Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2015 | 02h55

Democracia

A presidenta incompetenta disse que falar em impeachment por conta da crise econômica e política é ruptura democrática. Só que o pedido de impeachment que será proposto no Legislativo é baseado na Lei de Responsabilidade Fiscal. Absolutamente legal! A pergunta que faço é: quando o presidente Collor foi impedido, em 1992, foi um golpe contra a democracia? Não foi uma medida legal e apoiada por toda a população brasileira? O seu PT não apoiou totalmente? Cumprir a lei é obrigação de todos, principalmente de quem detém o cargo dessa senhora. Para terminar, uma pergunta à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal: por que, depois de tantas denúncias e provas de que o PT recebeu muito dinheiro roubado da Petrobrás, disfarçado de doações legais e contabilizadas, não cassam o registro desse partido?

SÉRGIO LUÍS DOS SANTOS

sersan@netpoint.com.br

São Paulo

O golpe

Ninguém está usando a crise, Dilma Rousseff. Na pauta dos brasileiros estão a roubalheira deslavada, o populismo primário e a administração leviana.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Que golpe?

Dilma disse que seu governo vai combater qualquer possível ameaça à democracia brasileira. Não sei se ela se referiu a eventuais pedidos de impeachment contra seu mandato. Mas se foi, convém lembrar que em abril de 1999 o então deputado petista Milton Temer apresentou pedido de afastamento de Fernando Henrique Cardoso, de sua autoria. Em maio do mesmo ano o notório mensaleiro José Genoino protocolou outro pedido de impeachment e fez o seguinte comentário: “Não estamos fazendo denuncismo, nem aventura, nem nada fora da Constituição”. Portanto, não consigo entender a mania quase patológica dos defensores do atual governo de tachar de golpistas quem prega o afastamento constitucional da presidente Dilma. Como diz o velho ditado, “pau que dá em Chico dá em Francisco”.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Um dos significados de golpe é a atitude mentirosa tomada por alguém com a finalidade precípua de enganar o próximo em proveito próprio. Com as falsas afirmações de Dilma Rousseff em sua campanha eleitoral para se eleger presidente, quem, até agora, praticou o tão comentado golpe? Iludiu seus eleitores e deu um golpe de “mestre”. Essa não é a verdadeira democracia que tanto apregoa.

PAULO GUIDA

paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

Dona Dilma, usar a crise para chegar ao poder é golpe? E esconder e aumentar a crise para chegar ao poder – e somente “fazer o diabo”?

GUSTAVO A. S. MURGEL

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

Dilma já prevê o pior

Quando, angustiada, a presidente afirma em evento que “qualquer forma de encurtar o caminho da rotatividade democrática é golpe”, ela demonstra que já prevê o pior, como o provável encurtamento de seu mandato. Ou impeachment! Dilma jamais vai reconhecer que foi a sua gestão que deu o golpe de misericórdia nas esperanças das famílias, dos trabalhadores e dos empresários brasileiros ao fazer uso irresponsável dos recursos dos contribuintes. Do que resultou uma profunda recessão econômica. E na maior cara de pau ainda quer recriar a CPMF!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Basta

Precisamos dar um basta em tudo isso que vem ocorrendo no nosso país. As mentiras recorrentes, culminando com o embuste nas últimas eleições, vinham tolhendo o sentido de realidade do nosso povo menos informado. Que seja por este ato, para que possamos direcionar nossos políticos pelo caminho da ética, da verdade e, principalmente, para terem ações no sentido do bem de todos os brasileiros.

ABRÃO STOKFISZ FEFERMAN

abraofeferman@terra.com.br

São Paulo

GOVERNO LULOPETISTA

Articulador experiente

Escalado como articulador político do governo Dilma, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, usará toda a sua experiência adquirida quando presidia a Cooperativa Habitacional dos Bancários, a Bancoop, aquela que em passado não tão distante deu o golpe em mais de 300 mil famílias em todo o Brasil e, no final, como tudo no governo petista, acabou em pizza, além de presentear o Lula com uma linda cobertura no Guarujá.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

‘Esperteza’ da presidente

Primeiro a presidente apresentou a CPMF como uma necessidade da saúde e o ministro Chioro veio a público defendê-la para evitar o caos, sendo 0,20% para o governo federal e 0,18% para Estados e municípios. A saúde deixou de ser problema, em uma semana tudo foi resolvido e está uma maravilha! O problema agora é a Previdência, são os velhinhos os causadores do déficit fiscal. E quem vem a público prestar-se a esse vergonhoso papel de defender a CPMF para a Previdência? Ninguém menos que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Que vergonha! A presidente, do alto de sua magnânima esperteza, pede 0,20% de CPMF. Reduziu? Não! Estados e municípios que se virem! Mas chamou governadores para um jantar em busca de apoio!

WALTER SANT’ANNA ZEBINDEN

walter@sandraz.com.br

Campinas

Levy: “CPMF é imposto pequenininho”. Pequenininho é o respeito que ele e este desgoverno têm pelos cidadãos honestos que pagam os desmandos petralhas!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Eles que se virem

Com todo respeito aos economistas, mas qualquer imbecil conseguiria equilibrar as contas do governo aumentando impostos – e mandando os outros pagarem as contas. Para isso o País não precisa de um Joaquim Levy. A “quadrilha” comandada por Lula e seu poste Dilma que se vire nos 30 para resolver a lambança que eles fizeram. Demitam os aspones, cortem as esmolas e devolvam o que roubaram. Somente depois disso peçam ao povo que pague mais impostos. Incompetentes!

