Fórum dos leitores

CRISE POLÍTICA

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2015 | 02h52

Missão a cumprir

Crise produzida e alimentada em Brasília! Parece haver um desnorteamento total. É preciso pôr as coisas em seus devidos lugares. Eduardo Cunha é presidente da Câmara de fato e de direito. Se cometeu corrupção, neste momento é irrelevante. Ele tem uma missão a cumprir. A corrupção será, com certeza, investigada em seu devido tempo. A atual “onda” contra ele é de agrado do governo, e de alguns poucos partidos que têm interesse particular nisso, e faz parte de um plano maior e perigoso. Há dois fatos: a rejeição das contas públicas pelo TCU e os pedidos de impeachment. Acrescidos das movimentações populares havidas, que deixaram claro o que o povo pensa. Agora o Congresso Nacional que faça a sua parte. Afinal, eles são ou não são representantes do povo? Então, que ajam com rapidez e de acordo com a Constituição. É o que se espera.

ALEXANDRE T. SCHAFFNER

ats@bighost.com.br

São José dos Campos

Negociatas à luz do dia

Não se veem sinais de escrúpulos e ética. Falta vergonha na cara. Depois dessas safadezas sucessivas a que estão submetendo o povo brasileiro, podem ter certeza: político não vai mais se eleger facilmente. Terá de provar o seu caráter.

HÉLIO NOGUEIRA

helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

‘Pouca-vergonha’

Estadão, 16 de outubro de 2015, página A3. Será que somente o pessoal responsável por esse editorial está enxergando a falcatrua que vem sendo articulada pelos srs. Lula da Silva, Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e companheiros, em que “não se discutem princípios, apenas o preço”? Até quando esse pessoal estará lidando com nosso país, ditando normas? E eles nem sequer são indiciados, para serem julgados por tudo o que já fizeram desrespeitando as regras de nossas instituições? Vejam, sempre o Lula. E não vai ser investigado, apesar de todos indícios, delações, publicações da mídia, etc., etc.

TACIO BERTOLINI

bbertolini@hotmail.com

Limeira

A ingerência do ex

Preocupado com as eleições presidenciais de 2018 e diante da paralisia da Dilma, o Lula vem atacando o ministro Joaquim Levy, que apresentou remédio amargo para melhorar a economia. Lula quer adoçar a pílula vendendo a esperança de melhoria econômica, mas sem dizer como conseguir esse milagre. A maioria dos brasileiros sofre as consequências da crise e está disposta a fazer a sua parte se o governo fizer o mesmo. Infelizmente, isso não se viu na última “partilha” dos ministérios entre o PT e seus aliados. Em tempos de turbulência como estes, algumas obviedades são esquecidas. Não são opções permitir mais rebaixamento do Brasil pelas agências de classificação de risco ou pensar em dar calote. O Brasil é muito mais importante que os mandatos de Dilma ou Cunha. Já que arruinou a economia do Brasil para ganhar as eleições, a Dilma tem o dever de assumir sua responsabilidade de promover uma saída. Ou a ideia era só ganhar “e depois de mim o dilúvio”?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

O estadista de São Bernardo

Churchill dizia que um político se torna estadista quando deixa de pensar nas próximas eleições e pensa no país. Pois é de olho nas próximas eleições que Lula, o eterno candidato, tenta derrubar Joaquim Levy e substituí-lo por um populista. Pouco lhe importa se o País não aguenta mais as doces políticas populistas que terminariam a grande obra do governo Dilma: a destruição da economia brasileira. Levy não deseja o ajuste fiscal por gosto, mas porque sem o conserto das contas públicas a vida econômica morre. Lula pensa diferente: a gente ganha a eleição e depois a gente se vira. Pobre Brasil!

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

Prazos de validade

Em várias ocasiões Lula afirmou que Levy tem prazo de validade. O ex-presidente esqueceu que o prazo de Levy ainda não venceu, mas o dele próprio venceu há muitos anos!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Entregue aos leões

Joaquim Vieira Ferreira Levy me faz lembrar um ingênuo cristão jogado às feras na arena do “coliseu” brasileiro. Preserve o seu currículo, Levy, saia daí!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

República dos trouxas

Mensalão, petrolão, Pasadena, pedaladas, dinheiro na cueca, fundos de pensão das estatais falidos, campeões do BNDES, Lulinha, Lulão, contas suíças de Cunha, despesas de Renan, etc., etc. E o Oscar de povo mais banana do mundo goes to... Brazil!

