Fórum do Leitores

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O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2018 | 04h00

Sabedoria popular e voto

Esses pseudoesquerdistas nacionais, que não passam de girondinos travestidos de jacobinos tupiniquins, no auge da arrogância e da empáfia que os caracterizam, imaginam, por certo, que a estrondosa maioria da população que a eles se opõe seja um conjunto de imbecis que não sabem o que querem para o Brasil. Pretender, na calada da noite, a anulação da eleição para a Presidência da República é um acinte à Nação. Essa trupe de condenados criminais e seus amigos de plantão têm de ser afastados da política nacional. A democracia que essa gente apregoa e quer ver instalada no País não se subsume ao conceito constitucional traduzido na diretriz pétrea de que o poder emana do povo e em nome dele é exercido, especialmente quando o lugar-tenente do “mal maior” apregoou recentemente que o poder seria “tomado” em breve. A democracia brasileira está sólida e suas instituições, em pleno funcionamento, bem por isso a sociedade está a demonstrar que não quer mais corruptos e ladrões no comando da Nação. O eleitorado foi categórico no primeiro turno ao mandar embora de uma só vez toda essa “turba” - verdade que se esqueceu de uns poucos... De qualquer modo, é inconteste que a maioria expressiva dos brasileiros manifestou claramente pelo voto a vontade de ver essa gente nefasta o mais distante possível do poder, tendo assegurado de forma contundente a opção pela liberdade de pensamento e pela liberdade de expressão. Agora, essa iniciativa de meia dúzia de derrotados nas urnas, que querem por meios obtusos anular as eleições, sem dúvida alguma não será tolerada pelos brasileiros nem, antes mesmo deles, pelos tribunais. A população não é ignorante como possam pensar que seja. É inequívoco que o brasileiro sabe e saberá sempre discernir sobre o destino de seu voto. É impossível imaginar que a vontade popular não assegure o futuro da Nação, o qual não mais se vincula aos vendilhões da República, que tantos prejuízos de toda ordem causaram às pessoas de bem deste país. Em contrapartida, não imaginem os candidatos vencedores nas urnas que poderão deixar de cumprir os deveres inerentes aos cargos para que foram eleitos, e aos quais se estão submetendo, ou deixar de honrar tudo aquilo que andaram a propagandear. Porque a Nação não suportará novas traições e muito menos perdoará os que traírem a vontade popular, fundamentalmente em relação à liberdade plena - que não se confunde com o desejo de termos nesta democracia ordem, progresso e respeito aos dogmas republicanos, tão vilipendiados nas últimas duas décadas.

Claudio Antelo

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

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Golpe?

É assustador ver Haddad na TV falando em golpe; dizer ao País que empresários estão pagando para que notícias falsas sejam divulgadas pela internet e que seu adversário deveria ser Ciro Gomes. É chamar o povo de burro, negando os votos dados a Bolsonaro. É negar a verdadeira democracia. O PT, como partido, está mostrando que chegou ao fim, suas ações maléficas foram descobertas pela maioria dos brasileiros. E viva a democracia!

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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Aloprados 2

Essa tática de imputar a Bolsonaro fake news pagas por empresários... Hum, sentimos de longe o cheiro de aloprados 2. O PT tem dinheiro para comprar testemunhas, forjar documentos, etc. Só sabemos que com a nova lenga-lenga do PT está em curso também o golpe 2. Aterrorizar o eleitor com a volta de uma ditadura militar, o risco de termos um militar em cada esquina para nos patrulhar, não deu certo, Haddad não subiu um pontinho sequer nas pesquisas. Uma coisa é certa: os tradicionais partidos não estavam preparados para enfrentar uma eleição praticamente sem dinheiro feita de graça pela população que não quer mais o PT. A internet chegou para ficar, enquanto os perdedores ficaram vendo a banda passar...

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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WhatsApp, o vilão?

Controlar o WhatsApp? Era o que faltava! Censura, agora? O choro do PT é de desespero. É a resposta do eleitorado por esses anos de corrupção e roubos sem precedentes que está tirando a esquerda da cadeira confortável que vinha ocupando. Agora as fake news estão preocupando? A televisão perdeu espaço para as redes sociais e por isso os meios de comunicação não lidam bem com essa realidade. Incrível o sucesso da campanha de Bolsonaro, que sem dinheiro foi capaz de dominar as redes sociais. Essa ferramenta veio para ficar, porém essa experiência também mostra que o Fundo Partidário pode ser extinto e o dinheiro ser aplicado na saúde, na educação e na segurança. Que tal?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Chilique obscurantista

Se antes mesmo da eleição o Haddad, seu ParTido e seus comparsas já ameaçam a democracia e a liberdade de expressão, imaginem se eleito... Não introduzem aí a dúvida, mas a certeza dos anos trevosos de mais um governo do PT.

