Fórum dos leitores

PMDB

O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2015 | 02h55

Temer, Renan e Cunha

A foto da capa do Estadão de ontem, com três “mandatários” da nossa República, simboliza muito bem a preocupação deles com a crise em que estamos metidos. A piada somos nós!

SÉRGIO XIMENES

sfximenes1@gmail.com

São Paulo

‘Por enquanto’

Deu no Estadão que o vice-presidente, Michel Temer, disse que “por enquanto” não quer a Presidência da República. Me engana que eu gosto, digo eu.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Dança das cadeiras

Como é que pode o PMDB, unha e carne do PT há 13 anos, lançar um projeto para o futuro, se está também envolvido até o pescoço no petrolão, tendo como protagonistas os presidentes da Câmara e do Senado, ambos peemedebistas? Fora que num possível impeachment da presidente Dillma o vice-presidente, Michel Temer, presidente do PMDB nacional, assumiria o comando do País. Nessa provável dança das cadeiras ainda tem muita sujeira escondida.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Politicalha

Cunha fica, Cunha sai. Dilma fica, Dilma sai. Levy fica, Levy sai. Enquanto isso, a gente fica com a inflação, o desemprego, a lama da Petrobrás, de Mariana. Sai fora, politicalha.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

PETROLÃO

Propina em Pasadena

A Petrobrás pagou US$ 1 bilhão por uma refinaria que vale US$ 100 milhões. E a propina foi de US$ 15 milhões? Só consigo imaginar uma fraude desse tamanho com uma propina de, ao menos, US$ 150 milhões. Os US$ 15 milhões devem ter sido “troco pra pinga”.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

REPATRIAÇÃO DE CAPITAL

Um perigo

Oportuno o editorial Perigosa repatriação (15/11, A3). Em primeiro lugar, porque essa gente que enviou dinheiro para fora do País de maneira fraudulenta e ilegal pode ter todos os defeitos inerentes ao antipatriótico ato. Mas não é idiota. Como, então, vai repatriar esse “rico dinheirinho” que está lá fora pacificamente escondido, rendendo em moeda forte e não sujeito a multas e tributos brasileiros? Sabendo, ainda, que esse governo já mostrou que seu discurso de promessas é outro nos atos que pratica, como o próprio ex-presidente com funções de primeiro-ministro já admitiu. Assim, nada garante as promessas, incluída a de anistia proposta. Por isso, em casos semelhantes em outros países, mesmo sérios, a receita advinda tem sido frustrante. E aqui será pífia. A não ser, é claro, pelos resultados favoráveis de seu uso pelos envolvidos na Operação Lava Jato. Que, com a aprovação do Projeto de Lei 2.960/15, estarão a salvo de punição pelos atos nele previstos.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Dinheiro roubado

Não creio que essa proposta de repatriação se trate apenas de tentativa de reforço do combalido caixa do governo federal. Os mais espertos, e são muitos, devem ter visto uma boa oportunidade de unir o útil ao agradável ao tentar, pelo caminho do Projeto de Lei 2.960/15, reintroduzir o dinheiro roubado do País pelos partidos e seus testas de ferro. A insuficiente restrição sugerida pelo PSDB só nos envergonha ainda mais. Se aprovada, bastará também delegar aos assassinos e demais criminosos a revisão do Código Penal... E aí teremos chegado, finalmente, ao fundo do poço.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Já agora...

Por que não oficializar um paraíso fiscal aqui mesmo, em Brasília, com contas numeradas no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, concorrendo diretamente com os mesmos métodos da Suíça, por exemplo? Daí o dinheiro de origem duvidosa, que não é pouco no Brasil, ficaria dentro do nosso país para financiar atividades econômicas em geral. Talvez seja uma solução para conviver em harmonia com a corrupção. E o Brasil se tornará de fato uma potência financeira, como a Suíça.

PAULO SEIJI ISEWAKI

seiji@custoseganhos.com.br

São Bernardo do Campo

DIREITO DE RESPOSTA

Entulhos

Meu conterrâneo José Nêumanne, no artigo Censura, esbulho e culto ao furto (18/11, A2), relembra a Lei de Imprensa, um dos entulhos autoritários (alguns deles os políticos, mesmo os de esquerda, assimilaram muito bem, como o terceiro senador) e faz a comparação com a recém-sancionada lei dos direitos de resposta. Que classificação terá, já que é oriunda dos ditadores do proletariado? Lixo libertário?

PAULO M. B. DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

ESCOLAS OCUPADAS

Lixo ideológico

Ao organizar parte das ocupações das escolas, o MTST mostra que está sempre pronto para cometer uma ilegalidade em nome dos “fracos e oprimidos”, só para aparecer nas manchetes. O que ninguém diz é que as escolas em questão serão destinadas à alfabetização de jovens e adultos, cursos técnicos (Etecs) e creches. Ao mais puro estilo bolivariano, o MTST, a Apeoesp e algumas lideranças estudantis ligadas a partidos políticos ao estilo Estado Islâmico e outros movimentos ideológicos operam contra os alunos. O que eles menos desejam é que os jovens se eduquem e adquiram cultura. Se eu fosse o governador de São Paulo, entrava com a Polícia Militar e desocupava essas escolas na marra, em nome da maioria, que busca um futuro despido do lixo ideológico daqueles que a impedem de estudar.

