Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2015 | 02h55

Economia arruinada

O governo da presidente Dilma Rousseff bateu novo recorde: o déficit primário nos oito primeiros meses de 2015 foi de R$ 14 bilhões. Além disso, os repasses de recursos do Tesouro Nacional ao FGTS atingiram R$ 4 bilhões neste ano. A inflação não baixou, mesmo após a alta da taxa de juros. O Banco Central está utilizando as reservas cambiais do Brasil na tentativa de segurar a alta do dólar. A credibilidade do Banco Central está em baixa. A equivocada política econômica do governo somente provocou mais desemprego. O cenário político negativo também contribui para causar insegurança. Dilma demitiu o ministro da Saúde, Arthur Chioro, por telefone. As agências de classificação de risco Fitch, Moody’s e Standard & Poor’s estão de olho nas trapalhadas do governo petista. Portanto, podemo-nos preparar para mais um rebaixamento da nota de crédito e ficaremos mais um bom tempo dentro da categoria de países especulativos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Impeachment

A cada dia lemos e ouvimos novas e péssimas notícias para o nosso país. Índices alarmantes de credibilidade, produção, inflação, crescimento, investimento, sem contar o tristíssimo e preocupante número de desempregados. No entanto, não podemos atribuir a culpa por tudo isso só à incompetência da presidente da República ou à desonestidade de muitos dos filiados ao seu partido, mas também ao Congresso Nacional e à oposição. Se seus membros se intitulam representantes nossos, por que continuam surdos aos clamores do povo, que saiu às ruas pedindo que a presidente caia fora? O que esperam para endossar e acelerar o pedido de impeachment – avaliado e enviado por juristas de renome –, se sabem que com ela no poder o nosso Brasil não terá mais credibilidade nem investimentos e parece afundar, dia a dia, de maneira irreparável?

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatagalvao@gmail.com

Jaú

Desconstrução

A propósito do documento elaborado pela Fundação Perseu Abramo, cabe a pergunta: é a política econômica adotada no segundo mandato da presidente Dilma que desconstrói o modelo de inclusão social criado na administração do ex-presidente Lula e implantado nos últimos 12 anos de governos petistas, ou será que foi esse modelo que desconstruiu o Brasil?

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Estratégia

É óbvio que o ex-presidente Lula não se sente confortável na situação, apoiando o governo da presidente Dilma. Para ele seria muito mais vantajoso estar na oposição, criticar e se autoelogiar como defensor dos pobres contra as elites. Por esse motivo creio que Lula torce pela queda de Dilma, para ficar o quanto antes na oposição do futuro governo e candidatar-se em 2018. Lula tem muito mais vocação para a crítica destrutiva do que para a defesa construtiva de um governo que já deu o que tinha a dar: o caos, o desarranjo na política, a desvalorização do real e a crise na economia.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Limite

Na tentativa de acalmar investidores internacionais, a “presidenta” declarou que o modelo econômico chegou ao limite e ainda culpou o cenário externo pela paralisia da economia. Quem ela pensa que engana, se até as areias das praias sabem que ela e seu criador são os responsáveis pela situação catastrófica em que o País está mergulhado, graças ao populismo e à dilapidação do patrimônio público de forma a comprar aliados – num ato de corrupção que parece não ter limite –, a fim de garantir o poder a qualquer preço?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Na ONU

Eu entendi direito? A presidente foi se defender e justificar, nas Nações Unidas, sobre a situação econômica que ela mesmo criou e sobre a Lava Jato? Fez discurso doméstico para o mundo?!

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

oliveirafcoxav@gmail.com

São Paulo

Ridículo o discurso da presidenta na ONU. Fala das nossas mazelas (corrupção e impunidade) e faz piada, de mau gosto, ao reivindicar um assento como membro do Conselho de Segurança. Ora, se nem conseguimos equacionar nossos problemas de segurança interna...

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Carência de seriedade

Algumas vezes nos deparamos com simpatizantes do PT que deploram nossas queixas diante da situação calamitosa em que se encontra o País. Argumentam que assim pensamos devido ao que sabemos pela mídia. Não se dão conta de que enfrentamos uma das mais graves e sérias crises que nossa nação já atravessou: nível de desemprego alarmante, PIB em valor escorchante, inflação em ascensão galopante, dólar em valores rompantes, etc. Não é preciso a mídia para sentirmos como se esvaem nossas parcas economias e as perdas sensíveis no valor de nossos modestos vencimentos, seja na vida ativa ou, pior ainda, como aposentados. Aconselhamos a esses simpatizantes petistas que evitem expor-se ao ridículo e analisem com seriedade os fatos que estão levando nosso amado país a níveis alarmantes e assustadoramente preocupantes.

CLÊNIO FALCÃO LINS CALDAS

clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

MALDDADES

‘São Paulo do meu coração’

Após chuva mais forte, observamos como a cidade está abandonada e carente. Prefeito Fernando Haddad, seria muito pedir-lhe um pouco mais de respeito por nossa cidade e seu povo? Vimos na segunda-feira (28/9) quantas frondosas árvores caíram e quanto prejuízo foi causado, pessoas feridas e aterrorizadas. Sabe por quê? Por falta de avaliação e inspeção, poda, etc., dos técnicos da Prefeitura, que o senhor gerencia. Notamos a preocupação com coisas de menor importância, como demarcar e pintar ciclovias, com custo altíssimo (nada contra os ciclistas), fechar ruas e avenidas importantes para lazer (Avenidas Paulista e Sumaré, rotas obrigatórias para hospitais). Ruas esburacadas e semáforos embandeirados são marcas de sua gestão. Agora, radares, ah, esses são instalados em profusão e operam com perfeição. Penso em que mal esta cidade fez para ter administrador desse naipe. Prefeito, se o senhor melhorar 500%, ainda vai ficar devendo muito.

