Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2015 | 03h00

Inflação de dois dígitos

O IPCA-15 (uma prévia da inflação oficial), no acumulado de 12 meses, atingiu a marca de dois dígitos, 10,28%, a mais alta desde 2003. Não poderia deixar de cumprimentar a presidente Dilma e seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por tão grande conquista. Se ambos continuarem se empenhando, a meta atingida poderá ser dobrada e até 2018 a inflação poderá atingir o terceiro dígito. Viva a incompetência da Dilma e que ela continue desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, com apoio do Congresso Nacional, do STF e do gigante adormecido!

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

E o desemprego só sobe

Na atualidade, 8,7% da população economicamente ativa está desempregada, com tendência de subir para 10% no ano próximo, após o término das contratações sazonais. Eis que a política populista do lulopetismo levou o País a tanto, devendo ser ressaltado, ainda, que o quadro poderá piorar, antes de melhorar, porque não existe confiança do empresariado neste governo, cuja credibilidade é quase inexistente, desestimulando, então, investimentos geradores de empregos, tanto com capitais nacionais quanto alienígenas. Daí que o problema do impeachment da presidente precisa ser solucionado urgentemente, a fim de que o País possa ter um norte em sua economia. A baderna existente na atualidade, com (o presidente da Câmara) Eduardo Cunha e Lula agindo somente em causa própria, precisa ter fim para que os remédios constitucionais possam ser usados e aplicados.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

SÃO PAULO

Não pode parar

Em meio a grave recessão econômica e ao desgoverno Dilma, pelo menos o governador de São Paulo dá uma ótima notícia: Geraldo Alckmin quer injetar no Estado investimentos de R$ 13,4 bilhões, privatizando, ou concedendo, 14 rodovias, 5 aeroportos e 2 linhas de metrô. Essa sensata e oportuna medida pode, já em 2016, propiciar a criação de 280 mil empregos, minorando assim a aflição da família brasileira, que convive com alto índice de desemprego. Acorda, Brasil...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

‘QUE RAIO DE PAÍS...

... é este, afinal?’

O grande e competente sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier questiona em seu artigo publicado no Estadão (19/11, A2): “Que raio de país é este”, em que os integrantes de tais grupos (Congresso Nacional, partidos políticos e elites) não percebem ou aceitam passivamente o aviltamento da democracia, a dilapidação de recursos públicos numa escala astronômica e uma operação cuidadosamente planejada para subtrair recursos de uma empresa respeitada (Petrobrás), por pouco não a levando à bancarrota? Simplesmente porque quase todos esses integrantes estão se beneficiando do roubo da estatal. Mandaram suas fortunas para fora e vivem nababescamente, enquanto o povo servil sustenta a camarilha. Causa espanto e desesperança saber que, ainda que a grande imprensa divulgue quem são os responsáveis pelo rombo, eles continuem roubando e rindo da nossa cara. Caro Lamounier, o povo ainda não descobriu a sua força. Será preciso perder muito, ou quase tudo, para acordar. O Brasil caminha a passos largos rumo a uma Venezuela destruída. Devolvo a pergunta: que diabo de país é este? Dilma e Lula sabem.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Este e o país onde presidente tem ares de imperador. Onde a elite empresarial é segmentada em setores: alguns cooptados pela caneta do BNDES e banqueiros, pelos lucros auferidos por um spread agiota; uma indústria que encolhe e as de maior protagonismo, como as montadoras, têm suas decisões de investimento ditadas fora do País. Decisões confirmadas mais pela desobrigação de pagamento de impostos concedida por Estados e municípios, que garantem lucros, não importa quanto produzam. Já nossa elite do saber, religiosa e cultural se manifesta na maioria das vezes de acordo com seu pensamento ideológico. Toleram-se “malfeitos” se quem os comete faz parte do mesmo viés ideológico. Um país engessado politicamente, onde o cidadão sente ser impraticável a alteração do modus operandi do sistema. Por isso representantes do povo, assim que eleitos, viram-lhe as costas, buscando seus próprios interesses. Decisões políticas são tomadas pelas lideranças. Daí termos alto e baixo cleros. Um país que usa de eufemismos para contar a realidade dos fatos, muitos deles vergonhosos. Uma rua de mão dupla, hoje com movimento maior na mão esquerda, quando ontem era na direita. Este é o país onde o povo nas ruas clama por mudança.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Quer saber, além do que você já disse, que país é este, Bolívar? É o país em que um ex-presidente, acusado, juntamente com seus filhos, de enriquecimento ilícito tem todo o espaço do mundo nas mídias. É o país em que a presidente tem índices críticos de aceitação; fala asneiras de todo tipo; aprovou, como presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, a compra de refinaria imprestável por preço absurdo; era a “gerentona” do governo de seu antecessor, sabia de tudo, palpitava em tudo, mas desconhecia os roubos monumentais praticados debaixo do seu nariz; e continua governando. É o país onde o presidente da Câmara dos Deputados, acusado de mentir e ter dinheiro ilegal em contas suíças, não apeia do cargo. É o país que não fiscaliza nada e, na ocorrência de catástrofes, está sempre alegando falta de fiscais e estrutura. É o país em que um governador de Estado, do mesmo partido da presidente, diretamente da sede da empresa responsável pelo maior desastre ambiental do País deu declarações, no mínimo, antiéticas. É o país em que o presidente do Senado, com histórico de renúncia por risco de cassação do mandato, está sendo investigado na operação policial de maior vulto de que se tem notícia. É o país em que a maioria da imprensa se deixa comprar por anúncios governamentais e não investiga, nem revela, possíveis “malfeitos” divulgados na grande rede. É o país onde um juiz do STF, ex-advogado por anos do partido do governo, não se julga incapaz de julgar matéria em que estavam envolvidos vários nomes de peso desse mesmo partido. É o país que está indo para o buraco – desemprego astronômico, queda monumental do PIB e da renda da população – e seu governo nem sequer aventa a hipótese de destituir os 40 mil “companheiros” que ocupam cargos criados só para eles. É o país que está com toda a pinta de mostrar ao mundo, no ano olímpico, o desastre em que se encontra. Explicado, Bolívar?

