Fórum dos leitores

PANORAMA BRASILEIRO

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2015 | 02h52

Desolação

Cenários diários: o processo sacarrolhas talvez mostre o verdadeiro rombo da Petrobrás; preocupada com o lamaçal (não o do seu governo), Dilma Rousseff visita o local da tragédia em Minas Gerais só após uma semana; sem dinheiro, o governo federal busca de todas as formas – legais e ilegais – fazer caixa, com o aumento de combustíveis e “repatriação” de dinheiro sujo; o País está paralisado pelo conflito de interesses dos diversos governantes: o ET de São Bernardo, com evidentes sinais de esquizofrenia, atropela madama, que tem evidentes sinais de oligofrenia, ambos encurralantes e encurralados por Eduardo Cunha, este com evidentes sinais de “espertofrenia”, todos com o mesmo objetivo de não arredar pé de onde estão. O destaque vai para o partido em que votamos por 20 anos e só agora – ou porque ele não se mostrava ou porque não queríamos ver – está revelando ser tão ou mais oportunista que todos os outros nesse angu de caroço que é o ajuntamento de tantos partidos inúteis e vorazes: para oficializar a lavagem de dinheiro sujo o PSDB introduziu no projeto de repatriação um destaque que proíbe o seu uso por detentores de mandato eletivo e seus familiares. Ô, meu, nós sabemos que a maior parte dessas contas no exterior está em nome de laranjas! O que vocês fizeram foi dar um presentão de Natal ao crime organizado! Então, a solução para o Brasil não é trocar o Levy pelo Meirelles, mas trocar todas essas excelências, de cima a baixo, em novas eleições, diminuir drasticamente o número de ministérios, cargos comissionados, cargos de confiança, sindicalistas e apaniguados em geral, que consomem muito e nada produzem. E, de quebra, “repatriar” o dinheiro do BNDES que foi doado com o perdão de dívidas e para obras em outros países!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Lei da repatriação

O Congresso e o Executivo acharam finalmente uma forma de acabar com a Operação Lava Jato. Com a “repatriação” do dinheiro, grande parte dos políticos corruptos e outros se beneficiarão dessa anistia, ficando impunes. Aos cidadãos honestos só resta pagar impostos sem reclamar e sem perdão.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

Bandalheira compensa

A repatriação de recursos aprovada pela Câmara tem a cara desta safra de políticos. Parece que eles serão os mais beneficiados, para poderem trazer dinheiro ilícito do exterior. De fato, um castigo para os que ainda acreditam num Brasil honesto.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Ainda a cartilha

Deixa ver se eu entendi. O PT lançou um documento em sua autodefesa que atribui aos inimigos e adversários da legenda tudo o que vem acontecendo com o partido. Nega o mensalão, o petrolão, critica a Lava Jato, a oposição, a Polícia Federal, o STF, o juiz Sergio Moro – todos querem acabar com o PT... O documento é assinado pelo presidente do PT, sr. Rui Falcão. Mas o mesmo Rui Falcão pediu que o segundo maior expoente do PT, o sr. José Dirceu, deixe o partido, ele que está preso, condenado primeiramente no mensalão e agora acusado no petrolão. Então, quer dizer que pelo menos no caso do José Dirceu o sr. Rui Falcão admite que o mensalão existiu, que o petrolão existe, que a oposição, a Polícia Federal, o STF, Sergio Moro, todos estão certos. Agora eu entendi.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Arreganhos

Os magistrados Gilmar Mendes, ministro do STF, e Sergio Moro, juiz federal em Curitiba, deveriam processar por calúnia os próceres do PT, arreganhados no desespero (Estado, 12/11, A3), o que lhes daria a oportunidade de alegar e comprovar que não praticaram os crimes que lhes são atribuídos, em exceção da verdade. Não o fazendo, responderiam por lesão à honra alheia, no que são mestres desde o nascimento do partido. Assim apreenderiam que não são crimes somente a corrupção e a concussão, mas também abrir a matraca sempre que pilhados em suas falcatruas.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Tiro no pé

O ataque a autoridades na cartilha do PT, ao contrário do que literalmente possa parecer, nada mais é do que uma justa homenagem aos que estão cumprindo suas obrigações legais.

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Conteúdo indigesto

A cartilha Em defesa do PT, da verdade e da democracia é igual à propaganda de uma famosa rede de fast food americana: é linda de ver, mas o produto em si faz um mal desgraçado.

