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Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2019 | 03h00

MORDAÇA

Cláusula pétrea

Na luta do rochedo contra o mar, quem paga o pato é o marisco. Esse ditado popular sintetiza o que está acontecendo no caso da censura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à revista virtual Crusoé e ao site O Antagonista, para defender Dias Toffoli de possíveis consequências em face da reportagem O amigo do amigo do meu pai. Esses ministros pretendem também silenciar todo um universo de internautas que imediatamente se contrapuseram a tais investidas, no pretendido cala-boca de milhões de cidadãos cientes e conscientes do seu direito constitucional de livre expressão sobre quaisquer problemas ou situações que possam interferir na vida de um país democrático. Onde, aliás, a liberdade de expressão é cláusula pétrea. O pleno do STF não pode bancar o surdo e mudo, tem de dar uma resposta, urgente, à altura do problema criado. Com a opinião pública (milhões e milhões de cidadãos brasileiros) não se brinca!

ALOISIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Desproporção

A atitude do ministro Alexandre de Moraes enche de vergonha a Nação brasileira. Imaginar que a opinião de uns poucos representa ameaça à Corte, a seus membros e suas famílias demonstra inescapável falta de proporção das coisas.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

Os intocáveis

Os membros do STF, salvo eventuais exceções, consideram-se onipotentes, acima de tudo e de todos. Não aceitam críticas, venham de onde vierem. Suas enfadonhas e nada concisas sentenças são por eles consideradas obras clássicas de pura erudição do Direito. A democracia existe desde que seus atos não sejam postos em questão. O contraditório é uma blasfêmia quando atinge os intocáveis do Supremo. Esse último fato envolvendo o presidente da Corte é um exemplo de como seus membros não se devem comportar quando se trata de defender o direito inarredável à liberdade de expressão. Como guardiões da Constituição, não podem transigir na obrigação de preservá-la.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

O STF quer bater o escanteio e fazer o gol de cabeça.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Freios e contrapesos

Senadores e deputados desconhecem suas próprias prerrogativas, plasmadas na Constituição da República. Batendo cabeça, recorrem desnecessariamente a pedidos de instauração de CPI da Toga, quando o teor do comando constitucional do artigo 49, inciso XI, impõe que “é da competência exclusiva do Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”. Observem a flexão de número (detalhe importante!) da palavra “Poderes”: está grafada no plural, remetendo ao Executivo e ao Judiciário. Portanto, objetivamente, o legislador não apenas pode, mas tem o dever de adotar as medidas necessárias para conter o Poder Judiciário quando este invadir ou tiver a pretensão de invadir as suas prerrogativas. Essas medidas podem ser tomadas por decreto legislativo, como já é feito quando o Congresso atua contra atos ilegais ou inconstitucionais do Executivo. Vale lembrar que nos idos de 1996 o próprio STF assentou que “ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito” (HC 73.454, relator ministro Maurício Corrêa, Segunda Turma). Assim, é falácia conveniente a afirmação de que “decisão judicial não se discute, cumpre-se”. O Legislativo tem a obrigação de frear o Judiciário, não se apequenando, como vem fazendo. 

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Ditadura da toga

Dias Toffoli presenteou Jair Bolsonaro com um exemplar da Constituição Cidadã por ocasião da posse do presidente da República. Siga a Constituição para poder governar, indicava Toffoli a Bolsonaro. E agora “o amigo do amigo do meu pai” rasga a Lei Maior do nosso país, impondo a censura a dois órgãos da imprensa?!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Amigo do amigo

A ação inconstitucional de censurar e intimidar a Crusoé, montada por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, conseguiu o efeito contrário de tornar nacionalmente conhecido o codinome de Toffoli na lista da Odebrecht em poder da Lava Jato e acabou valendo como uma verdadeira confissão de culpa. A meu ver, a imagem desses dois autoritários trapalhões está definitivamente comprometida, o que torna muito possível a já aventada abertura de processo de impeachment contra eles como única maneira de “limpar um pouco a barra” do próprio STF, trazido de roldão, por esse episódio, para o centro do nada honroso palco da Lava Jato. 

