Fórum dos leitores

O GOVERNO E AS GREVES

O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2015 | 02h54

Tratamento diferenciado

Em meio a uma crise generalizada – administrativa, política e econômica –, o Brasil enfrenta duas greves de dimensão nacional: de petroleiros e de caminhoneiros. Em comum elas apresentam caráter político. Enquanto os empregados da Petrobrás protestam contra a alienação de ativos da empresa, medida adotada pela atual direção para fazer frente às dificuldades financeiras (alto endividamento, prejuízos acumulados pela manipulação do preço dos combustíveis pelo governo e corrupção endêmica na companhia), os condutores autônomos de caminhões pedem o impeachment da presidente da República e o cumprimento do acordo firmado por ocasião da última paralisação e não cumprido pelo governo. Ambos os movimentos tendem a causar sérios prejuízos e dificuldades à população, bem como a agravar a crise econômica por que passa o País. E o governo parece inerte, particularmente quando tolera a paralisação de importantes unidades da Petrobrás, sem intervir com medidas administrativas e judiciais e tampouco sentar-se à mesa com as lideranças sindicais. Essa tolerância dá margem a creditá-la à identidade ideológica do governo com a horda sindicalista. Por essa óptica dá para entender o tratamento enérgico e intransigente que o governo dispensa aos caminhoneiros, ameaçando-os com medidas administrativas (multas) e judiciais e eliminando qualquer possibilidade de diálogo enquanto o movimento perdurar. É evidente que as duas situações são semelhantes – para não dizer idênticas! –, porém o tratamento dispensado pelo governo petista é diferenciado. Aos amigos, a tolerância; aos adversários, o rigor da lei. É esse o Brasil que o PT nos oferece.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Surreal

Os caminhoneiros bloqueiam as estradas e as principais avenidas das capitais brasileiras, exigindo a saída da presidente da República (?); os petroleiros param as plataformas de extração de petróleo e as principais refinarias do País, em defesa do patrimônio da Petrobrás (?), causando prejuízo recorde à empresa e derrubando suas ações nas bolsas de valores. Ou os líderes sindicais ficaram malucos ou eu não estou entendendo mais nada.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Os mais iguais

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou a manifestação dos caminhoneiros de “política”, afirmando que os pedidos da classe não têm viés de reivindicação corporativa e trazem prejuízo à sociedade. Concordo. Só não consigo entender por que o dr. Cardozo não se pronuncia da mesma forma com relação às reivindicações políticas de MST, MTST e organizações assemelhadas, que barbarizam a sociedade sob o olhar benevolente do ministro da Justiça e da própria presidente. Afinal, a lei não é igual para todos ou basta pôr um boné vermelho para estar acima do bem e do mal?

LUIGI PETTI

pettirluigi@gmail.com

São Paulo

Ânimos exacerbados

O governo federal não apresenta propostas e não quer dialogar com os grevistas. Ameaçar multar os caminhoneiros é uma medida de total ineficácia, pois pode deixar os ânimos ainda mais exaltados e provocar uma exacerbação do conflito político. A Câmara dos Deputados e o Senado podem simplesmente discutir e aprovar um projeto de lei para anistiar as multas de trânsito. A presidente da República pode vetar o projeto, o Congresso Nacional derrubar o veto e, em seguida, o Executivo recorrer ao STF, em meio à conflagração que está instalada no Brasil por causa da total ausência de solução para a crise política, econômica, social, ética e moral que vive o País.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

CRISE ECONÔMICA

Até onde vamos?

A crise econômica que hoje vivemos é uma clara decorrência da gastança irresponsável do segundo mandato de Lula e do primeiro mandato de Dilma. Tudo feito com o único propósito de se manterem no poder. Desde os congelamentos dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, que desorganizaram o setor energético, até os subsídios à indústria automobilística – que hoje se suspeita terem sido “vendidos” para privilegiar intermediários –, tudo foi feito para atender a um plano de poder em que o interesse nacional é mero detalhe. O dinheiro do BNDES usado para financiar obras no exterior somente beneficiou alguns poucos donos de empreiteiras e, certamente, quem ganhou para que os negócios se realizassem. As consequências dessa gestão pela exclusiva permanência no poder estão aí: inflação, juros altos, desemprego, indústria esfacelada, recessão. E agora, para fazer o ajuste fiscal necessário a fim de levar o Brasil de volta ao crescimento, o governo quer mais impostos, sem a garantia de que estes serão usados para o bem do País. O Estado brasileiro é gigantesco e precisa diminuir. Nossas exportações não podem ficar à mercê de alinhamentos ideológicos esdrúxulos. Nossa legislação trabalhista, previdenciária, fiscal e política precisa passar por reforma para pôr o País no século 21. Todavia o que se vê é o País paralisado, dominado por uma incansável luta de Lula e Dilma para se manterem no poder a qualquer custo, até mesmo o da destruição de tudo o que conquistamos até hoje. Até onde vamos? Só nos resta ir às ruas e pedir pelo impeachment de Dilma, antes que o Brasil acabe.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

SIDERURGIA

Defesa comercial

O Instituto Aço Brasil cumprimenta o Estado pela clareza com que foi apresentada a difícil situação da indústria brasileira do aço no editorial A crise da siderurgia e a paralisia econômica (8/11, B2). Causou surpresa, porém, que na última frase do texto a opinião do jornal seja a de que, “exauridas as contas públicas, é improvável – e indesejável – um socorro oficial”. O excedente mundial de aço passa de 700 milhões de toneladas e mais da metade desse volume está na China. A produção brasileira de aço de um ano inteiro é executada em 15 dias na China. É a competição das empresas brasileiras comprometidas com o resultado com produtoras chinesas de aço em sua maioria estatais e subsidiadas. Ou seja, condições desleais de competição. É contra isso que os governos de vários países estão lutando com medidas de defesa comercial, que somaram 116 processos na OMC no período 2014-2015, somente contra a China. No Brasil não deveria ser diferente, sob pena de extinção da indústria e exportação de empregos para a China. Não estamos solicitando nenhum tipo de incentivo ou aportes do governo, mas, sim, medidas efetivas de defesa comercial e de acesso a mercado.

