Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2015 | 05h55

A grande cena

A presidente Dilma Rousseff, com sua atitude de diva teatral, declarou em Nova York estar “extremamente preocupada” com a alta do dólar. Como se ela não tivesse nenhuma responsabilidade por essa situação.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Sem noção

Se Dilma estivesse mesmo preocupada com a alta do dólar, renunciaria, porque uma parte dessa alta se deve à falta de credibilidade e de rumo desse desgoverno. Essa preocupação fica mais uma vez demonstrada em sua falta de noção para separar o que é público do que é privado: por que levar a filha à Assembleia-Geral da ONU? Por acaso a filha tem cargo no governo brasileiro? Além disso, também estamos cansados de saber que essa senhora não produz nada, a não ser factoides para estar todos os domingos na primeira página dos jornais.

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

E a crise passageira?

Se jamais, como presidente, se preocupou com a inflação, com o déficit público, com as pedaladas fiscais, com os PIBs medíocres e tampouco com o grave índice de desemprego que assola as famílias brasileiras, por que agora, lá dos EUA, Dilma disse estar preocupada com o dólar e pronta para conter a desvalorização do real? Não era “uma crise passageira”, como dizia a presidente, indiferente à gravidade da situação? E que com uns poucos ajustes na economia o País voltaria a crescer? Ora, a casa chamada Brasil, da qual ela deveria cuidar com dignidade, já está arrombada. E o dólar pode chegar aos R$ 5,00, valor que o mercado acha que vale, em função de um governo sem credibilidade e incapaz de administrar a Nação. Entregue de vez o bastão do Planalto, presidenta...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Adeus, reservas

A presidente interveio no sistema de partilha do petróleo e a Petrobrás, então a sétima empresa em nível mundial, é hoje a mais endividada do mundo, cotada abaixo da 100.ª posição. Importamos combustível e ela destruiu o Proálcool. A presidente interveio no sistema de energia elétrica, desestruturou-o, as geradoras estão endividadas e quem paga esse custo somos nós, os consumidores. A presidente interveio na economia, acabou com o tripé macroeconômico, introduziu a “nova matriz”. A economia está em recessão e a inflação acima dos dois dígitos; torrou 1,5 milhão de empregos, sua aprovação está em 7% e na última pesquisa Ibope pela primeira vez aparece que as pessoas estão com raiva do governo. Isso é muito grave! Em sua visita aos EUA, onde foi discursar na ONU, manifestou-se preocupada com o dólar. Mas nos tranquilizou, temos reservas para nos defender... Agora a presidente vai intervir no dólar! Vamos dar adeus ao único ativo que ainda estava intacto. Adeus às nossas reservas internacionais! Sua passagem pelo governo não deixará pedra sobre pedra.

WALTER SANT’ANNA ZEBINDEN

zebinden@terra.com.br

Campinas

Vitória de Pirro

Desde o início do Plano Real, o partido do atual governo manifestou-se antagônico a ele. Pelos motivos mais absurdos, na época de sua criação o PT foi contra, bem como o PDT e outros partidos da “esquerda” brasileira. Diante do sucesso na luta contra a inflação, eles fingiram que aceitavam o real como moeda estável. Só que agora a máscara caiu e, para mostrar que eles venceram, a inflação está voltando com força máxima. Dessa forma as posições assumidas desde o início por esses partidos estão se fazendo valer. Eles levantam os punhos cerrados e gritam: abaixo o real, viva a inflação!

ARNALDO GOLTCHER

optical.arnaldo@gmail.com

São Paulo

Real e virtual

O governo anterior criou a moeda real (R$). O PT conseguiu criar a moeda virtual (V$). Deus e as instituições nos protejam.

GILBERTO RODRIGUES

solgil033@gmail.com.br

Araras

Frota em NY

Da série perguntar não ofende: será que Dilma pagou antecipadamente a locação dos veículos que lhe serviram em Nova York, ou vamos assistir a outro episódio dos locatários cobrando o “papagaio” na embaixada?

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

DEMOCRACIA

Em perigo

A propósito do editorial Democracia de resultados (28/9, A3): com 34 partidos políticos, haja ideologias, governo de coalizão, urnas eletrônicas sem comprovantes de votos, corrupção generalizada, políticos totalmente desacreditados, a maioria visando somente interesses próprios, política externa questionável, déficit público, inflação acelerada, desvalorização do real, desemprego, violência, saúde e educação precárias, possível aumento da carga tributária. Com esse balaio de mazelas a democracia corre perigo.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Anarquia generalizada

Nossos políticos confundiram democracia com anarquia. E anarquia generalizada. Essa é a razão da pesquisa dando conta de que 81% dos brasileiros não estão satisfeitos com a democracia no País, como informou José Roberto de Toledo.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

PREFEITURA

Multas do trânsito

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, tomada no dia 17, que pôs na ilegalidade as doações eleitorais de empresa, devemos ficar de olho para saber para onde vai o dinheiro das multas de trânsito apurado na cidade de São Paulo de maneira tão “esfomeada”.