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

DILMA QUER CAIR

 

Ontem, em entrevista a uma rádio, Dilma Rousseff fez a seguinte afirmação: “Esse método de querer usar a crise como um mecanismo para você querer chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”. Na certa, ela está se referindo ao movimento de membros de partidos da oposição que articulam a abertura de um processo de impeachment. O impeachment, como todas as pessoas minimamente informadas sabem – e acredito que a presidente também –, é um instrumento constitucional. A abertura do processo que pode culminar na interrupção do mandato da presidente recebeu apoio de quase 70% dos brasileiros, segundo pesquisa recentemente publicada pela imprensa. Logo, Dilma chama esses quase 70% de brasileiros de golpistas. Ao mesmo tempo, ela, Dilma, quer que esses brasileiros arquem com um velho/novo imposto (a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF) para pagar uma megafraude das contas públicas que lhe serviu de campanha eleitoral antecipada e contribuiu para levar o País à petição de miséria em que se encontra. A presidente sabe que a chance de a CPMF passar no Congresso é quase nula, mas o que ela fez mesmo? Apresentou um pacotão que depende fundamentalmente desse velho/novo imposto para garantir um superávit primário minúsculo no ano que vem, segundo aquele rombo orçamentário de R$ 30,5 bilhões – embora muitas pessoas desconfiem de que o buraco verdadeiro seja muito maior... Quer saber? Estou achando que Dilma já jogou a toalha e só está enfileirando motivos para enfurecer ainda mais a sociedade e, assim, acelerar a sua própria queda. É a única explicação para um número tão grande de absurdos num espaço de tempo tão reduzido. Se for isso mesmo, o Brasil agradece.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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A PRESIDENTE E O GOLPE

 

Dilma Rousseff declarou que “querer usar a crise econômica que o País atravessa como instrumento para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”. Golpe, dona Dilma, é roubar a Petrobrás; golpe é mentir descaradamente, como a senhora fez para se reeleger; golpe é se reeleger usando dinheiro de propinas; golpe é fraudar as contas públicas; golpe é dizer que nem que a vaca tossisse o seu governo iria tirar direito dos trabalhadores e fazer o contrário depois; golpe é mentir para os estudantes e puxar-lhes o tapete debaixo dos pés ao cortar o Fies; golpe é deixar estudantes do Ciência Sem Fronteiras à míngua no exterior; golpe é mentir sobre o Pronatec, cortando as verbas e, consequentemente, o número de alunos; golpe é cortar verbas da saúde; golpe é querer voltar a cobrar a CPMF, que nunca foi para a saúde. Portanto, golpista é a presidente. E não nos venham dizer que “estão torcendo para o ‘quanto pior, melhor’”, porque isso quem sempre fez foi o partido de Dilma, o PT, que se opôs a medidas importantes na nossa história para que o Brasil melhorasse. Chega! Pegue sua bolsa, presidente, e se ainda lhe resta um pouco de vergonha e caráter, se mande, porque estamos fartos de suas mentiras, de sua arrogância e de sua incompetência.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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GOLPES

 

Dona Dilma Rousseff, a gerentona de coisa nenhuma, a “mãe do PAC” que faliu, esbravejou aos perdigotos dizendo que “usar a crise para tentar chegar ao poder é versão moderna de golpe”. Obviamente, disso dona Dilma realmente entende, haja vista as macabras mentiras e os gastos absurdos, além do “diabo”, é claro, de que ela fez uso efetivo para ganhar as eleições de 2014. Portanto, quem ela acusa teria todo o direito de usar das mesmas armas de quem faliu vergonhosamente uma lojinha de R$ 1,99 e que, sem pestanejar, afundou as finanças da sétima economia do mundo. Pobre Brasil petralha.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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DEFINIÇÃO

 

Ela falou: “Usar crise para chegar ao poder é tentativa moderna de golpe”. Eu responderia: usar “o diabo” e o ministro Dias Toffoli, mais o dinheiro roubado da Petrobrás e as pedaladas fiscais, que nome a senhora daria a isso?

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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GOLPE ONDE?

 

Dilma, do alto de sua arrogante posição, diz que a oposição está pretendendo dar um golpe na democracia caso insista no seu afastamento do cargo (que ela fez “o diabo” para ocupar novamente em 2014). Se ela e seus asseclas realizaram pedaladas fiscais, cometeram crimes eleitorais, colocaram o País praticamente em default, como é que faz tal afirmação com a maior cara de pau? Se cometeu tais crimes, tem de ser afastada, sim, do cargo de “presidenta” e responder por seus crimes, e isso não é golpe contra a democracia, golpe contra a democracia será ela e o PT continuarem a governar e a roubar o Brasil!

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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MENTIRAS

 

Ultimamente Dilma só fala em golpe, mas o golpe maior foi ela mesma que deu nos eleitores, mentindo descaradamente sobre a situação econômica e fiscal do Brasil.

 

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

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PELA DEMOCRACIA

 

É muita cara de pau de dona Dilma (ex-Wanda) dizer que lutou pela “democracia”. Só se a luta foi pela “democracia bolivariana”. Aí tenho de dar a mão à palmatória. Impeachment já!

