Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2015 | 02h55

Dobrando metas

O respeitado Bank of America Merrill Lynch estima que o produto interno bruto (PIB) brasileiro encolherá 3,3% este ano e – pasmem! – 3,5% em 2016! Outros oito grupos financeiros e instituições de pesquisa de renome dão como certa a queda mínima de 3% do PIB no ano em curso. Divergem, todavia, as previsões para 2016: os “otimistas” estimam o recuo em 1,5% e os “pessimistas” – como o Grupo Fibra, o BNP Paribas e o mencionado Merrill Lynch – projetam recuo da ordem de 2,5% ou acima disso. Confirmando-se tal cenário – plenamente factível, máxime se o contexto internacional não ajudar –, o biênio 2015-2016 será o pior desde 1901, início da série histórica! É o “espetáculo do crescimento” no estilo rabo de cavalo (para baixo); é o desgoverno do PT quebrando todos os recordes negativos, produzindo déficits assustadores, navegando nas águas turvas da corrupção e dobrando todas as metas de endividamento público. Ou esses populistas e incompetentes são urgentemente varridos do mapa ou logo a Grécia será aqui – com a agravante de que não temos uma União Europeia para segurar as pontas. Acorda, Brasil!

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Crescimento negativo

O crescimento negativo neste ano de 2015 e também em 2016 é o mesmo do tempo da década perdida dos anos 1980. Nós, brasileiros, não andamos de lado, mas sim para trás. E existe gente ainda que tem a “competência” e a “capacidade” de defender isso que chamam de governo. É muita cara de pau.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Recuperação do PIB

Enquanto a presidenta Dilma Rousseff permanecer com as rédeas nas mãos, os empresários não recuperarão a confiança no governo, o País continuará afundando cada dia mais e o povo, empobrecendo cada vez mais! Saia logo, Dilma...

RENZO ORLANDO

renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

Contra o vício do Estado

Não fosse a nossa economia tão impregnada pelo Estado, dependente do Estado, viciada pelo Estado, a crise política não se estaria traduzindo em recessão na escala, na profundidade e na duração que estamos e continuaremos a enfrentar. Espero que ao fim deste suplício a sociedade brasileira acorde e entenda que o papel do Estado não é produzir petróleo, energia elétrica, infraestrutura, navios, subsidiando deus e todo mundo com políticas ineficientes e demagogas.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

O buraco é mais embaixo

Com a economia jogada às traças e a classe política totalmente inerte diante da nossa realidade, em Brasília o clima e as despesas sempre são de festa, a sociedade já não tem perspectiva de melhoras do cenário. A impressão é que, feitas as reformas de modernização da economia com as privatizações em certos setores, o Plano Real e o controle inflacionário – os três no governo Fernando Henrique Cardoso –, Lula & Cia. implementaram a socialização do capital alheio – o nosso capital! A Petrobrás, o BNDES, o setor elétrico e sabe-se lá que outros campos da administração pública foram impregnados pelo banditismo, oculto pelo marketing do avanço social. O desemprego bate à porta das famílias brasileiras (já em 8,7%, segundo o IBGE); a inflação pesa no bolso dos trabalhadores, obrigando-os a cortar tudo o que não for primordial; o ajuste fiscal mete a mão no bolso do contribuinte. Para finalizar com chave de ouro, os escândalos de corrupção não cessam: os presidentes da Câmara e do Senado, as campanhas de Dilma, o ex-presidente Lula e sua família, além de toda a corja petista. Afinal, onde é o fundo do poço? Pelo visto, estamos no nível do pré-sal.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

Sepultamento

Após o déficit ter dobrado em dois dias, o governo já prepara o caixão para enterrar o Brasil definitivamente. O maior problema do PT é o grande número de “notáveis” que levarão o caixão até a sepultura. Serão necessários seis, mas não se acha nenhum.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

SIMPLES?

Complicado!

Complicado é como deveria chamar-se o Simples dos domésticos. Do preenchimento nem se fale, com tantas informações exigidas. E agora, para a emissão da guia de recolhimento, outro sufoco. O sistema tem falhado todos os dias e o prazo final está chegando. Tudo em que o inventivo governo petista se mete dá errado, enquanto dá prova empírica da Lei de Murphy.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Deprimente

O editorial Piorando o que era ruim (3/11, A3) informa que o Brasil caiu para a 118.ª posição no quesito ambiente para fazer negócios. Estamos, portanto, quase indo da terceira para a quarta divisão. Tivesse o Banco Mundial feito sua pesquisa após o lançamento do eSocial (empregados domésticos), perderíamos, no mínimo, mais umas 20 posições. O governo é tão incompetente que nem sequer está habilitado para arrecadar tributos e contribuições. Milhares de empregadores, brindados com aumento de mais de 30% nos encargos previdenciários dos domésticos, simplesmente não conseguem cadastrar-se e imprimir a guia para recolhimento de tais encargos. Deprimente.

LUCIANO AMARAL JR.

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

SISTEMA DE GOVERNO

Silêncio sepulcral

Há um importante componente da gravíssima crise por que passamos que tem merecido um silêncio sepulcral dos nossos políticos e intelectuais: o presidencialismo, sistema irracional de governo copiado dos EUA e nunca mais questionado seriamente. Vamos pensar, minha gente?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Parlamentarismo

O atual sistema de governo não acomoda o arrependimento do eleitor que tenha votado num candidato que não era o que parecia ou dizia ser. E ele tem de amargurar essa situação por quatro anos, assistindo a um prejuízo que pode atingir 20 anos. Não seria o caso de pensarmos em parlamentarismo, que pode manter o governo enquanto for do interesse da maioria?

