Fórum dos leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2015 | 02h55

CPMF é fundamental?

De volta ao Brasil, após ter participado da cúpula do G-20, em Antália, no litoral do Mediterrâneo turco, Dilma Rousseff disse que a CPMF é fundamental não para gastar mais, mas para crescer mais e ajudar no reequilíbrio fiscal, e que ela e outros não queriam mais impostos. Fundamental deveria ter sido o cuidado com o dinheiro do País. Por que Dilma não pensou nisso quando deu as pedaladas e gastou sem se preocupar com o saldo das contas? Por que o cidadão deverá pagar por sua incompetência? Aguentar uma presidente incompetente parece ser o nosso castigo, mas pagar suas contas... aí já é demais! Esperamos que o Congresso não embarque nessa canoa furada e não imponha a conta da incompetência nos ombros dos trabalhadores. Isso é o mínimo que podemos esperar.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Impostos

Srs. congressistas, por favor, não apoiem a criação de mais um imposto. No Brasil, governado pela incompetência e pela corrupção, pagar impostos é o mesmo que incentivar o crime organizado.

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

Reunião do Brics

Domingo, no discurso inicial da reunião das cinco maiores economias emergentes do mundo, a presidente Dilma reforçou o pedido do Brasil pela reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), para “dar mais equilíbrio” à gestão da instituição. Será que o tal equilíbrio seria a introdução do mesmo esquema das “pedaladas fiscais” aplicado nas contas públicas do Brasil?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Má conselheira

Longe dos holofotes da crise moral e econômica brasileira, a presidente Dilma, no encontro do G-20 na Turquia, na maior cara de pau, sugeriu que os Brics sigam comprometidos com a redução de riscos na economia global. Tudo muito bonito no papel. Na prática, um desastre, já que Dilma esqueceu que falava para dirigentes das principais economias do mundo, que sobejamente conhecem o fracasso de sua administração. E como má conselheira, há muito não está comprometida com a redução de riscos da nossa economia. Os números da nossa depressão econômica não mentem: o PIB deve despencar 3,5% em 2015 e a inflação, superar os 10%. E para o desespero da família brasileira, o índice de desemprego também deve chegar aos 10%!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Aterrorizante

Com o altíssimo índice de desemprego, mesmo sem bombas o terror já se instalou no Brasil.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Golpe institucional?

Erra feio o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, não só ao chamar de “golpe institucional” os movimentos pró-impeachment da presidente Dilma, como ao afirmar que a possibilidade de tal “golpe” poderia “cobrar o preço de uma volta ao passado tenebroso de 30 anos atrás”. O ministro desrespeita acintosamente dispositivo previsto claramente na Constituição e esquece (esquece?) que o impeachment do ex-presidente Collor transcorreu dentro das normas constitucionais, sem traumas ou prejuízo para as instituições democráticas. Ouvir isso do presidente do STF é um soco no estômago do cidadão.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Prejulgamento

Lewandowski, afilhado do PT, pede que o povo brasileiro tenha paciência com o Planalto nos próximos três anos. Acontece que o povo também não tem mais paciência para declarações desse naipe, que por si sós prejulgam e já indicam quais serão os rumos dos processos que por ventura cheguem às suas mãos.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Doença contagiosa?

Disseminada pelo vírus da subserviência, a praga parece ter chegado ao STF. Só essa malfadada e absurda epidemia que nos repugna diariamente pode explicar a posição do ministro Lewandowski. Recitando clichês próprios do lulopetismo, chavões já por demais repetidos, como “crise insuflada pela mídia”, “crise artificial”, “cortina de fumaça”, “golpe institucional”, “investigações amadoras por parte do Legislativo” e outros tantos, o magistrado salientou que “temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional”, “devemos ir devagar com o andor”. Diante de tal atitude, não seria incômodo lembrarmos que o ministro foi nomeado para o STF, em 2006, pelo então presidente Lula da Silva. Pura coincidência, claro.

LUIS LAGO

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

MILITARES E DEMOCRACIA

O destino do Brasil

Em curiosa e não despropositada coincidência, o magnífico editorial Os militares e a democracia, deste 15 de novembro (A3), contrapõe atitudes e procedimentos militares atuais aos de parcela da classe política e identifica gritantes diferenças entre ambos. Para ilustrar a solidez institucional – à qual os militares atualmente se associam –, no texto é citada ação em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relativa a malfeitos da campanha da sra. Dilma Rousseff. Para ilustrar a indigência, não sei se pessoal ou institucional, poderia ser mencionada a afirmação do presidente do STF de que é preciso evitar um “golpe institucional” ao se referir, paradoxalmente, a um procedimento previsto na Constituição e que de certa forma pode estar no alicerce legal do processo em curso no TSE. A menção ao fato de que “as lideranças civis muito podem aprender com a atitude dos militares” é emblemática e leva à reflexão de quão longe pode o País chegar com militares de Primeiro Mundo e personagens políticos de enésimo mundo. Quem prevalecerá? Com esse e tantos outros editoriais, o Estadão está cumprindo exemplarmente seu papel. Até quando?