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

DNA lulopetista

É muito evidente o DNA de Lula e asseclas, estendendo o seu braço com pretensões políticas, por intermédio do sindicato dos professores, na invasão e greve nas escolas estaduais do Estado de São Paulo, prejudiciais ao ano letivo. Os alunos e pais envolvidos na manifestação ainda não perceberam que estão sendo manipulados – recentemente, eles aceitaram sem nenhuma contestação a duradoura greve dos professores.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O CONGRESSO DO PMDB

 

Como demonstrado durante seu último Congresso, o PMDB configura um quadro no qual há uma grande variedade de partidos dentro de um mesmo balaio, cada um defendendo pontos de vista e posicionamentos às vezes diametralmente opostos. Assim, existe o grupo que defende com fervor o impeachment da presidente Dilma Rousseff e postula  a ascensão imediata de Michel Temer ao poder. Em oposição, há a facção que, ao adotar uma postura contrária, afirma com veemência estar com o governo e o apoia incondicionalmente. Uma corrente prega o caminho próprio, descolado do PT, e apopleticamente recomenda abandonar a base, afirmando que o partido não deve se vender por “carguinhos”. Constata-se, também, a existência do bloco que redigiu o documento denominado “Uma ponte para o futuro”, destinado a salvar a economia combalida, e outro que o qualifica como fraude e contrário aos interesses do povo. Dentro desse ambiente confuso, o atual vice-presidente da República é aclamado como futuro presidente, fato sugestivo de que a reunião se tenha transformado, na verdade, em palanque eleitoral. Diante dessa verdadeira parafernália que pouco se assemelha ao conceito de partido que deve vigorar num regime democrático, o eleitor tem o direito de saber qual a direção que o PMDB tomará. Para ter uma pista, talvez o melhor seja a lembrança de Dom João VI quando, ao desembarcar no Brasil com a família real, atormentado pela tensão política ligada ao expansionismo de Napoleão, respondeu, ao ser indagado por um assessor sobre a orientação a ser adotada a partir daquele momento: “Quando não se sabe o que fazer, o melhor é não fazer nada”. Este é o nosso maior partido político.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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O PMDB E A BOCARRA

 

Quem esperava outra decisão seguramente não mora no planeta Terra ou não sabe nada dos bastidores do imundo presidencialismo. Claro que o PMDB mais uma vez, cínica e cretinamente, armou o circo e jogou para a arquibancada, divulgando para a Nação um documento bolorento e servil, de apoio ao governo Dilma. Só os ingênuos ainda sonham que belo dia o PMDB rompa realmente os laços de amor eterno com quem esteja no poder. O latifúndio do PMDB no governo Dilma deixou de ser composto de boquinhas. São, isso, sim, colossais e gulosas bocarras. Que aumentarão ainda mais, depois da frustrada pantomima pelo impeachment presidencial. Para o povo, o de sempre: as migalhas.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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SALVAÇÃO

 

Será que o vice-presidente Michel Temer está preocupado em salvar o Brasil ou em salvar a imagem do PMDB?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ROUPA NOVA

 

PMDB no poder, com Renan, Jader Barbalho e Eduardo Cunha? Veremos um PT de roupa nova, colarinho branco sem barba...

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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COMO CONFIAR NO PMDB?

 

Na foto de primeira página do “Estado” (18/11) aparecem o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente, rindo, talvez de uma piada ou, quase certeza, da cara dos brasileiros, que ainda acreditam neste país. Pasmem os senhores, esse trio constitui a ordem sucessória da presidente Dilma Rousseff, se por um milagre ocorrer o impeachment. Michel Temer, enrolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois pode sucumbir junto com a presidente por irregularidades nas contas de campanha do ano passado; Eduardo Cunha, metido até o pescoço no caso dos navios-sonda da Petrobrás, que, até que prove o contrário, lotaram suas contas de dólares na Suíça, e pode se cassado a qualquer momento; Renan Calheiros já renunciou à presidência do Senado para não ser cassado e está de volta às manchetes por ter sido citado em delação premiada da Operação Lava Jato por favorecimentos ilícitos, e é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como confiar nesse partido com uma folha corrida desse tamanho? Como confiar em seu plano de governo “para 2018”, chamado de “Uma Ponte para o Futuro”, se muda de conversa a cada instante – basta receber alguma vantagem? Portanto, todo cuidado é pouco para que esse lema não nos surpreenda com  um futuro ainda mais sombrio.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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PATETAS

 

Na capa do “Estadão” do dia 18/11 aparece uma foto dos srs. Temer, Calheiros e Cunha dando risada. Lembrou-me dos três patetas. Qual foi a piada que estava o exmo. sr. Cunha contando? Imagino o seguinte: “Encontrei um idiota total que me disse que os problemas do País estão todos resolvidos e que graças a nós vamos ter um Natal muito feliz”. Agradeço aos três patetas pela informação.

