Fórum dos leitores

NA VENEZUELA

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2015 | 02h43

‘Democracia exemplar’

Para os admiradores da atual Venezuela que habitam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e agora o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal Eleitoral, uma demonstração de quanto eles estão “corretos” quanto à “democracia” no país vizinho – “exemplar”, para o PT. O promotor Franklin Nieves, que atuou no processo contra Leopoldo López, o maior opositor do regime de Nicolás Maduro e prisioneiro deste, confessou ter usado provas falsas, forjadas, para incriminar López, no que teve pleno êxito. Após a confissão, Nieves e a família deixaram a Venezuela, para lugar ignorado. Esse é o regime tão apreciado por Lula, Dilma Rousseff e seus comparsas no Congresso e agora na área superior da Justiça.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

NO BRASIL

Instituições democráticas

As nossas instituições democráticas faliram em 2003, quando o PT assumiu o poder e o País ficou sem oposição. Eu não perco o meu tempo votando nesses políticos, já chega perder o meu dinheiro em impostos surrupiados e guardados em paraísos fiscais.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

NO INSTITUTO LULA

Balcão de negócios

O pecuarista José Carlos Bumlai levou o empresário João Carlos Ferraz, da Sete Brasil, a uma audiência com o ex no Instituto Lula. Diz que ficou olhando um livro do Corinthians e saiu. Este humilde escriba pergunta: e o Lulla ficou fazendo o quê com o empresário que ganhou contratos bilionários da Petrobrás? Ficaram falando de cervejas?

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

Entrevista de Bumlai

Na entrevista do Estadão com o sr. Bumlai (25/10, A4), diz ele que conheceu o sr. Fernando Baiano em 2011 e nesse mesmo ano já lhe pediu R$ 1,5 milhão e ele emprestou. Ontem eu conheci uma pessoa na rua e lhe pedi R$ 100 emprestados, mas a resposta foi não. O sr. Bumlai deve ter diversas contas, de vários anos, em vários bancos, mas preferiu pedir a Fernando Baiano?! Me engana que eu gosto...

VITAL ROMANELI PENHA

vrpenha@terra.com.br

Machado (MG)

O que era uma entrevista para se explicar acabou servindo mais para “complicar”, basta citar alguns trechos. Bumlai afirma: “O Lula ficou lá uns três ou quatro dias, foi embora, se candidatou a presidente da República, ganhou e nunca mais voltou a nenhuma fazenda minha” – a fim de expressar, ao que parece, a pouca proximidade com Lula; para dizer a seguir, respondendo a outra pergunta: “Eu conheço as quatro, conheço as quatro noras. Também não sei se ela comprou apartamento”. Será que as mencionadas noras estiveram na fazenda também? E prossegue: “Eu nunca viajei, nunca fiz uma viagem internacional no avião do presidente da República”; para, então, ressalvar: “Peguei uma ou duas caronas, não mais do que isso”. Então, viajou ou não viajou? Quando tenta explicar o empréstimo de Fernando Baiano, declara: “Em 2011, no mês de setembro, eu tive uma dificuldade, eu não me lembro por quê, dificuldade financeira”. Logo depois recobra a memória, na resposta a outra questão: “Naquele ano de 2011, eu estava separando uma sociedade, meus filhos estavam separando uma sociedade, um filho meu ficou doente, um ano e meio”. Para explicar o suposto empréstimo de R$ 1,5 milhão, Bumlai apresenta o extrato de uma empresa de transporte, a qual parece ser dele, onde consta uma transferência eletrônica de R$ 1,5 milhão, como crédito, sem identificar a origem, um cheque que indica saque de R$ 300 mil e um depósito, que parece ser na sua conta pessoal, de R$ 1,2 milhão. Tubo bem, mas dá para explicar de onde saiu o R$ 1,2 milhão da conta da empresa de transporte que, aparentemente, entrou em sua conta pessoal? Acho que o Ministério Público Federal vai querer saber.

JOSÉ NESTOR C. CERQUEIRA

nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

OPERAÇÃO ZELOTES

Nova fase

A Polícia Federal (PF) aperta o cerco à família Lula da Silva. Terá finalmente chegado a hora?

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo.

Puxada de tapete

O ministro José Eduardo Cardozo que segure o tapete! A Polícia Federal entrou no escritório do filho do Lula, conforme noticiado pela imprensa. Se a pressão do Lula já era grande para sacar o ministro da função, agora nem pregando o tapete no chão.

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Nunca sabe de nada

Já que o ex-presidente Lulla sempre saiu pela tangente quando incriminado, tanto no mensalão quanto na Operação Lava Jato, só falta agora dizer que não conhece o próprio filho, alvo da Operação Zelotes!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Vaquinha

Será que os petistas vão fazer vaquinha para pagar a multa do Henrique Pizzolato?

