Fórum dos leitores

CRISE SOCIOECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2015 | 02h55

Caminhando para o caos

Desolados, lemos que a Usiminas desativa parte da usina de Cubatão e 4 mil funcionários perderão o emprego. Nosso Brasil caminha sem freios pela estrada do caos. Alienada, como sempre, das coisas mais sérias, a presidente faz pronunciamentos que não chegam a nada. O Congresso, em clima de balbúrdia, nada decide sobre o impeachment de Dilma nem sobre a cassação de Cunha. O rombo nas contas do governo cresce assustadoramente e as expectativas para 2016 são as piores possíveis. O que fizeram com o nosso país?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

O apagão da siderurgia

A crise da siderurgia brasileira não começou agora, mas na década de 1990, quando as empresas foram privatizadas na esperança de que a iniciativa privada pudesse modernizá-las e torná-las competitivas. Esqueceram-se de trocar os dirigentes. Os principais dirigentes pós-privatização não tinham vocação nem visão para dirigir empresas de mercado e tomar decisões no tempo certo para assegurar o futuro delas. A implantação de projetos siderúrgicos exige muitos recursos e é de maturação longa, não permite indecisões ou decisões equivocadas. Não há como voltar atrás. O exemplo mais lamentável é o da Usiminas. Comprou a Cosipa em Cubatão, não se sabia para quê. Hoje se sabe. Estão fechando a unidade de Cubatão. Foram equívocos sucessivos e decisões técnicas absurdas e tímidas que os técnicos sabiam ser insuficientes para modernizar a empresa. Mas a incompetência diretiva foi tanta que nem o ícone Usiminas conseguiu se safar. Aliada à deficiente direção, a soberba das pessoas que ocupavam esses cargos e até hoje estão por aí brigando com outros sócios por poder, enquanto as empresas se deterioram. Agora vem o IBS novamente pedindo ajuda do governo e buscando explicações para o fracasso do empresariado siderúrgico brasileiro – com ressalva para o Grupo Gerdau, que se expandiu de forma mais inteligente e tem suas empresas profissionalizadas. Uma hora é a crise, outra hora é a China e outra, o câmbio. Espero que parem de enganar os acionistas, os empregados e a sociedade. Isso foi crise de competência!

MANOEL SEBASTIÃO DE ARAÚJO PEDROSA – trabalhou na

Cosipa-Usiminas em Cubatão de 1975 a 1998

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

De volta à pobreza

Vejam o feito deste desgoverno que está aí: conseguiu rebaixar de classe socioeconômica 3 milhões de famílias. E o pior: esse número não para de crescer, é bem possível que triplique em 2016 e quadruplique nos próximos dois anos. E ninguém, absolutamente ninguém move uma palha para moralizar o País. Nossa oposição, composta por um bando de incompetentes e também de rabos presos, desaparece e se cala quando mais o povo precisa dela. É o fim da picada, a vaca já foi para o brejo.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

O desmonte do gigante

Penso que não deveria ser usada a palavra crise, mas outra que expresse melhor a realidade do que está acontecendo no Brasil. O melhor termo para definir essa obra maquiavélica do PT é desmonte. Todos os setores da economia, que vinha apresentando bom desempenho, estão em queda livre. Até o agronegócio, que era a salvação da lavoura (sem trocadilho), está sendo atingido por uma seca pontuada, acompanhada de seriíssima falta d’água para a produção de energia elétrica. Lula, Dilma e sua corte se ufanaram de ter criado uma nova classe média de 30/40 milhões de brasileiros. A recessão acabou com parte dessa “nova classe média”. Calcula-se que, entre 2006 e 2013, 3,3 milhões de famílias passaram da classe D/E para a C e agora fazem o caminho de volta para a base da pirâmide social. O grande problema que se apresenta nos dias de hoje é que não está fácil um projeto de reajuste que faça o País retornar ao desenvolvimento sustentável e tampouco se cogita dessa solução, porque, por incrível que pareça, estamos diante de eleições municipais (2016) e presidenciais (2018) e ninguém ousa desviar o pensamento dos próximos pleitos. É o poder, estúpido.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