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

 

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ABANDONARAM O NAVIO

 

Foto de capa do “Estadão” de 18/11: os três ratos rindo enquanto o navio naufraga.

 

Coly de Campos Pieri coly.pieri@gmail.com

Avaré

 

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A TRINCA

 

O “Estadão” de ontem estampava na primeira página manchete com foto de Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, a mais alta cúpula do PMDB (vice-presidente da República e presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado), todos rindo muito. O motivo de tanto riso, para não dizer gargalhadas? Francamente não sei, mas posso tentar adivinhar, vejamos: Cunha deve ter dito o seguinte: “Que país maravilhoso é o nosso, não é mesmo? Eu fiz o que fiz, desviei, roubei e recebi propinas, e aqui estou, numa boa, presidindo a Câmara dos Deputados e ladeado pela escória da política nacional, sem que ninguém, absolutamente ninguém, nem um patriota e/ou herói, atrapalhe ou corte nossos sorrisos”. Agora, prezados leitores, se o Brasil fosse um país sério, essa trinca de calhordas já teria sido expulsa do cenário político nacional, como dizia meu velho pai, a pontapés no traseiro.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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ELES SE DIVERTEM

 

A foto dos três “caciques” do PMDB na primeira página do “Estadão” (18/11) nos dá a verdadeira imagem de como parecem se divertir enquanto tripudiam em cima do Brasil.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO

 

Contra fotos não há argumentos. As raposas do PMDB trocam ideias – ou piadas? – ao pé do ouvido: o presidente do Senado se refestela e o vice da República tenta de maneira bem sutil ouvir o que o presidente da Câmara está dizendo, com a devida proteção contra leitura labial, mas presume-se que seja algo como “vamos cuidar do nosso e o País que se...”.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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‘GOLPE INSTITUCIONAL’?

 

Quando, numa das sessões do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, anunciou que estava trazendo “um alentado voto” tendo à sua frente uma calhamaço de folhas de sulfite – bota alentado nisso! –, tive a impressão de que Sua Excelência queria ganhar tempo. Penso que conseguiu parcialmente, pois os ministros Cezar Peluso e Ayres Britto, em razão de suas aposentadorias compulsórias, não foram até o fim desse julgamento e os votos já dados por eles não favoreciam os “mensaleiros”. Na recente palestra a estudantes de Direito, em São Paulo, foi descabida e totalmente fora de propósito a menção de Lewandowski a um “golpe institucional” e à ameaça de retorno à ditadura militar. Tomara tenha sido apenas um “arroubo de retórica” do atual presidente da Corte Suprema, como suavizou seu colega, o ministro Marco Aurelio Mello.

 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

 

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ARROUBO PARTIDÁRIO

 

O que Marco Aurélio Mello chama, eufemisticamente, de “arroubos de retórica” só confirma o que até as colunas do Supremo já sabiam: a submissão de Ricardo Lewandowski ao PT e sua vinculação política àqueles que o nomearam. Como bem ressaltou o editorial do “Estado” (16/11, A3), ele é o chefe do Poder Judiciário, condição que não lhe permite os tais arroubos de cunho nitidamente partidário. Ou será que já viramos uma Venezuela?

 

Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

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CONFUSÃO

 

O ministro Marco Aurélio não teria confundido “arroubo” com “arroto” na apreciação do comentário do presidente do STF?

 

Carlos H. W. Flechtmann chwflech@usp.br

Piracicaba

 

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ALISTAMENTO MILITAR

 

Teria Sua Excia. ministro Lewandowski providenciado seu alistamento militar no “exército do Stédile”?

 

Walter Duarte duartecont@globo.com

São Caetano do Sul

 

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MAIS TRÊS ANOS

 

O que o sr. ministro Lewandowski entende de crises econômicas, para pedir que o Brasil suporte mais três anos de governo Dilma? Já passou por alguma? Tem problemas financeiros? Ganha mal? Corre o risco de perder o emprego? Estourou o limite do cheque especial? Paga juros de 400% ao ano? Então, como já disseram anteriormente, “porque não te calas?”

 

Basilio José Bernal bernal@roloflex.com.br

São Paulo

 

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PACIÊNCIA?

 

Quer dizer que, apesar de termos um punhado de gatunos já julgados e condenados; de outra leva, ainda maior, estar na fila esperando para ser engaiolada, devemos apenas ignorar a mídia, nos encher de paciência para mais três anos de desgoverno e tocar, com cuidado, nosso pesadíssimo andor? Ora, seu ministro, vá “arroubar” em outra freguesia!