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@outlook.com

Araçatuba

O PT não vai acabar

O partido dos verdadeiros trabalhadores que movem o Brasil não vai acabar. Vai acabar, sim, o Partido da Tramoia, Partido dos Trambiqueiros. Este é cheio de artimanhas, é só lero-lero para enrolar o povão. Seus membros posam de “heróis”, como se tivessem uma admirável folha de serviços prestados ao Brasil. “Venderam” seu programa e suas antigas bandeiras; protegendo corruptos, abafando escândalos e se aliando ao que há de pior na política, zombam de nós e da ética. Utilizam todos os meios e instrumentos possíveis para desgastar quem estiver no seu caminho “atrapalhando” seus interesses eleitoreiros. O maior objetivo delles, que têm como chefe a raposa barbuda, é angariar recursos (dinheiro grande) com a finalidade de enriquecer certos dirigentes e permanecerem no poder. Até agora só produziram estragos onde puseram a mão: há uma crescente destruição do Estado brasileiro, apenas exemplos de má gestão. Nunca vi o Brasil assim, é só remendo, quebra-galho. Esse é o padrão dos petralhas de governar. Não fizeram nenhuma reforma estrutural – algo que tenha significado, que se possa dizer que tem a assinatura do PT. Nunca na História deste país se viu tanta exposição de péssimos costumes. É preciso desmistificar esse engano populista, não dar crédito às falácias do chefão, cujo prazo de validade já venceu, pois se revelou o que de pior pode existir para o Brasil. É hora de pôr ordem na casa, chega de tantas mentiras, insolências, ameaças, má gestão, corrupção, menosprezo a regras e valores. E pôr o governo nas mãos de quem sabe governar, tirar o ódio do caminho, estimular e prestigiar a cidadania. O Brasil tem de ser para todos.

JOÃO BATISTA TAVARES DA SILVA

perestavares@yahoo.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CORPO FORA

 

É muita coincidência! Por causa da catástrofe em Mariana (MG), Dilma Rousseff esteve em Governador Valadares (MG). No mesmo dia, pesadas máquinas municipais paralisaram uma ferrovia da Vale em protesto contra a falta de água na região, como se a mineradora fosse a única culpada pela tragédia do rompimento das barragens da Samarco. Além da mineradora Samarco, se quisermos apontar culpados, estes seriam Fernando Pimentel (PT-MG), governador mineiro, e Dilma Rousseff, presidente da República. Em Minas, são apenas quatro funcionários para monitorar 734 barragens, enquanto, em Brasília, há 130 mil funcionários comissionados apaniguados. Pobre Vale. Além do prejuízo, sem ressarcimento, com a paralisação, levará a pecha de culpada pelo desastre, enquanto Pimentel e Dilma tiram o corpo fora, como se não fossem corresponsáveis.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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VISITA A MARIANA (MG)

 

A presidente Dilma Rousseff demorou uma semana para se sensibilizar e visitar o local da desgraça acontecida em Mariana (MG). E foi com todo um aparato de propaganda por trás. A “presidenta gerenta incompetenta” Dilma bem que poderia usar toda aquela lama para apagar os incêndios em seu desgoverno. A começar pelas mentiras.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br   

São Paulo

 

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SÓ AGORA?

 

Parece até pouco-caso, mas a agora “fiscal do Ibama” apareceu com só uma semana de atraso.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

São Paulo

 

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A MULTA

 

Passados vários dias da tragédia, aparece a presidente Dilma no local e anuncia uma multa milionária à mineradora. Será essa multa dividida entre as famílias vitimadas? Entre as cidades ocupadas pela lama e sem água? Ou será abocanhada pelo governo mau gastador? Temo por isso, pois em breve virão as chuvas de verão, o Natal e tudo será devidamente esquecido.

 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

 

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DINHEIRO DE PINGA

 

A multa que a presidente Dilma Rousseff aplicou à Samarco por violar a legislação ambiental foi irrisória: R$ 250 milhões. Não dará para pagar os prejuízos provocados pelo rompimento das barragens em Mariana e indenizar as famílias das vítimas. Como diria Lula, “dinheiro de pinga”.

 

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

 

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PROMESSA É DÍVIDA

 

Depois que a lama virou pedra e o mandacaru secou, a presidente se digna a sobrevoar a região do desastre ambiental. No protocolar gesto de solidariedade, Dilma afirmou que fará “o possível e o impossível” para salvar o Rio Doce (“Estadão”, 13/11, A14). A pergunta é esta: antes ou depois da transposição do São Francisco?

