Fórum dos leitores

PEDALADAS NO TAPETÃO

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2015 | 02h55

Coerção descarada

Mais um ato desavergonhado do governo Dilmalula: o pedido de afastamento do juiz-relator das pedaladas fiscais, Augusto Nardes, sob a acusação de parcialidade. Desta feita com o infame desempenho de três de seus subservientes ministros: Adams, Cardozo e Barbosa. No desespero da iminente rejeição de suas contas pelo TCU e da visão da guilhotina do impeachment decepando-lhe a cabeça, a ex-gerentona mais uma vez lança mão do despudor. A que ainda nos falta assistir neste teatro de horrores?

LUÍS LAGO

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

Por que Luís Adams não entra também com questionamento de imparcialidade de alguns ministros do STF, principalmente aquele que foi reprovado em concursos para juiz?

CÉSAR ARAÚJO

cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

Não adianta adiar

Vergonhosa a apelação do governo e seus cupinchas para melar a avaliação do TCU. Mas nem com mais essa tentativa de jogar para adiante a clara decisão do ministro-relator do processo serão apagadas as irregularidades cometidas por Dilma, a principal responsável pelas condenáveis pedaladas. Simples assim.

LEILA ELSTON LEITÃO

São Paulo

Descrédito

Onde está a independência do TCU? Se o governo conseguir suspender o julgamento das contas da presidente, não haverá mais confiança neste governo, se é que ainda existe alguma.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Como na ditadura

A manobra do governo Dilma para impedir o julgamento de suas contas no TCU lembra outro episódio de triste memória. A ditadura militar manobrou para impedir o julgamento da ação que pedia a condenação da União no caso Vladimir Herzog (inclusive com atuação da Procuradoria-Geral da República, que fazia a defesa da União). Não deu certo então (a União foi responsabilizada), não dará certo desta vez.

LUIZ AUGUSTO MODOLO DE PAULA

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

‘Jus sperniandi’

O pedido de afastamento do ministro Augusto Nardes nada mais é do que o reflexo do desespero do governo e o medo do início do processo de impeachment. O jus sperniandi da presidente é patente, mas não creio que tenha sucesso. O TCU não pode ir contra os fatos, sob pena de se desmoralizar, promovendo ainda uma derrota fragorosa das instituições que, bem ou mal, ainda funcionam.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

LULOPEEMEDEBISMO

Ideia genial

Genial a proposta do ministro da Saúde. Em vez de aumentar a CPMF, cobra do cara que pagou e do que recebeu. Simples. Assim o governo arrecada o dobro sem aumentar o porcentual do imposto. Se a moda pega, o Haddad não aumenta as passagens, cobra na entrada e depois na saída... Gente inteligente esses caras do governo.

JOÃO CARLOS MACLUF

jc.macluf@uol.com.br

São Paulo

A ponte

“A CPMF é para a gente criar uma ponte”, diz Levy. Só faltou explicar que ponte será criada: do bolso dos contribuintes direto para o bolso dos petralhas!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Demagogia

A redução dos salários dos ministros, do vice e da presidente é muito pouco significativa, pois representa uma “economia” aproximada de R$100 mil mensais. Ou seja, o custo da recente hospedagem da dona Dilma nos EUA. Portanto, demagogia pura.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Último ditador do Ocidente?

Curiosa a notícia no Estadão de domingo sobre a Bielo-Rússia. E aqui, não estamos sob a ditadura da mediocridade?

CARLOS H. W. FLECHTMANN

chwflech@usp.br

Piracicaba

Golpismo

Pois é, Lula e o PT diziam que a oposição queria dar um golpe no governo Dilma, mas, verdade seja dita, o golpe mesmo veio é do Lula. Ele ainda não achou o seu pijama, nestes cinco anos após a saída da Presidência?

EVA VOLTIS

evoltis@gmail.com

Campinas

A volta

Será que não percebem as reais intenções de Lula em sua ingerência no governo Dilma? Só voltou a aparecer porque viu que a Operação Lava Jato está chegando até ele e precisa ter poder de manobra no Congresso Nacional e no Poder Judiciário.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

LAVA JATO

O informante

Em decisão totalmente atípica, o ministro Teori Zavascki, do STF, entende ser mais apropriado imputar a Lula, a condição de informante do que de testemunha, quando, aí, sim, prestaria o compromisso de dizer a verdade. O que levou o ministro a tomar essa decisão? As más línguas dirão que foi para blindar o Lula da prática do crime de falso testemunho. Nesse caso, sugiro que o depoimento do agora informante, também citado por Tuma Júnior em seu livro Assassinato de Reputações como informante do Dops, seja monitorado por um aparelho detector de mentiras. Alguma objeção de S. Exa.?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Pelo que entendi, o sr. Lulla prestará esclarecimentos à Polícia Federal somente sobre as suas atividades quando era “informante” do Dops, certo?