 

Tharsis Silveira Barros tharsissilveira@bol.com.br

Araçariguama 

 

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JUSTA LEMBRANÇA

 

O editorial do “Estadão” com o título “Os militares e a democracia” (15/11, A3), em boa hora, destacou o comportamento das nossas Forças Armadas, principalmente neste momento que vivemos uma depressão econômica e grave crise política. E, se nos anos da ditadura militar, iniciada em 1964, tristes episódios marcaram a vida da nossa sociedade, hoje, como destaca o editorial, “os militares têm dado um excelente exemplo de como se comportar numa democracia. Agem dentro da lei e com responsabilidade e são um fator de estabilidade democrática”. O mesmo não podemos dizer destes medíocres 13 anos do petismo no poder, em que emporcalharam a imagem das nossas instituições ao protagonizar um lamaçal de corrupção jamais visto na história. E, além de saquear as nossas estatais, quebraram também a nossa economia! E também não demonstram ter qualquer cumplicidade com o regime democrático, já que não convivem bem com a liberdade de expressão...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ASSIM FALOU LEWANDOWSKI

 

Assim falou o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF): “Em países civilizados, dentre eles o Brasil, proíbe-se” (aos magistrados) “que exerçam atividades político-partidárias, as quais são reservadas àqueles eleitos pelo voto direto, secreto e universal e periódico. Essa vedação encontra-se no artigo (sic) 95, parágrafo único, inciso III, da Constituição. Com isso, não só se impede sua filiação” (aos magistrados) “a partidos como também que expressem publicamente as respectivas preferências políticas. Tal interdição mostra-se ainda mais acertada porque os magistrados desempenham, ao par de suas relevantes atribuições, a delicada tarefa de arbitrar disputas eleitorais. Agora, fala Lewandowski: “O Congresso deixou de lado a sua função legislativa e passou a exercer uma função  investigativa. Inúmeras CPIs correndo, substituindo o Ministério Público, a Polícia Federal e o próprio Judiciário, fazendo aquilo que eles não sabem fazer e deixando de fazer aquilo que eles sabem fazer de melhor, que é legislar. Investigar é para profissional, não é para amador” (“arroubo de retórica”?). “Mutatis mutandi”: julgar é para agentes públicos imparciais, não para alinhados a partidos políticos e bajuladores dos administradores de plantão.

 

Ruy de Jesus Marçal Carneiro ruycar88@uol.com.br

São Paulo

 

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SACRIFÍCIO COMPARTILHADO

 

O Congresso Nacional, de forma coerente, aprovou o veto da presidente Dilma a reajustes do Poder Judiciário. Neste momento de crise nacional, os dissabores e sacrifícios atingem todas as camadas sociais. A arrecadação tem nova queda, de 11%, afetando em demasia o quadro econômico do País. É compreensível que certas decisões do governo não possam agradar determinadas classes, especialmente em momentos de crise e de inflação alta. Mas, se esse reajuste fosse concedido, o rombo astronômico nas contas públicas seria de R$ 36 bilhões, o que agravaria ainda mais a situação de penúria em que se encontra o governo. Somos todos sacrificados por desmandos, corrupção e gastança desordenada praticados pelo governo do PT e seus aliados nestes últimos 13 anos.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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AS DIÁRIAS DO MINISTRO DIAS TOFFOLI

 

Causa perplexidade que o ministro Dias Toffoli (STF) tenha recebido R$ 115,8 mil em diárias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015, por diversas viagens pelo mundo. Um assessor seu recebeu R$ 179 mil de diárias. A ministra Carmen Lúcia ocupou o mesmo cargo no TSE e recebeu apenas R$ 1.132,00, ou seja, menos de 1/100 que Toffoli. Os ministros Mendes e Fux nada receberam em diárias. Quem paga mais essa conta é o povo brasileiro. Vemos ministros e seus assessores viajando pelo exterior e recebendo vultosas quantias em diárias à nossa custa. É um pequeno exemplo de como os princípios e ideais republicanos e o interesse público e o bem comum não são minimamente respeitados no Brasil.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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À ESPERA DAS JUSTIFICATIVAS

 

Quer dizer que o “honorável” ministro do STF gastou R$ 115,8 mil em diárias até outubro deste ano? Cabem as perguntas: Para quê? Por quê? Onde? Com qual intuito? Quando foi para segurar os processos dos planos econômicos das eras Sarney e Collor ele foi bem lento, demorando cerca de quase dois anos para liberar estes processos de suas mãos. Vamos ver, agora, quanto tempo ele demora para justificar estes gastos de nosso dinheiro, ou pensa que ficará o dito pelo não dito? Ele não está acima das leis vigentes neste país, apesar de ter burlado as mesmas quando não se julgou impedido de julgar o mensalão, mesmo tendo sido advogado do PT por muitos anos. Espero suas justificativas oficiais, a serem publicadas pela mídia.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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VERDADE

 

O profeta de Garanhuns, sr. Lula da Silva, vai dar depoimento à Globo News e diz que falará “toda a verdade”. Isso é impossível, pois ele não sabe o que é verdade, mais ou menos como suas abstratas e inúteis palestras, que são tão inócuas que poderiam ser gravadas em CDs e vendidas a R$ 10,00. Vai tomar o tempo dos telespectadores que se aventurarem.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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DISCO RISCADO

 

Será que Lula quer ser entrevistado pela Globo News para dizer que FHC é que foi o culpado pelo atentado em Paris?