ISABEL KRAUSE S. ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Utopia

Brilhante o editorial Os militares e a democracia, mas as nossas esperanças estão se esvaindo. Acreditar que os atuais líderes políticos se unam e passem a pensar no Brasil, no meu entender, é pura utopia. Que Deus nos ajude, pois cada vez mais o profundo poço se aproxima.

JONAS TORRES

jns.torres@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O CRIME AMBIENTAL EM MINAS GERAIS

 

O “Estadão” de domingo (15/11) apresentou oportuna reportagem sobre a tragédia do rompimento das barragens da mineradora Samarco em Mariana (MG), que provocou uma onda de lama que continua a sua perversa trajetória rumo ao Oceano Atlântico. À medida que avança, a enxurrada vai destruindo a vida do ecossistema que encontra pelo caminho. Ela vai percorrer 879 km, causando danos em pelo menos 18 cidades, cuja recuperação certamente nenhum de nós viverá para assistir, em virtude do tempo que a natureza levará para reparar tais estragos, segundo o professor Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp. Nos rios que receberam a fatídica lama não restou nenhuma forma de vida, assim como ao seu redor. Este já é mais um feito da ópera-bufa “Nunca antes neste país”, dita e redita pelo ex-presidente Lula. Quando a lama atingir o oceano, também vai acabar com a vida marinha na região do estuário do Rio Doce. Em resumo, por muito tempo ainda a lama das barragens vai permanecer na bacia hidrográfica do Rio Doce, o que determinará o fim de quase todas as atividades da fauna e de flora que dependiam da qualidade da água e de suas matas ciliares. Simultaneamente a essa inédita devastação, está em discussão o Projeto de Lei (PL) 5.807/13, projeto do governo com 59 artigos, que trata do novo Código de Mineração e já recebeu um substitutivo com 130 artigos. Esse projeto tem como relator o deputado Leonardo Quintão, do PMDB, que, na sua campanha eleitoral, recebeu recursos de mineradoras, de acordo com a ONG Instituto Socioambiental, que fez denúncia do conflito de interesses à Mesa da Câmara. No PL, um tópico bem relevante é a denominada Compensação Financeira sobre Exploração Mineral (CFEM), que é a contrapartida pela utilização econômica dos recursos naturais, devida à União, ao Estados, ao Distrito Federal e aos municípios, cujo cálculo atualmente é feito de acordo com o faturamento líquido do produto, ou seja, deduzidas as despesas diretas e indiretas, quando para o próprio uso, e mais as despesas de transporte e seguros, quando na sua venda. O deputado propõe mudar o cálculo utilizando o valor de custo do produto, e não mais o valor de venda, o que irá reduzir sobremaneira a arrecadação para os órgãos governamentais, segundo a secretária-adjunta de Indústria, Comércio e Mineração do Pará. Ela apresenta como exemplo o preço do minério de ferro, cujo preço de custo é de R$ 9,00 e o de venda pode chegar a R$ 180,00. O deputado apresentou o seu argumento, que carece de lógica. Parece-me evidente que o tributo, qualquer que seja a sua destinação, deve ser calculado sobre o seu valor final. Se atentarmos aos prejuízos causados ao meio ambiente em Minas Gerais e no Espírito Santo com a queda das barragens em Mariana, nenhuma CFEM, qualquer que fosse o seu valor, os compensaria.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

*

MAIS CABRAS NA HORTA

 

Deputados que tratam do novo Código de Mineração e os que compõem comissão da Câmara criada para monitorar os efeitos do rompimento das barragens da Samarco, em Minas, são os mesmos que receberam R$ 6,6 milhões em 2014 para suas  campanhas eleitorais. Ou seja, mais uma vez  estão designando cabras para tomarem conta das hortas lá das Minas Gerais. É mole ou quer mais?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

*

TRAGÉDIA NO RIO DOCE

 

A megatragédia ocorrida em Mariana (MG) e no Rio Doce é provavelmente o maior desastre ecológico ocorrido no Brasil. São danos irreversíveis à flora, fauna, às populações locais e ao meio ambiente. Mais do que um crime ambiental, é um crime contra a humanidade. Mostra o total despreparo, a incompetência e a irresponsabilidade do País, das autoridades públicas e empresas envolvidas. Samacro, Vale, governos de Minas Gerais e federal, são todos omissos e corresponsáveis pela tragédia. Curioso que o fotógrafo Sebastião Salgado não tenha se manifestado até agora, já que ele é de lá e tem uma fazenda com amplo projeto de reflorestamento na região. Quem irá responder pela matança absurda de peixes, animais, árvores, plantas e pelos danos irreparáveis causados à natureza?