JAMES PEREIRA ROSAS

jrosas2755@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÁS NOTÍCIAS

Notícias que se combinam: enquanto os procuradores da Operação Lava Jato anunciam que o rombo sofrido pela Petrobrás com o "petrolão" pode chegar a R$ 46 bilhões, fontes anunciam que a gasolina poderá chegar ao fim do ano custando R$ 4,60 o litro! Resultado? Vamos pagar a conta da roubalheira. Não tem milagre. Votou errado, é assim que funciona. O pior é que levam junto quem nada teve que ver com isso. A inflação vai explodir, escrevam!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ALGO DE ERRADO

O Ministério Público identificou um desfalque de R$ 42 bilhões na Petrobrás, e ninguém viu. Só um dos envolvidos vai "devolver" um total de R$ 100 milhões! Ao mesmo tempo, o filho mais velho do ex-presidente Lula tem um surto de genialidade e leva R$ 5 milhões de uma companhia telefônica; o outro, Luis Cláudio, recebe R$ 2,5 milhões referentes a uma "consultoria". O próprio Lula fez fortuna durante sua vida política e hoje tem apartamentos, chácaras e R$ 27 milhões recebidos por "palestras". O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem alguns milhões de dólares no exterior, que, segundo ele, foram resultado de "vendas de carne enlatada a países africanos". E por aí vai... Puxa vida! E eu, por errar a linha de um lançamento em minha declaração de Imposto de Renda, caí na malha fina! Será que não há nada de errado nisso tudo, não?

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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CRISE

Conversando com um amigo que tem uma construtora de estradas e está há 40 anos no mercado, e fora dos mensalões, comentou que não emite uma nota fiscal há um ano, e, como consequência, demissões. E o mais importante: a infraestrutura vai por lama abaixo no País. Como também ele é produtor rural em período equivalente, está por conta das regras ambientais, obviamente com consequentes multas, nova indústria das multas, agora também para o agronegócio. Repito a já conhecida frase: o último que sair apague a luz, mas com a diferença de que o governo nos poupará de ter de apagá-la, porque não a teremos mais.

Eduardo Vieira de Mello Lopes eduardo@variometal.com.br

Barueri

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ECONOMIA EM DECOMPOSIÇÃO

O governo Dilma e a frase "pau que nasce torto morre torto" têm tudo a ver. E este fardo que recai sobre a população brasileira pode ficar pior: a arrecadação federal de tributos caiu 11,33% em outubro e, no acumulado do ano, 5,4% ou menos, R$ 47 bilhões. Como efeito desta grave recessão econômica, os números do IBC-BR, do Banco Central, como prévia do PIB do terceiro trimestre de 2015, indica queda de 1,41% - o que confirma a expectativa do mercado de uma queda no ano de 3,5%. Esse quadro desolador citado acima tem tudo a ver com a irresponsabilidade deste governo, já que apresenta uma conta humilhante e inédita de déficit primário para este ano de R$ 119 bilhões. Porém o governo não pode culpar o Congresso Nacional de não estar colaborando, porque os vetos da presidente relativos às tais pautas-bombas não estão sendo derrubados pela Casa, como o que veta também a não vinculação das aposentadorias ao reajuste do salário mínimo...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TRIBUTAR PARA CRESCER!