 

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

 

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PÉSSIMA IDEIA

 

A presidente Dilma, seguindo o conselho de algum “especialista” em restauração de credibilidade, não sai da mídia – mas cada aparição é um desastre. Já virou moda tentar entender e conectar as palavras para formar uma frase e tirar dessa frase algo que tenha sentido e que esteja dentro do contexto do assunto em discussão. Quem está incentivando Dilma a fazer pronunciamentos e aparições públicas, mesmo com plateia contratada em troca de um lanche, deve realmente querer sua queda o mais rápido possível. “Presidenta”, pense nas penosas conquistas das mulheres deste país e renuncie, evitando mais constrangimentos.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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GOLPE ANTIGO

 

A prepotência, a petulância e a arrogância da ainda presidente Dilma Rousseff não têm limites. Depois de tantos desarranjos na economia do País, também quer jogar a culpa nos outros ou na oposição inerte e inexistente, dizendo que “usar a crise como mecanismo para chegar ao poder é versão moderna do golpe”. E o golpe que a presidente quer dar nos brasileiros e no País é um golpe antigo? É ser muito “cara de pau”, como o seu criador e toda a petralhada. E ainda fala em democracia... Vá lá pedir “união” aos 7% que ainda lhe devotam simpatia, ou era para eles que estava pedindo união? Continue tentando enganá-los. Fazem-nos chorar de tristeza as dificuldades que os brasileiros estão passando e sabemos lá por quanto tempo... A versão moderna de golpe, na atual conjuntura, é o “golpe da renúncia”, que todos estão esperando, mas que está demorando demais e só tem levado o País a maiores dificuldades. Tome a decisão que a maioria dos cidadãos torce para que ocorra (e logo): renuncie. Mentiras não colam mais! Chega de “chorumelas”!

 

Luiz Dias lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

 

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RAINHA DILMA

 

Dora Kramer, em sua coluna (16/8, A16) “O vice no governo”, registrou o protagonismo assumido pelo vice Michel Temer na condução do governo. Todo e qualquer vácuo no poder atrai logo um ocupante e coube a ele, raposa felpuda, aproveitar a oportunidade.  À presidenta Dilma restou o papel de rainha que ainda reina tentando se convencer de que ainda governa. Rainha da Inglaterra? Na verdade, com seus desvarios e comportamento errático, ela está mais para uma rainha de Portugal, Dona Maria I, a Louca.

 

Hélio de Lima Carvalho  hlc.consult@uol.com.br 

São Paulo

 

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A DITADURA DO PRESIDENCIALISMO

 

Lembro-me de que há alguns anos tivemos um plebiscito para decidir entre o presidencialismo e o parlamentarismo. O PT foi um dos partidos que fez uma aguerrida campanha contra o parlamentarismo e, com o grande populismo de Lula, o presidencialismo acabou ganhando, infelizmente para nós. Na época não fez muita diferença, mas hoje pagamos o preço da escolha errada. Sentimos hoje na carne e no bolso o quanto uma sequência de (sendo condescendente) quatro anos de sistema presidencialista com uma presidente incompetente pode prejudicar profundamente uma nação de 204 milhões de pessoas. O que quero dizer é que as decisões erradas de uma pessoa, uma presidente incompetente, vaidosa e teimosa, podem prejudicar uma nação de 205 milhões de pessoas. Certamente existe atrás desta “presidenta” uma equipe econômica que, em princípio, deveria ser competente. Mas seria muito baixa a probabilidade de que um presidente incompetente conseguisse nomear uma equipe econômica competente. Tivemos, então, um ministro chamado Mantega, horrível no discurso, mas principalmente nas decisões e nas mentiras que tentava fazer com que todos acreditassem. Aliás, sempre foi muito evidente a sua figura de “pau mandado”. Não sei ainda se o atual ministro Joaquim Levy tomou alguma decisão inteligente, pois até o momento nada do que decidiu conseguiu emplacar. A “presidenta” não consegue governar por causa da sua incompetência e das mentiras que contou a todos para ser eleita. Como ela mesma disse, “para ser eleita vale tudo”. Num país parlamentarista, o presidente e o partido já teriam caído há muito tempo. Certamente, não posso afirmar que o partido que sucedesse a coalizão PT-PMDB+resto seria capaz de melhorar o estrago feito no País, mas certamente teriam maior capacidade de governar e tentar fazer algo que não fosse somente aumentar impostos. A ditadura do presidencialismo fez com que o País fique agora cativo de uma presidente incompetente e sem a menor condição de resolver os problemas que ela e “aquele que deixou o legado” criaram, por mais três anos e um pouco. O pior é que o País está visivelmente decrescendo (e não parado) desde o início do ano passado, mas poucos percebiam. Sempre afirmei que a herança maldita iria ser o que o sr. Luiz Inácio Lula da Silva deixasse para nós, e não o que FHC deixou para ele. Assim, mais uma vez, “infelizmente”, erramos na escolha desta presidente, assim como erramos na escolha do presidencialismo. O problema é que cada um desses erros leva décadas para ser reparado, se somente isso. Esclareço que não acredito nos atuais partidos de oposição, pois nem mesmo eles se entendem. Tem muita gente querendo ser cacique e cada um “convenientemente” defende seu espaço. Pergunto a esta tal “oposição”: Onde fica o espaço chamado Brasil nestes pontos de vista? Assistimos ao País cada vez mais em decadência econômica e moral e, mais uma vez, “infelizmente”, a presidente não tem nem competência econômica nem moral (vide o partido ao qual ela é filiada) para fazer qualquer coisa. Antes de pensar em depor a presidente via dispositivos extremamente complicados, será que não valeria a pena termos um novo plebiscito para saber como seria o resultado hoje? Quantos anos mais teremos de ver o País em visível degradação (econômica e moral) antes da chance de um governo que possa novamente governar? Até quando a dita situação e oposição vão ficar olhando para o próprio umbigo antes de olhar para o País?