Ana Silvia F. P. P. Machado

anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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Mestres da fraude

Magistral o editorial Desespero (19/10, A3), sobre os verdadeiros mestres em fraudes eleitorais. Começam autonomeando-se defensores da democracia, logo eles, admiradores e colaboradores de ditaduras, e por aí vão, em supostas defesas de valores que nunca prezaram, como a liberdade da imprensa. Nada a fazer senão rir e apiedar-se do desespero dos esquerdistas diante do que as urnas decidirão no próximo domingo. E aí, com o apoio de advogados e intelectuais simpatizantes, na farsa da frente democrática, os derrotados farão um novo governo paralelo, como já fizeram antes?

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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Exasperação

O PT, Lula (e seus pitacos), seu poste e equipe agem como birutas, no desespero de apanhar o vento certo. É tarde. Mudar programa e discursos, fazer acusações vazias só os ridiculariza. 

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

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O candidato do PT e auxiliares parecem estar no desespero de quem cai em areia movediça: quanto mais se mexem e inventam estratégias, mais afundam. É o desespero do perdedor antecipado. Mudam de tática e de programa a toda hora, reescrevem-no no TSE, mostram instabilidade. Mas o povo não é bobo, enxergou o rabo do lobo que fica para fora da pele de cordeiro.

Nelson Mattioli Leite

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A penitência de Lula

No afã de parecer o que não é para salvar do naufrágio sua candidatura à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) escondeu Lula, trocou o vermelho pelo verde e amarelo e eliminou propostas radicais do seu programa de governo. Mas Haddad, sendo quem é, acabou foi por escancarar o lado mais sórdido dos petistas: a vocação totalitária. Com base numa matéria jornalística pífia que acusa empresários de injetar recursos para divulgar notícias falsas sobre o PT pelo WhatsApp, Haddad pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que afaste o candidato Jair Bolsonaro (PSL) da disputa, por fraudar as eleições e por abuso de poder econômico, e convoque Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, para enfrentá-lo. E, sem limites em sua atuação patética, sugeriu: “Basta prender um empresário que vai ter delação premiada e vai entregar a quadrilha toda”. Uma coisa é certa: dentro da cela, em Curitiba, remoendo os muitos erros que cometeu, se há ao menos algum de que Lula se penitencie, seu nome é Haddad.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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Autenticidade

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad, do PT, diz que há indícios de crimes de organização criminosa, caixa 2 e lavagem de dinheiro cometidos pela campanha do seu adversário, Jair Bolsonaro, do PSL. Pelas alegações, parece que ele copiou as palavras das sentenças do juiz Sergio Moro lavradas nos processos de condenação de membros da cúpula do PT atualmente presos: José Dirceu, João Vaccari Neto, André Vargas, Antonio Palocci e mesmo o demiurgo de Garanhuns, Lula da Silva, de quem Haddad recebe ordens diretas de dentro da cadeia. O PT não consegue ser autêntico nem nas suas investidas na tentativa de enganar os brasileiros.

Antonio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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A tomada de poder

“Ao acusar o adversário de fraude e de fomentar uma organização criminosa, Haddad descredencia a democracia e o processo eleitoral brasileiro, subvertendo a vontade popular expressa nas urnas. O partido mostra, assim, que não está disposto a discutir o País, mas apenas em tomar o poder”, disse Márcio Chalegre Coimbra, mestre em Ação Política na Espanha, pela Universidad Rey Juan Carlos. Uma reação natural de quem realmente entende de política e de Justiça Eleitoral ante o imbróglio mentiroso criado pelo pastiche “Granma”, vulgo “Folha de S.Paulo”, que está movimentando a esquerdalha para impugnar a legítima candidatura de Jair Bolsonaro e a tentar censurar o WhatsApp. A grande sacada do mestre Coimbra foi perceber o que nem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem os nossos “intelectuais” percebem: a pretensa tomada de poder, já exteriorizada por José Dirceu. Durante as eleições de 2014, Dilma Rousseff disse que faria “o diabo” para vencer as eleições; Haddad, “marionetado” por Lula, convocou o inferno inteiro para o mesmo propósito, pois a tigrada está desesperada com medo de perder as boquinhas e o foro privilegiado. Mas temos de lembrar a todos o que disse o sábio Cid Gomes: “É por isso que vocês vão perder as eleições, seus babacas!”.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@gmail.com