Na Turquia, onde participou de reunião do G-20, a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a recriação da CPMF com o seguinte argumento: "Esse aumento de imposto não é para gastar mais, é para crescer mais". Reli para confirmar a enormidade - mais uma do inesgotável repertório de Dilma Rousseff. Fiquei a me indagar: desde quando uma nação prospera à custa de estatismo, arrocho fiscal e alta carga tributária? Gostaria que a presidente me indicasse um único exemplo nesse sentido. Para ser mais claro, vou aos números. A prestigiada "The Heritage Foundation" elenca anualmente o rol das economias mais livres e dinâmicas do planeta e, se há algo que imediatamente se vê como um traço comum entre elas é sua tributação baixa ou moderada, ao lado do bom ambiente de negócios e do elevado nível de liberdade econômica. Não à toa, a entidade situa nossos vizinhos Chile, Colômbia, Uruguai e Peru nas posições (respectivas) 7.ª, 28.ª, 43.ª e 47.ª, enquanto Brasil, Equador, Argentina e Venezuela, países cujos governos veem o arrocho tributário e o estatismo como "bons" para o crescimento, amargam as lastimáveis posições 118.ª, 156.ª, 169.ª e 176.ª, bem atrás de Eslováquia, Hungria, Bulgária e Romênia, antigos países da Cortina de Ferro (comunistas) e, bem assim, de Camboja, Uganda, Suazilândia, Tonga, Gabão e outras nações do continente africano! É duro querer brigar com os fatos.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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RANKING DO PODER

Muito interessante o ranking do site Business Insider que coloca a presidente Dilma Rousseff em 30.º lugar na lista das 50 pessoas mais poderosas do mundo. O site alega que a lista é feita com base em cálculos que levam em conta o poder de influência política e econômica dessas pessoas, e, "para o bem ou para o mal, as decisões deles afetam milhões, sacodem as empresas e mudam os países". Se fosse somente para o bem, ela nem figuraria na lista. Agora, para o mal, mereceria o primeiro lugar...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO-RECLUSÃO

A nossa governanta Dilma Rousseff, por determinação do presidente de fato, Lula, e em acordo firmado com o general Stédile, acaba de conceder aumento de 11% ao chamado auxílio-reclusão. Esses valores são pagos aos familiares de presos brasileiros. O benefício, que antes era de R$ 915,00, irá para R$ 1.065,00. O Brasil conta atualmente com 615 mil presidiários, um verdadeiro exército que dona Dilma, em conluio com Lula, pretende, num determinado momento, liberar e incorporar ao bando do MST. Independentemente disso, todos nós temos conhecimento da verdadeira adoração que o Partido dos Trabalhadores (PT) nutre por bandidos, por gente da pior espécie. A turma do Itamaraty, do Palácio do Planalto e redondezas venera os "meninos" do Estado Islâmico (EI), os bandidos da Itália, os terroristas das Farc. Eu só não sabia do respeito e da atenção que o Planalto tem para com os presos do País, mas agora as coisas ficaram mais claras. Um exército stand-by. Este país tornou-se uma vergonha para o cidadão: quem trabalha ganha R$ 778,00 por mês; quem mata, quem estupra, quem rouba e não trabalha ganha R$ 1.065,00. Uma verdadeira inversão de valores. Mais uma obra-prima da quadrilha que há 13 anos tomou conta do governo.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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MEGA-SENA

Senhores, façam suas apostas! Onde sairá o prêmio "acumulado" de R$ 170 milhões da Mega-Sena? Nos cafundós do Brasil. E a Caixa Econômica Federal (CEF) ainda diz que há lisura nestes sorteios. São Paulo é o maior apostador e fica sempre a ver navios. O governo fica com quase 60% da arrecadação...

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DE OLHO NO SORTEIO

Atenção, Polícia Federal, procuradores federais, a Mega-Sena está acumulando muito. Tem algo de podre aí. Fiquem de olho, logo, logo sai o prêmio para um ganhador de alguma cidade minúscula, que quase nem no mapa brasileiro aparece. Como vão diminuir as doações de dinheiro roubado nas próximas eleições, não custa nada acompanhar de perto os próximos sorteios.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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O CRIME QUE VALE A PENA

A situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e de inúmeros outros parlamentares que também participaram dos roubos à Petrobrás e subsidiárias é bastante cômoda, por desfrutarem do foro privilegiado. Por isso estão tão calmos, fazendo planos para o futuro, viajando a passeio, desfrutando de bens e imóveis adquiridos, sem preocupações. Eles terão um processo tranquilo que os levará ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde haverá, primeiramente, um inquérito e, posteriormente, se os ministros entenderem cabível, um processo e julgamento. Todos eles sabem que esse processo levará muitos anos, o que não os incomodará e permitirá gastarem tranquilamente o dinheiro roubado, e até serem reeleitos, continuando na profissão de ladrões "privilegiados", protegidos pela lei. A estimativa é de que o processo levará ao todo uns dez anos ou mais, vide "mensalão", que correu lentamente, apesar da atenção e pressão da opinião pública. Se o parlamentar completar 70 anos, seu processo caducará, como ocorreu recentemente com Romero Jucá. Desde a Constituição de 1988, o STF processou cerca de 500 parlamentares, a maioria por apropriação de dinheiro público, sendo somente 32 condenados e 8 cumpriram pena. Portanto, dizer que não há justiça no Brasil não é nenhum exagero. O pior é que não há democracia que funcione sem uma justiça severa. E, se alguém quiser entrar para a carreira do crime, procure uma profissão que possa ter "foro privilegiado", como a de parlamentares, ministros de Estado e outros, que têm roubado à vontade a Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás e todas as outras estatais.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FUGA DOS MALFEITOS

O presidente da Câmara federal, Eduardo Cunha, sempre que perguntado sobre seu dinheiro na Suíça e os desvios da Petrobrás, manda falar com seus advogados. Talvez pense que eles irão presos no seu lugar.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TRISTE

É muito triste constatar que nossa Câmara dos Deputados se encontra de quatro ante o deputado Eduardo Cunha e que nada possa ser feito para que esta situação mude, enquanto durar seu mandato.

