Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Manifestação à vista

A intenção dos planejados atos para o próximo domingo parece ser emparedar os parlamentares a fim de se conseguir a aprovação da Medida Provisória 870 (da reforma administrativa) e da reforma da Previdência, além de pressionar parlamentares do Centrão e os ministros do STF. Mas, em vez de aumentar mais a polarização no País, não seria muito melhor se o presidente Jair Bolsonaro procurasse o diálogo com o Legislativo, controlasse as declarações de seu guru Olavo de Carvalho e de seus filhos e se concentrasse não em armar a população, mas na diminuição da assustadora taxa de desemprego de 12,6%? A situação tensa no Brasil só vai melhorar quando o presidente e seus seguidores mais exaltados perceberem que ninguém é dono absoluto da verdade. Ouvir os outros é a base da democracia.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Outros caminhos

Bolsonaro briga por coisas pequenas e quer impor uma agenda. Se Lula ignorava as instituições, Bolsonaro quer bater de frente com elas. Nenhum dos dois as aceita. Se aquele era um caminho com destino certo – venezuelização do nosso país, só restando perdedores –, este, de Bolsonaro, é tão difícil quanto incerto, o de “que vença o mais forte” (também sem vencedores). Não pode seguir por essa via. O nosso presidente precisa se ajustar. Há outros caminhos.

BRUNO HANNUD

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

Razia

O sr. presidente precisa entender que o povo não pode governar o País, quem deve fazê-lo é ele, pois foi colocado no cargo-mor em eleição, conforme manda a Constituição da República. O povo manifestou-se nas urnas, cabe agora ao presidente executar suas funções, formar equipes competentes, comandá-las e obter os resultados mínimos esperados. Se não se sente preparado para o cargo, é só pegar o boné...

JOSÉ CLAUDIO BERTONCELLO

jcberton10@hotmail.com

São Paulo

CONFLITO DE PODERES

Reformas

É indevido o confronto entre Executivo e Legislativo. O povo quer que cada Poder cumpra as suas atribuições, sem subordinação alguma de um em relação ao outro: o governo propondo seus projetos e o Congresso, como representante do povo e das unidades federadas, estudando-os e promovendo livremente as alterações que os aperfeiçoem. Bolsonaro já falou – no caso da reforma da Previdência – que apresentou o seu projeto e espera que deputados e senadores façam a sua parte, modificando-o, se tiverem propostas melhores do que as inscritas no texto original. Agora é a vez de os congressistas agirem, sem nenhum tipo de constrangimento. É nesse momento que eles poderão demonstrar à população, especialmente ao eleitor, o que fazem de seus mandatos. Ao final, esgotados os assuntos, incluídos eventuais vetos ao projeto aprovado, teremos a reforma possível e socialmente aceita. A discussão entre Executivo e Legislativo não deve ser encarada como crise ou briga. Ao contrário, trata-se da independência dos Poderes e do direito/dever de cada um deles cumprir as suas obrigações. As divergências fazem parte do processo e, praticadas com critério e honestidade, são as responsáveis por manter em pé a nossa República.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

PARTIDOS POLÍTICOS

Entidades privadas

Muito oportuno, o editorial Equilíbrio eleitoral (20/5, A3) mostra com clareza solar que os partidos políticos (assim como os sindicatos) são entidades privadas e, como tal, devem ser bancados exclusivamente por seus simpatizantes. A reforma política deve começar pela “privatização” do financiamento dos partidos políticos, direcionando, assim, os preciosos recursos despendidos até com a propaganda eleitoral “gratuita” para a saúde e a educação. O distinto público pagante agradecerá. Afinal, não faltam recursos ao País, e sim competência gerencial.

