Fórum dos leitores

TRAGÉDIA EM MINAS

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2015 | 02h55

Mar de lama

A tragédia em Mariana com o rompimento de barragens de rejeitos da mineradora Samarco é exemplo típico das fatalidades brasileiras. A falta de previsão, de protocolo de emergência, a improvisação nos casos graves, a morte de inocentes, assim como a destruição de comunidades inteiras – caso do distrito de Bento Rodrigues – por um mar de lama que inundou milhares de hectares, poluindo os rios a jusante, são os ingredientes do quadro da tragédia. Agora ninguém sabe de quem é a culpa, provavelmente será imputada a Deus, por não ter protegido adequadamente os moradores de uma área de risco.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Essa tragédia mostra claramente o mar de lama em que se encontra o País. Faltam planejamento, organização, gestão, investimento, prevenção e segurança. Relacionar a ocorrência de dois abalos sísmicos de pouco mais de 2 graus na escala Richter ao rompimento é não assumir a responsabilidade pela falta de monitoramento das barragens, pela ausência de plano de evacuação da região, por não haver investimento em prevenção de acidentes e segurança ambiental e, por fim, é ineficácia de planejamento, organização e gestão da empresa e omissão da fiscalização do poder público estadual e federal.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Mais uma tragédia anunciada. Uma barragem de rejeitos químicos se rompeu, provocando mortes e destruindo os bens materiais de milhares de pessoas. Porém no país do improviso, do jeitinho, do deixa pra lá, da corrupção desenfreada, da certeza da impunidade nada acontecerá. Não acharão culpados, ou talvez os culpados sejam os moradores. No país da bolsa isso, bolsa aquilo, ainda não criaram a bolsa tragédia, nem a bolsa vergonha na cara. Quem foi punido naquela tragédia em Santa Maria (RS) em que mais de 240 pessoas perderam a vida numa boate? Ninguém, nem será! Nossos políticos, com raríssimas exceções, não estão nem aí para o povo. A presidenta da República, os presidentes da Câmara e do Senado estão mais preocupados em salvar o próprio pescoço. Todo mundo sabe o que vai acontecer: será aberto um rigoroso inquérito que terá prazo de 120 dias, prorrogável por mais 120, para descobrir as causas do acidente. Até que o assunto saia da mídia, seja esquecido e ninguém será culpado de nada. Mais uma vez se dirá que foi uma fatalidade! Não sei por quê, mas aquele mar de lama que destruiu tudo pela frente me lembrou o PT!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

À MERCÊ DOS CRIMINOSOS

Morte na saída do banco

Recebi com tristeza e revolta a notícia de que um senhor meu conhecido havia morrido na saída de um banco. Ele era dono de um restaurante que costumo frequentar, a gentileza em pessoa. Há tempos que essas notícias me abalam, mas agora fiquei particularmente assustada. Talvez porque me sensibilizou pensar que na mesma hora em que esse crime hediondo acontecia eu estava a três quadras dali passeando com minha filha e minha mãe... Talvez porque ouvi um especialista em segurança comentando o caso e especulando que a vítima teria dado margem para o que aconteceu... Talvez por pensar que a situação do nosso país chegou ao limite... Até quando vamos assistir anestesiados à banalização do hediondo? Crimes bárbaros, de tão noticiados, ganham apelidinhos fofos e tudo fica por isso mesmo: saidinha de banco, arrastão, pixuleco, mensalão, e por aí vai. Dinheiro público escoando pelo ralo da corrupção num país sem segurança, sem saúde, sem educação, sem decência. Mais do que o nosso dinheiro, estão roubando a nossa dignidade. Basta!

MARCITTA FOGAÇA

marcitta.fogaca@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Peroba neles

Ao ver a entrevista da sra. Maria da Conceição Tavares (5/11, B5), petista de carteirinha, falando agora em alianças, fico indignada. Quando o PT e as esquerdas em geral se veem em apuros, saem dando uma de vítimas que devem ser ajudadas. Onde estava essa senhora, professora de Economia, que não viu nada do que ocorria no (des)governo Dilma-PT (Lula). A vaca indo para o brejo, nem que o boi tossisse, e eles apoiando a política do “desenvolvimentismo”. Assim como ela, intelectuais, artistas, cantores, empresários que defendem o PT, todos calados. Mas, quando aparece, a camarilha continua querendo defender o indefensável, inclusive a corrupção e a roubalheira. Nos poupem.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Alternativas para o PT