YOTIO SATO

yotio.sato@terra.com.br

São Paulo

Ciclofaixas

Sou maratonista, no domingo fui correr na rua e decidi seguir a ciclofaixa que sai do Alto da Boa Vista e segue pelas Ruas Alexandre Dumas e Américo Brasiliense até a Marginal do Pinheiros. Resolvi contar quantos ciclistas encontraria pelo caminho. Depois de uma hora de corrida, encontrei a assustadora quantidade de cinco ciclistas. Prefeito Fernando Haddad, isso é que é governar para minorias!

ADALBERTO A. O. PEREIRA JR.

aaopjr@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

135 ANOS DA PRESENÇA LIBANESA NO BRASIL

 

A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da presença libanesa no Brasil. Incentivada pelo imperador D. Pedro II, quando visitou o Líbano em 1876, a grande imigração iniciou-se em 1880, com a chegada ao País dos primeiros libaneses de que se tem registro. Na ocasião da visita do imperador ao Líbano, os libaneses o presentearam com um trono feito com a madeira de seus cedros, que simboliza a simplicidade, a sabedoria e a eternidade. Em retribuição, D. Pedro II ofereceu aos libaneses uma caixa encrustada de pedras preciosas e semipreciosas, o que representa a riqueza das terras brasileiras. D. Pedro II encontrou-se com diversos intelectuais e visitou a Universidade Americana de Beirute, onde assistiu a uma das aulas do professor Cornellius Van Dyck e ao seu lado sentou-se o jovem estudante Nemi Jafet, um dos pioneiros da imigração libanesa no Brasil. Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Bulos Mass’ad em Bkerke, dirigiu-se à cidade de Chtaura, Zahle e visitou também os templos de Baco, Júpiter e Vênus em Baalbeck. Durante a viagem, muito encorajou a imigração libanesa para o Brasil e incentivou o fluxo migratório. Desde então, a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento do Brasil nos últimos 135 anos. O monarca chegou ao Líbano procedente da Grécia no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, D. Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas (entre damas, barões, viscondes...) e percorreu o país dos cedros com uma égua branca e uma mochila. Ele permaneceu no Líbano de 11 a 15 de novembro de 1876. A história é pródiga em exemplos que marcam o elo afetivo entre o Brasil e o Líbano. Em 1808, quando D. João VI, el-rei de Portugal, chegou ao Brasil com a família real portuguesa, ao saber que não havia sido encontrado um solar digno dela, um libanês Antun Lies Lubbus (nome aportuguesado para Elias Antônio Lopes), comerciante que possuía uma casa de secos e molhados, um açougue de carne de carneiro na Ponte do Caju e era grande proprietário de terras na Praínha, ofereceu e vendeu sua casa a D. João VI a fim de servir como residência da família real. O local tornou-se, mais tarde, conhecido como Paço de São Cristóvão, local onde nasceu o Imperador D. Pedro II. Atualmente é conhecido como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. No Museu Histórico e Geográfico Nacional do Rio de Janeiro poderão ser vistos documento e fotografia relativos a essa cessão. Essa história consta dos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal. Os primeiros libaneses que emigraram em direção à América, definindo um consistente movimento migratório em fins do século 19, deixaram seu país de origem fortemente pressionados pelo jugo turco, pelas precárias condições de trabalho, situações que configuravam um contexto político, econômico, social e cultural bastante conturbado e desalentador. Foi, porém, o povo libanês, em sua diversidade, que, sem dúvida, impressionou sobremaneira D. Pedro II: pela vitalidade, pela tenacidade, pela hospitalidade, pelo acolhimento cordial e afetivo que lhe foi proporcionado, características muito próprias também do povo brasileiro e que o motivaram a exortar os libaneses a emigrar em grande número para o Brasil, “garantindo-lhes toda a proteção e assegurando-lhes voltarem prósperos e felizes”. Hoje, o Brasil abriga o maior número de libaneses e seus descendentes no mundo (aproximadamente 8 milhões), que pela força de seu trabalho e perseverança alcançaram, junto com outros imigrantes, notáveis posições em todas as áreas de atividades, contribuindo decisivamente para a formação da nacionalidade brasileira.

 

Lody Brais, presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano brasil.líbano@gmail.com

São Paulo

 

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DILMA NA ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU

 

Seguindo a tradição, a presidente Dilma Rousseff foi a primeira a falar na abertura da 70.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Nosso país poderia chamar a atenção do mundo por ser um país livre, rico e próspero. Mas a presidente Dilma não conseguiu esconder do mundo o fiasco que é o seu governo e, para variar, culpou a crise internacional. Chegou a dizer: “Hoje a economia brasileira é mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos”. Com o advento da internet, ficou difícil de esconder as falcatruas. Nossa economia está em frangalhos. Dilma falou que fez cortes drásticos e que redefiniu as despesas do governo. Como esperado, mentiu, pois não cortou gastos em seu governo e a redefinição das despesas foi mandar a conta para a sociedade pagar. Omitiu que está ávida por criar mais impostos. Ao dizer que espera que os juízes julguem sem pressões partidárias, esqueceu-se de dizer que, ao nomear seus ministros, eles têm um papel fundamental, votar de acordo com a vontade da rainha, e é o que estamos vendo. Falou sobre a corrupção, mas não a reconhece na Petrobrás e tudo faz para que os roubos aos cofres públicos sejam transformados numa grande pizza. Ao final, pareceu emocionada, mas sua emoção é muito mais porque seu governo está chegando ao fim, assim como seus dias de glória.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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QUADRO PATOLÓGICO

 

Até na ONU Dilma continua com o mesmo discurso sobre a crise no Brasil, que não tem a credibilidade de, no mínimo, 70% de nossa  população. É caso patológico.

