Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2015 | 02h46

Mudança de ventos

Lula afirmou não temer ser preso por suposto enriquecimento ilícito; o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apesar de todas as evidências apontadas pelo Ministério Público suíço, continua a defender a tese de que não possui contas no exterior; a presidente Dilma Rousseff continua a pedalar nas contas públicas, mesmo após parecer do TCU pela rejeição das contas de 2014. Afinal, somos ou não o país dos bananas? O “aqui se faz, aqui se paga” parece não valer para a democracia tupiniquim. Muitos formadores de opinião andam dizendo que os acontecimentos deste ano de 2015 são resultado da falência do processo que teve início com a Constituição de 1988. A meu ver, são é resultado de 13 anos de hegemonia de um grupo que se sente acima da lei e das instituições para promover a “justiça social” e a socialização do capital alheio. A trajetória da nau brasileira foi alterada pelos ventos antiéticos do lulopetismo. Mas nossas instituições são maiores do que o PT.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

Pedaladas

A Receita Federal informa que as “pedaladas” de Dillma durante sua gestão foram da ordem de R$ 342 bilhões em renúncias fiscais e este ano o rombo deve chegar à casa do R$ 100 bilhões. Ou seja, de 2010 a 2018 as projeções chegam aos singelos R$ 501 bilhões. Haja bicicleta...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Política suicida

O presidente do banco Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, comparou a situação brasileira atual à do Titanic, navio que afundou no Oceano Atlântico depois de se chocar com um iceberg, em 1912. Enquanto isso, nossa presidente e a metamorfose ambulante de Garanhuns continuam a fazer política suicida, alegando que o problema está na elite (seriam os empresários?) e querendo mais impostos – corte de gastos, de ministérios do PT e sanguessugas (partidos que o apoiam), nem pensar... O nosso Titanic já começou a submergir, sem controle. Pobre Nação!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Advertência à Nação

Neste momento de descalabro completo no País, convém lembrar as palavras do grande filósofo irlandês Edmund Burke (1730-1797): “Para que o mal triunfe basta que os homens de bem nada façam”.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

‘OPOSIÇÃO’

Dormindo de touca

Imaginem se, nesta altura do campeonato, a oposição fosse o time dos petralhas. A sua torcida – os “exércitos” do MST e assemelhados – estaria em bloco nas ruas, brandindo suas armas. Pensando bem, seria melhor que a oposição atual apresentasse, com urgência, providências para resolver os nossos problemas. Acorda, oposição!

ANTONIO C. PEREIRA DA SILVA

aclaudiops@uol.com.br

São Paulo

Oportuno o editorial O sono da oposição (8/11, A3), retratando a atuação (ou falta de) da oposição no Brasil. Lembra a Venezuela no início do período Chávez, quando a oposição de lá decidiu fazer greve contra os desmandos do pai do socialismo bolivariano, que já punha suas “manguinhas de fora”, e se estrumbicou. Será que a oposição brasileira pensa que é situação ou está fazendo greve também? Quando acordar será tarde, pois outro poste já estará no Palácio do Planalto ou teremos o retorno do “cara”. Se o País aguentar. Já houve falência de país?

M. MENDES DE BRITO

voni.brito@gmail.com

Bertioga

Nunca me senti tão bem representado por abordagem feita sobre nossa omissa oposição como nesse editorial de domingo. Deveríamos acrescentar que o grupo oposicionista teve mais de 50 milhões de eleitores a seu favor. Isso por si só já bastaria para que sentisse suas responsabilidades diante das aberrações que cometem Lula, Dilma, Renan, Cunha, certos empresários e todos os que seguem essa linha de conduta. Bom seria se esses 50 milhões tivessem acesso ao editorial O sono da oposição. Os indignados (todos) deveríamos encontrar uma fórmula de fazer essa oposição cumprir as suas obrigações.

TACIO BERTOLINI

tbbertolini@hotmail.com

Limeira

ESCLARECIMENTO

Fundação iFHC

Ao mesmo tempo que julga importante que as investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) sobre o esquema de corrupção que se instalou na Petrobrás sejam levadas até o fim, a Fundação iFHC estranha a forma como vem sendo tratada a informação de que a entidade recebeu aporte no valor de R$ 975 mil do Grupo Odebrecht. Esse fato verídico consta de relatório da PF divulgado pela imprensa em 6/11. O aporte, porém, nada tem que ver com as operações financeiras ora sob investigação da PF e do MP na apuração de provas sobre o esquema de corrupção na Petrobrás. Como já explicado em nota anterior, o valor refere-se a doações recebidas entre o final de 2011 e o término de 2012, destinadas ao fundo de manutenção da fundação. Basta o mais elementar bom senso para perceber o absurdo de supor que a doação feita à Fundação iFHC pudesse ter qualquer relação com o propósito de obter vantagens governamentais. Causa estranheza, portanto, que ela conste do relatório da PF que trata da corrupção na Petrobrás. As doações ao fundo de manutenção da Fundação iFHC são essenciais ao desenvolvimento de suas atividades e seus programas. Desde sua criação, em 2004, ela já realizou cerca de 300 seminários, conferências e mesas-redondas, produziu aproximadamente 40 publicações e recebeu em torno de 40 mil estudantes em sua exposição sobre a história da redemocratização política e estabilização econômica do Brasil, como se pode verificar em nosso site (www.ifhc.org.br), onde tudo está disponível gratuitamente. Por fim, cabe esclarecer que o aporte feito pelo Grupo Odebrecht, assim como todas as demais doações recebidas de pessoas físicas e jurídicas, estão devidamente registradas nos demonstrativos financeiros e contábeis da Fundação iFHC, auditados pela PWC até 2014 e a partir deste ano, pela Grant Thornton. Incluir essas doações no mesmo contexto de transações financeiras sob investigação é confundir fatos de naturezas inteiramente distintas, lançando suspeição infundada sobre uma entidade que atua de modo transparente e sob a supervisão da Curadoria de Fundações do Ministério Público de São Paulo.