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Descontrolado

Lula fez um discurso transtornado, descontrolado e cheio de ódio, falando mal da imprensa livre e da Lava Jato. Desafiou todo mundo para a briga. Quase falou que era Napoleão...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O PMDB E A CPMF

 

Assim se concretiza a “reforma ministerial” de Dilma Rousseff: o PMDB, agora, já apoia a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Isso mostra que espécies de políticos poderão administrar o Brasil. O PMDB pode ser comparado a um inescrupuloso sequestrador, que mantém a vítima sob seus domínios enquanto o valor extorquido não for resgatado. Bastou a presidente Dilma confirmar os nomes dos agraciados do partido como comandantes de ministérios substanciosos, que dirigentes peemedebistas e subalternos, seguros de que suas exigências foram cumpridas, viraram a casaca e já falam em apoiar a volta do escabroso imposto do cheque. Com isso, perde a presidente, que cedeu a chantagistas e, agora, gulosos que são, eles irão exigir mais e mais. E o impeachment vem aí – o que exigirão para salvar a presidente do cadafalso? Perdeu muito mais o PMDB, que não tem candidato próprio à Presidência desde 1994 e que, se depender da opinião pública, agora e sempre, depois desta vergonha, vai demorar ainda muito tempo para emplacar um nome ao principal cargo da Nação.     

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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A MÁ POLÍTICA

 

Estou indignado e enojado com a atitude do PMDB. Até outro dia, em declaração de seu presidente, Michel Temer, o partido era contra a CPMF. Agora, por causa do ganho de um ministério forte como o da Saúde, o partido se declara a favor da CPMF. Este é o exemplo da má política que predomina na Câmara federal e no Senado, por causa destes verdadeiros nefastos que querem simplesmente o poder. Não bastasse este governo PeTralha, agora temos também mais uma leva de sem-vergonhas do PMDB. Pessoal, prestem atenção para as próximas eleições. Não vamos deixar esses crápulas voltarem à Câmara federal e ao Senado.

 

Sergio B. Penteado penteado.sergio@ig.com.br

Piracicaba

 

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O REINADO DA CANALHICE

 

Na minha inocência, cheguei a pensar que o PMDB iria reagir e colocar os interesses do País à frente de quaisquer outros. Puro engano, mais uma vez este partideco sucumbiu ao lulopetismo e a canalhice continua a reinar livre, leve e solta. Pobre Brasil.

 

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

 

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FISIOLOGISMO EXPLÍCITO

 

Vejam até onde chegamos. Dona Dilma, fantoche de Lula, o “apedeuta” (mas bilionário à custa do dinheiro do sofrido povo brasileiro), sem o menor escrúpulo, comprou de forma clara, aberta e transparente o apoio do PMDB, oferecendo-lhe verdadeiros feudos políticos, ou seja, ministérios. Na verdade, o PMDB de hoje, presidido pelo mordomo da casa do Drácula (chupadores do suado sangue dos trabalhadores), está cindido em dois grupos à busca de quem colhe o maior butim.

 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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A GENIALIDADE DE LULA

 

Cumprimentos a Lula, ele é “o cara”! Uma mexidinha para cá, e outra para lá, um ministério a mais, e o PMDB está comendo na sua mão. Acabou o impeachment e a CPMF passou a ser mais que justa, e este negócio de Lava Jato, deixa para lá... Mais uma mexidinha, deveria oferecer um ou dois ministérios ao PSDB, então ele verá que o partido aceita, e só teremos situação. Está na medida certa para a democracia bolivariana. Lula conhece os políticos brasileiros como ninguém.

 

Sergio Mello sergioborgesmello@gmail.com

São Paulo

 

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RATAZANAS EM FUGA

 

Os cartolas do PMDB começam a pular do barco, como as ratazanas. O tal Romero Jucá, entrevistado pela revista “Veja”, admite que o navio está arrombado e, claro, que os cartolas do PMDB, como Sarney, Renan, Jucá, Barbalho, Raupp e outros “coronéis”, não têm nada com isso, nem sequer com a gatunagem na Petrobrás. Ainda sobra o “postezinho” Michel Temer, que espera que a boquinha continue. Talvez os cartolas comecem a sondar os pavões do PSDB, porque uma nova sociedade, agora, seria uma beleza, uma vez que o PT já faliu de vez. O poste até já passou o bastão para o pixuleco.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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POLÍTICOS SEM PRINCÍPIOS