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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DESASTRE AMBIENTAL

 

Pelo visto, a concessão para a construção das duas barragens pela Samarco, depois do desastre ambiental causado ao município de Mariana (MG) e ao distrito de Bento Rodrigues (MG), que foram destruídos, estava irregular. É chegada a hora de encontrar os culpados pelos mortos, embora ainda haja diversos desaparecidos. Agora, o Ministério Público vai investigar as causas do desastre ambiental. Durante a obra, quem deveria fiscalizá-la? Devem começar a partir da “negociação” da construção das barragens. Será que utilizaram o estilo de “propinas”? Se positivo, a empresa vencedora Samarco tirou a diferença na economia dos materiais... Tudo é possível. Todas as obras públicas são “negociadas” de$$a forma. Só nos resta aguardar a acomodação dos que perderam tudo, que com certeza já enterraram os seus mortos. Vamos ficar esperando sentados os laudos periciais, que demoooram. Depois da tragédia, o governo de Minas Gerais embargou a obra da Samarco em Mariana. Que rápido! Os prejuízos são incalculáveis, e vai ficar por isso mesmo? 

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br    

São Paulo

 

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DESASTRES ANUNCIADOS

 

Para não passar em branco este ano, mais uma tragédia anunciada aconteceu. Desta vez foi o rompimento das duas barragens de armazenamento de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (MG). Desespero, mortes e estragos ambientais sem precedentes foram o resultado. Como de costume, depois da catástrofe instalada, o governo federal promete mundos e fundos para a solução do problema, porém o dinheiro demora a chegar, se é que chega. Aí é tarde, e quem não tinha quase nada perdeu tudo. Passado o momento de comoção, os políticos protelam a solução para o ano seguinte. Então o povo ribeirinho, das encostas, dos penhascos e vales fica na dependência de buzinas e sirenes arcaicas, quando tocam avisando que o morro vem abaixo. Como em desgraças anteriores, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou a região destruída pela lama e repetiu a mesma história, anunciando multa de R$ 250 milhões aos responsáveis pelo caos. O dinheiro da multa não trará de volta as vidas ceifadas, com certeza, mas os políticos irão continuar a tripudiar sobre os desafortunados e a incúria e a incompetência, marcas registradas deste governo, provocarão novas desgraças.

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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MARIANA E BRASÍLIA ENLAMEADAS

 

Causa espécie ver a atitude do governo petista diante da tragédia que se abateu sobre o município de Mariana, cidade histórica de Minas Gerais, atingindo de forma mais violenta os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, e já ameaçando localidades em Estado vizinhos. Diante de todo este sofrimento mostrado diariamente na TV, observa-se que em Brasília nem parece que aquele Estado é uma unidade da Federação. Só se pensa em ajuste fiscal, imposto do cheque, barrar o impeachment e nada de ajuda positiva para aquele povo desesperado que perdeu familiares e tudo o que havia conseguido durante toda a vida e que, sem perspectiva alguma, terá de começar tudo do zero. De fato, este governo não nos pertence. Vade retro!

 

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com  

Vassouras (RJ)

 

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LAMA PURA

 

Sem barragens rompidas, PT, PMDB e anexos fizeram de Brasília um mar de lama.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL EM CRISE

 

Esta semana Lula aconselhou o povo a não acreditar na imprensa. Ora essa, se não fosse o trabalho da imprensa divulgando dia e noite as falcatruas do PT, ninguém saberia de nada. Ainda bem que temos um juiz, Sergio Moro, e um Ministério Público Federal no Paraná atentos aos movimentos de corrupção jamais vistos neste país. Bem faria a imprensa se ignorasse as bobagens que Lula diz. O ex-presidente vem pavimentando seu plano para derrubar o ministro Joaquim Levy e levar Henrique Meirelles para a Fazenda. Meirelles só vai se for com a porteira fechada, ou seja, trocaria toda a equipe econômica, mas Dilma, que ainda tem a caneta nas mãos, não gosta de Meirelles. Todos os brasileiros sentiram na pele o fracasso da economia protagonizado por Guido Mantega e sua equipe. Nos quatro anos do governo Dilma, Lula nada disse sobre a economia abjeta imposta aos brasileiros. Agora, que a casa caiu e que os delitos estão vindo à tona, Lula sai em defesa da troca de Levy pensando em recuperar a sua credibilidade, já tão arranhada, e sua moral abaixo de zero. Basta de enganação e de nos fazer de trouxas. Estamos pagando caro por todo este imbróglio econômico e este estelionato eleitoral. Carecemos de homens com H maiúsculo, que queiram tirar o Brasil desta enrascada e recolocá-lo nos trilhos. 2015 está indo embora e, com ele, a esperança do povo brasileiro. Lamentável. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MEDIDA PROVISÓRIA