SERGIO FAUSTO, superintendente executivo da Fundação iFHC

sergio.fausto@ifhc.org.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A TRAGÉDIA DE MARIANA

 

Este é o nosso país: noticia o jornal “O Estado de S. Paulo” de 7/11/2015 que “Estudo de 2013 alertava para risco de barragem romper”. O alerta fora dado pelo Instituto Prístino, que realizou um estudo a respeito a pedido do Ministério Público Estadual de Minas Gerais. Passados dois anos, depois de rompidas não uma, mas duas barragens, o Ministério Público quer saber se foram realizadas as providências recomendadas para evitar um rompimento e vai pedir o fechamento da mina da empresa Samarco em Mariana (MG). Este é o nosso país: depois de derramado o leite, celeremente se tomam as providências que há muito tempo já deveriam ter sido tomadas. Consoante a notícia referida, o laudo técnico cogitava de um possível desastre se não fossem tomadas as medidas recomendadas, entre as quais um monitoramento do poder público. Pelo visto, nada foi feito, nem mesmo pela seção do Ministério Público de Minas Gerais, que solicitara o laudo. De tudo tem-se que muitas pessoas pecam por negligência e omissão. E, desastre consumado, então se cogita das providências cabíveis. Este é o nosso país. Hélas!

 

Pedro L. de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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O RISCO NAS BARRAGENS

 

A Agência Nacional de Águas (ANA) informa que são 14.966 barragens catalogadas no Brasil. Destas, 24 são classificadas como de alto risco. Causa estranheza que os nomes das empresas responsáveis e suas localizações não são divulgados, como seria necessário e importante para que medidas preventivas fossem adotadas e alertada a população. Só depois que as tragédias como a que aconteceu agora, em distritos de Mariana, aparecem no noticiário o assunto é discutido. Por quê? Algum interesse maior? Vidas vão sendo perdidas e o meio ambiente, cada vez mais agredido. Fico de orelha em pé, em especial com as imensas barragens de rejeitos da mina de ouro da canadense Kinross, em Paracatu (MG), no noroeste do Estado. Há informações de que seu volume é dez vezes maior que o volume de águas da represa da Pampulha, em Belo Horizonte, e que a mina é a maior a céu aberto do mundo. Se ela se rompe, o estrago será ainda maior do que os conhecidos até agora no Estado, pois atingiriam vários rios, como o Paracatu, seus afluentes e até mesmo o São Francisco com rejeitos, estes, sim, tóxicos, que causariam danos ambientais incalculáveis e irreparáveis.

 

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

 

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O MAR DE LAMAS

 

A tragédia em Mariana merece reflexão. Mineração é necessário, pois tudo o que a sociedade consome vem da terra, sejam minerais que abastecem indústrias, a construção civil e a agricultura, sejam alimentos. Portanto, “alterar” o meio ambiente é condição “sine qua non” para que vivamos em conformidade com os avanços da ciência e das tecnologias e tenhamos trabalho e conforto material. Mas, ao alterá-lo sem ter deveras consciência de suas ações e intervenções, o homem degrada, esteriliza, contamina, destrói e mata. A tal sustentabilidade de que tanto se fala e está em voga atualmente nada mais é (ou pelo menos deveria ser) do que a tomada de consciência, pelos agentes das transformações (que são toda a sociedade, enfim), de suas responsabilidades, expressas e alicerçadas em atos que levam às transformações sociais, econômicas, ambientais e culturais. As causas deste acidente devem ser apuradas, seus responsáveis devem ser punidos e os sobreviventes, indenizados. Mas este trágico acidente deve ser visto, também, como mais um exemplo de descaso do Estado em face das demandas sociais. Assim como existem filas de enfermos diante de hospitais com parcos recursos, aglomerados de moradias sem saneamento e/ou situadas em áreas de risco, onde não raramente tragédias semelhantes acontecem, e outras tantas mazelas mais, cada caso de desgraça não deve ser interpretado como uma generalidade. Não é porque existam hospitais e escolas públicas de má qualidade que todos os conjuntos que compõem o arcabouço de saúde, educação, segurança, higiene, mobilidade, etc. devam ser lançados na vala comum da incompetência e da negligência. Assim também ocorre com a mineração, em que um erro não é o espelho de todo o seu universo. O Brasil tem excelentes profissionais atuando no setor: engenheiros de minas, geotécnicos e geólogos. Cabe, então, a pergunta: onde está o Estado como agente de fomento, de licenciamento e de fiscalização das atividades de mineração? O Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), da administração pública federal, é o órgão responsável por tudo o que move este setor da economia. Caberia a ele a responsabilidade por não ter feito vistoria e detectado as falhas de projeto, de gerenciamento e de monitoramento da atividade que poderiam ter sido corrigidas e tomadas a tempo de ter impedido o desastre em Mariana. Talvez, poderia se arguir. Mas como cumprir sua nobre missão, se a carência de técnicos (engenheiros de minas e geotécnicos), em precárias condições de trabalho, além da burocracia letárgica, são as tônicas dominantes nos distritos deste órgão espalhados pelas entidades da Federação? Ou será que a responsabilidade é dos órgãos estaduais que analisam projetos, fazem exigências e concedem licenças para a instalação e a operação de atividades que interferem no meio ambiente, minerações inclusive? E como estão os quadros técnicos multidisciplinares dessas entidades? Estão realmente capacitados e aparelhados para cumprirem com eficiência suas funções? A formação desses quadros técnicos está à altura de, e compatível com, uma legislação ambiental rigorosa, mas que não leva à punição de culpados e responsáveis por negligências e omissões que denotam ausência de consciência? Será que não existem réus culposos nas instituições do Estado brasileiro?