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Rescaldo

Felizmente, a Operação Lava Jato teve o mérito de identificar, interrogar, punir e mandar para a prisão os políticos, empresários e outros corruptos que ajudaram a levar o País ao caos. Ao que estamos assistindo pelos meios de comunicação é um embate entre o Supremo Tribunal e a Procuradoria-Geral da República: Raquel Dodge solicitou o arquivamento da investigação imposta por Toffoli e Moraes, mas sua proposta apaziguadora não foi aceita. Mas é só aguardar que outros casos virão. Afinal, não se constrói uma democracia da noite para o dia e isso também faz parte do jogo democrático. Depois dos grandes incêndios, os bombeiros sempre fazem o rescaldo para evitar a recidiva e, para seu espanto, encontram muito fogo escondido nas cinzas.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo 

EM SÃO PAULO

Lixo e buracos 

Há 42 anos moro no Alto de Pinheiros e nunca o bairro esteve tão sujo e esburacado. A Prefeitura não recolhe árvores e galhos caídos, há montanhas de folhas de coqueiros entulhadas nos canteiros e até mesmo na Praça Panamericana. As ruas do bairro todo nunca foram recapeadas. Gostaria de saber para onde vai o dinheiro do caríssimo IPTU que pagamos. 

BEATRIZ DE QUEIROZ ALVES

bqalves@hotmail.com

São Paulo

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COM QUE DIREITO?

Será que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) está acima de tudo e, inclusive, do que rege a Constituição brasileira? Ou será que, em hipótese alguma, um ministro da Corte pode ser investigado por supostos ilícitos, como os relacionados na Operação Lava Jato? Ora, com que direito o ministro do STF Alexandre de Moraes, num ato típico de corporativismo, censurou a revista digital “Crusoé” só porque em matéria de capa ela trouxe o presidente do Supremo, Dias Toffoli, que teria sido favorecido de forma ilícita com propinas, conforme delação de Marcelo Odebrecht? Que ilha de figuras públicas especiais é esta? A decisão de Moraes fere de morte a liberdade de expressão e, principalmente, de imprensa no País. Uma vergonha!  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O FUNDO DO POÇO

Lamentável a imposição de censura a órgão de imprensa, vinda de onde menos se espera, da Suprema Corte. Tal atitude gera um sentimento de desalento e uma inegável constatação: a chegada ao fundo do poço daquele que deveria ser o mais respeitável órgão do Poder Judiciário. Na verdade, o colegiado dos inacessíveis togados vem sofrendo gradual e inexorável desgaste, em face de decisões surpreendentes que vão contra os interesses legítimos de uma sociedade que luta para se livrar da crônica atmosfera de corrupção que vigora há décadas, isso sem falar na agressão ao documento pelo qual é responsável por missão, a Constituição federal, como aconteceu por ocasião do processo de impeachment de Dilma Rousseff, presidido por seu então presidente. Nunca esteve tão concretamente exposta no País a insólita situação sintetizada por Rui Barbosa quando declarou que a pior das ditaduras é a do Judiciário, pois contra ela não há a quem recorrer.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RASGO

Data vênia, quem diz que é guardião da Constituição a está rasgando novamente!

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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O QUE PRETENDE?

Com a censura determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre a declaração do sr. Marcelo Odebrecht, que consta nos autos da Lava Jato, de que “o amigo do amigo do meu pai” é o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, ele pretende o quê? Dizer que “o amigo do amigo do meu pai” é outro? Ridícula a interferência. O STF dá um péssimo exemplo de guardião da Constituição.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONSTITUIÇÃO

Como ministros de notório saber (*) ignoram a Constituição federal de 1988 no seu artigo 5.º, inciso IV? (Se eu pudesse, no * eu colocaria “sic”).

