Fórum dos leitores

EM PALPOS DE ARANHA

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2015 | 03h00

Prioridades

Em reunião do FMI em Lima, no Peru, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o rebaixamento da nota do Brasil pela S&P foi devastador para empresas e bancos, mas a prioridade dele é aprovar o Orçamento para 2016. Enquanto isso a “presidenta” se reunia no domingo para tratar – pasmem – da criação de comitê contra o pedido de impeachment. Dá para acreditar que o País poderá voltar a crescer, criar empregos e recuperar a credibilidade, quando as excelências estão mais preocupadas em garantir o poder a qualquer custo ou fazendo “o diabo”?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Daqui não saio...

O problema com os postes de Lula é que criam raízes.

MILAN TRSIC

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

... daqui ninguém me tira

Dona Dilma, não sobrou nem um pouquinho de respeito pelo País e por seu povo? Não restou nem um resquício de amor próprio? É apenas o poder pelo poder? Só existe dinheiro para comprar apoio? Que Deus nos salve!

VERA XAVIER

ruy.redutores@gmail.com

Votuporanga

Impeachment

A presidente montou uma equipe de juristas e advogados (12/10, A4). Ficam aqui duas perguntas: a equipe é de funcionários públicos? Caso contrário, quem pagará a conta?

ROBERTO PEREIRA DA FONSECA

roberfon@uol.com.br

São Paulo

Interesse púbico

O Estadão de domingo noticia que agora, em 2015, as pedaladas fiscais continuam. Onde está a Advocacia-Geral da União, que representa os interesses da União, como o próprio nome a define? Como esse procedimento fere a probidade administrativa e perturba financeiramente o Estado, por que não representar ao Ministério Público Federal contra os servidores públicos que o permitiram ou mesmo propor ação civil pública de improbidade administrativa?

EDMUNDO C. RIBEIRO SIQUEIRA

ecesarsiqueira@gmail.com

Aracaju

Prova contundente

O Ministério Público confirmou a continuidade das pedaladas fiscais em 2015 e pede apuração. Esse artifício pode também ser chamado de “rolagem de dívida”, operação que bancos particulares abominam, pois foge totalmente da boa técnica bancária ao conceder créditos, pois invariavelmente causa enormes prejuízos às instituições. O sujeito não tem dinheiro para quitar o empréstimo contraído e o gerente, a troco de um seguro, venda de um cartão de crédito ou outros produtos em campanha, renova a operação, muitas vezes com aumento do valor inicial emprestado. Puro toma lá dá cá. É público e notório que o governo recorreu a essa malandragem, pois em matéria de escambo é campeão. No ano passado bancos oficiais emprestaram ao Tesouro Nacional, então mal de uma perna, R$ 37,5 bilhões; este ano até o primeiro semestre, com as duas pernas quebradas, a cifra alcançou R$ 40,2 bilhões. Portanto, providencial o alerta do Estado em julho, que deu início às investigações, de que a Caixa fechara o mês de março com déficit de R$ 44 milhões na conta de pagamento de seguro-desemprego, 100% financiada pelo Tesouro Nacional. Alguma dúvida de que o banco tenha usado recursos próprios para pagar o programa? Ainda bem que o Tribunal de Contas da União (TCU) não se acovardou diante de tanta pressão do governo para camuflar as falcatruas e não aprovou as contas da presidente. Senão onde iríamos parar?

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Cunha e Dilma

Num país com uma sociedade democrática um pouco mais consciente, Eduardo Cunha teria sido afastado do comando da Câmara dos Deputados de imediato, porque não tem condições de representar a sociedade tendo embolsado dinheiro da Petrobrás. Trata-se de uma questão de confiabilidade e representatividade. O mesmo se aplica às contas do governo federal reprovadas pelo TCU. Não se trata apenas de um processo formal. Trata-se, antes de mais nada, de atitude. O governo infringiu propositalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal não para promover o bem-estar de contingentes do povo, mas para gastar em propaganda eleitoral conscientemente mentirosa. São duas infrações graves contra a democracia.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Silêncio que grita alto