MARCO POLO DE MELLO LOPES, presidente executivo

carolina.wayand@acobrasil.org.br

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES?

 

Em que país a presidente da República e seus 32 ministros de Estado pensam que fica a cidade de Mariana (MG)? Vão continuar fazendo de conta que não é aqui, no Brasil? Não vão fazer nada? Não vão sequer dizer uma palavra de solidariedade às vítimas? Vão continuar ignorando estes brasileiros que perderam tudo por negligência de quem deveria protegê-los contra essa catástrofe? Vão esperar que a catástrofe se repita? Não é de espantar, já que a presidente levou dez dias para dar uma olhada nas enchentes do mês passado, no Sul do País.

 

Elisa Maria Pinto Cesar Andrade elisa@spcesar.org

São Paulo

 

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DESAPARECIDA

 

Nesta tragédia da ruptura da barragem em Mariana (MG), onde estará escondida a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira? É nisso que dá nomeações políticas...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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MAR DE LAMA

 

Todo o Brasil e o mundo assistiram horrorizados à tragédia em Mariana (MG). Assim está o Brasil, exatamente assim. Lama destruindo tudo. Lama destruindo as instituições, lama, lama, lama. Onde estão as chamadas autoridades que fecham os olhos ante tamanho descalabro? Onde se viu um ex-presidente afundado na lama da corrupção, ocupando o Palácio que não lhe pertence mais, mas age como se dele fosse? Onde estão as autoridades constituídas legalmente e por direito? Até quando, senhores, até quando? Tudo tem limite. Vamos esperar acontecer tragédias, o povo se armar e tirar estes impostores do poder? A lama continua a subir...

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

 

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SOTERRAMENTO

 

O rompimento de uma barragem em Minas matou inocentes e muitos estão desaparecidos. Deveria estar a jusante a Praça dos Três Poderes. O Brasil teria o maior soterramentos simultâneo de corruptos em todo o mundo.

 

Humberto de Luna freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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PACTO COM ‘O DIABO’

 

Lula, cheio da grana com os seus R$ 53 milhões circulando livremente por bancos brasileiros – diga-se, não declarados ao Fisco, conforme denúncia do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) –, parece que, ao lado da sua mediocridade política, ainda reserva forças para fazer um pacto com Renan Calheiros e Eduardo Cunha, como revelou o “Estadão”. Lógico que não é um pacto para recuperar a economia brasileira e tampouco valorizar a ética nas nossas instituições. Longe disso. Na realidade, é um pacto em causa própria.   Explico: é para livrar os denunciados Lula, seu filho, ex-ministros, outros aliados, etc. de convocações em CPIs. E, por enquanto, parece que deu certo! Em troca, Lula e o seu PT podem ajudar para que Eduardo Cunha não seja cassado, e deixar livre de retaliações Renan, com o pescoço também atolado no petrolão. Esse é o outrora venerado estrategista, que faz pacto com “o diabo”, como Lula, que afundou com seu poste Dilma a economia brasileira, promoveu quadrilhas em profusão nas nossas estatais e ainda diz, em entrevista ao SBT, que não tem medo de ser preso. Preso já está com a sua imagem no fundo do poço. E também desmoralizado, não consegue, como ex-presidente da República, sair mais de casa e andar livremente pelas ruas e avenidas deste país. Quer coisa pior?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ZONA

 

Lendo o texto “Pacto com Cunha e Renan poupa Lula e filho em CPIs” e a carta da leitora sra. Marcia Rossi Soares (“A caminho do fim”), no “Estadão” de 6/11, fica evidente que a Câmara federal está mais para zona, porque o PT e aliados, que institucionalizaram, há 13 anos, a corrupção no País,  querem a todo custo fugir das responsabilidades dos crimes cometidos contra o sofrido povo que paga fielmente a imensidão de tributos, desviados de suas reais finalidades. Cabe uma pergunta: será que os eleitos e empossados são também enquadrados na recente decisão previdenciária dos 30/35 por 90/95, ou se aposentam já com apenas um, dois ou quatro anos de “trabalho”? Alguém sabe responder?

 

Italo Poli Junior polijau@terra.com.br

Jaú

 

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ANÕES E SANTOS

 

Pensando, com meus botões, sobre toda esta pouca vergonha dos políticos e autoridades na última década, lembrei-me dos “Anões do Orçamento”. Lembram-se deles? Dizem que roubaram mais de R$ 100 milhões do dinheiro público. Atualmente falamos em bilhões, e ninguém perdeu o cargo. Um dos personagens cassados, João Alves, afirmou ter ganho na loteria 135 vezes. Genebaldo Correia era outro anão e mágico das finanças, enricou da noite para o dia, mercê de seus conhecimentos econômicos. Certo assessor, José Carlos Alves, que pagou para assassinarem a esposa, esteve preso e até hoje se nega a falar sobre o esquema. Bem, resumindo, creio que os “anões” deveriam ser canonizados, pois as apropriações, a lavagem de dinheiro com palestras, os empréstimos do BNDES, etc. foram singelas demais, se comparadas aos eventos descobertos neste último par de anos. Vergonhoso!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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FINAL FELIZ?