 

Saide Calil calil.saide@gmail.com

Campinas

 

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LUZ NO FUNDO DO TÚNEL

 

Enquanto significativa parcela da “intelligentsia” nacional se omite e/ou vergonhosamente cerra fileiras junto deste desgoverno abominado pela maior parte dos brasileiros, alguns mostram uma lucidez invejável sinalizando que pode haver luz no fundo do túnel. O emérito professor Roberto DaMatta, um dos mais respeitados antropólogos em todo mundo, nos brindou em seu artigo semanal publicado ontem (16/9, C8) no “Estadão” com o seguinte comentário a respeito do caráter do ex-presidente Lula: “Como confiar num sujeito capaz de transformar a magia da seriedade num nada, quando todo mundo está farto de saber que foi o governo Lula e Dilma, em carga dupla, quem jogou a autoestima do Brasil no lixo? Como não imaginar que ele (Lula) seja mesmo muito rico ser o bruxo das feitiçarias da roubalheira sem par do petrolão? Como confiar diante desta prova de plena duplicidade malandra em dose dupla?”. Provando que sempre existe o outro lado da moeda, na mesma edição, no caderno de “Economia” (B11), Chico Buarque aparece posando de garoto-propaganda de causas indefensáveis e de movimentos radicais cujos pensamentos e atitudes certamente jogariam uma pá de cal no que resta de governabilidade e fundamento econômico no País. A propósito, é de sua autoria o seguinte verso: “Foi tudo ilusão passageira, que a brisa primeira levou” (da música “Roda Viva”), que bem poderia ser um epitáfio da inglória passagem do PT como principal força política do País por uma dúzia de anos.

 

Fernando Cesar Gasparini fernando.gasparin@terra.com.br

Mogi Mirim

 

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PREVISÕES SOMBRIAS

 

Que me desculpem as Polianas de plantão, mas com este desgoverno, pessimismo pouco é bobagem. Pois que agora o Ibre/FGV vem nos dizer que aquela previsão “otimista” de queda do PIB em “até 1,8%” é bobagem. A nova projeção do instituto, mais realista, já está em -3% com a economia retroagindo 3,7% no terceiro e 4,2% no quarto trimestres de 2015. Também para 2016 as projeções não são menos sombrias: PIB com queda de 2,1%! Somados os dois primeiros anos do Dilma 2, a expectativa é de uma retração superior a 5%, fato inédito na República – e isso com direito a menos “direitos” e mais impostos, demissões e preços azedos e em alta constante, com inflação na casa dos 6,4% em 2016. Portanto, esqueçam também aquela previsão do dr. Pangloss de inflação perto do centro da meta, porque também não vai rolar, apesar dos altos juros Selic impactando o déficit nominal (que inclui os juros da dívida pública), já superior a 8,8% do PIB. Está ruim? Pois pense no que pode acontecer se o País sofrer novo “downgrade” (das agências Fitch e Moody’s) e o Fed iniciar a subida dos juros de tio Sam... coisas altamente prováveis. É inacreditável que, num cenário externo relativamente ameno entre 2010 e 2015 (muito melhor que o contexto observado nos anos 1990), o  governo do PT tenha conseguido estropiar nossas contas públicas e derrubar nossa economia como nenhum outro “na história deste país”. Tarefa de profissionais do atraso.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    

São Paulo

 

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SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL

 

Em nome deste jornal, convoco todo o povo brasileiro a embarcar neste último trem da democracia (“O último trem para a democracia”, 16/9, A2). Convoquem todas as mídias a divulgar na capa de seus jornais e revistas essa convocação. Precisamos levar este convite a todos os brasileiros.

 

Dalva Regina Pereira zonaum@bol.com.br

São Paulo

 

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‘O ÚLTIMO TREM PARA A DEMOCRACIA’

 

Partiu hesitante da estação, estabilizou depois de um O.k., ganhando impulso em seguida. Chegou no horário ao seu destino. Valeu!

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A JUSTIÇA TRABALHISTA

 

Sobre “O último trem para a democracia”, artigo de Fernão Lara Mesquita (16/9, A2), o raciocínio do escritor esbarrou na realidade em vários aspectos, contudo, em relação à Justiça trabalhista, se equivocou quando pondera “isso para não falar no completo desarmamento jurídico deste país, hoje inerme diante do assalto sistemático da ‘Justiça trabalhista’ que Getúlio Vargas criou para corromper a sociedade brasileira desde o chão”. A elucubração para a frase não resultou em nada que não fosse o sentimento nacional de leigos que discutem a relação de emprego em esquinas e muitas vezes bêbados em botecos, estes últimos pequenos empresários de prestação de serviços através de exploração de mão obra. Com todo o respeito ao raciocínio exarado pelo escritor, ao contrário de seu entendimento, a Justiça Trabalhista e seus princípios visa apenas ao equilíbrio na relação de emprego da mesma forma que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) na relação de consumo, aliás, a Justiça do Trabalho é menos protetora ao hipossuficiente empregado que o CDC na relação de consumo. No caso, a única reforma trabalhista viável que se poderia admitir no País é a redução dos encargos sociais decorrentes da relação de emprego, e em momento algum a redução dos direitos da relação de emprego e seu modo de proteção.

 

Edurado Suaiden suaiden@ig.com.br

Bauru

 

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ATAQUE AO SISTEMA S

 