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

‘A MORTE DE UM RIO’

 

José Roberto de Toledo, em seu “A morte de um rio” (16/11, A6), está corretíssimo: o que aconteceu em Minas Gerais não foi um acidente nem foi uma fatalidade; foi mesmo descaso, desinteresse, desídia de todos quantos são os envolvidos, do Ministério Público de Minas, do governo estadual de Minas, da prefeitura local, do governo federal e seus órgãos de proteção ambiental e, por certo, da mineradora Samarco. E realmente é uma coisa bizarra ver que um cidadão que caça um animal silvestre vai para a cadeia e, parece, sem direito a fiança, enquanto os responsáveis por uma tragédia como a do Rio Doce, verdadeiramente assassinado, e cercanias talvez um dia venham a ser punidos com pena pecuniária, cujo pagamento será repassado para o preço do minério e para, enfim, onerar o bolso dos contribuintes brasileiros. É óbvio que o preço do minério vai ser alterado para cobrir a despesa das multas que vierem a ser aplicadas. É o lado amargo dessas coisas.

 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

*

O TAMANHO DO DESASTRE

 

Ninguém, até o presente momento, se arriscou a calcular o somatório dos prejuízos causados pela queda das barragens da Samarco, em Minas Gerais. Diversas famílias estão desabrigadas e perderam parentes e amigos na tragédia. É quase impossível quantificar as consequências da morte de um rio. Alguns especialistas podem até arriscar cálculos aproximados das consequências ao meio ambiente, mas só saberemos a verdade com o passar dos anos. Não adianta especular previsões teóricas no momento. As autoridades precisam agir rápido no sentido de construir casas para as dezenas de famílias, providenciar alimentação adequada, escolas e hospitais, para garantir o mínimo a quem perdeu tudo o que tinha.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

LAMA NOS GABINETES

 

Para ter uma ideia do teatro de horrores que se instalou no Estado de Minas Gerais, anote-se que o maior Estado minerador do Brasil possui 735 barragens de rejeitos de mineração, segundo a Fundação Estadual Meio Ambiente (Feam), e deveria ser exemplo na fiscalização da defesa civil, mas, pasmem, existem apenas 4 fiscais, numa condenável desídia dos governos federal, estadual e municipal. Dilma Rousseff, na sua arrogância, que lembra muito os finados ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini, anunciou multas de até R$ 250 milhões à mineradora Samarco e bloqueio de R$ 300 milhões dos ativos da mineradora, mas nada disse sobre a emergência de medidas que sanem a destruição de casas, a falta de alimentação e, o pior, a falta de água potável na região. A área mais afetada do município de Mariana não tinha um único sistema de alarme, absurdo dos absurdos. Sobrevoando a região, acompanhada do governador Fernando Pimentel (PT-MG), Dilma Rousseff pensou ter indultado os responsáveis com os anúncios de multas e bloqueios. No Brasil se concentram mais de 1.500 barragens, e a metade está em Minas Gerais. O Corpo de Bombeiros encontrou dano na parede de contenção das barragens de Germano, Fundão e Santarém. O desgaste pelo tempo e pela falta de manutenção promete uma catástrofe sem precedentes. Nos gabinetes de Brasília e nas confortáveis salas governamentais há inundação de lama de outra origem.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

MISSÃO E VALORES

 

Vejam no site da Samarco qual é a sua missão e qual é um dos seus valores. Missão: “Produzir e fornecer pelotas de minério de ferro, aplicando tecnologia de forma intensiva para otimizar o uso de recursos naturais e gerando desenvolvimento econômico e social, com respeito ao meio ambiente”. Valores: “Respeito às pessoas. Prezamos pela vida acima de quaisquer resultados e bens materiais. Respeitamos o direito à individualidade, sem discriminação de qualquer natureza, e honramos, com nossa responsabilidade, o bem-estar das pessoas e da sociedade, assim como o cuidado com o meio ambiente, por meio da utilização correta dos recursos necessários às nossas atividades. Acreditamos em nosso papel influenciador e contributivo para o desenvolvimento social e econômico do País, visando ao futuro das próximas gerações”.

 

Ricardo P. C. Valente rpcvalente@uol.com.br

Barueri

 

*

A BANALIZAÇÃO DA TRAGÉDIA

 

Se um cidadão  mata um tico-tico, vai preso. No entanto, se for uma empresa com 50% do capital pertencendo ao governo federal e matar dezenas, tirar o futuro de centenas de milhares de cidadãos brasileiros, arrasar o ecossistema e a economia  de uma vasta região do País, nada acontece. É a banalização da corrupção e da tragédia.

 

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

 

*

E MARIANA, VAI BEM?

 

Comparando a proporção do desastre ocorrido em Mariana com o espaço que a mídia dedicou e dedica a este assunto, somado ainda com a prontidão do governo para encontrar alívio e solução para o ocorrido, é tão irrisória a providência que dá vergonha de viver neste país. O governo impôs uma multa pixuleca à Samarco, comparada com os bilhões que espoliou e ajudou a espoliar  do Brasil. Nesta catástrofe de proporção mundial, morreu gente, milhares estão jogados ao léu, sem casa, trabalho, dinheiro. Destruíram-se um rio, a fauna e a flora de uma extensa região, todo um bioma se acabou, a lama vai alcançar o oceano, vai continuar matando, e vai ficar por isso mesmo? Uma multinha? E o governo, que tem de amparar essa população jogada no desespero, será que é apenas a incompetência que o impede de agir ou é a indiferença total, como a da presidente que passeou de helicóptero para ver, de cima, a destruição, mas achou que era prioridade ir à Turquia participar da reunião do G-20 para dividir sua sapiência em como destruir uma economia que crescia a olhos vistos? É insuportável ver como esta população está deixada de lado, como cão sem dono. Será que dá para os brasileiros em geral botarem a boca no trombone em prol desta nossa gente?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