 

Silvio Leis  silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

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DOAÇÃO

 

De acordo com a imprensa, os filhos de Lula, Fabio Luiz e Luiz Claudio, moram de graça em sua residências. Neste caso, no meu entender, o valor dos “alugueis” configura doação, por parte dos proprietários dos imóveis, sendo devido o recolhimento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) ao governo do Estado de São Paulo.

 

José Humberto Rodrigues de Freitas humbertofreitas@uol.com.br

Campinas

 

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PEDIDO DE AJUDA

 

Peço – imploro – ao sr. Luiz Cláudio Lula da Silva que me ajude. Sou formado na FGV (EAESP), falo sete idiomas (fluência também escrita em cinco delas). Estudei também no exterior. Fui gerente de Planejamento, gerente geral de Marketing e diretor comercial de duas das maiores empresas do ramo de autopeças no País. Tenho artigos publicados em cinco idiomas. Viajei a negócios por todo o continente, tendo formado extensa rede de contactos importantes. No entanto, jamais me propuseram consultorias nas quais eu trabalhasse sozinho recebendo R$ 2,5 milhões sem apresentar relatórios. Assim sendo, ilustre sr. Lulinha da Silva, peço humildemente que se digne a ajudar-me a conseguir alguma boquinha – faço por 10% do que o sr. cobrou. Prometo remunerá-lo com 20% de tudo o que me pagarem por serviço igual – trabalhar só e não apresentar relatório. Atenda a este pedido de um pai e avô frustrado por não conseguir o seu sucesso.

 

Marcos Susskind chegadedrogas@gmail.com

São Paulo

 

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REPATRIAÇÃO PREMIADA

 

Já que o (des)governo federal está numa pindaíba danada, por que não sugerir uma redução de pena para o político, funcionário público, apaniguados e “empresários” que devolverem espontaneamente dinheiro surrupiado? Poderia ser algo do tipo um ano de redução na sentença para cada R$ 10 milhões devolvidos. O dinheiro retornado, em qualquer moeda que fosse, ajudaria a criar um fundo anticorrupção e se somaria às arrecadações das multas aplicadas sobre os meliantes já processados. Pensando melhor, já imaginaram se o Conselho de Ética do nosso Congresso for gerir esta bufunfa toda?

 

Meier Strengerowski mauro@opeco.com.br

São Paulo

 

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LIDERANÇA EMPRESARIAL

 

Quase semanalmente, este jornal publica em suas páginas informação sobre encontros e eventos empresariais em que basicamente se discute a situação do País e apresentam reclamações e sugestões. De concreto mesmo, nada. As empresas que criticam são as mesmas que financiam campanhas de políticos medíocres como Cunhas, Dilmas, Collors, etc. Que tal se os empresários começassem a fazer campanhas dentro de seus setores condenando veementemente a corrupção e punindo de forma exemplar as empresas envolvidas em escândalos de corrupção e sonegação? Seria muito mais positivo, imediato e certamente reduziria o espaço dos corruptos. Corrupção só existe quando se paga (empresas) e se aceita (políticos e funcionários públicos).

 

André  Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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O ‘ESTADÃO’ E O AGRONEGÓCIO

 

No Summit 2015 serão discutidos temas de extrema importância para o agronegócio, inclusive crédito, participação do setor e segurança nas propriedades rurais, sendo importante salientar, desde já, que o agronegócio não é representado somente por grandes grupos, mas por proprietários rurais grandes, médios e pequenos, somatório de empresários que proporciona ao País mais de 20% do PIB anual, garantindo milhares de empregos e de divisas para a Nação. Ressalte-se que o trabalho do “Estadão” impõe lembrança aos poderes constituídos de que os olhares da coisa pública devem estar sempre voltados para o setor, cujo desenvolvimento nos últimos tempos tem sido feito graças ao trabalho dos ruralistas que investem muito de recursos próprios na agricultura e, especialmente, na pecuária.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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ATAQUES TERRORISTAS

 

Todos, em sã consciência, condenam os atentados terroristas. No entanto, os bombardeios contra o Estado Islâmico de nada adiantam, pois eles estão infiltrados nas diversas cidades ocidentais, como cidadãos comuns. Usam com suprema crueldade os infinitos poderes da internet. É uma espécie de submundo: tudo é sujo, vil, traiçoeiro, sórdido e terrível. Para eles não existe guerra regular, convencional, limpa e nenhum tratado internacional é respeitado. Nesta guerra são derrubadas as barreiras do impossível, do inimaginável e todos pagam: justos e pecadores. A luta deles é psicológica contra os sentimentos mais íntimos de prazer e alegria. Inteligência acima de tudo! Somos todos Paris!