A substituição dos ataques do Lula pelo silêncio que vem mantendo sobre a saída de Eduardo Cunha do cargo que ocupa é apenas uma coincidência ou medo mesmo, o que é mais provável, depois que o presidente da Câmara dos Deputados advertiu que não cairá sozinho?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Limpeza geral

A coincidência de concentração de compromissos noticiados com a Justiça das personalidades responsáveis pela República – Eduardo Cunha e Renan Calheiros; Dilma Rousseff, presidente do conselho da Petrobrás durante causas da Lava Jato e responsável pelas pedaladas; ex-presidente envolvido em marketing para empreiteiros – nos faz pensar na proximidade de limpeza simultânea!

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Pixululecos

A família do pai dos pobres está cada vez mais rica. Todos os denunciados na Operação Lava Jato negam ter sidos beneficiados. O delator Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, diz que pagou despesas pessoais do Lulinha, em torno de R$ 2 milhões. Este nega, mas basta o leão do Imposto de Renda verificar a evolução patrimonial dos acusados que vai encontrar anomalias. Ou o leão só avança nos assalariados?

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Mentira?

Fernando Baiano entregou o Lulinha em delação homologada por Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal. O que será que os petistas vão dizer? Que o ministro concordou com uma mentira?

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

AS BATALHAS DO LULOPETISMO

 

A presidente da República, Dilma Rousseff, em completo desespero, enceta luta aguerrida contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai prosseguir na análise do pedido do PSDB sobre sua última campanha eleitoral, que teria acolhido dinheiro oriundo do propinoduto da Petrobrás. Isso depois de, por meio da Advocacia-Geral da União, ter ingressado no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), do julgamento das contas de 2014 de seu governo – no que não teve sucesso. Como para o lulopetismo tudo o que possa pôr em jogo o mandato da presidente é “golpe”, certamente os tribunais também lhe estarão golpeando. Na verdade, se o lulopetismo, nos últimos quase 13 anos, tivesse cultivado mais a inocência, não estaria de joelhos, tentando golpear.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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O POVO NAS RUAS

 

No momento único em que nos encontramos, quando o TCU rejeita por unanimidade as contas do governo Dilma, quando o TSE abre ação para a cassação da chapa de Dilma e Temer, quando a popularidade da presidente atinge o volume morto, quando o PT agoniza, moribundo, urge que o povo saia maciçamente às ruas em todo o Brasil. Esta demonstração se faz necessária agora, para que as entidades e os partidos que ainda titubeiam em se posicionar a favor do impeachment adiram ao movimento e que o Congresso Nacional e, principalmente, o sr. Renan Calheiros sintam o clamor da população e terminem logo com esta agonia. Com a palavra, os movimentos de rua.

 

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

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ALERTA

 

O PT, Dilma, Lula e seus comandados procuram de todos os modos desqualificar e desacreditar as instituições brasileiras e as pessoas. A democracia está correndo um sério risco. A população precisa ser mobilizada, o povo nas ruas é a maior arma contra a implantação de novo bolivarianismo.

 

Jose Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br  

São José do Rio Preto

 

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PEDALADAS EM 2015

 

O ministro Augusto Nardes disse recentemente que “há fortes indícios” de que as “pedaladas fiscais” continuam ocorrendo em 2015, como foi feito nas contas do governo de 2014, que foram rejeitadas por unanimidade pelo TCU. É como dizem: bandido bom é bandido morto, porque, enquanto vivos, vão continuar no velho esquema.