*

SOBRE TRAGÉDIAS

 

Depois das homenagens de solidariedade à tragédia ocorrida em Paris, que coloriram monumentos e prédios do mundo inteiro de azul, vermelho e branco, cobro homenagens similares à tragédia de Mariana, que deveria enlamear pelo menos as edificações da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

TERRORISMO NA FRANÇA

 

Após os atos de sexta-feira (13/11) em Paris, presidentes e autoridades de todas as partes se apressam para enviar solidariedade ao povo francês e prometem envidar “todos” os esforços no combate para erradicar o terrorismo. Passa-se o tempo e, como sempre, tudo vai para o esquecimento, hipocrisias e tolices de sempre. O que se exige é empenho das autoridades em combater este mal (terrorismo) que obviamente se utiliza de táticas de “guerra assimétrica” de difícil repressão. Mas exige-se que o Estado não tenha complacência e use mão de ferro para lidar com isso. Nos países desenvolvidos e competentes, isso seria possível mobilizando grandes esforços e muita inteligência avançada. No Brasil, se isso acontecer, não se espera muito, os movimentos de direitos humanos sempre se posicionam ao lado dos “fracos” e dificultam sobremaneira o combate aos “oprimidos” e criminosos. Seria interessante indagar a um defensor do fechamento de bases militares que alojam terroristas o que teria a opinar depois que seu familiar fosse assassinado pelo terrorismo. Afinal, o conservador de hoje é aquele liberal de ontem que foi assaltado.

 

Angelo Baucia

São Paulo

 

*

IRONIA DO DESTINO

 

Há uma semana, o jornal parisiense “Charlie Hebdo” publicou em sua capa uma sátira ao atentado do Estado Islâmico contra o avião russo, no Egito. Na ilustração, destroços do avião, que vitimou 224 pessoas, caem do céu (incluindo um passageiro) sob a caricatura de um terrorista Islã. O título: “Aviação russa intensifica bombardeios”. Apesar de horrível, difícil não citar a ironia do destino.

 

José Carlos de Lima Junior jcarloslimajunior@gmail.com

Cravinhos

 

*

ATAQUES EM PARIS

 

Milhares de pessoas sendo obrigadas a deixar seu lar, rumo a um futuro incerto. Mais de 200 pessoas mortas em ataque terrorista em desastre de avião e, agora, ataques à cidade “Luz” (Paris). Quanto já não se matou no mundo por causa do fanatismo religioso no passado, e ainda em pleno século 21! Estamos tristes, mas quem mais deve chorar hoje é aquele por quem matam. Deus está de luto pelos filhos que criou.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

POR UM FIO

 

Paris, Londres, Madrid, Washington... Pouco importa a capital, é fato: terroristas não são alienígenas, eles estão entre nós. Recolhem impostos, compram cigarros, saem para jantar como qualquer outro, antes de explodir e matar! Este foi, sim, um ato de guerra, talvez estejamos diante do derradeiro conflito do terceiro milênio, no qual um colapso generalizado nos serviços de inteligência seria o suficiente para colocar toda a humanidade em risco.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

GUERRA SANTA

 

Os atentados em Paris e no Líbano nada mais são do que uma declaração de guerra santa dos terroristas fanáticos do Estado Islâmico, assassinos frios e calculistas, ao Ocidente livre e cristão, que “carneiramente” vai aceitando as regras do jogo islamita perpetrado em nome de um Alá definido por essa matilha selvagem como seu deus vingador. Nossas raízes cristãs, sejam elas quais forem, não permitem a lei do olho por olho, dente por dente, vão relevando o problema e aceitando o jogo sujo, criminoso e sangrento que a súcia travestida de guerreiros de Alá vai impondo no meio de nossa sociedade livre e democrática. Que as luzes da Cidade Luz e a resistência dos cedros do Líbano iluminem as reações de todo o mundo ocidental, para que ajam de acordo com as regras postas à mesa, no jogo apocalíptico dos carrascos islamitas do Estado Islâmico.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

*

JIHAD

 

Algumas das características da ignorância são a má interpretação das palavras e o fanatismo religioso. A palavra Jihad, utilizada por Maomé, foi dita no sentido de os islamitas não aceitarem qualquer tentativa de outras crenças de querer convertê-los. Maomé queria a paz, e não o ódio.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas  (MG)

 

*

BÁRBAROS

 