Flavio Perpetuo fperpe@gmail.com.br

Florianópolis

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CONSTRANGIMENTO

Não sei o que é mais constrangedor: ver o deputado Eduardo Cunha (PMDB) mentindo e permanecendo impunemente na presidência da Câmara dos Deputados ou o deputado Paulinho da Força (SD) tentando justificar por que o apoia. Quanto a Cunha, só me resta torcer: tomara que caia!

Celso Nobuo Kawano Junior cn.kawano@gmail.com

Embu das Artes

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EDUARDO CUNHA

Suas palavras de ordem, em todas as eleições, nos programas eleitorais, eram o chavão com esta entonação: "O povo mereeece respeito". E agora, Cunha?

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CIRCO NACIONAL

Talvez seja Tiririca um dos poucos a viver em seu habitat natural, dentro do Congresso.

Waldyr Sanchez waldyrsanchez@gmail.com

São Paulo

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SEPARAÇÃO DE DIREITO

 

O vice-presidente, Michel Temer, trabalha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que as contas da última campanha eleitoral sejam julgadas em separado, o que parece se tratar de uma verdadeira incoerência, mesmo porque foi beneficiário, por vias oblíquas, dos dinheiros corruptos que adentraram o caixa de campanha. Os romanos já ensinavam que "abissus abissum invocat", ou seja, em linguagem mais simples: diga com quem tu andas e direi quem tu és. O casamento político realizado entre dona Dilma e Temer foi para assumir as consequências dos atos advindos de ambos. A escapatória ou fuga jurídica parece não ter sentido, porque estamos, como se diz em Direito, diante de responsabilidades solidárias.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ABERRAÇÃO

Uma providência que se impõe é que, por iniciativa do egrégio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se coíba terminantemente que senadores, deputados, vereadores, políticos enfim, que eleitos por sufrágio universal com o único propósito - tê-los como nossos representantes, locais e regionais -, não possam, durante o mandato, ser convocados para exercer cargos que não os para os quais foram consagrados em urnas. Na maioria dos casos, tais nomeações para outras funções são procedidas apenas para atender a manobras politiqueiras de conveniência de quem está no poder. Escolhemos aquele candidato para exercer aquele mandato e no que resulta é que perdemos nosso voto ao ficarmos sem representatividade nos postos aos quais concorreram e os alçamos privilegiadamente. Trata-se, pois, de uma aberração jurídico-eleitoral, tradicionalmente adotada no País, e que resulta em lesão plena e injustificada da nossa cidadania.

 

José H. Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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VIOLÊNCIA E POLÍTICA NO RIO

Inaceitável a conduta do deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), candidato do prefeito Eduardo Paes à Prefeitura do Rio de Janeiro. Pedro Paulo agrediu a própria esposa duas vezes, com socos e pontapés, causando-lhe lesões graves e quebrando seus dentes. Agora, depois que a imprensa noticiou os fatos, de forma patética, negou as agressões e ainda submeteu a ex-mulher a um constrangimento público e humilhante, num total desserviço às milhares de mulheres vítimas de violência doméstica no País. A emenda saiu pior do que o soneto. Teria sido muito melhor se assumisse o que fez, se desculpado publicamente e se arrependido de verdade. Lembrou o goleiro Bruno, ex-Flamengo, condenado por homicídio da mãe de seu filho, que também justificou a agressão contra mulher como algo normal e aceitável. Um sujeito como este não tem a menor condição de ocupar qualquer cargo público e, muito menos, de ser prefeito do Rio. Nota zero também para Eduardo Paes, por indicá-lo como sucessor, mostrando qual a sua verdadeira face, seus (des)valores e que tolera a violência covarde contra as mulheres.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BATE, MAS FAZ

O prefeito Eduardo Paes, defendendo ardorosamente o seu candidato para a Prefeitura do Rio, disse que as brigas são um problema do Pedro Paulo. Que o que deve importar ao eleitor é o que o seu secretário realizou nestes seus sete anos de mandato, atuando como seu primeiro-ministro. É uma adaptação do célebre "rouba, mas faz" do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. É o "bate, mas faz".

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ESSA VIOLÊNCIA DÁ VOTOS?