 

Fernando Silva lfd.dasilva@uol.com.br

São Paulo

 

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A SOBERANIA DA LEI

 

A rejeição por unanimidade das contas de Dilma de 2014, decidida pelo TCU, foi um fato histórico que não ocorria com um governo brasileiro desde 1937. E não somente o tribunal penaliza essa relapsa gestão petista, como, principalmente, faz prevalecer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Essa lei é um marco importante para a administração pública brasileira, e exige daqueles que ocupam cargos majoritários zelo com os recursos dos contribuintes. Neste contexto, infelizmente, o governo Dilma, característico do petismo, achou que poderia passar por cima das leis vigentes.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PEDALADAS E CORRUPÇÃO

 

O ministro do TCU Augusto Nardes, em entrevista à rádio “Estadão”, informou que “há fortes indícios” de que as pedaladas continuam sendo praticadas pelo governo federal em 2015. Essa informação pode ser novidade para aqueles que estão pedalando e que se achavam muitos espertos enganando “os trouxas”. Mas não é nenhuma novidade para nós, pagadores de impostos, que estamos correndo o risco de ter de pagar mais impostos para continuar bancando as pedaladas de Dilma e a compra de apoio do PMDB. Será que apenas as pedaladas continuam acontecendo, ou será que a corrupção (desvio de verbas públicas, taxa de sucesso, pixuleco...) também continua firme e forte nas estatais e nos órgãos públicos? Será que a Polícia Federal ou o juiz Sérgio Moro não têm nenhuma informação sobre esse assunto? A única solução para o Brasil é a saída do PT e aliados do poder. Acorda, gigante.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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DECISÃO HISTÓRICA

 

A análise das contas de Dilma pelo TCU constitui uma das mais importantes sentenças de um tribunal brasileiro desde 1937. Esta foi a segunda vez na historia da República que um tribunal rejeita as contas de um presidente. A coragem do ministro relator Augusto Nardes superou as tentativas do governo de afastá-lo do processo, inclusive por meio de ameaças de morte de algum radical desequilibrado. Parabéns ao TCU, que cumpriu sua obrigação republicana de mostrar ao Brasil a falta de responsabilidade do governo Dilma.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O JOGO POLÍTICO

 

De nada adiantou a pressão feita pelo Executivo para adiar o julgamento das contas do governo Dilma Rousseff de 2014. Na quarta-feira (7/10), o TCU recomendou, de forma unânime, o que seu relator, Augusto Nardes, já havia dado a entender: a rejeição dos números. Confirmadas as “pedaladas fiscais” pelo juízo técnico, resta saber como situação e oposição vão se comportar daqui para a frente. De concreto, apenas o fato de que seria uma leviandade o Congresso Nacional negar o veredito do TCU. O jogo político, todavia, é audaz. Aguardemos.

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

 

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PRÓXIMOS PASSOS

 

Após pedalar, Dilma tem tudo para andar...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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PREVENÇÃO

 

Agora que, depois da decisão do TCU, o processo de impeachment da presidente Dilma pode entrar na reta final no Congresso, seria oportuno blindar as principais empresas e instituições contra possíveis atos de sabotagem e pilhagem típicos nestas situações. Não há dúvidas de que, quando Dilma e seu PT finalmente forem apeados do poder, haverá atos destrutivos contra Petrobrás, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outras empresas e instituições que sempre foram tratadas como se fossem propriedade deles. Não se descarta um cenário parecido com a saída de Saddam Hussein do Kuwait, quando ele se viu derrotado e incendiou os campos de petróleo daquele país. É hora de a oposição acordar e ficar atenta para evitar esse tipo de ação do PT.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘GOLPE DEMOCRÁTICO’

 

Os novos ministros de Dilma foram instados a serem fiéis a ela em recentíssima reunião. Mas como? Então não é o óbvio que eles o sejam? Afinal, o cargo de ministro é um cargo de confiança, ou no (des)governo petista não é? E o ministério foi todo reformado para quê? Sabemos que não foi para que o Brasil ande melhor ou que funcione tudo muito bem. Foram apontados novos ministros aqueles políticos que pudessem ajudar a conter a confusão instalada contra a presidente no Congresso. Só isso. Não foi pensado em nenhum momento se essas pessoas poderiam melhorar a qualidade da gestão do país que está, obviamente, como todos os números indicam, um horror. Mas quando se ouve que a presidente declarou que “querem pôr em andamento um golpe democrático no País”, fica claro que não há chance nenhuma de vermos as coisas melhorarem. A presidente nada sabe sobre democracia, e essa declaração é a prova disso. Golpe democrático? Se é golpe, não é democrático; se é democrático, não é golpe. Alguém pode informar isso a ela?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA?