Qualidade é o que faz a diferença para o bem ou para o mal. O Brasil que não deu certo é o Brasil despreocupado com qualidade: no uso de dinheiro público, na saúde, na segurança pública, nos transportes, na educação, nos serviços sociais, nos programas sociais. Pelo outro lado, tudo o que deu certo neste mesmo Brasil e nos enriqueceu está construído sobre bases sólidas da qualidade: Embrapa, agronegócio, Embraer, o que um dia foi a Petrobrás... É inquestionável a importância do Sistema S (Sesc, Sesi, Senai, Senac, Senar, IEL, Sest, Senat, Sescoop) como referência de qualidade para os brasileiros, da formação de ótimos profissionais ao lazer e cultura. É entrar em qualquer uma de suas unidades para imediatamente voltar a acreditar no sonho de um Brasil grande e socialmente justo. Dilma Rousseff, porém, acaba de anunciar dentro do pacote de ajuste fiscal um grande corte de verbas para o Sistema S, um completo absurdo. Por quê? Dilma e o PT estarão se vingando por não terem conseguido colocar sua mão pesada sobre o Sistema S? O PT está dinamitando o Sistema S para frear a carreira política de Paulo Skaf, o populista presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que vergonhosamente tem usado o Sistema S em suas propagandas? Ou simplesmente o PT segue no seu caminho de socializar a pobreza e a miséria, e por isso enforca um vasto serviço social de qualidade invejável comprovada que só socializa riqueza? Se a sociedade brasileira se calar, o Brasil realmente acabou.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

 

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(DES)AJUSTE FISCAL

 

O pacote apresentado pelo governo prima pelo imediatismo, desespero, redundância e contrapartidas. Não deve ser levado a sério pelos pressupostos contidos. Primeiro, porque é um momento de salve-se quem puder e ação de sobrevivência, principalmente do rei, da rainha e da corte; segundo, pelo rebaixamento do “grade” brasileiro, indicativo forte dos riscos e da bagunça; terceiro, pelo fato indicativo de que, antes do envio do déficit de R$ 30,5 bilhões, a lição de casa não tinha sido bem feita, o que, curiosamente, num fim de semana se resolveu; em quarto lugar, trocam-se fontes de financiamento, como uso do FGTS, para outros fins; quinto, pouco se fala sobre a profundidade dos gastos do governo em sua estrutura, eficiência e produtividade; sexto, um contra-argumento ou compensação para introduzir de novo a CPMF, agora com prazo “estimado de quatro anos” e outra destinação (Previdência); e, por último e mais importante, o papel aceita qualquer coisa e palavras são como o vento, os problemas são a credibilidade, a confiança e a ação, supondo que todos os atores (governo e Legislativo) estejam realmente preocupados com o Brasil, o que a história recente desabona. Como se não bastasse, alíquota reduzida a 0,20% sem nenhum repasse para os Estados, ou 0,38%, dependendo do desempenho da “tropa” com repasse. Impressionante até, em entrevista do ministro Levy, que estejam preocupados em deixar a casa em ordem para o próximo governo. Isso, fora os vários jantares com o público interessado (eles, governo e Legislativo) para aprovação do pacote. Não se fez qualquer exercício em orçamento base zero, mas isso é outra história, além de dar muito trabalho e dor de cabeça; mais fácil procrastinar, aumentar impostos e torcer por dias melhores. A sociedade arcará e dará um jeito; no fundo, a tônica. É um pacote de intenções (boas ou más?) e discursos vazios, sem consistência e credibilidade. Continuemos a dizer não e a não aceitar mais isso.

 

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

 

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‘IMPOSTO PEQUENININHO’

 

Levy disse que a CPMF é um imposto pequenininho. Quem diria: até ele “petralhou”!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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CPMF

 

Perguntas de um cidadão contribuinte: imposto pequenininho? Se for mesmo pequeno, não cobre rombo grande. É para passar despercebido? Então é enganação. Não houve já uma experiência mal sucedida e abortada? Então os critérios de extinção não são mais válidos? Os sinais são de caos, de falta de critérios, de improvisação e de desfaçatez. Que governo e que ministro da Fazenda são estes?

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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REEQUILIBRANDO AS CONTAS

 

Precisamos salvar a economia do Brasil. Então, concurso público, doravante, nem pensar! (Já contratação de amigos por vias menos legais, dependendo do grau de amizade com os membros da cúpula, pode-se estudar...). Atrasar o reajuste do funcionalismo, muito bem! (já o de ministros do Supremo, congressistas e outros príncipes do alto escalão, com todas as mordomias e luxos a que “fazem jus”, não seria muito interessante...). Demitir comissionados e cortar a farra com cartões corporativos não é tarefa fácil... melhor não mexer. Minha Casa, Minha Vida pode cortar uma certa verba (pena, estava uma maravilha!). Quanto ao mais, CPMF para todos (rico nem sente e pobre está sempre ferrado mesmo). Foi e sempre será o chicote no lombo do escravo, quer dizer, do povo. Pronto. tudo reequilibrado! Ah, e paralelamente a esse brilhante ajuste, a Câmara oficializou as doações ocultas aos políticos! Agora a corrupção é legal. Legal! E viva a Suécia, onde os deputados lavam e passam a própria roupa! Porque o Brasil já morreu...

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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FATOS DISTORCIDOS

 

A presidente Dilma Rousseff, juntamente com os seus ministros, está distorcendo os fatos, mais uma vez. As ações equivocadas do governo é que causaram tamanha instabilidade no País. A CPMF, que não vai resolver problema algum da Previdência, é mais um deslize do governo. A Previdência está com sérios problemas financeiros há vários anos. O contribuinte brasileiro não pode ser responsabilizado e penalizado pelos sucessivos erros de gestão dos governos petistas. A gigantesca máquina estatal precisa ser reduzida. Já passou a hora de privatizar a Petrobrás, Furnas, a Cemig, a Sabesp, a Copasa, a Cedae, enfim, todas essas empresas que só contribuem com o aumento da dívida da União. O Brasil precisa mostrar para o mundo moderno que está em sintonia com os países desenvolvidos, que está tentando implementar medidas austeras de cortes profundos de gastos, acabando de vez com essa ilusão de mordomias, privilégios e regalias dos Três Poderes. Portanto, para continuar participando do comércio com países desenvolvidos, precisamos ajustar as nossas despesas de tal forma que caibam dentro das nossas receitas. Além disso, nunca podemos nos esquecer de que precisamos dos recursos dos bancos estrangeiros para alavancar novos empreendimentos no País.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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SUGESTÕES À PRESIDENTE