JORGE MIYAZAKI

jorgenomiyazaki@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O SIMPLES COMPLICADO

 

Com o advento da nova legislação que regulamenta os direitos do empregado doméstico, o empregador, por meio da internet, tem de emitir a guia de recolhimento de encargos sociais no sítio eSocial. Ocorre que o sistema eletrônico disponibilizado pelo governo federal está eivado, apresenta vários defeitos que impedem a emissão da referida guia, além de promoverem descabidos aborrecimentos a quem tenta obtê-la. No meu caso, nas diversas vezes que tentei obter o documento, na tela final do sistema há dois campos – Código Data – a serem preenchidos, mas que não são pertinentes ao processo, pois, quando acesso o quadro “calcular”, aparece a mensagem 026-Recolhimento em Atraso RS325260000, embora a empregada tenha sido contratada há poucos meses, em julho deste ano. E os especialistas do governo federal querem que os pagamentos dos encargos sociais sejam efetuados até a próxima sexta-feira, dia 6/11/2015. Rogai por nós!

 

Waldir Pereira waldirpereiraindaia@hotmail.com

Vinhedo

 

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INCOMPETÊNCIA E DESRESPEITO

 

Este governo federal dos “petralhas” é um amontoado de incompetência e de desrespeito para com o cidadão e para com o contribuinte. Explico, em poucas linhas. Inventaram esse tal de “e-Social”. Pois bem, tive a obrigação de cadastrar o meu nome e o da pessoa que trabalha comigo como empregada doméstica para, afinal, pagar os tributos devidos. Durante cinco longos dias, usando quatro computadores e três navegadores – Firefox, Explorer e Google Chrome –, não consegui o meu intento. Busquei uma saída, que poderia ser salvadora, porém não foi: liguei para o 146, da Receita Federal. Depois da amolação, ligue aqui, ligue lá, ligue alhures, veio a resposta: “Serviço indisponível; estamos trabalhando para resolver o problema” – as palavras aqui são minhas; todavia a essência é a mesma. Nem falo do “layout” mal ajambrado do “e-Social”, como, por exemplo, plurissignificações, ambiguidades e outras quetais. Criado por algum imbecil de plantão, sem nenhuma formação para elaborar um simples e mero questionário – que falem os versados na metodologia das Ciências Sociais. Larguei para lá, a fim de esperar que as autoridades plantonistas resolvessem o angu em que meteram os brasileiros. Carradas de reclamações vieram à tona pelas emissoras de televisão, confirmando as indecentes trapalhadas deste governo petralha. Escorria, todavia, um laivo de esperança, diziam eles que no primeiro dia de novembro, após a realização do bendito cadastro, haveria a possibilidade de ocorrer a emissão da guia de pagamento, com o apelido de DAE, após a zero hora da citada data. Lá fui eu, obedecendo à conversa deste governo incompetente. No final da maratona, a linda mensagem, que coroa a porcaria em que nos meteram por mais quatro anos: “Não foi possível efetuar a operação. Por favor, tente mais tarde. Ticket número 11.00007937. Anote o número do ticket, ele será solicitado pela Central de Atendimento”. Uma pergunta: quem é este órgão? Ele vai ligar para mim? Eu ligo para ele? Como é que fica, “madama presidenta”? Chega de incompetência, de burrice e de incapacidade para governar. O dia 6 deste mês é a data final para o pagamento do “e-Social”. Como fazê-lo sem a guia de arrecadação, a tal de DAE, para não ter de suportar multa, juros e outros assessórios? Ministros do Trabalho, da Previdência Social e da Fazenda, não está na hora de cuidarem dos seus guardados e facilitarem a vida da brasilidade? Porque, se depender da “madama”, estamos fritos.

        

Ruy de Jesus Marçal Carneiro ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

 

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DESFAÇATEZ

 

Trata-se da mais deslavada desfaçatez: cansado de tentar emitir a guia para pagamento de contribuição de empregada doméstica, entrei em contato com o 135 da Previdência e tive como resposta: “É assim mesmo. O sr. tem de continuar insistindo até que consiga fazer a emissão”. Em outras palavras: o contribuinte tem de abandonar suas outras obrigações e passar dia e noite à frente do computador recebendo avisos de erro. E, se até a sexta-feira não conseguir emitir a guia, será punido com multa. Governo, além de corrupto, inquestionavelmente incompetente.

 

José Carlos S. Carvalho josecarlos@stabel.com

Barueri

 

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CRIANDO DIFICULDADES

 

O sistema Simples, implantado para cadastrar e gerar uma guia única de pagamentos dos tributos, não tem nada de simples. Falaram durante os debates para aprovação dos novos direitos dos empregados domésticos que o sistema seria simplificado para facilitar a vida de todos. Mas de simples o sistema não tem nada. Quando muito, facilitaram o recolhimento dos tributos numa única guia. O cadastro tem perguntas que ninguém até agora entendeu a razão: cor, nível de instrução, etc. Para que esses campos? Se o tempo para criar o programa era insuficiente, que permitissem ao empregador recolher os tributos previdenciários na GPS e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) numa guia à parte. Depois, com o sistema funcionando a contento, por meio da guia única o empregador informaria o recolhimento dos tributos anteriores. É impressionante a dificuldade que se cria para o contribuinte neste país.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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EU DESISTI!

 

Fazer o cadastro no tal do e-Social é exasperante! Só falta perguntarem em quem o empregador votou e o tamanho de seus sapatos. Cumprimento os supostos um milhão de empregadores que conseguiram completar o processo. São verdadeiros guerreiros! Eu desisti. Tudo isso para o governo arrecadar alguns mil réis a mais?!