 

“Querem pôr em andamento um golpe democrático no País.” Dilma Vana Rousseff, referindo-se aos últimos acontecimentos vistos como negativos referidos ao seu desgoverno. Se sua base “livre” comprada com “mimos” não agradece com sua fidelidade, se vivemos num regime democrático e se são os órgãos de assessoramento do Congresso, TCU, o Poder Judiciário, STF, se é o tribunal que julga as contas e condutas eleitorais, TSE, que estão tirando o sossego da presidente, e que são alguns dos pilares da democracia que estão livremente julgando, como acusar todos de golpe contra a mesma democracia? Mais uma vez pegamos a “presidenta” falando o que pensa sem a mínima relação com a realidade.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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LEGÍTIMO

 

Dona Dilma saberia nos explicar o que é “golpe democrático” (sic)? Seria um golpe legítimo?

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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ATO DEMOCRÁTICO

 

Alguém precisa avisar dona Dilma que não existe “golpe democrático”, ou é golpe, seja ele civil ou militar, para destituir um governo eleito. Portanto, caso ela seja impedida de governar, via tribunal de contas ou TSE, não é golpe, mas, sim, um ato democrático, de acordo com a Constituição. Menos, dona Dilma.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

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ATO FALHO

 

A presidente falou em “golpe democrático”. Trata-se de um óbvio ato falho. Ela admite que tirá-la do poder seria democrático e eu acrescentaria que seria um ato de legítima defesa da sociedade. Não existe “golpe democrático”. Se é golpe, não é democrático, e vice-versa. Só na cabeça dela.

 

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br 

São Paulo

 

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E OS DO PAÍS?

 

“Este país tem de perceber, e suas lideranças têm de perceber, quando os interesses do País devem ser colocados acima de todos os outros interesses.” Palavras da presidente Dilma, em recente discurso. Perplexa, a sociedade, por outro lado, tem todo o direito de saber se a hoje suplicante governante colocou em algum momento os interesses do País acima dos outros, quando em campanha para a re-eleição presidencial, recheada de promessas falsas, ou durante o primeiro mandato, ao longo do qual executou política econômica demagógica e irresponsável, a que se seguiu a completa deterioração das contas públicas, com efeitos agora a emergir, sob forma de inflação e desemprego, acompanhados de uma dramática crise política que atualmente paralisa o Brasil, tudo com propósito pragmático de manutenção do poder. Provavelmente, nunca saberá.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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AUTOCONSELHO

 

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Congresso Nacional deve dar mais interesse ao Brasil do que a seus interesses pessoais. Por que ela não usa o mesmo critério?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ONDE ESTÃO?

 

Interessante, no momento em que a presidente Dilma diz que lutará com unhas e dentes para defender seu mandato, fico procurando por aqueles artistas e intelectuais que, na campanha, gritavam a plenos pulmões seu apoio à mandatária e que, agora, vendo o governo desintegrar, simplesmente tomaram chá de sumiço. Oh gente de personalidade!

 

Alexandre Funck afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

 

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BALA PERDIDA

 

Enquanto os bandidos oficiais trocam tiros em Brasília, quem recebe as balas perdidas somos nós, trabalhadores da iniciativa privada e pequenos comerciantes. Acho que nunca tivemos na história deste país tantas figuras execráveis no poder, incluindo Dilma, Cunha, Renan, Lula, ministros, etc. O País vai pagar muito caro pela irresponsabilidade e pelo banditismo petista e sua forma de governar. Perdemos duas e talvez mais gerações de progresso, ética e desenvolvimento. E o pior: pelas figuras públicas que aí estão, a perspectiva é negativa. O maior responsável por isso? Nós, um povo medíocre, acomodado e que se finge de ignorante para não assumir responsabilidades.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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A VIDA NAS SAVANAS