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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NAS INTIMIDADES

 

Os cães ladram e a caravana passa! Vendo notícias como esta da tragédia de Mariana, vem sempre a mesma ideia à cabeça – e eu sei bem o porquê. Como pode isso acontecer? “Modus operandi” padrão em certas autorizações: são concedidas de modo açodado, de cima para baixo, conforme arranjos e soluções técnicas idealizadas e impostas pelos empreendedores. Esses têm mais influência na alta esfera de decisão do que os desempoderados (termo hipster) técnicos ambientais, rendidos pela precariedade educacional, incompetência profissional, medo dos leais quietos guardiões do status quo, conveniência de carreira ou simples passividade vegetal – ou tudo isso junto. A impunidade é, na maioria dos casos, garantida pela ação limitada de um Ministério Público mal aparelhado e bem domesticado, e da enrolada Justiça brasileira. Por isso, fecham-se olhos, abrem-se mãos, mudam-se decisões, procedimentos, instruções normativas, regulamentos e leis – e com facilidade e tranquilidade de consciência, ou total ausência dela, sem novidade. Qualquer proposta ou mero esboço de tentativa de impedimento ou alteração das imposições de projeto, que vem de dentro da autoridade ambiental, é imediatamente enquadrado, isolado, repelido com cinismo e truculência implícita ou violência explícita. É mesmo triste, mas esclarecedor. Na área da gestão ambiental, de modo geral, também estamos na infância da civilização, com raras e honrosas exceções. Pura perfumaria sem a menor importância, última na escala de prioridades – sem ilusões. Brasil? Não, não é só no Brasil, vejam o escândalo dos alemães da Volkswagen, supostamente corretos na tal “governança corporativa da sustentabilidade” – termo que pronunciam de boca cheia. Como dizia minha tia-avó e madrinha Iaiá: “Calma, precisa ver nas intimidades”.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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SOLIDARIEDADE E OMISSÃO

 

Bastou acontecer uma tragédia – anunciada ou não – para que as autoridades venham a público solicitar à população o envio de cobertores, agasalhos, água, mantimentos. Neste triste caso em Mariana não é diferente. A prefeitura da cidade, além desses itens, informou a conta bancária para envio de dinheiro, que provavelmente se escafederá para o bolso de alguém. Deixe eu entender: a Samarco, propriedade da Vale (a maior mineradora do Brasil), em sociedade com a BHP Billiton (apenas a maior mineradora do mundo), se omite quanto aos cuidados que certamente deveria tomar e respalda-se na lei para se defender e relativizar sua responsabilidade pelo ocorrido. A prefeitura de Mariana, que, no mínimo, deveria exigir imediata ação da empresa no atendimento e amparo das famílias atingidas, tem a cara de pau de pedir que o povo brasileiro (generoso, mas muito ingênuo) preste sua solidariedade material às vítimas do descaso da empresa e da própria prefeitura. Alocar rapidamente essas pessoas num local seguro, dando-lhes novas casas, creches, escolas, prontos-socorros e demais facilidades, tem um custo ridículo, comparado ao quanto lucram a Samarco e seus acionistas, mesmo com as quedas nos preços das commodities que exploram e comercializam. Em paralelo, o governo federal, “este ente boníssimo que sempre está pronto para nos auxiliar”, autorizará as pessoas a sacar seu FGTS para reconstruir suas casas. Quanto elas têm em suas contas? O que dará para fazer com o dinheiro? Provavelmente, quase nada. Já passou da hora de nós, brasileiros, sermos sempre instados a ser solidários nas tragédias, encobrindo as omissões, incompetências e corrupção dos nossos governos.

 

Jorge Luiz de Andrade seugonca252@gmail.com

São Paulo

 

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MINERADORA IRRESPONSÁVEL

 

Saldo da irresponsabilidade: 3 pessoas mortas, 24 desaparecidas, centenas de desabrigados, um distrito como de Bento Rodrigues literalmente debaixo dos destroços, da lama, e mais cinco vilarejos também prejudicados. Isso além da irreparável agressão ao meio ambiente. É o que restou desta triste história do rompimento das barragens do Fundão e Santarém, da relapsa mineradora Samarco, em Minas Gerais.  Como pode uma mineradora do porte da Samarco, que tem como controladoras a Vale S/A e a australiana BHP Billiton, com peso importante no PIB do nosso país, não ter tomado medidas de prevenção contra um possível rompimento destas citadas barragens, já que uma instituição sem fins lucrativos, com a Pristino, em 2013, já alertava para o risco de rompimento? Tampouco uma mísera sirene de alerta foi instalada, o que no caso teria evitado a perda da vida de funcionários e moradores deste distrito? Será que essa empresa preferiu apostar no berço esplêndido da impunidade instalada neste país? A mineradora Samarco, assim como seus diretores, precisa ser duramente penalizada por este desastre anunciado.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A PRESSÃO NAS BARRAGENS

 

No meu entender, os laudos técnicos referentes ao rompimento da barragem ocorrido no distrito de Mariana não consideraram um aspecto relevante: as barragens são dimensionadas (com coeficientes de segurança, etc.) para represar água. Entretanto, depois de anos de açoreamento, a água foi gradualmente substituída por uma massa metálica em estado líquido, resultante do gradual aumento da concentração de minério de ferro. Esta “lama” metálica (semelhante ao mercúrio) obviamente exerce pressões muito mais elevadas do que aquelas exercidas pela água (para cujo represamento o talude foi dimensionado), podendo, em consequência, atingir valores suficientemente elevados para ocasionar o rompimento da represa. Obs.: o constituinte dominante da “lama” comum é o silício, muito menos denso do que o ferro.