 

José Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@Hotmail.com  

Lençóis Paulista

  

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REFUGIADOS

 

Dilma, em pronunciamento na ONU, disse que Brasil é um país de refugiados. Este pessoal está mais do que desesperado, está louco? Sair do inferno para vir para o Brasil?

 

Affonso Pignatari afonso.pignatari@uol.com.br

São Paulo

 

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LOROTAS

 

Dilma discursa na Assembleia-Geral da ONU como se o mundo nada soubesse do nosso país e, principalmente, das perversidades econômicas e éticas do seu governo e do PT. Petulante, mentindo como fez na sua campanha eleitoral, diz que seu governo não tolera a corrupção. Uma afronta à sociedade brasileira! A Operação Lava Jato não é obra de ficção! Mesmo que as quadrilhas que desviaram sem cessar bilhões de reais das nossas estatais tenham sido montadas na gestão de Lula, o seu governo é cúmplice desta rapinagem jamais vista na história deste país. Do alto da sua soberba, ainda discorre sobre a nossa economia dizendo que “estamos num momento de transição, para um outro ciclo de expansão, profundo, sólido e duradouro”. Ora, presidente, que momento de transição é este? A nossa economia está literalmente falida, sob a batuta de um governo sem nenhuma credibilidade e aptidão para administrar o País. Basta, presidente!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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MAIS UMA PROMESSA

 

Se não bastasse aqui, no Brasil, a sra. Dilma Rousseff discursou na ONU e prometeu cortar em 37%, até 2025, a emissão brasileira de gases que contribuem com o efeito estufa. O povo pergunta como andam a inflação, o dólar, o desemprego, a educação, a saúde, a segurança no País, e onde foram construídos os 800 aeroportos e outras promessas de campanha feitas pela sra. Dilma. Mesmo assim, o povo, como não tem cultura e educação, com certeza ainda votará no sr. Lula, que manda e desmanda no Brasil com o “Partido do Trambiqueiros” (PT). Tenham certeza de uma coisa: lá fora estão rindo do Brasil por mais um passa-moleque que a sra. Dilma tentou passar ao mundo.

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

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MENTIRA DAS BOAS

 

O discurso de Dilma na ONU começou com mais uma mentira: “O Brasil diminuiu em 82% o efeito estufa”. Isso para anunciar a meta de redução de 37% nas emissões dos gases de efeito estufa. Para quem não cumpre metas mais simples, como manter os gastos do governo no limite da arrecadação, soa como mais uma mentira. E essa é das “boas”, vista a dificuldade de comprovação. O pior de tudo é que os ouvintes são quase todos os países do mundo. Isso nos envergonha muito.

 

James Pereira Rosas jrosas2755@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CREDIBILIDADE

 

A presidente Dilma assumiu meta de redução de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e chegar a 43% em 2030, em seu discurso na conferência da ONU. A meta foi considerada menos ambiciosa pelos ambientalistas. Mas, antes disso, para quem não consegue cumprir metas de um ano para o outro, a meta anunciada carece de credibilidade.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                

Rio de Janeiro

 

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SOBRE METAS

 

A “presidenta” foi à ONU falar em metas... Aquele pessoal sabe qual o conceito que ela tem sobre o tema (lembremos do “vamos dobrar a meta”...)?

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

 

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CORTINA DE FUMAÇA

 

Qualquer cidadão brasileiro medianamente informado, acostumado aos discursos mentirosos de seus políticos, considera uma aberração a afirmação da presidente Dilma na ONU na qual ela estabelece o compromisso de o País reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa até 2030, ano em que os desdobramentos nocivos da atual crise estarão ainda fortemente presentes, caso o Brasil sobreviva até lá como Estado Democrático organizado. Ainda sob a inspiração do tema, o mesmo cidadão terá certeza de que o anúncio feito na Assembleia-Geral consiste em mera cortina de fumaça (tóxica?) destinada a desviar a atenção do mundo dos graves problemas chocados, criados e, finalmente, expostos ao longo dos quase 14 anos de governo do PT.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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PROPOSTAS DO BRASIL PARA O CLIMA

 

A presidente deixa para a última hora a publicação do plano de combate ao aquecimento global (INDC) do Brasil com as propostas para a COP 21, que acontecerá em dezembro, em Paris. A suspeita de que seja para impossibilitar reações é inevitável. Vazou (no “Estadão”) que o governo brasileiro pretende manter os níveis de emissões praticamente constantes até 2030, com a justificativa sofista de que o desmatamento já foi reduzido. Isso significa que não haverá empenho pelo desmatamento zero nem para uma redução significativa das emissões na geração de energia e nos transportes. O Brasil não agirá com responsabilidade pelas condições de vida futuras da humanidade. Uma promessa de reflorestamento serviria de biombo.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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EMISSÃO DE GASES