São Paulo

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PT, a maior das ‘fake news’

O PT se apresenta como democrata, mas apoia ditaduras. O PT se diz honesto, mas transformou a corrupção em “estado da arte”, por meio de ardis mefistofélicos. O PT noutro tempo propagou a esperança, mas mergulhou o Brasil no desalento. O PT se apresentou como imaculado, mas foi desmascarado como cafetão dos bordéis do mensalão e petrolão. Se o TSE vier a tomar alguma medida contra as “fake news”, extinguindo-as, que comece pelo PT, que se tornou, por sua incoerência e vilania, a maior delas.

Túllio M. Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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O PT e o fascismo

Que o Partido dos Trabalhadores (PT), em franco desespero com a vitória iminente de Jair Bolsonaro (PLS), esteja apelando para argumentações surreais e estapafúrdias a fim de impugnar a eleição presidencial não é surpresa alguma. Pretensão e arrogância sempre foram características fundamentais do partido desde sua criação. Mas há uma particularidade muito interessante no comportamento atual do PT: as lideranças e a militância atribuem ao candidato do PSL a pecha de fascista. Sim, é verdade, Bolsonaro já deu diversas declarações, no mínimo, fascistoides. Entretanto, cabe a pergunta que não quer calar: invadir propriedade alheia, como fazem os movimentos dos sem-terra apoiados pelo PT, dividir a sociedade entre “nós” e “eles” e tripudiar do Judiciário e da democracia pela condenação de Lula não são manifestações fascistas? A atitude precede a posição política. Fascismo, antes de mais nada, é atitude e determinados posicionamentos do PT ao longo de sua história deixariam até Mussolini estarrecido. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Contra as agressões

Eu pediria humildemente aos nobres advogados, editores, artistas globais ou não que apoiam Fernando Haddad acusassem também as tentativas de agressão tempos atrás, por petistas, aos jornalistas Mirian Leitão e Alexandre Garcia. Quem, pois, na verdade é o agressor e não aceita o outro e as críticas? E falem, também, das agressões de José de Abreu a Regina Duarte, porque ela apoia Bolsonaro. Quem será o violento? Quem sempre dividiu o Brasil? Falar em fake news é especialidade do PT, desde sempre na oposição. Moral, por favor, vocês não têm nenhuma.

Maria M. J. Simões

mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

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Advogado do ‘cara’

Fernando Haddad fala em organização criminosa porque ele sabe muito bem como agem. Afinal, ele é advogado do chefe de uma delas.

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

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Desespero

O PT não se conforma com o resultado das pesquisas de intenção de voto neste segundo turno, que demonstram um resultado muito negativo para Fernando Haddad e sua legenda. Agora, querem impingir o crime de caixa 2 ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), pois não se conformam que ele tenha milhares de pessoas fazendo campanha voluntariamente para ele nas redes sociais. Querem, até, anular esta eleição. E dizem ser democráticos.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Pesquisas x Debates

Pesquisas são dados do momento e nem sempre refletem a realidade. Na pesquisa Datafolha de 18/10, várias perguntas foram feitas, porém somente ao que interessa é dado destaque. Na televisão, Jair Bolsonaro foi chamado de candidato dos ricos. Na pesquisa, ele lidera em todas as classes sociais, perdendo apenas para aqueles que ganham menos de 2 salários mínimos. Percebam que na pesquisa quem ganha 2 salários mínimos é considerado rico. Bolsonaro também ultrapassou Fernando Haddad nos votos por idade e sexo. Sobre os debates na TV entre os candidatos, perguntaram se eles eram importantes e 67% disseram que sim, mas, quanto à pergunta sobre a decisão no voto, 95% disseram que votam em Bolsonaro e 89% em Haddad. Ainda assim, o jornal “Folha” já espalha que Bolsonaro pode perder a eleição por não comparecer aos debates. Pelo que entendi, não foi o que a pesquisa revelou. Por essas respostas percebe-se que os debates perderam sua importância, se é que algum dia a tiveram. No formato dos debates em que candidato pergunta a candidato, só se veem acusações, isso as redes sociais dão conta de informar, e nada agrega ao eleitor. Mas por que nenhum jornalista perguntou aos candidatos o que será feito com as agências reguladoras, por exemplo? Essa resposta afeta diretamente a vida do cidadão, pois trata-se da ANS, da Anatel, da Aneel, da Anac, etc. Mais importante do que um debate, seria mais útil uma entrevista com cada candidato, elegendo cinco questões cruciais na vida do cidadão e do País. Simples assim.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Cumprindo tabela