 

Se Eduardo Cunha escapar da cassação, o mesmo vai acontecer com a presidente Dilma. Todos dirão que “acabou em pizza”. Na minha opinião, será comemorado com um enorme porco assado com um abacaxi na boca. será que vai terminar em “porco”?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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PADRÃO FEDERAL

 

Lula diz que vai fazer de tudo para manter o projeto de poder do PT. Mas o que estamos vendo há mais de uma década é só porcaria, baixa qualidade, trapalhadas, roubos e tudo mais de ruim em níveis federal, estadual e municipal. Se qualquer partido que governa faz coisas ruins, o PT consegue fazer muito pior. Será que algum brasileiro com um mínimo de informação continuará votando no PT? Será que existe pessoa sã que quer um Brasil ainda pior do que está? Eu duvido, mas, como a ignorância se alastra a uma velocidade assustadora, então...

 

Valter Prieto Jr. valter.prieto@gmail.com

São Paulo

 

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LULA AINDA É DEUS?

 

O fato de Cunha e Renan pouparem Lula, seu filho e aliados de serem convocados a prestar declarações em duas CPIs dá a exata dimensão do quantas informações Lula tem guardadas na manga... e do quanto este fato alimenta a sua própria sensação de ainda ser o deus Lula, o intocável. Até quando suportaremos isso?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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EM FAMÍLIA

 

Calma, pessoal! Fazia tempo que Lula não ganhava uma. Tudo bem enquanto eram os “cumpanheiros”. Mas, mexer com a prole?!

 

Luiz Ernesto G. Barrichelo legbarri@gmail.com

Piracicaba

 

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CONVOCAÇÕES EM CPIS

 

Se Lulinha, Gilberto Carvalho, Erenice Guerra e Antonio Palocci se dizem inocentes, por que o acordo em barrar as convocações para deporem sobre irregularidades na Receita e no BNDES?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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CRENÇA NA JUSTIÇA

 

Foi coincidência a troca dos juízes no caso do filho do presidente Lula ou teve os nove dedos dele nesta questão? Não é por nada, mas dá para acreditar na justiça neste país?

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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SOB NOVA DIREÇÃO

 

A Operação Zelotes está sob nova direção, com o retorno do juiz titular da 10.ª vara da Justiça Federal, Vallisney de Souza Oliveira. Paira uma dúvida no ar, se ele retornou ao seu posto para prosseguir com o processo que cuida da Operação Zelotes de forma isenta e competente ou para abafá-lo, pois o filho caçula do ex-presidente Lula, Luiz Cláudio Lula da Silva, é investigado e seu escritório foi alvo de uma ordem judicial de busca e apreensão de documentos. O tempo dirá se o juiz Vallisney seguirá o exemplo do juiz Sérgio Moro e se será aplaudido por onde passar ou se será mais um a ser vaiado em público, fora dos autos e do fórum onde atua.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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O ESPÍRITO DA LEI

 

Em entrevista recente, Lula confessou, com todas as letras, que ele e Dilma mentiram, consciente e deliberadamente, ao povo brasileiro para ganhar a eleição, sabendo que teriam de fazer tudo ao contrário. Que país é este, que deixa livre e impune um cidadão que confessa descaradamente e em público um crime flagrante de exploração de incapazes? Sim, pois incapazes são os milhões de menores e analfabetos, ingênuos e desinformados que votam, os dependentes do Bolsa Família e os milhões de eleitores traídos que continuavam acreditando na dupla cara e coroa que acabou transformando o País num cassino onde só eles ganham. Que país é este, cuja Justiça depende de provas irrefutáveis daquilo que é óbvio, e cuja bíblia é uma Constituição em que o item mais citado para livrá-los das pedaladas (art. 86, § 4º) é um exemplo de confusão lógica? Estamos cansados de ouvir discussões intermináveis sobre a letra ambígua da Constituição e dos regimentos internos para que, finalmente, a impunidade prevaleça por falta de convicção e pelo viés garantista. Já passou da hora de juízes com “J” maiúsculo de fato julgarem pelo que é certo e errado e, nas inúmeras condições em que haja interpretações díspares, decidam pelo espírito da Constituição, cujo preâmbulo de apenas 12 linhas reúne todos os princípios e elementos que nortearam os constituintes da Nação brasileira. Como escreveu o apóstolo Paulo na carta 2 aos “Coríntios” (3:6): “(...) porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. O artigo 1.º da Constituição enumera, dentre os fundamentos do Estado de Direito, a dignidade da pessoa humana. Se a egrégia Corte Suprema não entender que no espírito da Constituição, Lula e Dilma feriram a dignidade de seus concidadãos ao mentir para obter benefícios para si mesmos, é melhor rezarmos pelo País, porque está tudo perdido.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL MERECE LULA?