 

Dilma Rousseff, em seu discurso na ONU, afirmou que pretende alcançar a meta de redução de 43% de emissão de gases de efeito estufa até 2030. Se consultar um médico, certamente lhe será receitado o uso contínuo de Dimeticona e carvão ativado, remédios eficazes indicados contra gases.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL E O CS DA ONU

 

O Brasil insiste em fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, com membro permanente. O interesse brasileiro, diga-se petista, é confrontar os Estados Unidos. O governo petista deveria lembrar-se de uma premissa básica: quem quer ser o melhor tem de se unir aos melhores.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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SEM MUITO QUE MOSTRAR

 

Se o exemplo de economia deve vir de cima, perguntamos: o custo/benefício da viagem da presidente Dilma aos EUA justifica a gastança? O atual caos econômico e político no Brasil afasta novos investimentos, ainda mais após o rebaixamento de grau de investimento do País. Na Assembleia-Geral das Nações Unidas, a presidente não tem muito a mostrar no campo de combate à pobreza, pois o que instalou no Brasil é um programa assistencial com fim claramente eleitoreiro, sem aumentar a oferta de emprego para tirar os beneficiários da condição de dependência do governo. De acordo com as Nações Unidas, o Brasil possui aproximadamente 8 mil refugiados reconhecidos, o que não impressiona se comparamos com os 160 mil na Grécia. Não há muito a contar sobre nossos sofríveis serviços públicos, a corrupção endêmica, a falta de segurança e por aí vai. Um consolo: nesta viagem, a presidente descansou para poder resolver os problemas graves na sua volta ao Brasil, como, por exemplo, quem vai ficar com o Ministério da Pesca (!).

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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QUEREMOS SABER

 

A presidente Dilma deve esclarecer a população brasileira sobre o valor do salário a ser pago ao marido de Ideli Salvatti, em dólar, uma vez que a transferência de domicílio para o exterior foi oferecida a ela, e não a ele. A presidente deve esclarecer a população brasileira sobre o que sua filha fazia sentada ao seu lado na ONU. O País está falido, 1 milhão de desempregados, sem hospitais e escolas decentes, somos miseráveis e ela, de cima de sua soberba, continua rindo e nos desafiando.

 

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

 

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DIREITOS E OBRIGAÇÕES

 

Quer dizer, então, que eu tenho a obrigação de pagar mais impostos e, ainda por cima, pagá-los em dia, a fim de não sofrer multas e penduricalhos, enquanto a senhora Ideli Salvatti tem o direito de receber um cargo de confiança na Organização dos Estados Americanos (OEA), passando a residir em Washington e, como se não bastasse, ainda levar seu cônjuge, também agraciado com um cargo de confiança e despesas de mudança pagas, tudo isso em dólares! Pergunto, então, aos meus botões: será que esse (des)governo já está gastando por conta dos impostos a serem majorados? Será que já está contando com a CPMF? Quem viver verá!

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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TENTANDO COMPREENDER A PRESIDENTE

 

Os ares do estrangeiro não fazem bem a dona Dilma. Em entrevista em Nova York, novamente insistiu, por duas vezes, em separar a pasta de dente do dentifrício (?). Não bastando incorrer novamente nessa “pérola”, ainda comentou que “uma vez aberta a caixa da Pândora, não tinha como fazer as coisas retornarem à caixa de Pândora”, para, logo depois, se corrigir e pronunciar Pandora acertadamente.  Mas aí a coisa entortou de vez, ao justificar que falara Pândora porque alguém estava falando em espanhol perto dela e era assim que se pronunciava em espanhol. Que falta faz uma quarta-série bem feita!

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo

 

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QUE PAÍS É ESTE?

 

O Brasil está num atoleiro financeiro, estão cortando verbas na Saúde (os hospitais públicos, inclusive os de referência, como o Dante Pazzanezze, estão restringindo cirurgias e não fornecem mais medicamentos aos pacientes; e na Educação (Pátria Educadora?), mas dona Dilma, em vez de reduzir o número de ministérios e secretarias, está oferecendo cargos ao PMDB, e o governo petista, que deu cargos a todos os que não conseguiram ser eleitos, agora nomeou a incompetente Ideli Salvatti, que após derrota nas eleições transitou pela Pesca, pela Secretaria de Relações Institucionais, e também o seu marido para um cargo na OEA. É revoltante vermos que ninguém, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, está fazendo o mínimo esforço para economizar, e que vamos ser novamente achacados com mais impostos, porque é do nosso trabalho que é gerada a renda para manter a máquina funcionando, como se a culpa por esta situação caótica fosse nossa. Pobre povo que só trabalha para a Pátria e só recebe chibatadas e nenhuma benesse, enquanto os políticos vão bem, obrigado. Que país é este?

