Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2015 | 02h33

Túnel da infelicidade

Está estabelecido um túnel entre o gabinete da presidência da Câmara e o Palácio do Planalto. É o túnel da infelicidade, porque os dois lados estão jogando entre si e em detrimento do Brasil e de sua população. Eduardo Cunha segura os despachos de impeachment e dona Dilma vai ao STF para impedir o andamento dos pedidos de impedimento. Relembre-se que ela tem oito ministros nomeados pelo lulopetismo. E a Nação caminha aos trancos e barrancos, vendo seu povo e as empresas quebrarem, o desemprego ficar mais acelerado e o capital interno e externo fugir do País. Talvez o túnel de que dona Dilma falou, aquele que tem luz, seja o que conduz ao gabinete de Cunha. Que o galileu salve o Brasil de tanta safadeza.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Vergonha na cara

Hipocrisia e cinismo escancarados. Essa é a política no Brasil. O presidente da Câmara, denunciado por cinco delatores, com contas na Suíça, que por si já seriam suficientes para deixar o cargo, virou, de uma hora para outra, o queridinho do governo e da oposição. Se quiser, fica o tempo que desejar. O governo oferece a absolvição no Conselho de Ética em troca da não aprovação do impeachment e a oposição oferece a mesma coisa em troca da aprovação do impeachment. Os dois oferecem a mesma coisa com finalidades diferentes. Não deveriam oferecer nada. Deveriam ter vergonha na cara. Da parte do governo a atitude não surpreende, é típica do seu partido. Mas da parte da oposição... E a Nação assiste a isso pasma e incrédula. A que ponto chegamos!

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Sem comando

O governo está totalmente empenhado na luta contra o impedimento da presidente. Alguém está cuidando do País? A resposta é óbvia, dado o caos total.

MARIO ANTONIO ROSSI

mario_rossi@uol.com.br

São Paulo

Sangrando

O empresário, o cidadão, enfim, a população brasileira não merece continuar sangrando cada vez mais a cada dia de governo Dilma. Essa senhora já prejudicou em muito a Nação.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Liminares

Dilma arrebenta o País, o Congresso endossa e o Judiciário legaliza. Para onde estamos caminhando? O último que sair apague a luz do aeroporto.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Momento de decisão

Afinal, quem nos representa? É o Congresso Nacional ou o Supremo Tribunal Federal (STF)? O povo pergunta, pois já está cansado de idas e vindas. Em quem vamos agora confiar?

RICARDO GUILHERME

ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

Moral, reputação e biografia

Conforme reportagem do Estadão de ontem (A6), Dilma Rousseff diz-se alvo de “moralistas sem moral”. E questiona: “Quem tem moral suficiente, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?”. Então, eu pergunto: afirmar que lutou contra a ditadura militar brasileira e beijar a barba e a mão de ditador comunista é uma forma de “suficiência moral” ou de “indigência moral”? Ademais, autorizar a compra de uma refinaria com prejuízo bilionário para o povo brasileiro é caracterizar a “reputação ilibada” ou a “reputação despudorada”? Ainda nesse mesmo viés, mentir para o povo brasileiro e adotar pedaladas fiscais para se reeleger é ratificar a “biografia limpa” ou a “biografia corrida”? Continuando no nível de bravatas, ela chamou seus opositores de “moralistas sem moral”. Como me oponho a essa (des)venerável senhora, sinto-me atingido por sua infâmia. É válida, pois, a inferência de que nova tese foi inventada por ela: a honra pode ser edificada com “indigência moral”, “reputação despudorada” e “biografia corrida”. A honra dela, claro!

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Indignação profunda

Como cidadão brasileiro, profundamente indignado com a última fala dessa quase ex-presidente em congresso da CUT, grito para que ela possa ouvir: somos milhões e milhões de brasileiros que temos força moral, reputação ilibada e biografia limpa! Ela certamente não conhece nenhum destes, pois no ambiente em que foi postada e se aperfeiçoou na arte da mentira, da incompetência, da fajutice e da ladroagem desenfreada só convive com Zés Dirceus, Vaccaris, Lulas, Lulinhas, Delúbios, etc.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Ela não nos representa

Sra. Dilma Rousseff, respondendo às suas questões sobre “golpismo” e “moralistas sem moral”, eu lhe respondo: assim como eu, ainda há (graças a Deus) muitas pessoas no Brasil com “força moral, reputação ilibada e biografia limpa o suficiente” para atacar a sua honra. Portanto, há muito tempo a senhora já não nos representa. E digo mais: exigir um governo honesto e honrado não é “golpismo”, é um direito nosso. PT saudações.

ANNA CAROLINA MEIRELLES

annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

Golpismo?!

É preciso avisar à presidenta gerenta incompetenta e ao contento ex-presidento que não é golpe, é legítima defesa.

EDUARDO NASCIMBENI

eduardo@nascimbeni.com.br

São Paulo

Golpismo escancarado é o que a Dilma fez na eleição passada para vencê-la.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com.br

São Paulo

Inaceitável

Quem paga a viagem dessa presidente para encontrar o Lula e por uma causa própria do partido, indo ao congresso da CUT, em São Paulo? Acrescente-se a justificativa das pedaladas. Ninguém aguenta mais.

EDUARDO VIEIRA DE MELLO LOPES

eduardo@variometal.com.br

Barueri

Explicação

Lula justifica as pedaladas fiscais de Dilma por terem sido em benefício dos programas sociais para os mais pobres. Logo, isso talvez explique o enriquecimento repentino dele e de sua família...