 

Os políticos do PMDB, com raras exceções, confirmam o que todos nós já sabíamos, pois não somos idiotas nem ignorantes: não têm princípios éticos e morais. O PMDB, seja qual governo for, quer se manter no poder. Tanto é assim que pressionou, por interesses pessoais e corporativos, o governo Dilma, conseguindo sete ministérios, incluindo o da Saúde, que tem o maior orçamento do governo. O novo ministro da pasta, além de defender a recriação da CPMF, deseja que ela seja permanente e cobrada em dobro, “no crédito e no débito”. Além do mais, é irônico ao afirmar que este é o melhor imposto, pois as pessoas não sentiriam seu impacto no bolso. É muito cara de pau, sabendo que a maioria dos economistas o tacham como o pior imposto que existe, pois incide em cascata, sendo cobrado várias vezes. A reforma ministerial da presidente Dilma foi feita, simplesmente, para evitar o processo de impeachment, uma vez que o corte de gastos decorrente da reforma será pouco expressivo. Foi uma jogada política que pode dar certo ou não. Vai depender da oposição e dos políticos com valores éticos e morais que lutam pelo interesse coletivo, e não por interesses individuais ou corporativos.  Apesar de tudo, ainda acredito no Brasil e no Judiciário. Nosso país é rico. Para isso, é só acabar com os malfeitores criminosos e corruptos, colocando-os atrás das grades.

 

Cleiton R. de Almeida cleiton_rezende@uol.com.br

Araraquara

 

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NÃO SOMOS IGNORANTES

 

Será possível que os políticos acham que nós todos – a plebe – somos imensamente burros, bobos e ignorantes? Agora, que o PMDB (“Pô, Me Dei Bem!”) recebeu o “toma lá” que queria, imediatamente passou a apoiar o imposto almejado pelo governo para disfarçar sua incompetência. E, para agravar a situação, o sr. Marcelo Castro, recém-agraciado com um ministério (por acaso, o mais bem dotado de verbas), vem a público dizer que o tal imposto deveria ser permanente e cobrado nas duas pontas das movimentações financeiras. Alega, ainda, que o povo há de apoiar a CPMF porque sabe como o dinheiro arrecadado está sendo usado. Se isso fosse verdade, seria argumento inabalável a favor da extinção de todos os outros impostos. Quanto a cobrar o imposto “nos débitos e nos créditos”, será que os ilustres iluminados acreditam que nós todos – a plebe – não percebemos que isso é simplesmente dobrar o imposto: em vez de 0,20% sobre as movimentações financeiras, passaria a ser 0,40%? Eu não quero pagar o pato!

 

David F. Hastings david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

 

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LUNÁTICO

 

Este novo ministro Marcelo Castro já começou enfiando “os pés pelas mãos” ao propor que a CPMF seja tarifada na entrada e na saída da movimentação financeira. Qual é a profissão dele? Psiquiatra? Nada contra a Psiquiatria, mas deve ser um lunático vindo de Marte para propor essa barbaridade. Dr. Marcelo, é preciso avaliar que estamos na maior m..., e o senhor vem propor este aumento abusivo de impostos com a CPMF?

 

César Roberto Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

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CPMF

 

Sr. Marcelo Castro, sua proposta é um duplo estelionato (171+171).

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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‘O MINISTÉRIO DO CONTUBÉRNIO’

 

Obrigado, “Estadão”, por responder minha dúvida (“O ministério do contubérnio”, 4/10, A3). O Brasil não é mais um país presidencialista (onde o presidente é o chefe de Estado e de governo). Segundo o “Estadão”, “inaugura-se no lamaçal brasiliense um novo modelo político: governo em comodato”. Será que “governo em comodato” é sinônimo de casa da mãe Joana?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

 

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O REGIME FISIOLOGISTA

 

No Brasil não há presidencialismo nem parlamentarismo. O sistema de governo é o fisiologismo. Para quem não sabe, fisiologismo é “um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. É um fenômeno que ocorre frequentemente em Parlamentos, mas também no Poder Executivo, estreitamente associado à corrupção política”. Faz-se necessário que as escolas ensinem aos seus alunos essa nova forma de governar e ainda não divulgada pela “Pátria Educadora”.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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REFORMA

 

Vergonhosa, apenas isso, a reforma da presidente Dilma Rousseff. Os Estados Unidos têm 1.200.000 km2 a mais que o Brasil; 120 milhões de habitantes a mais; e tem menos do que 6 mil cargos de confiança. Nós, no Brasil, ao contrário, tínhamos 33 mil, e Dilma corta apenas 3 mil. Em 12 anos, o PT acabou com a “herança maldita” de FHC, e agora serão quatro anos da “herança bendita” do rei Lulla I. Haja paciência! Presidente, renuncie!