O ministro Ricardo Berzoini falou, está falado: “Lula não é a única opção do PT para 2018” (1.º/11, A6). Achamos que ele realmente tem toda a razão quando afirma que o PT tem várias opções de candidato para 2018. Dentre tantas figuras exponenciais que honram os quadros do seu partido e, por isso mesmo, jamais serão esquecidos pelo povo brasileiro, lembramos nomes que se ombreiam ao do poderoso chefe, pertencentes à cúpula partidária. Exemplos: João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro, José Dirceu, José Genoino, Antônio Palocci, etc. Além de amigos diletos, confidentes, lobistas e financiadores, como José Carlos Bumlai – aquele que tinha carta branca para ingressar a qualquer momento no Palácio da Alvorada e, ao que consta, resolvia dificuldades da família Silva –, Pedro Corrêa, Léo Pinheiro, Ricardo Pessoa, Marcelo Odebrecht, Mauro Marcondes e tantos outros que honram, dignificam e engrandecem a ética política brasileira... Ah, ia esquecendo: já agora, por que não ratificar o nome do próprio ministro entrevistado – e por ele mesmo lembrado? Pois não foi ele quem, como ministro da Previdência Social, mandou suspender o pagamento de uma pensionista de mais de 80 anos de idade só porque, sem possibilidade de se locomover, ela deixou de comparecer à agência do INSS para fazer recadastramento? Por que não?

PEDRO DE ALCÂNTARA KALUME

kalume@uol.com.br

São Paulo

AINDA O ‘SIMPLES’

Um causo

Zé Patrão enfrentou o labirinto do registro dos seus empregados domésticos. Quando chegou ao quesito do seu documento de identidade, não pôde prosseguir, diante do aviso de que àquele documento não correspondia título de eleitor. Acontece que Zé Patrão não tem título de eleitor, por ser estrangeiro. Donde se depreende que 1) estrangeiro no Brasil não pode ter empregados domésticos; 2) ou só pode tê-los se violar a lei; 3) aos empregados do Zé somente resta ir cantar em outra freguesia.

JAN KROTOSZYNSKI

ankroto@gmail.com

Carapicuíba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ÁREA DE RISCO

 

O rompimento da barragem da empresa Samarco Mariana, em Minas Gerais, provocou uma enxurrada de lama armazenada, que, no seu caminho natural, atingiu rapidamente o distrito de Mariana, cidade histórica situada a 2 km de distância da barragem. Apesar de os técnicos da empresa afirmarem que a barragem foi vistoriada há poucos meses, sem nada de anormal ter sido encontrado, nada anula a questão do conhecimento prévio de que as pessoas ali viviam em situação de grave risco, pois, no caso de súbito rompimento da barragem, altamente possível, não haveria tempo para evacuar a população, como de fato aconteceu.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                   

Rio de Janeiro

 

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TRAGÉDIA

 

A tragédia que vitimou dezenas de pessoas em Mariana e gerou outra leva de desabrigados somente demonstra como no Brasil não há fiscalização, prevenção ou supervisão de atividades potencialmente perigosas. O rompimento duplo das barragens já constava de uma matéria e não foi levado em consideração. Não é sem razão que na terra da impunidade e do lucro fácil quem sofre é a carente população.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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APOSENTADORIA E DÉFICIT PÚBLICO

 

Acaba de ser sancionada a nova lei para aposentadorias do setor privado, a tal regra 85/95, que se diz ser uma alternativa para o fator previdenciário. Isso quer dizer que, por exemplo, no início da vigência da lei, somando os tempos, as mulheres poderão se aposentar com 55 anos de idade e 30 anos de contribuição. No caso dos homens, 60 anos de idade e 35 de contribuição. Mesmo com o fator previdenciário em vigor, o déficit da Previdência de 2014 chegou a R$ 56,7 bilhões. Nem chegamos a falar do caso do setor público, que caminha, também, para um desastre. Com ou sem fator previdenciário, o rombo nas contas das aposentadorias vai sempre aumentando. A Grécia quebrou em grande parte por isso. Todo razoável economista (ou não) sabe que aqui, no Brasil, há urgência de se estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria. E mais: a mesma idade para homens e mulheres. Não há nenhuma razão para que as mulheres, que vivem no mínimo cinco anos mais que os homens, como apontam a estatísticas, se aposentem com idade e tempo de contribuição inferiores a eles. São dez anos de diferença. Pode ser que este assunto vá mexer em ferida exposta (ou não, assunto tabu), mas a realidade é esta: existem mais, mas muito mais, viúvas recebendo aposentadorias do que homens. Não é só pelas estatísticas oficiais. Basta pesquisar em sua cidade (se for pequena, mais fácil ainda), em seu bairro, que existem muito, mais muito mais viúvas que viúvos. Em quase todos os países a idade mínima exigida é a mesma para homens e mulheres. Naqueles em que as regras eras diferenciadas, criaram-se outras, em que, ano após ano, aumenta-se um ano à idade exigida para as mulheres se aposentarem, até que, após cinco anos, se igualem aos homens.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

