casa” não pode ser feita dessa maneira. É imperioso colocar em primeiro plano os interesses do País e, depois, pensar em 2018, mesmo porque há falta de políticos acima de qualquer suspeita e de reputação ilibada. Vamos, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO INDIRETA?

Caso o TSE resolva cassar a chapa eleita, teremos, acreditem todos, eleição indireta para a Presidência da República, assumindo o posto algum deputado que exerce seu mandato no Parlamento. Trata-se de verdadeira heresia, já que o distanciamento entre a sociedade e o Congresso é inestimável, e, sem a convocação de eleições diretas para até o fim do ano, teremos muitas instabilidades e conchavos políticos rondando as negras nuvens sob os céus da capital federal.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA X BOM SENSO

Será que, em nome da “governabilidade” do País, o TSE deveria poupar Michel Temer e dar-lhe a oportunidade de continuar no cargo até 2018? Será que, se ele for cassado, o País chegará ao final de 2018 pior ou melhor do que chegaria se Dilma continuasse no cargo até o fim de seu mandato? Será que a punição de ambos (Dilma e Temer) não seria uma ótima lição para os futuros candidatos? Enfim, o que é melhor para o País: a punição dos culpados ou o bom senso? Até quando o bom senso vai garantir a impunidade dos maus políticos? Acho que este é o momento ideal de mudar o rumo do nosso país, mesmo que isso nos custe um pouco mais caro durante um breve período, mas que nos garanta um futuro melhor para a próxima geração.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A DUPLA CONTINUARÁ ELEGÍVEL?

Se verdade, mais um vazamento de origem na tubulação podre de nossa política indica que o relator que analisa o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer será favorável a esta, mas deu uma de Lewandowski, porque vai considerar elegível a dupla. Se confirmada – o juridiquês sempre acha desvios da via principal –, a alegação será de que Dilma e Temer não sabiam que a dinheirama usada na campanha política tinha origem no chamado caixa 2, porque o doador alegou não ter tratado o assunto diretamente com a dupla. Causa espanto o  julgador acreditar em políticos inocentes num meio em que o  mais bobo dá nó em pingo d’água!

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUIÇÃO DE 1988

Há 30 anos o Congresso Nacional reuniu-se para a instalação da Assembleia Constituinte, cujo resultado final foi a Constituição da República Federativa do Brasil – a “Constituição Cidadã” –, promulgada em 5 de outubro de 1988. Entre os grandes benefícios assegurados pela Carta Magna, destacam-se a normalização do Estado Democrático de Direito, a garantia de independência dos Três Poderes, o respeito aos direitos e garantias fundamentais e o fim da censura à imprensa. Por oportuno, vale lembrar que o “Estadão” nosso de cada dia continua sob censura, há inacreditáveis 2.742 dias! Até quando?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DECREPITUDE

Chegada aos 29 anos de atribulada vida, a “Cidadã do Dr. Ulysses” parece estar caducando e não ter como chegar a ser balzaquiana. O País está a mostrar-se incapaz de alcançar a maturidade e a estabilidade que traz o tempo. A cada dia que passa, mais desvairados parecemos. Mas o pior é ver quantos basbaques temos em Pindorama que veneram a tresloucada caduca. Parece-me que José Sarney, político que abomino, teria dito que com a Cidadã o País seria ingovernável. Premonitórias palavras. Agora, parece, vão tratar de corrigir o erro histórico, mas não sem antes deixar de fazer as devidas louvaminhas à moribunda.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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DIREITOS E DEVERES

Uma Carta Magna na qual se estabelecem mais de 70 direitos para os cidadãos patrícios e apenas 4 deveres tem como dar certo, num país com o nível de educação como o nosso?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A CARTA MAGNA E A GOVERNABILIDADE

Por ocasião da promulgação da atual Constituição, em outubro de 1988, vários juristas entenderam que ela tornaria o País ingovernável. Com efeito, a Constituição Cidadã, no dizer de Ulysses da Silveira Guimarães, possui uma lista enorme de direitos, poucos deveres e quase nenhuma forma de suprir os gastos que possibilita. Tanto são verdade as considerações de juristas que ela já foi objeto de dezenas de emendas (mais de 90), aprovadas no intento de torná-la factível. Entretanto, os desafios da Magna Carta continuam, e ela será ainda mais retalhada, especialmente dentro do princípio popular de que não existe almoço de graça. Pode continuar existindo um misto de parlamentarismo com presidencialismo ditatorial, não encontrado igual no planeta?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ROMBO NAS CONTAS