LUIZ CARLOS MOREIRA

lcm@tableau.art.br

Vargem Grande Paulista

SEGURANÇA PÚBLICA

Ordem na polícia

O editorial Pôr ordem na polícia (24/10, A3) aborda o antigo problema da rivalidade entre as Polícias Civil e Militar. É inadmissível a conduta inadequada de agentes da lei – que deveriam, acima de tudo, obedecer-lhe –, criando uma situação absurda cujos responsáveis só não foram punidos porque a autoridade maior, o secretário de Segurança Pública, não teve pulso firme. A existência de duas polícias estaduais, a Civil e a Militar, não se justifica, causa maiores gastos administrativos e dá margem a conflitos como o narrado no editorial. Para complicar ainda mais as coisas, os bombeiros são também policiais militares. Há, ainda, a Guarda Civil Metropolitana, que, não tem poder de polícia, já que a Constituição diz que tal poder é privativo da União e dos Estados, mas há casos em que atua como se o tivesse. Tudo seria muito mais simples e ordeiro, e menos dispendioso, se houvesse apenas uma polícia civil metropolitana, a exemplo de outros países onde, aliás, o chefe de polícia é nomeado pelo prefeito, estando a ele subordinado. A hierarquia seria, assim, muito mais clara, eficiente e direta, permitindo acabar com conflitos desse tipo, que vêm de longe.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O ‘CASO LULA’

 

Rejeição a Lula vai a 55%, informou o “Estadão” de 26/10 (“Lula perde, ninguém ganha”, página A6). E, no portal do jornal, ontem também fomos informados de que a Polícia Federal fez buscas na casa e na empresa dos filhos do ex-presidente, em mais uma fase da Operação Zelotes. Isso, em vez de elucidar, torna o “caso Lula” ainda mais intrigante, pois, desde o início da Operação Lava Jato, vários indícios apontam em sua direção, amigos e cooperadores seus são presos, mas ele sempre sai pela tangente. O enigma Lula aumenta com as delações premiadas: verificamos que as delações que envolvem o nome de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, levam à abertura imediata de inquéritos, mas as delações que envolvem Lula há muito permanecem na geladeira. Lula atuou, no Brasil e no exterior, como lobista de construtoras; usou recursos do BNDES e desvios da Petrobrás em casos como a venda de medida provisória que beneficiou um de seus filhos, o financiamento da campanha de Dilma e a promoção e realização de obras em países ditatoriais latinos e africanos; e foi agraciado com várias obras “gratuitas” feitas em seus imóveis pela Odebrecht. Mais recentemente, surgiu até informação sobre pagamento de propina feito a uma de suas noras envolvendo um de seus amigos, o empresário José Carlos Bumlai. Mas a Justiça nunca chega ao poderoso chefão. Por quê? Qual é o invisível fascínio que mantém Lula livre, leve e solto e com o poder para subir em palanques, chamar a oposição e a imprensa de “golpistas” e, ainda, ameaçar com o “exército do Stédile” os mais de 55% que não votariam nele de jeito nenhum? Erga Omnes!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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O POVO QUER MUDANÇA

 

Pesquisa inédita do Ibope mostra rejeição generalizada aos candidatos que pleiteariam a Presidência da República em 2018. Lula, desgastado, tem rejeição de 55%; Aécio Neves tem 47%; Marina Silva, de 50%; José Serra, de 54%; e Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, de 52%. O Brasil precisa de um líder urgente. A sociedade está enojada com a politicalha que vem sendo praticada neste país. O eleitor vem demonstrando desprezo por todos os políticos e é natural que assim seja, já que no Congresso será preciso procurar com luz de vela um parlamentar ficha-limpa. Há um espaço aberto, procura-se um candidato que goste do Brasil, que queira transformá-lo num país digno e próspero. A pesquisa deixa claro: o eleitor se cansou dos sujeitos que aí estão. Quem sabe um nome da iniciativa privada possa ganhar a simpatia do eleitor. O modelo político no Brasil se esgotou, o povo quer mudança. E rápido.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

 

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O MENOS PIOR

 

Rejeição a Lula cresce dia a dia: os que dizem que não votariam nele de jeito nenhum passaram de 33% para 55%, embora a rejeição a Aécio Neves, Marina Silva e a outros políticos também tenha subido. Isso tudo por não termos nenhuma liderança nem oposição. Ou seja, pela maneira como estão as coisas, nas próximas eleições deveremos escolher o menos pior, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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OPERAÇÃO ZELOTES

 

A Polícia Federal cumpriu, ontem, mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, na Rua Padre João Manuel, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Como diria o grande vascaíno Chacrinha, um gênio neste mundo, nada se cria, tudo se copia e o mundo gira, mas a corrupção roda – e ainda bem que atualmente também os corruptos estão rodando e indo para a cadeia. A família Lula parece ter muita história para contar, afinal, alcançou tamanha riqueza tão rapidamente que nem Gates faria melhor.

 

Alberto Fumace Baruthy afumaaabaruty@bol.com.br

São Paulo

 

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LAVA JATO X ZELOTES

 

Vamos ver quem prende o grande chefão Lula (também conhecido como Barba e Brahma) primeiro. Façam suas apostas.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

 

Existe alguém de nove dedos que daria tudo para ter dez, passar desapercebido e fazendo cara de paisagem depois desta segunda-feira.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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CHIADEIRA

 

Não adianta Lula chiar sobre supostas perseguições pelo Ministério Público e a Polícia Federal contra dois de seus filhos. Melhor que todos saibam que eles nunca representaram nada que os fizesse merecer ganhar tanto dinheiro, exceto pelo fato de serem filhos do presidente da República por oito anos, exatamente quando a fortuna começou a se formar. Portanto, que Lula continue a dizer que não sabe de nada, tal qual outros por aí... E não nos trate como idiotas.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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A ENTREVISTA DE BUMLAI

 