 

Bernhard J. Mokross mokross@ifsc.usp.br

São Paulo

 

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TECNOLOGIA NECESSÁRIA

 

Não é privilégio de Minas Gerais o rompimento de pequenas barragens e diques, apesar de ser o quinto ou sexto em anos recentes. Procuram-se responsáveis por tais fatos, apesar da existência de organismos federal, estadual e municipal para fiscalizar e apontar riscos à população ribeirinha à jusante do empreendimento. E leis ambientais que devem ser observadas em áreas de preservação permanente. São milhares, se não existirem dezenas de milhares de pequenas barragens nos Estados e municípios do País. Uma barragem de terra serve para barrar e represar a água em seu leito. Porém, deve ter característica técnica própria para tal finalidade. A terra é como um mata-borrão. A água represada penetra na estrutura da barragem de terra, percola por seu interior e pode provocar escorregamento da estrutura e seu rompimento, caso não possua tecnologia em sua construção (filtros de areia ou enrocamentos ou vertedouros de superfície e fundo).

 

Rubens Q. M. Costa rubensquintao@hotmail.com

Santos

 

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MAIS RIGOR

 

Em menos de dez anos, outra barragem de empresa de mineração se rompe em Minas Gerais, espalhando lama tóxica, causando mortes e graves danos ambientais. Reclama-se da Justiça, do Ministério Público e de órgãos ambientais maior rigor com essas empresas causadoras de acidentes maiores.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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O AVANÇO DA LAMA

 

É revoltante vermos o despreparo das autoridades e da Defesa Civil ao vermos os moradores de Barra Longa (MG) serem pegos “de surpresa”, durante a madrugada, pelo mar de lama vindo da região de Mariana (MG). Eles tinham a obrigação de acompanhar a movimentação do Rio Doce e evacuar a parte da cidade que seria atingida. Teria dado tempo de os moradores salvarem seus bens móveis.

 

Eunice Tiyoko Sumi ninisumi@gmail.com

São Paulo

 

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PROVIDÊNCIAS

 

O governo federal ainda não anunciou nenhuma medida imediata e objetiva de ajuda aos flagelados da tragédia de Mariana. Está muito ocupado e preocupado com os “lões”.

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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METÁFORA

 

Quando vi o desmoronamento da barragem da Samarco, tive a nítida impressão de que era uma metáfora do que acontece no País hoje: um mar de lama que, quanto mais se desloca, vai atingindo tudo de bom que temos, nossos sonhos e nossas esperanças. Olhamos a destruição da ética, da economia, do emprego e nos perguntamos por onde começar a reconstrução.

 

Ana Maria Sant’Anna anamariasant2004@yahoo.com.br

São Paulo

 

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IMAGEM E SEMELHANÇA

 

O triste destino de Mariana é como a lamentável imagem da classe política brasileira, muito mais atolada na lama do que o pobre distrito mineiro. Diferentemente da sina dessa localidade, o político brasileiro continua na legalidade, com um ou outro revés, apesar de tanta lama sob seus pés.

 

Ariel Krok arielkrok@gmail.com

São Paulo

 

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LAMAÇAL BRASILEIRO

 

O lamaçal que vazou da barragem da mineradora Samarco, usando a chula linguagem do ex-presidente Lula, pode ser considerado uma marolinha, se comparado ao tsunami de lamaçal de malfeitos que escorre das represas do Planalto, do Congresso Nacional e da Petrobrás, que foram detonados pela Operação Lava Jato. Esta colossal lama de casos de desvios do dinheiro público, armazenada desde 2003, com a chegada do PT ao governo central, se espalhou rapidamente e, além de Brasília, já compromete todos os 26 Estados da Federação.  

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                  

Rio de Janeiro

 

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REALIDADE

 

Pena que esta barragem que se rompeu em Minas Gerais não estivesse perto da Esplanada dos Ministérios, pois assim poderíamos transformar a lama virtual que por lá circula em lama real e suas consequências.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

 

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ENXURRADA DE LAMA

 

A de Mariana é fichinha perto da de Brasília.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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COINCIDÊNCIA

 

Qualquer semelhança entre o mar de lama de Minas Gerais e o PT é mera coincidência.

 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

 

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BENEFÍCIOS AO JUDICIÁRIO

 

Ao ler a reportagem sobre o Projeto de Lei da Magistratura (8/11, A9), fiquei pasmo com as propostas ali apresentadas. Elas são um acinte, um tapa no rosto do cidadão que paga seus impostos e não vê retorno para suas demandas, inclusive quando necessita do Poder Judiciário. Mais uma vez, aquele poder mostra que pensa apenas em seu proveito. Age como um sindicato de categoria forte que não se preocupa com o bem-estar da população em geral, mas apenas no seu próprio interesse.