O legado petista

Graças às políticas econômicas adotadas no governo FHC e à confiança que o País adquiriu no mercado internacional, 3,3 milhões de famílias subiram um degrau na pirâmide social. E Lula, muito “esperto”, não se cansava de alardear que tais melhorias eram fruto do governo dele! Além de falar montes de besteiras, abrir os cofres públicos para os amigos e eleger um poste que em quatro anos destruiu tudo o que foi construído por FHC, Lula está devolvendo essas pessoas à classe D/E. O sonho de ter acesso a produtos e serviços como plano de saúde, carro zero, ensino superior e mais lazer acabou. Agora, sim, essas pessoas saberão o que realmente é uma herança maldita. E não terão direito de reclamar, pois foram elas que elegeram o Lula e seu poste.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Petroleiros ampliam greve

Interessante esse interesse da FUP em preservar a Petrobrás, evitando que ponha à venda seus ativos. Só me parece que esse interesse chega com 12 anos de atraso. Nunca percebeu a terrível destruição que foi feita pelo partido no poder? Ou recebeu ordem de calar a boca e não se meter com gente mais poderosa?

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

CRISE POLÍTICA

Lula e Dilma

Quando votei em Lula e depois em Dilma, eu me identificava com o que, até então, parecia ser um projeto político voltado para a inclusão social – com atenção especial àqueles que não têm as suas necessidades básicas atendidas. No entanto, os frequentes escândalos de corrupção demonstram que o PT se tornou uma grande estrutura criminosa de poder, sem compromisso com os 204 milhões de brasileiros. Nada mais justo, portanto, que Dilma sofra o processo de impeachment e Lula pague, juntamente com seus companheiros e familiares, por todos os crimes que cometeu.

CELSO NOBUO KAWANO JUNIOR

cn.kawano@gmail.com

Embu das Artes

Sem solução

Governo e oposição deram sinais nos últimos dias de que a manutenção da crise política até 2016 pode ser um bom negócio para os dois lados. E o povão? Ah, o povão que se vire, sem emprego, com inflação alta e sem esperança. Esses são os nossos políticos, que há anos vêm enchendo o bolso e destruindo o Brasil.

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O TAMANHO DO ROMBO

 

Bem que o governo Dilma tentou, mas não foi desta vez. O rombo das contas públicas poderá alcançar R$ 100 bilhões em 2015. Dilma Rousseff continua pedalando, mas a sua estratégia foi descoberta. A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não vai mudar a situação desastrada em que o País está. Quando a União estiver arrecadando a CPMF, os governantes gastarão mais ainda. É um saco sem fundo. É muito divertido gastar o dinheiro do povo sem ter preocupação com o futuro. Em 2019, essa turma sem responsabilidade já estará longe do poder e o problema passará para outras mãos, como uma herança cheia de dívidas. O desemprego não assombra Dilma nem muito menos os honrados ministros de Estado. Um presidente sério já teria cortado as regalias da corte, mas a palhaçada que percebemos todos os dias vem de pessoas sem moral, sem honra e sem respeito pela coisa pública.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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AO ALCANCE DO GOVERNO

 

O ministro Joaquim Levy, escusas pela comparação, mais parece um boneco de ventríloquo do que o (ir)responsável pela Fazenda pública. Uma pergunta: em vez de sugerir a criação de impostos visíveis (CPMF) e invisíveis (Cide), por que não põe em prática algo que está ao alcance do “desgoverno”, como reduzir o número de ministérios para apenas 20; cortar 50% (algo em torno de 400 mil) do número de funcionários comissionados na esfera federal, em todos os níveis da administração; e, finalmente, a mais corajosa de todas, cortar o uso indiscriminado dos cartões corporativos (gastos sem controle e sem fiscalização)? Seu Joaquim nem precisar estudar fora para saber que essa é a solução viável e exequível.