 

Estas novas regras para a aposentadoria servirão também para os políticos, que trabalham tão pouco, se aposentam cedo e pesam muito para os cofres públicos? Haverá também mudança nas aposentadorias compulsórias, que são um verdadeiro prêmio para juízes infratores, por exemplo?

 

Regina Moreira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

 

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A DEFESA DE EDUARDO CUNHA

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina do esquema de corrupção na Petrobrás, vai, segundo a mídia, declarar em sua defesa no Conselho de Ética da Câmara que desconhecia a origem do depósito de 1,3 milhão de francos suíços feito em 2011 num fundo do deputado (“caiu do céu”). Declara, ainda, que todo o dinheiro que tem em banco no exterior é fruto de venda de carne enlatada para a África.  Mais uma mentira deslavada? Onde é que os países da África, onde muitos morrem de fome por não terem dinheiro para a compra de mantimentos, iriam conseguir crédito para tão vultosa compra? Se realmente essas afirmações se confirmarem, o deputado em tela estará em maus lençóis. Estará comprovado que ele insofismavelmente mentiu à CPI da Petrobrás ao dizer que não tinha conta bancária fora do País. Só essa falta de brio, de hombridade, falseando a verdade, agora confirmada pelo próprio parlamentar, que possui, sim, conta na Suíça, fere o seu decoro de deputado. Isso já é suficiente para que se casse o mandato parlamentar de Eduardo Cunha.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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NOVIDADES EM PIZZAS

 

O deputado Fausto Pinato (PRB-SP), partido que apoiou a eleição de Cunha para presidente da Câmara, foi o escolhido para relatar o processo por quebra de decoro contra Cunha no Conselho de “Ética”. No mesmo dia da escolha do novato parlamentar, Cunha revelou a origem da dinheirama em suas contas na Suíça: um próspero negócio de carne enlatada. Embora o senhor relator tenha jurado de pés juntos que agirá como juiz, com imparcialidade, conforme as provas dos autos, tenho muitas dúvidas. É quase certeza que, em vez das tradicionais pizzas redondas servidas nas diversas comissões de inquéritos ao fim das investigações, esta tem tudo para ser inovada e comercializada em latas, made in Brazil!

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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LIGAÇÕES OBSCURAS

 

Além da chuva de dólares com seu rosto estampado nas notas (foto no “Estadão” de 5/11), espero que o deputado Eduardo Cunha tenha o que merece: a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Mas será que haverá seriedade e comprometimento por parte do deputado Fausto Pinato, que responde processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cujo partido (PRB) é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus? Infelizmente, decisões tão importantes para o País estão sujeitas a ligações religiosas e financeiras – muito obscuras, por sinal.

 

Celso Nobuo Kawano Junior cn.kawano@gmail.com

São Paulo

 

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CHUVA DE DÓLARES

 

Chuva de cédulas cunhadas com a cara de Cunha!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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DE SOBRA

 

Em Brasília (DF) estão sobrando dólares: pena que seja para atirar na cabeça do presidente da Câmara.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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OPERAÇÃO ZELOTES

 

Perguntar não ofende: por que diabos resolveram substituir a meritíssima juíza federal Célia Regina Ody Bernardes, da 10.ª Vara da Justiça Federal de Brasília, menos de duas semanas após ela haver autorizado a prisão de lobistas e determinado buscas em empresa do filho do ex-presidente Lula? Está certo que S. Exª estava provisoriamente naquele juízo federal, mas, ainda assim, soa estranho que o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, há tempos cedido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tivesse de retornar ao seu posto justo agora, que a interina tocou num membro da família “teflon”. Esquisito isso, não?