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

‘PÁTRIA ROUBADORA’

 

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) resumiu, em depoimento na tribuna do Senado na terça-feira, o sentimento de milhões de brasileiros diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a análise no Congresso Nacional dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff.  Lembrou o parlamentar que a crise brasileira não foi criada nem pela mídia nem pelos partidos de oposição, que são, inclusive, minoria no Congresso Nacional. Foi o próprio PT que criou a crise, disse o senador, lembrando que dois tesoureiros do PT já foram presos e que outras lideranças do PT responsáveis pelos repasses financeiros de campanha na última eleição também estão sendo investigadas. Quem está apontando essas falcatruas é a polícia, não a oposição nem a imprensa. O senador frisou que a suspensão do pedido de impeachment não impedirá que os parlamentares contrários a este governo continuem na luta pela moralidade política. Nas palavras de Jereissati, o governo do PT cometeu improbidade administrativa ao utilizar recursos públicos sem a anuência do Legislativo. Disse, ainda, que o próprio PT tem sido o maior protagonista desta crise de credibilidade, sentida inclusive em sua base governista, onde ela só foi aplacada com a barganha recente de cargos em ministérios. Foi o PT, e não a imprensa nem a oposição, que manteve nos cargos da Petrobrás tantas pessoas que desviavam bilhões de reais, ao longo de anos, em cifras cujo significado a sociedade nem consegue mais acompanhar. Para desviar o foco, embora sem sucesso, o governo tentou marcar sua identidade como “Pátria Educadora” e forçar que as críticas da sociedade ao governo recaíssem sobre questões das políticas de educação. Não conseguiu. Nem essa estratégia foi capaz de desvincular o governo do slogan que os fatos policiais, outorgados pela promotoria pública, reservam para a história do PT no Brasil, que é o slogan deste como um governo corrupto, uma “Pátria Roubadora”. Se não, como explicar tanta gente ligada ao governo, profissionais e políticos de confiança do primeiro escalão, sendo colocada atrás das grades? A presidente deveria deixar de rezar a cartilha petista e vir a público assumir que ela e seu governo erraram. Erraram na escolha destas pessoas que estão sendo condenadas, presas e que enlamearam a história do partido e a memória deste governo. Erraram ao mentir para se eleger, ao enganar a sociedade brasileira com a falsa ideia de redução nas contas de energia elétrica. Erraram ao não saber conter a inflação nem o desemprego, ao não promover o desenvolvimento do País, ao forçar a estagnação da nossa economia diante da variação do dólar, ao tomar medidas muito tarde e ao não enxergar a crise que era interna. Erraram ao ter de mexer em programas que considerava prioridades em seu governo, como o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida. Ao usarem recursos dos bancos estatais para cobrir políticas sociais como o Bolsa Família, ao mexer em direitos dos trabalhadores, limitando o seguro-desemprego, e ao tentar prejudicar a imagem do Tribunal de Contas da União (TCU), que por unanimidade sentenciou este governo à condição de não pagador, com um orçamento sem explicar o destino de mais de R$ 40 milhões. Some-se tudo isso à crise institucional entre os Poderes da República, às greves sucessivas, à perda do poder de compra. O combate à corrupção, a luta contra o “malfeito”, está tendo de ser feita dentro de casa. Para vergonha do País aqui e lá fora. Somos um país corrupto aos olhos do mundo e de muitos brasileiros, inclusive dos que elegeram Dilma Rousseff. Não é à toa que a presidente amarga o pior índice de aprovação da história dos presidentes em nosso país: em torno de 9%. Nunca antes na história deste país se esteve tão perto de fazer justiça. Não é golpe da oposição. O golpe foi o que o governo fez até agora. Um golpe na confiança da sociedade brasileira.

 

Geder Luis Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

 

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GOLPE À VENEZUELA

 

Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é. É o famoso decálogo de Lênin, posto em pratica por alguém perigosamente próximo dos brasileiros e da atual inquilina do Palácio do Planalto. Dilma Rousseff disse recentemente que 9 entre 10 brasileiros queriam dar “um golpe democrático à paraguaia”. Então, ela resolveu dar um golpe antidemocrático à venezuelana. Seus esbirros no STF, com duas canetadas, fecharam o Congresso Nacional e cassaram o mandato de todos os parlamentares, suspendendo o rito de um eventual processo de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados. E assim caminha nossa democracia sob o reinado do PT, rumo ao abismo.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

 

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TRATADO DE SUBTERFÚGIOS

 

Como na história Portugal é a terra dos tratados, o Supremo fez a sua versão contemporânea. O que será que a Coroa deu em troca?

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

 

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DECEPÇÃO

 

Diante da decisão do STF de suspender o rito do impeachment de Dilma definido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, eu, que tinha um livro jurídico de autoria do ministro Teori Zavascki, rasguei-o e o joguei no lixo.