 

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

São Paulo

 

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HIPOCRISIA FRANCESA

 

A declaração do presidente francês de que os atos de terrorismo muçulmano perpetrados em Paris eram “atos de guerra” deixariam o Conselheiro Acácio orgulhoso, pela sua obviedade “ululante” como também diria o nosso saudoso Nelson Rodrigues. O que a França queria ou quer? A liberdade de bombardear com seus jatos sistematicamente territórios muçulmanos, como ela vem fazendo há anos, e interferindo militarmente na deposição de Muamar Kadafi, da Líbia, que gerou um caos que não fica nada a dever ao caos deixado pelos americanos no Iraque, sem que os atacados, ou seja, os muçulmanos, tivessem o “direito” de reagir? Já que a França vem atacando partes do mundo muçulmano, é óbvio, é evidente e, mais do que isso, é inevitável que ela sofra contra-ataques. E, se o mundo muçulmano não dispõe de uma força aérea que possa atacar alvos franceses em seu território metropolitano (que é o que a força aérea francesa faz no mundo árabe), então o contra-ataque vem de outras formas. Não esperar esse contra-ataque e não estar preparado para lidar com ele é que é surpreendente.

 

Fabio Monteiro de Barros Faria fabio.faria3@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

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LEI DA OFERTA E DA DEMANDA

 

Mostra-nos como França e EUA bombardeiam os camiões com petróleo do Estado Islâmico. Quem são os compradores?

 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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A REAÇÃO DO ISLAMISMO

 

Até achava que as condenações efetuadas até agora pelo islamismo às barbáries em Paris eram muito tímidas, contudo, lendo o artigo de Fernão Lara Mesquita no “Estadão” de 17/11 (“Torquemadas de todo o mundo, uni-vos!”), mudo minha opinião. Acho que é por medo, justificável até, da mesma forma que os habitantes em favelas dominadas por quadrilhas, mesmo sendo gente decente (e são em sua maioria), têm de se omitir. É apenas luta pelo poder. Eu só acrescentaria ao final do artigo: “inclusive a polícia”, o que é difícil.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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TRAJETÓRIA BÁRBARA

 

O artigo “Torquemadas de todo o mundo, uni-vos!”, do jornalista Fernão Lara Mesquita, sintetizou com brilhantismo toda a trajetória bárbara do ser humano. Somos exatamente o que éramos há milênios, não obstante os esforços civilizatórios. E a receita do jornalista  poderia conter a “invasão dos bárbaros”: “(...) é imprescindível ‘ocupar os morros’ e garantir a segurança neles, ou nunca haverá paz ‘no asfalto’. E para isso é necessário que todas as vítimas joguem juntas e a favor da ‘da polícia’”. Só fica faltando a gente combinar com a turma dos “direitos humanos”.

 

Antonio de Pádua Cruz antoniopadcz@gmail.com

Ituverava

 

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TERROR EM PARIS

 

Ao contrário do que muitos podem pensar, Paris não é chamada cidade luz em razão de seus belíssimos monumentos e prédios históricos serem iluminados durante a noite, mas, sim, por ter sido o berço do iluminismo no século 18. Desse modo, soa irônico terroristas que propagam trevas e ignorância terem escolhido a encantadora cidade luz para tentar impor seu obscurantismo. 

 

Lourenço Maciel de Bem  lmdebem@gmail.com

Florianópolis

 

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INTOLERÂNCIA CEGA

 

“Fórum dos Leitores” do domingo 15/11 foi um indicativo de que a intolerância cega como a do Estado Islâmico segue seu caminho. Tinha gente aproveitando o atentado de Paris para defender e justificar as atrocidades do Estado de Israel, que ocupa ilegalmente áreas palestinas, e no plano nacional havia gente pedindo intervenção militar e, pasmem, gente fazendo apologia da monarquia brasileira! Só faltou algum petista defendendo os “mártires” do Estado Islâmico.

 

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

 

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DILMA E OS ATENTADOS NA FRANÇA

 

A presidente Dilma Rousseff mandou uma carta de solidariedade pelos atentados ocorridos em território francês ao presidente François Hollande. Mas não foi ela que discursou na abertura dos trabalhos da ONU dizendo em alto e bom som, envergonhando a todos nós, brasileiros, seguindo a retórica e ideologia carcomida das esquerdas que querem fazer o contraponto aos EUA para marcar posição, dizendo que o mundo deveria dialogar com o Estado Islâmico, pois o Brasil é contra a violência? Eu acredito que até estes terroristas islâmicos cruéis insensíveis e totalmente insanos deram muita risada com o apelo da presidente. Eu sugeriria que a ONU se reunisse em sessão solene e designasse a sra. Dilma Rousseff como representante mundial para o diálogo, e que ela fosse se reunir com os altos dirigentes do califado e, quem sabe, ficasse por lá mesmo. 

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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INCOERÊNCIA

 

A carta que Dilma Rousseff enviou ao presidente François Hollande condenando os atentados terroristas é totalmente incoerente com seu passado de militância na VPR, onde lutou pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil. Tivesse essa senhora um pingo de vergonha na cara, antes de se solidarizar com as vítimas francesas, teria de pedir perdão às vítimas brasileiras mortas pela sua organização criminosa.