 

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com

São Paulo

 

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ESTADO EFICIENTE

 

“Reforma ministerial atende a exigência por Estado mais eficiente” (Dilma Rousseff). E eu acredito em Papai Noel.

 

Vital Romaneli Penha vrpenha@terra.com.br

Machado (MG)

 

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ENXUGAMENTO

 

Sugestão à Comissão Permanente da Reforma do Estado criada pela presidente: junção dos Ministérios da Educação, Esportes e Turismo; Agricultura com o Desenvolvimento Agrário; e as Secretarias dos Portos e de Aviação Civil sendo absorvidas pelo Ministério dos Transportes. 

 

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

 

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A FARSA CONTINUA

 

Parece não ter fim. A situação ficou difícil, as máscaras caíram? Negocie-se com o PMDB. Mais poder para o ex-presidente (?) Lula. Vale tudo. A possibilidade de perda do poder, ainda mais de maneira drástica – via impeachment – açulou os espíritos. Dá a impressão de que a única pessoa séria e bem intencionada neste governo é o ministro Joaquim Levy. Até quando?

 

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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QUEM GOVERNA, ENFIM?

 

Lula, depois de comandar o espetáculo da risível “reforma” do governo Dilma, agora quer substituir Joaquim Levy e José Eduardo Cardozo. Sua passiva criação, Dilma, por notória incompetência ou por conceber que a tábua de salvação ao seu iminente afastamento passa pelo seu astuto padrinho, deixou cair a toalha. Temos, então, uma aberração no atual quadro político, sem similar em nenhuma republiqueta de bananas: uma “presidenta” fantoche e um cínico espertalhão sentados no mesmo trono, dando as cartas para um povo vergonhosamente espoliado, mas ainda esperançoso de que, muito em breve, a tragicomédia tenha fim.

 

Luís Lago lago.luis2010@gmail.com 

São Paulo

 

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O PRÓXIMO ALVO DE LULA

 

Saia do governo, Levy, que Marcio Pochmann vem aí!

                                        

José Antônio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

 

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RAINHA DILMA

 

Estamos de volta aos tempos do Império, quando o poder era exercido por regentes, até que o herdeiro do trono atingisse a maioridade. Os regentes são, agora, a dupla dinâmica Temer/Lula, restando à presidente Dilma o papel de rainha, reinando, mas não governando. Os destemperos e disparates por ela cometidos mostram que ela não se comporta como uma rainha da Inglaterra, mas, sim, como uma rainha de Portugal, Dona Maria I, a Louca.

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

 

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JABUTICABA

 

No Reino Unido, a rainha reina, mas não governa. Aqui, no Brasil, a “presidenta” não preside nem governa... Mais uma jabuticaba!

 

Eduardo Menezes Serra Netto decimoserranetto@uol.com.br

São Paulo

 

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ENTREVISTA MARCIO POCHMANN

 

A entrevista com Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo (“‘As pessoas vão defender Dilma em nome de quê?’”, “Estadão”, 4/10, A10), é um real tributo à democracia. Nela, fica expressa uma das essências do regime democrático, que é a liberdade de todos os cidadãos expressarem suas ideias, no limite da lei, por mais idiotas que sejam.

 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

 

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NADA COM NADA

 

A entrevista de Marcio Pochmann para o “Estadão” de domingo é o retrato do PT: desespero total. Não consegue falar nada com nada e continua com a cantilena do patrão de que é tudo culpa da oposição.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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REDUZIR AUMENTANDO

 

Não há dúvidas de que, historicamente, a presidente Dilma é uma das mais impopulares que já ocupou o cargo. E tudo porque ela, durante o tempo todo, só se preocupou em atender aos aliados e até a alguns opositores, que, claro, só ambicionam uma “boquinha”. Se, pensando um pouco mais no povo, por exemplo, ao invés de criar obras eleitoreiras como o Minha Casa, Minha Vida, que está se tornando uma estrutura para a criminalidade, ela reduzisse a carga tributária geral, sem dúvida seus objetivos seriam alcançados com muito mais facilidade, pois, mais desoneradas, as empresas produziriam produtos mais barato, aumentando a sua comercialização e, consequentemente, o recolhimento global dos tributos, ou seja, o governo não perderia nada. Ao mesmo tempo, para produzir mais, as empresas precisariam de mais funcionários, o que diminuiria o índice de desemprego e aumentaria destes o poder aquisitivo, tornando-os mais independentes das benesses governamentais e também recolhendo mais tributos. Em resumo, a redução da carga tributária, ao invés de diminuir, aumentaria o quantitativo global, hoje recolhido pelo governo. Mas será isso tão difícil de ser entendido por ela e seus assessores?