 

Atenção, imprensa livre, a qualquer momento poderá ser editada uma medida provisória, a exemplo do que aconteceu com os caminhoneiros em greve, proibindo falar mal do governo Dilma, além de multa.

 

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 

São Paulo

 

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COERÊNCIA PETISTA

 

Certas coisas só o PT pode fazer mesmo. Para os amigos, a lei; para os inimigos, nada além da lei. Soa estranho? Não a uma sociedade tão calejada pelos erros semânticos de uma presidente cuja única aspiração é a de demonstrar que ainda manda em alguma coisa. Ao impor uma multa de R$ 5.700 aos caminhoneiros grevistas (violando o direito de greve estabelecido pela Constituição), o governo deixou evidente o que pensa das manifestações sociais. A gasta reposta de “golpe” aos protestos em favor do impeachment ganhou um aditivo: o quesito econômico. Quando a crise é braba, a solução é inovar. Qualquer multa que possa dar uma contribuição ao Tesouro é bem-vinda... Mas e quanto às invasões, truculência, destruição do patrimônio público e violação do direito à propriedade privada? Por que não taxar MST, MTST, black blocs e outros agrupamentos de extremistas? Ora, não faz sentido o governo multar quem é patrocinado por ele próprio. Não é que desta vez foram coerentes?

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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O GOVERNO E OS PROTESTOS

 

Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Governo determinou que se usasse a força, se fosse necessário, para liberar as rodovias interditadas pelos caminhoneiros. Será esta a mesma postura quando das invasões do MST, MTST e de tantos outros movimentos ditos “sociais” que também impedem o direito de ir e vir? Afinal, todos são iguais perante a lei. Ou será que para o PT isso não vale?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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AMEAÇAS

 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ameaçou os caminhoneiros em greve advertindo que, se interditassem as estradas, sofreriam multas de R$ 1.915,00. Esquece o ministro que jamais vimos serem multados os tais “movimentos sociais” que não só obstruem estradas colocando fogo em pneus, como carregam armas brancas e causam muitas vezes prejuízos aos donos de propriedades rurais, utilizando violência. Quer dizer que “eles” podem? Dois pesos e duas medidas, senhor ministro? Os caminhoneiros estão nas estradas e têm, sim, o objetivo comum a todos os quase 90% dos brasileiros que desaprovam este desgoverno que se reelegeu com uma enorme farsa, causando recessão e gerando um número enorme de desempregados. Chega de farsa, o povo não aguenta mais as distorções que vêm de cima.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, usa de dois pesos e duas medidas ao decretar multas e punições aos condutores de caminhões que bloqueara estradas. Os bloqueios, sabe ele muito bem, nada têm de políticos, mas têm que ver com um descontentamento geral com a corrupção e a incompetência do governo do qual ele faz parte. A aplicar a mesma punição para os mesmos pecados, deveria ele também multar os movimentos ditos sociais que param cidades em plenas sextas-feiras, nos horários mais dolorosos para a população ordeira. Quando não, bloqueiam estradas, invadem propriedades alheias e fazem muitas outras badernas que estamos fartos de ver e de ouvir. No entanto, recebem benesses do governo, tais como cestas básicas, verbas a fundo perdido e tapinhas nas costas.

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

 

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CRIME

 

O governo endureceu com os caminheiros estabelecendo multas altas. A presidente Dilma disse que privar uma cidade de abastecimento é crime. Pena que não pensa assim com relação ao MST.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A CASA CAIU

 

A bancada do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está dividida. Depois das descobertas de alguns procedimentos adotados por ele nas relações financeiras internacionais, parece que a casa caiu. E o mais curioso é que não há unanimidade entre os oposicionistas, que faziam acordos visando a conseguir que ele pautasse o processo de impeachment da presidente Dilma. E agora, como fica a situação destes conchavistas?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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CUNHADAS

 

Pelo andar da carruagem, pelas negociatas com pessoas já falecidas e até mesmo o uso de senha com o nome da própria mãe, será que as “49 carimbadas africanas” no passaporte para vender carne enlatada na década de 80 são verdadeiras?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PIADA

 

O deputado Eduardo Cunha ficou indignado com a revelação da senha de suas contas na Suíça. Afinal, além de ser o nome de sua mãe, deveria ser sigiloso. Deve recorrer, ha, ha, ha...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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BOI DE PIRANHA

 

O deputado Eduardo Cunha está sendo utilizado pelo governo como boi de piranha: enquanto todos desviam sua atenção para as fanfarrices deste camarada, a sra. Dilma continua seu desfile de incompetência.