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ALGOZ DA CARTA

De guardião-mor da Constituição o Supremo Tribunal Federal passou a ser seu algoz e, ainda mais grave, com censura prévia à imprensa e à mídia, como disse o ministro Marco Aurélio, tal comportamento representa retrocesso e ninguém sabe onde vai parar. Agora, será que o Senado vai tomar alguma atitude em prol da cidadania em risco?

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MEDÍOCRE

Se for verdade que o ministro Alexandre de Moraes escreveu, no seu despacho, que não acata o pedido da titular da ação penal, a Procuradoria-Geral da República, de arquivamento do feito investigativo das revistas e de oito cidadãos – fato amplamente divulgado pelos jornais televisivos –, sob o argumento de que o Regimento Interno do STF prevalece sobre a Constituição federal, vou excluir o livro escrito pelo ilustre ministro “Constituição federal interpretada”, publicado pela editora Atlas (ano 2004, 4.ª edição) da posição de destaque em minha biblioteca jurídica, composta de quase 4 mil títulos, e coloca-lo junto dos livros de autores medíocres, que pelo seu conteúdo se prestarão, no futuro, a identificar os falsos doutrinadores.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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CENSURA

Alexandre de Moraes, ministro do STF, deveria estar “careca de saber” que a censura no Brasil é inconstitucional.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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IMPASSE BRASIL (STF)

Não se tapa o sol com peneira. Todos já estão carecas de saber...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MISTÉRIOS

A liberdade de expressão é garantida constitucionalmente.  Tanto é assim que, por ocasião das eleições, o ministro Alexandre de Moraes, como relator de julgamento em junho de 2018, afirmou que a liberdade de crítica deve ser plena e irrestrita porque a Constituição proíbe toda forma de censura à liberdade de expressão, inclusive manifestações humorísticas – aqui lembrando a prisão do humorista Danilo Gentili. Como perguntar não ofende, gostaria de saber por que as excelências ficaram tão abespinhadas com reportagem da revista “Crusoé” e do site “O Antagonista”? Se a notícia for “fake”, não bastaria processo de injúria e difamação? Seria bom as sumidades se lembrarem de dois ditos populares: quem não deve não teme (ou treme?). E de outra muito significativa: onde há fumaça há fogo! Muito barulho demonstrando que existem mais mistérios no STF do que podemos imaginar, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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‘FAKE NEWS’?

Absolutamente absurdas as atitudes de Toffoli e Moraes, mas é ensurdecedor o silêncio dos demais membros do STF, à exceção de Marco Aurélio. Glória para a “Crusoé” e “O Antagonista”, que ficaram conhecidos nacionalmente. Toffoli deve há muito explicações públicas das mesadas que recebia da sua mulher, já apontadas pela “Crusoé”. A revista informa o andamento das investigações, mas só o próprio Toffoli pode e deve provar que se trata de “fake news”. Como diz minha neta, os dois ministros se acham.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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AJUDA

O STF não sabe diferenciar “fake news” de uma crítica. Vou tentar ajudar dando alguns exemplos. “Fake news” é se eu afirmar que algum ministro é homossexual, sendo ele heterossexual. Portanto, eu disse uma mentira. Mas, se eu falar que alguns ministros estão deixando a desejar, que não têm notório saber jurídico para ocupar o cargo, que alguns estão envolvidos em delações premiadas, conforme informações publicadas na mídia, aí estou apenas exercendo o meu direito constitucional de liberdade de expressão. Quando eu e mais alguns milhões de brasileiros usarem o seu direito de expressão para criticar o STF, acho que os “nobres” ministros deveriam se preocupar e trabalhar, provando que estamos errados, e não tentar nos calar com censura. Ao invés de ser guardião da Constituição federal, o STF está rasgando a nossa Constituição. Não vamos permitir.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A INQUISIÇÃO DO SUPREMO