 

Tenho algumas sugestões para o corte de despesas que Dilma Rousseff pediu em seu site e quero torná-las públicas. Para tanto, Dilma e o PT necessitam abrir mão de suas ideologias e suas políticas públicas erráticas, principalmente porque até os que recebem essas benesses não oferecem mais o voto de credibilidade e confiança que tinham. Entre várias medidas que substituirão os aumento de impostos e a volta da famigerada CPMF estariam os cortes: de 20 ministérios e os funcionários que os habitam, um verdadeiro cabide de empregos; os cartões corporativos; os cargos comissionados: as benesses e mordomias dos senhores do Congresso, estatais e do Judiciário; os marqueteiros, cabeleireiros e, principalmente, a publicidade governamental; o luxo excessivo nas viagens internacionais; as despesas miúdas como “talheres de prata” para uso no Planalto. Isso seria somente o começo, pois sabemos que o dinheiro da corrupção a Justiça do Paraná está dando um jeitinho de devolver uma parte do dinheiro roubado.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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CONVERSA AFIADA

 

Falar em cortar gastos públicos a sra. Dilma já está falando há meses, na prática nem ½ ministério foi cortado, cartões de crédito coorporativos também nada. Já são mais de 20 horas de reuniões extraordinárias e, na prática, nada foi feito. Sindicatos que receberam de janeiro a agosto R$ 3 bilhões, nada! Se haverá corte na própria carne (risos), que se inicie pelos sindicatos, pela CUT, etc., cambada de chupins. Pare também, sra. Dilma, de repetir “tem gente que defende quanto pior, melhor”, pois tal bandeira era do PT nos governos anteriores e pior, só se a senhora continuar.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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DIVIDINDO O CUSTO

 

Sugestão para o ministro Joaquim Levy: divida o déficit previsto de R$ 30 bilhões pelos 50 milhões de eleitores do PT. Daria R$ 600 para cada um. Muitos deles já haviam recebido esse dinheiro. E deixe o restante dos honestos trabalhadores brasileiros em paz. Se é que é possível.

 

André  Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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PLANO DE RECUPERAÇÃO

 

Estou de pleno acordo e apoio a sugestão da leitora sra. Eliana Pace publicada ontem no “Fórum dos Leitores” (“Pagando o Pato”). Aqueles que elegeram e reelegeram Dilma Rousseff é que deveriam cobrir o rombo provocado pelo seu desgoverno. Quem ajudou a parir essa desgraça que a embale agora.

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

 

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MAIS ENGANOS

 

Promessas, para Dilma, não são obrigações. Planos podem ser completamente mudados. A presidente Dilma prometeu cortar gastos (cortar “na carne”, sua expressão) para ajudar a cobrir o déficit e ajudar a atingir o superávit primário. Suas promessas e nada são a mesma coisa. A proposta apresentada em 14/9 prevê aumento de impostos e a recriação da CPMF, que, ela sabe, não vai ser aprovada no Congresso. O que Dilma realmente fez foi mentir, como sempre, e tentar passar a responsabilidade de resolver o problema fiscal para o Congresso. Não pode haver algum presidente tão mentiroso, desonesto e mal intencionado como a presidente Dilma, motivo pelo qual não há alternativa senão o impeachment. Dilma não tem competência e caráter para dirigir nosso país. Isso mostra o motivo de apenas 7% dos brasileiros a apoiarem e 93% restantes não acreditarem nela.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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PARA COMEÇAR OS CORTES

 

Para início de redução de despesas com um mínimo de restrições populares, por que a presidente não começa eliminando a alocação de R$ 500 milhões recentemente concedidos aos deputados “da base” para aquisição de seu apoio? Em seguida, poderia reduzir das verbas destinadas ao suporte de pessoal do Executivo, Legislativo e Judiciário os bilhões necessários para pagar pelas imensas e custosas mordomias dos altos membros desses poderes. Por que não cortar também o shopping programado para o Legislativo? O povo dará total apoio a esses cortes e haverá indicação de centenas de outros mais. Se tentar, verá.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br 

Cotia

 

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SOLUÇÃO FÁCIL

 

Se eu fosse a presidente, acabaria com o saldo negativo numa pancada só. Dividia a Petrobrás em cinco lotes equivalentes, conforme regiões, patrimônio e volumes de produção, e realizava um leilão público, transparente e aberto a empresas nacionais. Venderia à vista e acho que arrecadaria facilmente R$ 50 bilhões. Assim não precisaria cortar investimentos, o que afundará mais ainda a economia, aumentaria empregos e em breve e graças à concorrência o preço da gasolina despencaria nos postos. O único problema para o governo e os políticos é que acabariam milhares de cabides de emprego, mamatas, mordomias e corrupção nessa estatal.

 

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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POR QUE O MEDO DA PRIVATIZAÇÃO?

 

Dado o que se viu no mensalão e, agora, na Lava Jato, dá perfeitamente para entender por que o PT e sua base aliada abominam tanto a privatização. Mas e os demais partidos, por que não a defendem abertamente? Por que não começar pelos setores não monopolísticos como o da extração de petróleo? Seria também pelas mesmas razões “ideológicas” do PT? Duro é saber que, com a venda apenas do controle (51%) da Petrobrás – com direção comprometida com resultados e com a perpetuidade da empresa –, todo o País sairia ganhando, incluindo, pela folga orçamentária, os beneficiários dos programas sociais.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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MAIS IMPOSTOS VÊM AÍ

 

Querem penalizar exatamente os que não participaram dos banquetes e da esbórnia que políticos e governantes produziram nos últimos anos. Por que temos de ser responsabilizados pela farra? Qual a punição que os responsáveis por essa governança corrupta, incompetente e irresponsável receberão? E o que será de fato cortado nesse poder público obeso e ineficiente que gasta sem controle?