 

Joao Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo                                                             

 

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JOGUETE DE POLITICALHA

 

Está, na atualidade, o povo deste país servindo de joguete da politicalha deslavada praticada na Câmara dos Deputados – e com as mãos longas do Planalto. Existe um pedido de impeachment, com a assinatura dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, esperando o andamento que se efetivará por obra e graça de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Entretanto, o cidadão, em vias de ser julgado pela Comissão de Ética da Câmara, faz o jogo que lhe interessa para permanecer no poder, deixando de lado as conveniências do povo brasileiro. E, com tais manobras, idas e voltas, apoios e retirada deles, o país continua parado, as empresas, quebrando, e o lulopetismo rindo, porque só o MST e os índios podem fazer movimentos agressivos de invasão de próprios públicos e até do Planalto. Enfim, a política deste país chegou ao auge da inconsequência e da baderna, interessante para alguns.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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A PIZZA DE CUNHA

 

A maioria dos nossos nobres parlamentares adora uma pizza. Não é crime, pois gosto não se discute!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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APOIO PERDIDO

 

Eduardo Cunha que se segure no pincel, porque o PSDB já retirou sua escada.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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SEM RODEIOS

 

A bem da verdade, o PSDB somente “desceu do muro” no caso Eduardo Cunha após a mídia informar com letras garrafais que o dito partido não se decidia em relação ao caso acima dito. No fundo, no fundo, o PSDB não queria declarar isso, ou seja, estava mais para Paulinho da Força Sindical, que ao menos teve a cara de pau de dizer que com Cunha lá, onde está, se tem a chance de de fato iniciar o processo de impedimento de Dilma Rousseff. Ao menos Paulinho, no que pese a cara de pau, falou e disse, sem maiores rodeios.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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DEFENSOR DE CUNHA

 

O deputado Paulo Pereira Silva, o Paulinho da Força, foi oficializado como titular do Conselho de Ética da Câmara federal. Conselho de quê?

 

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

 

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BENGALADA

 

O senador José Serra, no artigo “Bengalada no bom senso” (12/11, A2), refere-se a esforços frenéticos da presidente Dilma para evitar o impeachment. Isso faz lembrar o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso e os esforços também frenéticos em sua agenda central de obter um segundo mandato. Reeleito, perdeu o “gerentão” Serjão e seu governo ficou sem rumo, capitalizando os louros do Plano Real, que ele já encontrou pronto e acabado quando o Ministério da Fazenda caiu em seu colo, por escolha de que mais tarde Itamar Franco se arrependeria. Vale, aqui, o ditado: “Macaco, olha o seu rabo”.

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

 

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OPOSIÇÃO E INCOMPETÊNCIA

 

Gosto de Fernando Henrique Cardoso. É uma pessoa séria e comprometida com o País. Coordenou a equipe que construiu o Plano Real. Sob seu comando, foram feitas inúmeras modificações (modernizações) da esdrúxula legislação brasileira. Tenho o maior respeito por ele. E, ainda, é a única “cabeça pensante” deste país – ressalvadas suas posições “acadêmicas”. E o “resto” do PSDB? Não passa de um aglomerado de oportunistas de plantão (que não chega aos pés da bandidagem do PT), mas está aí. Votaram contra posições históricas do partido, apenas para ser “contra”. E não por causa de suas convicções. Quem é Aécio Neves? Inexpressivo! Quem é Geraldo Alckmin? Uma pessoa rancorosa. Quem é José Serra? Um indeciso, que não sabe para que lado vai. Quem são os outros? Que outros? Se o PT é um bando de ladrões e bandidos, o PSDB consegue amealhar um bando de incompetentes. É triste. Mas a oposição está na mão destes incompetentes.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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CADA VEZ MAIS DIFÍCIL

 