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

‘COISINHAS MIÚDAS’ NA ONU

 

Dona Dilma Rousseff foi a Nova York para a abertura da Assembleia-Geral da ONU. Como todo comunista que se preze, instalou-se no suntuoso cinco estrelas Plaza Athenée, um dos hotéis mais caros de Nova York – e a austeridade de gastos que ela tanto defende ficou só no discurso. Como de hábito, a petista levou o séquito de sempre: ministros, secretários e toda uma legião de puxa-sacos que costuma acompanhá-la. Paula Rousseff, sua filha, que não trabalha para o governo nem é membro da ONU, aproveitou a “boquinha” para acompanhar a mãe. Com o País em plena crise econômica e fiscal, Dilma mostra que exemplo é o que não se pode esperar de S. Exª, jamais. No parlatório da assembleia-geral, tratou de atribuir a fatores externos revezes de sua gestão, esquecendo-se de que as nações responsáveis – incluindo muitas das mais afetadas pelo “crash” de 2008 – seguem sua rotina de crescimento econômico. Reivindicou o “livre trânsito de pessoas no mundo”, mais uma fantasia maluca de sua fábrica de utopias que não encontra eco nem mesmo em Cuba, onde são impostas severas restrições à circulação dentro da própria ilha comunista – e com os aplausos de Dilma... Garantiu querer um país onde “o confronto de ideias se ambiente de civilidade e respeito”, e (onde) “a liberdade de imprensa seja fundamento dos direitos de opinião e manifestação”, escusando-se, todavia, de explicar a razão de apoiar decisivamente regimes totalitários onde a imprensa livre e o “confronto de ideias” são duramente criminalizados, para não lembrar que o seu próprio partido, o PT, vira e mexe pede o controle da mídia – forma escamoteada de censura aos meios de comunicação no Brasil. Jurou querer um país “em que as leis sejam o limite” e no qual “os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições”, esquivando-se de lembrar o apoio do Brasil ao regime de Nicolás Maduro (Venezuela) e olvidando que seu próprio partido, o PT, está submerso num oceano de corrupção, havendo sérias denúncias sobre a maquiagem das contas públicas e a lisura do processo eleitoral que a favoreceu. Como diria o poeta, são “coisinhas miúdas” dentro do vasto repertório de paradoxos, incoerências e contradições do lulopetismo e do desgoverno Dilma Rousseff.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

*

NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 

É incrível a capacidade da nossa presidente de não ruborizar ao discursar na abertura da Assembleia-Geral das Nações unidas (ONU). Madame Rousseff travestiu-se de estadista entre verdadeiros líderes como Obama, Putin e Merkel, principalmente. Quer ignorar que o mundo inteiro toma conhecimento do que se passa no Brasil, onde seu partido está se dissolvendo a caminho da prisão. Falou de um país que deve ter sido criado por Lewis Carrol, autor de “Alice no país das maravilhas”. Para Dilma, valeu pelo passeio e pela hospedagem no mais luxuoso hotel de Nova York.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

EXCURSÃO

 

O que fazia a filha de Dilma Rousseff no plenário da ONU? Ela integra o governo brasileiro? Ela representa o Brasil na ONU? Não bastassem todos os desmandos deste desgoverno por aqui, temos ainda de assistir a esta cena lamentável? Era uma missão séria e oficial ou uma excursão à ONU? Que absurdo!

 

João Roberto Caramurú jrcaramuru@gmail.com

São Paulo

 

*

OS SACRIFÍCIOS DE DILMA ROUSSEFF

 

O papa Francisco viaja em avião da Alitalia, ocupando apenas um compartimento da aeronave, e os lugares restantes normalmente são vendidos. Não me consta que as finanças vaticanas estejam em crise. Já Dilma Rousseff lota o avião presidencial de turistas, incluindo a filha, e vai a Nova York contar as mesmas lorotas de sempre. E nós, contribuintes, pagamos a conta, enquanto o governo deseja de nós novos sacrifícios. O dinheiro não é dela, mas, sim, está aos cuidados dela.

 

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo

 

*

BRASIL SURREAL

 

O Brasil que só existe na cabeça perturbada de Dilma Rousseff, dos boquinhocratas e fanáticos do PT desfilou na passarela da ONU na segunda-feira. Como uma escola estropiada, a puxadora atravessou o samba-enredo – a verdade – e, mais uma vez, a mentira foi a porta-bandeira do espetáculo. Dilma só pode supor que governantes e diplomatas presentes para a abertura da Assembleia-Geral do colegiado das nações não sabem o que se passa no Brasil: nau à deriva com a economia em pane provocada por uma economista incompetente e condescendente com a gastança irresponsável para reelegê-la; um Congresso vendável padrão R$ 1,99 – 80% dos integrantes processados; e um Supremo Tribunal Federal (STF) aparelhado sob medida, ostensivamente disposto a fatiar a Operação Lava Jato a fim de impedir que o juiz Sérgio Moro mande para a carceragem o chefe dos bandidos do mensalão e do petrolão, o ex-presidente Lula da Silva, assim identificado por Pedro Corrêa, membro da megaquadrilha então presidente do PP com mandato de deputado federal. O resto é a insuportável fedentina moral que exala de Brasília.