 

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 

São Paulo

 

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PATRONOS PODEROSOS

 

O governo dava como certa a abertura de processo de impeachment no Congresso, por isso contratou um grupo de renomados e caríssimos advogados e juristas para a defesa da presidente Dilma. Em fase de sondagem está o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, que presidiu a corte durante boa parte do processo do mensalão e considerou o caso “uma tentativa de golpe de Estado branco”, por se tratar de o Executivo procurar controlar o Congresso pela via da corrupção – com dinheiro público. De acordo com esse parecer, julgo como certa a recusa do magistrado de integrar a equipe de defensores, pois a compra de parlamentares para sustentação do governo atual é muito mais acintosa e o volume de dinheiro público envolvido nessas “transações” é infinitamente maior. E, sem perder o foco, que dinheiro será utilizado para custear os famosos causídicos? De vaquinhas de correligionários ou das reservas secretas do PT, que, segundo Gilmar Mendes, do STF, são suficientes para financiar eleições petistas até 2038? A segunda hipótese não está descartada, pois seria uma maneira de “esquentar” parte da dinheirama surrupiada da Petrobrás.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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O GOLPE EM DILMA

 

Cumprimento o ilustre professor Roberto Romano pelo seu erudito artigo “Golpes de Estado e ‘eisangelia’” (12/10, A2), cujo início põe por terra a propalada e contraditória expressão “golpe democrático”, da qual se vale nossa “presidenta” para qualificar o impeachment que se lhe anuncia. O prestigiado autor escancara a verdade ao salientar que o verdadeiro golpe tem sido urdido, com sucesso, pelo ex-presidente Luiz Inácio, que se tornou o atual governante de fato desta desgovernada nação.

 

Lothario Octaviano Diniz Junqueira lodj@uol.com.br

Serra Negra

 

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AGONIA

 

Dilma pode espernear, não tem jeito. Tanto o TCU que acabou descobrindo as novas “pedaladas” em 2015, quanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), têm tudo para cassar o mandado da presidente. Se ela cair em si, vai ver que não tem saída e que o melhor seria renunciar logo; mas, se persistir em querer ficar de qualquer jeito, vai ter uma dolorosa agonia inútil.

                                                                                                                                    José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

     

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UMA ESTRATÉGIA

 

Plano do governo Dilma para tirar o Brasil do rebaixamento, colocando-o na rota do desenvolvimento e da prosperidade: montar uma equipe de advogados, ministros e juristas para mantê-la no cargo (12/10, A4), caso o Congresso resolva, por fim, não aceitar passivamente a conta das “pedaladas”, a exemplo do TCU – as manobras geraram bilhões em prejuízos ao País e a 200 milhões de brasileiros. Resumindo: em nome do patriotismo, vamos torcer para que a estratégia de Dilma em se manter no poder termine em fracasso, para o bem da Nação.

 

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

 

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CASO DE INTERDIÇÃO

 

Meditando bem, está na hora de o Brasil parar de falar em renúncia e impeachment. Pela conduta pré- eleitora e atual (“mandioca”, “pedaladas”, “estocar vento”, etc.), o caso da inquilina do Palácio do Planalto, com certeza, é de interdição judicial.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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FAZER O QUÊ?

 

Acuada pelos tribunais, sem apoio no Congresso, com a popularidade ao rés do chão e a guilhotina do impeachment a ameaçar-lhe o pescoço, a “ex-gerentona” expõe a crua nudez do não saber fazer nada social e politicamente. E, tal qual uma barata tonta, não sabe sequer sair da enrascada em que lhe meteu o seu ladino guru.

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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AS PEDALADAS DE LULA

 

Lula contra-atacou as informações do TCU sobre as pedaladas que Dilma manteve em 2015. Disse ele: “Basta dizer que as pedaladas foram para pagar dois dos maiores programas sociais de sua gestão, o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”. Um descalabro um ex-presidente se manifestar a respeito de tais manobras fiscais e dar explicações imorais para uma população que nem sabe o que significa isso. Como Lula foi acostumado a mascarar informações e a dar poucas explicações sobre seus atos, pensa que a sociedade está dormindo e não está sentindo no bolso as consequências da péssima gestão petista. O TSE deveria se antecipar e proibir essa compra de votos em que se tornaram os tais programas sociais. Será que isso nenhuma autoridade jurídica vê, que esse modelo já se esgotou?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS UMA DO LULOPETISMO

 

Mais uma contribuição do lulopetismo para a degradação da ética e da moral que assola o País: vale tudo em nome de uma boa causa, inclusive infringir a lei (sobre as declarações do sr. Luiz “Milionário” Lula da Silva de que as pedaladas fiscais de Dilma, ao arrepio da Lei de Responsabilidade Fiscal, foram para pagar programas sociais). Por que não te calas, Lula?

 

Celso Neves Dacca celsodacca@gmail.com

São Paulo

 

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LIBEROU GERAL

 

Após a singela confissão do boquirroto desavergonhado de que sua criatura e nossa governanta pedalou, sim, mas o fez para preservar intactas as bolsas-sociais e, com elas, a consciência política que os perpetuará no poder, ficam apenas duas indagações: o que estão esperando os órgãos competentes para enquadrar definitivamente a criatura? O STF, aparelhado, considerará tal declaração como legítima defesa de interesses  políticos-financeiros-eleitorais dos petralhas e, a partir daí, jurisprudência formada, liberação geral das falcatruas objetivando como nunca antes o “tudo pelo social”?