O futuro presidente Jair Messias Bolsonaro só está cumprindo tabela nas eleições, a esperar o fechar das urnas para se sagrar o vencedor. O “mito” ganhou apoio popular por meio das redes sociais, onde milhões de pessoas, com espírito cívico, fizeram campanha para o capitão. Os grandes influenciadores, como emissoras de TV e jornais conhecidos, perderam a vez, não sendo mais decisivos numa eleição. Até o horário político perdeu sua razão de ser. As pesquisas eleitorais se tornaram risíveis pelos seus erros incríveis, como no pleito do Rio de Janeiro, onde o quinto colocado foi para o primeiro posto. O Brasil da era digital é um país melhor, onde não é fácil enganar o eleitor, sendo ele bem mais crítico na hora de votar. Que Bolsonaro faça um ótimo governo.

Reinner Carlos de Oliveira

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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O PT bom de voto

Com efeito, é preciso reconhecer que o PT é mesmo bom de voto: elegeu e reelegeu Lula em 2002 e 2006, Dilma Rousseff em 2010 e 2014, e deve “eleger” Bolsonaro em 2018.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Planos

O senador eleito Cid Gomes deu o troco ao que Lula fez com seu irmão Ciro Gomes. Sua fala durante recente comício do PT no Ceará resume o sentimento de todos: esta eleição já tem um ganhador. Os méritos cabem a Jair Bolsonaro, que acreditou na oportunidade e ousou, assim como perde seu oponente maior: Lula, que subestimou as evidências. Mas, em política, há sempre um precedente, então lembremos Orestes Quércia disputando o Senado contra Carvalho Pinto, em São Paulo. No começo da campanha, Carvalho Pinto ganhava de barbada, mas no fim perdeu fragorosamente ante o protesto à ditadura que apoiara. A vida segue e passa a ter protagonismo o projeto de governo do candidato com maior chance de vencer. O eleitor deveria ficar ciente de suas intensões, de seus planos, do foco de seu governo, ao que dará maior ênfase, já que será impossível atacar todas as frentes. É isso que norteará a vida dos brasileiros nos próximos cinco anos.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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Vai votar em Haddad

Cid Gomes obrou e, no outro dia, sentou em cima!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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Pobre Brasil

Estamos entre a fome e a vontade de comer neste pleito presidencial. De um lado, o PT, que tanto estrago fez ao País, com seu projeto próprio que estava acima do Brasil. De outro, o capitão com seu jargão populesco “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, que nos faz lembrar o “cabo alemão” que dizia “Deutschland über alles”, e deu no que deu. Domingo verdadeiramente trágico o de 28 de outubro.

Paulo Neves

usppd@yahoo.com.br

Porto Alegre

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28 de outubro

Domingo, 28/10, é dia do padroeiro São Judas Tadeu, quando também comemorarmos o dia “delle”, a “malhação do Judas”. Tchau, querido.

Claudio Baptista

clabap45@gmail.com

São Paulo

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República dos marechais

A eventual vitória do candidato Jair Bolsonaro não é a repetição de 1964, mas da República de 1889. Com a diferença de que os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto passaram para a história como primeiro e segundo presidentes do Brasil após a queda da monarquia imperial.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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Hierarquia

Só um tolo não percebe que quem mexe as cordinhas de Jair Bolsonaro é o alto comando do Exército. Capitão nunca vai mandar em general. Mais uma para a conta do PT, que provocou mais essa situação.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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Isenção