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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COINCIDÊNCIA

 

Substituída a juíza Célia Regina Ody Bernardes, responsável pela ordem de busca e apreensão na empresa do filho de Lula. Puxa vida, que tremenda coincidência!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

 

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TRANSFERÊNCIAS

 

Tem gente precisando sofrer processo de transferência tal como aconteceu com o general no Sul do Brasil e, agora, a juíza em Brasília, e não acontece esta tão esperada nova e necessária transferência.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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LIVRE DA CPI

 

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) rejeita convocar filho de Lula e quebra de sigilos de sua empresa. Verdadeiro absurdo essa notícia, que vem mostrar que existe sujeira debaixo do tapete. A maioria dos brasileiros com absoluta certeza, agora mais do que nunca, quer saber o que há por trás desta tomada de decisão, bem como os nomes dos deputados que compõem este julgamento, bem como a que partido pertencem.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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SONHO

 

Esta noite sonhei que o ex-presidente Lula, quando acompanhava seu filho Lulinha após ser intimado a depor na Polícia Federal, conversava com o rebento. Lulinha perguntava: “Pai, o que vou declarar à polícia?”. E Lula respondia de pronto: “Fala que você não me conhece!”.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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LULA E FAMÍLIA

 

Lula, seus filhos e seus advogados não precisam se preocupar em atacar ou explicar mais nada. Nós já entendemos tudo.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

 

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COMPETÊNCIA DEMAIS

 

Não li em jornal algum ou revista alguma qual é a formação acadêmica e profissional do filho de Lula que consegue receber, num único contrato por “assessoria”, a quantia de R$ 2,4 milhões. Para qualquer pessoa que trabalha com consultoria nas mais variadas áreas do conhecimento humano, bem se sabe que isso significa muita competência e trabalho, além de extraordinária formação acadêmica. Seria interessante que viesse a público como tal proeza, ou competência, emergiu e como se constituiu.  

  

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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OPERAÇÃO LAVA JATO

 

Com a retirada do processo da Eletronuclear das mãos do juiz Sergio Moro, o Supremo Tribunal Federal (STF, que alguns conhecem como “SPTF”) dá prosseguimento ao apoio da Ilha da Fantasia aos envolvidos na Operação Lava Jato. Uma PTeoria?

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

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E AGORA, JOSÉ?

 

Pergunta que o grande poeta fazia, no início do século passado, fazemos nós agora, indignados e desesperançosos, pois nada acontece no reino da fantasia, Brasília. Apenas acordões e protelações tentando ganhar tempo para ver se algum milagre acontece. Enquanto isso, na terra dos que trabalham, ficam apenas a incerteza, o desemprego, a inflação e falta de perspectiva de dias melhores. Quando algum dos Três Poderes da República tomará a iniciativa de responsabilizar civil e criminalmente os que têm dívida a acertar com a Justiça, restabelecendo a funcionalidade dos órgãos públicos, apenas e tão somente para servir aos que pagam impostos? Chega de impunidade e de incompetência na condução dos destinos desta tão rica nação.

 

João M. Ventura  Joãomv@terra.com.br

São Paulo

 

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FESTA JUNINA

 

Imaginem uma festa junina nos Três Poderes. 90% dos brasileiros adorariam ver a quadrilha dançar!

 

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

 

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CATACLISMO

 

O sr. Abílio Diniz, ao analisar a atual crise brasileira, asseverou que ela não é econômica, e, sim, política, o que, segundo ele, ocasiona a perda de confiança e coloca o País numa situação de liquidação, tornando-o barato. Acredita, ainda, mesmo sem adivinhar o curto prazo, que, uma vez solucionados os impasses políticos, o Brasil atrairá de novo os investidores e os problemas econômicos serão rapidamente atenuados. Apesar de razoável a avaliação do megaempresário, está difícil para a sociedade, e provavelmente também para ele, vislumbrar qualquer saída para o imbróglio no qual o País está engalfinhado, em face de fatores, entre outros, relacionados à lamentável qualidade da classe política, pragmática e desprovida de espírito público, à alta densidade de corrupção envolvendo figuras importantes, como, por exemplo, os líderes das duas Casas parlamentares, a um governo sem rumo, controlado de fora por um ex-presidente em constante erupção diante não dos problemas nacionais, mas das investigações sobre seus atos pessoais, possivelmente ilícitos, com desdobramentos vinculados ao enriquecimento meteórico de membros de sua família, e a uma Corte Suprema preocupada em fatiar processos e instalar certas blindagens. A expectativa mais importante, portanto, não é pelo fim da crise política, mas pela capacidade da economia de sobreviver enquanto aguarda o surgimento do brado de basta diante da aproximação aparentemente irresistível de um cataclismo de proporções bíblicas.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BRASIL EM LIQUIDAÇÃO