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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DIRCURSO SURRADO

 

Agora Dilma e Lula estão dizendo que “as pedaladas fiscais” foram feitas para atender aos pobres nos programas sociais. Só falta dizer que o dinheiro do petrolão era para manter no poder os que pensam nos necessitados e estão acabando com a miséria no Brasil. Esse discurso já não engana ninguém. Chega!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A LÓGICA LULISTA

 

Ao declarar que as pedaladas pagaram os programas Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, o ex-presidente Lula faz uso da questionável máxima maquiavélica “os fins justificam os meios”. Ou seja, roubar um banco e dar o dinheiro aos pobres pode, presidente?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com   

São Paulo

 

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O FIM E OS MEIOS

 

O ex-presidente Lula cinicamente admitiu que a presidente Dilma fez as “pedaladas fiscais” para pagar os programas sociais Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Lula se utiliza do princípio de que o fim justifica os meios, frase que representa o maquiavelismo e quer significar que os governantes e outros poderes devem estar acima da ética e da moral dominante para alcançar seus objetivos ou realizar seus planos. Lula não se incomoda com o cumprimento da lei nem em contradizer o próprio governo. Lula, por causa de sua falta de informação, adota involuntariamente a doutrina do Bem Superior, diretamente contrária à doutrina cristã que diz exatamente o sentido oposto: o fim não justifica os meios. Se Lula fosse legislador, seria autor da lei da irresponsabilidade fiscal, bem de acordo com seu caráter.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OBEDIÊNCIA ÀS LEIS

 

Lula novamente abre a boca e, de forma demagógica, alega que as pedaladas cometidas na primeira gestão de Dilma são justificáveis pelo fato de o dinheiro ter sido gasto na área social. Ora, senhor ex-presidente, o que é importante deixar claro é que Dilma infringiu a lei, especialmente em ano eleitoral, o que torna inconcebível a  justificativa alardeada por Lula. Sem obediência aos mandamentos legais, a vida em sociedade seria um caos, como é do conhecimento de todos. “Dura lex, sed Lex”, ou seja, a lei é dura, mas é lei e deve ser cumprida na integralidade. Ponto final.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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ESTILO PT DE GOVERNAR

 

Lula uma vez já praticou um desserviço ao afirmar que, para ser presidente, não precisou estudar nem conseguir diploma. Grande incentivo para os mais novos considerarem a escola uma inutilidade. Agora Lula demonstra que governar o Brasil não é difícil, desde que seja  permitido andar e pedalar ao arrepio da lei tendo como desculpa uma grande causa, como os projetos sociais de Dilma. Vamos estender o conceito: os desempregados que hoje estão ao léu, graças ao desmonte de nossa economia praticado por Dilma, poderão praticar saques a supermercados quando bater a fome em seus filhos? Estarão justificado perante a lei? E Dilma ainda se dá o direito de dizer que está rodeada de moralistas sem moral...

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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MORALISTAS SEM MORAL

 

Qualquer um que não roubou bancos, não sequestrou e não praticou ações terroristas contra a sua própria gente tem moral para rebater Dilma Rousseff. A mesma moral têm aqueles servidores públicos, de carreira ou não, que não deixaram roubar, que não fizeram maquiagens em balanços de empresas ou contas públicas, que não adquiriram empresas por 100 vezes o valor nem assinaram balanços fraudados, como Dilma fez enquanto ministra de Minas e Energia, da Casa Civil e presidente da República. Portanto, há bastante gente com moral para questioná-la sobre muitas coisas.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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PEDALANDO

 

Segundo “Lulla”, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida são as rodinhas da bicicleta de Dilma...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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VALE QUEBRAR O PAÍS?

 

O ex-presidente Lula disse que as “pedaladas” pagaram Bolsa Família e casas. E daí? Então, dentro dessa ótica, vale tudo, até quebrar o País, certo?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PEDALADAS DO BEM

 

A presidente Dilma mobilizou todo o governo e se debateu incansavelmente na tentativa de provar que as pedaladas fiscais, de que seu governo é acusado, não existiram. De repente aparece o seu guru inventor e confirma que elas existiram, mas foram para custear os programas sociais, ou seja, foram pedaladas do bem. Na visão canhestra do ex-presidente Lula, a interpretação das leis e condicional, pois depende de sua visão populista e de seus interesses pessoais.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                     

Rio de Janeiro

 

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CIRCO NO TCU

 

O circo surreal montado pelo TCU ao julgar as contas de 2014 do governo federal não resiste à lógica. Se o acontecido mereceu condenação deste tribunal, por que os mesmos fatos em governos anteriores foram ignorados e estes tiveram as contas aprovadas? Agora o volume foi maior. Um crime é crime pela burla da lei, não pelo volume. Nenhuma lei estabelece volume nem frequência para a definição de um crime. Isso pode única e tão somente agravar a pena! O que ocorreu foi que por períodos o governo federal ficou com saldo negativo no “cheque especial” e pagou juros por isso, assim como recebeu juros quando ficou com saldo positivo, obtendo lucro. Uma operação financeira normal, qualquer pessoa que tem conta em banco já ficou alguma vez com saldo negativo, quita o débito e não é condenado por isso. Pelo raciocínio do TCU, todos os Estados e municípios que estão atrasados com o pagamento de precatórios estão descumprindo com a obrigação, burlando a lei e deverão ter as contas reprovadas e os governantes, seus mandatos abreviados? É o caos! O termo pedaladas pegou porque Dilma resolveu cuidar da saúde e andar de bicicleta, se resolvesse jogar futebol, seus atos se chamariam jogadas, se praticasse vôlei, seriam cortadas. É a semântica e sua conotação, vai que cola, colou!

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

 

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PRIMÁRIO

 

As explicações do dr. Luis Inácio Adams, advogado-geral da União (que não se perca pelo nome), ao defender o governo no TCU, foram tão absurdas e de uma primariedade absoluta que o tribunal votou pela rejeição das contas do governo por unanimidade. Vamos aguardar a vez do “pixuleco”.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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ADVOGADO DA UNIÃO

 

O advogado geral da União precisa saber que ele é advogado da União, e não do governo. Ora, meu senhor, assuma sua posição e coloque-se no seu devido lugar...