 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro 

 

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GOVERNANÇA DO BRASIL

 

Diante de um cenário macroeconômico instável, como vive o País, o que faz qualquer governança responsável e séria? Aumenta o preço dos seus produtos ou parte para uma urgente reestruturação logística? Este jornal mostrou (30/10, B12) como no mundo real as empresas, como a Via Varejo, reagem diante dos desafios: cortes de gastos, fechamento de lojas, redução de postos de trabalho (11 mil), etc. Será que, diante de milhares de exemplos como este, o governo Dilma não vê outra solução para o ajuste de suas contas que não seja o aumente de impostos? Se a prioridade desse governo fossem os contribuintes, como são os acionistas para os dirigentes de empresas, o Brasil seria outro!

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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AFUNDADOS NO TERCEIRO MUNDO

 

Imaginem se o dono de uma empresa descobre que um de seus funcionários está desviando dinheiro da empresa. O sujeito ganha um bom salário, mas ostenta riqueza incompatível, anda de carrão importado, a mulher desfila com joias caras, etc. A primeira providência é afastar a pessoa de suas funções para que ele não possa mais continuar roubando. Uma auditoria interna confirma as suspeitas e comprova os desvios. O sujeito será demitido imediatamente, por justa causa, se houver provas robustas, e poderá responder a processo na Justiça. Claro que na política não é assim. O caso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, é o exemplo de tudo de errado que existe na política brasileira. Não existe mais qualquer dúvida sobre a existência de malfeitos: o presidente da Câmara e sua família ostentam riqueza completamente incompatível com a renda declarada e a Justiça da Suíça já comprovou que ele é o titular de várias contas milionárias não declaradas naquele país. Na melhor das hipóteses, Eduardo Cunha será afastado do cargo no meio do ano que vem; no pior cenário, ele continuará na presidência da Câmara, se der certo a indecente barganha com a presidente Dilma Rousseff (ele fica no cargo e poupa a presidente da República do processo de impeachment no Congresso). O Brasil não vai sair da condição de país subdesenvolvido, de Terceiro Mundo e quinta categoria, enquanto continuar chamando criminoso de Vossa Excelência. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CONSELHO DE ÉTICA

 

É muito cinismo da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) recomendar que não haja “prejulgamento” de Eduardo Cunha, presidente da Câmara. O julgamento é político e Cunha mentiu ao negar na CPI da Petrobrás que tinha conta bancária na Suíça, fato comprovado pelas autoridades daquele país. Logo, não existe prejulgamento, existe, sim, um “Conselho sem Ética”, que resolveu prolongar o “prejulgamento” por mais três meses. Uma vergonha! Lembramos que o deputado Severino Cavalcante, então presidente da Câmara, foi cassado em tempo recorde por receber uma mixaria de propina. Esqueci! Ainda era Conselho de Ética e Severino era um coitado no meio político.

 

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

 

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PODER DISCRICIONÁRIO

 

As pedaladas fiscais de Dilma Rousseff e o parlashopping de Eduardo Cunha (prédio anexo ao Congresso Nacional) mostram o poder discricionário do presidente tanto no Executivo quanto no Legislativo. No plebiscito de 1993, os eleitores decidiram que preferem a irresponsabilidade a prazo certo do presidencialismo com mandato fixo do que a responsabilidade a prazo incerto do parlamentarismo. Agora, não adianta reclamar das crises política, econômica, ética e moral que assolam o País.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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RENÚNCIAS

 

A imprensa escrita informa que quase metade dos deputados quer a renúncia de Eduardo Cunha. Eu acho que devem ser muitos mais, porque ele não tem o poder de distribuir cargos, como Dilma Rousseff, da qual não querem a renúncia.

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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OS CANALHAS VENCERAM?

 

O cooptado Supremo Tribunal Federal (STF) está conseguindo amputar a Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobrás. Achei incrível terem sorteado o ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, para tal julgamento, acho que as cartas deveriam estar colocadas com os nomes bem visíveis, para não haver possibilidade de erro no resultado. A proteção a Eduardo Cunha, o desmonte da Lava Jato culminando com o resultado do sorteio, só para comentar fatos da última semana, são estarrecedores, e não há voz que se levante para sairmos às ruas? Estaremos irremediavelmente perdidos? Os canalhas venceram?