 

Roberto Reis roberresp@uol.com.br

São Paulo

 

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OS US$ 370 BILHÕES DE RESERVAS

 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou em 24 de setembro que o Brasil tem as ferramentas de proteção para garantir o bom funcionamento dos mercados e da economia num momento de turbulência, que temos US$ 370 bilhões de reservas e que isso é um valor muito significativo. Com tanto dinheiro de reservas, por que não usar alguns dólares para cobrir o déficit orçamentário de 2016, em vez de propor um novo e “pequenininho” CPMF de 0,2%? Já não chegam os 36% a 38% do PIB de impostos que são pagos pela sociedade brasileira? 

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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ALTERNATIVAS PARA A CPMF

 

Antes de o Congresso Nacional analisar a nova proposta do já conhecido “imposto do cheque”, que tantos males já causou à nossa combalida economia, seria bom que os senhores congressistas lessem o caderno de “Economia & Negócios” do “Estadão” de 27/9/2015. No artigo do colunista Celso Ming (página B2), ele exemplifica que, se o governo deixasse de utilizar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje de 7%, aplicando nos futuros empréstimos do BNDES a taxa Selic, de 14,25%, haveria uma receita adicional de R$ 38bilhões, ou seja, um valor bem acima do que o governo pretende arrecadar com a CPMF. Ora, considerando as constantes polêmicas e dúvidas que há muito tempo pairam sobre as más aplicações nos empréstimos do BNDES, sejam eles internamente ou no exterior, seria uma boa oportunidade para solucionarmos esse impasse. Mais adiante, neste mesmo caderno, página B7, Amir Khair lista outras medidas que seriam mais adequadas para sairmos do grande déficit publico, sem a utilização da fácil e falsa medida de simplesmente aumentar impostos. Portanto, vamos acordar da mesmice de sempre e propor soluções concretas e duradouras, sem, contudo, onerar o contribuinte e agravar ainda mais a crise na economia.

 

João Magro Ventura joaomv@terra.com.br

São Paulo

 

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CABO DE GUERRA

 

Nos próximos capítulos da novela sobre as reformas do (des)governo Dilma, vamos assistir a um verdadeiro cabo de guerra entre os ministros da Previdência e da Saúde, na tentativa de abocanhar a única mudança efetiva: a exumação da CPMF. Um afirmando que, se não tiver recursos necessários, deverá haver reforma da falida Previdência e o outro dizendo que o sistema de saúde entrará em colapso, apesar de o inominável haver dito tempos atrás que o Sistema Único de Saúde (SUS) beirava a perfeição, que até tinha vontade de ficar doente para ser tratado pelo sistema! Querem apostar que nenhum dos dois vencerá esse cabo de guerra, que só servirá como desculpa para mais um assalto aos nossos bolsos, de forma a disponibilizar recursos para as próximas compras de consciências?

 

Aparecida Dileide aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul

 

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GOVERNO DO ‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

 

O “toma lá dá cá” é a única estratégia capaz de sair dos cérebros aneuronizados da equipe econômica. Não surge uma ideia nova que possa camuflar o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016, enquanto a Presidência da República se esforça no seu “balcão de negócios”, e os Três Poderes não se envergonham de praticar as maiores baixarias. Na previsão orçamentária para 2016, estima-se em R$ 271 bilhões o total de renúncias que o Tesouro deixará de arrecadar com isenção de tributos a alguns setores da economia. Querer arrecadar R$ 32 bilhões com a CPMF e perder R$ 271 bilhões em desonerações é uma matemática que põe em xeque o douto saber dos ministros Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento. Por um lado, a política do “toma lá dá cá” e, do outro, a política do “tira com uma mão e dá com a outra”.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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REFORMA MINISTERIAL

 

Ao invés de destinar saúde para o povo; Dilma ofereceu a saúde para o PMDB. Coisas do PT.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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CAPITANIA

 

O Ministério da Saúde parece uma capitania hereditária oferecida pelo rei... ou pela rainha.

 

Sergio Victor Milred smilred@uol.com.br 

São Paulo

 

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CARGOS PARA O PMDB

 

A presidente Dilma Rousseff já perdeu os anéis, os dedos e as mãos, só falta a “cabeça”.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O QUE IMPORTA

 

A presidente precisa de apoio. Ao contrário da regra de bom senso, em seu desespero ela oferece ministérios (sem, por ora, diminuí-los) a partidos, sem levar em conta a competência de quem assumirá. Afinal, o que importa é ganhar. O povo... Ah, o povo!

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

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DEMOCRACIA, STF E PMDB

 

Democracia é o “governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente” (Aurélio). Mas o que vemos atualmente é um País onde as instituições funcionam democraticamente, porém os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) trabalham cada vez mais em causa própria e contra os anseios do povo que os elegeu. A última esperança ruiu com o desmembramento das investigações da Operação Lava Jato, agora com uma parte nas mãos do ministro Dias Toffoli. O povo, ora, só é lembrado em época de eleições, no resto, só na hora de pagar a conta. E o PMDB? Afinal, mostrou a que veio, era tudo um blefe para conquistar mais poder e dinheiro. A pizza está no forno. Eu desisto do Brasil!