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

 

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PERDA DE TEMPO

 

Fiz o cadastro para pagar os novos impostos para minha empregada em 31/10/2015, anotei todas as senhas necessárias, e após o cadastramento das senhas consegui entrar no site e fazer o registro. Estou tentando desde domingo obter o boleto para pagamento, porém o site não consegue emitir o boleto e, agora, não está nem deixando entrar (fazer o login) dizendo que a senha está incorreta. Anotei desde o início as senhas que foram usadas para o cadastramento e também utilizei uma única vez que consegui entrar para obter o boleto, porém o site diz “aguarde” – e ficou apenas nisso. Não é problema de senha o site não estar funcionando. Na segunda-feira levantei cedo para ver se era problema de site congestionado. Eram 5h30 da manhã e o problema se repetiu. Como pagar os novos impostos, se o site não funciona? Temos de ficar tentando, tentando e perdendo tempo para pagar impostos? Acho que não é o caso de implorar para pagar um imposto!

 

Valdemar Salamondac salamondac@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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POR QUE TEMOS DE PASSAR POR ISSO?

 

Eu e milhares de brasileiros que tentam adaptar-se à nova guia de recolhimento do FGTS e encargos do empregado doméstico estamos há dias (e noites) quebrando a cabeça. É uma luta para cadastrar. Ou os que, como eu, já conseguiram vencer o cadastro, não conseguem agora gerar a bendita guia. No meu caso, apesar de o formulário online indicar “Recolhimento até 6/11 – no prazo”, na hora de efetuar o cálculo um aviso indica “Recolhimento em Atraso”. E trava o procedimento. Estou no prazo e não entendo por que o sistema não aceita. Mais uma noite perdida, em vão... Fale Conosco? Ouvidoria? E quem está lá no site da Caixa para nos ajudar? Peço à mídia que nos ajude a pressionar os burocratas pela solução de mais este pesadelo que criaram para nós, neste fenômeno de incompetência.

 

Fernando Barreto Nogueira fernando@bikeways.com.br   

São Paulo

 

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JABUTICABA

 

Só mesmo o (des)governo de uma “presidenta” que dobra metas governamentais inexistentes, sugere a estocagem de vento para a geração de energia elétrica, elege a mandioca a maior contribuição tecnológica dos brasileiros (em discurso comemorativo do dia do milho) e cunha o termo “mulheres sapiens” para cotejá-lo com o “homo sapiens”, entre outras necedades proverbiais, poderia patrocinar este “sistema simples” (só o manual  de orientações tem 39 páginas) para pagamento de contribuições previdenciárias e FGTS de empregados domésticos. O sistema simplesmente não funciona, nem para cadastramento, nem para emissão das guias de pagamento dos empregados. Mas o governo petista-bolivariano, por meio da Secretaria da Receita Federal, disse que, se as guias (que o sistema não consegue emitir) não forem pagas na rede bancária até o dia 6 de novembro, vai cobrar multas. Talvez esse e-Social seja mais um destes “jabutis tupiniquins” (que insistem em ser flagrados em galhos altos de árvores brasilienses), quem sabe mais uma jabuticaba (fruta que só existe no Brasil) governamental, ou mesmo um destes extintores de incêndio ABC, que num dia são obrigatórios (para forçar a compra) e, no outro dia, dispensáveis (quando os “interessados” já estavam capitalizados).

 

Ruy Reis Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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E-SOCIAL DOS DOMÉSTICOS

 

Está complicado para qualquer ser humano manipular este sistema da Receita Federal. Liberaram um sistema que não funciona e só aparece “BUG” (erro). Brincadeira! E, ainda por cima, exigem que o empregador faça o recolhimento no dia 5/11. Pelo amor de Deus! Como é que o patrão vai fazer o recolhimento, se ele nem recebeu seu salário ou aposentadoria? Por que não fizeram como nas obrigações sociais que funcionavam antes, que venciam no dia 15 de cada mês? Por acaso o patrão tem de fazer mágica? Senhores analistas da Receita Federal, por favor, melhorem este sistema! E como é que eu informo se o empregado estava de férias? Deveria ter uma tabelinha em que você informa os proventos, horas extras, horas noturnas, etc. e os respectivos descontos. Como num sistema de folha de pagamento. Então, emite-se um rascunho para conferir e, depois, emitem-se os envelopes de pagamento e a guia para recolhimento dos impostos. E quem não tem computador, faz o quê? Paga para um contador fazer a impressão, nesta crise que estamos atravessando? Quero ver a quantidade de dispensa de empregados em que isso vai dar. Nada contra os empregados receberem seus direitos, mas foi muito “enjambrado” este sistema e agora parece que querem postergar a data de implantação, porque tem gente que não consegue fazer a implantação. Brasil, sil, sil, sil, sil!

 

César Roberto Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

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BUROCRACIA E INCOMPETÊNCIA

 

Burocracia mais incompetência: duas palavras que definem com exatidão este show de horrores que o governo federal está impondo a quem se dispõe a cumprir a lei e pagar os valores referentes aos direitos dos empregados domésticos. Venho tentando inutilmente emitir a guia para fazer o recolhimento. Aparecem constantemente avisos de erro como este: “Ocorreu um erro interno na recepção do arquivo de apuração de débitos”. E o remédio é começar tudo de novo, para receber novos avisos de erro, alguns com a solicitação de que o número do erro deva ser comunicado “ao administrador”, sabe Deus quem ele é. É revoltante.

 

José Carlos S. Carvalho josecarlos@stabel.com

Barueri

 

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CASO DE POLÍCIA

 

O cadastramento foi um parto. Emissão da guia, outro parto. Será que a incompetência é contagiosa? Sei não, mas a irresponsabilidade é caso de polícia... Federal.