O PMDB afirma que "não cogita outro nome para a sucessão do prefeito Eduardo Paes que não seja o do secretário Pedro Paulo". Muito bem, em outras palavras, endossa a atitude do secretário, ou passa por cima de suas atitudes sempre visando ao poder. Em outras palavras, impõe a seu modo o candidato goela abaixo dos cariocas. Os eleitores cariocas não podem se deixar levar por mais essa estupidez. Além de os candidatos contarem sempre mentiras, ainda querem fazer crer que bater em mulher é coisa normal. Sem criar polêmica sobre o assunto, uma coisa é certa: o cidadão brasileiro é machista, não acha tão grave bater em mulher. Eduardo Paes, prefeito no Rio, já mostrou que faz qualquer coisa pelo poder. Sua próxima investida é lançar candidato Pedro Paulo, "o espancador de mulher", ao cargo de prefeito da cidade maravilhosa. Precisa combinar com os eleitores.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS

Não discuto se a causa é justa ou não, mas quero fazer uma advertência aos pais de alunos que estão ocupando escolas em São Paulo em que alguns destes movimentos de sem-teto estejam também envolvidos. Numa ocasião em que precisei comparecer à Prefeitura Regional do Butantã, as calçadas próximas estavam ocupadas por um desses movimentos, com numerosas barracas de acampamento. Fiquei impressionado com o fedor de maconha que impregnava as ruas. Então, é bom não misturar "alhos com bugalhos" - essas pessoas não são o tipo de influência desejável para jovens ainda em formação.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Para alguém de uma geração mais velha, como eu, as coisas estão ficando difíceis. Sou de um tempo em que certos princípios eram tidos como obrigatórios: honestidade, respeito ao próximo, responsabilidade, verdade e assim por diante. As crianças eram ensinadas a desenvolver e seguir cada um deles, porque eram considerados essenciais para a vida em sociedade. Como consequência, praticavam-se a ética, a moral e a religião e vivia-se em paz. Todos seguiam esses parâmetros, respeitando-se mutuamente, tratando bem os outros, não mentindo e, sobretudo, não usurpando os bens alheios. Cada um se contentava com o que tinha e, se quisesse ou precisasse de algo mais, empenhava-se para consegui-lo por meio de seu próprio esforço. Tudo era conquistado por meio do trabalho árduo, ou do "suor do rosto", como diziam os mais velhos. O mundo não era (ainda) consumista, por isso bastava ter as necessidades básicas satisfeitas para se considerar feliz. Bons tempos aqueles, em que se contentava com pouco. Havia segurança, as crianças podiam brincar na rua e os adultos, sair à noite. Hoje as coisas mudaram de ponta-cabeça. Aqueles valores de antigamente, além de não serem mais cultuados, ainda são considerados retrógados, obsoletos e outros tantos adjetivos pejorativos. Os jovens teriam até vergonha se fossem tachados de segui-los. Portanto, constata-se atualmente uma total inversão de valores. O que antes era qualidade tornou-se defeito. O que era digno de elogios agora é ridicularizado. O que se ensinava às crianças foi agora abolido da educação "moderna". Se antes os alunos respeitavam os professores e se levantavam quando eles entravam na classe, hoje não se dignam sequer a cumprimentá-los, ou chegam até a ameaçá-los por qualquer motivo. Tratam-nos de igual para igual. Perderam a noção de hierarquia (se é que algum dia a tiveram). Já cheguei a ver na TV uma professora que teve os dois braços quebrados por um aluno. Por que será que as coisas mudaram tanto em tão pouco tempo? O mundo mudou, é verdade, mas ainda há países em que se praticam aquelas (boas) atitudes. Há segurança, as pessoas se respeitam, são solidárias e têm um comportamento social adequado. Por que, então, aqui a violência cresce assustadoramente, é cada um por si e praticamente não se pode falar com estranhos na rua? A resposta é só uma: aqui não se investe em educação. Embora o lema do atual governo seja "Pátria Educadora", o que se vê na prática é exatamente o oposto. As escolas públicas são de péssima qualidade, muitos alunos não conseguem sequer se alfabetizar, os professores não recebem capacitação e não têm condições de fazê-lo por conta própria, e geralmente eles fingem que ensinam, enquanto os alunos fingem que aprendem. A maioria sai de lá com conhecimentos apenas rudimentares nas matérias básicas, sem as mínimas condições que lhes garantam o exercício profissional profícuo. O governo se preocupa tão somente com a construção de prédios escolares, esquecendo-se de que quantidade não é (absolutamente) o mesmo que qualidade. Até mesmo em São Paulo, onde há os magníficos prédios dos CEUs, a qualidade do ensino deixa muito a desejar. Imagine, então, no interior do Brasil, nos Estados mais pobres do País. É de chorar! É preciso que se entenda que não basta tirar as crianças da rua, mas é preciso garantir que elas realmente aprendam, que adquiram condições de lidar com as novas tecnologias, o que lhes dará competência para competir em situação de igualdade com profissionais do Primeiro Mundo. Mas, para que isso aconteça, é óbvio, é preciso também ensinar a cultivar aqueles valores de antigamente. Porque a técnica que se usa sem ética e moral pode se transformar numa grande fraude. Afinal, não é isso o que fazem os hackers? Não é comum a espionagem industrial ou o roubo de dados de uma empresa por outra? O que fazem os políticos que são eleitos para nos representar, tudo prometem durante as campanhas e, quando chegam "lá", deixam bem claro seu objetivo, que não é outro senão se locupletar? O que fez a presidente ao criar o programa Mais Médicos, dizendo-se empenhada em melhorar as condições de saúde do povo, mas deixando bem claro, depois de algum tempo, que agiu movida por uma motivação ideológica, com o verdadeiro intuito de ajudar Cuba, dos "companheiros" Castro? De novo, o que fez ela durante a campanha de 2014, gastando e mentindo desbragadamente, praticando um verdadeiro estelionato moral, iludindo o povo crédulo, sem instrução e sem capacidade de crítica, com o único propósito de se reeleger? E, depois de consegui-lo (se é que a eleição foi digna de crédito), e literalmente afundar o País na maior crise econômica "como nunca antes na Historia", ainda procurar defender-se dizendo que tudo se deve a uma situação mundial difícil? Mas a democracia não se sustenta na mentira, na fraude, na corrupção. Há ainda inúmeros outros exemplos que vêm "de cima". Mas estes mesmos políticos que mandam, legislam e acham que nos representam se esquecem de que eles deveriam ser modelos de comportamento para o povo que os elegeu. Não bastam discursos e promessas, que não passam de palavras vãs. Mas, ao fazer exatamente o contrário do que se espera deles, preocupando-se exclusivamente com seus próprios interesses e indo na contramão do que deveria ser uma pátria educadora, digna e ética, como gostaríamos que fosse, eles nos envergonham de sermos brasileiros. Não se educa para o mal. E também não se pode pretender transformar o País naquilo que um lema tão audacioso anuncia, simplesmente por decreto, sem nenhuma medida efetiva para realmente melhorar a educação. Finalmente, um lema não pode ser mera teoria. Para se efetivar, é preciso ação. E o que nos foi proposto não passa de propaganda enganosa. Como tudo neste governo.