Os atentados do Estado Islâmico contra a França são uma declaração de guerra aos países civilizados do mundo e ensejam uma resposta imediata e contundente das potências mundiais. É inconcebível atacarem justamente o único país do mundo que obriga os supermercados a doarem alimentos não vendidos, obriga os prédios comerciais a terem telhados verdes ou painéis solares e implementou um projeto inédito que remunera os funcionários que vão ao trabalho em bicicletas. Cabe ressaltar que nossa presidente Dilma criticou, na Assembleia da ONU em 2014, a ação dos EUA e aliados contra o Estado Islâmico, portanto deve desculpas a toda a comunidade internacional por defender terroristas e precisa interromper a entrada indiscriminada de refugiados, e com eles possíveis células terroristas, no Brasil. O berço da liberdade, da igualdade e da fraternidade foi ultrajado e todas as pessoas de bem e bons costumes do mundo inteiro deverão unir potências contra estes bárbaros.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

*

OS LEÕES E OS BÚFALOS

 

A polícia e o serviço secreto franceses (serviço de inteligência) deram provas de uma ineficiência e um fracasso total diante da série de atentados ocorridos em Paris. Isso me faz lembrar o que ocorre na África, quando os leões resolvem atacar um bando de búfalos. Eles ficam observando e, quando veem o búfalo doente e que esteja mancando, é este que eles atacam. Se as autoridades francesas não agirem com muito rigor e com um serviço de inteligência competente, continuarão a ser vítimas de atentados como o do semanário “Charlie Hebdo” e a tragédia que se abateu em Paris na noite de sexta-feira, provocando a alegria destes pervertidos terroristas insanos, que nas redes sociais chegaram a chamar o presidente francês de “imbecil” e a dizer que o alvo continua a ser a França. “Vive la France”, país que sempre defendeu os direitos humanos e sempre foi solidário – e justamente por esse motivo moram em território francês milhares de cidadãos muçulmanos.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

*

TOLERÂNCIA COM INTOLERANTES

 

Este massacre de franceses veio mostrar aos europeus o resultado de ser tolerante com povos intolerantes. Assim, em nome de a democracia aceitar o convívio com povos que não entendem a democracia e pautam a sua existência apenas por uma religião monolítica e segregacionista, o resultado é isto: ser alvo dos intolerantes que eles aceitaram em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Assim, em vez de repreender os países europeus que não querem aceitar muçulmanos desta onda de refugiados, os países da Europa ocidental deveriam se questionar se vale a pena aceitar pessoas que, uma vez matada a fome, estão dispostas a cuspir no prato em que comeram. Lamentavelmente, os europeus não se questionam por que esses refugiados não buscam o caminho da Arábia Saudita, sua Meca. A resposta talvez seja que a Arábia Saudita leva a sharia (lei islâmica) ao pé da letra. Mas, no fundo, eles buscam as benesses do Ocidente, que eles não entendem, e não aceitam a tolerância que a democracia exige. A Alemanha deve se preocupar muito com o futuro. Assim, a França, em vez de ser tolerante com intolerantes, deveria não negar as suas origens e reafirmar a sua fé católica, pois é a filha dileta da Igreja, e impor a cultura ocidental àqueles que querem viver no seu território.

 

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

 

*

TERROR EM PARIS

 

“Allons enfants de la patrie pe jour de gloire est arrivé!” Je suis Paris. Abaixo o terrorismo. “Vive la France!”

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

*

GUERRA CONTRA O TERROR

 

Não é tão somente a França que se encontra em estado de guerra contra o islã terrorista que mata, degola, atira a esmo, etc., mas, sim, toda a humanidade. Tratam-se de assassinos sem alma, sem piedade, que atacam qualquer um em qualquer lugar do planeta, destroem monumentos arqueológicos e nem como animais irracionais podem ser classificados, pois estes matam por sobrevivência. O mundo civilizado deve agir sem dó nem piedade contra estes bárbaros, eliminado-os da face da Terra com todas as forças existentes no planeta, doa a quem doer. Este mal não pode existir ou perdurar para afrontar todo um planeta, tem de ser extirpado como a erva daninha de um jardim. Já que querem morrer como heróis, que seja feita a sua vontade e sejam eles mortos todos de maneira ampla e total, para que nenhum deles sobre na face do planeta.

 

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

 

*

DIÁLOGO

 

A única maneira de parar estes atos seria pedir para à presidente Dilma Rousseff  para convocar os terroristas e manter um diálogo com eles.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

*

DEPOIS DOS ATENTADOS DE 13/11

 

Não custa nada lembrar: nossa presidente havia proposto diálogo com os carniceiros assassinos do Estado Islâmico! Esperemos que o tom da conversa mude. Só falta oferecer asilo político...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

PERDÃO

 

Eu, como cidadão brasileiro, me sinto obrigado a pedir desculpas ao povo francês pela ridícula, covarde e inacreditável posição da presidente do meu país, que, diante dos fatos de sexta-feira, se limitou a postar no Twitter palavras de repúdio ao ataque e de apoio à França. É desprezível a política externa deste governo que, ainda, está aí!

 

Carlos Roberto Barreto Barsotti cbarsotti1@hotmail.com

São Paulo

 

*

A PACIFICADORA

 

O maior ataque terrorista em Paris foi perpetrado pelo Estado Islâmico, aquele que mereceu um carinho especial de Dilma ao dizer que eles mereciam ser tratados com respeito, por meio de diálogo. Seria o momento de convocá-la para dialogar e servir como pacificadora?