 

Joanir Serafim Weirich joanirweirich@yahoo.com.br

Brasília

 

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OS CORTES NO BOLSA FAMÍLIA

 

Ameaça o Planalto efetuar cortes nos beneficiários do programa Bolsa Família, caso prevaleça a meta de cortes no programa, como salientado pelo relator do Orçamento no Poder Legislativo, especialmente nos Estados governados pela oposição, o que representaria, por exemplo, em São Paulo, 2,9 milhões de pessoas, ou 61% de quase 5 milhões. A ameaça está de acordo com o populismo criado pelo lulopetismo. Talvez seja esta a grande oportunidade para impor prazo de saída do Bolsa Família, acabando com a permanência eterna dos beneficiários no programa. A tese do populismo infindável deve ser enterrada com providências mais técnicas e mais coerentes.

 

José C. de carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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DOAÇÕES DA ODEBRECHT

 

Pegou mal para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o fato de o seu instituto (Instituto FHC) ter recebido doação de R$ 975 mil da corrupta Odebrecht. Mostra bem como funcionam as relações promíscuas entre políticos e empreiteiras, bancos e grandes empresas, na base do “toma lá, dá cá” e do “é dando que se recebe”. No Brasil de hoje, parece que quase ninguém escapa na classe política, que estão todos comprometidos, com o rabo preso e com culpa em cartório. Ética, moral e honestidade, que deveriam ser uma obrigação de todos, estão cada vez mais raras e passam a ser consideradas como grandes virtudes, numa total inversão de valores.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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O JOIO E O TRIGO

 

Diante da notícia de que o Instituto Lula recebeu da Construtora Norberto Odebrecht R$ 3.973.237 e o Instituto FHC, R$ 975 mil, fica cada vez mais difícil de separar o joio (erva daninha, venenosa) do trigo (alimento milenar). Tem-se a impressão de que o joio, a cada dia, domina o trigo, privando-nos do sustento moral e retirando-nos a esperança. Lamentável no presente, trágico para o futuro.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto

  

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INSTITUTOS

 

Li, indignado, a notícia veiculada pelo “Estadão”: o Instituto FHC recebeu da Odebrecht R$ 975.000,00; e o Instituto Lula recebeu R$ 3.973.247,90 da mesma construtora. Malditos institutos! Até quando? E o povo ó...

 

Marcelo Zarvos Linhares vanta1@icloud.com

São Paulo

 

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POLÍTICOS E COMPROMISSO

 

Sempre votei no PSDB, portanto me sinto à vontade para comentar três notícias que me chamaram a atenção nos últimos dias: governo do São Paulo fecha escolas; governo de São Paulo quer aumentar ICMS de bebidas; e, por causa do aumento no ICMS, a Brahma decide fechar fabrica no Rio Grande do Norte. Espero que o partido Novo venha para dar guarida a todos os que lutam por outras prioridades e se comprometem realmente com uma política de Estado inovadora.

 

Ricardo Freitas R.l.a.freitas@gmail.com

São Paulo

 

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ESCOLHA

 

A todo momento nos deparamos com anúncios ou declarações de possíveis candidatos para as próximas eleições. Avaliando, porém, nosso noticiário político-policial atual, não há como negar a nova definição para o sistema eleitoral brasileiro: é o processo no qual, em vez de escolhermos nossos representantes e gestores do País, Estados e municípios, escolhemos os próximos candidatos à prisão.

 

Lazar Krym lkrym@terra.com.br 

São Paulo

 

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TRANSTORNO DE PERSONALIDADE

 

Após ler a análise feita pelo psiquiatra Ednei Freitas no blog do jornalista Augusto Nunes em 6/11/2015, sobre o transtorno de personalidade que ele diagnostica no ex-presidente Lula, chego à conclusão de que a situação do País é muito mais grave do que poderíamos imaginar, pois quem mandou no Brasil por oito anos e continua a mandar é ele. Como o ex-presidente mesmo disse, em entrevista ao SBT, ele quer continuar mandando até o último minuto de sua vida. Bem arranjados estamos nós e todos os latino-americanos, que estamos nas mãos de malucos dessa espécie. Não consigo medir o alcance dessa revelação feita por profissional da área, mas já imagino a reação do analisado e de seus admiradores. É incompreensível e inaceitável a omissão das instituições que permitem que um cidadão comum aja como tem agido até hoje e não deem um basta a essa situação. Resta, agora, que se faça uma análise profissional e criteriosa da personalidade da presidente em exercício. As atitudes e o comportamento dela estão aí para todos verem. Ambos são os responsáveis pela situação que o País vive hoje.

 

Eduardo A. D. Filho e.delgadofilho@gmail.com  

Campinas

 

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MITOMANIA

 