O posicionamento das Forças Armadas, reconhecidamente isento em relação a questões políticas e partidárias, como se espera que ocorra num Estado Democrático de Direito, não é igualmente percebido no âmbito de outras instituições fundamentais que também deveriam manter-se equidistantes de ideologias e outras influências. É visível, por exemplo, nos últimos tempos, a interferência de fatores ligados ao poder em decisões emanadas da Suprema Corte e de outros tribunais importantes, e também, algumas vezes, na atuação do Ministério Público. Com o ingresso do País numa nova fase, após o fechamento das presentes eleições que transformaram os quadros de liderança, espera-se que a conduta dos militares sirva de exemplo para que outros órgãos do Estado nos quais a imparcialidade deva prevalecer cumpram seu papel institucional.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O óbvio

Lê-se quase diariamente na imprensa que: 1) os candidatos dizem - e disso são exigidos - que cumprirão a Constituição; 2) os candidatos declaram que haverá liberdade de imprensa; 3) os candidatos dizem que são a favor dos direitos humanos; 4) todos dizem que não aceitarão golpe, seja de que tipo for. E outras obviedades dizem, só faltando dizer - e disso serem exigidos - que, no exercício de suas atribuições, a cada noite sucederá um dia. Parece que não conseguimos nos livrar do complexo de vira-latas. Imaginem se um candidato a presidente de um país europeu ou mesmo de um país emergente como a Índia tivesse de jurar cumprir esse tipo de exigências óbvias. Vamos nos preocupar com o que será feito, seja quem for o eleito para deter cargo público governamental ou administrativo. Quem descumprir a Constituição terá resposta adequada dos demais Poderes da República. Ou do voto de cada um, o mais eficaz julgador de malfeitos. E quando esse julgador falhar, a culpa é da sociedade, de nada terá adiantado antecipar juramentos.

Paulo Mario B. de Araujo

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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Descansem em paz

Terminada a eleição de 2018, haverá muito trabalho para os coveiros. Partidos políticos (PT, PSDB, etc.) e velhos políticos (FHC, José Serra, Eduardo Suplicy, Lula, Dilma Rousseff, Eunício Oliveira, Sarneys, Edison Lobão, Roberto Freire e tantos outros) serão finalmente sepultados. Esperemos que seus fantasmas encontrem o descanso eterno.

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

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Hora da escolha

Acredito que muitos brasileiros estejam decepcionados com a isenção do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o segundo turno das eleições para presidente do Brasil entre Haddad e Bolsonaro. Inconcebível que nosso presidente por oito anos, criador do Plano Real e pensador ativo sobre o Brasil, aja com displicência e pouco caso num momento crucial da democracia. Por outro lado, é bom lembrar que FHC nunca se posicionou contra a descriminalização das drogas enquanto presidente, mas assim que deixou o cargo assumiu ser favorável à legalização de todas as drogas. Aproveito para ressaltar a carta aberta escrita por historiadores e cientistas sociais do mundo inteiro que admiram e estudam as obras de Fernando Henrique, pedindo que ele assuma uma posição e não ignore o perigo representado por Jair Bolsonaro para a democracia, as instituições, a liberdade de pensamento e as pesquisas científicas. A sociedade brasileira aguarda o seu posicionamento, juntamente com os demais intelectuais, artistas e formadores de opinião para explicarem as consequências de nossas escolhas para presidente.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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Falta de comunicação

A tal porta, que permitiria uma ilusória comunicação entre as “esquerdas”, não está com a fechadura enferrujada, como afirmou FHC. O que acontece é que essa fechadura tem segredo e ele se esqueceu das combinações numéricas. Agora, nem com Fosfosol.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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Triste fim

Triste o fim do PSDB, mas é o destino de quem vive em cima do muro, não desce para um lado ou para o outro, toma sol e chuva, passa frio e calor. Ficou tanto tempo lá que acabou fazendo parte do próprio muro. Melhor que acabe, mesmo, ao menos não atrapalha quem quer passar.

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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Reconhecimento

Enquanto filhos desta pátria têm dificuldade de reconhecer que FHC é o mais lúcido dos políticos e que muito serviço prestou e continua prestando a esta nação, o também sociólogo e acadêmico vai recebendo seus prêmios mundo afora. Como agora, recebe o Prêmio de Professor Emérito 2018-Ruy Mesquita, com troféu Guerreiro da Educação, como reconhecimento de ter contribuído com a educação e o País, criando e compartilhando conhecimento.  