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

OPOSIÇÃO

A força do exemplo

A presidente Dilma vociferou: “Quem tem força moral, reputação ilibada para atacar minha honra? Quem?”. Creio que a resposta da oposição deveria ser: “Não tem nada que ver com honra, sra. presidente. São os fatos e o desprezo pelas leis da República que estão sendo questionados. Tentar desmerecer quem aponta objetivamente suas transgressões e seus conflitos com a Constituição não passa de velhacaria na tentativa de iludir os brasileiros. Não pode ser levado a sério. Nossas leis devem ser respeitadas, especialmente por quem assumiu a responsabilidade inerente ao cargo máximo do governo nacional!”. Será que um dia vamos ter uma oposição atuante e firme na manifestação dessa exigência? Rezemos!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Esperando o quê?

Já se passaram nove meses, uma gestação, e nada aconteceu de bom para o País, para o bem de todos. O que vemos é PT e PMDB se digladiando nos conluios de “toma lá dá cá”, arranjos para manter o poder, a cadeira confortável e o dinheirinho nos bolsos. E o PSDB, de longe, esperando o circo pegar fogo. E o Brasil, no meio da fogueira, tentando chegar ao fim do mês, contando os tostões, esperando o quê? Não aguento mais!

HELGA BELL

helga.rod.bell@hipernet.com.br

São Paulo

Apertem os cintos, a oposição sumiu! No Brasil ela é igual a cabeça de bacalhau: todo mundo sabe que existe, mas ninguém vê!

SEBASTIÃO CARLOS MASIN

sebastiaomasin@gmail.com

Santo André

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

MAIS IMPOSTOS

 

Tanto Dilma Rousseff quanto Joaquim Levy, quando da infeliz e falcatruenta proposta do retorno da cobrança da famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), informaram que seria ela usada única e exclusivamente para o pagamento de aposentadorias. Agora vem o ministro da Fazenda nos ameaçar dizendo que programas como o seguro-desemprego e o abono salarial não poderão ser cumpridos caso o Congresso Nacional venal não aprove a CPMF. São todos estes “senhores” e “senhoras” um grupelho de mentirosos e achacadores de uma população que não tem mais de onde tirar dinheiro, pois a grande maioria está a caminho do desemprego – se já não está desempregada – em razão deste mesmo grupelho de irresponsáveis e incapazes de gerir um país com as dimensões do Brasil. Não temos de arcar com mais impostos por causa das “pedaladas” e da incompetência da presidente. Ela que saia pela porta dos fundos, que é o mínimo que pode fazer hoje.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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PRIMEIRAMENTE

 

Antes de discutir uma nova CPMF, é preciso justificar a primeira CPMF, discriminando seus benefícios para a saúde pública brasileira.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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EXCRESCÊNCIA TRIBUTÁRIA

 

A CPMF, que este desgoverno quer nos impingir novamente, após ter cometido barbaridades com o dinheiro público por anos e anos, inclusive pregando as mais deslavadas mentiras para se reeleger, a CPMF, repito, é uma excrescência tributária que só cabe, mesmo, neste pandemônio que é o sistema de impostos em nosso país. Infelizmente, foi uma má ideia de uma figura ímpar, o dr. Adib Jatene. Nem mesmo por isso deixa de ser, como dito, uma excrescência. E, a propósito, Lula e seus cupinchas foram os mais ferozes opositores à implantação desse imposto. Hoje, são seus mais ferrenhos defensores. Mas vejam só: para cumprir com um imposto qualquer (pessoas jurídicas e físicas), tais como Imposto de Renda, IPI, ICMS, PIS/Cofins, IPTU, IPVA, etc. (não é mesmo um pandemônio?), vamos ser obrigados a pagar um imposto para quitar outro imposto. Tem cabimento? Será que não se irá ver que isso é uma monstruosidade tributária? E a monstruosidade não é só por aí, não. Pagar imposto para quitar salários de colaboradores; para adquirir remédios (já sobrecarregados de inúmeros tributos), etc. Esse imposto só acarreta distorções enormes e não entra na minha cabeça ele merecer o apoio, a defesa e a insistente aprovação deste tal sr. Joaquim Levy, um astuto que já deveria ter caído fora do poder público há muito tempo. Nossa esperança seria o Congresso rejeitá-lo. Mas sabemos que o Executivo infiltra no meio dos congressistas a ameaça de que, sem o imposto, não haverá como pagar-lhes o absurdo que são as verbas que recebem. Então, não tenhamos ilusão: é CPMF assaltando o nosso bolso. Dr. Ives Gandra, dr. Everardo Maciel, dr. Miguel Reale Júnior e tantos outros juristas e tributaristas de renome, os senhores concordam com um imposto dessa natureza? Onde está a obediência à nossa Constituição? Ela pode vir a permitir imposto incidir sobre outro imposto?