 

Será que o Brasil merece Lula e vice-versa? Até o momento, ao que tudo indica, sim. O povo que mantém o seu partido no poder há mais de 13 anos assim vem procedendo porque tem memória curta, porque não consegue ou não quer enxergar o caráter camaleônico de autopreservação e individualismo daquele que escolheu como líder, ou ainda porque não se informa devidamente a respeito dos seus envolvimentos em casos de corrupção política, sempre negados, e em episódios de tráfico de influências, utilizados para consolidar tentáculos capazes de transformar familiares seus em expoentes do mundo empresarial em curto espaço de tempo. Sua escalada, romantizada pelo fato de partir de origem humilde, como se isso fosse apanágio infalível de virtudes positivas, aliada à vida relativamente curta de nossa democracia, deu-se num país que já foi classificado de pouco sério por certo estadista do passado, o que talvez explique a tendência, já meio gasta na visão do resto do mundo democrático moderno, de seu povo premiar a esperteza, confundindo-a com inteligência e liderança construtiva. Que este momento da história do Brasil, um dos raros no qual o sofrimento proveniente de políticas demagógicas e populistas nocivas está vindo à tona com clareza, marque uma reviravolta no pensamento da população visando a torná-la merecedora, daqui por diante, de líderes mais qualificados para conduzir seus destinos.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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POVO CATIVO

 

Pergunto-me se o povo brasileiro, hoje tratado como escravo, terá a paciência do povo hebreu, que esperou 400 anos até o aparecimento do inspirado líder Moisés, para ver-se livre do cativeiro a que foi sujeitado pela força dos faraós. Se este povo não tem ânimo, quando surgirão líderes como aquele, para ordenar a Lulas, Renans e Cunhas (arremedos de faraós em quem praga nenhuma está pegando) em alto e bom som: “Liberte meu povo!”? Quando, meu Deus?!

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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INSUPORTÁVEL

 

Chegamos ao limite do insuportável. Perdemos a confiança nas instituições, inclusive diante do explícito arranjo a proteger responsáveis por malfeitos, para não dizer coisa pior. Desnecessário nominar, porque são os mesmos de sempre, com algumas variações para mais, não raro protegidos exatamente por quem não deveria, o Judiciário até a mais alta corte. Quando não tem saída diante dos fatos, trocam-se os julgadores, como acaba de ocorrer com a juíza da Operação Zelotes, a ação contra Lulinha II – cuja empresa sem funcionários ganhou R$ 2,4 milhões para prestar serviços de “marketing esportivo” para um escritório de lobistas “amigos” do governo. E a sociedade, endividada, inadimplente, desempregada e sofrendo privações, tem de assistir aos desmandos, e nada acontece de produtivo em relação a ela, cada dia mais desamparada, perdida por culpa exclusiva do nosso governo bolivariano, medíocre, envolvido em todos os gêneros e espécies de trapaças, a tal ponto que a presidente e autoridades não podem sair às ruas por medo das manifestações contrárias aos próprios. Diante do abandono em que nos encontramos, ou tomamos coragem em enfrentar tudo e mudar ou seremos cúmplices do desastre no País que também é nosso.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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IMPERADOR LULA

 

Há alguns dias, estava a presidenta Dilma Rousseff em reunião com alguns ministros e o imperador Lula, aquele que mete a colher em todas as esferas governamentais, agindo com poderes absolutos de imperador, quando a sra. presidente se lembrou da reunião com o príncipe Akishino do Japão, fazendo este esperá-la por 20 minutos. A anfitriã causou, assim, mais um mal estar em nossa diplomacia.

 

Marcos Alberto Penna Trindade mtrindade62@terra.com.br

São Paulo

 

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PONTUALIDADE

 

Dilma chegou atrasada ao encontro com o príncipe do Japão porque estava recebendo as ordens do imperador Lula. Está justificado.

 

Jose Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

 

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ENVERGONHADOS

 

Ficamos envergonhados com a recepção que nossa presidente ofereceu ao príncipe japonês. Imaginem, educados brasileiros, a nossa presidente estava em reunião com Lula (que ainda quer ser importante), e atrasou-se simplesmente 20 minutos para o encontro com o alto mandatário do governo japonês, príncipe Akishino, e a princesa Kiko. Queiram receber nossas desculpas, em nome dos brasileiros educados, sr. príncipe e sra. princesa.

 

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

 

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NEGÓCIOS

 

Na sexta-feira, a (péssima) presidente Dilma recebeu o príncipe e a princesa do Japão no Palácio do Planalto e avisou que, ainda este ano, irá ao Japão para tratar de negócios. Para que gastar o nosso suado dinheiro em mais uma viagem desnecessária, uma vez que eles estão no Brasil? Dona Dilma, acorde para a realidade e saia do pedestal! Será que é pedir muito?

 

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com 

São Paulo

 

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JIHADISTAS NO BRASIL

 

Se ainda falta alguma coisa para acontecer, é muito pouco. Um site de responsabilidade do Ministério da Justiça brasileiro defende abertamente o acolhimento de jihadistas no Brasil sob a alegação de que vêm  ao nosso país para trazer mais progresso. De fato, nós temos um Ministério da Justiça de acordo com os escombros em que se encontra o País. Em todo o mundo, só no mês de novembro mais de 5 mil pessoas morreram pela violência causada pela Al-Qaeda, ideologia do jihadismo. Já nos bastam os petistas, não os sunitas. Se já não bastasse este desgoverno estar tombado para o lado do bolivarianismo chavista venezuealano, Deus que nos livre da infiltração desta praga chamada islamismo terrorista, que, pelas suas façanhas, põe em xeque a adoração a Alá e a idolatria a Maomé.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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QUE PROGRESSO, MINISTRO?

 

Não bastassem os bandidos que temos, o senhor José Eduardo Cardozo quer trazer os de fora? Em pronunciamento, afirmou que os jihadistas são bem-vindos ao Brasil, pois contribuirão com o progresso do País. Talvez contribuam com métodos para fabricação de bombas caseiras, editando manual prático de decapitação ou nos ensinando como constranger as mulheres e obrigá-las ao uso compulsório da burca. Este é o ministro da Justiça que temos – e lembrar que esta pasta já foi ocupada por proeminentes e brilhantes juristas. Por outro lado, sua opinião vem de encontro à da Dilma, que na ONU recomendou dialogar com Estado Islâmico. Livrai-nos, Senhor!