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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Abandonai toda a esperança

O Brasil está arruinado: um ex-presidente da República preso por crimes de corrupção e o atual presidente tampão acusado de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça. Existem provas robustas contra Michel Temer, inclusive a filmagem e apreensão de mala de dinheiro de propina entregue a seu preposto, conforme conversa gravada com um notório pagador de propinas, em ação feita com a autorização da Polícia Federal. Não há luz no fim do túnel, Temer segue firme no cargo, como se nada tivesse acontecido. As instituições brasileiras criaram monstros indestrutíveis ao blindarem os políticos com todo tipo de proteção, o que os torna inexpugnáveis às forças da lei. Os dois candidatos à Presidência da República têm vários problemas com a Justiça, um deles responde a dezenas de processos, o outro se orgulha de usar dinheiro público para “comer gente”. Na porta do inferno de Dante está escrito: “Ó, vós, que entrais, abandonai toda a esperança”. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A Presidência e a corrupção

A Polícia Federal, depois de muitos meses de investigação, conclui um processo e encaminha ao Judiciário denúncias conclusivas contra o atual presidente da República. Ele é acusado de agir, com vários empresários, para a manipulação de regulamentação de atividades, levando ao desvio de milhões de reais. Essa situação vem mostrar a necessidade de se efetivar a regionalização da administração dos portos, um pleito formulado na área portuária santista. Mas as determinações do atual presidente sempre prevaleceram. É uma pena que ele não seja afastado para responder às acusações. Mas, como seu mandato caminha para o fim, logo teremos muitas novidades.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Temer indiciado

Este é o balanço da Constituição de 1988: dois presidentes afastados, um preso e um fugindo da polícia, todos por corrupção. Isso num país onde a impunidade é oficial, pelo Supremo Tribunal Federal. E nos espantamos com a situação do País!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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18 anos no poder

Se considerarmos que Temer é cria de Lula e Dilma, eles, os petistas, já estão há 18 anos no poder. Fica meio difícil de tentar fazer o povo engolir que não foram eles, os petistas, que arruinaram, destruíram e transformaram o País no caos em que vivemos. Na verdade, Haddad pegou uma baita batata quente, para não dizer quentíssima, um famoso rabo de foguete: tentar se passar por bonzinho, moço inocente, que ama os pobres e que fará tudo por eles já é abusar demais, é querer fazer todo mundo de idiota. Acho melhor Haddad pegar seu banquinho e sair de fininho.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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Nocaute para o PT

A pesquisa realizada pelo Instituto Paraná e divulgada no dia 17/10 mostrou Jair Bolsonaro com 60,9% das intenções de votos. Fernando Haddad tem 39,1% das intenções. Bolsonaro tem 63% no Sul e Haddad, 24,8%. Na Região Sudeste, Bolsonaro lidera com 57,6% e Haddad vem bem atrás, com 29,6%. Fato semelhante ocorre no Norte e no Centro Oeste, onde Bolsonaro tem 62,1% e Haddad, 25,1%. O PT só lidera a disputa no Nordeste, com 50,9% contra 34,8% do capitão. O PT está aniquilado e a tendência é de que o partido de Lula e Dilma perca de lavada, representando a resposta contra toda a lambança feita nos últimos 15 anos, incluindo o vice Michel Temer.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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Sentimento anti-PT

Tudo o que Fernando Haddad vê é o resultado do ódio plantado por seu partido desde 2003. O Brasil não aguenta mais o PT.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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Regeneração

Vejo muita gente inteligente pregando o fim do PT. #PT_nunca_mais virou slogan. O caminho melhor é sempre a regeneração. A pena de morte (do partido) teria como consequência uma potencial perda no ganho de qualidade da sociedade. Perderia a democracia. Que tal essas mesmas pessoas lançarem o slogan #muda_PT #a_democracia_agradece? Regenera, PT. Luta contra tuas sombras. Um PT regenerado, com visão de Brasil e com paciência para construir essa visão. Muda, PT. Reage.

Bruno Hannud

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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Mudança radical

Muito curiosa a postura do PT na tentativa de tentar a dificílima tarefa de ganhar as eleições. Abandonaram o chefe, vêm copiando o programa de Bolsonaro e mudaram as cores do partido, ficando estas inclusive semelhantes às do adversário. O que observo é que a cada mudança a distância aumenta. Esta mudança de cor, então, foi fatal. Os eleitores do PT, pouco letrados e nada observadores, irão se confundir e com certeza alguns milhões de votos irão para Bolsonaro. Este, penhoradamente, agradece.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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Alívio

Impressionante como os #PTNão mudam de cor conforme convêm. Jair Bolsonaro ainda nem foi eleito e já conseguiu pelo menos fazer o PT entender que: a nossa bandeira é verde e amarela. Ufa, isso significa que não precisaremos gritar tão cedo aos quatro ventos que a nossa bandeira jamais será vermelha!  