 

Luiz E. G. Barrichelo legbarri@usp.br

Piracicaba

 

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GOVERNO IRRESPONSÁVEL

 

O governo está, mais uma vez, prejudicando os contribuintes: o sistema do e-Social apresentou problemas, mas ele não alargou o prazo para início da validade da nova regra das domésticas. E acha que os patrões têm de ter computador, web, impressora, tinta, etc. Por que não enviou um boleto pelo correio com os valores a pagar? Trabalho, eficiência e equipamentos, que fiquem sob responsabilidade dos contribuintes. Dele não!

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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FAZENDO-NOS DE PALHAÇOS

 

Eu e milhares de outros contribuintes estamos tentando pagar o Simples Doméstico, mas a emissão da guia é impossível (a guia deveria estar disponível duas semanas antes do vencimento, mas, agora, só temos três dias para fazer o pagamento). Quero, sim, pagar os direitos sociais das domésticas, mas o governo parece que está fazendo a gente de palhaço.

 

Ricardo Reis r.areis2011@gmail.com

São Paulo

 

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ABUSO DE PODER

 

De simples, este programa Simples Doméstico só tem o nome. É revoltante a trabalheira que os burocratas de Brasília infligem ao empregador doméstico que quer cumprir o que determina a nova lei. Não bastasse a dificuldade para cadastrar o empregado, o site do “e-Social” apresenta problema com relação à necessária emissão da guia, única forma, frise-se, de recolhimento dos encargos devidos. Desde o dia 1 de novembro, data em que foi disponibilizada a tabela do “quantum” devido, tento (como de resto um sem número de empregadores o fazem), sem sucesso, a emissão da competente guia. Os responsáveis pelo “e-Social”, muito diligentes ao não se esquecerem de ameaçar o infeliz empregador doméstico com as penas pecuniárias que sofrerá, no caso de não efetuar o pagamento até o dia 6/11, apesar do tempo super exíguo que lhe foi dado, deveriam se valer da mesma diligência para sanar o problema que o programa apresenta. Se até o dia 6 de novembro o programa continuar a apresentar o mesmo problema, o empregador responderá por uma mora à qual não deu causa, caracterizando-se autêntico abuso de poder.

 

Junia Verna Ferreira de Soluza juniaverna@uol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL, FUTURA ‘GRÉCIA SUL-AMERICANA’

 

Conforme noticiado, o deputado federal Hugo Leal (PROS-RJ) apresentou no dia 29/10 um projeto de lei que altera a meta fiscal para este ano, ou seja, o Congresso Nacional poderá autorizar a presidente Dilma Rousseff a fazer um déficit primário (sem pagamentos de juros) de até R$ 117,9 bilhões (2,05% do PIB) nas contas públicas para 2015. Se for aprovado esse projeto quebra-galho, fica claro para a sociedade brasileira que não existirá mais meta fiscal para o gerenciamento das contas do governo, e estamos a caminho de ser uma “Grécia Sul-Americana”.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

 

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OS INOCENTES

 

O sr. José Galló, presidente da Renner, vem de dizer que “os empresários devem unir-se para tirar o País da crise”. Quanta inocência! Melhor se tivesse dito “os empresários devem unir-se para tirar do governo e a quadrilha que está a destruir o País do poder”. Melhor ainda se tivesse conclamado o povo, e não só sua minoria, para tarefa tão urgente. A inocência, a pusilanimidade e o bom-mocismo, às vezes, andam juntos.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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EM CRISE, NO PARAÍSO

 

Muito instrutivas são as argumentações cheias de inegável lógica dos economistas Gonçalez, Zeina e Camargo contidas na matéria “Diálogos” (1/11, B4), a respeito da terrível situação político-econômica que atualmente vivemos. Não há como fugir da conclusão óbvia: vivemos no paraíso! Afinal, nada é tão ruim que não possa piorar e, como tudo nesta vida é relativo, outra não poderia ser a conclusão, comparada ao verdadeiro inferno que viveremos já no futuro bem imediato. Belo legado este do lulopetismo.

 

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

 

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KAFKIANO

 

As rádios ontem informavam que a taxa de câmbio tinha baixado por intervenção do Banco Central, para evitar que seu aumento provocasse um aumento da inflação. É realmente um mundo de loucos: o governo, através de seu presidente-substituto, acaba de reconhecer que Dilma errou em segurar os preços dos combustíveis, em prejuízo da Petrobrás e levando à falência muitos usineiros, e que errou ao reduzir os preços da energia elétrica provocando um rombo no caixa de distribuidoras, tudo isso com o objetivo de mascarar a inflação, que já ameaçava. Agora temos o Banco Central, que faz exatamente o que já foi reconhecido como um dos erros que provocou nossos problemas atuais? Parece que tem alguém que está tentando imitar o estilo de Kafka nesta forma de loucura que é nosso governo.

 

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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CULPA DA LAVA JATO?

 

Como perguntar não ofende: a frase dita pelo ministro Ricardo Berzoini, de que “a Operação Lava Jato atrapalha a economia, o País e o governo do ponto de vista empresarial”, é para rir ou para chorar? Ou é uma piada de muito mau gosto e antológica?