 

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

 

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LEI DA MAGISTRATURA

 

Fiquei estarrecido ao ler a reportagem de domingo no “Estadão” sob o título  “Projeto de nova lei da magistratura segue sem avançar” (página A9). É de ficar estarrecido ver as reivindicações absurdas de nossos assim ditos magistrados (livre trânsito, auxílios diversos, férias, remunerações, etc.). Homens que deveriam ter seu pensamento sempre voltado para a justiça, que no fundo se baseia na igualdade de todos perante as leis, vêm, descaradamente, sem nenhum pudor, defender ideias absurdas e extravagantes exigindo privilégios para si e sua categoria. Indo à missa em seguida, pude ler o trecho do evangelho que fala dos doutores da lei que só querem aparecer e desfrutar dos melhores lugares, que usufruem dos bens das viúvas e lhes prometem o fogo eterno.  Evangelho muito adequado para a matéria publicada no jornal sobre estas demandas do “sindicato dos juízes do STF”. Onde já se viu tamanha desfaçatez? Que reivindicações mais absurdas dos ditos juízes do SFT! São demandas, além de absurdas, completamente fora da realidade econômica do País. São demandas que só poderiam mesmo ser, como de fato o são, vindas de juízes indicados e apoiados pelo PT, um partido que agora, mais do que nunca, deixou escancarada sua vocação para o despudor e o desrespeito pelo País. Pobre Brasil, não merecemos isso.

 

José Celso Diniz jcdiniz@uol.com.br

São Paulo

 

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LAVA JUIZ

 

Lendo os “pontos polêmicos” mencionados à folha A9 do “Estadão” de domingo, sobre o projeto de nova lei da magistratura, pergunto: será que, além da Operação Lava Jato, será necessário uma Lava Juiz?

 

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

 

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‘O SONO DA OPOSIÇÃO’

 

O “Estadão” (8/11, A3) diz que a oposição dorme diante da situação político-econômica atual. Todos sabemos que a oposição age tentativamente como aqueles predadores que se dão ao luxo de simplesmente aguardar dissimulados pela eventual passagem de vítimas desavisadas para lhes aplicar um ataque fulminante. É o caso da espera por alguém que assuma a iniciativa do impeachment de Dilma Rousseff e, talvez, que o povo comece a se movimentar, de algum movimento para afastar seu óbvio aliado Eduardo Cunha da presidência da Câmara por manifesta mentira aos pares relativamente à suas corrupções (no plural, porque a cada dia surgem novos casos em relação a sua longa atuação política). Não é exagero admitir que, se a oposição existisse, o PT não teria tido a chance de avançar sobre o dinheiro de estatais com a facilidade com que o fez.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO? QUE OPOSIÇÃO?

 

Excelente o editorial do “Estadão” (8/11, A3) “O sono da oposição”. Nada mais oportuno, quando a população assiste aos assaltos de Lula, PT e seus aliados, PMDB e PP aos cofres públicos, deixando grande dúvida sobre a sobrevivência de estatais como Petrobrás e enorme falta de recursos do Tesouro, ajudada em enorme proporção pela incompetente presidente Dilma. Um quadro trágico, imenso assalto cometido com a associação de grandes empresas. A oposição assistiu “calada” ao desenvolvimento de toda essa tragédia, mantendo-se em silêncio. Nenhuma ação foi sequer planejada contra as quadrilhas de assaltantes e o desastre da administração da economia, continuando o Congresso Nacional uma “palhaçada” dirigida por crápulas envolvidos em crimes diversos e coniventes com os roubos. Lamentavelmente, parte importante de nossa Justiça igualmente “apoia os bandidos”. E a oposição? Quando Aécio Neves, após a campanha, disse que faria uma oposição feroz, ficamos esperançosos. Nada aconteceu, exceto alguns discursos autopromocionais que não levaram a nada, ninguém prestou atenção. O PSDB vindo de excelentes governos, agora, na oposição, nada fez. Apenas Álvaro Dias, diuturnamente, sozinho, luta no Congresso. E a nossa esperança, o ex-presidente FHC, muito timidamente criticando e finalmente em programa de televisão informando que o PSDB é “prudente”. Desculpe, presidente, mas o PSDB é um partido “covarde”, em nenhum momento enfrentou o governo, seus partidos e líderes e, ainda mais, encontrando-se diante da tragédia em que o País se transformou, refere-se à “honra” dos bandidos que exatamente comandaram o caos. Oportuno, o editorial do “Estadão” levanta a questão de que o Brasil precisa de novos partidos políticos corajosos e, principalmente, honestos, e de novos líderes, pois os que aí estão, se não são corrompidos, são incapazes de ações inteligentes e corajosas.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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LEITURA OBRIGATÓRIA

 

Todo eleitor brasileiro tem de ler “O sono da oposição”, editorial do “Estadão” (8/11, A3), e a oposição, compota por políticos acomodados, tem de lê-lo e guardá-lo embaixo do travesseiro. A acomodada oposição brasileira está cometendo um estelionato eleitoral, porque recebe em dia seus salários e finge que trabalha, quando, na verdade, estão todos aguardando, de braços cruzados, em silêncio, sem se comprometer com nada, somente esperando a reeleição, e dane-se o País, porque os erros cometidos pelo governo e pela situação não lhes dizem respeito, como se a oposição não fosse composta por brasileiros que vivem no Brasil, porque o dinheiro entra todo mês, então, está bom assim. Eleitor, nem situação nem oposição merecem o seu voto nas próximas eleições. Vamos renovar.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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LESA-PÁTRIA

 

Num país onde o governo é corruPTo e sem moral, juntamente com políticos como Cunha e Renan, dentre tantos outros que só se preocupam com seus próprios umbigos, e sem nenhuma oposição política, que também está com o “rabo preso”, só resta à grande maioria dos brasileiros de bem tomar as rédeas da Nação e acabar com esta imundície.  