 

Celso Neves Dacca celsodacca@gmail.com

São Paulo

 

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PARTE DO PROBLEMA

 

É inaceitável que um país continental, rico, dinâmico, pujante e com mais de 200 milhões de habitantes, como é o Brasil, seja refém de uma classe política tão incompetente e predatória, que insiste em jogar o País para baixo, de crise em crise. Tanto a presidente Dilma Rousseff (PT) quanto Aécio Neves (PSDB) e o fisiológico PMDB são parte do problema, e não da solução. Todos jogam contra a população e o País. O que vemos é corrupção desenfreada, falta de espírito público e republicano e os baixos interesses individuais e corporativistas colocados à frente do bem do povo brasileiro. O Brasil precisa se reinventar, nortear-se por outros valores e princípios, fortalecer as instituições democráticas e se tornar um país onde os cidadãos sejam respeitados e tratados com dignidade, e não vilipendiados, humilhados e ofendidos como acontece hoje.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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EDUARDO CUNHA

 

Apesar de estar envolvido com a Lava Jato, os argumentos do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), são bastante convincentes. Ele defende atitudes políticas sem negociar com cargos e tem o apoio de grande parte dos eleitores que não apoiam a presidente Dilma. Cunha pretende que o PMDB saia da base de apoio do governo e parece que almeja alguma projeção maior na convenção do partido. Cunha é bastante agressivo e tem muito poder nas mãos, até porque estão com ele as decisões sobre os 13 pedidos de impeachment da presidente. Michel Temer e Renan Calheiros não têm a mesma força que Cunha, pelo contrário, demonstram medo ao enfrentá-lo.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SEM ESTRELISMOS

 

Sutileza não foi o tom do programa partidário do PMDB vinculado em cadeia nacional de rádio e televisão na quinta-feira (24/9). A começar pelo cenário escuro, uma clara alusão ao fundo do poço em que o governo Dilma colocou o País. Fora o tom fúnebre característico de um velório (quiçá o da presidente) e da confirmação da necessidade de dar novo rumo ao Brasil, “sem estrelismos”, o que se viu foi um Michel Temer reunificador, líder e ostentando grande apoio de norte a sul. É, presidente Dilma, agora dou até razão às suas teorias conspiratórias. Mas você abusou da sorte! Quem mandou sabotar o articulador político?

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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INFELIZMENTE

 

Infelizmente, o PMDB não votou com convicção a favor dos vetos da presidente Dilma no Congresso. Aliás, votou com total falta de convicção! Ao PT sucede o PMDB na absoluta falta de ética no trato com a coisa pública. Uma negociação de ministérios é decisiva para a condução da política fiscal correta! Só nos resta que o PSDB e outros partidos, menores, reassumam seu papel de vigilância e controle, e seus postulados e projetos originais, para que não fiquem em mãos oportunistas ou que objetivem apenas sua sobrevivência imediata, sem um futuro previsível.

 

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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BAIXA NO PT

 

Insatisfeita, Marta Suplicy fez algo corriqueiro entre os políticos: mudou de legenda. No sábado (26/9), em evento festivo, ela acertou sua filiação ao PMDB. A senadora estava exultante e aproveitou a oportunidade para enaltecer o novo partido, se colocando à disposição do vice-presidente Michel Temer no objetivo de reconstruir o País. Daqui para a frente, é provável que a senadora engrosse o caldo de opositores ao governo federal no Congresso. A crise política está longe do fim.

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

 

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A FILIAÇÃO DE MARTA SUPLICY

 

Durante o ato de filiação de Marta Suplicy ao PMDB, os políticos dispararam duras críticas contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Eduardo Cunha, presidente da Câmara, disse que o PMDB deve largar o PT. Cunha foi citado várias vezes durante as delações premiadas, na Operação Lava Jato. Segundo os delatores, Cunha embolsou US$ 5 milhões em propinas desviadas da Petrobrás. Cunha está mantendo trancados a sete chaves 13 pedidos de impeachment de Dilma Rousseff. Cunha tem uma carta e tanto embaixo da manga. Marta Suplicy demorou 34 anos para perceber que o PT estava se distanciando de seus princípios éticos e de seus ideais. Marta falou que Michel Temer vai reunificar o País. Eduardo Suplicy declarou que não vai votar na ex-mulher. Michel Temer subiu ao palanque diversas vezes ao lado da presidente Dilma Rousseff. Portanto, Marta, Temer e Cunha não têm credibilidade alguma para merecer o apreço do povo brasileiro, pois mudam de direção de acordo com o vento.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte

 

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ESPERTEZA

 

Não vamos nos enganar! Marta Suplicy não saiu do PT por estar indignada. Ela foi é muito esperta de pular do barco antes que ele afundasse e ela estivesse dentro. E já que, se houver impeachment, o PMDB assume, por que não, não é? O importante é estar junto do poder!