LUIZ MARIO LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

GASTOS PÚBLICOS

Sem luz no fim do túnel

Quando esperamos que as autoridades tenham um mínimo de bom senso, desanimamos ao ver um Brasil com cerca de 15 milhões de desempregados e quase 90% da população ganhando cerca de um salário mínimo, sem saúde decente, sem educação idem, sem segurança, e, então, deparar com a notícia no Estadão de que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais pagou a um único juiz a absurda quantia de R$ 762 mil num único mês e R$ 377 mil a outro (22/5, A4). Realmente, só jogando a toalha.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Penduricalhos

Seria interessante saber quanto foi cobrado de Imposto de Renda e outros encargos sobre a substancial soma paga aos magistrados mineiros em tela. Como se acha coberta de “direitos adquiridos”, obviamente essa classe é contra a reforma da Previdência, posição manifestada pela entidade que a representa, um virtual sindicato de magistrados. Aqueles dois juízes são exemplos de quanto as benesses e os “penduricalhos” dessa categoria de funcionários públicos pesam financeiramente para o Estado brasileiro, que consome cerca de um terço do produto interno bruto (PIB) em tributos e tão pouco devolve à sociedade.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

EM SÃO PAULO

Cracolândia

Enquanto o nosso gestor municipal, sr. Bruno Covas, não entender que dar dinheiro aos dependentes químicos não resolverá o problema da Cracolândia, não conseguiremos avançar com medidas eficazes. O que precisa ser feito é um trabalho com os dependentes químicos e uma ação da Polícia Militar para inibir que traficantes vendam drogas na região. Somente assim conseguiremos produzir resultados para a nossa sociedade. Não vamos alimentar mais esse mercado de drogas!

ALEXSANDRO GONSALES

agonsalesadm@gmail.com

São Paulo

Placas

Nos planos do prefeito não se fala das placas com o nome das ruas da cidade – escondidas atrás das árvores, torcidas, localizadas inadequadamente ou simplesmente inexistentes. Um verdadeiro voo no escuro para quem usa o Waze.

ALINE FOZ

fozlili@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


LONGE DEMAIS


A imanência do rompimento de mais uma barragem de rejeitos de minérios da Vale, agora em Barão de Cocais (MG), deixa evidente que a empresa vem agindo de forma premeditada, assumindo riscos absurdos e privilegiando o lucro a curtíssimo prazo – e que se dane o resto. Essas barragens de rejeitos são a definição de desenvolvimento insustentável, não há dinheiro que compense os desastres, a morte de rios inteiros, a perda de vidas, de cidades inteiras. Não é possível continuar assim, tem de haver uma intervenção nesta empresa, os responsáveis por essa política suicida têm de responder por suas ações criminosas e deliberadas. Esta palhaçada já foi longe demais, mesmo para os padrões de um país subdesenvolvido e inconsequente como o Brasil.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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GOVERNO FRAGILIZADO


A convocação da manifestação popular pró-Bolsonaro nas ruas do País no próximo domingo, 26 de maio, é prova cabal e inequívoca de quão perdido, errático e fragilizado está o governo que mal completou cinco meses de mandato. Com efeito, nunca antes na história deste país o início de um mandato presidencial foi tão problemático e tenso. Se as ruas estiverem lotadas no domingo, o governo Jair Bolsonaro ganhará algum fôlego e poderá mostrar que ainda goza de apoio popular. Caso contrário, é melhor nem pensar nas consequências...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PAUTA


Haja falta de bom senso do senhor presidente! Algum arauto chamou a sua atenção para a legalidade, com certeza. Convocar para manifestações já foi irresponsabilidade, presidentes não devem fazê-lo. Na pauta das manifestações, dos organizadores, constavam o fechamento do Congresso Nacional e outras medidas quetais. Caminho aberto para o impeachment, caro senhor! Agora, Bolsonaro diz que não vai e mandou os ministros fazerem o mesmo. Bem, mas a sua digital ficou lá. Dia 26, eu não vou.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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CARTAZES


Alguns cartazes exibidos nas manifestações contra o corte na educação envergonharam a Língua Portuguesa. É bem possível que nos protestos convocados por apoiadores de Jair Bolsonaro surgirão cartazes que vão envergonhar a democracia.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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EQUILÍBRIO


A posição é desconfortável, mas é a única que vejo como possível no momento: “em cima do muro” (nenhuma referência a partido político). É só assim que vejo o atual momento político do nosso país. Em cima do muro posso ter uma visão geral das coisas que estão acontecendo. Posso olhar para a direita e para a esquerda (aqui também sem nenhuma referência ideológica) e, como muitos brasileiros, me sinto insegura. Temos de nos equilibrar diante de fatos, fakes, mandos e desmandos. É difícil, mas não temos outra opção a não ser tentar nos manter eretos e olhando para a frente na esperança de que as coisas melhorem e de que nosso país volte a crescer.