  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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INTERESSES INDIVIDUAIS

 

Em artigo no “Estadão” (“Alertar é preciso!”, 8/11, A2), o general Rômulo Bini Pereira alerta as lideranças políticas brasileiras de que chegou a hora de pensar no Brasil, em vez de interesses individuais ou de grupos a que pertencem. Ocorre que o País está nessa situação exatamente por só olharem para o próprio umbigo. Difícil de imaginar que políticos como Lula, Dilma, Renan, Cunha, etc. mudarão de atitude para consertar a economia, com a tendência de continuar o País indo ladeira abaixo.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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A CASERNA SE MANIFESTA

 

A mim causou surpresa a forma transparente (e corajosa) com que se manifestou em artigo publicado na edição dominical do “Estadão” (8/11) o general Rômulo Bini Pereira. Em seu artigo intitulado “Alertar é preciso!”, não poderia ter sido mais claro com relação à forma patriótica e equilibrada com que se comportam as principais lideranças das Forças Armadas neste momento de singular agravamento de uma profunda crise política, econômica e que, a continuar desta forma (e tudo leva a crer que nada de novo vá ocorrer para reverter este quadro sombrio), vai fatalmente desaguar mais dias, menos dias, numa crise institucional. O líder militar em questão alerta aos mais desavisados que a Constituição delega responsabilidades “a diversos órgãos públicos” para assegurar a governabilidade e a manutenção da lei e da ordem e, sobretudo, do regime democrático. Nota-se ainda que o general foi particularmente contundente em suas palavras ao se referir ao atual ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e às suas origens de militante comunista, muito provavelmente como forma de desagravo ao recente episódio quando Rebelo transferiu do comando militar da Região Sul,  o general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, para exercer funções burocráticas em Brasília, depois de este ter pinçado com exatidão num encontro reservado sua visão a respeito dos graves perigos que rondam a vida institucional do País, manifestação esta “vazada” e convenientemente punida, certamente, com respaldo do Palácio do Planalto. A observar no que irá resultar essa manifestação pública de um comandante militar do escol de Rômulo Bini Pereira.

 

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

 

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O ALERTA DO GENERAL BINI

 

Muito oportuna e clara a exposição do general Rômulo Bini, no “Estadão” de 8/11 (página A2). Oportuna em face da exoneração do brilhante comandante do Exército no Sul do País simplesmente por ter apresentado, em ambiente reservado, aos jovens militares, um estudo sobre a grave crise que vivemos. Nada mais justo e natural que essa manifestação ocorresse, pois a segurança interna do País tem de ser debatida e avaliada por aqueles que são os guardiões da ordem pública, segunda rege a nossa Constituição. Oportuna, ainda, pois esclarece a todos, aos leitores do nosso querido “Estadão” e aqueles a quem a carapuça serviu, de que é preciso zelar pelas instituições e respeitá-las. Como muito bem disse: “(...) vê-se com imensa decepção e tristeza a incapacidade de nossas lideranças políticas de gerir os destinos e interesses da brava Nação brasileira”. Alguma coisa a corrigir?

 

João M. Ventura joãomv@terra.com.br 

São Paulo

 

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CARÊNCIA DE LÍDERES

 

Lendo o brilhante artigo do general Rômulo Bini Pereira (“Estadão”, 8/11, A2), senti um alívio por constatar que pessoas realmente responsáveis estão atentas aos acontecimentos atuais. Não há na política um único líder em quem possamos confiar. Estão todos interessados nos cargos e nas benesses dos cargos públicos. O general Rômulo renovou as nossas esperanças de um futuro melhor.

 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com 

Bragança Paulista

 

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BRASIL E VENEZUELA

 

Simplesmente espetacular, precisa e oportuna a análise do general Romulo Bini Pereira. Faz-me ter certeza de que não corremos o risco de virar uma Venezuela.

 

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com 

São Paulo

 

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BANDALHEIRA

 

Excelente artigo do general de Exército R/1 Rômulo Bini Pereira, “Alertar é preciso!”, publicado no “Estadão” de domingo. Enquanto Dilma procura uma forma de “comprar” os políticos da sua pseudo base aliada, para fugir do impeachment, Lula diz não ter medo da prisão, mas vocifera e maquina, por debaixo dos panos, para impedir que seu filho Luiz Cláudio, ele próprio e seus ex-ministros corruptos prestem declarações na CPI. O ministro Dias Toffoli se esforça para conter o processo de Gleisi Hoffmann e seu marido na Justiça Federal de São Paulo; o Supremo Tribunal Federal (STF), pelas mãos do ministro Teori Zavascki, fatia a Operação Lava Jato para transferir para a Justiça Federal do Rio de Janeiro o processo da Eletronuclear, para afastar os executivos das empresas corruptas do juiz Sérgio Moro; Eduardo Cunha conta uma história mirabolantes e mentirosa sobre a exportação de carne enlatada; Renan Calheiros puxa o saco de Dilma para retardar o seu processo no STF; e a economia vai ladeira abaixo: a inflação sobe, sem controle, o desemprego aumenta, a ociosidade nas empresas aumenta, o crédito diminui, os estoques das empresas aumentam pela falta de compradores, o povo fica cada vez mais pobre e o Brasil está em processo falimentar. Enquanto isso, alguns segmentos patrióticos, sérios e interessados pelo Brasil das Forças Armadas, a única e derradeira esperança do povo brasileiro, se movimentam, discutem e avaliam todo este caos que paralisa o nosso país e inviabiliza o seu desenvolvimento e saída dessa profunda crise política, econômica e moral. Já esta passando da hora de uma ação mais contundente, das Forças Armadas, para estancar essa bandalheira, essa roubalheira e a ação nefasta de maus políticos.