Os governos federal, estaduais e municipais continuam com a gastança, sabendo que não existem recursos e que, não havendo reaquecimento da economia, a arrecadação tende a cair, restando a única solução possível, que é o corte de gastos. Infelizmente, corte de gastos é uma palavra proibida no governo, o povo tem a obrigação de custear a máquina, que só cresce, apesar dos supercomputadores adquiridos, principalmente o da Receita Federal, que rastreia todos os contribuintes honestos e não consegue “enxergar” um roubo de US$ 100 milhões de Barusco, mais 100 de Cabral e por aí vai. O governo Temer tem a obrigação de impor um controle rígido dos gastos – se não podem demitir funcionários públicos, que os mantenham em casa, sem gastar com transporte, refeições e outros benefícios. O governo nos deve uma resposta apenas: se não investe em obras de infraestrutura, saneamento, saúde, segurança, em nada, onde vai parar o dinheiro, quase R$ 6,5 trilhões, que é o PIB brasileiro? Quanto o País paga de juros por ano? Responda esta pergunta, explique por que a conta não fecha, por que ainda faltam algumas centenas de bilhões para tanto. Aumentar impostos sem explicar por que somos um país de Terceiro Mundo arrecadando R$ 6,5 trilhões é roubo do dinheiro do contribuinte. Nota: para fabricar um carimbo que custa R$ 10,00 no setor público, a tramitação para a compra envolve tantos departamentos, centenas de pessoas até, que o custo final pode chegar a R$ 10 mil. A jurássica máquina pública tem o apetite de um tiranossauro e produz excremento diretamente proporcional.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CRESCIMENTO ECONÔMICO?

Prévia do PIB cai 0,28% em janeiro e tem queda de 3,99% em um ano. Michel Temer, assim não tem tatu que aguente.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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‘MIND THE GAP’

Sendo eu um residente por duas décadas e meia no Reino Unido e observando o Brasil “de fora”, li e concordei na íntegra com o belo artigo de Fábio de Biazzi sobre a necessidade de ter as reformas no Brasil (“Cuidado com o vão”, 31/3, A2). Reformas estas que eram para ontem, mas que, devido ao poço de lama que a Operação Lava Jato projetou (e ainda há muita lama para ser revelada), deixou a classe política responsável por tais reformas com um “salve-se quem puder”, atrasando ainda mais a nossa evolução em comparação com outras nações. Por isso também concordo com o prefeito João Doria, que precisamos mais do que nunca de gestores ante os já conhecidos políticos brasileiros.

Andre Palma apalma@gmail.com

Londres

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OPERAÇÃO LAVA JATO

A condenação do ex-deputado Eduardo Cunha a mais de 15 anos de prisão chama a atenção por alguns pontos. É mais uma decisão do juiz Sérgio Moro que ganha destaque nos meios de comunicação. Por sua vez, o Ministério Público Federal, além de pedir a devolução de R$ 2,3 bilhões por parte do Partido Progressista (PP), indica a perda dos cargos e a suspensão dos direitos políticos de alguns membros desse partido, sob a acusação de envolvimento no escândalo do petrolão. Por que a diferença das punições?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PÁ DE CAL

Condenado a 15 anos de prisão, Eduardo Cunha ainda tem processos a serem julgados, porém a verdadeira pá de cal que poderá fazer com que o ex-deputado revele tudo o que sabe será a possível condenação de sua esposa.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CULPADO, EU

Pela “bagatela” US$ 1,5 milhão, o senhor Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara federal, pegou 15 anos de cadeia. Cá entre nós, tem gente por aí que, quando cair na rede do juiz Sérgio Moro, passará o resto da vida em cana. É melhor nem mencionar o ex-presidente Lula. Sem ironia, por favor.

Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso em Curitiba, foi condenado a inacreditáveis 15 anos de cadeia. A pergunta que não quer calar é a seguinte: por que no caso do senhor Renan Calheiros, que tem 11 inquéritos nas costas, nem mesmo se cogita de sua prisão? Perguntar não ofende!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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RENAN CHANTAGISTA

O alagoano Renan Calheiros (PMDB), depois que perdeu a presidência do Senado e ameaçado que está de uma condenação como réu no Supremo Tribunal Federal (STF), além de investigado na Lava Jato, está agindo neste momento tal qual fazia Eduardo Cunha antes de ser preso: chantageando o Planalto e quem mais vê pela frente. O senador alagoano, que até dias atrás apoiava a reforma da Previdência e também o projeto de terceirização, que é o mesmo que na votação do Senado foi aprovado sob sua presidência, agora se rebela contra o Planalto e se diz contra esses projetos. E, ainda, critica Henrique Meirelles, dizendo que o déficit anunciado para este ano é irrealista. Coisa de doido! O pior é que o governo, infelizmente, tem bajulado este rebelde e soberbo senador, prometendo até recriar o Ministério dos Portos, para que indique um comparsa seu para o cargo. É bom lembrar que todos que Renan indicou para nossas estatais nos governos de Lula e Dilma foram investigados e até presos por corrupção na Lava Jato.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ACREDITE QUEM QUISER