Desde as eleições o Supremo, junto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já vinha investigando redes sociais com o pretexto de apontar “fake news”, ou seja, invadindo publicações da população nas redes sociais com o objetivo de amedrontar as opiniões dela contra os candidatos. Agora, além de continuarmos sendo vigiados pela Polícia Federal, estamos sendo chamados a depor por ela, num ato típico das ditaduras comunistas da Rússia, onde isso era normal. Fora a censura a meios de comunicação, ameaças e tal. Uma coisa é certa: este Supremo não nos representa, seus ministros são indicados por políticos – a maior parte sem condições para o cargo que exercem, alguns até reprovados em concursos para a magistratura –, demoram anos para julgar, chegando a deixar prescrever sentenças importantes, e não fazem nada para agilizar isso, e mantêm regalias absurdas, interferem em outros poderes e interpretam as leis de acordo com o que querem. Os ministros terão de prender o Facebook inteiro, porque ninguém mais os respeita.

Tiago H. de Melo de C. e Silva tiago64hmcs@yahoo.com.br

Campinas

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FORA

Toffoli e Moraes ficam isolados ao defender inquérito das “fake news”. Cartão vermelho para os dois! 

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PEQUENININHO

Ministra Cármen Lúcia, nem a senhora imaginava o tamanho que o STF atingiria!

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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BASTA

Diante do imbróglio causado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de ordenar a censura contra dois veículos de comunicação que representam a imprensa livre, um dos baluartes da democracia, pulando etapas do ordenamento jurídico que prega, objeto determinado da investigação, distribuição do processo por um juiz natural, e a separação de funções em que o suposto ofendido não escolhe o julgador e a instância em que o processo será julgado, cabe ao plenário do Supremo determinar em caráter de urgência a extinção imediata deste inquérito arbitrário que revela a sanha autoritária de dois ministros do STF que atentam contra o bem maior da democracia, a liberdade de imprensa. De supressão das liberdades de expressão e de livre pensamento bastam os anos de chumbo e, mais recentemente, a censura imposta ao “Estadão” por um juiz amigo do clã Sarney proibindo o jornal de publicar o andamento de investigação da Polícia Federal no processo conhecido como Operação Boi Barrica. Com a palavra, o plenário do Supremo.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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AMIGOS

O ministro Alexandre de Moraes mandou tirar do ar reportagem que cita o presidente do STF Dias Toffoli. Isso o torna o “amigo do amigo do amigo do pai dele”.

Vito Labate Neto vitolabate@terra.com.br

Mairiporã

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CATINGA

A virulência do ministro Alexandre de Moraes, acionado por seu colega José Dias Toffoli, ao promover censura contra a “Crusoé” e o site “O Antagonista”, é uma tentativa desesperada de disfarçar mau cheiro com catinga. No final das contas, tudo está fedendo ainda mais e o Brasil inteiro está de nariz tapado.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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REPÚDIO

O STF está promovendo o retorno do entulho autoritário que tanto mal fez ao País durante a ditadura militar, ao instituir a censura aos meios de comunicação, às redes sociais e, em consequência, à sociedade. A liberdade de informação, preconizada por nossa Constituição, passa pela revogação pura e simples de qualquer entulho autoritário. A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) repudia toda forma de censura e qualquer postura autoritária adotada. E espera que o STF reveja suas decisões e restabeleça o direito da imprensa e da própria sociedade de criticar, de contestar, de emitir suas opiniões. É assim que se faz democracia.

Ademar Gomes, presidente do Conselho da Acrimesp ademargomes@ademargomesadvogados.com.br

São Paulo

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ATO INSTITUCIONAL N.º 6

O general Alexandre de Moraes acaba de editar o Ato Institucional n.º 6. A censura à imprensa será seguida da suspensão do h.c. do fechamento do Congresso, das sentenças judiciais secretas e, finalmente, das eleições indiretas!