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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CONJUGAÇÃO

 

Eu rombo, tu rombas, ele romba, nós rombamos, vós rombais, eles pagam.

 

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

 

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À ESPERA

 

Ontem, num dos seus exclusivos repentes, a senhora presidente explicou aos 7% de simpatizantes que lhe restam que a atual crise nada mais é do que uma depressão cíclica, por isso inevitável, pela qual, evidentemente, ela não tem culpa. Os 93% dos eleitores que não apreciam as pérolas presidências, perplexos e esperançosos, esperam uma explicação melhor.

 

Francesco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

 

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MUDA, BRASIL!

 

Um país onde ladrões roubam os cofres públicos e quem trabalha tem de pagar as contas necessita de mudanças urgentes.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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OS TRAÍRAS

 

Os 12 anos de PT deixaram o Brasil de um jeito que petistas não podem aparecer em público que são hostilizados. Dilma só pode aparecer para uma claque bem paga. O povo está intolerante, pois percebe, mais do que nunca, que é ele que vai pagar a conta de tantos descalabros, de tanta roubalheira, de tanta incompetência, de tanto descaso deste governo que se dizia a salvação, o partido redentor. Como se não bastassem a inflação, a insegurança, a saúde destroçada, mais o anúncio de cortes de verbas para a educação, para as linhas de financiamento do Minha Casa Minha Vida, para as prometidas obras do PAC, para o Ciência sem Fronteiras, para remédios para quimioterapia de cancerosos, agora a certeza de criação de mais impostos e o desemprego batendo na porta, querendo entrar, já entrando! Mas o que mais pesa, o que mais enoja, o que mais causa asco e furor é ver que o governo e seus políticos  ainda se dão ao luxo de mordomias – Senado troca sua frota de carros e Dilma obterá talheres de prata para suas refeições no Planalto – num momento em que a situação econômica se mostra trágica e quando ele próprio, o povo, já está sendo massacrado em seu limite. Quando conquistas sociais estão sendo perdidas. Quando parte da classe média recém-promovida se vê em retrocesso social. E Dilma Rousseff, inepta, ainda na dúvida de que gastos cortar. Ela, que gastou para se reeleger o que já sabia que não tínhamos, o que nos afundou num déficit orçamentário descomunal. Só não enxerga quem não quer que isso configura crime de responsabilidade sem procedentes! Ela arrasou o Brasil!

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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PRESTIDIGITAÇÃO

 

Os burocratas Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) realmente não têm vergonha na cara. A presidente Dilma, com o País em crise, não tem a coragem de falar ao público para anunciar o novo ajuste (é muito provável que levasse um novo e merecido panelaço). Assim, ela se esconde e passa o encargo aos dois serviçais para fazer o serviço sujo; e os dois cínicos, desprovidos de espinha dorsal, encaram com naturalidade o papel de embaralhar as cartas para enganar trouxas. Enquanto isso, o desastre se anuncia para todos, em especial, para os mais pobres.

 

Carlos A. M. Ciscato cacaciscato@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AUMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA

 

Dilma pariu o déficit orçamentário e Levy manda  que o povo o embale.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL

 

Esclarecimentos para cá, números para lá, e até agora não sabemos se a Nação foi surrupiada ou estuprada.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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NO LIMITE DA MEDIOCRIDADE

 

Sem vontade de implantar reformas políticas para diminuir a corrupção (pois dela vive) ou econômicas para aumentar a competitividade do Brasil e sair da crise, Dilma colocou no Ministério da Fazenda um ilusionista que pensa somente em aumentar os impostos e, de fala mansa, tenta nos convencer de que imposto é investimento e o rebaixamento do grau de investimento do País, da Petrobrás, etc. foram decisões baseadas em considerações políticas.

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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BRASIL SEM RUMO

 

Nos próximos anos, teremos de conviver com aquela eterna piada de mal gosto que de tempos em tempos volta: “A melhor saída do Brasil é um aeroporto internacional”. Parabéns, Lula, você conseguiu.

 

Jose Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

 

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A HORA DO CONGRESSO

 

Está na hora de o Congresso Nacional mostrar por que existe: não aprovar o tal “pacotão” e deixar o governo atual sangrar, asfixiando-o, para que Dilma, Lula e o PT sumam do cenário nacional! Nesta fase a corrupção tenta chegar aos governadores ditos aliados. Aliados de quem? Governar aumentando imposto é muito fácil. Não é esse o caminho que queremos.

 

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

 

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E O CONGRESSO...

 

É, como sempre, o Congresso novamente vai dizer amém às propostas do Executivo. Uma gerentona como esta na iniciativa privada seria demitida por justa causa, mas no Brasil do PT... E o povo, cordeirinho como sempre, vai aceitando essa desordem.