 

Angela Maria de Souza angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

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VALE TUDO

 

Quem te viu posando de idealista, como se fosse vocacionada para lutar pelos mais necessitados, agora vê sua verdadeira face, em que pelo poder vale tudo, mesmo que para isso tenha de conviver com corruptos comprovados, dizendo que entra no PMDB para lutar contra a corrupção e que o “donatário” da capitania hereditária do Maranhão, José Sarney, é um “gigante da política”. Será que agora a senhora Marta troca de sobrenome?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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O PODER E PONTO

 

Ao afirmar que “o PMDB está à altura de defender os princípios que arduamente ajudou a conquistar e também de pensar o amanhã de 2018”, a senadora Marta Suplicy parece ignorar o fato de que o PMDB, mais do que defender princípios políticos próprios, sempre fez barganhas para permanecer junto do partido da situação, fosse ele PSDB ou PT. Ignora também a desgastada imagem do partido, a julgar pela investigação em escândalos de corrupção dos presidentes das Casas do Congresso, entre outros. A senadora almeja a prefeitura paulistana nas próximas eleições e o partido que mais lhe convém no momento é o PMDB. O resto é ladainha.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O LUGAR DE MARTA

 

“Quero um país sem corrupção e o PMDB é o meu lugar”, disse Marta Suplicy, candidamente. Na hipótese de que isso fosse o verdadeiro sentimento dela, ao sair do partido de Lula/Dirceu e entrar no partido de Temer/Renan, ficaria provado que Marta não nasceu para a política. Melhor ser apenas sexóloga.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VAMOS MAL

 

Num gesto de salve-se quem puder, Marta Suplicy, mais conhecida como “Martaxa”, filiou-se ao PMDB. Quando vi a foto estampada numa manchete do “Estadão” de Marta beijando o vice-presidente Michel Temer e ladeada por Eduardo Cunha e Renan Calheiros, francamente, levei um baita susto e lembrei-me do meu velho e saudoso pai, que dizia o seguinte: “Estamos com os peixes vendidos e o dinheiro esparramado”.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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BEIJO DE JUDAS

 

O “Estadão” mostrou na primeira página de sábado o verdadeiro “beijo de Judas”. Marta Suplicy beijando Michel Temer!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM’

 

Cumprimento Eliane Cantanhêde pelo artigo (“Estadão”, 27/9, ). Não tenho a menor dúvida sobre a índole dos políticos brasileiros e, quanto a Michel Temer, torço para que esse fim aconteça o quanto antes. Sempre resta uma esperança, pois é impossível acreditar que pior do que está pode ficar.  Pobre Brasil...

 

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

 

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E COMO FICAM OS 93% DOS BRASILEIROS?

 

Com os últimos acontecimentos vergonhosos vistos no âmbito do governo federal, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), de quem dependerá a defesa dos interesses de 93% (me incluo) dos brasileiros? Resposta: dos próprios 93% dos brasileiros. Como? Da forma que cada um achar mais eficiente e rápido. Por quê? A paciência com os dirigentes das instituições e a credibilidade deles acabaram.

 

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AS MOLAS DA CONSTITUIÇÃO

 

O ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto citar os notáveis da História, dar conselhos e fazer vaticínios agora, sem toga e assento, é causar decepções (“Da queda livre às molas ejetoras da Constituição”, 27/9, A2). Onde estava e o que fez quando a dita Constituição cidadã, um emaranhado de prenúncios legais contraditórios e sem regulamentações em sua quase totalidade, permanece em vigência rançosa? Quer da presidente Dilma mágicas que o melhor time de mágicos não faria, obedientes, é claro, à atual Constituição? Molas ejetoras, desculpe a blague, mais parecem pedaços de versos de pés quebrados feitos antes à tarde do que nunca. Leia alguns manuais de anônimos estudiosos de Direito Constitucional, a reclamarem da imperiosa necessidade de regulamentar a atual Constituição, nas dezenas de artigos que a isso exigem e, só então, por favor, peça à presidente “cair nos braços... ou a queda livre vai continuar...”, porque como ela é hoje, e seguida cegamente pelos tribunais, eu diria à presidente: qualquer desatino faça não, as “instituições embora te mandarão”. Saudações. 

 

Luiz Simões Berthoud luizberthoud@uol.com.br

Tremembé

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Com uma década de atraso, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva parece que será ouvido sobre o esquema criminoso que foi gerado na Casa Civil, durante seu governo, conforme o procurador regional da República Carlos Fernando Lima observou, dias atrás, quando avaliava as repercussões do fatiamento das investigações. O mesmo entendimento é compartilhado por milhões de brasileiros. Mas parece que a iniciativa da Polícia Federal, ao indicar tal providência, causa algum embaraço ao procurador-geral da República, diante das ressalvas apresentadas ao concordar com a promoção da autoridade policial. Por outro lado, não se perca de vista que eventual investigação ou não da atuação do ex-presidente da República escapa das atribuições do procurador-geral, na medida em que não detém o referido senhor foro especial por prerrogativa de função.