 

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

 

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DIÁLOGO

 

Agora, que o terrorismo está em evidência, vamos apoiar Dilma Rousseff, já que ela propôs diálogo com o Estado Islâmico, com uma condição: ela faz o diálogo, juntamente com Lula, Renan e Cunha. O que acham? Resolveríamos o problema do terror, pelo menos no Brasil!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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PULINHO

 

Após a barbárie do ataque a Paris, por que Dilma não aproveitou sua viagem à Turquia e foi, com seu prestimoso assessor internacional Marco Aurélio Garcia, dar um pulo à Síria e ao Iraque para pêr em prática seu discurso de há tempos, em prol do diálogo com o dito Estado Islâmico? 

 

Eduardo Spinola e Castro 3491esc@gmail.com

SãoPaulo

 

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NO BRASIL

 

Dilma Rousseff, após reunião da Cúpula das 20 maiores economias do mundo (G-20), questionada, disse: “Não há preocupação com terrorismo no Brasil, porque nós estamos muito longe dos locais desse processo”. Deveria ter continuado afirmando: “Além do que, nós já temos o próprio terrorismo, implantado e evoluindo desde 2002, com o grupo denominado petelulismo”.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  

São Paulo

 

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A IGNORÂNCIA DA PRESIDENTE

 

A ignorância da presidente Dilma não conhece limites. Então o Brasil estaria longe do terrorismo internacional? Diga isso para as famílias dos brasileiros mortos no 11 de setembro, no atentado em Bali em 2002, nas explosões de 2004 em Madri e aos feridos na última sexta-feira em Paris. Nem se fale de Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista em Londres em 2005, na esteira dos atentados que vitimaram a capital inglesa, e de Sérgio Vieira de Mello, diplomata a serviço da ONU morto no Iraque em 2003. É esta mulher que comanda nossas Forças Armadas e serviços de inteligência e deveria nos manter seguros. Teremos Olimpíada ano que vem. Oremos...

 

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DILMA, O ESTADO ISLÂMICO E A OLIMPÍADA

 

Só se Dilma combinou com o EI, como queria fazer quando este iniciou as atividades...

 

Cássio Mascarenhas de Rezende Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

 

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O DESASTRE DE MARIANA (MG)

 

Insólito: duas novas barragens podem ceder em Minas Gerais. Medo, terror, indignação, depressão e muitos outros estados negativos de espírito acometem os homens ao saber dos atentados parisienses e, depois, da queda da barragens de Mariana (MG), o anúncio de que duas outras barragens podem romper-se, Santarém e Germano. A mineradora Samaco já comprovou sua inidoneidade absurda. Temos um governo ou a Presidência da República está vacante? Tropas do Exército devem ser imediatamente deslocadas para o local de perigo e construir imediatamente obras de contenção ou coisa que o valha. O problema é que nosso governo é pura retórica.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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BARRAGENS E PRINCÍPIOS

 

O procedimento para calcular qualquer tipo de barragem é o seguinte: 1) estudo do fluxo do rio nos últimos 30 anos. Hoje eu não sei onde conseguir esses dados. No meu tempo de atividade, obtinha-se esse dado no Dnae. 2) Lentamento topográfico da região para poder localizar a barragem e a área a ser inundada. 3) Resistência do solo da área escolhida. Se não for condizente, estudar outro local ou fazer um subleito que resista ao peso da barragem  e à carga hidrodinâmica do reservatório. Observados esses princípios, é só aplicar os princípios da engenharia civil. Estes são os itens a serem observados para chegar à causa do desastre. Eu trabalhei numa equipe que projetou oito barragens. Operam há mais de 40 anos. Nunca houve qualquer acidente.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ÁGUA PARA MARIANA

 