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

 

*

REMINISCÊNCIAS

 

Quem teve o desprazer de ouvir o discurso da presidente Dilma Rousseff na tribuna da Organização das Nações Unidas (ONU), no mínimo, sentiu-se ultrajado diante de tantas inverdades proferidas. A impressão que se tem é de que a presidente teve o script repetido, igualzinho ao da campanha da reeleição, quando desfilou um rosário de mentiras. Entre tantas “lorotas”, culpou o cenário externo pela desaceleração da economia brasileira, afirmou que o governo e a sociedade não toleram e não tolerarão a corrupção – no que diz respeito à sociedade, acertou em cheio. E, na maior cara dura, afirmou que o momento econômico é muito melhor do que em anos anteriores. Continuou a presidente: “Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições, sem ceder a excessos (‘faça o que eu digo, não faça o que eu faço’) e que juízes julguem com liberdade e imparcialidade, desligados de paixões político-partidárias”. É ou não é demais para os ouvidos de qualquer cidadão suportar tantos impropérios?

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

*

EM TEMPOS DE ECONOMIA FRACA

 

A nossa presidente finalmente fez uma promessa que vai cumprir: prometeu reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Essa está fácil, já que, com o andar da carruagem, ninguém vai conseguir manter uma indústria e o desemprego nem vai nos permitir que tenhamos carros.

 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com 

Santo André

 

*

EM NOME DE CUBA

 

O brasileiro mais uma vez encontra-se diminuído perante o mundo, porque a incompetente da sra. Dilma, como se já não bastasse o caos em que se encontra o Brasil, na cara de pau foi pedir na ONU o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba. Isso prova que estamos sendo regidos pelo regime de Fidel Castro.

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

*

VERGONHA

 

Senti vergonha ao ler os disparates ditos pela sra. Dilma Rousseff na ONU. Com todo respeito, presidente, pegue seu capacete de ciclista e vá pedalar em outra freguesia.

 

Cesar Araujo cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

 

*

LUZES DA RIBALTA

 

A grande tristeza de Dilma foi o apagar dos holofotes na ONU. A falsa atriz, lambuzada de purpurina, ouviu salva de palmas ao invés de repiques de panelas quando do término de sua má interpretação. Nela, entre outras, a balela de sempre: “O governo e a sociedade brasileira não toleram e não tolerarão a corrupção”. Sua máscara estava tão cravada que a claque nem percebeu seu nariz de Pinóquio crescer um pouco mais.

 

Luís Lago lago.luis2010@gmail.com

São Paulo

 

*

AUTORITARISMO

 

Dilma, ao discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU, usou o verbo “tolerar” no presente do indicativo. Triste atitude, parece não saber que está representando o povo de uma nação da qual ela não é a rainha, ou dona, ela está ali, “ainda que infelizmente”, ocupando o cargo para o qual ela foi eleita. Apenas isso. Sua vontade não interessa a ninguém. As prisões de ladrões, corruptos e corruptores é atribuição da Polícia Federal e da Justiça, e não dela.

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

*

ALÍVIO

 

Quando vi nossa presidente se dirigindo à tribuna da ONU para discursar, confesso que fiquei apreensivo. Ainda bem que não foi de improviso. Já pensaram?

 

Mario Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

‘RODA VIVA’

 

Cumprimento o programa “Roda Viva”, da TV Cultura, apresentado ao vivo no dia 28/9/2015, em que foram entrevistados o jurista Hélio Bicudo e a advogada Janaina Paschoal. O tema abordado foi o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff apresentado pelos dois. Os jornalistas Augusto Nunes, da TV Cultura, Diego Escosteguy, da revista “Época”, Bela Megale, do jornal “Folha de S.Paulo”, Laura Diniz, do site Jota.Info, José Alberto, do jornal “O Estado de S. Paulo”, Flávio Freire, do jornal “O Globo”, e o cartunista Paulo Caruso foram escolhidos como entrevistadores na ocasião. Vários assuntos foram abordados, mas o principal é que Dilma Rousseff comprovadamente cometeu crime de responsabilidade enquanto presidente da República. O jurista Hélio Bicudo reafirmou diversas vezes que Lula é extremamente autoritário e que o Partido dos Trabalhadores (PT) segue à risca todas as suas orientações. Ressaltou, também, o espantoso volume de dinheiro que Lula acumulou nos últimos 13 anos. Vale a pena conferir.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte (MG)

 

*

ENRIQUECIMENTO ILÍCITO

 

Em entrevista à imprensa (UOL), o jurista Hélio Bicudo assevera que “ninguém se importa com o enriquecimento ilícito de Lula”. Parece estar com a razão o eminente ex-fundador do PT, porque a imprensa fala em propina de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, em irregularidades de Renan Calheiros, presidente do Senado, e de muitos outros políticos. Mas Lula sempre fica fora. É interessante que o chefe de José Dirceu, José Genoino, João Vaccari Neto, Delúbio Soares e muitos outros fique sempre excluído, alegando que não sabe de nada, que nada viu e de nada participou. Na realidade, aí estão uma falha e uma falta da imprensa brasileira, porque é só querer. Daí ele vai ler jornal...