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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LULA, O INTOCÁVEL

 

Por que será que o procurador-geral da República precisou autorizar a Polícia Federal para que ouça Lula na Operação Lava Jato? E por que o delegado da Polícia Federal solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para inquiri-lo, já que ele não goza da prerrogativa de juízo? Está tudo muito estranho... E nós, cidadãos comuns, queremos saber se esse senhor é diferente dos demais. Se alguma sombra de culpa paira sobre sua idoneidade, ele deverá ser arguido como todos os demais que também estão sendo inquiridos ou condenados por ter sido apontados nas delações premiadas  da Operação Lava Jato. O cidadão Luiz Inácio Lula da Silva não goza de prerrogativa especial, ele é igual a qualquer um mortal. Aí tem...

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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FALSO TESTEMUNHO

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende depoimento do ex-presidente Lula na Operação Lava Jato.  Depende do ministro do STF Teori Zavascki, que, se autorizar, será na condição de testemunha. Não importa em qual condição será ouvido, será mais um depoimento enfadonho e sem acrescentar nada às investigações. As mentiras prevalecerão. Quem não se lembra da entrevista do então presidente em Paris em 17/7/2005, em plena crise do mensalão, concedida a uma rede de televisão, em que defendeu o caixa dois como prática sistêmica no Brasil e emendou: “A desgraça da mentira é que, quando se conta a primeira, você passa a vida inteira contando mentiras para justificar a primeira”. Então, o que esperar do depoimento? Terá o ex-presidente um surto de sinceridade? É claro que não, pois ele, a criatura e todos os que o cercam, em matéria de dissimulação e mentiras, são catedráticos.            

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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O TESTEMUNHO DO ‘BRAHMA’

 

Não, não sou advogado. Mas por que o chefe da quadrilha necessita de autorização do procurador-geral da República para ser ouvido na condição de testemunha? Testemunha?!

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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LULA NO MENSALÃO

 

Ministério Público Federal pede arquivamento de inquérito sobre atuação de Lula no mensalão. Se a investigação estivesse sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, o resultado seria outro, com certeza!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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NUNCA ANTES...

 

Nunca antes na história deste país se fez tanto como no lulopetismo. Levando a um castelo encantado ou a um poço profundo e obscuro a sociedade brasileira. “Quem escreverá a história do que poderia ter sido?”, indagou Pessoa (“Pecado Original”). Sugerimos o título: “A dramática história da esquerda no Brasil”.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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POVO DESPREPARADO

 

Em minha opinião, este país está irremediavelmente perdido, por uma simples razão: o povo não tem consciência de nacionalidade e é, por várias razões, despreparado politicamente. Estamos numa Rússia pré-revolução bolchevique.

 

Pedro B. M. Gonçalves mg.p@hotmail.com

São Paulo

 

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O PROBLEMA DA PREVIDÊNCIA

 

Ao ler o artigo realista de Suely Caldas no caderno de “Economia” de 27/9 (“Remendos na Previdência”, página B2), achei que deveria reenviar-lhes esta carta de meu falecido marido Manuel Cândido Galvão de França, que era contador, publicada neste “Fórum” em 29/1/2003. “O problema da Previdência pode ser resolvido como um problema de Matemática. Não é necessário cortar direitos adquiridos, mas sim estender esses direitos a todos os contribuintes do setor privado, bastando que se tomem algumas medidas: a idade mínima de 65 anos, tempo de contribuição de 40 anos, alíquota de contribuição de 20%, taxa de administração de 2%, contribuição patronal de 0%, pensão concedida apenas para deficientes físicos e filhos menores. Para quem já está no sistema, aplica-se a correção monetária para as contribuições passadas, que, somando-se às contribuições futuras darão o valor da aposentadoria, quando se atingir a idade mínima e o tempo de contribuição. É necessário que ao se aposentar, o cidadão se aposente mesmo e não volte a ingressar no mercado de trabalho.”

 

Maria Toledo Arruda Galvão de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

 

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ALCKMIN E O MST

 

Trabalhei por dois anos diretamente com o governador Geraldo Alckmin e posso afirmar que o seu comprometimento com a agricultura e com o homem do campo, seja ele pequeno produtor ou empresário do agronegócio, é absoluto. Não há uma entidade do setor agrícola que não reconheça isso, haja vista o apreço que as lideranças rurais de todo o País têm pelo dr. Geraldo. Na abertura oficial da Agrishow 2015, o governador foi aplaudido em pé pelos presentes quando seu nome fora anunciado. No entanto, alguns atores do mundo político tentam confundir a população para chamar a atenção para si, e disso dr. Geraldo não está imune.  É como o pai quando põe o filho de castigo no quarto e depois de algumas horas ele começa a jogar as roupas, livros e brinquedos no chão, para chamar a atenção. Na política não é nada diferente. Dr. Geraldo nunca compactuou com o desrespeito às leis, a baderna, o desvio de recursos, as invasões de terras, de prédios públicos ou privados e qualquer outro tipo de violação da lei e da ordem. Desta forma não há como ele, Alckmin, ter sintonia com qualquer movimento ou entidade, seja ela qual for, de direita ou de esquerda, que na sua cartilha siga qualquer orientação das elencadas acima. Metaforizando, quando os pais querem evitar que as crianças revirem o quarto de pernas pro ar, precisam instalar babás-eletrônicas para vigiá-las.

 

Frederico D’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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