Bete Marun elisabetemarun@hotmail.com

São Paulo


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IR OU NÃO IR


Bolsonaro disse que não irá à manifestação de domingo e pediu que os ministros também não compareçam. Só resta, então, que venham o guru da Virgínia e o mais novo top star, o pastor congolês que podia canonizar o presidente pelo milagre de em tão pouco tempo pulverizar os milhões de votos que recebeu.


Paulo Henrique Andrade phandrade1950@gmail.com

São Paulo


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ENSEJO


Só o fato de os petistas morrerem de medo da marcha a favor de Bolsonaro vale o ensejo de participar.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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UM ATO ADREDE MALOGRADO


Não seria um ato pró-governo o do dia 26 de maio, mas uma insanidade de propostas de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, é dizer, uma tentativa canhestra de matar a democracia brasileira, resgatada por empenho heroico de todo o povo brasileiro, depois de 20 anos de esmagamento ditatorial. Antes de caracterizar-se que, mais uma vez, meteu os pés na lama, Bolsonaro declara que ele e os ministros não participarão do ato. De qualquer modo, na simples admissão da possibilidade de um movimento de rua como este, o presidente, que jurou cumprir nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, já deu passos largos no sentido de seu justo impeachment.


Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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JABUTICABA


Só no Brasil mesmo: em todos os países onde recentemente tiveram reforma da Previdência, a população foi às ruas protestar contra. Aqui, a maioria é a favor. Mais uma jabuticaba.


Sylvio Ferreira sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo


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SEM SENTIDO


Tem gente por aí, principalmente pessoas que fazem parte do grupo do “quanto pior, melhor”, dizendo que a eleição de Bolsonaro dividiu o País. Tirando a turma referida acima e os outros segmentos que têm os mesmos interesses pessoais com o insucesso do governo – e da maioria deles, seja nos Estados, seja nos municípios –, aliás, qualquer um que se baseie na vontade expressa nas urnas, todos sabem que o Brasil está dividido faz tempo. Certo ou errado, esta forma de fazer e pensar em democracia (que é muito ruim, mas ainda é o melhor que temos) deveria apontar numa mesma direção, que é um País de menos desigualdades sociais, que passe por reformas urgentes, necessárias e profundas, e onde não se roube tanto dinheiro público, seja isso divulgado ou não pelas mídias. Mas, como tudo isso está bem longe de se tornar realidade, as desigualdades permanecem, as reformas sem viés, ideologia, interesses pessoais, “toma lá, dá cá” e tantos outros métodos nocivos prevalecem, a roubalheira continua, todos trazendo consigo as divisões, Estados rebelados (como a maioria do Nordeste), além de manifestações meio sem sentido, como as dos próximos dias 26 e 31 de maio, nas quais se pretenderá mostrar o desejo de boa parte da população por mudança na forma de agir e no caráter das instituições, mas que devem ser apenas um tiro no pé ou um tiro saindo pela culatra, pois, gostemos ou não, a própria classe política e a Constituição estão por trás, ao lado, na frente e a proteger as desigualdades, as divisões e a roubalheira que reina em cada canto de um Brasil loteado e entregue à criminalidade.


João Direnna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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TEATRO OU HOSPÍCIO?


Será que o Brasil vai acabar virando um grande teatro ou um hospício? Eu diria que a reportagem “Opositores se juntam em ação contra Bolsonaro” (21/5, A10) poderia ter dois aspectos: será que se trata de propaganda de uma peça de teatro com conhecidos artistas ou é uma sessão de psicanálise política para tentar iluminar as cabeças desses políticos? Pelos coadjuvantes, as esperanças de sair algo dali ou de melhorarem são muito poucas.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


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MOVIMENTO ‘DIREITOS JÁ’


Excelente notícia (21/5, A10). Precisamos de um projeto de País.


Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba


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E ANTANHO?


No mensalão e no petrolão, não se juntaram para um “Decência Já” ou “Fórum pela Moralidade”. Onde estes partidos (PSDB, PT, PDT, Cidadania, PCdoB, PSOL, PV, Rede, PSB), OAB e UNE estavam? Eu imagino...


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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O PARADIGMA DA POLÍTICA BRASILEIRA


O grande problema do Brasil é o Estado patrimonialista instituído há 519 anos. Por essa razão é que a dificuldade em transformá-lo num Estado liberal na economia e conservador nos costumes é uma tarefa extremamente difícil. Vivemos numa República Democrática de Direito, e não numa República Direta Maniqueísta. De fato, a quebra de um paradigma que perdura por 519 anos não é uma coisa fácil. Não existem soluções simples para problemas complexos. Os brasileiros, todos eles, precisam aprender a viver sem a tutela do Estado. As soluções de problemas complexos num governo democrático de direito não se fazem da noite para o dia. Há, entretanto, um paradigma a ser quebrado, que causará uma grande crise de abstinência a ser enfrentada com coragem e determinação exigidas para essas situações. Muitos querem continuar à sombra do Estado colhendo benefícios. É preciso levar a luz até eles e nominá-los. Transparência é o que quer o brasileiro que foi às urnas em outubro de 2018, cansado de ser enganado. Aqueles que querem manter o “status quo” precisam ser conhecidos. Não se quer uma luta de classes. Isso fica para os fracassados socialistas. Quer-se apenas coerência.


Ricardo Tannenbaum Nunez r.nunez58@hotmail.com

Marília


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LEGADO


Se Bolsonaro mantiver durante quatro anos a nomeação de ministros e seus secretários técnicos, sem o “toma lá, da cá”, estaremos implantando a verdadeira democracia no Brasil, com a separação dos Poderes e obrigando os próximos presidentes a seguirem o exemplo.


Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe


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HARMONIA ENTRE PODERES


Uma solução para harmonizar o presidente com o Congresso seria ele, acompanhado de seus ministros, abrir a porta do Palácio do Planalto para receber todos os deputados e senadores que assim o desejassem. Com uma condição: as conversas se desenvolveriam na presença de representantes escolhidos por rádios, jornais e TVs. Então, as partes fariam exposição clara de seus pleitos e suas ideias e isso impossibilitaria a divulgação de algo incorreto. Certamente, ninguém poderia alegar falta de diálogo, não haveria veladas solicitações de cargos ou vantagens nem mesmo acusações contra a mídia. Simples assim.


José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis


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BRASILEIROS FINALMENTE UNIDOS


Terão estes cinco meses iniciais do mandato Bolsonaro sido mesmo um completo fracasso? Talvez, nem tanto. Lula, dentre outros legados, deixou um Brasil dividido após anos valendo-se irresponsavelmente do discurso “nós-contra-eles” para manter sua base de apoio. Bolsonaro, após eleger-se apenas por ser o mais vociferante opositor do PT, vem unindo o País numa velocidade estonteante: já temos quase todos uma opinião parecida sobre o novo presidente.


Paulo de Souza paulo.desouza@ouce.ox.ac.uk

Oxford, Reino Unido


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TEORIA DA CONSPIRAÇÃO


É preciso avisar aos que conspiram que não teremos terceiro turno, pois que o Brasil, se não houver união nacional, poderá se transformar num enorme Titanic, e, se vier a afundar, não haverá salvação, todos estarão destinados aos prejuízos de uma intolerância sem fim e da falta de união das classes políticas em torno do bem comum da Nação.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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PARANOIA


A Psiquiatria tem resposta: John Lennon se achava mais popular que Jesus Cristo; Lula, a alma mais honesta do Brasil; e Bolsonaro, ungido por Deus.


José Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista


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OS PLANOS DE LULA


Já circula no Capão Redondo, zona sul da capital paulista, ex- bairro Bolsa Família, que Lula vai lançar sua mulher ou futura esposa, a socióloga Rosângela da Silva, de 40 anos, presidente da República. O que Ciro Gomes acha da sacada de Lula?


Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo


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MEU CORAÇÃO


Divirto-me com a espontaneidade e a irreverência das redes sociais. Segundo elas, disse a namorada do presidiário Lula da Silva: “Ele roubou meu coração!”. Os padrinhos de casamento serão Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, também padrinho da filha do empresário de ônibus Jacob Barata Filho, o cacique da corrupção demandada pelas empresas de transportes coletivos do Rio de Janeiro. Tudo a ver!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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O NOVO NEGÓCIO DE BEIRA-MAR


Sobre a reportagem “Beira-Mar quer lançar site para vender livros e ‘souvenires’ da cadeia” (“Estadão”, 21/5), se Lula, o capo da ECPO (entidade criminosa politicamente organizada) PT, pode se comunicar para fora do cárcere com sua facção criminosa, por que não Beira-Mar, o chefe do Comando Vermelho, vender livros e souvenires? Imagino os títulos de alguns livros escritos por grandes bandidos, como “Memória do Cárcere de Marcola, o Rei do Crime”, “Análise de Rentabilidade no Tráfego de Cocaína, da Produção até o Consumo Final”, “Manual de Manutenção de Pistolas, Rifles ou Metralhadoras Pesadas”, “Conflito e Guerra por Espaços Comerciais na Venda de Tóxicos”, “Leis e Prática Processual nos Tribunais do Crime”, “Assalto a Bancos com Uso de Explosivos”, “Manual Prático de Contabilidade de Facções”, etc., etc. Em face da quantidade de marginais ou aspirantes a marginais, com certeza haveria muita procura para este tipo de literatura. No processo de “ressocialização”, isso seria também para dar incentivos à criação de startups no segmento, para os que cumpriram penas, para terem empregabilidade depois de libertos, num setor que só tem crescido nos últimos anos, necessitando urgentemente de mão de obra mais qualificada. As prisões não são as escolas do crime?                     


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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SUPREMA INSENSIBILIDADE


A Suprema Corte acaba de aprovar licitação para renovar a frota de carros de Suas Excelências: vão ser adquiridos 14 carros blindados! O que acharão dessa notícia os 14 milhões de desempregados? Acorde, Supremo!


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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OS GASTOS DO SUPREMO


O STF está apenas imitando o presidente Nicolás Maduro: enquanto a população venezuelana come restos de comida do lixo, ele foi saborear um churrasco em Istambul de um famoso churrasqueiro turco, gastando fortuna num almoço. A diferença é que os nossos queridos ministros querem beber vinhos premiados internacionalmente. Vamos e venhamos, eles sabem pedir.


Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo


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ESCRAVOS E REFÉNS


Somos escravos dos nossos funcionários públicos. Pagamos altos impostos e recebemos baixos níveis de retorno do Judiciário, do Legislativo e também do Executivo. Somos reféns da nossa própria Constituição, que defende quem está no poder e esmaga os contribuintes. Os ministros da Suprema Corte mais parecem deuses. Os congressistas são intocáveis seres superiores. A equipe do primeiro escalão do Executivo navega constantemente em águas tranquilas, protegidos pelo foro privilegiado. Ao povo comum só resta a esperança de um dia conhecer o tal progresso, tão prometido durante as últimas décadas.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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ATOLEIRO OU ESTRATÉGIA?