 

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com 

Niterói (RJ)

 

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MAIS IMPOSTOS

 

Muito bom o artigo de Maílson da Nóbrega (“Estado”, “Vantagens de restaurar a Cide”, 3/10, A2) mostrando a incapacidade do povo pagador de impostos de garantir os gastos trazidos pela “Constituição Cidadã” e resultantes de pressão por mais e mais impostos. Além disso, pela deficiência administrativa do governo, quanto mais impostos são pagos, menos e piores serviços são recebidos pelo povo em geral. É tempo de começar a revisar alguns dos chamados “direitos adquiridos”, principalmente daqueles que recebem do Estado, em especial dos que têm o poder de determinar seus próprios salários e vantagens daqueles que recebem sem ter contribuído e sem dar compensação alguma. A população pagadora de impostos não tem obrigação de garantir direitos “adquiridos” à sua revelia. Como fazer essas revisões, considerando que os líderes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, olhando seus próprios umbigos, não têm interesse em rever seus “autoadquiridos direitos”?

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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‘VANTAGENS DE RESTAURAR A CIDE’

 

Aprendi bastante com o artigo do ex-ministro Maílson da Nóbrega no “Espaço Aberto” do “Estadão” de 3/10/2015, a respeito da Cide. Mas a situação financeira e fiscal é insustentável não é de hoje. Os superávits primários necessários para evitar a tendência explosiva dívida/PIB, que pode ultrapassar os perigosos 70% em 2016/2017, não nos causam surpresa, tendo em vista a má administração pública reinante. O que mais nos chama a atenção no artigo é a informação de que o “desastre fiscal” se situa nas raízes da Constituição de 1988. Senão vejamos, faz 27 anos que a Constituição de 1988 foi promulgada, e o que os governos fizeram neste quesito pela Nação? Desculpe-me o “dr.” Maílson, mas fazer análises é fácil. Pergunto a ele se ele acessa os meios normais de comunicação quando apoia as vantagens de restaurar a Cide? Quem paga a Cide? É o povo, certo? Portanto, mais uma vez, é o povo quem paga a conta. Pergunto por que o sr. Maílson não se manifestou com este artigo há 25 anos?

 

André Claudio Burgi burgiclaudio@gmail.com

São Paulo

 

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CRIMINOSOS NO PODER

 

Sr. Maílson, discutir qualquer imposto, seja como for, mesmo até um que tenha vantagens, sem tirar os criminosos do poder não é útil. Estimular isso significa manter o crime no poder em prejuízo dos cidadãos de bem e do País. Nosso problema, hoje, não se trata apenas de cobrir rombos de roubados, mas ter uma gestão a favor do Brasil e dos brasileiros a curto, médio e longo prazos.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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QUE BAIXEM OS GASTOS

 

Ministros da Fazenda que não deram certo em sua época não deveriam estar vivendo de dar conselhos sobre a economia atual. Entre eles, pode-se citar sem medo de errar o sr. Maílson da Nóbrega, de triste lembrança. Em artigo de 3/10 no “Estadão”, ele diz que a Constituição de 1988 tentou implantar um Estado de Bem Estar Social fora de propósito para o estágio de desenvolvimento do Brasil. Claramente, ele advoga que os mais pobres deveriam permanecer, então, como miseráveis (e, como corolário, os ricos permanecerem como tal). O aumento de aposentadorias em função do salário mínimo e o próprio salário mínimo deveriam permanecer como sempre foram, salários de fome. Ele não confessa de quanto é sua aposentadoria, como costuma ocorrer com quem recomenda que outros passem fome enquanto se locupletam. Diz, entre outras pérolas, que infelizmente formou-se uma ojeriza ao aumento de impostos no Brasil. Infelizmente por que, cara meio-pálida? O que precisa baixar são os gastos, não aumentar os impostos. Enfim, o papel é obrigado a aceitar cada coisa...