 

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

 

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ECONOMIA EM RECESSÃO

 

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB para BBB-, último passo antes de perdermos o certificado de bom pagador. Francamente, nós, os mais de 200 milhões de brasileiros, não estamos nem aí com a perda da condição de bons pagadores, mesmo porque, enquanto o País perde esse selo, nós, a população toda, de 12 a 13 anos para cá, já perdemos tanto, mas tanto, que nem “pregas” temos mais em nossos respectivos “selos”. Entenderam?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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REBAIXAMENTO

 

Lula e Dilma invejam tanto a Venezuela que, de tanto nos rebaixarem, logo, logo estaremos nas mesmas condições do país de Nicolás Maduro.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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PERDA DE CONFIANÇA

 

Pelo visto, até o reality show “BBB” é mais confiável do que o Brasil depois deste BBB- da agência Fitch.  

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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AS CONTAS DA PETROBRÁS

 

A Petrobrás ainda não divulgou os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2015. A companhia está com 12 plataformas paradas nos estaleiros, aguardando as renegociações dos respectivos contratos com as empreiteiras. Os milhares de funcionários terceirizados estão sendo demitidos e a empresa não sabe que rumo tomar. O preço do barril de petróleo está na casa dos US$ 47, e as plataformas são viáveis financeiramente somente com o valor mínimo de US$ 85/barril. A estatal tem dívidas em dólar e, portanto, o prejuízo cresce a cada dia. O sr. Aldemir Bendine deve estar tentando ajeitar os números, para que a situação não pareça tão caótica quanto está na realidade.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte

 

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O DEPOIMENTO DE LULA

 

Será que, no depoimento voluntário de Lula ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF), ele mencionou se ganhava algo da Odebrecht para, segundo ele, defender a empresa no exterior? Ou será que estas palestras eram voluntárias e gratuitas? Seria do interesse da sociedade se o MPF-DF trouxesse a público o depoimento integral do ex-presidente.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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‘PIXULECO’ NEGA TUDO

 

Mas alguém tem dúvidas se Lula diz verdades ou mentiras, como seu “consultor” Maluf? Como sindicalista, foi um pelego; e, como político, teria de ser outra coisa?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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FAIXA

 

Ao se depararem com a faixa “Lula 2018”, não se preocupem, pode ser o número do uniforme de presidiário.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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LULA MANDA NO BRASIL

 

Ele ter desembarcado em Brasília para fazer conchavos visando a salvar o mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a fim de amansá-lo no açodamento dos pedidos de impeachment da presidente Dilma, é, para dizer o mínimo, nojento. Por que ele? Por que ele quer salvar a presidente Dilma, e não ela própria? A que custo o Estado é submetido a um partido político e seus asseclas? E o Brasil é sinônimo do governo petista? Tudo isso soaria estranho, se fosse inédito, coisa que não o é entre políticos brasileiros, é praxe, e nisso o atual se iguala a administrações anteriores. Aliás, administrar um país em segundo plano, submetido esse ofício à salvação a qualquer custo de projetos políticos de pessoas ligadas a um partido, circunstancialmente no poder, dói na alma, profundamente, principalmente quando se percebe ter metido o grupo inteiro os pés pelas mãos no apetite de se manter no poder, como é o caso. E, nesse vale-tudo, que mais o cenário policial do que o político tenha dominado os assuntos de Estado. Mas, vindo de quem vem, tem toda lógica. Assim mesmo dói, dói muito e é uma pena que seja assim.

 

José Reginaldo Matias de Souza ali.matias@ig.com.br

São Paulo

 

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EM PAUTA

 

Por que será que a emissora de TV número um do País tem centralizado o seu noticiário sobre Eduardo Cunha, deixando o impeachment de Dilma quase esquecido? Essa atitude é uma verdadeira traição ao povo brasileiro!

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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PREPARANDO A DEFESA

 

Como é dito e redito aos quatro ventos, seria de bom alvitre que tanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quanto o primeiro-ministro Luiz Inácio se afastassem de seus respectivos cargos para melhor prepararem sua defesa, pois, como indicam as manchetes dos jornais, “o negócio está começando a pegar” e uma defesa consistente haverá de ser feita.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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ALIANÇAS

 

A presidente Dilma e o sr. Lula da Silva articulam para salvar o mandato do presidente da Câmara (ao que tudo indica, envolvido em corrupção medonha). Onde fica a “moral inatacável” da sra. Rousseff, sempre esbravejando aos quatro ventos que jamais praticou, acobertou, acoberta ou acobertará malfeitos? Tal incoerência só pode advir da tal aliança com o “demo” para manter o poder do partido para sempre, não?