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

*

A RESPOSTA DO EX-PRESIDENTE

 

Na entrevista concedida pelo jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, no programa “Roda Viva”, ele afirmou contundentes denúncias sobre Luiz Inácio Lula da Silva, algumas de caráter criminal. Ou o ex-presidente vem a público para se explicar ou processa o jurista. Estamos aguardando.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

 

*

FUNÇÃO INSTITUCIONAL

 

Segunda-feira (29/9), na TV Cultura, o dr. Hélio Bicudo e a advogada Janaína Paschoal foram entrevistados no programa “Roda Viva”. Muitas foram as perguntas, sobretudo sobre o pedido de impeachment formulado por ambos com a participação do dr. Miguel Reale Júnior. A entrevista foi extremamente esclarecedora, didática e mostrou mais uma vez como é íntegro e coerente este senhor de 94 anos, que tem uma lucidez invejável e com quem sempre temos a oportunidade de aprender. Uma das jornalistas pergunta se o fato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, estar sendo acusado seguidamente de corrupção não o enfraqueceria para pôr em pauta o pedido de impeachment. A resposta veio rápida e inquestionável: Eduardo Cunha exerce uma função de Estado; ele é o presidente de um dos Poderes da República, assim como é Dilma Rousseff, que está sendo alvo do pedido impeachment, acusada de irregularidades fiscais praticadas na gestão passada e no começo desta. Mas isso não a impede, no momento, de exercer a função de presidente da República. O mesmo ocorre com Eduardo Cunha, que, denunciado, continua a exercer suas atribuições, entre elas acatar ou não o pedido de impeachment. Lembraram os entrevistados que o impeachment de Collor foi presidido por um presidente da Câmara que, em seguida, foi afastado por corrupção. Ficou, portanto, muito claro o fato de que a pessoa física deve ser separada de sua função institucional e confundir isso é ter uma visão pouco clara do sistema democrático. Portanto, ainda a Cunha caberá decidir se acata ou não o pedido de impeachment enviado à Camara dos Deputados pelos brilhantes juristas, pois, neste momento, ele é o presidente da Casa, gostem ou não, assim como ainda é Dilma a presidente do Brasil, gostem ou não. 

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

*

REFORMA RADICAL

 

O dr. Hélio Bicudo está absolutamente certo quando propõe novas eleições em todos os níveis, e não só o impeachment da presidente. O Brasil não pode perder a oportunidade de produzir uma reforma radical. Há séculos estamos à mercê de políticos cujo único objetivo é “dar-se bem”. Eles nos representam apenas no papel. Não têm compromisso conosco e muito menos com o País. Eles preocupam-se apenas em obter vantagens, benesses e poder. O momento é extremamente oportuno para liquidar as mordomias nos Três Poderes, afinal a contribuição dessas pessoas para o País é pífia diante dos benefícios (salários elevados; “aspones”; motoristas; carros de luxo; auxílio isso, auxílio aquilo). Basta de medidas populistas. Precisamos não somente reduzir o número de ministros, mas também o de deputados, senadores e vereadores, com a consequente diminuição da paquidérmica, inoperante e incompetente máquina pública e seus apadrinhados, para quem sabe levar o País ao rumo certo.

 

Luiz C. Lombardo luizclombardo@gmail.com

São Paulo

 

*

COMPETÊNCIA

 

A ministra da Agricultura disse, recentemente, que não há “substância” para o impeachment de Dilma Rousseff. É engraçado como pessoas ligadas ao governo reagem à possibilidade de impeachment, alegando, entre outras coisas, que “a medida seria traumática para o País e para as empresas, sem resolver os problemas da economia” (problemas estes criados pelo próprio governo, diga-se de passagem), uma vez que várias destas, agora contra, foram a favor do impeachment de Fernando Collor. Dois pesos, duas medidas! A ministra Katia Abreu cumpre o papel dela de defender o governo do qual faz parte, mas usar a honestidade da presidente como argumento sólido contra o impeachment não invalida a incompetência administrativa e a incapacidade política de Dilma Rousseff em conduzir a bom termo o País. Só isso não bastaria, não? É como se dissesse “reconheço o abismo para onde a presidente nos empurrou, mas, veja bem, ela é honesta”. Ninguém nunca ouviu dizer que ela tenha furtado uma caneta BIC. Então tá, tem de ser honesta, é claro! Mas tem de ser competente também, e, infelizmente, não é isso o que temos visto.

 

João Manuel F. S. C. Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

*

FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO X GOVERNO DILMA

 

Para marxistas como Márcio Pochmann, um dos marajás da Unicamp, existe um determinismo histórico de que os mesmos fatos que aconteceram na Rússia em 1917 estariam se repetindo no Brasil: um caos político. Assim, o PT, graças à sua militância devidamente aparelhada e extremamente organizada, estaria se preparando para, na confusão política, perpetrar um golpe de Estado e tomar o poder. Prova disso é o que prega o documento elaborado pela Fundação Perseu Abramo. Dilma Rousseff, neste recorrente pastelão, representaria Kerenski, mal e porcamente.  