Não é à toa que Lula e Dilma odeiam os delatores envolvidos no petrolão. Embora não confessem, os dois tinham total conhecimento de toda esta roubalheira envolvendo a Petrobrás. O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro só aceitam a delação premiada dos envolvidos se se comprovarem suas denúncias, e com o lobista e delator Fernando Baiano, que está preso, não é diferente. Baiano denuncia que uma nora de Lula recebeu R$ 2 milhões oriundos de propina, graças à intermediação de um amigo do ex-presidente, o pecuarista José Carlos Bumlai. E parece que não foi em vão essa grave acusação. Entrevistado pelo “Estadão” (25/10), Bumlai confirmou detalhes dessa intermediação, que envolveu o presidente da Sete Brasil, fornecedora da Petrobrás, que foi apresentado a Lula por Bumlai, a pedido de Fernando Baiano. Bumlai apenas nega ter entregue R$ 2 milhões para uma nora de Lula. O pecuarista se complica e, por tabela, complica também o ex-presidente e sua nora. O “amigo de festa”, como Bumlai diz ser de Lula, entregou o ouro.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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UMA MENTIRA EM CIMA DA OUTRA

 

Com o passar do tempo, o amigo-pecuarista vai se enrolando. Foi pedir dinheiro “emprestado” justamente para o sr. Fernando Baiano, o lobista. O que de fato dá para entender é que o dinheiro para pagamento do apartamento de uma nora do sr. Lula não passa de uma grande mentira e enorme invencionice da grande mídia. Total e completa perseguição ao ex-presidente Lula. A conclusão é um “me engana que eu gosto” do tamanho desta mentira toda.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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LULA, O PT E A VERDADE

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) deve estar sofrendo muito, porque sempre os seus integrantes se acharam os donos da ética e da verdade. E esta não é e nunca foi uma qualidade apresentada pela agremiação partidária. Lula, por sua vez, encontrou a Lava Jato, que está marcando encontro constante com a verdade, mas a verdade real, e não a dele, sempre melosa e falsificada pelo seu interesse eleitoral. Enfim, a Lava Jato está realizando o maior trabalho de busca da verdade e da corrupção neste país. Está colocando tudo nos devidos lugares, inclusive Lula e seus asseclas. Podemos aguardar, que vem muito mais por aí.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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ESTÁ TUDO EXPLICADO

 

Perguntado na sexta-feira sobre referências a seu nome na Operação Lava Jato, Lula saiu-se com esta: “O papel da oposição é tentar matar o adversário. Se não posso na política, vou tentar de algum outro jeito. Antigamente, se esperava atrás da moita e matava”. Sem querer, Lula explicou o “modus operandi” do PT e, de certa forma, esclareceu o que aconteceu com Celso Daniel e Toninho do PT.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     

São Paulo

 

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ESCOLHENDO FEIJÃO

 

Estive aqui pensando: Lula, em seus primários discursos maniqueístas, que visam à divisão de classes, separa o povo em duas categorias, os bons e os maus. Faz exatamente como nossas mães e avós faziam ao escolher feijão. O problema é que ele se coloca no montinho errado. Na verdade, ele pertence à minoria, àqueles carunchos que não prestam e que nossas mães jogavam no lixo. Será que teremos de invocá-las novamente para colocá-lo no lugar que merece? Ou quem sabe a solução mais adequada não seria ensinar a nossos tecnológicos filhos como escolher feijão?

 

Percy de Mello C. Junior percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

 

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EM EVIDÊNCIA

 

Lula está em decadência e espera que suas “bravatas” o mantenham no noticiário. Em breve, porém, ele deve aparecer no noticiário policial, preso em cela comum, onde é o seu lugar.

 

Nadir Aziz Malki aziznadir@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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TRANQUILO

 

Viajando pelo Brasil inteiro, sabe-se lá à custa de quem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz, agora, que tem a consciência inteiramente tranquila a respeito dos últimos acontecimentos no Brasil (mensalão, petrolão, Lava Jato, pedaladas, etc.). É de imaginar que o dr. Ricardo Lewandowski deve ter-lhe receitado o tranquilizante “Alegro Propinato Max”, de efeito duradouro por mais de 12 anos. O problema são os efeitos colaterais. A partir do momento em que muita gente passe também a desfrutar da mesma tranquilidade de Lula, vai faltar remédio na praça. Então, só restará a estes (Lula, principalmente) uma regeneradora estadia no hotel “PTPP”, ou seja, Prolongado Tempo na Penitenciária da Papuda. Deus me ouça e a quase todos os 90% dos brasileiros.

 

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

 

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O EXÉRCITO DO STÉDILE

 

Está difícil de entender. Com tantas evidências do envolvimento de Lula em escândalos, ele continua livre, leve e solto. Será medo do “exercito do Stédile”? Deve ser, porque depois de toda a campanha contra as Forças Armadas, a única força em condições de atuar no Brasil deve ser o exército do Stédile. Aliás, outra coisa difícil de entender: como, depois do discurso anti-Brasil que Stédile proferiu na Venezuela, sendo aplaudido por toda a corja bolivariana, ele não foi intimado para se explicar aqui? Medo? E agora, quem poderá nos salvar? Renan? Cunha? Lewandowski? Toffoli? Será que estamos fritos mesmo?