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

*

GÊNIO

 

Ao condenar o terrorismo, na reunião dos Brics, Dilma Rousseff foi o único chefe de Estado suficientemente burro para citar nominalmente o Estado Islâmico. Portanto, colocou o Brasil, país totalmente despreparado para enfrentar qualquer ação do terror, como alvo potencial para um futuro ataque.

 

Fernando Moreno frodg434@hotmail.com

São Paulo

 

*

A MAIOR AMEAÇA

 

Se o Brasil tivesse um governo sério, iria oferecer tropas e armas para enfim ajudar o mundo que presta a combater o terror islâmico onde quer que ele se encontre, e não se limitar a soltar notas de condolências. Vamos esperar eles conseguirem bombas atômicas? Ou o sr.  Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, ainda acha que há espaço para diálogo? E o Brasil precisa, enfim, de uma lei antiterror séria, uma que não dê quartel a terroristas, seus financiadores e instigadores. Tomara que o mundo acorde e perceba que essa é a maior ameaça à civilização do nosso tempo.

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

AVISO

 

Estes atentados em Paris foram um aviso para a Europa e os EUA não se intrometerem em suas guerras nem receberem os refugiados delas. Gostaria muito que o governo brasileiro se pronunciasse a respeito, pois que, recentemente, a presidente Dilma mostrou-se simpática à causa defendida pelos terroristas do Estado Islâmico e contrária aos interesses de Israel e dos Estados Unidos.

 

Luiz  Felipe  Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

DE QUEM É O ERRO?

 

Notei que, na foto do Monumento às Bandeiras, iluminado em homenagem à França (“Estadão”, 15/11), a ordem das cores está trocada. Será que os brasileiros são tão incompetentes que sejam incapazes de copiar uma bandeira tão simples como a francesa: três faixas, azul, branco e vermelho, nessa ordem?

 

Sarah de Castro Fontes Barbosa sarahbarbosa@ig.com.br

São Paulo

 

*

BANDEIRA FRANCESA

 

Muito louvável a ideia de iluminar o Monumento às Bandeiras do Parque do Ibirapuera com as cores da bandeira francesa, para homenagear as vítimas dos atentados de Paris. Muito mais louvável seria se as cores estivessem na ordem correta (foto no “Estadão” de domingo, página A14).

 

Rossana Baharlia rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

LEWANDOWSKI E A CRISE

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, durante uma palestra na sexta-feira, numa faculdade de Direito em São Paulo, criticou os movimentos e as ações pró-impeachment, considerando-os golpes institucionais. Minimizou a crise político-econômica, afirmando que a crise é artificial e fomentada constantemente pela mídia. Lewandowski, tão cioso de sua responsabilidade pela defesa das instituições, deveria, sim, como presidente do STF, ter reconhecido que a grave crise que assola o País é política, econômica e ética, e reprovado a cartilha do presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), que ataca a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e membros do Poder Judiciário, inclusive seus colegas, juiz Sérgio Moro e ministro Gilmar Mendes. “O arroubo de retórica”, como o ministro Marco Aurélio Mello classificou sua declaração sobre golpe institucional, a crítica à mídia e a avaliação irreal da crise nos dão a impressão de que o ministro Lewandowski resolveu se arvorar em defensor intransigente do governo.

 

Gerson S. Monteiro gersufn@uol.com.br

Sorocaba

 

*

‘ARROUBO DE RETÓRICA’

 

O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, enxerga golpe institucional em movimento anti-Dilma. Ora, o impeachment é uma prerrogativa da Constituição brasileira, então não é golpe. E este ministro, na qualidade de presidente do Supremo, não sabe disso? Como disse o ministro Marco Aurélio Mello, essa declaração foi “um verdadeiro arroubo de retórica e não há campo para se imaginar golpe institucional”. Considerando o histórico das declarações do ministro Ricardo Lewandowski, mais parece ele um petista falando, tais como Sibá Machado, Rui Falcão, Ricardo Berzoini e outros. Lewandowski ainda disse: “Temos de ter paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional”. Será que este ministro vive no mundo da Lua? O brasileiro que está desempregado, vivendo esta crise que foi provocada pela gestão da Presidenta Dilma e não tem a perspectiva de emprego, vendo sua família passando por necessidades, vai aguentar três anos? O brasileiro comum não ganha o que o ministro Lewandowski ganha nem tem a estabilidade de emprego que ele tem. Caro ministro, faça uma experiência: entre numa fila de desempregados às 4 horas e fique lá o dia todo para fazer uma entrevista em busca de uma vaga de emprego. Eis por que não dá para esperar três anos.

 

João Teixeira jtserrano@terra.com.br

Osasco

 

*

PACIÊNCIA

 

O presidente do STF, afilhado do PT, pede para que o povo tenha paciência nos próximos três anos com o Planalto. Ocorre que o povo também não tem mais paciência com declarações desse quilate.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

FALOU ZARATUSTRA

 

Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo,  disse em palestra que “o País precisa ter paciência nos próximos três anos e não embarcar em um golpe institucional” que, segundo ele, pode por em risco as instituições democráticas. Em outras palavras, agiu em defesa da preservação do mandato da petista, que vai até 2018. O que se pode esperar de um juiz que não tem ideia da realidade do País, começando com sua protegida Dilma, suas mentiras, a corrupção embaixo do nariz e, sobretudo, a incompetência que cada dia mais nos arruína? Será que no STF tem jornais a serem lidos ou, como diz Lula, que nomeou o ministro falante, é coisa da mídia?