José Eduardo Bandeira de Mello malucostat@gmail.com

São Paulo

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DITADURA

Todo mundo (sic) acha que o governo militar de 1964-1985 agiu ditatorialmente. O que pensar de ações do STF, como esta última do ministro Alexandre de Moraes? Meus Deus!

Gilberto Lima Junqueira gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto 

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STF

O STF se tornou um tribunal de exceção dele mesmo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ESTICANDO A CORDA

Macho o Alexandre de Moraes. Pôs um general legalista em xeque, mas acovardou-se e não foi capaz de qualquer ação contra Eduardo (02) Bolsonaro, que ameaçou fechar o STF com um cabo e um soldado. Estão esticando a corda... Perderam a noção do perigo.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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BUSCA E APREENSÃO

Consta que, na garagem do general Paulo Chagas, os federais, constrangidos, acharam dois cavalos encilhados para o combate e tacos de polo a serem empregados como arma de alta letalidade. Será que foram à residência do 02, que ameaçou fechar o STF com um cabo e um soldado? Foram nada! Alexandre de Moraes sabe que Paulo Chagas é legalista, mas os Bolsonaro não têm freios... e têm foro privilegiado!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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COMO NOS TEMPOS NEBULOSOS

Ao assumir a presidência do STF, Dias Toffoli veio com o discurso de apaziguamento do clima geral, mas até aqui tem se mostrado tão falso como uma nota e R$ 3. No recente caso, Toffoli colocou uma pulga atrás da orelha de quem com ele não combinou a abertura do tal processo, inclusive nos colegas de toga, para investigar supostos ataques pessoais, travestidos de ataque à instituição do STF. De que será que o “amigo do amigo do meu pai” tem tanto medo, que o faz recorrer a uma lei do tempo da ditadura para tentar agir como naquele nebuloso tempo, colocando a citação que aparece num processo da Lava Jato no Paraná relativo à Odebrecht trancada num porão.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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TOFFOLI MURPHY

Comentei, no recente 5 de abril – e o portal do “Estadão” publicou –, que a presidência de Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal tem tudo para se transformar em exemplo de aplicação da Lei de Murphy a um caso concreto. 

José Maria Leal Paes  myguep23@gmail.com

Belém

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DIAS TOFFOLI

Por que será que o sr. Dias Toffoli, presidente do STF – aliás, único a ser reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau –, que ocupa tal posição somente por indicação de um presidiário, mandou censurar notícias que envolvem seu nome? Temos um ditado que até a velhinha de Taubaté conhece: quem não deve não teme. Ou será que tem algo a temer?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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SINUCA DE BICO

O moço de Marília, indicado ao STF pelo ex-presidente Lula e que hoje preside o STF, meteu-se numa sinuca de bico ao requerer censura de notícia veiculada a seu respeito. De imediato, Alexandre de Moraes, seu fiel escudeiro, o atendeu, calando o site eletrônico “Crusoé” e “O Antagonista”. Imprensa livre vale para todo mundo, menos para os 11 intocáveis da Suprema Corte de Justiça.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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JOGO DE CENA

O imbróglio a que estamos assistindo no STF, para mim, não passa de jogo de cena. Logo eles retiram o bode da sala e todos ficam felizes (OAB, mídia, etc.). Mas o cerne da questão permanece: afinal, o que o amigo do amigo do amigo do amigo... fez ou deixou de fazer? Ficará no limbo da História.

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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AMIGO DO AMIGO

O amigo do amigo do meu pai, se sou eu, ninguém precisa saber, porque o dinheiro é meu e a privacidade também.

José C. de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro

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TIRO NO PÉ

Com o comportamento do presidente do STF, Dias Toffoli, e de seu ministro Alexandre de Moraes censurando a imprensa por motivos de autodefesa, deram um verdadeiro “tiro no pé”. A CPI da Lava Toga amadureceu inesperadamente! 