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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REFORMA TRIBUTÁRIA

 

Podemos aproveitar o belo artigo “Vantagens de restaurar a Cide”, de Maílson da Nobrega, ex-ministro da Fazenda, e acrescentar o seguinte: o imposto sobre combustível era municipal quando fui prefeito de Paraibuna pela primeira vez (1989-1992), e ajudava muito as finanças dos municípios. O governo federal acabou com esse imposto alegando bitributação e, depois, retornou com a Cide, prejudicando todos os municípios do Brasil. Sou contra aumentar impostos, taxas, contribuições para cobrir as pedaladas de um governo incompetente, mas, caso não seja possível reverter os danos, façamos o seguinte: dividi-la em três partes iguais, ou seja, 1/3 para a União, 1/3 para os Estados e 1/3 para os municípios, ficando as prefeituras com a obrigação de recolher diária, ou quinzenal, ou mensalmente e repassar imediatamente os 2/3 do Estado e da União. Começaremos por aí a tão esperada e necessária reforma tributária.

 

Luiz de Gonzaga Santos lg.santos@terra.com.br

Paraibuna

 

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RAZÃO EM PARTE

 

O sr. Maílson da Nóbrega tem razão em parte. Provavelmente, haverá um aumento no consumo do etanol, porém certamente os revendedores elevarão o preço desse produto, ainda que fique abaixo dos 70% do da gasolina, o que sem dúvida elevará a inflação.

 

Carlos H. Baumann carlosbaumann@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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AS CONTAS DE 2014 NO TCU

 

Um absurdo a apelação do governo federal de tentar afastar o relator da análise das contas do governo Dilma de 2014 no Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, por causa da iminente reprovação das contas da presidente Dilma Rousseff. As “pedaladas fiscais” aconteceram e são ilegais, porque ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal. A iniciativa do trio Luis Inácio Adams, advogado-geral da União; José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça; e Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, durante coletiva de imprensa em Brasília, foi uma atitude autoritária e antidemocrática, e não deixa de ser uma farsa, porque, mesmo que venha a adiar a apreciação das contas, não impede a análise dos pedidos de impeachment pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. É a expectativa de 93% de brasileiros.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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BALELA DESLAVADA

 

Mais uma vez resta demonstrado, da parte do governo, o desrespeito ao povo brasileiro, quando pede o afastamento do relator das “pedaladas” da presidente Dilma Rousseff. A alegação de que teria o ministro Augusto Nardes antecipado seu voto é uma balela deslavada. Primeiro, porque não houve antecipação de voto; segundo, porque a ciência antecipada do entendimento do relator complica a situação de Dilma; e, terceiro, se o posicionamento do relator fosse favorável a Dilma e ao PT, certamente o governo não iria questionar nada.

 

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

 

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E SE FOSSE O CONTRÁRIO?

 

Será que o advogado-geral da União também pediria o afastamento do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), se a sua manifestação tornada pública fosse de aprovação das famosas “pedaladas fiscais” do governo Dilma em 2014?

 

Amadeu Bianchini anbianchini@uol.com.br

Santo André

 

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SIMPLES

 

As coisas no governo Dilma funcionam de uma maneira muito simples: já que não dá para modificar o voto, muda-se o juiz. E o pior é que tem gente que ainda confia na urna eletrônica.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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AFASTAMENTO DE AUGUSTO NARDES

 

Por que os “ilustres” Luis Inácio Adams, advogado-geral da União, e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, não pedem também o afastamento do ministro Ricardo Lewandowski e do ministro Dias Toffoli?

 

Orlando Cesar de O. Barretto ocdobarr@usp.br

São Paulo

 

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PASTELÃO

 

Na tentativa de impedir o ministro Nardes, do TCU, de apresentar seu parecer a respeito  das “pedaladas” de Dilma, os ministros da Justiça, do Planejamento e o advogado-geral da União desempenharam um triste papel, chegando à beira do ridículo, mais parecendo um filme dos três patetas, ou seja, uma comédia tipo pastelão.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

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GANHANDO TEMPO

 

Não bastassem os constantes adiamentos da palavra final do TCU sobre a malandragem das pedaladas fiscais do governo da preposta Dilma, que poderiam resultar em seu impeachment, eis que o advogado-geral da União parece ter achado a via para inocentá-la ou, pelo menos, adiar “sine die” a decisão final: solicitar o afastamento do ministro Nardes, relator do processo,  que tem falado demais sobre o assunto e dá chance para impugnar o mesmo se chegar ao STF. Estranho um ministro com tamanha   responsabilidade ficar dando entrevistas sobre esse relatório no qual praticamente antecipa e dá a público sua decisão. Espero estar errado, mas parece coisa arranjada.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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SÓ UM PRETEXTO

 

É obvio que, independentemente do motivo, estava nos planos da AGU impugnar o parecer do TCU, para poder recorrer em mais de uma instância, para ganhar tempo contra a abertura de impeachment da presidente. Tentar alegar impedimento do relator, por antecipação do voto, é só um pretexto!