 

O bando de leões, comandado pelas fêmeas, vai cercando e preparando o bote final para abater sua presa. O gnu já não consegue se desvencilhar dos seus carrascos, se debate, mas não adianta, vai ser parcialmente devorado pelos leões. Após o festim leonino, aparecem rindo, sorrateiramente, as hienas, que em maior número conseguem se fartar do pouco que restou do pobre gnu. As sobras do banquete são aproveitados pelos chacais, que espertamente vão se infiltrando entre leões e hienas, tirando também seu proveito. Sobrou a carcaça, e aí entram em cena os abutres. Semelhanças à parte, são meras coincidências.

 

Aloisio A. De Lucca  aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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LINHA SUCESSÓRIA

 

Caso a presidente Dilma seu vice-presidente, Michel Temer, sejam impedidos de governar o País, seguindo a linha sucessória, nos restarão o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e, depois, o presidente do Senado, Renan Calheiros. Ou seja, seria o mesmo que escolhermos entre morrer atropelados ou queimados. Se vivo meu velho pai fosse, fatalmente diria: “Estamos com os peixes vendidos  e com o dinheiro esparramado”.

    

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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A ESCOLHA DA PRESIDENTE

 

Muito bem! Dona Dilma, referindo-se à decisão do TCU de reprovar as contas de 2014 do governo, disse que não pagará pelo que não fez? Então, senhora “presidenta”, que tal a salvar um pouco de sua dignidade e contar tudo o que sabe? Nós sabemos que a sra. sabe e estamos prontos para ouvi-la.  Ou a senhora está com medo?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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VEXAME POLÍTICO

 

Depois de tentar se resguardar, distribuindo anéis para não perder os dedos, dona Dilma Rousseff ainda sofreu fragorosa derrota não conseguindo quórum em dois dias seguidos de reuniões do Congresso Nacional, quando seriam analisados seus vetos na questão do ajuste fiscal.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

 

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BALA NA AGULHA

 

Sabemos que o “Congresso” poderá colocar em votação as contas da sra. presidente. Mas, se vamos esperar até o limite (2016), passa a ser na minha (ou na nossa) ótica um bom tempo para “manobras” de outras tantas que já fizeram. Atenção, meu querido Brasil, pois “elles” têm bala na agulha para mais e mais.

 

Ricardo Guilherme ricardoeeunice@ig.com.br

Monte Alegre do Sul

 

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PAUTA-BOMBA

 

A propósito da notícia “Governo fracassa e pauta-bomba permanece” (8/10, A8), vale tecer uma crítica à cobertura jornalística dedicada aos itens que comporiam a tal pauta-bomba. Ora, tudo o que a sociedade sabe a respeito dessa pauta é, na maior parte, o que o próprio governo divulga e está cada vez mais claro até para os incautos que os atuais mandatários não primam pela sinceridade. Para tentar debelar a aprovação dos itens da chamada pauta-bomba, consta que o governo “negociou” oito ministérios, não com idealistas que pretendem solucionar os gargalos de suas respectivas pastas, mas, tudo leva a crer, com mercenários que trocariam o seu apoio por favores bem concretos. Nesse sentido, é possível que a manutenção dos vetos que compõem a pauta-bomba não passe de um capricho, pois é provável que o custo fisiológico seja muito maior. O custo do capricho de manter os vetos presidenciais, além de ser potencialmente maior e mais danoso do que representam os supostos benefícios da pauta-bomba, é também o de afrontar a cidadania dos servidores do Judiciário há nove anos sem reajuste e que se sustentam exclusivamente com o seu trabalho, de aposentados e de outras camadas da sociedade. Fica o desafio para a imprensa, que é o de mensurar o custo imensurável de usar a máquina governamental como objeto de barganha, o que só para começar não é moralmente aceitável e pode acarretar em pagar uma Ferrari para a madame em troca de não pagar um Fusca ao jardineiro.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

 

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A LUZ QUE DILMA VÊ

 