 

Abílio Diniz afirmou que o Brasil está em liquidação. Qual a diferença entre falir uma loja de R$ 1,99 e falir o Brasil?

 

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

 

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AMOR PELA CRISE

 

Quando vemos o empresário Abílio Diniz, comprovadamente petista, dizer que “o Brasil não está em crise, amo crise”, esperamos que ele não aproveite a liquidação com empréstimos do BNDES! Porque quem pagará a conta será o povo brasileiro, atolado até o pescoço na tal “crise” que ele ama.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ALIENAÇÃO

 

Com uma venda nos olhos para não enxergar nada de feio no empobrecimento resultante das portas de fábricas fechando, dos comerciantes falindo, da economia decrescendo a mais de 3%, da falta de confiança dos investidores e da paralisia governamental; e com o nariz tapado para não sentir o cheiro da pobreza, do sofrimento, da luta inglória de tantos que arriscaram suas poucas posses num pequeno negócio, do odor fétido da falta de saúde e saneamento, do sangue da falta de segurança e do declínio em educação, o empresário Abílio Diniz declara que “o Brasil não está em crise. Eu amo a crise, em toda a minha vida eu cresci em crises. Não há crise econômica no Brasil”. O que dizer de um indivíduo destes, nata da elite brasileira? Claro que para ele não há crise nem nunca haverá, porque, quanto mais rico for, mais dinheiro terá, com crise ou sem crise. Difícil para ele é enxergar os que sofrem desesperadamente quando perdem o emprego para colocar comida na mesa e para dar à família o mínimo de condições de sobrevivência. Tenha dó, sr. Abílio Diniz, poupe-nos de seu revoltante estado de alienação característico daqueles que, de tão ricos, não são mais capazes de avaliar e sentir empatia pelo sofrimento dos brasileiros privados de tudo, impossibilitados de sonhar com um futuro melhor. Absurda declaração, ainda que nunca tenha provado em sua vida nada parecido. Ajudaria mais o Brasil se tivesse falado a verdade sobre nossas mazelas ou tivesse ficado de boca fechada, porque ninguém lá fora do País é idiota.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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SAUDADES

 

Os acionistas em Bolsa do Grupo Pão de Açúcar devem ter muitas saudades de Abílio Diniz. As suas ações, que valiam mais de R$ 100,00, agora não chegam nem a R$ 50,00 e os prejuízos aumentam a cada novo balanço divulgado. Quem sabe faz ao vivo!

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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CRISE

 

No “Espaço Aberto” deste jornal (página A2), temos lido sobre os números da crise. Acredito sermos uma nação de leitores, assistindo inertes à maior história de corrupção do mundo. Diante de tanta verdade e de fatos comprovados, onde anda a sociedade que pode mudar a situação?

 

Anna Loyola annaloyola@me.com

Curitiba

 

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DESABAFO

 

Um banco que lucrou R$ 8,717 bilhões apenas no primeiro semestre, como é o caso do Bradesco, deveria ter um atendimento primoroso. Esta semana tive acesso a dois terminais para efetuar pagamentos: o primeiro não lia o código de barras e as teclas para digitação emperravam, o que determinava a lentidão na digitação e o estouro do tempo permitido. Recorri à atendente de vermelho, que me informou que aquele terminal tinha esses problemas, e apenas sorriu quando eu disse que as máquinas tinham de ser consertadas. O segundo terminal apenas não aceitava o código de barras, e enquanto isso se ouvia o diálogo dos guardas com senhoras que passavam pela porta panda. A senhora está com celular, moedas, estojo de maquiagem ou tubo de desodorante? Bem, só faltou perguntar se a mulher estava usando cinto de castidade. Nos guichês dos caixas (ao todo eram quatro), apenas dois funcionavam. Fui atrás do gerente administrativo, mas este estava almoçando. Lembre-se de que os bancos cobram juros e taxas de serviço altíssimas e que no passado utilizavam a reciprocidade como uma atenuante para o cliente, considerando os enormes ganhos gerados pela inflação. Pois bem, hoje temos inflação e o tempo da reciprocidade não voltou mais. Para que serve o Banco Central? Fiscalizar ou permitir que os bancos façam o que bem entenderem?