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DINAMARCA É AQUI

Quanto mais se mexe nos ministros do STF, mais cheira mal, e o Senado da República, que deveria ser o órgão fiscalizador dos ministros do STF, assiste a tudo calado e acovardado (como Lula já bem observava). Citando Shakespeare, há algo de podre no reino da Dinamarca. Muito podre.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NO SENADO

Senador Davi Alcolumbre, a população quer saber quem proibiu a CPI da Lava Toga? Excluindo os senadores, é lógico.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

Os mesmos que clamam por liberdade de tudo, que condenam outros tipos de governos que não o deles, os esquerdopatas, hoje se calam diante de medidas de juízes do STF indicados por eles que, numa atitude de empoderamento perante a Nação, atropelam a Lei Maior, da qual se dizem guardiões.

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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GOVERNO BOLSONARO

O tempo da Arte é diferente do tempo da Política, sendo as instituições culturais eventualmente capitaneadas por burocratas que não compreendem o tempo em que vivem, e é apenas por esse motivo que poderia haver a recusa do Museu Americano de História Natural de Nova York a recusar evento com o presidente Jair Bolsonaro (“Estado”, 16/4, A6). Cabe ao presidente compreender que essa é uma decisão perfeitamente cabível, dadas as condições descritas acima, e usar a sua “impopularidade” para, sem pestanejar e com absoluto foco, ser o canal para implementação na sociedade brasileira das reformas urgentes similares às que tornaram a sociedade americana tão pujante. O mandato presidencial escorre e não admite titubeios.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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PATROCÍNIO CORTADO

Aos órfãos do corte de patrocínios culturais da Petrobrás e do BNDES (“Operação desmonte”, 16/4, C1), dou uma sugestão: procurem as grandes companhias privadas, ao invés de uma estatal que só agora está se recuperando dos roubos que sofreu no passado recente, ou do BNDES, vítima dos calotes de “países amigos” (do PT, é claro). Sugiro: Fiat, Brastemp, Coca-Cola, Óticas Diniz, Unilever, Burger King, Itaipava, etc. Todos estes patrocinaram (com muitos milhões de reais), por exemplo, o “Big Brother Brasil” (neste ano e em anos anteriores). Então, não seria difícil de patrocinar (por bem meno$) algo que preste. Estou errado?

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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O VALOR DA CULTURA

Museu Nacional recebeu de brasileiros R$ 157 mil; e alemães e ingleses deram R$ 950 mil. E, para a Catedral de Notre-Dame, incendiada esta semana, até terça-feira, foram R$ 3,52 bilhões. Temos muito que aprender com quem valoriza a cultura! Aqui empresário oferece dinheiro para políticos.

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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EXEMPLO

O “Estadão” informou (17/4, A12) que “Marcas de luxo doam R$ 2,6 bi a Notre-Dame na reconstrução da catedral em Paris”. Há, inclusive, empresas de cosméticos que investirão quantias milionárias. Que exemplo de nobilitar-se! “Vive la France!”

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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NOSSO MENOS É MAIS

Doamos, li no “Estadão”, para ajudar na reconstrução do Museu Nacional, e os franceses doaram, em um dia apenas, bem mais do que nós para a reconstrução da Notre-Dame.  Mas nós temos mais valor, o nosso “menos” é “mais”, pois aqui doação não significa redução de impostos depois. E o que se perdeu no Museu Nacional era infinitamente mais importante para a humanidade.     

 

Luiz Alberto de Godoy Azeredo theokenos@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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PRIMEIRA PÁGINA

Notre-Dame, “notre drame” (em francês, “nosso drama”). Comparando o título “Fogo destrói Notre-Dame, joia da civilização”, assim como a foto da primeira página da edição do dia 16 de abril, foi a melhor de todas as primeiras páginas da maioria do jornais publicados na Europa, e certamente do mundo. Só o jornal de tendência comunista francês colocou uma pequena foto na terceira página... Parabéns para “O Estado de S. Paulo”.

Mara Fage marafage@terra.com.br

São Paulo

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