 

Eugênio José Alati, advogado eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

*

SERIEDADE, SEM IDEOLOGIAS

 

Espero que o documento divulgado pela Fundação Perseu Abramo (do PT) sobre a virada na política econômica do governo Dilma possa ser técnico e politicamente analisado e contestado pelos economistas liberais, porém sem paixões ideológicas. Precisamos, e acredito que isso possa ser feito em proveito do Brasil, que pessoas sérias e capazes defendam ou contestem seriamente as críticas petistas.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

*

A CULPA É DO AJUSTE FISCAL

 

Para o PT, a culpa da atual crise econômica é do ajuste fiscal, e não consequência dos erros do primeiro mandato da presidente Dilma. O editorial do “Estadão” “As costas largas do ajuste fiscal” (29/9, A3) respondeu de forma precisa: “Para defender os pobres é preciso combater não o ajuste do que está errado, mas os erros que levam à necessidade do ajuste”. Mas a solução é exatamente o que o PT não deseja: cortar as mordomias dos companheiros. Ainda mais sabendo o quanto é fácil enganar seus eleitores, que são míopes ideológicos, enquanto os petistas são lobos em pele de cordeiro e agem com má-fé, pois o importante é levar vantagem, predominando a Lei de Gerson. É fácil entender por que a maioria dos brasileiros está descontente com a democracia e pedindo a volta das Forças Armadas: temos um PT corrupto, um PMDB prostituído, um PSDB adormecido e se fingindo de morto e mais três dezenas de partidos mamando nas tetas do governo.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

*

CRISE E REFORMA MINISTERIAL

 

Dilma Rousseff compra por sete ministérios o apoio do PMDB para esfolar o povo. A atitude do partido é terrível para o futuro do País.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

*

A VELHA PRÁTICA DO PMDB

 

O PMDB, do vice-presidente Michel Temer, continua com seu fisiologismo costumeiro, mesmo diante da crise que o País vive e contrário aos anseios da população brasileira. A falta de escrúpulos deste cidadão revolta o País, que sonha com um Brasil melhor, sem corrupção e gerenciado com competência. Este partido, entretanto, vai na contramão de tudo isso. Faz ouvidos de mercador à voz das ruas, às pesquisas reais e aos apelos dos brasileiros. Age como se não tivesse culpa de nada, mesmo participando deste governo desde o seu início. São os “urubus” em cima da “carniça”. Dão as costas à população que os elegeu, agindo apenas de acordo com suas conveniências. Fora PMDB!

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo

 

*

OS VÁRIOS PMDBS

 

O PMDB são muitos PMDBs no PMDB. Eis alguns: P de pulhas. M de mercenários. D de demagogos. B de bandidos.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

A MUDANÇA DE MARTA SUPLICY

 

A foto em primeira página de “O Estado” de domingo, em que a arrependida esquerdista chique Marta Suplicy, depois de 30 anos de PT, beija o sr. Michel Temer (PMDB), ambos fazendo juras de amor eterno, uma querendo ser prefeita da cidade de São Paulo e o outro traçando rotas para voos talvez mais altos, é emblemática. Como nenhum dos dois pensa, realmente, neste país destroçado por eles mesmos, a famosa frase de Lampedusa me veio à cabeça, claríssima: “É necessário mudar, para que tudo fique na mesma”.

 

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

 

*

HIPOCRISIA

 

O troca-troca de partido acaba com o mito da ideologia na política brasileira. Ela simplesmente não existe e, se algum dia existiu, foi como aliança para interesses espúrios.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

DIFÍCIL

 

A foto na primeira página do “Estadão” de 27/9 foi a síntese do momento atual: a neopeemedebisba Marta Suplicy beijando o então presidente da República, Michel Temer, sob aplauso do presidente do Senado, Renan Calheiros, com meio sorriso no rosto, e de Eduardo Cunha, com seu costumeiro olhar estatelado, ambos integrantes do governo federal, via do primeiro, que é vice-presidente da República e presidente da Executiva Nacional do PMDB, além de participar do governo-caos nos últimos anos. Diante desse dodecafônico evento (que foge da harmonia tradicional), fica difícil até de praticar o conselho da neopeemedebista dito após uma tragédia aérea que enlutou centenas de famílias: relaxar e gozar (sic).

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

*

CRISE POLÍTICA

 

Lula e Nelson Jobim se reuniram para discutir uma saída para a crise política. O que eles deveriam discutir era como sair desta crise econômica. Porém, como eles só sabem discutir política, fica tudo dito como não dito.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

*

A VACA NO BREJO

 

Na época das vacas gordas, Lula foi um perdulário inconsequente, e, agora, Dilma, obediente ao seu mentor, na época das vacas magras e da continuidade perdulária inconsequente, a vaca foi para o brejo.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

*

INSUPORTÁVEL

 

Não aguento mais ler jornal, ouvir rádio e assistir à TV, onde só se fala em política. Tenho uma solução para o País: fechar as portas das empresas, pois, enquanto os juízes do Supremo ficam enrolando para colocar Dilma, Lula e sua corja para fora da política, as empresas já não estão sabendo mais o que fazer, se fecham as portas ou se esperam as barganhas acabarem. Precisamos de mudança na política para os dois partidos, ou você é de direita ou de esquerda, para acabar com esta vergonha que estamos vendo.