 

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

                  

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

O “Estadão”, no editorial “A indispensável reforma da Previdência” (26/10, A3), abordou o rombo da Previdência como se a causa principal fosse a aposentadoria precoce do trabalhador brasileiro e defende que a fixação da idade mínima para aposentadoria de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens aproximaria as regras brasileiras das dos países que integram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo que, pelas regras atuais, os brasileiros se aposentam, em média, com 57,5 anos, idade considerada muito baixa. Baseado neste editorial, gostaria de saber a opinião deste prestigioso jornal sobre se nos países que integram a OCDE a roubalheira generalizada que foi instalada no Brasil também é corriqueira. Gostaria, também, de saber se nos países que integram a OCDE foi formada uma grande quadrilha cujos integrantes se dizem vítimas de perseguição política, inclusive ex-presidentes, para surrupiarem a Previdência Social, e se foi estabelecida uma idade mínima para o saque generalizado. E, ainda, se o fator previdenciário foi aplicado na concessão dos benefícios para estes privilegiados. Portanto, para falar em reforma, há necessidade de esclarecer ao trabalhador brasileiro o verdadeiro dono da Previdência Social, porque são concedidos benefícios vultosos do INSS, inclusive, a quem nunca contribuiu com ele. O certo seria que fosse apresentada uma lista dos beneficiados e os valores que recebem (inclusive as indenizações) estes privilegiados. Finalmente, gostaria de saber, também, se nos países que integram a OCDE os políticos se aposentam precocemente com polpudas verbas.

 

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

 

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CONTRAPONTO

 

Em contraponto à argumentação economicista apresentada no editorial de 26/10 (“A indispensável reforma da Previdência”), faço lembrar que, para se aposentar hoje, um homem deverá ter nascido até 1955, quando a esperança de vida ao nascer era de aproximadamente 54 anos (IBGE). Então, em termos estatísticos, esse sujeito terá morrido antes de se aposentar. O mesmo exemplo para as mulheres indica que estas teriam aproximadamente cinco anos para viver na condição de aposentadas. Penso que não há muita diferença entre ter morrido e ter ainda cinco anos de vida, pois qual a qualidade de uma vida durante os seus últimos cinco anos? Também há que se considerar que, com o retardo das aposentadorias, poderemos estar restringindo a entrada de jovens no mercado de trabalho, o que poderá levar a problemas socioeconômicos maiores que as supostas vantagens calculáveis. Não devemos levar em conta apenas aspectos financeiros, quando as decisões têm implicações diretas na vida das pessoas.

 

Pedro Paulo Prado pedropauloprado@instale.eng.br

São Paulo

 

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FUNDOS DE PENSÃO CORROMPIDOS

 

Os males do aparelhamento das nossas instituições no plano federal vão além dos tribunais, das agências reguladoras e das empresas estatais. Atingem também, em cheio, a vida dos empregados, sejam eles aposentados ou da ativa. É o que demonstram os números do editorial “Politização dos fundos de pensão” (26/10, A3).

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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ALÉM DA CAPACIDADE

 

O déficit do INSS este ano será de R$ 88,9 bilhões, dos quais R$ 68,4 bilhões serão causados pelo funcionalismo público. Problema muito acima da capacidade de Dilma Rousseff resolver. Serão estes fatos, fatos, fatos que a levarão a renunciar.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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IMPEACHMENT E PEDALADAS

 

Admirável o artigo-aula do ex-ministro Carlos Ayres Britto (“Lições do impeachment”, 25/10, A2). Uma lição de obediência à legalidade e à Constituição, didaticamente exposta. A reflexão remete à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em única instância, com voto do articulista, que cassou o mandato do governador Jackson Lago, legitimamente obtido. A inobservância de princípios constitucionais e legais impactou a consciência jurídica do País, ciente da força que destituiu o legítimo governante. Assemelhou-se “a golpe pelas pedaladas na Lei Maior para aplicar o instituto a ferro e fogo”. Bela a referência a Luther King, quando diz: “Não me interessa conhecer as suas leis, porém seus intérpretes”. Parabéns ao jurista, que ajuda, auxiliando as nossas instáveis instituições a não mais pedalar.

 

Wagner Lago ricardolagofilho@gmail.com

São Luís

 

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‘A LIBERTAÇÃO ESTÁ NOS FATOS’

 

Fernão Lara Mesquita ofereceu uma grande contribuição ao País em seu artigo “A libertação está nos fatos”, publicado no sábado (24/10), no “Estadão”. Mostra-nos que as mazelas em nossa economia poderão ser atenuadas com o enfrentamento das benesses e vantagens oferecidas em cargos e empregos dos amigos do poder. Mas, sobretudo, reclama a leniência e o conformismo do quarto poder, que omite de suas produções diárias de notícias aquelas que poderiam e deveriam alertar o bom caminho a ser seguido. E por quê? Talvez para preservar os fluxos de recursos financeiros às suas publicações. Com a palavra, a grande mídia.

 

Luiz Antonio Werner luiz.werner@siplancontrolm.com.br

São Paulo

 

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INDIGNAÇÃO

 

Segundo dados do jornalista Fernão Lara Mesquita (“A libertação está nos fatos”, 24/10, A2), baseado em publicação do jornal “O Globo” de 19/10, a folha de salários da União, sem as 142 estatais, ultrapassará os R$ 100 bilhões neste ano, pois são 618 mil funcionários na ativa, dos quais 18.300 indicados por Lula e 16.300, por Dilma. Em cargos de chefia, são 103.313. A remuneração para os cargos de confiança – diz lá “com estrela vermelha no peito” – é de R$ 77 mil por mês ou R$ 1 milhão por ano. Com esses números, uma simples conta aritmética revela que o corte de 60 mil cargos (menos de 10% do total de funcionários) geraria uma economia de R$ 60 bilhões/ano, quantia inicialmente tida como necessária para começar a arrumar as contas públicas. Logo, a reação daqueles que trabalham para pagar essas sinecuras com seus escorchantes impostos só pode ser de indignação.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com 

São Paulo

 

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PRIMEIRA PÁGINA

 

Cumprimento o jornalista Fernão Lara Mesquita por seu excelente artigo “A libertação está nos fatos” (24/10, A2), sobre os desmandos e malversações a que está submetido nosso pujante País, nas mãos dos malfeitores que comandam nossos destinos há tão longo tempo. Na verdade, considero que os números e fatos que aborda deveriam estar na primeira página de TODOS os órgãos de informação pública, mecânica ou eletrônica, pois o desconhecimento destes fatos leva a população a acreditar que só com mais sacrifício pessoal (CPMF) será possível reverter o quadro atual, quando é nítido que, cortando grossamente os descalabros indicados em seu artigo, já seria medida suficiente para modificar profundamente o panorama atual. Talvez não seja suficiente para solucionar nosso problema, mas já o minoraria e daria mais credibilidade ao governante que substituir a atual e péssima “rainha da Inglaterra”.