A política, mais cínica das artes cênicas nativas, nutre-se da despolitizacão do brasileiro, que vê no jeitinho virtude e solução, sem nada renovar. Descreve-se, assim, a guerrilha interesseira instalada no Congresso Nacional para torpedear as reformas propostas pelo Executivo, caso este não se renda ao diálogo dos cargos para as corriolas e da grana camuflada nas emendas parlamentares. O Congresso que não legisla, agora, atrapalha. No ambiente degradado de vinhos e lagosta, o Supremo Tribunal Federal legisla quando lhe apetece, solta bandidos endinheirados se lhe convém o compadrio, censura a imprensa por explícito capricho de ministro e se desmoraliza ao instaurar inquérito, com a onipotência dos déspotas, para investigar, processar e julgar – tudo numa panelada só – aqueles que considera detratores da Corte. Atarantado pelos pirralhos birrentos – um deles atolado em pantanosas transações –, engabelado por Rodrigo Maia e sem infantaria parlamentar, o capitão da artilharia está a um passo da areia movediça do fracasso. Ou tudo não passa de estratégia militar transportada pelo voto para o picadeiro da política em Brasília.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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O TRABALHO DO CONGRESSO


Afinal, só quero entender o porquê de tanta dificuldade criada pelos deputados, se não é por interesse próprio. Pelo bem do Brasil? Não tem lei que nos proteja deles? Sei que há, mas por que não as fazem valer? Até quando esta situação?


Walter J Gonçalves walterjgoncalves@terra.com.br

São Paulo


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OS FISIOLÓGICOS


Membros do Centrão querem ministérios e secretarias porque têm dinheiro, mesmo sem conhecimento da área. Já que com Bolsonaro isso não vai acontecer, são capazes de pôr em risco as reformas necessárias para tirar o País do caos em que se encontra.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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ORGANIZAÇÃO


Não se pode esperar que o presidente Bolsonaro, com as mesmas armas que venceu nas urnas uma organização criminosa, possa, agora, novamente, sem liderança e articulação política, só tuitando, derrotar um núcleo duro, pesado, de 149 deputados (20/5, A4) firmemente organizados para perpetuar privilégios e a impunidade dos seus membros. Se este chamado Centrão pode se estruturar, derrotar e/ou desfigurar projetos de combate à corrupção propostos pelos ministros Sergio Moro e os de ordem econômica do ministro Paulo Guedes, por que as novas lideranças de governadores, como Romeu Zema (MG), Wilson Witzel (RJ), Eduardo Leite (RS), João Doria (SP) e outros mais também não se unem num movimento suprapartidário para garantir um mínimo de governabilidade ao País e apoiar as reformas de que o Brasil tanto precisa? É incompreensível: por que só a criminalidade é organizada?


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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AUTOCRÍTICA


Não devemos nos importar com as bobagens ditas e as ações de Jair Bolsonaro. É errado ocupar um espaço nobre do jornal com a razia dos Bolsonaros. Isso posto no que diz respeito às colocações infelizes e extemporâneas. Há muito a analisar e criticar na parte real da execução, principalmente na qualidade de interação com o Legislativo. Assim como o perfeito acompanhamento “de páginas policiais”. Cito estes só a título de exemplos. O que esperavam que acontecesse? Que ele viesse a se tornar, de repente, um estadista? Ora, senhores(as), não percam tempo com isso. Contudo, fiquem de olho no que pensam os militares. Estes, sim, podem e historicamente sempre puderam virar a mesa. Mas acho que também este perigo é infundado. Afinal, só vemos atitudes e palavras ponderadas desta parte de poder. A hora de começar a discutir alternativas nas eleições de 2022 já está chegando. Espero que os políticos e o que restou de seus partidos façam uma autocrítica. Deixaram ocorrer a polarização de extremos e deu no que deu. Pior, deu o que era esperado.


Nelson Mattioli Leite Lnelsonmleite@uol.com.br

São Paulo


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‘RECEITA PARA A REVOLUÇÃO’