 

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS UMA PIZZA

 

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, encontrou movimentações suspeitas em transações bancárias do mentor que continua mandando no País, e de três ex-ministros petistas. A quantia, publicada na edição de domingo do “Estadão”, é de quase R$ 300 milhões. Os dados foram remetidos à CPI do BNDES na Câmara dos Deputados. O instituto que leva o nome do mentor-mor dessa engrenagem nega tais irregularidades. Mais uma ação que terminará em pizza.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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OS RECORDES DE LULA

 

O Coaf detectou movimentações financeiras suspeitas nas contas do ex-presidente Lula. O Instituto Lula, de imediato, encontrou uma justificativa. Foram 70 palestras proferidas em 41 empresas, que resultaram em R$ 27 milhões. Na próxima edição do “Guinness”, o livro dos recordes, constará a seguinte manchete: um ex-presidente, integrante do partido político mais corruPTo da história brasileira, foi quem mais faturou com palestras.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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NOJO

 

Aos 78 anos, dos quais 52 dedicados ao atendimento diário aos meus pacientes, entremeado por atividades administrativas em instituições privadas e públicas, nestas como responsável pelo “dinheiro do  governo” para o atendimento à saúde, sou acometido de dois sintomas que têm origem na minha alma, que sangra: vontade de chorar e de vomitar ao mesmo tempo, ao ler as notícias dos jornais e revistas do fim de semana, cujas manchetes inacreditáveis foram: “BNDES suavizou exigências para socorrer amigo de Lula” (“Folha de S.Paulo”); “Lula e ex-ministros movimentaram R$ 300 mi, diz Coaf” (“Estadão”); “A fortuna suspeita das estrelas do PT” (revista “Época”, página 32); “Os ‘chaves de cadeia’ que cercam Lula” (revista “Veja”). O teor dessas reportagens revolta o estômago, ao mesmo tempo que provoca um desmoronamento dos ideais dos tempos de juventude.  Desnudam o conluio entre os detentores do grande capital, o que não se sacia enquanto não devora todos os recursos destinados ao progresso social, e uma corja de políticos venais, justamente aqueloutros que detêm a chave do cofre e foram os depositários da confiança dos infelizes que vão pagar esta injusta fatura, o do locupletamento  de ambos.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

 

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TRAÍRA

 

Segundo o Coaf, Lula movimentou milhões em conta corrente aqui, no Brasil (fora os euros em Portugal), incompatíveis com o seu patrimônio. Então os peixinhos (filhos) movimentaram menos. Só que este peixe tem nome: traíra, pois “o cara” traiu os pobres brasileiros e os brasileiros pobres que o colocaram na cadeira principal do País.

 

Carlos R. Gomes Fernandes  crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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PEIXINHO DO PAPAI

 

Chama a atenção como Lula, que não detém cargo algum na República, possa frequentar o Palácio do Planalto com a desenvoltura de quem fosse o dono do lugar e até “nomear” pessoas de sua confiança para o primeiro escalão do governo, além de distribuir “recados” a ministros que não estejam se comportando segundo suas expectativas – como o da Justiça, “advertido” pelo ex por deixar a Polícia Federal com autonomia demais para seu gosto. Aliás, a esse propósito, o ministro José Eduardo Cardozo – cuja própria autonomia aparenta subordinar-se ao humor de Lula – tratou de cobrar a Polícia Federal por esta haver intimado Luiz Claudio, “filho do homem”, às 23 horas de terça-feira, quando aquele retornava para casa após o aniversário de 70 anos do pai. E assim segue o Brasil, já com quase 200 anos de independência e os mesmos vícios de sempre, mesmo num governo que se diz “progressista”... Em Pindorama, como na trama do festejado opúsculo “Animal Farm” (A Revolução dos Bichos, de George Orwell), alguns animais são mais iguais que os outros. No Brasil, entre os bichos “mais iguais” está o peixinho do papai.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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ANTECIPAÇÃO

 

Para que esperar 2018, se “o cara” já manda e desmanda com toda pompa e circunstância? E o que é pior: livre e solto para mais desavergonhados trambiques?

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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ELE NO COMANDO

 

O editorial “Lula assume o comando geral” e o artigo “Por uma agenda nacional”, de Fernando Henrique Cardoso, no domingo (1/11), se entrelaçam e, de certa forma, colidem ao tratarem do mesmo assunto, a atual realidade político-econômica do Brasil, nos dimensionando dois ex-presidentes que contribuíram para que essa realidade se formasse. Lula, em todos os seus pontos e vírgulas, não faz nada além do que já sabemos e esperamos de um indivíduo roaz e sem escrúpulos, que usa as únicas coisas que possui – o ilusionismo e a esperteza – para se apropriar da mente de pessoas dispostas a serem apropriadas e das riquezas geradas pelas que não querem ceder aos seus “encantos”. FHC, com todo o seu brilhantismo e competência, desceu até a metade do muro – zona de conforto do PSDB – para nos falar o que também já sabemos: “Já não passou da hora de aprovar, como proposto em projeto em curso, limites para o endividamento federal?” O nobre articulista já se esqueceu da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), elaborada em seu governo e que foi soberbamente ignorada e “estuprada” pela atual mandatária do País? De que adianta nos lotarmos de leis que serão desrespeitadas por um poder central e um Congresso mal-intencionados e limitados em boas qualidades? Como disse o seu colega também sociólogo, o espanhol Manuel Castells, “o Congresso brasileiro deveria ser dissolvido, pois não tem como se reformar”. Isso equivale a dizer, para quem quiser ou não ouvir, que não apenas a presidente tem de sair rapidinho, mas que toda a estrutura de poder precisa ser modificada, ou nenhum ajuste fiscal conseguirá pôr ordem no curral! Ora, além de escrever o óbvio, o que mais pode o excelentíssimo senhor ex-presidente e seu letárgico partido fazer para ajudar a mudar esse mal que nos consome? Humildemente, peço que acredite em nós e em nossa participação como cidadãos conscientes e capazes de fazer o que for preciso para que o Brasil volte a ser a pátria amada, idolatrada, salve, salve. Yes, we can!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTELIONATO ASSUMIDO

 

A incansável imprensa denuncia e aponta as mazelas através de seus analistas, articulistas e editoriais a podridão que envolve o governo central e o Congresso Nacional. E onde se esconde a oposição, que não dá as caras e vive com o rabo entre as pernas? Se a situação fosse outra, presidente e seus apaniguados, há tempos já teriam sido escorraçados. A pressão maior hoje da oposição vem do próprio partido governista (PT) e de um habitante contumaz do Palácio do Planalto, que viaja, come e dorme à nossa custa, o ex-presidente Lula. E foi este senhor que carimbou na testa da presidente Dilma Rousseff, o que nem a oposição cobrou claramente, o maior estelionato eleitoral de todo os tempos, ao afirmar que: “Ganhamos as eleições com um discurso e, depois, tivemos de mudar o discurso e fazer o que dizíamos que não íamos fazer”.  Em outras palavras, assumiu publicamente que a reeleição de sua pupila foi um verdadeiro conto do vigário. Estranho nesse discurso é que os intermináveis e cansativos “a gente” sumiram da frase, dando lugar a concordâncias que jamais saíram da boca do ex-presidente. Será que já estão preparando terreno para capturar as “zelites”?