 

Osvaldo Mazer qualidade@faguavermelha.ind.br

Sertãozinho

 

*

A VELHA GANGORRA 

 

Sobe dólar, cai dólar, sobe PIB, cai PIB, sobe inflação, cai inflação, sobe dívida, cai dívida, sobem divisas, caem divisas. Mas, depois da fala do papa Francisco nos Estados Unidos, ninguém precisa mais ficar histérico ao ouvir o ranger dessa gangorra econômica monótona e eterna. Ele disse que é o sistema financeiro internacional que esgana o bom andamento da economia dos países mundo afora. Mais a corrupção. Acreditar ou não acreditar no papa, eis a questão.

 

Apollo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

 

*

A TESOURA DO GOVERNO

 

Além de reduzir a verba do Ministério da Saúde e o financiamento do Fies e do Pronatec, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, propõe a redução do investimento no Programa S (Senai, Senac), escolas de excelência, referência no ensino técnico, com premiação em competições no exterior. O ministro sabe que na retomada do crescimento, principalmente se quisermos nos inserir nas cadeias mundiais de produção, precisamos de mão de obra qualificada, para termos ganhos de produtividade necessários. Não é no Sistema S que devem ocorrer os cortes, é nos 23 mil parasitas apaniguados, ocupantes dos cargos de confiança. Surpreende-me o sr. Paulo Skaf, que aparece nas propagandas das escolas do Sistema S, não se manifestar.

 

Walter Sant’Anna Zebinden zebinden@terra.com.br

Campinas

 

*

RECEITA PARA O BRASIL SAIR DA CRISE

 

1) Membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal, sem exceção, passarão a pagar suas contas pessoais com seu o próprio salário, como fazemos todos nós. 2) Membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal passarão a pagar suas despesas com moradia local e/ou transporte para outras localidades, pois ao se candidatarem ou aceitarem seus cargos sabiam que teriam de morar fora de sua base territorial. Exceção apenas ao presidente da República. 3) Membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal passarão a usar seu próprio meio de transporte para ir e vir ao serviço, sendo pago um auxílio mensal em pecúnia correspondente a 10 litros de combustível por dia de trabalho efetivamente comprovado. 4) Membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal, se desejarem,  poderão aderir a um plano de assistência médica coletivo oferecido pelo órgão a que estiver integrado, que poderá ser estendido aos seus dependentes diretos, ou seja, cônjuge e filhos, mediante desconto em folha de pagamento de 50% do valor de contribuição, para o titular, e de 80% do valor de contribuição, por cada dependente. O beneficio apenas é assegurado durante a vigência do mandato/contrato, e assegurado o direito de manter sua condição de beneficiário em caso de exoneração, desligamento ou morte do titular, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava, desde que assuma seu pagamento integral. 5) Membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal passarão a registrar sua presença em serviço, mediante ponto eletrônico digital. Faltas não justificadas legalmente serão descontadas de sua remuneração mensal e levarão à perda do descanso semanal remunerado, podendo afetar também a quantidade de dias de férias. 6) Revisão imediata de cargos e salários para adequação da quantidade e qualidade dos cargos de apoio, sendo excluídos cargos alheios ao objeto do órgão. 7) Implantação de um plano de demissão voluntária para os funcionários públicos com salários superiores ao da iniciativa privada em cargo semelhante. Demissão dos remanescentes, com pagamento de todos os direitos trabalhistas sem as vantagens do PDV. Convocação de concurso público para contratação de novos funcionários públicos em condições semelhantes aos empregados da iniciativa privada. 8) A aposentadoria dos membros do Poder Legislativo, Executivo e do Judiciário no âmbito federal, estadual ou municipal seguirá as mesmas regras das aposentadorias dos trabalhadores do setor privado, inclusive  quanto às condições de aquisição,  tempo de contribuição e  teto de remuneração. Com toda a economia que passará a ser feita e o exemplo de austeridade, o País recuperará a confiança dos empresários e voltará a crescer, e mais dinheiro poderá ser investido na educação, saúde, transporte e  infraestrutura.

 

Ana Maria Carmelini anacarmelini@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

ESTATAIS CORROMPIDAS

 

Importante o destaque que o editorial “As estatais sob o jugo do PT” (28/9, A3) dá ao vergonhoso desmanche que se verifica das empresas estatais. Isso só é possível diante da total ausência de freios legais que impeçam ou dificultem a ação de governantes mal intencionados e desonestos. Na Électricité de France (EDF), por exemplo, a grande estatal francesa na área de energia, por lei, o Executivo só pode nomear pessoas de notório saber e com reputação ilibada para compor o seu Conselho de Administração e ainda assim, limitada a um terço do seu quadro. Como, também pelas leis brasileiras, cabe ao Conselho Administrativo a responsabilidade de nomear a diretoria das empresas – centro de todas as corrupções e desvirtuamento dessas empresas –, basta o Congresso mudar a Lei as S/As no que se refere às empresas de capital misto dando mais representatividade e peso aos acionistas minoritários nas decisões estratégicas do Conselho de Administração. Não há alternativa, ou tais empresas são moralizadas ou privatizadas!