 

Oscar Seckler Muller oscar@mullermetais.com.br

São Paulo

 

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HAVERÁ FIM?

 

Realmente, a falta de ética neste país é assustadora. Acabou. Não existe mais. Os escândalos do mensalão, a Lava Jato, a Operação Zelotes não intimidaram ninguém, tanto é verdade que incluíram um “jabuti” na Medida Provisória 678, que escancara a porta para as empreiteiras. Sim, para elas, que estão aí envolvidas na Lava Jato. Os parlamentares incluíram nela o chamado “jabuti”, aquilo que não tem nada que ver com o objeto da medida provisória, para beneficiá-las. Agora, que poderão driblar a Lei das Licitações, ou seja, não precisam apresentar projeto prévio para qualquer obra pública, isso facilita também o aumento do custo da obra através de aditivos, etc. Isso lembra os anões do Orçamento, lembram? O plenário aprovava um texto e, depois, os anões incluíam uma vírgula ao final dele e prosseguiam com outra medida que não tinha nada que ver e passava como aprovada. Este país é uma festa. Isso tem fim? Não sei não, com a letargia do povo...

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A BANALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO

 

Diz-se com sabedoria que o crime se mede pelo prejuízo que ele causa à sociedade. Sim, mas, como se há de medir o tamanho deste prejuízo? Assim como pelo dedo se conhece o gigante, também pelas consequências se evidenciam o tamanho deste crime e a feição do criminoso corrupto. Refiro-me, aqui, ao crime que assentou praça na Praça dos Três Poderes: a corrupção. Sabe-se que é o monstro que ano após ano devora o Brasil. Com o poder, nasce a corrupção. O espírito nacional que se presume tivesse o político se debilita e se ajoelha diante da facilidade e da abundância da propina que brota e aflora por todos os recantos. Espantoso como este crime tão odioso se banaliza e corrói as consciências, como uma criança a uma barra de chocolate. Lembram-se da declaração de Lula, (primeira eleição) quando, em Paris, flagrado por um repórter que lhe disse a queima-roupa que também sob seus olhos o PT estava roubando, ele respondeu: “Ora, ‘cumpanheiro’, mas sempre se roubou no Brasil!”. Como se a roubalheira, desde que habitual e geral, não fosse crime; (ou a mesma institucionalização e normatização do crime) que assim selou-se como a forma normal de governar da gestão PT. Se sempre se fez, faça-se também agora! Mas a sua promessa não era a de mudar este cenário? A essa inversão de valores se dá o nome de embotamento da consciência nacional. Transmuda-se a noção de que o cargo a que foi eleito para servir faz dele trampolim para delinquir. E qual é a medida do crime da corrupção? A medida está no prejuízo que causa à sociedade, pois ela, a corrupção, decreta a pena de morte aos mais pobres. São enganosos o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e outros penduricalhos de mau gosto, verdadeiros pirulitos venenosos, em vez de trabalho e salário digno, que seriam a real benesse a um povo honesto. O que nos lega a corrupção é o que nos está sob os olhos: o desemprego à solta; a inflação que começa a descarrilar; a nulidade do ensino e da educação; a falência da saúde pública, pontificada pelo “SUS”to. Na forja da corrupção nasce o banditismo. A corrupção representa a fórmula mais perversa, mais sórdida de matar o homem, pois, quando criança, nega-lhe a educação; quando adulto, atira-o para o banditismo; e, quando velho, decreta-lhe a morte solitária envolto nos mocambos da miséria. Velhice e miséria! Nada mais frio para o homem que este cenário real garantido pela corrupção pública. Eis os frutos do teu ventre: corrupção. 