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

 

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O DISCURSO DE LULA

 

Perjúrio, definição: fazer afirmação de algo falso ou mentir perante autoridade jurídica, eclesiástica ou qualquer outra que detém poder. Se o poder é exercido em nome do povo, uma declaração pública para o povo, que no final das contas é a autoridade final, então, é perjúrio, e neste caso cabe a acusação sobre todos os políticos que cometeram este crime. Cadeia neles.

 

Moises Steffanelo moises.steffanelo@rentank.com.br

São Paulo

 

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FOGO CRUZADO

 

Podemos descansar... o fogo cruzado entre Lula e Dilma está esquentando. Esse duelo é a única maneira de nos livrarmos dos dois.

 

Maria Cecília Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

 

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ONDE ESTÃO OS COELHINHOS?

 

Só quero entender: o fato de Dilma estar indo de mal a pior dá o direito de Lula assumir de fato o comando geral? Afinal, não foi ele mesmo que uma vez falou, durante o seu governo, que FHC não tinha o direito de sequer opinar sobre o que quer que fosse e que ele, quando deixasse o poder, iria se dedicar a assar uns coelhinhos?

 

Anna Carolina Meirelles annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

 

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O ESPERNEIO DE LULA

 

Causa absoluta estranheza o fato de Lula reclamar e prometer guerra nos próximos três anos. Para evitá-la, basta o seu filho prestar os devidos esclarecimentos à Polícia Federal, comprovando nada dever com o que está sendo investigado, e o problema por si só se resolve. O ex-presidente deveria agir como Romário fez, quando foi acusado de manter conta no exterior. Provou não ser dele e a revista que publicou a matéria viu-se obrigada a desculpar-se publicamente, além de ter de prestar contas aos seus leitores e, provavelmente, à Justiça, pela tremenda “barriga”. No Estado Democrático de Direito, as divergências devem ser resolvidas na forma da lei. Prometer ou ameaçar o uso da força, ou convocar o “exército do Stédile”, como já aventado anteriormente, denota uma descomunal insensatez, típica de desesperados. A propósito da intimação do filho de Lula, cabe ressaltar que, na esfera criminal, como é o caso, não há óbices quanto a horário para a citação. Na área cível (artigo 172 do CPC), o horário previsto é das 6 horas às 20 horas, em dias úteis, e, em casos excepcionais, mediante autorização expressa do juiz, em qualquer dia e hora. Desta forma, a atitude do ministro da Justiça, professor de Direito da PUC/SP, pedindo explicação à Polícia Federal a razão de o filho de Lula ter sido intimado “fora do procedimento usual”, demonstra uma subserviência inadmissível.

 

Cláudio Gonçalo Longo f22batista@gmail.com

São Paulo

 

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SOB INVESTIGAÇÃO

 

Lula está sentindo muita saudade do seu ex- ministro dr. Márcio Thomaz Bastos. Com ele vivo, no lugar do incompetente dr. Eduardo (segundo Lula), não teríamos a Operação Lava Jato, a Operação Zelotes, etc., e o nosso herói Sérgio Moro estaria na comarca de Xiririca em Rondônia.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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PALESTRANTE

 

Para os outros, criou a mentira da “herança maldita”. Para os filhos, deixa a verdade da riqueza adquirida. A História ainda não contabilizou a sua devida paga.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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O APARTAMENTO EM SP

 

A notícia é clara: Luiz Cláudio Lula da Silva ocupa gratuitamente um apartamento de propriedade do advogado Roberto Teixeira, apartamento este localizado no bairro nobre dos Jardins, em São Paulo (“O Estado de S. Paulo”, “Luís Cláudio mora de graça em bairro nobre de São Paulo”, 30/10). Até aí, tudo bem, sobretudo porque Luiz paga as despesas do apartamento. Mas e Roberto Teixeira? Pelas regras tributárias, este deve acusar o recebimento de aluguel desse apartamento em sua declaração anual de rendimentos. A Receita Federal está ciente do procedimento adotado no caso?

 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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DE FAVOR, NÃO

 

Se vocês acham que Lulinha mora de favores, estão enganados! Este deve ser um dos muitos imóveis que o ex tem, originados dos desvios enrustidos, em nome de laranjas.

 

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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FAMÍLIA SILVA

 

Breve: Papuda’s Park Kids, para filhos mal comportados.

 

Nelio Esquerdo nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

 

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O DESMEMBRAMENTO DA LAVA JATO

 

Agora realmente confirmamos o porquê da escolha do sr. Teori Zavascki pela presidente Dilma como último ministro a ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF): primeiro, protege a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, tirando seu processo das mãos do sr. Sérgio Moro e o encaminhando, por “sorteio”, ao ministro petista Dias Toffoli; e, agora, tira da Operação Lava Jato o processo do setor elétrico que envolve o ministro Edison Lobão, parceiro do sr. José Sarney, cujo poder de influência sobre o Planalto todos conhecemos. Que tal dá-lo ao mesmo Toffoli ou ao sr. Lewandowski? Aí a pizza está pronta e todo mundo, liberado. Quando será que teremos ministros isentos decidindo pela justiça, e não por partidos e/ou outros interesses?