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

 

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LULA PRÓ-CUNHA

 

Lendo a manchete do jornal de 15/10, “Por Dilma, Lula articula para salvar mandato de Cunha”, não posso deixar de perguntar: 1) Lula pode articular o que quer que seja? Quem é Lula no momento? Quem lhe deu tal poder? 2) A Constituição permite esse tipo de trambique (ou, no caso, extorsão), mesmo quando se trata de varrer do mapa delitos (cometidos por ambas as partes) tão graves? 3) Será o benedito que ninguém pode fazer nada para acabar com este descaso total pelo povo brasileiro, obrigado a ver e se escandalizar diariamente com os absurdos abusos, roubos, falta de vergonha na cara, prostituição explícita, etc., etc., e tendo de pagar, caríssimo, o pato, só porque os “bonitinhos” não querem largar seus ossos e os outros “bonitinhos” da oposição também não querem perder o deles? Socorro!

 

Maria Elisa Bifano melisabifano@uol.com.br

São Paulo

 

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O FUNDO DO POÇO

 

Lendo a manchete do “Estadão” de 15/10, em que Lula articula para salvar o mandato de Cunha como moeda de troca para salvar o mandato de Dilma (haja toma lá da cá), lembrei-me de uma frase da presidente Dilma referindo-se ao Pronatec no fim de julho: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. Parafraseando nossa “presidenta”, poderíamos dizer o seguinte em relação ao poço no qual nosso Brasil se encontra: “Não vamos colocar um fundo no nosso poço. Vamos deixar o poço em aberto, mas, quando atingirmos o fundo, vamos dobrar o fundo”. É muito triste vivenciar todas as artimanhas de nossos políticos, seja de oposição ou governo. Sinto que já faz muito tempo que chegamos ao fundo do poço, mas, na verdade, ele nunca chega. Sempre afundamos mais. Até quando? Já passou da hora de darmos um basta a toda esta podridão. As ruas precisam gritar novamente com urgência!

 

Sérgio Kocinas sergio.koc@hotmail.com

São Paulo

 

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SALVAÇÃO

 

Dilma e Eduardo Cunha: “Eu te salvo, você me salva”. E o Brasil? Não tem salvação!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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INDEFINIÇÃO, O PIOR DOS MUNDOS

 

É um espanto que uma nação inteira fique paralisada por causa de uns políticos criminosos instalados no poder. Esta democracia praticada no Brasil, evidentemente, carece de méritos. É a democracia ditatorial. Onde está o poder do povo?

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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O SUMIÇO DE MICHEL TEMER

 

Até pouco tempo atrás o senhor Michel Temer, vice-presidente da República, era, por força do cenário que se avizinhava, paparicado por todos os lados, nome que começava a circular pelo noticiário como eventual comandante de um processo de transição da vida política nacional, o qual, abandonando uma postura de absoluta discrição que sempre caracterizou sua vida pública, chegou mesmo a botar as manguinhas de fora, cortejado até mesmo por tucanos de vistosa plumagem como a pessoa ideal para iniciar o processo que poderia tirar o Brasil do atoleiro em que Lula e o PT o meteram. Eis que, de repente, Temer volta à sombra. Nem uma palavra dele a respeito do festejadíssimo butim recentemente anunciado que teve em elementos de seu partido os grandes fiadores para que tudo continue do jeito que está. Nem uma palavra a respeito da descompostura com que o PMDB fluminense atua para salvar a pele de Eduardo Cunha e Dilma Rousseff. Nem uma palavrinha sobre a desenvoltura com que Lula, mesmo sem ter recebido delegação popular e, ou institucional para isso, passou novamente a ser chefe de governo. E aí, Michel, qual é a sua?!

 

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

 

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GRANDE PATACOADA

 

Diante da grande patacoada em que se transformou o Brasil sob o domínio do PT, onde os conchavos entre os que roubam e os que mandam – uns a Petrobrás, outros roubam a dignidade do povo ao governar sob mentiras –, os cidadãos pagantes e honestos estão perplexos ao ver que a presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados, os dois quase depostos por justa causa, estão armando uma trama ardilosa para ver quem deixa de perder por último seu mandato. Realmente, estamos vivendo no momento uma democracia da imoralidade e da hipocrisia. E, para piorar a situação, a nossa oposição está invisível.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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COBRANDO A OPOSIÇÃO

 