 

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

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O SIMPLES DOS DOMÉSTICOS

 

Contribuintes que tentaram emitir a guia de recolhimento de tributos do Simples Doméstico (documento de arrecadação do e-Social) não conseguiram completar o processo por falha no sistema. Agora, o seu prazo final foi mais uma vez prorrogado (para o dia 30/11). Será que no governo federal não existe um funcionário competente na área de informática para disponibilizar na internet um link sem falhas? Se quiserem, eu empresto um instrutor de informática da associação onde trabalho para fazer esse serviço de forma adequada. Eu tinha essa dificuldade para emitir mensalmente as guias de recolhimento do DAF, até que ele criou um link específico para isso. Ainda bem que não tenho empregada doméstica, uma vez que eu e a esposa, sem termos tempo para frequentar as academias, preferimos queimar as nossas calorias nos afazeres domésticos.

 

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com

Olinda (PE)

 

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DEFICIÊNCIAS DE GESTÃO

 

A exemplar falha de planejamento da implantação do Simples Doméstico mostra como tais realidades pesam de forma grave no processo da administração pública entre nós. Afora o problema da corrupção – agora alvo de apurações variadas pelo Poder Judiciário –, a falha de gestão dos projetos governamentais desde o seus nascedouros são hoje os de maior peso dentro da crise financeira que vivenciamos. Urge, assim, que corrijamos tais deficiências, para que possamos sair dessa imensa crise que paralisa o Brasil de nossos dias.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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APOIO AOS CAMINHONEIROS

 

Segundo o Planalto, a paralisação dos caminhoneiros prevista para a semana que vem tem fins políticos e com certeza será considerada como “golpe”. Mas, para mim, a greve é mais do que legal, porque essa categoria está sofrendo com a estagnação do País, graças à incompetência dos Três Poderes. Em razão da crise política, a economia parou, os caminhoneiros estão sem trabalho e no pouco de trabalho que surge não se tem mais lucro, por causa da alta dos preços com manutenção do veículo, combustível e pedágio. Portanto, nada mais justo que os caminhoneiros parem e reivindiquem seus direitos – e tomara que eles deem o exemplo e cortem as relações com o sindicato pelego. Vamos lá, caminhoneiros, vocês parando podem fazer o Brasil andar.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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‘PARALISIA DECISÓRIA E ARBITRAGEM’

 

O professor José Eduardo Faria (“Estado”, 2/11, A2) demonstrou em artigo que o presidencialismo de coalizão conduz a um feudo administrativo em que concessões são a base da sustentação do poder central. As instituições públicas, por si já lentas e ineficientes, ingressam numa letargia que sufoca a criação de riquezas e gera tudo de mal que se pode extrair dessa inanição. No mesmo dia, noticiou-se que o governo concedeu cargos ao segundo escalão a despreparados, precisamente pelo que acima foi exposto. Na contramão da eficiência, base do ajuste fiscal, para quem não somente enxerga corte de receitas como única terapia para a doença gravíssima que nos acomete. Concomitantemente, a crítica correta e os fatos que a confirmam. O cidadão medianamente esclarecido não tem dúvidas de que rumamos em direção a um profundo abismo. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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UM COMUNISTA NA DEFESA

 

Ao longo dos anos, por meio de pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as Forças Armadas têm se consolidada sempre em primeiro lugar como a instituição mais confiável no Brasil. Com a recente nomeação de Aldo Rebelo (PCdoB) como novo ministro da Defesa, será que não é o indício de que a nossa frágil democracia está começando a ir para o espaço? Olha...