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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JUÍZES

 

Supondo que numa outra realidade jurídica – bem diferente da nossa – o ministro Zavascki tivesse razão, e que, pela lei, o juiz Sérgio Moro, eventualmente, não tivesse o direito pleno de evitar as óbvias queimas de provas em série e articulações orquestradas de álibis falsos dos “supostos” assaltantes do dinheiro público: “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. Precisamos de mais Moros e Joaquins Barbosa, enquanto é tempo. De Zavasckis nosso mundo enlameado por seus “parceiros de luta” já está transbordando. O ministro Zavascki vai ter de trabalhar muito – e direito – para valer uma lasca da unha do pé de Sérgio Moro.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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DEFESA DA CORRUPÇÃO

 

Parabéns, ministro Teori Zavascki! Os fatiamentos das ações do juiz Sérgio Moro mostram a todos os brasileiros a defesa da corrupção e da impunidade que o senhor está promovendo. Seu desserviço jamais será esquecido e sua biografia estará manchada na História do nosso país. Para sempre.

 

Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

 

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ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?

 

Instrutivas e desalentadoras as matérias do “Estadão”. No sábado (31/10), Sergio Augusto cobra: “Falta-nos uma aliança de atores políticos e sociais que recrie uma nova perspectiva”. No domingo (1/11), Fernando Henrique: “Trata-se de dar novo rumo ao país na busca de melhor sociedade futura”. Ainda no domingo, Suely Caldas, em “Sonhos frustrados”: “(...) uma classe política que está no governo mais para enriquecer e fazer caixa para a próxima eleição do que melhorar a vida da população”. E, ainda no domingo (1/11), Eliane Cantanhêde: “O documento do PMDB não é para 2018, é para a transição já”. Meu desalento: onde está tu, meu PSDB?

 

Joaquim Pinhão jpinhao@hotmail.com

Rio Claro

 

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‘POR UMA AGENDA NACIONAL’

 

Meu caro Fernando Henrique Cardoso, no artigo intitulado “Por uma agenda nacional” (1/11, A2), o senhor fala da necessidade de rever a idade mínima para aposentadoria. Sugiro que o senhor também inclua em suas propostas a revisão da aposentadoria especial para políticos, pois não vejo necessidade em dar regalias a uma classe que tanto nos envergonha.

 

Joubert Esequiel de Morais Filho jemoraisf@ig.com.br

Suzano

 

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NOVELA SEM FIM

 

Principais manchetes no “Estadão” de sábado (31/10): “Cunha incluiu benefício em MP suspeita”; “Lobista do PMDB diz que mandou ‘um milhão e pouco de dólares’ para Eduardo Cunha”; “Executivo diz que contatos com doleiro foram por investimentos pessoais”; “Zavascki separa Eletronuclear da Lava Jato e tira Moro do caso da estatal elétrica”; “‘Há mais de 15 anos não assino nem mesmo um cheque’, afirma Odebrecht”; “Executivo nega que contatos com doleiro envolvem fraude”; “Mercadante vê melhora, mas ‘muito desigual’”; “Empreiteiro acusa Lava Jato de agir de ‘forma ilegal’ e ‘cruel’”; “‘Mensalão e Petrolão criaram heróis, juízes que saíram do padrão’, afirma ministro Barroso”; “Lobista do PMDB diz que mandou ‘um milhão e pouco de dólares’ para Eduardo Cunha”; “Lula diz que, a partir de 2018, opositores terão mais quatro anos com ‘partido’”; “Em discurso lido por ministra, Dilma diz que governo não é prisioneiro do ajuste”; “Temer vê ‘equívoco’ de Dilma na economia”; “Em nova tentativa de aproximação, Dilma recebe Lula em jantar no Alvorada”; “Cunha confirma que decisão sobre impeachment sai em novembro”. Mais parece uma novela das nove.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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O CASO EDUARDO CUNHA

 

O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reage com desrespeito e desfaçatez sobre as acusações que lhe pesam, ignorando o desgaste que os escândalos causam ao Brasil como um todo. Vem proporcionando de forma acintosa a descrença dos políticos ligados ao Poder Legislativo, como se já não fosse suficiente a do Poder Executivo. Utiliza o deputado Eduardo Cunha o cargo de presidente como moeda de troca para suas decisões atinentes à importante posição que ocupa, transformando suas manifestações em autêntico “balcão de negócios políticos”, que lhe possa garantir sua permanência como presidente da Câmara federal. Para as atitudes deploráveis do presidente da Câmara, teríamos o antídoto se tivéssemos na ativa o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Aí, sim, o excelentíssimo presidente da Câmara federal e outros políticos envolvidos na lama da corrupção seriam escafedidos. Em recente palestra em Porto Alegre, o jurista Joaquim Barbosa assim se pronunciou sobre a política brasileira: “Um cenário de fraude, engodo e violação das leis”. Sobre o magistrado Sérgio Moro, disse: “Está fazendo aquilo que todo juiz deveria fazer e não faz”.

 

Leovegildo Rodrigues de Souza Junior drleosouza@uol.com.br

Iracemápolis

 

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VOLKSWAGEN & MPF

 

“Volks busca reparar apoio à repressão na ditadura” (“Estadão”, 1/11). Atitude ridícula, desnecessária e extemporânea da Volkswagen e do Ministério Público Federal (MPF) para a coisa anistiada. Será feito também pelo MPF um memorial dos feitos sobre os conhecidos elementos e vítimas do terror? Por que e para que a unilateralidade e a parcialidade?