Anna Carolina Meirelles annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

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ATENTADOS EM PARIS

Na sexta-feira 13 de novembro Paris virou alvo de atentados terroristas. Dezenas de pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e milhares estão aterrorizadas. A covardia reinou mais uma vez, atingindo civis que estavam se divertindo em casas de espetáculos, bares e restaurantes parisienses. Não sabemos exatamente os motivos para tamanha barbaridade, mas podemos supor algumas questões religiosas. É curioso imaginar que um grupo pode matar em nome de Deus. Não faz o menor sentido! As divergências religiosas são muito pequenas diante da dura realidade que vivemos. São tantos os problemas que assolam a humanidade que deveríamos canalizar os nossos esforços para erradicar a fome, a miséria e as graves epidemias.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BARBÁRIE

Não há como argumentar com um fanático. A fé incondicional anuvia não apenas as emoções, mas principalmente a capacidade de julgamento. O atentado em Paris foi um ato matematicamente planejado por homens que acreditam estar defendendo uma ideia onipresente, onipotente e onisciente. Usam a violência para conquistar os despojos de um mundo ancestral-espiritual. A providência divina não coroa assassinos, entretanto. A única conquista destes agentes do caos foi a eterna reprovação da humanidade. Que os mortos descansem em paz.

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

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ATAQUE À HUMANIDADE

Os ataques a Paris atingiram a humanidade. São ataques de cunho religioso que não se apoiam em nenhuma lógica profana, eles querem destruir o "modus vivendi" de quem não seguir as regras de suas crenças. Trata-se de uma guerra sem fim com assassinatos que trazem um efeito contrário ao que deseja o mundo ocidental: aumenta o número de pessoas do lado do Estado Islâmico. O exemplo mais marcante é a morte de Osama Bin Laden: não acabou com o problema dos ataques, pelo contrário, aumentou. O Estado Islâmico parece uma nuvem de fumaça, sem território, sem bandeira, um verdadeiro fantasma que aparece de forma e em lugares imprevisíveis. Só nos resta rezar e pedir ao nosso Deus que combata o diabo.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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'ALLONS ENFANTS DE LA PATRIE'