 

Antônio Carlos Tuta de Oliveira esctuta@uol.com.br

Avaré

 

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TUCANOS ILUSIONISTAS

 

A mídia está parcial, especialista na “arte de esvaziar” o governo do PT. Está partidarizada e tendenciosa, suas opiniões são as mesmas dos banqueiros e rentistas da Febraban. O “Estadão”, em particular, consegue em uma semana dar espaço especial a FHC, Serra, Malan e Armínio Fraga criticarem o atual governo. Nem no site nem no pobre boletim do PSDB eles têm tanto espaço. Mas o texto de Pedro Malan (13/9, A2) é a pura arte do “esqueçam o que eu fiz e participei”. Paridade cambial, Proer, escândalo do Banestado, Marka/Fonte/Cindam, quebra do Bamerindus, Bemge, Banerj, Banespa, Nossa Caixa, mais a queda de dois presidentes do Banco Central, um que tinha um saco de maldades, outro que saiu preso do Congresso. E no governo FHC Malan foi o homem forte da economia, criou a CPMF, a dívida pública subiu dez vezes, a carga tributária foi à 35% do PIB, a Selic chegou a 49,75%, depois nunca baixou de 26%, a inflação no ano de 2002 passou de dois dígitos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) morava aqui, a dívida externa era cavalar, o desemprego, insuportável, os pobres não tinham casa, Prouni, seguro-desemprego, Bolsa Família, Fies, Pronatec, etc. Dos erros do governo atual, às vezes vemos uma ou outra autocrítica, mas pouco se divulga que hoje temos US$ 370 bilhões de reservas e o FMI não manda mais aqui – só por isso o País hoje está melhor do que naquela época. Como todos os seus colegas de governo acima citados, parece que estão atuando no grande palco montado pela mídia. Sempre agem para aumentar o arrocho e os juros, suas receitas são sempre as mesmas, verdadeiros alquimistas da recessão, são de fato atores, farsantes e ilusionistas. Escrevi esta resposta lembrando-me do rei do ilusionismo Ionesco como em Medeia.

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

 

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E A OPOSIÇÃO?

 

Esta é a grande oportunidade de a oposição mostrar para o povo brasileiro que tem uma alternativa melhor e menos custosa para tirar o Brasil do caos político, social e econômico em que o País se encontra. Não basta ser oposição, tem de apresentar alternativas melhores. O povo brasileiro, pelo menos 93%, está querendo uma alternativa melhor de governo federal, o impedimento da presidente é praticamente impraticável, Dilma não vai renunciar, os gastos públicos superam o PIB, a dívida pública tem de ser paga, o povo não aguenta este desgoverno até 2018, portanto qual é a solução, para a oposição? Evidentemente, demonstrar que seria uma alternativa muito melhor se tivesse sido eleita pelo povo brasileiro nas últimas eleições, reunindo-se e apresentando suas propostas de ajustes na economia sem, ou pelo menos com menos, sacrifício do povo e do contribuinte. Caso a oposição demonstre que seria uma alternativa melhor, o povo brasileiro não esquecerá sua ajuda nas próximas eleições.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

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A MUDANÇA DE RENAN

 

O senador Renan Calheiros, que até outro dia se posicionava como oposição ao governo, hoje está de amores com Dilma Rousseff, apoiando as medidas de aumento de impostos e recriação da lamentável CPMF. O que será que aconteceu?  Pela nobreza de propósitos desse senador, que às vezes passa das páginas de política para as policiais, o acerto com a presidente foi irrecusável. Deve estar pesando no orçamento. Que chance tem o País de sair da crise com um presidente do Senado Federal deste nível?

 

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

 

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ROUBA, MAS FAZ

 

Uma certa manhã, durante campanha política, um repórter do “Estadão”, trabalhando em sua matéria, no acompanhamento de Paulo Maluf, registrou a cena em que uma eleitora do PT pergunta ao candidato se o slogan daquela campanha seria “rouba, mas faz”. Pergunto: qual será o slogan de campanha petista para as próximas eleições, se houver PT?

 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São  Paulo

 

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BARBÁRIE EUROPEIA

 

A barbárie da chamada civilizada Europa contra os imigrantes, em que crianças são brutalmente atacadas nos colos dos pais, por policiais húngaros e sérvios, é emblemática. Mostra como as lideranças governamentais de tais países são criminosamente insensíveis com o drama desses refugiados, que buscam no continente europeu salvação das guerras em suas nações, alimentadas pela indústria de armas,  na maioria delas localizadas nos países ocidentais que ora são alvo de salvação desses infelizes migrantes. 

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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REPRESSÃO HÚNGARA

 

Durante boa parte do século 19 e também por boa parte do século 20 o povo húngaro “comeu o pão que o diabo amassou”, primeiro durante o Império Austro-Húngaro (século 19) e, após o término da segunda grande guerra (século 20), tornaram-se um país-satélite da extinta e falida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Agora, humilham e quase massacram refugiados sírios e outros que por lá querem passar em seu território para tentar chegar à Alemanha e a países mais ao ocidente do território  europeu. Será que é uma forma de vingança por o que já passaram ou é falta de humanidade? Existem milhões de imigrantes húngaros espalhados pelo mundo todo e seguramente não foram recebidos dessa forma como são tratados estes pobres fugitivos nesta triste quadra da história em que vivemos.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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RUMO A BERLIM

 

Em respeito à integridade da Alemanha, Angela Merkel poderia resguardá-la da invasão dos imigrantes, que não são refugiados, pois escolhem o país que mais lhes convém – a Alemanha – pelos benefícios sociais que possui. Se procurassem apenas refúgio, permaneceriam em países mais próximos e vizinhos de sua origem. Porém a questão transcende a dramaticidade das invasões atuais. A globalização fará com que, no futuro, os conflitos raciais internos se agravem e sejam inevitáveis em nações mais desenvolvidas, vítimas do afluxo de imigrantes. Alguns aplaudem. São os defensores da padronização mental, os manipuladores das opiniões públicas e os desintegradores da personalidade e da individualidade do ser humano.

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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VALORES PRIMORDIAIS

 

Devem,  com certeza, os países que podem, acolher os refugiados sírios. Claro que correm o risco de receberem terroristas em seu meio, mas a primeira missão de todos é salvar vidas. Estes são nossos valores primordiais.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

 

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