O artigo “Receita para a revolução”, de Fernão Lara Mesquita (21/5, A2), mostra claramente que na aparente guerra entre governo e Parlamento os perdedores somos nós, por estarmos a mercê de uma minoria privilegiada simbioticamente associada àqueles que elegemos, faltando-nos o poder de deselegê-los antes de quatro anos. Escudados em regras constitucionais que não podemos ter a iniciativa de modificar, essa minoria apossa-se da “res pública” engrossando sistematicamente seus já abonados salários e aposentadorias, em valores impensáveis para aqueles que habitam o Brasil real. Enquanto comemos arroz com feijão, eles se refastelam com lagostas, vinhos finos, carros blindados, motoristas e verbas infindáveis para gastos que nada têm que ver com as nossas necessidades. E também nos obrigam a financiar partidos que nada têm de políticos. Nesse restrito grupo, a vergonha e o discernimento do certo e errado se escondem na penumbra de uma Constituição que nos obriga aos tributos sem permitir a decisão sobre o destino dos impostos coletados. São 147 milhões de eleitores brasileiros que, embora abrigados pela expressão constitucional de que “todo o poder emana do povo”, não podem exercê-lo diuturnamente na defesa de seus direitos a saúde, educação e segurança, impedidos por regras conflitantes que integram essa Carta Magna. Já passou do tempo de sairmos às ruas por essa reforma constitucional. Que nos seja devolvido o real poder de intervir nos destinos do Brasil.


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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REVOLUÇÃO DE CONCEITO


Como sempre, “Receita para a revolução” é um artigo de Fernão Lara Mesquita excelente, este é o diagnóstico do País. Três verdades absolutas salientam o significado da análise elaborada: 1) a imprensa não investiga as estatais; 2) a privilegiatura não quer estrangeiros intrusos; e 3) o voto distrital puro é a mais eficaz saída do buraco em que estamos. Outro ponto que não coloquei como importante, talvez, explique tudo. Diz Fernão que o povo é rei, mas para isso ele precisa da imprensa, esta, nunca nos esqueçamos, é o quarto poder, e cabe a ela dar voz ao povo. Hoje temos uma imprensa pouco investigativa, Carlos Alberto Di Franco sempre ressalta isso. Estivesse a imprensa investigando a fundo e divulgando as arbitrariedades existentes nas estatais, mostrando, inclusive, os desrespeitos que os privilégios fazem à Constituição, maior conscientização haveria do eleitorado, e os votos seriam mais conscientes. Com investigações plenas e conscientes, a privilegiatura estaria mais exposta. Uma privilegiatura abominável, como a que prevalece no Brasil, precisa ser eliminada ou o País não tem saída. Férias de 60 dias, aposentadorias desaforadas, pensões para filhas solteiras só no papel são tosco exemplo do que temos de acabar. Mas tem muita coisa mais, um STF com juízes que nem sequer obtiveram aprovação em concurso para juiz e que nunca se declaram impedidos quando é mais que evidente que a suspeição existe mostra outro lado da privilegiatura a ser exterminado. Para concluir, pois me parece o mais importante, voto distrital puro. Este é o elixir mágico, por isso os políticos fogem dele como o diabo da cruz. Para instituir tal regra, é quase impossível que se a consiga sem a revolução aludida por Fernão. Não me refiro a uma revolução destruidora, mas, sim, uma revolução de conceito. O povo precisa lutar por isso e, para tanto, cabe à imprensa esclarecer tudo o que ocorre atrás disso. Barateamento de campanhas, contato direto do eleitor com o político, retirada do eleito de seu cargo diante da falta de compromisso ou ineficácia no desempenho e maior e melhor representatividade dos eleitores são alguns dos destaques. Como seria bom o engajamento da imprensa, como um todo, neste desiderato. Se toda a imprensa não é possível, ficam aqui meu apelo e convite: “Estadão”, ajude o Brasil mais uma vez.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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IDENTIDADE


É sempre muito bom e, claro, prazeroso ler os artigos de Fernão Lara Mesquita (“Receita para uma revolução”, 21/5, A2), por uma questão pura e simples: identidade. Se o leitor ler o artigo sem antes verificar o autor, em duas linhas ele saberá de quem se trata. Coisa muito rara hoje em dia, quando muito se fala, porém não se diz absolutamente nada e tampouco se apresentam soluções. Existem muitas mídias independentes e progressivas, de cunho de esquerda e tudo o mais, mas a falta de substância e profundidade, a falta de parâmetros é evidente. Logo, saber que poderei ler os artigos de Lara Mesquita é certamente o que me torna assinante e, antes de tudo, fã do jornal. O seu grito de fato é conhecido, mas a sua repetição certamente chegará a muito mais ouvidos, recomendo. “Contratar e demitir”, eis a receita do nosso melhor articulista, afinal, o pior cego é aquele que, mesmo enxergando, não vê.


Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


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‘DESTRUIÇÃO DE REPUTAÇÕES’


Sobre o artigo “Destruição de reputações” (22/5, A2), Michel Temer nunca mais ficará bem aos olhos dos brasileiros. Aquele encontro inaceitável, na calada da noite, com Joesley Batista – que ele sabia ser bandido – e o “tem de manter isso, viu?” são acontecimentos que ajudaram a destruir sua reputação. Agora não adianta mais chorar.


Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo


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OS GOVERNADORES E O DECRETO DAS ARMAS


Quatorze governadores de Estado pediram ao presidente da República que revogue o decreto que reconheceu o direito do cidadão à legítima defesa com o uso de arma de fogo. É um direito destes políticos manifestarem sua opinião, mas quem são eles? Nove militam em partidos de esquerda, sempre prontos a erguer a mão pesada do Estado contra os cidadãos. Dos outros cinco, três são ilustres desconhecidos fora de suas unidades da Federação, um é filho de Jader Barbalho e outro é filho de... Renan Calheiros! É preciso dizer mais alguma coisa?


Roberto Dufrayer robertodufrayer@gmail.com

Rio de Janeiro


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IDEIA FIXA


Quatorze governadores de Estados do Norte e Nordeste se viram obrigados a apelar aos Três Poderes para evitar que a estupidez paranoica de Bolsonaro e seus filhos em relação à ideia fixa de armar seus amigos ricos se torne uma nefasta realidade. Inacreditável.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PÃO E ARMAS


Cumprimento os governadores de Estado e do Distrito Federal que enviaram carta aberta demostrando serem contrários ao decreto de armas editado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Na atual conjuntura do País, existem milhares de brasileiros necessitando muito mais de pão que de armas.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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ARMAS E LEIS


Grande número de pessoas e instituições coloca-se contrariamente à autorização dada pelo governo ao armamento da população. Claro! No Brasil, o liberalismo só acontece para grupos seletos e para certas instituições, nunca para o indivíduo que, de cima e do alto, é visto como incapaz de se responsabilizar por seus próprios atos. Pudera! Todos sabemos que as leis penais não serão motivo suficiente para parar qualquer furor antissocial, assim como também sabemos que a nossa história é a história de um povo menosprezado em capacidade própria de cumprir com seus deveres porque sempre foi diminuído também em seus direitos, e nada como pessoas e instituições que adoram dizer o que os outros podem ou não podem fazer. Senhores políticos e administradores do Brasil, se não nos dão armas porque somos incapazes, por favor, estipulem leis penais novas, já que os senhores também são de uma total incapacidade de gestão dos interesses da vida alheia.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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HAMBÚRGUER VEGETAL


A ciência e a tecnologia evidentemente trazem avanços civilizatórios maravilhosos, mas, quando mal aplicados, podem causar revoltas principalmente estomacais. O hambúrguer (chamem do que quiserem) mostrado na primeira página do “Estadão” de ontem (“Hambúrguer 2.0”) causou muito nojo, com o perdão da palavra.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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ELEIÇÃO NA AUSTRÁLIA


A vitória conservadora na Austrália contrariou as pesquisas de opinião pública. Entretanto, vale lembrar que o país adota o voto preferencial. Vota-se em um parlamentar para a Câmara dos Representantes, mas o eleitor também define uma ordem de preferência entre os candidatos. Considera-se apenas a primeira opção de voto para saber se há maioria absoluta para formar governo. Se não houver, desconsidera-se o voto dado ao último colocado e conta-se a segunda opção do eleitor. Tal procedimento prossegue até a obtenção de maioria absoluta. Tal sistema de voto foi introduzido para as eleições federais de 1919 e, tradicionalmente, sempre favoreceu a coalizão conservadora, com exceção da vitória trabalhista em 1990. Portanto, não é uma total surpresa o resultado da eleição, tendo em vista o histórico de um século.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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