 

Carlos Icarahy Gonçalves icarahyrg@uol.com.br

São Paulo

 

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MÁ ADMINISTRAÇÃO, A RAIZ DO PROBLEMA

 

É impressionante como ultimamente vemos na imprensa séria vários artigos jornalísticos que mostram, provam e comprovam a falência do modelo de gestão pública em nosso país, que chegou ao extremo na era lulopetista: o tal sistema da “cumpanhêrada”. Mas o excelente artigo intitulado “A libertação está nos fatos”, do sr. Fernão Lara Mesquita, desnuda a raiz do problema, do grande mal que nos assola. Perto disso, a séria e grande perda da Nação, proveniente dos desvios e da corrupção de autoridades públicas ao erário direto ou indireto, é pouco. A má administração colocada em números, conforme descrito pelo jornalista, nos dá uma dimensão de quanto de nossa carga tributária, atualmente perto dos 40% do PIB nacional, é jogada no lixo, se comparado com outros países parecidos com o nosso, como o México, que tem carga que não chega a 23% do PIB. E, convenhamos, o México não deve ser considerado modelo de grande coisa nesta área. Há coisa muito melhor para nos espelharmos. Essa comparação só serve para dar uma imagem de quanto estamos para trás na corrida ao desenvolvimento. Temos de rever rapidamente conceitos que adotamos e seguimos, não sei bem por que e com que base jurídica, de manter estabilidade e aposentadoria diferenciada para todo o funcionalismo público, sem lhes cobrar eficiência, metas e produtividade, e não privilegiar e não estimular o bendito mérito na evolução de suas carreiras. É claro que algumas áreas, como magistratura, Ministério Público, agentes de segurança, entre outras poucas, devem dispor de algum mecanismo de isenção que a estabilidade proporciona, mas por que estender para os demais? De qualquer modo, todos os profissionais públicos devem ser cobrados em suas funções com resultado, eficiência e produtividade e premiados em caso de sucesso no alcance das metas previstas. Esse princípio pode e deve ser estendido aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e às três esferas da administração da estrutura pública, a federal, a estadual e a municipal, para que o nosso país chegue ao patamar de nação desenvolvida na plenitude. É assustador que os números levantados no artigo em foco refiram-se exclusivamente a uma parte do setor federal. Imaginemos o universo restante. O que esperar de governos que, além de fazer rigorosamente o oposto de tudo isso, ainda desmantela as agências reguladoras na sua plenitude técnica para dar vazão ao seu furor e às negociatas político-populistas, fato ocorrido a partir de 2003, só para citar um pequeno, mas importante, exemplo. Há de lembrar que tais agências não seriam necessárias se houvesse a plena implantação dos princípios da boa administração no setor público, como vemos na iniciativa privada, em que o Brasil é modelo mundial. Os ministérios, e em número muito menor, fariam esse trabalho plena, natural e com grande eficiência, mas foi uma maneira brasileira de dar um mínimo de racionalidade técnica à gestão pública federal. Saber fazer aqui dentro de nosso Brasil sabemos, como mostra o setor privado tupiniquim, que dá show disso. Por que não aplicar no setor público? Chega de fechar os buracos da ineficiência pública com aumento de carga tributária, que só desvia recursos de setores que aplicariam com muito melhor resultado econômico e social. Basta!

 

Emilio Gomes emiliogomes@terra.com.br

Curitiba

 

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LIBERTAÇÃO

 

O brasileiro já está se acostumando com a banalização do dolo, o conluio político para satisfazer a voracidade dos nossos representantes, na individualidade, no partidarismo e no corporativismo. Isso está chegando às raias do absurdo. O aparelhamento pelo PT das diversas instâncias do Executivo e do Legislativo faz de nós, o desempregado, o sem assistência médica, o sem educação e o sem segurança, os comedores dos restos alimentares dos comedores de “brioches”. A nossa guilhotina, representada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria-Geral da República, está sendo montada. Esperamos que corte as cabeças desta canalha que suga impiedosamente o sangue da Nação e o futuro de nossos filhos e netos. O patriotismo que herdamos dos nossos sargentos instrutores, na juventude, será que está adormecido ou está em “standby”? Parabéns ao articulista Fernão Lara Mesquita.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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DOM LEVY DE LA MANCHA

 