Aqueles que não são petistas, como eu, e estão enojados com a corrupção, aguardam o posicionamento do presidente do PSDB, Aécio Neves, explicando-nos alguns pontos que estão mal encaminhados, a saber: 1) por que o PSDB não está assinando o pedido de cassação de Eduardo Cunha? Não bastasse o passado de Cunha ser nebuloso, quem enviou a papelada comprobatória das delações foi o MP da Suíça. Será que a Suíça não é confiável, Aécio? 2) Como fica a posição do PSDB em relação ao senador Agripino Maia (DEM-RN)? Vão passar a mão na cabeça de novo porque o sujeito é do partido coirmão? 3) O seu partido precisa entender de uma vez por todas que corrupção é crime, tem de ser investigada, apurada e levada a julgamento, inclusive quando acontece dentro do partido, com aliados ou seja lá com quem neste país. Cadeia é o lugar dos corruptos. Fazer discursos contra o PT é legal, porém omitir-se de agir com rigor contra Cunha, Agripino, etc. deixa todos nós confusos.

 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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TUCANOS MANSOS

 

Observando o comportamento dócil do PSDB como “oposição”, chego a crer que a maioria desses tucanos tem moradia no exterior e está se lixando se este pobre e judiado país será transformado numa colônia bolivariana. Se a coisa piorar, batem asas e somem daqui.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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MELHOR UM FIM HORROROSO QUE UM HORROR SEM FIM

 

Tenho ouvido de muitas pessoas de bem dúvidas sobre a conveniência do afastamento (impeachment ou renúncia) da presidente Dilma. O argumento é de que o País seria entregue, na hipótese de o vice-presidente assumir, para um partido cujos quadros não se destacam pelo comportamento ético. As folhas corridas de Eduardo Cunha e Renan Calheiros atestam isso. Discordo frontalmente desse ponto de vista. Essa senhora precisa ser afastada, respeitada a Constituição, o mais cedo possível! Algumas doenças podem ser tratadas clinicamente, outras demandam uma cirurgia agressiva. O Brasil está acometido de uma doença que, se não for tratada imediatamente, poderá evoluir para um câncer terminal, que talvez não mate o paciente, mas que com certeza deixará sequelas muito graves. Nesse quadro dramático, enoja-nos o comportamento oportunista da oposição, em particular do PSDB, que nunca foi um partido de vestais, mas que mantinha um mínimo de densidade ética. Aécio, Serra e Alckmin só conseguem se movimentar pensando naquilo que convém às suas ambições pessoais. Precisamos de líderes impregnados da ética do dever, e não só de utilitaristas extremados. A minha única esperança reside na sociedade civil organizada, que, se não se omitir (e a omissão é uma doença de muitos), poderá forçar o Congresso a agir, com um mínimo de dignidade, não para proteger os interesses da coletividade, mas para garantir a sua própria sobrevivência. Meus cumprimentos a todos os deputados, inclusive aqueles do PT, que assinaram a representação contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Termino com a famosa frase do saudoso Sergio Porto: “Ou todos nos locupletamos ou restaure-se a moralidade”.

 

Israel Aron Zylberman aronz@uol.com.br 

Carapicuíba

 

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DISCURSO NA CUT

 

“A sociedade brasileira conhece os chamados moralistas sem moral. E conhece porque o meu governo e o governo do presidente Lula proporcionou o mais enfático combate à corrupção de nossa história. Eu insurjo contra o golpismo. Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa, para atacar a minha honra?”, questionou Dilma Rousseff, entre companheiros da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Eu lhe respondo: O POVO! O povo que está cansado de ser extorquido por vocês, políticos. Que está cansado de ser enganado. Que está cansado de pagar caro por sua incompetência e safadeza. Exausto desse cinismo que fazem questão de esfregar na nossa cara quando combinam a melhor forma de todos se darem bem. Como agora a senhora faz com Eduardo Cunha: “Olha, Cunha, se você esquecer o impeachment, eu não trabalharei pela sua cassação”. Aí a senhora vem falar de honra? De honestidade? Que trabalha pelo bem do Brasil? E a cooptação do Poder Judiciário? A senhora e seu partido acabaram com o País, hoje em recessão e envolto nos mais pútridos escândalos de corrupção da nossa história, que aconteceram, veja a senhora, sob sua honradez. Ah, estamos exaustos desta canalhice sem fim! Usando palavras de Reinaldo Azevedo, gostaria de ver Dilma fazendo esse discurso na Avenida Paulista!