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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PROVOCAÇÃO

 

A transferência do general Antonio Hamilton Martins Mourão do Comando Militar do Sul para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, é mais uma provocação da presidente da República, Dilma Rousseff, e de Aldo Rebelo, ministro da Defesa. A presidente e o ministro acharam por bem tirar do general Mourão o poder de ele falar com a tropa. Declarações recentes do general para os oficiais da reserva, recheadas de críticas à classe política e ao governo, convocando os presentes para “o despertar de uma luta patriótica”, irritaram os defensores da ditadura comunista, mais conhecida por ditadura do proletariado. O dever das Forças Armadas é proteger o País, e não governar o País. Certamente, a maioria do povo brasileiro espera que a fala do general sirva para despertar aqueles que querem levar o Brasil para o fundo do poço. A opinião do povo nas ruas é de que Dilma e Rebelo cutucaram o leão com vara curta.

 

Leônidas Marques leo.marques.vr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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APOIO

 

Que não esmoreça o general Mourão. Tem muita gente que o apoia e não é por ser militar que tem de ficar calado. A minoria não pode calar o povo (maioria) e proibir a cidadania.

 

Jaime Eufrasio Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

 

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GENERAL MOURÃO

 

Uma pergunta, que acredito milhões de brasileiros desejam fazer ao nobre general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, é: será que na plenitude de todas as nossas Forças Armadas só existe um estrelado, com os sentimentos patrióticos idênticos ao do general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão?

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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ATÉ QUANDO?

 

Se no Brasil houvesse generais sérios, não estaríamos vivendo uma das piores crises que o povo está passando. O ex-presidente Lula (alienado pelo poder) não respeite nossas leis, faz e desfaz delas, pois sabe que todos os Poderes estão em suas mãos.

 

Lauro Jose de Oliveira Leite lauroliveira_leite@hotmail.com

Ourinhos

 

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O BRASIL DA CORRUPÇÃO

 

A pérola do general Eduardo Villas Bôas (“‘Há uma crise ética, mas instituições cumprem seu papel’”, 2/11, A6), ao ser perguntado sobre a corrupção instalada no Brasil: “São práticas que se tornaram comuns na sociedade e isso é a base da pirâmide. À medida que vai subindo, vai se potencializando”. Deu a entender que somos 200 milhões de corruptos (inclusive a comunidade militar) e que os corruptos do topo assim agem pela energia nefasta que emana do povo. A convicção do general me leva a crer que ele não merece o cargo que ocupa.

 

Eduardo Roberto Maluf ermaluf@ig.com.br

Jandira

 

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COMANDO DO EXÉRCITO

 

Li com especial atenção a entrevista concedida a este prestigioso jornal pelo comandante geral do Exército Brasileiro. “A chegada do PT ao poder tem responsabilidade nisso?” Essa foi a pergunta feita pelo jornal ao militar. “Não, absolutamente. Isso já vem de algum tempo. Essa crise ética da sociedade brasileira é um processo que não se instaura de um momento para o outro”, respondeu o general. Isso é o cúmulo da hipocrisia do general comandante. Nunca antes na historia deste país se viu tamanha corrupção, e este militar diz que o PT não tem nada que ver com isso, pois ela é enraizada na sociedade brasileira. Mentira, nem todos os brasileiros são bandidos, corruptos, velhacos e calhordas. É, pelo visto, cooptaram o militar, mas creio que não o Exército. Talvez surja outro “Mourão Filho” para fazer a verdadeira revolução pinochetista que o Brasil está a merecer. É ver para crer. Aguardemos.

 

Carlos Alberto Pereira primodomarcos@gmail.com

Presidente Bernardes

 

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DITADURA

 

Estou indignada com a retirada dos manifestantes algemados do plenário da Câmara nesta semana. Gostaria de dizer que os manifestantes foram muito pacíficos e entoaram o Hino Nacional brasileiro como resposta a este ato de ditadura. Sim, nós estamos numa ditadura. E isso só tende a piorar. O Brasil não será passado a limpo apenas no pacifismo das pessoas. O Brasil só será passado a limpo se a gente tomar atitudes mais drásticas. Estou convencida disso. Acredito na democracia e na Constituição brasileira, mas este PT está muito enraizado e a gente precisa, talvez, de um apoio militar. Com isso não quero dizer que nos tornemos favoráveis ao militarismo, porém, sim, a uma união com eles, bem discutida e organizada. A coisa está feia. Precisamos mudar o quanto antes.