Dom Levy, desista do moinho da CPMF. Leia o artigo de Fernão Lara Mesquita, “A libertação está nos fatos”. Lá vai um resumo: cofres abertos, realidade do Estado petista; remuneração de Ministério, R$ 152 mil; Lula acrescentou 18,3 mil funcionários e Dilma mais 16,3 mil à União, totalizando agora 618 mil. São 103,3 mil em cargo de chefia, um chefe para cada seis funcionários. Cargos de confiança com estrela vermelha no peito, R$ 77 mil; Petrobrás distribui R$ 1 bilhão em pleno petrolão; Eletronorte distribui R$ 2,2 bilhões como participação nos lucros; a folha de salários da União passará este ano de R$ 100 bilhões; e por aí vai, por que isso é apenas a ponta do iceberg. Não é o moinho da CPMF, estúpido! Uma criminosa mentira sendo vendida ao povo. Deixe de buscar o amor de “Dilmanéia” e ignore “Lula Pança”. Eles são péssima companhia. Seja um verdadeiro cavaleiro patriota. Não coadune com esta carga sugadora de sangue do povo. Ataque o moinho de nossos recursos (no sentido literal), do assalto, ou saia desta espelunca, deste engodo.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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COFRES ABERTOS

 

O artigo de Fernão Lara Mesquita no sábado (24/10) trouxe o assunto mais sério, na minha opinião, que existe no governo brasileiro e que a imprensa tem evitado – por covardia? Ele mostra que só “O Globo” não o evitou – e mesmo este envergonhado, pois a primeira página não trazia nenhuma chamada para seu próprio “furo”, e a TV do mesmo grupo não disse uma só palavra sobre o assunto. O governo petista inchou a máquina. São 618 mil funcionários na ativa, sendo que mais de 103 mil têm “cargos de chefia” e os salários chegam até R$ 152 mil. Tem ainda a grande tribo de caciques “de confiança”, com estrela vermelha no peito, ganhando R$ 77 mil. Na realidade, como sabemos nós, brasileiros, são todos “aspones”. Por isso o PT não quer largar o poder de jeito nenhum. Querem continuar usufruindo e roubando. Como assinante e leitor do “Estadão”, sabendo que o sr. Fernão Lara Mesquita é da família proprietária do jornal, admira-me que o “Estado” não tenha se engajado neste tema dos cofres abertos.

 

Gilberto Junqueira Meirelles gilberto@castanhal.com.br

São Paulo

 

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CPMF COM PEDALADAS

 

Governo em nocaute técnico político, contas em completo descontrole, não conseguem nem saber o rombo das contas que abriram, aí pedem socorro de uma CPMF que, pelo que se publica, já teria de ser de 0,5% e sujeita a aumento que chegaria a 1%. Estas nuvens negras ameaçadoras sobre nossas cabeças está se tornando uma neurose. Não vivemos mais uma democracia: o “demo”, só se for de demoniocracia. Como pode um presidente da Câmara dos Deputados segurar sozinho um processo de impeachment? O que fazem lá os outros 500 e tantos deputados? Será possível que todos têm rabo preso e conta na Suíça? Quem consegue trabalhar e produzir num contexto destes? Mais três anos deste desastre e vai-se levar uma década para consertar o que estão aprontando. Não é CPMF que resolve, está tudo errado. A CPMF nas mãos de uns loucos destes vai virar mais um instrumento para extorquir a sociedade. O setor produtivo cansou. A renúncia da presidente seria a solução menos traumática.

 

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

 

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ATÉ QUANDO?

 

Quando é que o Brasil vai saber escolher os seus administradores? Em que geração? Ainda agora os senhores prefeitos estão de acordo com a volta da CPMF, desde que lhes toque um bocadinho do bolo... uns 0,18% já dá para quebrar o galho, aumentar seus vencimentos, viajar por motivos que só eles sabem, criar empregos para os seus, lançar programas impossíveis, deixar inacabadas as obras já iniciadas por outros, enfim, fazer mais política, tudo visando a uma possível reeleição.

 

Antonio Ronaldo Rodrigues da Cunha arrc@rcg.eng.br

Uberaba (MG)

 

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CARENTE DE EXEMPLOS

 

Num país em que o presidente da Câmara dos Deputados rouba milhões dos cofres públicos e utiliza o dinheiro para passar a noite em hotéis luxuosos com a esposa, pagar curso de inglês para a enteada e fazer depósitos ilegais nas contas de igrejas, como convencer muitos jovens estudantes da importância dos estudos e de valores como honestidade, dedicação e persistência? O Brasil está carente de bons exemplos, que possam ser referências para as atuais e futuras gerações.

 

Celso Nobuo Kawano Junior cn.kawano@gmail.com

Embu das Artes

 

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FIM DE LINHA

 

Eduardo Cunha sabe que está perdido. Só não deveria levar o Brasil com ele!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

 

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QUEM SALVARÁ O BRASIL?

 

Como é que pode um país como o Brasil ser governado por bandidos, canalhas e corruptos já declarados? No Congresso Nacional, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é bandido. O vice, Waldir Maranhão, também é denunciado. A presidente da República, Dilma Rousseff, e seu parceiro, Lula da Silva, estão sendo acusados de ladrões. No Senado, também seu presidente, Renan Calheiros, é acusado de falcatruas, e este é useiro e vezeiro. No Supremo Tribunal Federal (STF), um advogado da instituição PT, cuja cúpula e tesoureiros estão na cadeia, é ministro. Afinal de contas, onde é que nós vamos parar? E o nosso Brasil, quem é que vai salvar?  Cadê as autoridades do País? Onde andam a maçonaria, o Lions Club, o Rotary Clube, as federações, a OAB, os sindicatos, a imprensa, o Ministério Público e os militares? Dormindo em berços esplêndidos?