 

Ariovaldo Milazzotto milazzotto@outlook.com 

São Paulo

 

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OPERAÇÃO PORTO SEGURO

 

O ministro Luís Inácio Adams, da AGU, defensor das pedaladas fiscais do governo Dilma no TCU, há algum tempo, esteve nas manchetes do escândalo Rosemary Noronha, aquela amiga do Lula de que ninguém fala mais nada. Acabou espirrando no ministro Adams toda a lama deste caso de tráfico de influência na Presidência, pois o seu braço direito Jose Weber de Holanda estava envolvido também, além de Rosemary e os irmãos Vieira na venda de pareceres técnicos. Adams defendeu seu assessor com unhas e dentes, este mesmo Jose Weber, nome que, indicado por Adams, foi vetado por Dilma, na ocasião como chefe da Casa Civil do governo, porque sobre ele já pesavam acusações de irregularidades em cargos públicos ocupados anteriormente. Por estes mesmos fatos, Luís Inácio Adams estava cotadíssimo para ministro do Supremo Tribunal Federal, mas acabou sendo posto de lado. O ministro segurou Weber, nomeando-o como assessor especial, até que, com a chegada de Erenice Guerra – que depois foi afastada também por denúncias de irregularidades –, conseguiu nomear Weber como advogado-geral adjunto da União, ou seja, um verdadeiro aspone. Toda esta barafunda foi desvendada pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, e hoje não se ouve falar mais nada a respeito. Fiquemos todos atentos para que não façam o mesmo com a Operação Lava Jato, e ela caia no esquecimento como tudo o que acontece no Brasil.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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LEI DE MURPHY

 

Não poderia ter faltado mais sapiência ao plano de defesa do governo em relação ao julgamento das contas públicas de 2014. Algum astuto do Planalto articulou a ida ao ataque contra o ministro e relator do processo, Augusto Nardes, tendo obtido como único resultado uma goleada (dentro dos embasamentos técnicos) de 8 a 0. Tal qual o treinador desajustado, o governo tenta agora postergar a votação das contas no Congresso para 2016, visando a barrar o avanço do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A estratégia é ganhar tempo. Mas Dilma pôs à prova a Lei de Murphy: se algo pode dar errado, dará. Em seu lugar, tratava logo de recuar o meio de campo e armar a defesa contra Câmara e o Tribunal Superior Eleitoral. Lula é quem gosta de tratar coisa séria como um mero jogo. A nós, interessa apenas passar essa história de 13 anos a limpo para, então e somente, trabalhar numa longa jornada de reconstrução econômica e institucional.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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MAIS JUSTIFICATIVAS

 

Do alto da tribuna no Senado da República, Requião justificou as pedaladas de Dilma Rousseff contando a historinha de um pai que deixa de pagar seus compromissos para atender tratamento médico de uma filha. Que sutileza. Pregando deixarmos de cumprir nossos compromissos, achando isso normal. Será que, se não houvesse tanta roubalheira nos governos, os impostos que pagamos não dariam para atender a filhinha do cidadão? Assim ele não precisaria dar pedaladas. Dilma não deu pedaladas, ela participou do “Tour de France”.

 

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

 

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INSOLVENTES

 

Dilma continua “pedalando” em 2015, mesmo sabendo que está infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Ministério Público descobriu a quantia de R$ 40,2 bilhões não revelados e mostra que o endividamento da União é muito grave. Tudo leva a crer que esse montante não entrou nos cálculos do Orçamento de 2015 e de 2016. Qual a conclusão que podemos tirar dessa manobra? Que a presidente iria tentar tirar essa enorme quantia dos cidadãos e, sem que ninguém percebesse, durante certo período, cobriria o rombo. O governo pode estar na situação de insolvência, e isso só o tempo dirá. Deus nos salve de mais essa!

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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O MESMO CRIME FISCAL

 

O crime de responsabilidade fiscal em 2014 atingiu R$ 106, bilhões, cujas contas já foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), só agora julgado por unanimidade. Ainda restam dois meses e meio para terminar 2015 e já confirmam a repetição do mesmo crime fiscal, que já atinge R$ 40 bilhões, como confiar ne$$e desgoverno? Será que e$$a governanta é uma das “chefes” da quadrilha? E por i$$o distribui enormes valores ao Legislativo, Judiciário e a tantos outros órgãos públicos para conseguir apoio da sua permanência no poder? Será que é a razão da omissão desses poderes em não aprovar o seu impeachment e a consequente cassação dos seus direitos políticos e/ou no mínimo “forçar” a sua renúncia? Enquanto i$$o, o povo brasileiro tem de suportar os malefícios da crise econômica e passar por enormes dificuldades e privações? Então está confirmado que o PT tirou milhões ($) da pobreza – é o que eles dizem. Mas foi para depositar na Suíça? Até quando vamos ter de aguentar o PT no poder?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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TORTO

 

Pedaladas fiscais de Dilma em 2015 confirmam: pau que nasce torto morre torto.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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BICICLETÁRIO FISCAL

 

Se o relator no TCU dr. Augusto Nardes, na análise das contas da presidente referentes ao exercício de 2014, alega que as “pedaladas” fiscais continuam em 2015, isso significa que estamos diante de um “bicicletário” fiscal.

 

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

 

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FALHA NA REDAÇÃO

 

Já que o governo considera que as “pedaladas fiscais estão dentro da legalidade”, as cometeu em 2014 e continua a fazer em 2015, então há falha na redação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que deve ser corrigida. Vale sugestão: acrescentar o seguinte parágrafo: “Não será considerado delito cometer atos contra um ou mais parágrafos desta lei se a finalidade for ganhar eleições nas três esferas de governo”. Está resolvido assim?