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

*

CRISE ‘ARTIFICIAL’

 

O presidente do STF, em evento em São Paulo, diz que a crise econômica que assola o País é artificial. Claro, para ele é artificial mesmo. Para ele, cujo salário nababesco cai religiosa e automaticamente em sua gorda conta bancária, não há crise nenhuma. Para ele, que, além de contar com mordomias imensuráveis, não paga aluguel e tem emprego vitalício, esperar e apoiar este desgoverno por mais três ou sete anos, tanto faz, é moleza, é festa. Este homem há muito perdeu o senso de realidade, do universo em que vive a grande massa de trabalhadores brasileiros, seres humanos comuns que pagam impostos, aluguel e dependem do SUS. Que foram, ou estão sendo vitimados pelo tsunami do desemprego, produto do trabalho dos companheiros ideológicos deste ministro. Para estes brasileiros, esperar mais três anos nessa desordem é uma eternidade, sem força de expressão, até porque muitos, como nunca antes neste país, morrerão nas filas de hospitais e outros serviços deste desgoverno que está aí.

 

Sansão José da Silva sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

 

*

A DEFESA DE LEWANDOWSKI

 

A presidente “quase” quebrou o País e, com a base aliada, continua atrapalhando as correções necessárias, mas o ministro acusa movimentos anti-Dilma de golpe institucional e insiste na necessidade de resistir mais três anos. Incompetência é motivo para impedimento já!

 

Darcy Andrade se Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

*

POLÍTICA NA JUSTIÇA

 

O presidente do STF entra fundo na política, classificando de “golpe institucional” procedimento previsto na Constituição, qual seja, eventual ação legal contra a sua “presidenta”. “SPTF”?

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

*

CHEFE DO STF

 

Para uma minoria de brasileiros que, além dos salários, também recebe “pixulecos” para defender o atual governo, e com espaço na mídia, é fácil pedir calma para a população e pedir para que ela aguarde mais três anos pacificamente, até a próxima eleição, com urnas nada confiáveis, para mudar o rumo do País “sem golpe”. Mas, para nós, pobres mortais, que bancamos os “pixulecos” com o suor do nosso trabalho, está difícil de manter a calma e aguardar até 2018. Será que o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, entendeu ou preciso desenhar?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

*

PASSADO TENEBROSO

 

Não encontro adjetivos para desqualificar a frase do ministro Lewandowski: “Temos de ter a paciência de aguentar três anos sem golpe institucional. Esses três anos (se houvesse um ‘golpe’) poderiam cobrar a volta ao passado tenebroso de 30 anos atrás”. Aliás, já encontrei o adjetivo: tenebroso. Tenebroso no sentido de terrível, que infunde terror, pois classifica como golpe uma legítima ação constitucional. Tenebroso porque aflitivo, pois, como presidente do Supremo, praticamente antecipa sua decisão de olvidar o clamor popular pelo impeachment da presidente da República. Tenebroso no sentido de indigno, pois inspira a indignação de cidadãos estupefatos com tantos desmandos nos altos escalões da República, num suceder sem fim, desesperançados em ter um Brasil decente. Tenebroso também no sentido de sombrio, cheio de trevas, porque traduz a percepção de nos sentirmos, mormente após essa fala, totalmente órfãos de justiça. Conclui com um lapso de memória porque, ao se referir a 30 anos atrás, nos remete a 1985, ano do encerramento do governo militar, época em que a roubalheira não era institucionalizada.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

 

*

REPRIMENDA

 

Este cidadão que atende pelo nome de Lewandowski perdeu a oportunidade de, mais uma vez, calar a boca quando se referiu a “golpe institucional” ao falar sobre a possibilidade concreta de afastamento da presidente da República. Por enfadonho que lhe seja, ele poderia reler o artigo 85 (e por que não os seguintes também?) da Constituição federal brasileira. Na visão desse ministro petista de carteirinha registrada em cartório, então, o cumprimento da Constituição, quando se tipifica o fato ao artigo de lei ali escrito, senhor Lewandowski, é golpe institucional? Em que escola de Direito o senhor aprendeu isso? Com certeza, não foi na mesma escola em que me formei em Direito.

 

Flávio Alberto Cezário facezario@uol.com.br

Presidente Prudente

 

*

DESLIZE

 

Lewandowski, que se tornou conhecido pela inclinação petista no julgamento do mensalão, nos calorosos embates com Joaquim Barbosa,  esquecendo-se, seguramente, do juramento que a toga exige, volta a falar extra autos: “Presidente do STF enxerga golpe institucional em movimentos anti-Dilma”. Permitiria o seu alto cargo esse deslize?