 

Helio Sampaio heliosampaio@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FESTA NA PAPUDA

 

Deve ter sido feita uma festa de arromba no presídio da Papuda neste fim de semana, para comemorar a volta triunfal do bandido Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Estariam convidados os ilustríssimos senhores Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, José Genoino, ex-deputado federal, Marcos Valério, empresário, Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, José Roberto Salgado, executivo do Banco Rural, João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, Roberto Jefferson, ex-deputado, e Valdemar Costa Neto, deputado federal. E, como convidados especiais, o ilustre ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a excelentíssima presidente Dilma Rousseff e o digníssimo deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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CONDENADOS

 

Nada como um país de Primeiro Mundo: a Itália devolveu ao Brasil Pizzolato; o Brasil (Lula) ficou com Cesare Battisti. Que vergonha!

 

Miguel Sagatio miguelsagatio@hotmail.com

São Paulo

 

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BOLÃO

 

Pizzolato divide a cela com um “anão do orçamento”. A pergunta que vale o prêmio máximo é se Pizzolato sairá da cadeia primeiro que o “anão do orçamento”, que foi condenado na década de 1990. Vamos fazer um “bolão” para ver quem acertará.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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PERGUNTINHA

 

As acomodações da prisão da Polícia Federal do Paraná incluem menu de travesseiros?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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A PROPINA COMO APANÁGIO

 

Para manter a coerência na ideologia da corrupção, o governo da Venezuela está envolvido num sistema igual ao que foi desmantelado pela Operação Lava Jato na Petrobrás. Executivos da estatal venezuelana PDVSA estariam extorquindo propinas dos fornecedores, a exemplo do que faziam diretores da estatal brasileira. Inquéritos sobre fraudes, segundo o jornal americano “The New York Times”, mostram que o governo americano suspeita de que esse dinheiro tenha relação com lavagem e tráfico de drogas. Ainda segundo o “Times”, 20% dos US$ 15 bilhões dos contratos de equipamentos e serviços firmados anualmente correspondem a comissões ilegais. Exemplo de como o esquema funcionava mostra que companhias chinesas depositaram US$ 154 milhões numa empresa do Panamá que tem como titular Diego Salazar, parente e braço direito do presidente a PDVSA, Rafael Ramirez. Assim como nas empreiteiras brasileiras, na Venezuela, se não pagar propina, pode voltar para o aeroporto. Petistas e chavistas são pinga da mesma pipa.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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CONFIÁVEL?

 

Estranhamente, “los hermanos” argentinos realizaram a apuração das eleições presidenciais que determinaram pela primeira vez na sua história a realização de um segundo turno, por meio de votos de papel, com contagem manual, sem cogitar da utilização da jabuticaba eletrônica, tão decantada por aqui. A propósito, por que, além deles, nenhum país que preserva e exige um padrão mínimo de lisura em seus pleitos eleitorais pensou em utilizá-la? Provavelmente, por sabê-la não confiável, permitindo, assim, que, com ela, se possa “fazer o diabo”.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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VLADIMIR HERZOG, 40 ANOS DEPOIS

 

A ditadura militar no Brasil morreu brutalmente torturada e enforcada no dia 25 de outubro de 1975, numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, ao lado do corpo do jornalista Vladimir Herzog, covardemente por ela assassinado. Democracia para sempre!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

 

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HERZOG

 

Decorridos 40 anos do assassinato de Herzog, fica, entretanto, uma pergunta que não quer calar: afinal, quem matou o jornalista? Quem estava de serviço no DOI-Codi, naquele dia fatídico? Precisamos de um Sherlock Holmes? Certos da impunidade, os assassinos fiam-se na Lei da Anistia, mas, certamente, não escaparão das sanções da Convenção de Genebra, por crimes contra a humanidade. O Exército de Caxias, a que tive a honra de servir, não pode continuar protegendo torturadores de porão.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br 

São Paulo

 

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VLADIMIR HERZOG E A POLÍCIA MILITAR

 

Quando o objetivo é litigar, qualquer tema serve como subterfúgio. Desta vez, é o caso de utilizarem os 40 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog (“Ato por Herzog critica violência policial”, 26/10, A6) para esculhambar a Polícia Militar. Não é possível que ainda haja gente que faz de tudo para tapar o sol com peneira, querendo que os outros acreditem que vivemos na Suíça ou na Noruega em termos de criminalidade. Aos que gostam de atacar a imagem das polícias, seja ela civil ou militar, sugiro que larguem suas casas sem tranca, seus veículos abertos e andem na rua com todos os pertences à vista, e, ao menor sinal de um suspeito, convide-o para entrar em casa e tomar um café, e depois descubram o que acontece.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo

 

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MANIFESTAÇÕES DE PESAR

 

O jornalista Vladimir Herzog foi morto nas dependências do DOI-Codi. Foi morto, mas continua morrendo anualmente sob a alegação de que não podemos nos esquecer do que aconteceu. Centenas de pessoas se unem em alguma igreja e velam novamente o defunto, clamando contra seus algozes. Isso já se tornou profissão para alguns. Ganham a vida escrevendo sobre o mesmo assunto em colunas repetitivas, que exploram as mesmas palavras, os mesmos cânticos, as mesmas palavras de ordem. No Estado de exceção que o Brasil viveu, morreram muitas pessoas. Umas importantes, outras nem tanto. Morreram pessoas do povo que nada tinham com as operações de guerra que ambos os lados travavam. Os militares alegam a defesa da Pátria para suas batalhas. Os terroristas alegam que lutavam pela liberdade da Nação. Nesse palco de operações, Vlado foi covardemente assassinado. Ponto pacífico e condenável sob todos os aspectos. Porém, se por um lado sua morte é motivo para reuniões 40 anos após ocorrer, por que não celebrar também uma missa pelos que morreram em ações covardes dos terroristas? Gente inocente morreu sem saber nem sequer de onde vieram os tiros ou a bomba. Civis que nada tinham com as movimentações dos militares foram brutalmente atingidos por tiros. Empresários da época foram assassinados covardemente pelos terroristas unicamente por vingança, sem que lhes fosse dada a mínima chance. Muitos dos autores desses crimes estão por aí e, por paradoxal, participam do pesar pela morte de Vlado. Será que apenas os que morreram pelas mãos dos militares merecem tamanha manifestação de dor e indignação? E as vítimas dos terroristas? Não mereceriam igualmente um pleito de solidariedade e pesar? Militares erraram. Os sequestradores, assaltantes de bancos, terroristas peritos em bombas, etc. também. A dor é a mesma. Ela pode estar em endereços diferentes e em famílias que nem sequer se conhecem, mas tem a mesma intensidade.