 

Antônio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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EM CRISE

 

As crises, por pior que sejam, sempre têm seu lado positivo. A “famiglia” Lula que o diga. De portadores de passaportes vermelhos, seus descendentes agora levam “cartões vermelhos” da Polícia Federal e têm de se explicar como qualquer mortal. O que ainda precisa de conserto é acabar com a ideia de que o ministro José Eduardo Cardozo ainda pode cercear o trabalho da Justiça para favorecer cumpanheiros PeTistas em seus malfeitos.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com  

São Paulo

 

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ESPERTEZA AMORAL

 

Escreve um leitor do “Fórum” pondo em dúvida a propalada inteligência do famigerado Lula da Silva, opinando que é tão esperto que parece inteligente. Concordo com ele, acrescentando algumas considerações. Lula tem a esperteza do sobrevivente, do lumpen que não deixou escapar nenhuma oportunidade. E mais, alia a esperteza turbinada a uma amoralidade total, sem limites. Tão intensa que chega a ser refinada. Se avaliarmos a sua trajetória e êxito no sindicalismo, na política, na convivência com o “hot Money” e altos negócios, é evidente a sinergia entre a esperteza de sobrevivente e a amoralidade. O estado de arte com que manipula a mentira, foge a responsabilidades, enreda a cobiça e/ou ingeuidade alheias (a exemplo dos “intelectuais e vertentes da Igreja Católica), faz alianças abjetas e alicia seus iguais é um exemplo completo de diabólica esperteza e amoralidade ilimitada. Deu nisto que aí está, “como unca antes na história deste país”.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

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SERÁ?

 

“As longas mãos do preconceito e do ódio contra Lula alcançam hoje todos os seus filhos e herdeiros. Seus filhos e herdeiros de sangue e seus filhos e herdeiros de sonhos e de projetos.” Assim se pronunciou o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (sic), Emídio de Souza, sobre a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que apura irregularidades no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Receita Federal. Será que o senhor não entendeu ainda que o País está perplexo com a roubalheira praticada em todos os níveis e que, enquanto se distribuíam migalhas ao povão e os verdadeiros trabalhadores viam suas economias encolherem e seus impostos escorchantes escorrerem pelo ralo da corrupção, a família ilustre enriquecia a olhos vistos, como nunca antes neste Brasil? Será que não tem nada errado aí? Será que é preciso desenhar, excelência?

 

Aparecida Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Paulo

 

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EM FAMÍLIA

 

“Bolsa Família” é o nome dado por Lula, Lulinhas, noras e netos para receberem suas “propinas”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O TEMOR DO MINISTRO DA DEFESA

 

Na semana passada, foi exonerado o comandante militar do Sul, general António Mourão, por ordem do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, comunista com hábitos burgueses. “A mera substituição da PR [presidente da República] não trará mudança significativa no ‘status quo’”, e “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”, palavras fatais que o levaram a ser defenestrado do posto, por dizer exatamente como pensa mais de 70% da sociedade brasileira sobre o governo petista. Militar com a obrigação constitucional em manter a ordem e respeitar a Constituição e o Executivo se pune, enquanto os que a desrespeitam, como a presidente Dilma, o partidão e seus pavlovianos seguidores bolivarianos protegem. E, a evitar que cumpra com suas obrigações com a Pátria, o ministro da Defesa chama de “remanejamento”, enviando o impávido general a um posto burocrático longe dos quartéis. Nada mais senão temor de que manifestações militares se alastrem e tenham o maciço apoio da sociedade à constitucional cirurgia necessária e urgente.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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CABEÇA A PRÊMIO

 

Quem fala a verdade é punido com demissão do cargo, haja vista a declaração do general Mourão sobre o momento que atravessa o País. Não tardou para o comunista Aldo Rebelo sugerir sua cabeça.

 

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

 

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AFRONTA

 

É mais uma afronta aos militares um velho general ser demitido e mudado de função. E, pelo visto, nenhuma linha a favor do comandante, que apenas e tão somente falou a verdade. Se temos órgãos e empresas simpatizantes com este desgoverno, deve ser por benesses recebidas, funções exercidas e altíssimas salários. O que não entendo é o silêncio de quem poderia falar, discutir, e ainda vimos estampados em notas o porquê do silêncio dos militares nessa situação em que vivemos. Chega de humilhação, quem pariu Mateus que o embale, e, pelo visto, não terá fim, pois o PT é desprovido de homens competentes e probos, só restam os processados. Daí nunca sair da inércia, somente para pior. Quando abrirão os olhos, gente?