A oposição ao governo se omite dormindo o sono tranquilo dos que estão garantidos com sua polpuda remuneração, vantajosas benesses e “imexíveis” direitos adquiridos (ou serão abusivos?).  O governo, sonhando com glórias pseudoideológicas, se agarra ao poder, articulando desesperadamente com deuses e demônios, para manter o controle das bocas, boquinhas e fontes de rendas, lícitas ou não, que garantam seu projeto de domínio comuno-bolivariano. E o resto da população, que trabalha e sustenta tudo com pesados impostos, assiste estupefata a este trágico drama, sofrendo o pesadelo de um futuro incerto para si, seus filhos e netos.   Quando será que acordaremos para uma vida mais justa, honesta e melhor? Com a oposição que temos atualmente, fica cada vez mais difícil.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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O QUE FAZER?

 

Oposição? O que é isso? Desde que o PT assumiu o governo federal, o Brasil não sabe mais o que é oposição. Os líderes do PSDB estão apáticos diante da crise econômica e da crise política que destroem o nosso país, não sei se por incompetência ou por também terem o “rabo preso” e o “telhado de vidro”. Por isso, não adianta a mídia noticiar os fatos nem a população ir para as ruas se manifestar, devemos apenas nos conformar com pagar mais impostos. Feliz daquele que pode fazer as malas e ir embora desta republiqueta de bananas.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PESADELO DOS ELEITORES

 

Entre outras atitudes curiosas de nossa oposição, para dizer o mínimo, é que, na expectativa de elevar o nível dos parlamentares em Brasília, a título de exemplo, dois candidatos tiveram expressivas votações para lá atuarem e, sem a menor cerimônia, imediatamente assumiram duas secretarias no governo do Estado de São Paulo. Ambos do PSDB. Lamentável!

 

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2012@gmail.com

São Paulo

 

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INAÇÃO É TRAIÇÃO

 

Onde está a oposição? Dormindo em berço esplêndido? Acovardada? É difícil de entender o que acontece com os partidos da oposição e com seu líder mais visível, Aécio Neves, que teve mais de 51 milhões de votos de brasileiros que queriam, em 2014, e continuem querendo o fim disso tudo que está aí. E o que faz? Esconde-se? Finge-se de morto? Se 10% das falcatruas já denunciadas nestes 13 anos de poder petista tivessem acontecido durante o governo FHC, o PT estridentemente estaria movimentando as ruas, pedindo o impeachment de FHC. Aliás, basta lembrar o “Fora FHC”. Eu, como milhões de brasileiros, estou farto de tanta corrupção, roubalheira, aparelhamento do Estado e da enorme incompetência temperada com preconceitos ideológicos que tornam as decisões de Estado uma opção preferencial pela pior decisão possível. Mas queremos tais mudanças dentro das regras democráticas, sem quebra institucional. E elas são possíveis desde que a oposição honre os milhões de votos recebidos. Chega! A inação da oposição é uma traição à democracia brasileira.

 

Wagner Andrade wagner.andrades@hotmail.com

São Paulo

 

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MICROCEFALIA

 

O “Estado” noticiou a intervenção imediata do Ministério da Saúde para conter o alto número de casos de microcefalia no Nordeste, que chega a mais de cem. Mas, em Brasília, há anos, há milhares de casos dessa deficiência e o Ministério da Saúde nunca tomou providências.

 

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

 

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CÉREBRO POUCO DESENVOLVIDO

 

Parece que, apesar de os casos de microcefalia estarem presentes em Pernambuco, o foco principal foi identificado como vindo de Brasília.

 

Rua Antonio Pinhata Harry@Citratus.com.br

Vinhedo

 

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MEDICAMENTO ANTICÂNCER

 

Irreprochável a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo ao cassar as liminares que autorizaram o uso da substância fosfoetalonamina para combater o câncer, considerada sua imaturidade científica. Eventuais efeitos colaterais graves seriam desastrosos num país de estrutura de saúde esquálida, como o Brasil. Experiências com medicamentos novos só devem ter lugar em países como a Inglaterra, em que sempre é possível retroagir, repor situações precárias que se tornaram ainda mais trágicas com a precipitação no uso de novos fármacos.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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ORÇAMENTO DA USP

 

A crise na Universidade de São Paulo (USP) está se agravando com as posturas do próprio reitor. Ao impedir que novas crianças fossem admitidas nas creches em 2015, Zago já gastou até novembro estimados R$ 304.220. Como quatro das creches têm condições de receber imediatamente 89 novas crianças, sendo 40% filhos de funcionários e 20% filhos de docentes, 60% dessas 89 vagas seriam preenchidas por quem tem direito ao auxílio, ou 53. Se multiplicarmos esse número por R$ 574, o valor do auxílio-creche que vem sendo pago, temos R$ 30.422 gastos pela USP por mês desnecessariamente. Sem contar funcionários ociosos, equipamentos e materiais sem uso. Uma aula de desperdício.