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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EM NOME DO PODER

 

As mentiras da Dilma não ficaram restritas somente à última campanha eleitoral. A presidente continua fazendo o diabo para se manter no poder, já que está ameaçada de uma ação de impeachment. Neste caso, para conquistar apoio político no Congresso, não importa ao Planalto que promessas recentes para ajudar o ajuste fiscal, como a do corte de 3 mil cargos comissionados, sejam adiadas, como acaba de acontecer. Ou seja, a Dilma que critica a oposição falando de golpismo (em seu duro discurso na quarta-feira afirmou: “Jamais utilizei em meu proveito a atividade que exerço como presidente. nunca encontrarão nada contra mim, jamais cometi malfeito na vida pública”), da boca para fora, até que soa bonito. Será que não é um malfeito da presidente ter se lixado para a alta da inflação e de estar angustiando a família brasileira com o acelerado desemprego? Será que não é um malfeito de Dilma Rousseff, quando era ministra da Casa Civil e acumulava também a presidência do Conselho da Petrobrás, ter autorizado a compra superfaturada e corrupta da Refinaria de Pasadena, nos EUA? E as pedaladas fiscais? Os PIBs medíocres e outros, negativos? A perda do grau de investimento? E as horrendas mentiras de campanha? Ora, Dilma Rousseff, “poste dos malfeitos”, literalmente serve para si a frase que proferiu (ao criticar a oposição): “moralista sem moral”. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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MALFEITO

 

A presidente Dilma jacta-se constantemente de que jamais cometeu um malfeito. De fato, se o malfeito significa crime, delito, no entendimento comum do termo, nada se conhece a respeito de sua conduta pessoal no que tange em apropriar-se de coisa alheia. Mas malfeito significa também o que traz prejuízo, o que é ruim e, nessa hipótese, o seu governo é imbatível. Não me lembro de outro que tenha sido tão confuso e causado tamanhos prejuízos à Nação, como o atual. Ainda na edição de 15/10, o “Estadão” nos informou que o governo federal concede auxílio-doença sem ter certeza de que os beneficiários estão incapacitados para o trabalho, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU). No ano passado, a CGU analisou uma amostra de 9.461 laudos periciais médicos aleatoriamente, de um universo de 826.183 benefícios pagos, e 53% deles não tinham elementos mínimos para atestar a incapacidade. Como no exercício anterior o INSS gastou R$ 21 bilhões para pagar o benefício, o prejuízo do governo poderá ter sido de aproximadamente de R$ 11 bilhões, ou seja, mais de um terço do déficit previsto para o Orçamento de 2016. E essa é só uma amostra de como o seu governo desperdiçou as verbas públicas, por simples falta de mínimo controle, fora aqueles advindos de uma falta de planejamento escandalosa e de uma inédita pilhagem por corrupção. A presidente pode não ter cometido um malfeito no sentido de malfeitor. Mas cometeu um enorme malfeito à frente do governo federal.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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AFRONTA

 

É até injusto comparar os ganhos salariais entre os da classe superespecial brasileira e os dos demais brasileiros. O operário brasileiro de outrora, que contribuiu durante anos ao INSS tendo como base 20 salários mínimos e se aposentou naquela época, hoje recebe menos que R$ 2.400,00. Atualmente, na ativa, os da classe superespecial, pertencentes ao Judiciário, a título de auxílio-moradia, recebem R$ 4.377,00, enquanto o aposentado que contribuiu no limite máximo para o INSS, inicialmente, tem seu ganho limitado, por pouco tempo, a R$ 3.518,22, mas, por causa do fator previdenciário, todo ano seu poder aquisitivo é reduzido. Mesmo que o Brasil não estivesse em crise, é um descalabro o auxílio-moradia justo para aqueles que têm invejáveis salários – e em crise é um descaso, uma afronta aos demais brasileiros.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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DESOLADOR

 

Competentes em suas respectivas áreas, eminentes personagens da nossa elite cultural preferem enfatizar e apoiar a ideologia em detrimento da competência. O manifesto do Estudo da Violência contra o impeachment é reflexo dessa atitude. Prefere-se o caminho da punição à população que irá pagar a conta em detrimento de um governo cuja mandatária, entre recordes negativos comprobatórios de sua má gestão, dá mostras de total ausência de senso comum ao discursar sobre a impossibilidade de se “estocar vento” ou sobre a ciência que vem da época da arca de Noé. Quem deveria defender o avanço prefere não enxergar práticas retrógradas de manutenção de poder. Desolador para a Pátria Educadora.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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FORA ISSO

 

Como sempre, o sr. Luis Fernando Veríssimo pega leve as coisas do PT. Em seu artigo de quinta-feira (“Caderno 2”, 15/10), fez ele uma comparação entre os feitos de personagens históricos – do bem ou do mal – e, ao final, indaga: “Qual será o “fora isso” do PT?”, citando as “bondades” patrocinadas pelo seu governo. E conclui: “Fora isso, claro, houve a corrupção”. Seria bom corrigir o final desse texto, para dizer que o PT institucionalizou a corrupção em seu próprio benefício através dos mensalões petrolões, do aparelhamento do Estado, etc. que desembocaram numa crise político-econômica cujo fim não se vislumbra.