Em entrevista à Rádio Metrópole e a outra emissora da cidade de Barreiras, Dilma declarou que está vendo luz no fim do túnel. Depende de que lado do túnel ela está olhando. Com a reforma falsa que ele (Lula) fez, com ministros do baixo clero, em que não cortou gastos e acomodou aliados, a economia não dá sinais de recuperação, pois sem investimento não há crescimento. Até uma criança sabe que é preciso plantar para colher. Os eleitores estão amargando o desastre que este desgoverno vem fazendo com o País. O PT se aliou ao que há de pior, basta lembrar o Mercosul, e o saldo da péssima gestão cabe ao cidadão pagar, com inflação nas alturas, desemprego e aumento de impostos. Com certeza, os trabalhadores não estão vendo a luz que Dilma vê.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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O FIM NA LUZ

 

No “segundo” governo Collor, dentro do primeiro, quando o impeachment se mostrava factível, o então presidente, na procura de credibilidade, fez mudança em seu ministério, dele participando alguns ilustres e respeitados. De nada adiantou. Agora, a presidente Dilma, em seu “terceiro” governo dentro do segundo mandato, fez o mesmo, embora com pessoas não ilustres e pouco ou quase nada respeitáveis. Se a história se repetir, como esperado, o fim deste governo seria aquela luz que ela disse ter visto no fim do túnel.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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‘HORRORES’

 

Minha sugestão, bastante pertinente à equipe que cuida da editoração do “Estadão”: troque com urgência o nome do caderno de Economia para caderno “Horrores”. Tenho tido pesadelos mesmo acordado depois de lê-lo. Enquanto isso, “elle” e aquela tigrada que o bajula ficam todos salivando para tirar seu naco neste butim ordinário, fazendo um esforço monumental para deixar tudo ainda pior. As portas do precipício foram abertas, só falta um empurrãozinho.

 

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

 

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EM ROTA DE COLISÃO

 

Com muito sacrifício, talvez ainda haja tempo de correção da rota. O governo brasileiro precisa urgentemente admitir que errou em tudo: na economia e na política externa. As teses comunistas-bolivarianas já mostraram que são desastrosas. A Venezuela, que está alguns passos à frente na sua implantação, é um exemplo dos péssimos resultados. O governo tem de abandonar a ideologia estatizante e avessa à livre iniciativa. O País está carente de infraestrutura. Tudo está por fazer. Basta estabelecer regras claras e permanentes para as obras que o capital existente no mundo fluirá e trará o dinamismo de que necessitamos. Ficar pensando que mais um imposto resolverá a terrível situação em que nos encontramos é de um primarismo assustador. Menos gastos, menos governo e mais iniciativa particular, especialmente num país onde os governantes não primam pela eficácia e pela honestidade.

 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

 

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O BRASIL FICOU DE FORA

 

O Brasil ficou de fora da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), acordo comercial que reúne 40% do PIB mundial, tendo como principais países os EUA e o Japão, além de outros da América e da Ásia. O Brasil corre riscos. Deu um tiro no pé. A situação do País não é boa, principalmente na economia. Ficou de fora. Prefere fazer trocas com Nicolás Maduro, da Venezuela, e com o cocalero Evo Morales, da Bolívia. Quem vai querer participar de um pacto comercial que tem EUA, Japão e outros países, tendo a Venezuela e a Bolívia como parceiros comerciais? Não é mesmo?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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HORÁRIO DE VERÃO

 

Com o andar da carruagem e como andam as coisas no Planalto brasileiro, será que existe ainda “cacife” para decretar o horário de verão?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                             

 

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MAL-INTENCIONADO

 

Muito se fala na incompetência do governo do PT, seja no noticiário, nas colunas e no “Fórum dos Leitores”. Já passou na cabeça que o desastre que assola a nossa política e economia não se trata apenas de incompetência? A gravidade da crise na qual o Brasil está afundado só pode ser fruto do trabalho de pessoas mal-intencionadas. Estamos cercados por pessoas como Lula, Dilma, Palocci, José Dirceu, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Marta Suplicy, entre outros que podemos classificar de incompetentes? É só ver a quantidade de pessoas que ganharam com a crise. Falar em incompetência é prematuro demais. O PT é um partido mal-intencionado desde a sua fundação, jamais incompetente.