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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FRAUDE À LRF

 

No momento em que o TCU desaprovou as contas da Dilma ficou provado que ela infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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PEDALADAS

 

Bem agora, com a rejeição das contas pelo TCU, dona Dilma só vai pedalar pelas ruas de Brasília... Ao meu gosto e ao de muitos brasileiros, espero que vá pedalar pertinho da lojinha de R$ 1,99.

 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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EDUARDO CUNHA, ‘O QUE NÃO MENTE’

 

Acho que chegou a hora dele! O descaramento de Eduardo Cunha é realmente revoltante: afirmou, no começo do ano (sob juramento ou não), não possuir nenhuma conta no estrangeiro, seja no seu nome ou no de familiares ou de empresas off-shore das quais seria beneficiário. Devo acreditar nas suas alegações ou nas evidências apresentadas por bancos suíços cuja retidão é inquestionável? Cunha tem somente um mérito, a sua obsessiva oposição ao PT, ao governo federal e principalmente à presidente Dilma, fora o que é tão embusteiro quanto a “turma” do PT e diversos dos seus próprios pares no PMDB. O nosso idioma se presta muito a expressões floridas, como “falta de decoro parlamentar”, quando um político mente, crime punido com o maior rigor em países do Primeiro Mundo, principalmente nos de fala inglesa e nos países nórdicos. Se houvesse esse tipo de punição no Brasil, nunca haveria quorum suficiente nas duas Casas do Congresso. Cunha deveria servir de exemplo com a punição de seus malfeitos.

 

Filip Riwczes filipriw@gmail.com

São Paulo

 

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ACORDÃO EM PROL DE CUNHA?

 

Lendo os jornais e vendo o noticiário televisivo, informando aos aturdidos leitores e eleitores que o atual presidente da Câmara é visitado por emissários do governo Dilma e por parlamentares da denominada oposição, fico a pensar o que cada lado tem a oferecer ao sr. Eduardo Cunha. Mesmo com denúncia já oferecida perante o STF, parece ele inabalável, pois conta com a morosidade do Supremo. Por que ainda não veio outra acusação, da parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), sobre as tais contas na Suíça, cujos detalhes estão nos jornais há dias? E de onde vem essa certeza? Se a oposição a Dilma o corteja, parece que reconhece nele o único capaz de colocar Dilma em apuros. Tal percepção ficou reforçada pela decisão do STF que declarou que o trâmite do impeachment é só com o recebimento de requerimento pelo presidente da Câmara, e que se negar, nada há o que fazer.Assim Cunha permanece à frente da Câmara para que processo nenhum de impeachment seja processado? Ou o STF e a PGR atuam com maior agilidade, ou as coisas vão se confirmando. Por outro lado, não podemos esquecer que Cunha está no mesmo barco de muitos petistas e parlamentares da dita base aliada, a Lava Jato. Quem tem coragem de derrubar quem? Pobre Brasil!

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br    

São Paulo

 

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MAIS IMPOSTOS?

 

Joaquim Levy acredita que o aumento do Imposto de Renda vai resolver os problemas orçamentários do Brasil. O nobre ministro poderia direcionar os seus esforços no sentido de diminuir os gastos do governo. O governo, por sua vez, poderia eliminar a corrupção, que sangra os cofres públicos, sem dó nem piedade.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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A CPMF VEM AÍ

 

CPMF para Previdência, saúde, educação e para os governos estaduais e municipais, e, com isso, salvar o incompetente governo Dilma, que nos pôs de joelhos. Você ainda tem a esperança de que não será aprovada? Então enganou-se, assim como eu, pois  será aprovada, sim, será permanente, e não provisória, e não será de 0,20%, mas, sim, o dobro disso. O ministro Levy defende a CPMF como sendo o imposto de menor valor inflacionário. Como pode? Chega de mais impostos! A população não aguenta mais. E, por favor, sr. ministro, não venha com esta historinha de que a população não se importaria em pagar mais imposto, ainda que de forma temporária,  para nos tirar do atoleiro em que a incompetência e a soberba do governo petista atual e os anteriores nos jogaram. Com a maioria da população contrária à CPMF, será que os digníssimos deputados federais e senadores irão contra essa corrente? Portanto, nós, eleitores, temos de ficar de olhos bem abertos e vamos dar a resposta nas urnas contra aqueles que não representam os anseios da população. Chega de sermos continuamente tão brutalmente enganados. Brasil, pátria dos impostos.

 

Antonio C. Pinotti pinotac@gmail.com

Piracicaba

 

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FINANCIAMENTO ESTUDANTIL

 

“Não dava para ver o rombo no Fies.” Assim se expressou o novamente ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Isso é o que dá colocar em postos-chave pessoas cuja única comPeTência é cuidar de dossiês. Quantos estudantes sofreram ou deixaram de estudar por causa de mais este desleixo? Este senhor e seus companheiros deveriam pagar o prejuízo causado aos estudantes e deixar de tanta falação e pouca ação.