Lamentável, para sintetizar todos os adjetivos da tragédia ocorrida em Mariana com o rompimento da barragem de lama industrial e suas consequências, como as perdas de vidas, danos ambientais e econômicos que nos marcarão por muito tempo. Até que o fato mais uma vez seja esquecido como tantos outros do naipe que com o tempo são anestesiados nos sentimentos e lembrança da população, espera-se que pelo menos a desgraça sirva para despertar medidas de prevenção adequadas, para evitar futuros acontecimentos pares ou para melhorar a forma de tratar se ocorrerem de novo estes casos. Na análise desta tragédia de Mariana está ficando claro que existem outras bombas relógio do gênero esperando apenas a conjunção tempo e oportunidade para serem deflagradas, como já ficou claro também o despreparo do país, povo, empresas e principalmente direção governamental e jurídica sob a forma adequada de tratar tais eventos. Uma situação que se aflora igualmente nestes casos de tragédias, são as convocações à solidariedade da população para ajudar as vítimas, com toda a sorte de doações.  Existe o lado bom desta ajuda, porém temos também o lado brasileiro. Lembramo-nos de enchentes no sul do país onde a população foi convocada, sem qualquer controle ou estimativa de volume, com detecção que grande parte das doações estavam sendo submetidas a processos de triagem em grandes depósitos de transportadoras e intermediários, onde os itens de melhor qualidade simplesmente eram retirados do rol em benefício da habitual parcela de larápios da população. Em alguns casos, lotes inteiros, carretas e mais carretas de bens simplesmente nunca chegaram ao destino e isto foi amplamente denunciado e documentado, porém o assunto sumiu no meio de tantas mazelas em que vivemos. No caso específico de Mariana, o prefeito deu declarações claras que não era para mandar mais alimentos e roupas, pois inclusive nem tinham mais lugar para guardar, porém aceitariam água potável que é a necessidade do momento. Ora, para abastecimento de água destes locais, faltou claramente atitude governamental e judicial, como também a ação dos responsáveis econômicos pela tragédia, pois poderiam já ter sido abertos poços artesianos provisórios em situação emergencial em vários pontos da região e a compra de água em galões em fornecedores com transporte em escala industrial, por atacado, pagos por quem deve. Talvez até num desvio de foco e fuga de responsabilidade, preferiu-se fazer a convocação indiscriminadamente em todas as cidades, que o povo enviasse garrafas de água mineral, compradas num estilo “formiguinha” em supermercados, estabelecendo-se postos de coletas variados nas cidades e posterior envio aos flagelados. Enquanto isso, as atitudes que deveriam ser tomadas administrativamente por quem de direito, simplesmente estão negligenciadas mais uma vez.

 

Roberto Barbieri rrbarbieri@terra.com.br

Passos (MG)

 

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UM ANJO

 

Mais uma demonstração cabal de que Deus é brasileiro. No caminho, Ele nos colocou um anjo, o fotógrafo Sebastião Salgado, adiantado cinco anos na recuperação do Vale do Rio Doce através da preservação das suas nascentes ainda vivas e da recuperação das nascentes já secas. Os petralhas terão como símbolo de sua gestão “um mar de lama”, por corrupção, por incompetência, por pobreza de ideias, por falta de compromisso com o ser e com o ter de fato, com os atestados apresentados até agora com suas desculpas esfarrapadas de “outros antes não fizeram”, seus projetos medíocres imediatistas, sua falta de projeto para o Brasil. Eis que Deus não perdeu tempo e nos deu um anjo, com um projeto pronto e em execução, e com certeza vai antecipar a recuperação e eliminar a marca petralha do Brasil. Que o divino alivie o sofrimento das pessoas, dos animais e ajude a salvar todas as espécies envolvidas.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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A MORTE DO RIO DOCE

 

Esta semana são os últimos dias para registrar fotos do que resta do Rio Doce no Espírito Santo, antes que cheguem os rejeitos minerais industriais tóxicos. Somente daqui a algumas gerações as coisas ficarão mais ou menos normais. Última chance.

 

André Ruschi Estação ruschi1@terra.com.br

São Paulo

 

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BEBÊS COM MICROCEFALIA

 

Li ontem no “Estadão” que o governo prevê o vírus zika matando bebês em 14 Estados brasileiros. Que escândalo! E o sem-vergonha do prefeito Fernando Haddad disse esta semana ao jornal que espera 250 mil casos de dengue no ano que vem no Estado de São Paulo. Todos esses vírus, inclusivo o zika, são transmitidos pelo mosquito Aedes Egypti, que pode ser tranquilamente eliminado com fumacê jogado do alto, nas lajes dos prédios e na mata, que é o berçário do mosquito. O governo é criminoso de não tomar providencias corretas para a população não morrer.

 

Michelle Schott mschott@sti.com.br

Santana de Parnaíba

 

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MICROCEFALIA

 

O verdadeiro zika vírus se alastra no Brasil desde 2003 com a tragédia sanitária e moral da ascensão dos petralhas ao poder. Serão dedetizados em breve.

 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

 

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BRASIL X PERU

 

Sem dúvida que Daniel Silva, depois de Neymar, é o mais mascarado da seleção brasileira de futebol (no Barça também), e mostrou isso quando entrevistado  antes do jogo contra o timinho do Peru. Perguntado da cobrança dos torcedores por vitórias, ele, cheio de pose, saiu-se com esta: que nós pensamos que jogar futebol é fácil. Sabemos, sim, que jogar futebol não é fácil, mas até por isso ele, como a maioria do elenco da seleção, ganha fortunas para praticar e muito bem essa profissão, porque o torcedor paga caro justamente para isso. Antes, o Brasil só temia Argentina e Uruguai nas Américas; hoje nos preocupamos com timinhos como Peru, Equador, Colômbia, etc.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

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SELEÇÃO BRASILEIRA

 

Gostaria de cumprimentar o “Estadão”, um jornal que me acompanha há mais de 30 anos, pelo rol de notícias de suma importância e também as de conteúdo medíocre, entre estas o resultado do futebol brasileiro em cima do Peru. Somente em cima do Peru mesmo.

 

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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