Profissionais que atuam na área de saúde mental – psicólogos, psicanalistas ou médicos, por exemplo – e que estejam analisando ou mesmo tratando transtornos como a mitomania (ou Síndrome de Wallace) devem assistir às últimas entrevistas concedidas pelo ex-presidente Lula da Silva. Caracterizada por contar mentiras, compulsivamente, sem benefícios externos e restritos a assuntos específicos (família, amigos e “cumpanheirada”), apresentando-se de maneira bem vista, podendo incluir uma enorme diversidade de assuntos (prolixo e fanfarrão que só ele), com a pessoa tendo dificuldade em lembrar o que é verdade e o que é invenção, a mitomania cai como uma luva, um verdadeiro casuísmo, para explicar, quem sabe, um dos muitos problemas psicológicos sofridos pelo presidente de honra do Partido dos Trabalhadores. Sua já conhecida cara de pau, seus lapsos de memória para lembrar de fatos graves ocorridos nos dois governos, a indiferença aos mensalões, petrolões, operações do Ministério Público e da Polícia Federal, o desconhecimento (nunca sabia de nada), sintomas, agora, aliados às mentiras ditas a milhões de brasileiros e brasileiras, em espaços nobres da TV e iguais na mídia impressa, são a maior comprovação de que ele vem sofrendo muito mais do que uma mentira obsessivo-compulsiva. Sua postura tem sido de aversão à realidade inconveniente, aquela que o coloca – e aos muitos possíveis correligionários, seguidores, sócios ou protegidos – como um dos investigados nas Operações Lava Jato e Zelotes, aliás, possibilidades reais de acusação formal a qualquer momento na mesma proporção da voz das ruas que já não acreditam em “suas verdades absolutas”. Lula não mente por acaso ou por capricho. Cria mitos e fantasias e mergulha neles com toda a convicção do mundo, chegando ao cúmulo de afirmar que não teme ser preso porque duvida de que tenha alguém neste país, de seu maior inimigo (prepotência e confiança demais nas delações) ao maior amigo (puro delírio), que diga ter tido, um dia, uma conversa ilícita com o “número um” (megalomania para explicar quem era e ainda deve ser o manda-chuva). Para confirmar a grave enfermidade, Lula, agora, chega ao cúmulo de negar ter participação no governo desastroso de Dilma Rousseff, mentindo desmesuradamente, assumindo como correta e inquestionável a sua visão primária, autofabricada, mas distorcida, enviesada, populista e delirante da realidade que tenta persuadir os mais humildes a acreditar ser ele o salvador da Pátria, aquele que errou pouco (no máximo elegendo um ou uns postes), condena a corrupção e fará o País voltar a crescer. Por isso, tenta acenar com a independência destas ilhas na bancarrota, ameaçando sair do próprio governo que, malandro como ele só, sabe cair tendo prazo de validade vencido ou a vencer e que pretende virar-se antes. Outra de suas ridículas inserções, a lembrar as habituais incursões petistas, tem sido atacar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esquecendo-se ele, seus cúmplices e a camarilha real a dominar o Palácio do Planalto de que, sem a estabilidade do Plano Real e a confiança dos investidores, daqui e de fora, seus governos – principalmente o primeiro – não teriam sustentado a maior falácia já instaurada no Brasil que foi pretender acabar com a pobreza à custa de programas sociais que, hoje, só fazem servir de curral eleitoral e plataforma para que mitomaníacos ou mitômanos um dia voltem a disputar eleições. Dizer que FHC “sofre” com seu “sucesso” e tem a soberba como defeito principal é extrapolar todo bom senso quando se fazem comparações entre os dois. É embarcar numa cegueira cada vez menos coletiva. Como se uma paisagem primaveril pintada num espelho alterasse o reflexo da realidade. Felizmente, há cura para a mitomania.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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A ENTREVISTA DE LULA

 

Em entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, do telejornal SBT Brasil, o ex-presidente Lula disse não temer ser preso por algo “ilícito”.  “Duvido que alguém diga (...) que teve uma conversa comigo ilícita” – asseriu. Primeiramente, há que se indagar o que Lula entende por “lícito”, já que ele continua negando que tenha havido o mensalão, apesar das condenações de palacianos próximos a si. Depois, quem no Brasil fica rico à base de palestras? A saliva de Lula vale (ou valia) R$ 13 mil o minuto – que é quanto estimam que ele recebia por suas “palestras”. Há muito a ser explicado sobre a origem dos recursos que as bancaram. Mesma coisa quanto aos ganhos de seus filhos – um deles ficou milionário quando o pai ainda era presidente. Seu outro filho, Luiz Claudio, dono de uma empresa de marketing esportivo, recebeu R$ 2,4 milhões, destacando-se como outro prodígio empresarial mesmo não tendo sua empresa um único funcionário. Ao fim da entrevista, Lula negou que Dilma tivesse cometido um estelionato eleitoral em 2014: “De repente, depois da campanha, percebeu-se que estava saindo mais dinheiro que entrando (...)”, justificou, na maior cara de pau. Ora, como assim “de repente”? Está certo que todos já foram informados de que Lula nunca sabe de nada – e Dilma tampouco. Mas daí a querer convencer um cristão de que no último trimestre de 2014, depois de “pedalar” bilhões ao longo do ano, ainda assim Dilma ignorava o fato de que estava “saindo mais dinheiro que entrando”, aí já é querer chamar a todos os brasileiros de idiotas. E o pior é que alguns fazem questão de assumir que, de fato, são.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com   

São Paulo

 

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A ‘SABUJICE’ DOS APANIGUADOS

 

Em entrevista ao SBT, “elle”, o “cara”, continua a convocar o exército do amigo Stédile para defender sua sucessora e disse que não teme ser preso. Será por que tem certeza da “sabujice” dos apaniguados?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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SEJA O PRIMEIRO

 

Em entrevista concedida a uma emissora de TV em 4/11/2015, o ex-presidente Lula negou que tenha pedido à presidente em 2013 o afastamento de Guido Mantega, pela equivocada política econômica adotada. “Disse apenas que pessoas que estão há muito tempo no governo deveriam ter uma reflexão para sair e para deixar que haja renovação dentro do governo”. Então, presidente, como o exemplo vem de cima, que tal refletir um pouco? Seja o primeiro a “pegar o boné”, não o dos sem-terra, pois sabemos que esse problema não lhe aflige, e nos deixe em paz, vá desfrutar das benesses que estes 13 anos de poder lhe proporcionaram. Agindo assim, quem sabe a sua invenção, a presidente Dilma, sem ter um encosto a lhe incomodar, possa num lampejo, neste restinho de governo, acertar em pelo menos uma medida adotada?      