 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

 

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ESTRANHA INICIATIVA

 

Pasmem: requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) ao ministro da Defesa, Aldo Rebelo, do Partido Comunista (PCdoB) e aliado fiel do governo, questionando se o general Mourão, em palestra dada a oficiais da reserva, estaria incitando os militares por críticas indiretas à presidente Dilma. A ideia do ministro era transferir o general, fato que obteve a plena concordância do Planalto. O Alto Comando do Exército designou o general Edson Leal Pujol, da Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, para substituição ao general Mourão, e este passou a assumir atividades burocráticas no Distrito Federal. E, ainda, o general Villas Bôas, do Alto Comando, recomendou que esse tipo de comportamento (críticas ao governo) seja evitado por todos. Tudo pareceria até normal num país bolivariano, salvo o fato de que a iniciativa desse processo, em defesa da presidente, tenha partido de um senador da oposição que a cada dia que passa mais se aproxima do viés político de seus obscuros “cumpanheiros” do PT. Lembrem-se do autor: sua Excelência Aloysio Nunes.

 

Altivo Silveira altivo75silveira@gmail.com

São Paulo

 

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LUZ AMARELA

 

Desde quando as Forças Armadas brasileiras, de hoje e de sempre, entregaram à Nação um país redemocratizado e livre da ameaça do maior monstro totalitário do século 20, o marxismo-leninismo, sua conduta, firme e silenciosa, tem sido de irrestrito cumprimento da nobre missão que lhe é atribuída pela Lei Maior, que, além da defesa da Pátria, inclui as tarefas da garantia dos poderes constitucionais e, em última instância, a de manutenção da lei e da ordem (Constituição federal, artigo 142). Não mereciam, portanto, a desfaçatez do atual governo federal, do qual, por dever constitucional, são os garantidores. Exemplifico com três objetivos exemplos: esconder os comandantes de suas Forças quando em desfile na tradicional Parada do Sete de Setembro, colocando-os no fundo do palanque presidencial; assinar ilegalmente um decreto (Decreto 8.515/2015) transferindo a gestão das Forças Armadas dos seus legítimos e constitucionais comandantes para o ministro da Defesa, inclusive com assinatura digital do comandante da Marinha (na ocasião, exercendo interinamente o cargo de ministro da Defesa), sem nem sequer o seu conhecimento; e, mais recentemente, extingundo a tradicional Casa Militar da Presidência da República, já de muito rebatizada de Gabinete de Segurança Institucional, tranferido-a, insensatamente, para “subordinação” da Casa Civil. Depois de tudo, rancorosos, revanchistas e deturpadores da História invocam a luz amarela quando um honrado general da ativa, cansado de provocações, proclama publicamente verdades incontroversas, acabando por ser exonerado do seu cargo de comando.

 

Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CASTIGO

 

Ignorando o pensamento de que quem fala a verdade não merece castigo, este governo fajuto e inoperante que aí está usou o poder para afastar do cargo o general Antonio Mourão, por ter falado a verdade, numa palestra em Santa Maria (RS), com relaçao aos maus políticos, que são oportunistas e privados de atributos intelectuais, e à presidente Dilma, que se sair será o descarte da incompetência, má gestao e corrupção. O general pede ao povo brasileiro “o despertar de uma luta patriótica”, e, com esta sua manifestação cívica e patriótica, ele me representa como um brasileiro que não tem medo de punições, mesmo indo para a função burocrática.