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

*

HERANÇA BENDITA

 

É possível imaginar o quanto melhor estaríamos, econômica e socialmente, nós, brasileiros, se a Vale, a Embraer, as siderúrgicas e as telefônicas, entre outras empresas que foram privatizadas nos governos de FHC, fossem ainda estatais e estivessem sob o jugo do PT? Melhor dizendo: o quanto melhor estaríamos contribuindo nós, palhaços brasileiros, sob a ótica do PT, para seu projeto de poder? Ah, herança maldita de FHC! Por que não privatizastes também a Petrobrás?

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

*

ESTADO DE ALERTA

 

O quadro desolador da corrupção no Brasil, fruto de décadas e décadas perdidas, agora merece ser esquartejado. No entanto, o fatiamento da Operação Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) prestigia a impunidade e põe em estado de alerta a sociedade brasileira.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

*

O FATIAMENTO DA LAVA JATO

 

Pelas explicações de pessoas e autoridades ligadas à Justiça, não haverá prejuízo no processo relativo ao assalto à Petrobras, organizado pelo governo do presidente Lula no início de seu primeiro mandato. O objetivo, assim como os roubos em outras estatais, era, como se verificou, a captação de recursos para o PT, dirigentes do partido e associados. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atendeu à Polícia Federal e oficiou ao STF (ministro Teori Zavascki) para que o ex-presidente Lula seja ouvido pela área que investiga a Petrobrás – ministro Zavascki e o juiz Sérgio Moro.  Foi explicado que o processo da Petrobrás não será fatiado, e, sim, os de outras estatais. A grande restrição que as pessoas em geral estão fazendo refere-se a processos que venham a ser de responsabilidade do ministro Dias Toffoli. Em geral, dado que há uma ligação íntima com os dirigentes do PT – para o qual Toffoli trabalhou – o ministro levantou, há muito tempo na opinião pública, suspeitas de proteção aos amigos petistas. É razoável pensar que a criação de outras varas de Justiça especializadas em apuração de corrupção seja útil ao País. O Brasil tem um grande número de estatais e agências reguladoras, como se tem demonstrado, todos contaminados por corrupção, maior ou menor, ampliada após o primeiro mandato de Lula. Temos, também, cerca de 80% dos nossos parlamentares sendo processados no STF, na maioria por apropriação indevida de dinheiro público, incluindo os presidentes das duas Casas no Congresso. Muitos desses parlamentares estão implicados na Operação Lava Jato, como já citado, e certamente haverá muitos incriminados em roubos em outras estatais.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

*

DESCONFIANÇA

 

Como disse o próprio ministro Gilmar Mendes, “o que se espera é que os processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares”. Essa é justamente a desconfiança que o “desmembramento” causa em 93 % da população brasileira. Não bastasse tal atitude ser tomada justamente quando as averiguações apontavam na direção de Gleisi Hoffmann, ainda por cima sua responsabilidade foi entregue ao ministro Dias Toffoli, que, como todos sabem, é ex-advogado do PT. Infelizmente, o cheiro de orégano se espalha outra vez pelo nosso país.

 

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

 

*

O QUE VIRÁ NO FIM

 

Pelo andar da carruagem, com esta história de “fatiamento/impunidade”, ainda vamos ficar felizes se no fim não tivermos de pagar indenização por danos morais.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

*

‘IMPEACHPIZZA’

 

O PT está deprimido com o pedido dos 93% de brasileiros que desejam dar cartão vermelho à inquilina do Palácio do Planalto. Só que, após a injustiça feita contra o herói Sérgio Moro, chamam o movimento de “impeachpizza” com fermento Hoffmann.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

*

‘COM OS NERVOS À FLOR DA PELE’

 

Adorei o artigo do respeitado e renomado publicitário Roberto Duailibi publicado em 23/9 (página A2), “Com os nervos à flor da pele”. Ele traduziu em palavras os sentimentos de toda uma nação. Triste estarmos enfrentando tudo isso, sendo poucas as perspectivas de virada do jogo no curto prazo. Que Deus nos abençoe – ainda mais neste momento de tantas e sérias turbulências e adversidades no nosso Brasil e “endireite” estes lamentáveis políticos que deveriam representar e zelar por todos nós!

 

Regina Rocha de Cunto regina@decunto.net 

São Paulo

 

*

ZONEAMENTO DE SÃO PAULO

 

Cumprimento o jornal e Sonia Racy pela brilhante reportagem/entrevista com o experiente arquiteto, urbanista e professor Cândido Malta (“‘O que é preciso é levar tranquilidade às periferias, não tirá-la dos Jardins’”, 28/9, C2). Que visão, que clareza. Enfocou com grande assertividade o verdadeiro problema e a falta de experiência e assessoria competente da nossa atual administração municipal. A grande cartada é esta: levar melhorias diversas aos bairros/periferias, e não destruir o que está bem e funcionando no Centro, nos Jardins, etc.

 

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

 

*

MELHORIAS NAS PERIFERIAS

 

Parabéns pela entrevista com o arquiteto Cândido Malta (28/9). Tenho três observações: 1) muito importante seu alerta quanto atentarmos aos mananciais (inclusive há áreas ocupadas irregularmente); 2) essencial levar tranquilidade às periferias, ao invés de apenas querer tirá-la dos Jardins; 3) analogamente, é fundamental investimento maior nas periferias com hospitais, creches, postos de saúde. Por que não há boas ciclovias nas periferias? Por que não há bons parques nas periferias (parece que tudo tem de se limitar e concentrar no Ibirapuera)?