 

Alexandrina Neves nevesreis@terra.com.br

São Paulo

 

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‘UMA PONTE PARA O FUTURO’

 

As raposas peemedebistas, por interesses próprios e após o naufrágio do governo, trazem “soluções” por meio de um “programa de intenções” chamado “Uma ponte para o futuro”, como se oposicionistas fossem, e agora “salvadores da Pátria”. Do outro lado, o povo brasileiro, incrédulo reconhecendo a “armadilha” política, torce para que a chapa reeleita com mentiras eleitorais seja cassada definitivamente.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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AUDITORIA ELEITORAL

 

Atenção, está havendo uma grave distorção sobre a auditoria da última eleição contratada pelo PSDB com a intenção de verificar se houve fraude. A matéria do jornal (5/11, A8) dizia que “não foram encontrados indícios de fraude”, induzindo a uma suposta atribuição de legitimidade à eleição, enquanto o relatório não diz isso, e, sim, que “o processo adotado nas eleições é inauditável”, o que é muito diferente: ser inauditável significa que não se pode garantir que não houve fraude, já que o sistema não permite auditoria! Desta forma, se houve manobras fraudulentas no processo, não será possível descobrir. Quem tem domínio do processo sabe disso e pode, sim, fraudar as eleições e nunca ficaremos sabendo. Considerando que os técnicos têm domínio sobre o processo, o fato de a totalização ter sido feita em sala fechada, a reviravolta que houve no final e que não se pode auditar, o correto seria anular essas eleições, nomear um triunvirato e preparar o sistema para permitir auditoria enquanto se convocam novas eleições. É por isso que em países onde há votação eletrônica existe a impressão dos votos. O governo que aí está deve ser declarado sem garantia de legitimidade!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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POVO BRASILEIRO BOATEIRO

 

Há muito tempo o sistema eleitoral com as urnas eletrônicas vem sendo questionado, não só por grande parte do povo brasileiro, como também por especialistas de vários outros países. Já está confirmado, e até aceito pelos órgãos da Justiça Eleitoral, que o atual sistema não permite total lisura e integridade dos votos, uma vez que, apertada a tecla de “confirma”, o voto é computado no bojo com todos os demais votos, e desta forma acumulada perde totalmente a rastreabilidade individual, impossibilitando a conferência do valor acumulado com a origem, ou seja, se o voto para o candidato A for computado para o candidato B, ou nulo, ou branco, após ser transportado para a central de votação, não há como conferir com o acumulado original na urna eletrônica. Várias implementações já foram sugeridas para solucionar essa deficiência, mas os defensores do sistema atual creditam estas demandas de melhorias aos “inconformados” partidos de oposição perdedores. E quando a oposição vencer as eleições? A última reportagem sobre o assunto acusa o povo brasileiro de espalhar boatos na internet. A recusa de implementar melhorias no sistema alegando que é confiável, apesar de não permitir ser auditado, alimenta as suspeitas do povo brasileiro. O principal ato cívico de um povo democrático deveria ser tratado com mais critérios, o sistema de votação deveria ser totalmente confiável, à prova de qualquer suspeita, e até de boataria, não é um sistema que se aceite o argumento de que “la garantía soy yo”. Como o povo brasileiro é obrigado a votar, o povo brasileiro tem o direito de exigir total credibilidade e integridade do sistema de votação, com urnas eletrônicas acima de qualquer suspeita, certificadas por auditores internacionais, e também de exigir que os órgãos competentes permitam implementar todas as melhorias que se fizerem necessárias para eliminar qualquer vulnerabilidade e fragilidade sistêmica, e assim conquistarem a credibilidade do eleitor brasileiro.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

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FECHAMENTO DE ESCOLAS

 

A notícia teve manchete pontual e contundente: “Alckmin vai fechar duas escolas em Cohabs de SP” (Folha de S.Paulo, 4/11). E vai fazê-lo porque essas unidades de ensino têm salas ociosas. Entendo que, se há salas ociosas, é porque não há professores e os alunos, então, são amontoados em poucas classes. Por outro lado, poderão as salas, se vazias, ser utilizadas na alfabetização e instrução de adultos, tanto durante o dia como no período noturno. A verdade, parece-me, não é falta de alunos. Informações recentes acusam que os alunos têm muita dificuldade com o aprendizado da aritmética e da Matemática, bem como da nossa Língua Portuguesa. Então, por que não utilizar essas salas ditas ociosas para o ensino de reforço nas matérias ditas difíceis de entendimento pelos alunos? Enfim, não é possível que essas escolas que ficam perto de Cohabs careçam de alunos.

 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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