 

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz soaresqueiroz@hotmail.com

São Paulo

 

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ORDEM E PROGRESSO

 

A capilaridade dos desmandos esquerdopatas agora lança firme âncora no aparelhado STF, com manobras para livrar Lula e seus asseclas. Felizmente, uma verdadeira luz surge ao lermos o artigo “Alertar é preciso!”, do general Rômulo Bini Pereira, de 8/11/2015. Que venhamos novamente a ter “ordem e progresso” em nosso querido Brasil!

 

Márcio Antonio Torres Bueno mtorresbueno@uol.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO

 

O general Bini foi preciso quando analisou a atual situação. Seu alerta serve para que se ressalte que, numa democracia, há diversas profissões e os militares a integram como qualquer outro cidadão, e por isso não podem ser expurgados, tendo direito a participação política nos limites dos seus estatutos.  Fosse de outro modo, não estaríamos num Estado Democrático de Direito, mas, sim, num caminho péssimo de ditadura. A propósito, a falta de moral e de ética que estamos vendo e a inércia do Congresso com este estado de coisas, certamente, não representam a Carta Política promulgada em 1988, mas o total desrespeito aos seus ditames.

 

Edmundo César Ribeiro Siqueira ecesarsiqueira@gmail.com

Aracaju

 

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SAUDOSISMO DA DITADURA

 

O artigo do general Rômulo Bini Pereira é um monumento de subestima às pessoas lúcidas deste país. O “Estadão”, que publicava receitas de bolo durante a ditadura, deveria, se quisesse recordar a época, lembrar dos torturados pela farda, que pelo desrespeito aos elementares direitos humanos infligiam castigos cruéis nas pessoas, quando não as matavam. Ao invés de abrir seu artigo com Osório, deveria utilizar grandes humanistas que o mundo produziu ao longo da História. É tão desabrido o saudosismo da ditadura que este cidadão alinhava críticas à oposição brasileira omitindo que a direita na Câmara federal elegeu este Eduardo Cunha para presidir a Casa, nomeou, lá atrás, um Marin para governar o Estado mais avançado da Federação, etc., etc., etc, além de suprimir eleição direta por vários lustros. Foi tanta ignomínia praticada pelo regime militar que abundam livros e mais livros sobre esses pretensos donos da verdade. Haja Deus!

 

Benedito Antonio Dias da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br

São Paulo

 

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O ALERTA ESTÁ DADO

 

As mentiras deslavadas, as chicanas, a autenticidade gritante das delações premiadas, o circo de horrores da Câmara e do Senado, o cinismo dos investigados, a hipocrisia dos governantes, a saga ardilosa do sindicalismo estatal-petroleiros, os donos da Petrobras, a blindagem até agora funcionando do ex-presidente e dos seus amigos, o aparelhamento criminoso pelo PT em todas as esferas administrativas do País, o tráfico de influência nos Três Poderes da República, o nepotismo e a prevaricação, a derrubada da indústria nacional, o desemprego assustador, a inadimplência que leva à sobrevivência momentânea, enfim, outros tantos fatos no dia a dia do nosso país nos levam a raciocinar com um mínimo de inteligência, que ainda se presume que tenhamos, como pode alguém ainda aprovar o modo PT de governar? É inimaginável. Mas luzes se apresentam num horizonte, não muito distante, com o “Alertar é preciso!” do general Rômulo Bini Pereira (8/11, A2). O alerta está dado. Que os responsáveis pela situação difícil que passa nosso país tenham um pouco de juízo, o que ainda lhes restar, e ajam na correção ainda possível da crise das crises.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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CONTRAPONTO

 

Após ler o “Estadão” de domingo e ver a que ponto o Brasil chegou, com seus governantes corruptos, ladrões e completamente amorais, sentimo-nos completamente desesperados. Mas, na página A2, ao ler o artigo do general Rômulo Bini Pereira, temos um resto de esperança, sabemos que, se a situação chegar ao extremo, ainda existem no País homens capazes de salvar a Pátria.

 

Sergio Pedreira de Freitas serpedreira@terra.com.br 

Arceburgo (MG)

 

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RELEVÂNCIA

 

O texto de autoria de Rômulo Bini Pereira, general de Exército, publicado no dia 8/11, é de suma relevância, em face do momento crítico que atravessa o nosso país. A linguagem bem calibrada expressa que devemos estar atentos, vigilantes com o futuro da Nação. Completamos esse entendimento com o lema do nosso Pavilhão Nacional: Ordem e Progresso. O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim.