 

Otavio V. de Freitas otaviovf@gmail.com

São Paulo

 

*

O BONECO ‘RADDARD’

 

Para o prefeito de São Paulo terminou a inveja de Lula e de Dilma, está confirmada a sua reprovação pelo povo paulistano e brasileiro: com 15 metros de altura, saiu o boneco “Raddard” e foi inflado na Avenida Paulista. Ficou muito bem com a roupa de presidiário, a ciclofaixa na cabeça com a tinta nos sapatos, o radar debaixo do braço e velocidade reduzida, devagar quase parando... Ficou o próprio! Como é conhecido, agora já faz parte do famoso “trio” dos chefões da roubalheira do PT, da arrogância, da mentira e da incompetência. Agora já pode comemorar!  

 

Maria Teresa Amaral mteresaamaral0409@uol.com.br

São Paulo

 

*

GESTÃO HADDAD

 

Onde estará o prefeito Haddad (“Raddard”)? Em Paris, Londres ou Amsterdã? Chupando ideias dos outros para problemas diferentes daqui, de São Paulo? Enquanto isso, os problemas reais acontecem por aqui mesmo.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

*

GERALDO ALCKMIN E O MST

 

Não há diminuição no número de invasões de terras no Estado de São Paulo que justifique a espantosa aproximação do governador Geraldo Alckmin com os bandidos do Movimento dos Sem-Terra (MST). Deve haver algo muito grave, de que os eleitores não se esquecerão. Um verdadeiro tiro no pé. Lamentável, senhor governador.

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo 

 

*

AGRICULTURA FAMILIAR

 

O Brasil é um país de vocação agrícola. Já se chegou a dizer que seria o celeiro do mundo. Ocorre que, a partir dos anos 70, uma política de urbanização crescente tomou conta de nossa pátria. Hoje, com a crise econômica, podemos avaliar que um Brasil fortemente agrícola poderia superar melhor a crise. Não somos contra a industrialização e o progresso, mas vemos que a China cresce mais com uma forte base agrícola. O campo renasce sem a cidade, mas a cidade é dependente dos produtos do campo. O Ministério do Desenvolvimento Agrário cria mecanismos para o desenvolvimento das famílias e comunidades do interior. Sou defensor da educação para o trabalho. E do trabalho para o desenvolvimento da agricultura. Só assim teremos uma cidade forte e o povo bem nutrido. Trabalhemos para a agricultura familiar e teremos saúde.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

 

*

‘AFASTA DE TI ESSE CÁLICE’

 

O MST, anarcoilegalista, e a Petrobrás, empresa estatal de economia mista, se merecem. Duas aberrações jurássicas empedernidas por um nacionalismo tacanho irrigado por ideologismo de esquerda. O Projeto de Lei (PLS) 131, de autoria do senador José Serra, poderá ser o antídoto milagroso contra o conteúdo venenoso desse cálice maldito.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

JUSTIÇA TRABALHISTA

 

Leio sempre com muita atenção os artigos do dr. Almir Pazzianotto Pinto e ao término de cada artigo fico sempre estarrecida com a nossa Justiça do Trabalho (“Relatório anual do TST – II”, 24/9, A2). Segundo o dr. Almir Pazzianotto, a Justiça do Trabalho, com o acervo de dados de que dispõe, poderia oferecer uma contribuição valiosa para a redução de demandas. São comuns causas, com dezenas de interessados substituídos pelo respectivo sindicato da categoria ou representados pelo Ministério Público do Trabalho. A insegurança jurídica, que afeta o mercado de trabalho, se tornou um dos responsáveis pela desindustrialização, pela fuga de investimentos do País, pela perda de competitividade e pelo elevado desemprego no Brasil. O relatório da Justiça do Trabalho desconhece a quantidade de ações ajuizadas por empregados desligados sem justa causa, aos quais foram pagos os direitos decorrentes da demissão. Embora tenham assinado recibo, sob a assistência do sindicato ou da autoridade do Ministério do Trabalho, estes mesmos empregados ingressam em juízo para reivindicar diferenças ou pagamentos diversos, como horas extras e dano moral. Isso virou uma “indústria”, uma vez que não têm nada a perder.

 

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

 

*

CENSURADO

 

Não entendo como o jornal “Estado” continua censurado por seis anos, em plena democracia e em tempo de total liberdade de imprensa. Isso é revoltante! Aguardo imediatas providencias do “Estadão”.

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

 

*

‘A AUTORIDADE DE FRANCISCO’

 

Ao tomar conhecimento do editorial “A autoridade de Francisco” (26/9, A3), não posso deixar de manifestar a minha admiração pela qualidade do texto. É uma fina peça sobre a personalidade e ações deste papa. A leitura revela, por uma análise percuciente e concisa, a qualificação privilegiada deste sacerdote que está sendo ouvido por todos de boa vontade. Ao autor, com os melhores cumprimentos, permito-me lembrar um ditado cuja origem desconheço: “Pelo dedo se conhece o gigante”.

 

Ivan F. de Carvalho ifdcarva@fmrp.usp.br

Ribeirão Preto 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.