 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

 

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DEVAGAR QUASE PARANDO

 

Depois de um mês fora do País, passando por várias cidades de porte médio e grande, observei que a quilometragem das avenidas era de 70 km/h. Quando retornei a São Paulo, no primeiro dia, observei que os carros estavam muito devagar, mesmo sem trânsito intenso. Até que a ficha caiu. Av. Juscelino Kubitschek, Av. Faria Lima, Av. República do Líbano, agora, estão com limite de 50 km/h!  Já tentei, nestes três anos de governo Fernando Haddad, imaginar por que um prefeito fez tanta medida impopular, travando mais ainda São Paulo, e cheguei a uma conclusão: “Haddad quer que a maior e mais dinâmica cidade do País viva no ritmo dele. Devagar quase parando.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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PROMESSA ELEITORAL

 

Será que o prefeito Fernando Haddad, com toda esta receita de dinheiro das multas de trânsito, vai cumprir sua promessa de campanha e atualizar os semáforos da cidade? Radar não dá defeito na chuva. Curioso, não é?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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REGIMES PREVIDENCIÁRIOS NO BRASIL

 

“A indispensável reforma da Previdência” foi o título do editorial do “Estadão” de 26/10. Colocam-se ali os valores, ora previstos para os déficits do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), do funcionalismo público federal, e do Regime Geral de Previdência Social (RGPS); contudo, este, em total único aos dois subrregimes que o compõem – o urbano (superavitário) e o rural (deficitário). O RPPS, com menos de 1,1 milhão de beneficiários, gerará um déficit em 2015 de quase R$ 70 bilhões; ou seja, cada ex-servidor público será o destino de R$ 60 mil, que serão cobertos pelo todo da nação contribuinte. Frise-se, apenas em déficit. Trata-se de caso inigualável em qualquer regime previdenciário existente no mundo. Em maiores dados extraídos das contas públicas: o custo dos inativos federais é de 1,23% do produto interno bruto (PIB), enquanto os ativos representam 2,27%, uma relação absurda de 55%. Em suma, no caso dos militares, o custo dos inativos é de 0,50% do PIB, ante 0,33% dos ativos, o que representa, por si só, uma aberração. Soma-se a isso que, no período 2003 a 2014, o governo federal contatou 285.829 novos servidores. Aumento do quadro (Executivo, Legislativo e Judiciário). Em 2014 a receita previdenciária pelo RGPS foi de R$ 319, bilhões (5,79% do PIB) em contribuições de 67,1 milhões de pessoas físicas, sendo 53,8 milhões de empregados e os demais como empregadores. A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 27,5 milhões de aposentados e pensionistas (7,23% do PIB) fez com que o resultado previdenciário tenha sido negativo em R$ 79,5 bilhões (1,44% do PIB), proveniente do subrregime rural, quase que sem contribuições para fazer frente ao alto número de beneficiários que possui; e que, inacreditavelmente, oferece renúncias previdenciárias absurdas e que sobre elas nada os contribuintes ouvem o governo propor mudanças. Em 2014 a receita previdenciária pelo Regime Próprio de Previdência Social da União – contribuições dos 1.294.040 servidores ativos do governo federal (934.822 civis e 359.218 militares), com salário médio mensal de R$ 9.228,20, além da parte patronal e da contribuição dos inativos – foi de R$ 29,2 bilhões (0,53% do PIB). A despesa previdenciária dos benefícios pagos aos 1.028.563 servidores aposentados e pensionistas do governo federal (731.977 civis e 296.586 militares), com recebimento médio de mensal de R$ 7.785,94, foi de R$ 96,1 bilhões (1,74% do PIB), fazendo com que o resultado previdenciário (RPPS federal) tenha sido negativo em R$ 66,9 bilhões (1,21% do PIB). Em contraponto, a média/mês per capita dos aposentados e pensionistas das atividades privadas (INSS, 27,5 milhões de beneficiários) foi de R$ 1.044,05 (86,50% menor que no RPPS). Pergunta-se: por onde a moral, o respeito à coisa pública e o mínimo discernimento sobre Justiça estão norteando as possíveis modificações, sejam elas propostas pela posição do governo, sejam elas pela ação do corporativismo prevalecente? A União necessita do correspondente a 67,06% dos gastos com salários dos servidores ativos para pagar os benefícios dos servidores inativos. Como, em média, os servidores federais ativos, inativos e pensionistas contribuem com 11% dos seus salários para o fundo do Regime Próprio de Previdência da União, ficam faltando 56,06% dos gastos correspondentes aos salários dos servidores federais ativos para fechar a conta da orgia pública federal, que são pagos pelo Tesouro Nacional (povo).