 

Isabelle Christine Somma de Castro isasomma@uol.com.br

São Paulo

 

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REORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS PAULISTAS

 

Não consigo ficar sem me manifestar a respeito do corte de gastos que o governo de São Paulo planeja fazer com a educação e insiste em dar-lhe o nome de “reorganização do ensino”. Sempre estudei na rede estadual e lembro que, em 1999, foi feito algo parecido. A escola em que eu estudava tinha os três ciclos e deixou de ter o ciclo I (anos iniciais). Desde então, existem várias escolas de ciclo I e algumas apenas com ensino médio. Na minha região (zona leste, d.e. Leste 4), por exemplo, as escolas E.E. Olga Marinovic, E.E. A. Hebraica, E.E. Menotti Del Picchia (ciclo I) e E.E. José Pereira de Queiroz (ensino médio), por alguns anos, já oferecem apenas ciclo único. Mas a pergunta que surge é: existe melhora comprovada no ensino para as unidades com único segmento? A resposta é não. A comparação entre escolas particulares é gritante. Tenho uma sobrinha que cursou o 2.º ano em escola particular, este ano cursa o 3.º ano no Estado e tem a sensação de já ter estudado tudo o que está vendo. Para uma criança de nove anos ter essa sensação, é a prova de que não existe essa qualidade ou, então, um padrão que o governo diz existir nas escolas com um único ciclo. Aliás, qualidade de ensino não pode estar relacionada a escolas de ciclo único. O que dizer das grandes redes de escolas particulares no Estado e no Brasil com qualidade e referência? Colégios como Etapa, Objetivo, Bandeirantes, Grupo Marista, Cabrini e outros são colégios ruins? Claro que não. A ideia de dividir escolas em ciclos é exclusiva do governo estadual e começou 18 anos atrás e não é de hoje que se entende que a principal finalidade é o corte de gastos, e não um melhor investimento nas unidades. Basta visualizar a parte física dos prédios, com o mesmo verdinho encardido e rosinha desbotado, o matagal que às vezes alcança a altura dos muros, as depredações de mesas e cadeiras, portas e janelas, as pichações, sem falar na violência dentro e ao redor das escolas, no uso de drogas, que põe professores e funcionários numa condição difícil de trabalho. Se jornais interessados realizassem um documentário com algumas escolas do Estado, incluindo aquelas que já são de um ciclo, poderiam constatar a “qualidade” existente. Quem vos escreve é alguém que estudou apenas em escolas do Estado e já presenciou diversas situações com as características listadas acima e que, mesmo depois de concluir os estudos, continua ouvindo relatos, agora piores, como as agressões a funcionários e a professores. Não deveriam existir parâmetros de comparação entre escolas particulares e públicas, como existem em São Paulo. Deveria apenas ser uma opção. Quem pode pagar e quem não pode. Assim, todos nós, nossos filhos e netos teriam o que é de direito a todos: livre acesso à educação de qualidade. A qualidade não precisava ser um diferencial tão grande. O governo limita-se a oferecer apenas o básico. Prédios feios que só não são mais feios por causa da dedicação das equipes gestoras. O governo acabou até com a identidade visual das escolas. Tempos atrás, as escolas eram conhecidas pelo brasão ou emblema nos uniformes. Hoje, poucas ainda tentam manter isso. Então o que é que está faltando nas escolas, investimento real ou brincar de remanejar alunos? Rejeição a esta “reorganização” não é conservadorismo, não, ilustríssimo senhor governador. Seu governo oferece apenas o básico. Sendo assim, as pessoas se agarram neste básico por anos, como um náufrago se agarra fortemente a uma boia para não se afogar num mar revolto. E, de repente, querem tirar isso de um dia para o outro, alegando ter salas ociosas. E quer que as pessoas agradeçam por isso? Quando é que um governo vai olhar para a educação como item de primeira necessidade da Nação, e não simplesmente como gasto?