 

Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br

Marília

 

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DESOBEDIÊNCIA

 

O texto do general de Exército R/1 Rômulo Bini Pereira é, para dizer o mínimo, um ato de absoluta desobediência na hierarquia militar. Há poucos dias, em edição do “Estadão”, o general-comandante do Exército brasileiro, Eduardo Villas Bôas (2/11/2015, A6), afirmou categoricamente que só ele pode falar sobre questões institucionais. O que está querendo este general R/1 com seu texto? Tumultuar a tropa? Manifestar apoio ao general Mourão, punido por haver dito o que não devia? Quem deveria alertar o general Rômulo é sua própria consciência, que não está vendo as crises por que estamos passando e suportando, exatamente pela consolidação de nossas instituições. Jamais imaginei, do alto dos meus 74 anos de idade, ter de “enquadrar” um servidor público militar, cujo soldo tem a minha contribuição.

 

Nicanor Amaro da Silva Neto nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

 

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HONRA

 

Li e reli um artigo “Alertar é preciso!”. Pelo que li, o general Rômulo Bini Pereira demonstra ser um valoroso militar que honra a Constituição, a farda e as Forças Armadas. Saiba que, com certeza, é o que a metade desta nação gostaria de dizer. É de militares assim que o Brasil precisa. Cumprimento também a Polícia Federal, promotores e juízes que estão colocando ordem neste Brasil.

 

Walter Augusto Pinheiro aeromedico@aeromedico.com.br

São Paulo

 

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PAÍS SEM REFERÊNCIAS

 

O artigo do general Rômulo Bini Pereira me deixa esperançoso e mais tranquilo. Regimes espúrios não se instalarão facilmente no nosso Brasil. Considero as Forças Armadas uma (ou três) das poucas instituições brasileiras coesas, confiáveis, organizadas, eficientes, etc. Vou procurar saber do que tratam os artigos 136, 137 e 142 da Carta Magna. Atualmente, aqui, no Brasil, me sinto como se residisse num ambiente sem gravidade e sem referências físicas, éticas ou morais. Estamos no ano de 2015 e ainda não soube da existência de uma estrutura eficiente, metódica para diagnosticar o que realmente há conosco, e assim poder planejar as ações necessárias para um futuro feliz.

 

Silvio Ferreira Rangel silviofrangel@yahoo.com.br

Jarinu

 

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ANÁLISE REALISTA

 

Maravilhoso o artigo do general Rômulo Bini Pereira, uma análise realista sobre os esquerdopatas que estão, infelizmente, governando o nosso país. É necessário que a população brasileira tome consciência para que o nosso país não se torne mais uma república bolivariana.

 

Martha Pinho mampinho@icloud.com

São Paulo

 

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ALERTA

 

Muito, muito bom o artigo “Alertar é preciso!”, do general Rômulo Bini Pereira.

 

Hildegard Arnulphy arnulphy@escolaaed.com.br

São Paulo

 

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‘ALERTAR É PRECISO!’

 

Cumprimento o “Estadão” (apesar da censura) por publicar os esclarecimentos de militares que auxiliam a duras penas na manutenção do Estado Democrático de Direito. Artigo 142 da Constituição federal já! Em três meses teremos novas eleições no 2.º governo militar (sem urnas eletrônicas). Para presidente, Eduardo Villas Bôas é moderado e um bom nome. Para chefe da Casa Civil, outro moderado Rômulo Bini Pereira. Para ministro da Defesa, sugiro o nome do general Antonio Hamilton Martins Mourão.

 

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

 

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O QUE DIZ O COMANDANTE DO EXÉRCITO

 

Bastante interessante e significativa a entrevista dada ao “Estadão” pelo general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, especialmente nas partes em que assevera que as instituições estão em pleno funcionamento e que o Exército somente poderá intervir nos termos e nos limites de nossa Constituição. Certamente que a crise social, agravando-se, poderá levar o povo a condutas violentas, gerando um grande problema social, podendo, então, haver a intervenção do Exército. De outro lado, foi bem claro ao afirmar que quem fala em nome da força institucionalmente é o comandante. A nós, civis, cabe aguardar o andar da carruagem, relembrando que a ética está sendo agredida diuturnamente neste país e a corrupção sendo exercitada com uma intensidade nunca vista.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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TAL QUAL CEGO EM TIROTEIO

 

Estarrecedora é a situação atual do nosso país. Ao contrário do que disse o digníssimo comandante do Exército brasileiro, as instituições do País deixam muito a desejar ante a necessidade suprema de fazer frente aos desmandos e desatinos promovidos pelos órgãos oficiais dos três entes federados, bem como a nata do empresariado, mormente as grandes empreiteiras – entre elas a mais poderosa de toda a América Latina (Odebrecht). Para não dizer que estamos no marco zero como um país sério, existem algumas poucas ilhas de moralidade – menção honrosa para o juiz federal Sérgio Moro e sua equipe, como também para órgãos do Ministério Público Federal e Polícia Federal – neste mar de lama em que o País se encontra, porém até quando essas ilhas resistirão a uma provável submersão? Certamente, alguns caros leitores perguntarão o porquê da não inclusão do organismo maior do Judiciário da República nesse diminuto arquipélago. Este que vos fala lhes responderia com uma pergunta: tem como esperar ações exemplares desses magistrados escolhidos (indicados) e aprovados pelas excelências do Executivo e do Senado Federal, respectivamente? Tal procedimento está previsto na nossa Constituição, mas num Estado que “funciona” à mercê do “tomaladacadismo”, isso jamais funcionará a contento, para maior infelicidade da nossa nação, que está tão estarrecida quanto cego em tiroteio, a despeito da altíssima carga tributária que lhe é imposta e que mal serve para o custeio de uma dinossáurica máquina pública. Triste Brasil!

 

Emmanoel Agostinho de Oliveira eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

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