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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SEGREDOS DA PREVIDÊNCIA

 

A indispensável reforma da Previdência mais uma vez alcança as manchetes. Sem a imprensa, como desvendar os números “secretos” da previdência? Quanto se arrecada? Quem recolhe à previdência? De onde provém o dinheiro? Quais os montantes recolhidos por faixa salarial? E, principalmente, onde se gasta o dinheiro da previdência. Que parte consome a própria administração previdenciária e qual se destina a pagar aposentadorias de cidadãos? Qual o montante pago por faixa salarial e quantos cidadãos recebem? E quantos, em que quantia, percebem aposentadoria acima do teto e importâncias despropositais por decisões judiciais ou administrativas? Essa é a discussão que daria subsídios para reformar a previdência de acordo com o interesse coletivo. O resto é conta de chegar. A idade e o tempo de contribuição devem ser critérios indispensáveis para aposentadoria. Porém sem diferenciar homem e mulher exclusivamente em decorrência do sexo, critério arcaico, opondo-se ao tratamento igualirário dos sexos. A sociedade deve conhecer a situação atual efetiva e as projeções de população, emprego, PIB e salário para se manifestar sobre os planos de previdência viáveis e sustentáveis no longo prazo.

 

Fabio Gino Francescutti fabiogino565@yahoo.com

Rio de Janeiro

 

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A ÉTICA PRIMEIRO

 

A Previdência se tornou um saco sem fundo de esmolas e benesses, feitas com dinheiro de quem contribui. Lula estava certo quando no início de seu governo disse que o INSS é um problema de governo, não de arrecadação. Só que, como todo maritaca, fala uma coisa e faz outra. Previdência é um seguro, e, como tal, tem de viver do que arrecada. Há um mundo de gente que “ganha” da previdência, sem ter contribuído sequer com um centavo, e esse “mundo” é que elege tranqueiras nos governos. Por isso é difícil de resolver o problema do INSS, é feito de imoralidades políticas de quem governa e de quem é governado. O Brasil nunca teve estadistas para resolverem problemas, apenas alguns para “criarem” problemas, sem moral e ética em quem governa, falar em reforma da previdência é a mesma coisa que falar em reforma política!

 

Ariovaldo Batista arioba06@#hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

 

Os Estados Unidos têm na sua história figuras notáveis, como Thomas Jefferson, Abraham Lincoln, Washington, Martin Luther King, Carter, Clinton, mas também ostentam o general Custer, matador de índios, Gerald Ford, Nixon e Bush, Condoleza Rice e Obama. Sempre se apresentam diante do mundo como os donos da verdade e os áulicos da liberdade e da democracia. São defensores implacáveis dos direitos humanos, nas terras dos outros povos. Mas a verdade, porém, é outra. A invasão do Iraque por ordem de Bush, com a desculpa de combater Saddam Hussein e as armas químicas de destruição em massa, apenas serviu para a justificativa de se apoderar do petróleo de Bagdá. Uma grande parte do patrimônio histórico da antiga Babilônia foi destruída, querendo impor ao país de tradição mulçumana hábitos ocidentais, filosofias e crenças não aceitas pela sua tradição milenar e de país soberano. O Afeganistão foi quase arrasado pela guerra, com a desculpa de combater Bin Laden para vingar dos episódios de 11 de Setembro. A humanidade assiste impassível às torturas praticadas por militares americanos no Afeganistão e as crueldades contra prisioneiros políticos num pedaço do território de Cuba, que é Guantánamo, onde centenas de prisioneiros aguardam julgamento. A ONU, que deveria representar a comunidade mundial, parece hoje mais um clube literário, assistencialista, sem força, desmoralizada e impotente para conter estes crimes contra a humanidade.

 

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte 

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