 

Luiz Carlos G. Pannunzio giotto.pan@gmail.com

São Paulo

 

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FRUSTRAÇÃO GERAL

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) melou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff com o deferimento de três liminares e gerou uma frustração geral no País, principalmente para o dólar, que registrou alta de 3,6%, e para o Ibovespa, que recuou 4,00%. Se já não bastasse a incompetência e as pedaladas da presidente Dilma, agora também vamos ter de aturar as liminares do STF e os discursos de Lula? Quem quer ouvir Lula é o juiz Sérgio Moro, e não nós, povo trabalhador e cansado de ouvir asneiras. Fora Dilma! Fora Lula!

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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OS 5 DE DILMA

 

Dilma Rousseff deixou transparecer que tem cinco “amigos” no STF: dois deles conhecemos no mensalão, outros dois agora, na “última liminar”, o último logo aparecerá, talvez na próxima curva.

 

Itamar Carlos Trevisani bia.trevisani@terra.com.br

Jaboticabal

 

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A ‘COPA DAS COPAS’

 

Com todos os escândalos na Fifa, na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), etc. revelados agora, no caso da “Copa das Copas”, patrocinada pelo nosso país, como terá sido a escolha do país que a hospedaria, hein? No dia da apresentação da sede, em 30/10/2007, muitas figuras importantes estavam no evento. Após o resultado, se abraçaram, riram e choraram. Não aposto uma bituca: aí tem!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA NO BRASIL

 

O índice de homicídios por habitante no Brasil está no patamar astronômico, perante o mundo e perante países em guerra. Estamos no topo de quaisquer estatísticas de morte por habitante que se produza mundialmente. Desarma-se o cidadão de bem e o que vimos de resultado prático foi o aumento de mortes por armas de fogo em todo o Brasil. A população vive angustiada, apavorada, aterrorizada, não tem como se prevenir, não tem como se proteger. Tenho uma proposição até que os responsáveis pela Segurança consigam resolver e dar segurança a todo cidadão: que todos os detentores de cargo eletivos, presidente, ministros, governadores, deputados, senadores, seus familiares e todos os outros nesta cadeia de representantes, até que consigam dar a todos uma segurança real, sem pirotecnia, sem malabarismos e sem enganação, devam, até então, andar sem seguranças particulares, sem carros blindados e desarmados, como todos nós. Andariam estes senhores, apavorados, receosos, aterrorizados, em cada esquina ou rua em que estivessem, a paranoia que todos nós vivemos dia após dia.

 

Eugenio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

 

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AVENIDA PAULISTA

 

Sou contra o fechamento da Avenida Paulista, uma vez que a via é cercada por três grandes parques: Trianon, Mário Covas e Ibirapuera, que já servem a toda a população, e ainda existe a nova ciclovia. Além disso, a medida trará transtornos e prejuízos a comerciantes, moradores e dificultará o acesso a muitos hospitais da região. O governo municipal precisa levar lazer para endereços que mais precisam: são moradores de ruas afastadas do centro, carentes atenção e locais para divertimento.

 

Alvaro Camilo, coronel deputado estadual por São Paulo camillahaddad7@gmail.com

São Paulo

 

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A PRIORIDADE DE HADDAD

 

Fernando Haddad pirou de vez. Com os inúmeros problema graves que existem na cidade de São Paulo, ele se preocupa com ciclovias e, agora, resolveu fechar a Avenida Paulista, das 9 horas às 17 horas, aos domingos. Pergunto: qual é o benefício e quais são as vantagens que tal procedimento trará à população? Ele sabe que neste trecho há sete renomados e importantes hospitais? Por que mexer em algo que não esteja criando nenhum problema?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MOBILICHATOS E OS MONSTROS QUE ANDAM DE CARRO

 