É simplesmente absurda, inacreditável, além de nos deixar boquiabertos, a cara de pau do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por nos subestimar e querer nos nivelar por baixo. Refiro-me ao que ele alegou após ter feito dois saques em dinheiro vivo que totalizaram R$ 300 mil – atitude “normal”, realizada pela maioria da população brasileira no seu dia a dia, imaginem –, poucas horas depois de ele ter recebido R$ 200 mil da empresa Agropecuária Alagoas Ltda. Disse ele que suas contas são auditadas e fiscalizadas pela Receita Federal, desde 2007, não sendo encontrada qualquer irregularidade, “porque não há nenhum centavo em minha conta que não tenha origem lícita”. Ou seja, acabou de comprometer a Receita Federal de estar em conluio e ser conivente com a corrupção por ele praticada. Acreditem, Papai Noel, cegonha e coelhinho da Páscoa existem, sim, viu?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AMEAÇA

Enquanto o juiz Sérgio Moro alertava contra o projeto de abuso de autoridade em audiência na Câmara dos Deputados, Renan Calheiros, o megaprocessado, revelou a jornalistas no Senado, em tom de intimidação, que a proposta para punir juízes que extrapolassem suas funções por abuso de autoridade já estava pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Curiosamente, o ex-presidente do Senado, com medo da Lava Jato e investido de poder que o cargo lhe confere, ameaça levantar uma guilhotina sobre e cabeça do juiz que ousar condenar qualquer um destes ficha-sujas com penas que variam de 1 a 4 anos de prisão. Caso essa aberração seja aprovada, teremos bandido prendendo juiz.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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MANOBRAS

O que significa “acalmar o senador Renan Calheiros”? Afinal, ele só tem 8 inquéritos no STF...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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QUEM TEM MEDO DA LEI?

É estranho ver o juiz Sérgio Moro e outros probos profissionais da Justiça, tão exatos na aplicação da lei a infratores, se oporem tão tenazmente a que se promulgue uma lei que regule os abusos de autoridade! Ora, autoridades são todos os que ocupam altos cargos na administração pública. E a lei será para todos. Como justificar, pois, que dentro dessas autoridades haja um grupo acima da lei, principalmente aqueles que devem ser os guardiões da lei? Que estranho foro privilegiado é este?

Tercio Sarli terciosarli.edicoes@gmail.com

Campinas

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ORDEM SUBVERTIDA

As atuações do Congresso Nacional nos projetos de lei que tratam do foro privilegiado e do abuso de autoridade demonstram, claramente, que os políticos não cumprem a vontade da maioria absoluta da população brasileira e, assim, a ordem constitucional e institucional nacional, que tem como base e fundamento os princípios da soberania popular e de sua representatividade, está quebrada, maculada, aviltada e irremediavelmente subvertida. E o que resta, então, é a derrubada do governo que adultera o regime democrático. Com a palavra, as Forças Armadas do Brasil.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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GOLPE NA VENEZUELA

Com uma frequência muito acima do que gostaríamos, vemos na mídia entrevistas de Lula e Dilma falando as besteiras de sempre, classificando de golpe o impeachment dela e a posse de Temer. Como já cansamos também de ver esta dupla enaltecendo o regime “democrático” vigente na Venezuela, gostaria que algum repórter perguntasse a ambos o que acharam da última medida do companheiro Nicolás Maduro de ter transferido o Poder Legislativo para o Judiciário, tão questionado pelo mundo todo. Certamente, não terão coragem de responder, pois isso, sim, é um golpe. É triste lembrar que Dilma enalteceu inúmeras vezes a “democracia” vigente naquele país onde falta tudo, desde produtos alimentícios até papel higiênico, etc.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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FICÇÃO SUL-AMERICANA

Se o Judiciário brasileiro tomasse o poder do Congresso, quais partidos não denunciariam golpe?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CÁ PODERÁ SER COMO LÁ?

O Supremo venezuelano assume o Legislativo do país. Se a moda pega, hein? Tenho medo. Sem ironia, por favor!

Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo

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‘GOLPE’

Contumaz usuária da palavra golpe, o que diria Dilma Rousseff sobre a transferência do Poder Legislativo para o Judiciário ocorrida na Venezuela?

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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‘QUADRIS DAS PALAVRAS’

No texto “Quadris das palavras” (29/3, A2), do ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto, em bela peça literária (um alívio para as almas diante das narrativas de tanta podridão que somos obrigados a ler cotidianamente nos jornais), cita o evangelho de “João”, no capítulo 1: “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”. E coloca “verbo!” como sinônimo de “palavra”. De fato, é. Porém, precisamos considerar que o evangelho de “João” é altamente místico, o mais espiritualizado dos quatro evangelhos. Verbo, ali, é o Verbo Divino, o próprio Cristo. Verbo no sentido da palavra grega Logos, a razão primeira de todas as coisas, a essência espiritual, o Cristo, com a mesma natureza divina do Pai eterno. O Cristo, que precedeu à criação da Terra e “por intermédio de quem todas as coisas foram feitas e sem o qual, nada do que se fez foi feito” (versículo 3). E João o comprova no final: “E o verbo (Cristo) se fez carne (Jesus), e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (versículo 14). A Ele coube trazer a Palavra da Verdade. que até hoje o mundo não compreendeu. E se compreendeu, compreendeu mal...

Edméa Ramos de Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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