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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A PRESIDÊNCIA

 

Todos os presidentes de qualquer país têm seus erros e acertos. É de lamentar ver o ex-presidente Lula falar, mas podemos também notar algo muito interessante: ao dizer que antes de seu governo os pobres não eram vistos, lembro-me da velha frase “os políticos gostam tanto dos pobres que fazem de tudo para multiplicá-los”. O ex-presidente Lula é tão pobre politicamente que conseguiu fazer com que elegêssemos uma “presidenta” que de certa forma envergonha a Nação com seu vocabulário desconexo. E, por outro lado, veremos como ficarão a sua biografia e a de seus companheiros, hoje sob custódia do Estado.

 

Manuel Jose Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO?

 

Os movimentos que se dizem de oposição já começaram a brigar entre si? Agora também são quadrilhas que defendem apenas seus interesses? O movimento Vem Pra Rua negou apoio a uma greve legal e pacífica deflagrada pelos caminhoneiros. Esqueceram-se de que, além dos homossexuais, são eles, os caminhoneiros, os únicos que conseguem mobilizar 2 milhões de pessoas e, se quiserem, param o País. Este movimento Vem Pra Rua, na minha opinião, é dirigido por um montão de covardes. Até parece que não passa de um simples puxadinho do PSDB.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 

São Paulo

 

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GREVE DOS CAMINHONEIROS

 

De acordo com Edinho Silva, ministro da Secretaria da Comunicação Social da Presidência, a greve dos caminhoneiros tem como único objetivo “gerar desgaste político ao governo”. Se existe uma grave crise econômica e política em nosso país, a culpa não é dos caminhoneiros, e, sim, de Dilma Rousseff, que é incompetente e só continua no cargo graças a uma campanha mentirosa e recheada de dinheiro desviado da Petrobrás. Quem quebrou o País e está gerando desemprego em todos os setores, entre eles o do transporte, não merece permanecer no cargo. Eu cumprimento e apoio todos os caminhoneiros que estão parando e lutando por um país melhor.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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RODA-PRESA

 

Demorou para a classe dos caminhoneiros perceber que Dilma, além de navalha, é também roda-presa...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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MUDANÇA DE FOCO

 

Vi na primeira página do “Estadão” os protestos contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em bandeiras que estampavam “fora Cunha”. Até aí, concordo e assino embaixo: não só temos de ver Eduardo Cunha fora da presidência da Câmara dos Deputados, como seu mandato deve ser cassado, pois o mal que ele causou ao Brasil é muito grande, além das acusações gravíssimas contra ele. Isso, no entanto, transferiu o foco da ira e das manifestações do povo de Dilma para Eduardo Cunha. Lula, Dilma e todos os petralhas devem estar dançando de alegria. Nas fotos que aparecem das manifestações contra Cunha, nota-se claramente a predominância de bandeiras vermelhas, da foice e do martelo, cores e símbolos por demais conhecidos. Isso cheira a coisa orquestrada, já que, quanto mais a raiva do povo se vira contra o deputado, mais a presidente Dilma se livra de toda a pressão que estava sofrendo diante de toda a bandalheira instalada no governo petista. Quanto ao deputado Cunha, seus pares devem cassar seu mandato, com direito a valsa do adeus. Quanto a Dilma, cabe a nós, brasileiros, continuar com as manifestações e pressões para que ou ela renuncie ou sofra o impeachment, para o bem do Brasil.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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PROTESTO NO MASP

 

Ao observar as imagens geradas de um protesto difuso realizado no vão do Masp, em São Paulo, no fim de semana, constatei que as bandeiras dos ditos movimentos sociais são todas elas com as cores vermelhas, nenhuma verde-amarela. Pude, também, perceber que uma faixa pregava o “não à direita”, ao mesmo tempo que exortava o bandido travestido de herói pelas esquerdas Marighella. Pergunta que não quer calar: qual é a desta turma, patrocinada, diga-se de passagem, por instituições que recebem prebendas do Estado, via nossos impostos?

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CURIOSIDADE

 

Na primeira página do “Estadão” de ontem (9/11), vejo que na foto que ilustrava a notícia “Atos pedem ‘fora Cunha’” não havia nenhuma bandeira brasileira, mas somente bandeiras vermelhas e uma com a foice e o martelo. Por que será?

 

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

 

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DOMINGO

 

Uai, os marizinhas (traídos, mas felizes) vermelhos e petralhas estão protestando de domingo agora? Será que dobraram a mortadela, para pagar a hora extra?

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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BOI MOÍDO

 

De acordo com o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara federal, seus advogados tentarão provar que ele nunca recebeu dinheiro público e que todos os recursos que ele tem no exterior são fruto da venda de carne enlatada para a África. Se Cunha moeu as vacas, os touros e os bezerros que, no ano de 2007, levaram o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador Joaquim Roriz a renunciarem aos seus mandatos, para não terem seus direitos políticos cassados, ele vai renunciar. Entrou boi na linha, a vaca vai para o brejo. Ainda mais boi moído.

 

Leônidas Marques leo.marques.vr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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A CARNE DO DEPUTADO

 

Após ouvir a desculpa esfarrapada do sr. Eduardo Cunha dizendo que parte do dinheiro na Suíça é produto de venda de carne enlatada, conclui-se que a mesma deve ser oriunda dos bois do sr. Renan Calheiros, quando este tentou em vão iludir a opinião pública e teve de renunciar para não perder o mandato. Será que o presidente da Câmara terá o mesmo destino?