Márcia Callado

marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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Reforma fundamental

Para evitar as catástrofes anunciadas, podemos fazer uma reforma fundamental: separar as eleições de governo daquelas para o Parlamento. Assim, desvincularíamos os vereadores dos prefeitos, os deputados estaduais dos governadores e os federais do presidente, forçando os membros dos Parlamentos a exercerem suas verdadeiras funções, de fiscalizar o governo. Este Congresso eleito recentemente deve fazer isso em benefício da Pátria. Vejam que muitos dos eleitos não foram os candidatos que nos horários da propaganda política prometeram recursos e obras, mas os que protestaram nas redes sociais. França, EUA, Inglaterra e muitos outros países já fizeram essa separação. Experimentem. O Brasil tem jeito, sim!

João Bosco Oliveira de Almeida

jobosko@hotmail.com

Belém

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O governo e o Congresso

“Centrão reage a investida do PSL na Câmara” (“Estadão”, 18/10). Que Jair Bolsonaro tentará emplacar os seus na presidência da Câmara é algo lógico e esperado para viabilizar a governabilidade de sua administração. Todavia, o assanhamento de alguns seria talvez decorrência para ganhar visibilidade entre outros, pois também enfrentará a feroz oposição das esquerdas raivosas e derrotadas numa votação plebiscitária, que tudo farão para torpedear sua administração onde puderem.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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O Centrão reage

Centrão reage a investida do PSL na Câmara dos Deputados. Este grupo de partidos se comporta, manifesta e cheira como um lixão, literalmente.

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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Herança maldita no SUS

“País perde 6 leitos por dia; no SUS, são 41 mil vagas a menos” (“Estadão”, 19/10, A14). Mais uma herança maldita deixada pelo PT. Ver o País perder seis leitos por dia não é novidade nenhuma. Tenho uma conhecida acometida por um enfarto, há quatro dias internada no SUS, esperando vaga em outro hospital para fazer um cateterismo. Eu sou leiga, mas a impressão que dá é de que quanto mais tempo passar mais o coração irá se deteriorar sem a normalização do fluxo sanguíneo na área afetada. Qual será o futuro dessa pessoa daqui para a frente? Se isso acontece em São Paulo, imaginem no resto do País. Quantas Santas Casas, que sempre foram um dia excelência em atendimento à população carente, fecharam as portas ou estão em situação calamitosa? Isso a propaganda de Fernando Haddad não fala. Quando um tripé econômico do País é quebrado, tudo cai, como se fosse um jogo de dominó. E foi esta herança deixada pelo lulodilmismo. O temor para a esquerda é passar o País para o adversário, e nenhuma palavra sobre essa herança do passado. Para mim, isso é que é apontar uma arma na cabeça de cada cidadão brasileiro doente. 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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Direitos Humanos e Oriente Médio

Há um detalhe importante que se está omitindo na história do provável assassinato do repórter saudita na embaixada de seu país na Turquia: no Oriente Médio, brutalidade com os opositores é a regra e quem não a pratica é exceção. Ou o mundo já se esqueceu de como Assad atacou seus opositores com armas químicas? Exemplos não faltam. Deste modo, fatos como este podem nos chocar, mas não chocam os cidadãos de seus países, que estão acostumados com a lei da selva com relação às respectivas oposições. Infelizmente, tolerância e direitos humanos ainda estão longe de constituírem valores universais. Assim, os sauditas provavelmente estão muito mais preocupados com as possíveis repercussões internacionais do ocorrido do que com o assassinato em si. 

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O silêncio de Jamal

Até aqui, a única certeza no caso do jornalista Jamal Khashoggi é a de que ele jamais sairá do consulado da Arábia Saudita como entrou: vivo.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Trump e os sócios árabes

Donald Trump telefonou para seus sócios príncipes sauditas para saber como cortar a cabeça de jornalistas do “Washington Post” e do “The New York Times” com tanto esmero. Juntos, eles já liquidaram 10 mil miseráveis no Iêmen...

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

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