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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CEGUEIRA GERAL

 

Mercadante não viu o rombo no Fies, conforme “Estadão” de 10/10/2015.  Lula não viu o mensalão, nem a compra de deputados, nem a roubalheira na Petrobrás. Dilma autorizou a compra de Pasadena baseando-se em relatório falho e incompleto. Além disso, ela nada sabe sobre a Petrobrás, nem sobre as pedaladas fiscais, nem viu a crise econômica chegando. Os diretores da Petrobrás nada viram sobre o roubo na empresa. Edinho Silva nada falou para o empresário, nem sabe por que ele doou milhões de reais para o PT nas últimas eleições. Eduardo Cunha não sabe quem depositou US$ 5 milhões em conta bancária na Suíça. José Guimarães não sabe quem pôs dólares na cueca do assessor. Fernando Pimentel não conhece Bené. Dias Toffoli não viu problemas nas urnas eletrônicas. O STF não viu formação de quadrilha no mensalão. Geraldo Alckmin não imaginou que poderia haver crise hídrica. Fernando Haddad nada vê e, por essa razão, espalha radares para verem por ele e, claro, arrecadar recursos para a Prefeitura. O Itamaraty e a comissão de deputados não veem a ditadura nem a prisão de oposicionistas na Venezuela (Lula viu “excesso de democracia” lá). O Itamaraty  não tomou conhecimento do pacto comercial firmado pelos EUA, Japão, Chile e outros países. Que governos são estes, que nada veem, de nada sabem, nada fazem? Para que governantes que nada veem? Como pode o País sobreviver dirigido por governantes irresponsáveis e alheios a tudo? Enquanto isso, a população não vê é saída para a crise.

 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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DIFÍCIL DE ACEITAR

 

“Não dava para ver o rombo no Fies”, disse Mercadante. Há 12 anos temos um governo “sui generis”: antes da posse, sabia de tudo e tinha solução para todos os problemas do nosso país; depois, quando pego em maracutaias ou errando nas ações, não sabe de nada. Foi assim no mensalão, na Petrobrás e no governo como um todo. Difícil de aceitar que um governo todo aparelhado não admita os erros, não saiba dos malfeitos e siga afundando o País.

 

James Pereira Rosas jrosas2755@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DIA DO PROFESSOR

 

Os professores têm a belíssima missão de estabelecer metas, rumos. Procuram, diariamente, encontrar um futuro palpável dentro da característica dos seus alunos. Neste dia 15 de outubro fica o agradecimento por cada momento, cada ensinamento dado não apenas no contexto de uma aula, mas para a vida inteira. São os heróis do cotidiano: anônimos, confiáveis e dotados de um sincero sentimento de esperança no futuro de nossa espécie. Mestres, apesar dos percalços, continuem sua luta por um Brasil mais consciente e inteligente. Parabéns!

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

 

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O INSPIRADOR DO DIA DO PROFESSOR

 

Não sei se todos sabem dessa história, mas seria bom que soubessem. É sobre meu pai, o inspirador do Dia do Professor no Brasil. Corria o ano de 1947, época em que o período letivo era muito puxado, com apenas dez dias de férias. Foi então que Salomão Becker, professor do colégio Caetano de Campos (o “Caetaninho”), na Rua Augusta, sugeriu que a escola criasse uma data reunindo professores, alunos e pais para refletir sobre os caminhos educacionais trilhados e a trilhar. Apoiado pelos colegas, Becker indicou o dia 15 de outubro para o evento, batizando-o de “Dia do Professor”. Isso porque em Piracicaba, sua cidade natal, era tradição os pais e alunos realizarem uma confraternização nessa data, levando doces e bolos para a escola. E assim foi feito. Durante o evento, fez ele um breve discurso marcado pela profética frase: “Em Educação, não avançar já é retroceder”. Um conselho seu me ensinou muito sobre gente: “As únicas medidas de um ser humano são seu caráter, sua capacidade e seu coração. Caráter, porque sem ele nenhuma outra qualidade o qualifica. Capacidade porque o mundo precisa de pessoas que ajam mais, falem menos. E ajam com competência, com conteúdo, com resultado. Mas o coração é o que rege tudo isso: há que se ter doçura, gratidão, capacidade de conviver com opiniões divergentes, de perdoar, de não entulhar a vida com o que é mesquinho”. Ele pregava isso e vivia dessa forma. Talvez o respeito que obteve de milhares de alunos tenha vindo daí. Ou porque sempre insistia que “professor é profissão. Educador é missão”. Cumpriu ele com brilho a sua. Trabalhava dia e noite, ganhava muito pouco e, mesmo assim, era plenamente realizado. Vocacionado desde sempre para o que fazia, foi mestre de gerações desde os anos 40, do ensino básico ao universitário. Quando encontro alguém que tenha passado por suas aulas, sempre escuto depoimentos de saudade e carinho. Certa feita, encontrei uma dessas pessoas, o ator Tarcísio Meira, que teve aulas com ele aos 17, 18 anos num dos melhores colégios públicos de São Paulo (eram quase todos excelentes no passado), o Fernão Dias Pais. Contei-lhe que era filho do professor Salomão Becker e o ex-aluno, com lágrimas nos olhos, disse: “Foi o melhor que tive em minha vida. Numa turma de rebeldes inquietos e indisciplinados, ele era aguardado, ouvido, admirado. Marcou-me vida afora”. 49 anos de magistério em inúmeras escolas e 100 mil alunos depois, com milhares de citações na internet e homenagens Brasil afora, Salomão Becker ainda não é nome de logradouro nem de escola. De qualquer forma, feliz Dia do Professor, data que você inspirou, meu velho. E a seus colegas de hoje que são, como você foi, faróis iluminando a vida de tanta gente.