A tragédia que se abateu em Paris na noite de sexta-feira, dia 13, maculou o epíteto da Cidade Luz pelas centenas de milhares de luzes produzidas pelos projéteis das metralhadoras AK-47, com a morte de mais de uma centena de inocentes e deixando várias centenas de feridos. Desde 1983 essas organizações fundamentalistas islâmicas marcam sua presença mortífera em várias partes do mundo, como, por exemplo, o atentado de um homem-bomba contra a embaixada do EUA em Beirute, no Líbano, com 60 pessoas mortas. No mesmo ano e na mesma cidade, foram usados dois caminhões carregados de dinamite contra um prédio da força multinacional. Morreram 248 americanos e 58 franceses. De 1982 a 1986, 41 ataques suicidas mataram 659 pessoas. Ataque bombista à embaixada de Israel em Buenos Aires, Argentina, onde morreram 29 pessoas. O Hezbollah, em nome de Alá e de Maomé, sempre negou a autoria. Nas contra-ofensivas de Israel quem mais sofre é a população do Líbano. A Al-Qaeda, que era liderada pelo eliminado Osama Bin Laden, milionário com o tráfico de heroína, cometeu o maior atentado de todos os tempos, pela sua ousadia e consequências: os ataques às torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001 em Nova York. O Oriente Médio está infestado destes fundamentalistas sanguinários que levam o terror a cada habitante do mundo ocidental que pretenda frequentar uma casa de diversão, um restaurante e até mesmo andar pelas ruas.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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POR QUÊ?

Por que a maltrataram tanto, Paris? Se você é a cidade de todos os encantos? Por quê?

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

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A AMEAÇA TERRORISTA

Já não existe lugar seguro no mundo que não possa ser alcançado por grupos extremistas. A paz não pode ser mantida à força ou, como dito por Caetano Veloso em sua recente turnê a Jerusalém, esta não é a paz que eu quero. Toda vez que um país resolve atacar outro, causando milhares de baixas, refugiados e órfãos, deve se preparar para enfrentar represálias.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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UNIÃO NECESSÁRIA

O mundo assiste perplexo ao desenrolar dos fatos ocorridos em Paris na sexta-feira (13/11). O Estado Islâmico (EI) deu um alerta às nações, em especial às do Ocidente: não poupará uma vida sequer em nome do radicalismo do Islã. Inúmeros fatos históricos poderiam ser levantados neste momento (o conflito entre sunitas e xiitas, a migração judaica para a Palestina e suas decorrências, a invasão do Iraque em 2003, o episódio da Primavera Árabe, a formação do EI, a guerra Síria...), no entanto, não é momento para tal. Já é hora de os países e líderes religiosos entenderem que a guerra contra o radicalismo é maior do que qualquer outra desavença existente. Enquanto os jihadistas não forem considerados os inimigos n.º 1 do concerto das nações e a união for a ordem, a sociedade viverá temerosa e assistindo a repetidos massacres (como este, como o do "Charlie Hebdo"). Há, ainda, de se destacar a sensação de impotência com que nós, brasileiros, assistimos a tudo isso. Os governos Lula e Dilma se apequenaram o quanto puderam na política externa. Desde receber o ditador Mahmoud Ahmadinejad até não comparecer à passeata em favor da paz no início do ano (logo após o ataque ao jornal satírico francês), passando pela classificação de "povo" dada aos jihadistas pelo Ministério da Justiça, ainda há pouco. O País perdeu todas as oportunidades de atuar em prol de uma agenda de importância internacional.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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EXTREMOS MALES, EXTREMO REMÉDIO

Os trágicos atentados na cidade luz a fizeram cair na escuridão e no desespero. A crueldade gratuita dos atos de terrorismo que ameaça todos os países democráticos do mundo e os torna reféns de uma mentalidade demente deve ser solucionada. Sabe-se que extremos males pedem extremos remédios; sabe-se, também, que o médico piedoso faz a chaga infectada. Estes antigos ditados trazem à memória ideias quase esquecidas, como retaliação, lei marcial, identificação de todos os estrangeiros, arsenal nuclear tático, além dos antigos, mas sempre válidos, postulados de Nicoló Macchiavelli. Não parece lógico deixar que a matança de gente inocente continue. Os fanáticos que enxergam a morte como um prêmio que morram e, se possível, todos de uma única vez.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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A QUE PONTO CHEGAMOS

A Europa paga o preço de uma liberalidade sem limites. Estamos assistindo ao colapso do império do politicamente correto. A falta de religiosidade, a apologia do pacifismo a qualquer custo e o culto a valores menores de liberdade e tolerância cega mostram a que ponto se chegou. Há que de proteger a cristandade a qualquer preço, nem que seja com armas.

Aldo Dórea Mattos aldo@aldomattos.com

São Paulo

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TRISTEZA

A carnificina ocorrida em Paris entristeceu não só os corações dos franceses, mas os corações do mundo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NÃO HÁ JUSTIFICATIVA

Sejam as do passado, as do futuro ou as do presente, quaisquer explicações jamais haverão de justificar por que derramar o sangue dos inocentes.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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RISCO FUTURO

O mais recente atentado terrorista assumido por uma organização islâmica radical mostra que estamos, em todos os países, sujeitos a sermos vítimas de quem pouca importância dá à vida humana. E que assume uma prática que fica inexplicável, se levados em consideração os aspectos religiosos, pois a violência contra um "irmão" é inaceitável. Os países que se julgam donos do mundo precisam entender também que é preciso buscar a paz. E que ela pode começar pelo reconhecimento do Estado Palestino. E, com isso, diminuindo os riscos de novos atentados.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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REVISÃO DA POLÍTICA