 

Walter Sant’Anna Zebinden zebinden@terra.com.br

Campinas

 

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PEDALADAS E GOVERNABILIDADE

 

No que concerne à matéria “Governo pede afastamento de relator das ‘pedaladas’” (“Estadão”, 5/10, A4), eu sugiro que a Advocacia-Geral da União (CGU) peça também o afastamento das seguintes autoridades: do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lida com as questões do processo eleitoral de 2014; do presidente da Câmara dos Deputados, que analisa as propostas de impeachment da presidente Dilma; do juiz federal de Curitiba que comanda a Operação Lava Jato; e do editorialista do “Estadão”, que, em suas análises, não raro se refere à presidente como “poste”. Para a substituição das autoridades afastadas, minha sugestão é que a AGU peça a libertação das seguintes personalidades: ex-tesoureiros do Partido dos Trabalhadores (PT); ex-diretor do Banco do Brasil em processo de transferência para o Brasil; ex-chefe da Casa Civil; e do presidente da construtora Norberto Odebrecht. Dessa forma a presidente da República reunirá as condições de governabilidade requeridas e consentâneas com os 13 anos de atuação de sua agremiação e respectivos confrades.

 

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

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À LUZ DO DIA

 

O artigo do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, no jornal “Folha de S.Paulo” (“Judicatura e dever de recato”, 13/9/2015) não visava a atingir Gilmar Mendes ou Sérgio Moro, mas, sim, o relator das contas de 2014 do governo federal no TCU, Augusto Nardes. A previsível manobra a olhos vistos da AGU visa a afastá-lo para enterrar o impeachment. Os ardis políticos são feitos à luz do dia.

 

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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LULA NA LAVA JATO

 

Com toda a sinceridade que posso expressar, e talvez alimentado pela minha ignorância, não consegui entender o porquê da autorização do ministro do STF senhor Teori Zavascki, para permitir que a Polícia Federal interrogue o ex-presidente Lula como informante em inquérito da Operação Lava Jato. Sr. ministro, permissão da Suprema Corte para este fim não é somente para os que têm imunidade parlamentar em foro privilegiado? Além de suspeito de envolvimento em corrupções no mensalão e no petrolão, afinal de contas, o que Lula é atualmente para ser tão amparado assim pelo Supremo Tribunal Federal? Coitados do Brasil e dos brasileiros honrados e patriotas.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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O INFORMANTE

 

“Lulla lá.” Em Curitiba.

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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MP 471 – NÃO É SURPRESA

 

Leitores se mostram estarrecidos com a compra de uma medida provisória (MP) para favorecer algumas montadoras, durante o governo Lula. Qual a surpresa, meus amigos? Será possível que nunca ouviram dizer que, nos tempos de presidente do sindicato, este indivíduo “trabalhava” nos bastidores para as montadoras – com pátios abarrotados –, de forma que essas empresas pudessem demitir funcionários? Será que nunca ouviram “boatos” (na lembrança de que onde há fumaça existe fogo) de que de dia ele tomava cachaça com os metalúrgicos no Estádio em São Bernardo, para insuflar a revolta contra os patrões, e, na calada da noite, era recebido na diretoria das montadoras, com a melhor bebida?  Nunca ouviram falar do alcagueta de codinome “Barba” dos porões da ditadura? Foi assim o nascedouro do partido dito dos trabalhadores, mas que na verdade pode ser chamado de Partido dos Trambiqueiros, ou, melhor, dos Traidores. Não é à toa que tanta gente de respeito se afastou do partido que ajudou a criar quando toda a sordidez começou a vir à tona, em 2005.

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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JOSÉ EDUARDO DUTRA (1957-2015)

 

Sem perder a solaridade cristã, não é possível passar em branco a morte de um dos “porquinhos” de estimação da presidente petista, Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra. O tratamento era por ela dispensado – com a finesse costumeira – aos seus três coordenadores da campanha de 2010: Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo e José Eduardo Dutra. Seus “três porquinhos”. Agora, com a morte prematura de Dutra, no fim de semana, restaram-lhes apenas dois – dos quais apenas uma continua sendo de sua estima: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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DEFININDO UMA ÉPOCA

 