 

Sérgio Becker sergio2020@gmail.com

Barueri

 

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A ESCOLA COMO A CONHECEMOS HOJE

 

Um dia uma professora disse-me que a melhor parte de seu trabalho é quando os alunos aprendem a enxergar com os olhos da alma. Lírico, poético, mas sensibilidade não paga as contas e idealismo romântico só funciona na ficção. Sejamos práticos: enquanto 1 aluno aprende a enxergar com os olhos da alma, outros 39 continuarão cegos. Enquanto 1 professor(a) é professor(a) por vocação, outros 300 o são por comodismo ou falta de opção. Quando um diretor(a) tem boa vontade, esbarra... na ferrugem burocrática das engrenagens arcaicas do Estado, e, quando um diretor(a) não tem vontade alguma, navega em águas calmas por dançar conforme a música entoada pelo ranger dos dentes dessa mesma engrenagem. Se 1 funcionário acredita, outros 6 criticam. A escola pública como a conhecemos hoje deveria acabar. Derrubem tudo e construam de novo! Não há reorganização que dê jeito em pelo menos 20 anos de recrutamento de analfabetos funcionais, filhos da cultura de massa, órfãos de pais presentes e da educação. O verbo correto a conjugar não é reorganizar, e, sim, reconstruir. Reconstruir soluções, reconstruir valores, reconstruir princípios, reconstruir objetivos, reconstruir olhares, para que a maioria dos alunos e de nós, sobreviventes da Educação, possamos ter o privilégio de também poder enxergar com os olhos da alma sem termos de nos preocupar com o holerite.

 

Fabiana Rosa fabianarrosa@gmail.com

São Paulo

 

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SIGILO NA SABESP

 

Aí está a “democracia tucana”: Sabesp, empresa do governo, TAMBÉM DECRETA sigilo sobre água e esgoto – e com certeza a “pelega” Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai ficar quieta!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PETROBRÁS – MUITO QUE EXPLICAR

 

Com o escândalo do “petrolão”, tem havido vários rebaixamentos nas estimativas do valor monetário total da Petrobrás. Pelos fatos que têm sido divulgados, esse valor, embora de difícil cálculo, devia estar bastante exagerado. Senão vejamos: na verdade nunca fomos autossuficientes na produção de combustíveis – embora a extração de petróleo tenha alcançado em alguns momentos o total de barris que consumimos, esse petróleo ou não é adequado para ser refinado aqui ou o parque de refino é insuficiente, tanto que continuamos a importar combustíveis e outros derivados. Cabe à direção da Petrobrás esclarecer o que realmente ocorre. O petróleo extraído de nossas reservas é refinado aqui ou é exportado? Caso seja exportado, o valor da exportação cobre o custo da importação de gasolina, diesel e outros produtos que a Petrobrás faz, ou ela tem prejuízo? Quais os totais de importação/exportação? O que pode ser feito para aumentar a capacidade de refino? Refinarias privadas? Enfim, ainda tem muita coisa a ser explicada.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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O PRÓXIMO QUEIJO

 

Perdoem-me, mas não consigo compartilhar da ideia otimista de que a verdadeira intenção do governo em diminuir sua ingerência na Petrobrás seja unicamente dar-lhe autonomia para “tomar decisões cruciais” (12/10, A3). Não será apenas porque, com a empresa quebrada, as ratazanas estejam de olho em outro(s) queijo(s)?

 

Dacio Aguiar de Moraes Neto dacioneto@uol.com.br

São Paulo

 

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QUANTO FOI?

 

Alguém poderia nos fornecer o valor definitivo dos “desvios” da Petrobrás? A cada dia um novo valor é divulgado. Pelo jeito, tem muita gente “beneficiada” que ainda deve surgir.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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PELA LIBERDADE E IGUALDADE

 

A Petrobrás deve ser privatizada.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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TARJA PRETA

 

Preocupante o fato de o consumo de remédios tarja preta ter crescido 52% no último ano, no Brasil. Mostra que vivemos numa sociedade doente e que precisa urgentemente rever as formas de lidar com seus dilemas, angústias e questões existenciais. Psicoterapia, terapias alternativas e um estilo de vida mais natural e saudável são boas opções. A venda indiscriminada de remédios tarja preta gera um lucrativo negócio de bilhões de dólares para a indústria farmacêutica, incentivado por médicos e psiquiatras, muitas vezes em prejuízo da saúde física e mental dos próprios pacientes, num círculo vicioso. Precisamos de mais afeto, compreensão, reflexão, diálogo e aprender a lidar com sentimentos e emoções, e de menos remédios e produtos químicos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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AÇÃO DESPROPOSITADA

 

A mídia noticiou com bastante estardalhaço o caso da faxineira E.R.S, que trabalhava como terceirizada na Sede Regional da Policia Federal na capital de Roraima, Bela Vista, autuada porque comeu um bombom da caixa que estava na mesa do delegado federal Agostinho Cascardo, fato ocorrido dia 30 de setembro. O delegado Cascardo é corregedor da corporação em Roraima, autor do procedimento punitivo contra esta mulher de 32 anos, mãe de quatro filhos. Isso depois de assistirmos todos os dias a uma infinidade de crimes, inclusive de assalto aos cofres públicos, que nos envergonham, e a muitos outros fatos que estão ocorrendo relatados pelos inquéritos que registram o desvio de recursos públicos para bancos na Suíça. É muita falta do que fazer a atitude deste policial de cabeça pequena, preocupado com mesquinharias ao invés de exercer com eficiência as atribuições de seu cargo. Parabéns para o presidente da OAB local, Jorge Fraxe, que está dando todo apoio à faxineira que sofre terrivelmente por essa ação despropositada deste despreparado policial.

 

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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