 

Francisco Jarbas Vieira de Souza souzanet@hotmail.com

Sorocaba

 

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A VOLKS E A DITADURA

 

Envolvida em escândalos de corrupção, a Volks realmente tem muito mais que ver com os movimentos subversivos do que com quem combateu a bandalheira e lutou para preservar nossos valores nacionais. Nunca mais compro Volks.

 

Aldo Dórea Mattos aldo@aldomattos.com

São Paulo

 

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REJEIÇÃO A FERNANDO HADDAD

 

O prefeitinho Fernando Haddad (“Malddad”) conseguiu bater um recorde de rejeição de 49%. Quanto à aprovação, foram apenas 15%,  provavelmente oriundo daqueles domingueiros  que gostam de esquentar a bunda no asfalto quente da Avenida Paulista.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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(I)MOBILIDADE URBANA

 

Ao pegar a Avenida 9 de Julho, ontem pela manhã, como faço todos os dias para dirigir-me ao trabalho, fui surpreendido por um congestionamento monstro, totalmente inesperado e injustificado. Não demorou muito para descobrir que a causa foi mais uma das “gracinhas” do nosso prefeito e seu ódio pelos automóveis. Duas mudanças no esquema viário desta avenida foram responsáveis pelo megaengarrafamento: o túnel da 9 de Julho passou a ter uma única faixa para automóveis, já que a outra faixa ficou exclusiva para ônibus; o elevado da Praça 14 Bis também foi vedado aos carros de passeio. Até quando cidadãos pagadores de impostos ficarão sujeitos às idiossincrasias demagógicas de um prefeito que não cumpriu nem metade dos seus compromissos eleitorais e busca factoides para manter-se nas manchetes?

 

Luigi Petti pettirluigi@gmail.com          

São Paulo

 

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NO DIA DE FINADOS, LUTO POR SÃO PAULO

 

Há mais de 20 anos, no Dia de Finados (2 de novembro), vou ao cemitério São Paulo. Nunca me preocupei em antecipar a compra de flores e velas porque é um dia por si só custoso. Não me preparo. Até porque, sempre à porta do cemitério, nas lojas da Rua Cardeal, sempre consegui comprar de vendedores de rua ou nas lojas. Desta vez me surpreendi, não havia flores para vender nem vendedores pelo caminho. Achei que fosse sinal da crise. Percebi muitos carros da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ali e pensei: que bom, estão aqui para minha segurança. Ledo engano. Antes de estacionar o carro, ainda por descer o muro do cemitério na Cardeal, vejo um único vendedor ser recolhido pela guarda. 20 anos... Um costume... Por outro lado, vemos, por exemplo, indistintamente ambulantes diariamente na Avenida Paulista. 20 anos... Como hábitos e costumes sedimentados conseguem ser destruídos em tão pouco tempo?

 

Angelita Reis angelitareis@uol.com.br 

São Paulo

 

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ARARINHAS-AZUIS

 

Foi maravilhoso ler a reportagem especial sobre as ararinhas-azuis (“Ararinha-Azul se prepara para voar de novo na natureza”), publicada no domingo (1/11). Os detalhes da matéria, muito bem preparada e feita pelo “Estadão”, foram excepcionalmente incríveis. E o projeto entre os três países, Catar, Alemanha e Brasil, nos fazem ter esperança, como os biólogos e veterinários responsáveis pelos animais, de vê-las novamente na natureza brasileira. Espero poder ter a notícia em breve de que a espécie finalmente deixou de ser extinta no País. Parabéns!

 

Lilian Capitanio liliancapitanio2015@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

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LAMENTO DO BRASILEIRO

 

Na reportagem sobre as ararinhas-azuis, o biólogo Pedro Develey lamenta: “Foram roubadas de nós, uma a uma”. Seu comentário é típico do lamento, tão ouvido do brasileiro, de não ter culpa de nada, da mesma forma errada de falar não que é o real que se desvaloriza, mas que é “o dólar que sobe”. A responsabilidade pelo roubo das aves não é dos traficantes internacionais. É dos brasileiros que captam e entregam os pássaros. Estes são os ladrões que as roubaram, “uma a uma”.

 

William W. B. Veale william.veale@terra.com.br

Sorocaba

 

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RACISMO NA INTERNET

 

O crime de racismo sofrido pela atriz Taís Araújo (“Estadão”, 2/11) também é estimulado pelos próprios veículos de comunicação. Nos programas da Igreja Universal do Reino de Deus exibidos exaustivamente em várias emissoras de TV aberta, é comum ver os pastores desqualificando as crenças e tradições afrobrasileiras e estimulando o ódio e a intolerância contra a umbanda, o candomblé, o catolicismo e as demais religiões em que a influência do negro é significativa. E, diante desses absurdos, cadê a fiscalização e a punição que o Ministério das Comunicações deveria fazer?

 

Celso Nobuo Kawano Junior cn.kawano@gmail.com

Embu das Artes

 

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ÂNIMOS ACIRRADOS

 

Quando vi a foto da belíssima atriz Taís Araújo no “Estadão” (2/11), perguntei à minha irmã por que Sofia Loren era notícia de primeira página. Ganhei a maior bronca, já que, como míope que sou, me levantei sem colocar os óculos. O Brasil é um país miscigenado, onde etnias se misturam sem preconceito, resultando na famosa beleza de seu povo. O que causa perplexidade é que a turma do politicamente correto, num patrulhamento ideológico sem medidas, conseguiu despertar e acirrar os ânimos de uma minoria preconceituosa.  Se priorizassem a educação, sem viés ideológico, promovendo a cidadania, respeito às diferenças e aos mais velhos, aos professores, sem nos esquecermos dos princípios passados pela família, será que não teríamos pessoas mais civilizadas? 

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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