 

Carlos Henrique Oliveira henrique.olyveira@hotmail.com

São Paulo

 

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CONTENÇÃO DE DESPESAS

 

O governador Geraldo Alckmin, numa decisão monocrática, alegando a reestruturação na rede de ensino estadual, num total desrespeito ao ensino público, superlotando as classes com prejuízo pedagógico imensurável aos alunos, nada mais pretende do que conter as despesas com professores.  Como se não bastasse, o governador, se escondendo atrás dos cassetetes da Polícia Militar, utilizando ainda spray de pimenta, manda esvaziar mais uma escola de tradição em São Paulo, a Escola Fernão Dias Paes. Não se esqueça, governador, de que a educação de um povo começa com a criança nos bancos escolares.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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GERALDO ALCKMIN E A BOIADA PETISTA

 

Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp, está conseguindo mobilizar estudantes para que invadam escolas para protestar contra o plano de reorganização escolar do governo Alckmin. Até sexta-feira já eram oito as escolas invadidas. O plano de reorganização é bom e sabe disso quem se interessa em acessar o site da Secretaria de Educação para se inteirar dele. Mas para Bebel não interessa se é bom ou se não presta. O escopo é atingir Alckmin, pois esta situação seria um contraponto às agruras por que passa Dilma Rousseff. Bebel é hábil e a mídia lhe dá apoio, a gente percebe. Já Alckmin não tem a mesma malícia para vender bem o seu peixe, faltou divulgação do programa pela imprensa e segmentos da mídia que se afinam com os petistas estão usando Alckmin como boi de piranha, jogando-o aos crocodilos por causa da educação, da segurança, da unha encravada ou seja pelo que for, para que a boiada petista atravesse o rio com menos percalço. São Paulo elegeu Alckmin em primeiro turno e os paulistas não se arrependeram. Essa verdade é um carrapato espetado bem no meio das costas dos petistas, difícil até para coçar.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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O BRASIL E OS BOIS DE BARCARENA

 

30 dias depois do naufrágio de navio boiadeiro no porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), o governo federal, enfim, esta semana, decretou estado de emergência ante a enormidade do desastre ambiental. 4.800 bois morreram. Se, no princípio, foi festa para o povo matar, comemorar e estocar carne fresca e boa, no dia seguinte a fartura virou fedor insuportável, vontade de vomitar tudo. Milhares de bois apodreciam em plena Baía do Marajó. Contaminavam o ar. Tornavam-no irrespirável para crianças, adultos e idosos. Empesteavam as fossas nasais de indefesos ribeirinhos afetados pela podridão das toneladas de carne em decomposição. E nada nem ninguém se ergueu para reparar, corrigir, estancar a incompetência de autoridades que vivem bem, em ternos, togas, gravatas importadas, perfume francês, pose de poderosos e tão inúteis ante a morte quanto os bois de Barcarena. A crise tornou mais lerdo o Estado mamute? Conversa. Não há crise em Brasília e tentáculos afins, nos gabinetes climatizados com o ar da montanha da indiferença, às vezes do escárnio, dos altíssimos salários dos homens de terno, toga e beca, nos gabinetes do Executivo, deste vergonhoso Congresso, deste Judiciário aparelhado no topo para proteger a rainha despida de qualquer senso de realidade e ainda vestida para matar toda e qualquer esperança de recuperação da credibilidade; ainda deslumbrada no palanque da mentira, da dissimulação, da corrupção no entorno palaciano. A crise está aqui, na base da pirâmide, onde os salários mínimo e médio pastam a indigência, enquanto contemplam a necessidade de mais benefícios tipo auxílio-moradia para juízes, deputados federais, senadores, poderosos de todos os patamares. Tadinhos. Qual a diferença entre os bois de Barcarena e os bovinamente resignados brasileiros, tratados como tal, enquanto os discursos, as explicações e as mentiras sobre a tragédia moral e econômica do País desfilam nas bocas destes tristes senhores apelidados de autoridades? Autoridades em quê? Autoridades de quê? Autoridades para quê?

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

 

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‘ESTADÃO’ PREMIADO

 

Cumprimentos ao “Estadão” e, especialmente, aos repórteres Paulo Saldanha, Rodrigo Bugarelli e José Roberto de Toledo pelo Prêmio ExxonMobil de Jornalismo 2015, reconhecimento de sua importante e permanente contribuição para a educação brasileira.

 

Cesar Callegari cesar.callegari@uol.com.br

São Paulo

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