 

Ricardo A. Rocha rochaerocha@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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O TAMANHO DO PREJUÍZO

 

Deltan Dallagnol, procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que o prejuízo da Petrobrás com corrupção pode superar R$ 20 bilhões. Essa quantia é suficiente para mil pessoas guardarem US$ 5 milhões em bancos na Suíça, assim como fez o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Graças à delação premiada, o Brasil está conseguindo iniciar os esclarecimentos referentes aos desvios de dinheiro na companhia. Esse dinheiro foi roubado apenas de uma empresa estatal. Se um dia houver transparência nas contas públicas da União, quem sabe conseguiremos esclarecer mais alguns mistérios, tais como o BNDES, CEF, dentre outros.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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FUNDOS DE PENSÃO DAS ESTATAIS

 

Noticia-se que os fundos de pensão das estatais vêm apresentando grandes prejuízos – não é de agora que os déficits ocorrem. Esses fundos sempre foram um centro de mordomias para empregados de estatais, mantidos e garantidos na maior parte pelas próprias empresas. Caso deem prejuízo, quem cobre a maior parte do rombo são as empresas. Nenhum trabalhador brasileiro tem um décimo do que esses fundos propiciam. Até mesmo no caso de fundos privados, como o Aerus, vinculado à extinta Varig e que faliu, querem que o governo (leia-se o povo) pague os prejuízos. Temos de vender urgentemente as últimas empresas estatais, para o bem do Brasil e do povo – principalmente e especialmente a Petrobrás.

 

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

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FUNDO PERDIDO

 

Governo já abre novas frentes para os políticos continuarem a praticar corrupções. Destina R$ 8,1 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o Minha Casa, Minha Vida, a fundo perdido. Será literalmente a “fundo perdido” mesmo. Né, não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FUNDO DO POÇO

 

Num evento na Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma Rousseff surpreendeu o mundo ao sugerir a invenção uma tecnologia para “estocar o vento” para produção de energia. Ainda bem que ela não sugeriu o engarrafamento do pum para servir de combustível. É o descrédito chegando ao fundo do poço.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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DISPARATES

 

Não é só a dileta ex-gerentona que fala disparates. Engrossando o cordão, Donizetti Nogueira, senador petista por Tocantins, saiu-se com esta máxima sobre Lula: “Querem incriminar o homem mais sério deste país”. Houvesse um concurso, ele levaria o prêmio maior. Alguém duvida?

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA

 

A Comissão do Prêmio Nobel agiu muito bem ao já agraciar 4 escritores soviéticos (Boris Pasternak, Alexander Soljenitsyn, Joseph Brodsky e, agora, Svetlana Alexievich) com o prêmio de Literatura. Complemento necessário das diuturnas denúncias judaicas sobre o sofrimento imposto à nação por Hitler. A dupla Hitler-Stalin determinou o assassinato de milhões de pessoas. Infelizmente, ainda há indulgentes e silenciosos do terrível genocida vindo dos confins da Sibéria.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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SVETLANA ALEXIEVICH

 

Cumprimento os integrantes da Academia de Ciências e Artes Alfred Nobel, que escolheram a jornalista Svetlana Alexievich como ganhadora do Nobel de Literatura de 2015. Pudemos ver a importância do trabalho da grande jornalista no que diz respeito às suas preocupações principalmente com os excluídos, vítimas das guerras e também quando do terrível desastre de Chernobil. A grande jornalista é também uma grande ativista dos Direitos Humanos, pois lutou sempre contra os regimes totalitários, como na sua terra natal, a Ucrânia, em 2014, contra o ex-presidente Viktor Yanukovich, e hoje também critica a forma de governar de Vladimir Putin, que agora mergulhou a Rússia na guerra civil da Síria.

 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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