Quase todos os dias leio algumas manifestações públicas de adolescentes que me causam uma pequena coceira no nariz meio desagradável – nada além disso. O que boa parte dos críticos dos usuários de automóvel deve observar antes de atribuir qualidades não muito abonadoras sobre quem usa o automóvel em sua vida cotidiana nas grandes cidades brasileiras congestionadas é que nossas cidades não são Paris, nem Londres, nem Nova York ou Amsterdam, e tampouco Boulder. Brasileiros de grandes metrópoles têm carências e características culturais muito distintas dos evoluídos habitantes desse mundo top civilizado. Mas a verdade é que a ideia da mobilidade e do transporte sustentável chegou por aqui, isso é fato, e vem alcançando em muitos setores da sociedade o status de meta a ser atingida, devendo tornar-se a cada dia mais prioritária na rotina de decisões de políticos, autoridades e técnicos de planejamento e projeto de cidades e seus sistemas de transporte. Mas ainda estamos bem distantes de poder escolher, no corrido dia a dia, entre diferentes modos de transporte, todos eles dotados de qualidade, agilidade, confiabilidade, conforto, capilaridade e segurança – e, por que não, melhor custo para o usuário? Quando chegarmos a este patamar avançado no desenvolvimento da mobilidade brasileira, igual ao Primeiro Mundo, politicamente correto, aí, sim, os blogueiros militantes, tão críticos e vorazes, poderão dizer, de boca cheia e peito estufado de pombo, que os usuários de automóveis são uns coxinhas individualistas e dinossauros sociais – mas nunca monstros abomináveis sem coração nem dignidade, pois isso daria uma coceira chatinha no nariz.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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A SP DAS EXPERIÊNCIAS

 

Na infância, nosso prefeito Haddad deve ter sido muito sonhador, pensando como seria bom morar num circo. Agora conseguiu realizar seu desejo. A cidade tem faixas coloridas em todos os lugares, pessoas se divertindo em ruas fechadas, com sorvetes, pipocas, bicicletas e guloseimas. Carros se movendo devagar e sem espaço. E a nossa cidade, que era bonita e que nos orgulhava, virou um lugar de experiências desastrosas a que assistimos incrédulos.

 

Maria Luiza Travassos malutravassos@hotmail.com

São Paulo

 

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NOVA CICLOVIA

 

Somente um grande idiota faria uma ciclovia na Avenida Pacaembu. Uma avenida já estrangulada ficaria pior ainda. Agora só não sei quem é mais idiota: o prefeito ou os engenheiros da CET.

 

Lucio Mazurek luciomazurek@hotmail.com

São Paulo

 

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IPTU – FIM DA ISENÇÃO

 

A Prefeitura deseja acabar com a isenção do IPTU para aposentados e pensionistas, pois, com base na Lei 15.889 de 5/11/2013, limita a isenção para imóveis com valor venal igual ou menor que R$ 1 milhão e, pasmem, efetuou reajuste no valor venal de até 98%, como foi o meu caso, fazendo com que o valor venal do meu imóvel passasse do teto e, consequentemente, extinguindo a isenção do IPTU. Não bastasse isso, a Prefeitura enviou agora, em outubro de 2015, sem nenhum comunicado prévio, a guia do IPTU 2015 para pagar com vencimento para 16/11/2015, fazendo com que muitos aposentados, como eu, pague em 2016 dois IPTUs, levando-nos à falência e acabando com a nossa dignidade, pois ficamos com o sentimento de que não temos o direito de morar onde estamos. Gostaria que um tributarista desse sua opinião sobre este assunto e dissesse quais as medidas possíveis para pedir o cancelamento dessa dívida, fazendo com que o direito à isenção permaneça.

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

 

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DESIGUALDADE NA RENDA MUNDIAL

 

É vergonhoso que apenas 1% dos mais ricos do mundo detenham 50% da riqueza mundial. Vivemos em mundo cada vez mais injusto, desigual, com o aumento da concentração de renda nas mãos de uma ínfima minoria predatória, egoísta e exploradora, em detrimento da imensa maioria, ou seja, de bilhões de pessoas. Em pleno século 21, estamos regredindo e andando para trás, cada vez mais na base da lei do mais forte, ou do mais rico. Pobre humanidade!

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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ÁGUA ESCASSA

 

Nesta época de crise hídrica, em que o El Niño é o menos culpado, e devido ao crescimento do uso de recipientes de plástico que são vendidos à população cada vez mais ilimitadamente, uma legislação exigia que os recipientes de água mineral de 20 litros devessem informar a marca envasadora, ou seja, a origem da fonte da água mineral. Desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram que essa exigência era ilegal. Agora vem a pergunta que não quer calar: por que uma exigência que visa a proteger a saúde do povo é ilegal? O crescimento da população, a irrigação dos campos agricultáveis e a pecuária estão a exigir do homem o uso de um recurso que já é usado por muitos países e do qual o homem não poderá desprezar mais: a dessalinização da água do mar.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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