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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A VACA VAI PARA O BREJO, OU NÃO VAI?

 

Nunca na história deste país a carne e seus derivados foram tão usados para justificar tantas falcatruas. Da desculpa esfarrapada para boi dormir de Cunha com os enlatados à parvoíce de Lula no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, a distância é pequenina: vai do bolso direito para o esquerdo, ou vice-versa. Ou, melhor ainda: vai de uma grade à outra, de Curitiba à Papuda. Ou vice-versa.

 

Luis Lago luislago2002@hotmai.com

São Paulo

 

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VELHINHA DE TAUBATÉ

 

 

O nobre deputado Cunha poderia nos apresentar as notas ficais de compra e venda das carnes enlatadas. A diferença seria “a mão boa” para realizar os seus investimentos. E estamos explicados e o mandato, salvo.

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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‘MÃO BOA’

 

Não há dúvidas de que o presidente da Câmara tenha “mão boa” para negociar ativos, como ele disse, porém mão boa mesmo tem o amigo que depositou 1,3 milhão de francos suíços em seu favor num fundo na Suíça e esqueceu de avisá-lo.

 

Cristiano Walter Simon cws@amcham.com.br

Carapicuíba

 

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OFENSA

 

Sobre a declaração do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de que o depósito em seu favor num fundo na Suíça, de 1,3 milhão de francos suíços, teria sido feito à revelia e ele não sabia a origem, será que eu poderia invocar o PL 141/2011 e ter direito de resposta no Plenário da Câmara, por ofensa à minha inteligência?

 

Celso Neves Dacca celsodacca@gmail.com

São Paulo

 

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SEM VERGONHA

 

As justificativas de Eduardo Cunha para explicar a origem de tanto dinheiro lembram bem o escândalo dos Anões do Orçamento. Na ocasião, um dos deputados acusados, João Alves, afirmou que “Deus me ajudou e eu ganhei dinheiro”, para explicar os mais de 600 prêmios ganhos na loteria. A história se repete. Em momentos como este, alguns políticos literalmente perdem a vergonha na cara.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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JUSTA INDIGNAÇÃO

 

De tudo o que já se escreveu sobre o affair Eduardo Cunho, um texto ficará para sempre, como um chocalho pendurado no seu pescoço, esta poderosa metáfora (ou seria uma fábula?) de Milton Hatoum sexta-feira, no “Caderno 2”: “E eis que surge um Porsche, em nome do Filho de Deus. Nessa obscura empreitada revelada pelo judiciário suíço, a palavra heresia rima com vilania: o milagre dos peixes tornou-se o milagre dos Porsches e de outros luxos.”

 

Paulo Nascimento paulo.actual@gmail.com

Santos

 

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DISTÂNCIA

 

Por 2016, PMDB quer distância de Dilma Rousseff. Do PT, não?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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AS CONTAS DA CAMPANHA DE DILMA

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, repassou novamente a relatoria do processo à juíza Maria Thereza de Assis Moura, que anteriormente havia pedido arquivamento sobre as contas de campanha da presidente Dilma e seu vice, Michel Temer. Preparemos nosso estômago para que novamente o processo seja arquivado, mostrando inclusive que as doações vindas do petrolão ninguém viu, ninguém sabia de nada. O dinheiro foi deixado nas portas de algum diretório do PT, sem testemunhas. As contas da presidente em breve estarão redondinhas. Haja paciência para tanta desfaçatez!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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‘PTSE’?

 

Na edição de 7/11 (sábado), ficamos sabendo que a eventual cassação do mandato da presidente é mais um sonho que realidade, visto que a decisão está nas mãos da mesma juíza que negou o prosseguimento da ação anteriormente. Será que o TSE virou “PTSE”, assim como o STF virou “SPTF”?

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

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‘O GOVERNO LEGALIZA A CORRUPÇÃO’

 

É estarrecedor constatar, pelo artigo do jurista Modesto Carvalhos (“Estadão”, 4/11, A2), as manobras efetuadas por esta corja política para legalizar a corrupção no Brasil, por meio do Decreto 8.420 e da Medida Provisória 678/15. Assustados com a Operação Lava Jato, pensaram em como poderiam continuar roubando impunemente. E aí agiram: agora os corruptos estão tranquilos, é só cumprir a lei! Deputados e senadores da oposição (se é que ela existe), vocês estão com a palavra! Onde vocês estavam quando isso estava tramitando? Agora, o que nos resta? Que a imprensa e os movimentos de rua efetivamente denunciem e combatam essa falcatrua. Temos de dar um basta nisto tudo, estamos diante da maior crise política e institucional da História. Nosso país está assolado por políticos que, se não são corruptos, são passivos por conveniência.

 

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

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A CORRUPÇÃO MATA

 

A sensibilidade do professor Modesto Carvalhosa está expressa em toda sua dimensão no artigo publicado no dia 4/11 (“O governo legaliza a corrupção”). Vigilante, como sempre, ele busca onde nós a princípio não conseguimos chegar, em razão de leitura pouco atenta, ele expõe com a clareza de sempre os verdadeiros objetivos das MPs, que colocam a Lei 8.666/1993 no banco, afinal, ela criminaliza o crime! Mas como! Vamos exonerar a criminalidade da corrupção! Seremos canonizados. Afinal, ela não nos mata a tiros, nos consome naquilo que nos é mais precioso: a formação ética e moral de um povo. Mas nos condena a uma morte suave e lenta, quando não morremos de raiva. Obrigado, professor, por não se entregar.

 

Jaci Manoel de Oliveira Jaci.oliveira@terra.com.br

São Paulo

 

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