 

Victor Saeta de Aguiar victor.saeta@pentagonoseguranca.com.br

São Paulo

 

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O MP DE SÃO PAULO

 

Fiquei estarrecido ao saber que o Ministério Público (MP) paulista está “processando” o prefeito Fernando Haddad porque ele está fechando a Avenida Paulista nos fins de semana, mesmo com total apoio popular a respeito. Daí, estranhando que os corruptos de São Paulo só foram pegos na Suíça, na França e na Inglaterra, e em São Paulo permanecem estranha e suspeitamente ainda impunes, fica a bendita dúvida: o MP paulista é inoperante, incompetente, tendencioso e parcial, ou tem lado, tem partido e, então, não serve, não presta? No Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais o MP local acionou corruptos, mas você não vê corruptos desses Estados presos no exterior, só os de São Paulo. Será que uma força tarefa da Polícia Federal, investigando a Justiça chapa branca de São Paulo, vai, finalmente, fazer o levantamento dos graves problemas impunes, como do Carandiru, o Pinheirinho, a cracolândia e mais impunes crimes no Rodoanel, na CDHU, no Deic, no Denarc, no Detran, o trensalão, as praças de pedágios, as privatarias e, ainda, bilhões gastos com a despoluição do Tietê – e o Rio Tietê cada vez mais podre –, além de quase R$ 100 bilhões que o Estado anualmente glosa do Imposto de Renda, e tudo fica por isso mesmo, com o impune e livre (e solto em casa) juiz Lalau, sendo o próprio símbolo desta tal “Justiça” paulista? Aliás, os corruptos de São Paulo estão há tantos anos impunes no poder que os crimes deles já estão quase todos prescritos. Para que mesmo serve o MP de São Paulo? Desculpem, eu só queria saber.

 

Silas Corrêa Leite poesilas@terra.com.br

Itararé

 

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TROCA DE PARTIDO

 

Ao tomar conhecimento da disposição do atual prefeito Fernando Haddad de deixar o PT (“Haddad cogita deixar o PT e se aproxima da Rede”, 24/10), veio à minha mente aquela famosa frase de que “os ratos são os primeiros a abandonar o barco quando ele está afundando”.

 

José Francisco D’Annibale dannibale@remunera.com.br

São Paulo

 

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QUEIMA

 

Haddad vai queimar a Rede da Marina Silva. Será que ela vai deixar?

 

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

 

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DECEPÇÃO

 

Senhoras Marina Silva e Neca Setubal, tanto esforço para a criação da Rede e, agora, buscam aproximação com este poste incompetente Haddad, conhecido por prefeito “Suvinil”? Por favor, não nos decepcionem, procurem pessoas que engrandeçam o novo partido, deixem os petralhas afundarem com o PT.

 

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

 

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REFÚGIO

 

A Rede chegou para abrigar os petistas de olho no futuro? Não tem para PT ou ex-PT, “farinha do mesmo saco”. Daqui a pouco a excelentíssima vai para a Rede.

 

Helio Nogueira helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

 

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PT X REDE

 

O alcaide de São Paulo, Fernando Haddad, cometeria uma má lufada se traísse o PT e se abrigasse no partido da Rede. Se Fernando Haddad trocar a malufada pela marinada, não terá credibilidade nem para se eleger à edilidade.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NEGOCIAÇÕES

 

Ridícula e grotesca a postura do prefeito Fernando Haddad ao querer se livrar do PT. Enquanto seu amo e senhor nadava de braçadas na política brasileira, ele era seu fiel servidor. Falta ao prefeito um desconfiômetro para perceber que não tem a menor queda para a política e muito menos para a administração.

 

Abdias Ferreira Filho abmetall@terra.com.br

São Paulo

 

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REJEIÇÃO

 

Nosso alcaide é totalmente sem noção: acreditar que a dificuldade de se reeleger é em razão de fazer parte do PT é querer se enganar. São Paulo rejeita Haddad pela sua incompetência, prepotência e por seu total desconhecimento da cidade de São Paulo.

 

Marcelo de Carvalho Braga marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

 

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GREVE NOS BANCOS

 

Não satisfeitos com prejudicar a população com a greve que já se arrasta há semanas, agora os sindicalizados do Banco Itaú, por exemplo, sequestraram os bens dos clientes, transformando-os em reféns de seu autoritarismo. Diante da inevitável possibilidade de uso da internet para fazer operações que tornam o grevista dispensável, o site foi simplesmente retirado do ar. O atendimento telefônico (protocolo D7447692) informa candidamente que problemas de TI impedem o site de funcionar, mas que as equipes responsáveis farão o melhor, no menor tempo possível. Terra de ninguém.

 

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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