Este jornal publicou alguns artigos que marcaram época na política e na economia brasileiras. O comovente artigo “Os reis também morrem”, de Fernando Henrique Cardoso (4/10, A2), está certamente destinado a passar para a História como um deles. Ele define uma época, como “Cidades Mortas”, de Monteiro Lobato, também definiu há quase cem anos no “O Estado” de 28 de fevereiro de 1916. Faço esse paralelo porque, num de meus livros, publicado pela Editora Saraiva e comentado pelo saudoso jornalista Mauro Chaves neste jornal, transcrevi partes essenciais daquele artigo de Lobato, chamando a atenção para a realidade chocante de nossa agricultura daquela época, que hoje se encontra radicalmente modificada. Já critiquei a política cambial do primeiro governo Fernando Henrique, mas reconheço tudo o que de bom ele fez pelo Brasil. FHC, em seu artigo, nos mostra também uma realidade chocante, que pode e deve ser modificada, porque ainda há tempo, porque sempre será possível mudar, como a agricultura brasileira já o fez, porque existem muitas pessoas de bem, como ele, dispostas a lutar contra esta corja populista que se encastelou no poder.

 

Antonio José de Oliveira Costa a.j.costa@terra.com.br

Piracicaba

 

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TRUPES COMISSIONADAS

 

Incensurável a vedação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) à criação de mais 660 cargos comissionados na Câmara Municipal. Não são cargos reais, mas cabos eleitorais, espalhados pelos bairros, para suprir deficiências do Estado, por exemplo, ao cuidar de transportar doentes a hospitais – dever do Estado e direito do cidadão – em nome do generoso vereador. Campanha política ao longo de todo o mandato, petrificando a representação popular. Cumprimento pela iniciativa a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP), que provocou a ação do tribunal. O Brasil não precisa apenas de menos cargos comissionados, mas de menos municípios, menos assessores, menos instituições excessivas, menos almoços e jantares gratuitos aos comensais, menos cruzes que vergam as costas dos contribuintes.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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VOLUNTÁRIOS?

 

Quer dizer que nossos vereadores queriam contratar 660 assessores, sem concurso, nesta época de crise, afirmando que a verba de gabinete continuaria a mesma. Se entendi,  vão fazer trabalho voluntário. A cidade de São Paulo não tem tantos idiotas...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

 

“Empresária é morta ao entrar em favela no RJ” (“Estadão”, 5/10, A12). Alguns dos primeiros aparelhos de GPS permitiam a escolha da “rota mais rápida” ou da “rota mais bonita” (cênica). No Brasil, todos os GPS deveriam ser obrigados a ter uma opção: “não passar por favelas”.

 

Julian White julwhite@yahoo.com

Campinas

 

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VIOLÊNCIA DESCABIDA

 

A morte de uma senhora que estava acompanhada do marido e de duas filhas, pelo simples fato de terem entrado numa comunidade dominada por traficantes em Niterói (RJ) retrata muito bem a violência no Estado brasileiro. Aqui, são assassinadas 56 mil pessoas por ano, ultrapassando o número de mortos na cruel guerra síria, que já perdura por quatro anos. Enquanto houver leis complacentes para com os delinquentes, esse abominável quadro continuará. Não é por acaso que a Lei de Execuções Penais é conhecida como a madrinha dos criminosos. Vide, recentemente, o assassino em São Paulo que enterrava as suas vítimas em sua casa enquanto usufruía do instituto da liberdade condicional.

 

Luiz  Felipe  Schittini  fschittini@gmail.com

Rio de  Janeiro

 

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ARRASTÕES

 

Um fator mais que relevante – e revelador – na análise do professor José Souza Martins (“História que se arrasta”, “Aliás”, 4/10, E2) e em reportagens sobre os arrastões no Rio de Janeiro é o lugar onde os policiais da repressão – e os vigilantes privados, etc. – são recrutados, em sua esmagadora maioria, o que explica muito do seu comportamento agressivo e, vez por outra, deserções e desvirtuamentos. A negação das origens não foi abordada, mas tem grande peso no problema desses confrontos de classes. Imaginemos os prejuízos que isso trará para o turismo, que já não é grande coisa, e para a tal Olimpíada 2016.

 

Paulo Américo de Andrade paandrade@gmail.com

São Paulo

 

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ATAQUE A HOSPITAL NO AFEGANISTÃO

 

Não é o primeiro. Mais um ataque dos EUA contra alvos civis. Desta feita, o bombardeio foi a um hospital de Médicos Sem Fronteira, uma instituição sem fins lucrativos que atende doentes e necessitados pelo mundo, coisa que os governos não fazem. O governo norte-americano se desculpou e o Pentágono disse que vai apurar o caso. Simples assim. Se fosse um ataque russo, ou norte-coreano, ou chinês, já estariam as manchetes internacionais os acusando de carniceiros, assassinos da humanidade, nazistas, etc. como foram os EUA, apenas uma simples notícia, e não se fala mais no assunto.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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