 

Dagma Paulino Reis dagrey@terra.com.br

Campo Grande

 

*

FÁCIL

 

Lamentável vermos um chefe do STF pedir para o Brasil “aguentar” mais três anos, porque o impeachment da presidente seria golpe institucional. Sinto-me literalmente morando numa destas “republiquetas” de filmes sobre ditaduras chinfrins. Um chefe da Suprema Corte falar uma leviandade dessas induz à guerra, e, para ele, que ganha milhões por mês, garantidos, é fácil falar. Queria ver se ele dependesse da indústria funcionando ou do comércio.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

*

TIRO DE MISERICÓRDIA

 

Conforme noticiado, em palestra no dia 13 de novembro numa faculdade de Direito em São Paulo, o ministro Ricardo Lewandowski deu a mais contundente declaração de que não há consistência jurídica para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso só confirma o parecer de juristas, e em especial do respeitado professor de Direito Dalmo de Abreu Dallari, que já havia dito que, se houve falha administrativa no governo Dilma, ela não foi cometida em benefício próprio. Em suma, só nos resta esperar até o fim do mandato atual, infelizmente.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

*

OBSCURANTISMO

 

É provável que os políticos e paladinos ligados aos direitos humanos, encastelados em Brasília, mais precisamente transeuntes dos corredores do Palácio do Planalto, se entusiasmem e resolvam detonar a obra literária de Mark Twain, além da de Monteiro Lobato, já em processo de pulverização, por considerá-las racistas. Brasil, bem-vindo ao obscurantismo petista!

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

‘DESOLAÇÃO’

 

Assusta  a sem-cerimônia de que a leitora senhora Carmela T. Chaves (“Fórum dos Leitores” 14/11, A2) se vale para enquadrar dois de nossos homens públicos atuais em diagnósticos psiquiátricos: “ET de São Bernardo com evidentes sinais de esquizofrenia” – “evidentes sinais de oligofrenia”.   Em sua carta de sábado, a única evidência não é de ordem psiquiátrica e diz respeito à missivista. O pior é que talvez muitos leitores acreditem em sua capacidade diagnóstica psiquiátrica, passem doravante a se valer de suas palavras e, assim, a entender e a se referir a Lula e a Dilma. Com um “mutatis mutandis”, já que estamos com a França no palco de nossas atenções: “Un sot trouve toujours un plus sot qui l’admire”. Mas também pode haver algum médico que queira pô-la em apuros: “Quais são seus fundamentos diagnósticos, cara conhecedora de Psiquiatria?”. E vamos deixar claro:  não é por doença mental que ambos, e seus comparsas de PT e outros partidos, se comportam politicamente, como está cada vez mais patente ao País inteiro. Por favor, não vamos turvar com diagnósticos incorretos o que alguns poucos brasileiros, verdadeiramente brasileiros, como o juiz Sérgio Moro, no Paraná, estão pondo à vista de todos, sem fraudes e covardia.

 

Claudio M. Chaves claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba

 

*

REALINHAMENTOS

 

Caso a presidente Dilma esteja bem intencionada, como diz, e o PSDB se decida mesmo a propor e apoiar exclusivamente medidas de interesse do País, pode não estar longe o dia em que ela cortará seu cordão umbilical com o PT e passará a compor-se administrativamente com o PSDB, além do PMDB, do DEM e de outros hoje da oposição. Enquanto isso, Eduardo Cunha vai sendo abraçado e acariciado pelo PT. E, enquanto isso também, Lula pretende que ela efetue a troca de banqueiros no ministério da Fazenda. Quer trocar seis por meia dúzia. 

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

*

O MINISTRO DA FAZENDA

 

“Levy ainda tem o que fazer”, disse Dilma Rousseff. Tem, sim, está esperando o cartão vermelho que lhe dará em tempo o “Pixuleco”, agora no poder – ou, melhor, “pudê” –, que está com certeza negociando com algum economês de banqueiros que estejam dispostos a enfrentar o mar com um barco furado. O dinheiro compra tudo, não escapam nem juízes, quanto mais politiqueiros.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

*

PRAZO DE VALIDADE

 

Dilma avalia que Levy ainda tem “missões a cumprir”. Quer dizer que, depois de cumpridas essas missões, ele estará no olho da rua?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

*

SUGESTÃO A DILMA

 

Dona Dilma, olha só: Lula faz discursos de “sabedoria incrível”, diariamente e “altamente instrutivos”, sobre como conduzir a economia que vocês estragaram. Se a senhora tirar Joaquim Levy da Fazenda e colocar em seu lugar o Lula, está tudo resolvido. Em alguns meses, a economia, que está agonizando em  estágio crônico, será por Lula transformada em falecimento econômico total brasileiro imediato. O último a sair apague a luz. O povo, em seguida, irá reconstruir tudo com a certeza de que em 2018 não teremos um molusco a falar tanta besteira, inconsistência e mentira, a exemplo do que a senhora também já falou.

 

Pedro Engels novaepoca@uol.com.br

São Paulo

 

*

REPUBLICANOS

 

Domingo, 15 de novembro, dia comemorativo da Proclamação da República. Em Brasília houve um silêncio ensurdecedor...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.