Acho que a política de combate ao terrorismo, se é que há, deve ser imediatamente revista. As nações que combatem o terrorismo ao lado dos EUA têm de rever suas posições, inclusive os EUA, embora suas atuações em recentes conflitos tenham resultado em fiasco para os EUA. Os ataques são violentos e para todo o mundo ver. Para chocar. World Trade Center, atentado em Madri, ataque ao jornal "Charlie Hebdo", aeronaves explodidas e por aí vai. Qual a resposta? O terrorismo avança e o chamado mundo civilizado olha como se fosse um desfile de moda. Desculpem o radicalismo, mas a resposta tem de ser imediata e na mesma moeda, ou pior. Uma autoridade militar disse, quando da ocasião do primeiro sequestro de um avião, que, se o sequestrador fosse executado na hora, no ato, a história poderia ser outra. Não se pode ter complacência com este tipo de gente. Não venham me falar de direitos humanos. Este tipo de gente não é humano. Ou há uma resposta imediata, firme, para mostrar que o mundo civilizado sabe reagir, ou o terror vai tomar conta. Vai se perder a segurança de ir aqui ou ali, de se divertir ou ir e voltar do seu trabalho. Não se sabe o que pode acontecer. Palavras de apoio, acender velas, rezar, enviar condolências são até atitudes válidas, mas não resolvem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIDERANÇA

Será que precisamos de um novo Winston Churchill, um novo Dwight Eisenhower, um novo Harry S. Truman, um novo Charles André Joseph Marie de Gaulle, um novo general George S. Patton para mandar para o inferno o Estado Islâmico? Estão demorando demais. Ou falta coragem?

José Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara

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AÇÃO NA SÍRIA

O presidente francês, François Hollande, havia apoiado o presidente americano, Barack Obama, na decisão de bombardear o Estado Islâmico e derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, porque a geopolítica internacional das grandes potências considerava apenas se o presidente russo Vladimir Putin continuaria a manter o apoio ao regime sírio ou se não se oporia à saída do ditador sírio. Entretanto, o Estado Islâmico é a terceira força na guerra civil síria e decidiu espalhar o terror na Europa ao se opor aos outros dois lados. Estávamos diante de uma escolha impossível entre viver um horror sem fim (terrorismo cotidiano) ou o fim do horror (guerra mundial), mas agora se abriu um espaço para a negociação entre as grandes potências sobre a possibilidade de uma transição política e o fim da guerra civil na Síria.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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AS CONSEQUÊNCIAS

Uma pergunta que não quer calar: George W. Bush & cia. estão contentes com as suas "intervenções" no Iraque, na Líbia, no Afeganistão e com seu apoio aos "rebeldes" da Síria e suas consequências?

João Carlos Macluf jc.macluf@uol.com.br

São Paulo

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AS ARMAS

Criminosos e os terroristas em sua generalidade dispõem de armas moderníssimas e de primeira linhas, inclusive as de uso exclusivo das Forças Armadas, na perpetração dos seus objetivos antissociais. As fotos e as notícias deixam isso bem claro. Pois bem, é a pergunta que nunca cala: quem vende/fornece essas armas? As providências para arrefecer o terrorismo devem começar por aí, implacavelmente.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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COVARDIA HUMANA

Desde Bali, quando morreram muitos jovens australianos em meio a um paraíso na terra chamado Ilha de Bali, o mundo se pergunta: para que e por que isso? Um ato covarde e suicida contra tudo o que eles, islâmicos radicais, acham que seja supérfluo e contra as leis de seu alcorão mal interpretado. São loucos e suicidas contra o que eles nunca poderão ter. A liberdade do Ocidente é o que incomoda a eles, que tudo restringem. Em Bali não existia o Isis e foi a mesma covardia que será com outros que virão depois do Isis. Não é o fim do mundo, mas uma realidade a ser encarada. A Alemanha nazista soube mexer com estes loucos e a política foi "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Lidar com eles é, primeiro, tentar entender a ambiguidade absurda desta frase.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS

À França, minha solidariedade e tristeza diante da imbecilidade humana, que separa e mata os homens por cor, poder aquisitivo, religião (mata-se demais em nome de Deus), política (mata-se mais ainda) e até por ser torcedor de um time de futebol que não seja o seu, elevando os assassinos destes a bestas. Sou solidário ao povo da França, mas aqui, em nosso país, o que acontece é algo que seria digno de prisão perpétua para os diretores da Samarco, autoridades complacentes, cúmplices, incompetentes e indiferentes ao que aconteceu a muitas famílias e ao meio ambiente em Minas Gerais e no Espírito Santo. Caso fosse num outro país, que tivesse leis rigorosas e estas fossem cumpridas, esses canalhas estariam certos de que seriam punidos severamente, mas aqui, no Brasil, sempre se dará um jeitinho. Ou será que desta vez os que pedem justiça queimarão a língua e haverá justiça? Não creio, mas espero que sim.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

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VIDA

Se você não se importa com o que está acontecendo no mundo, se você não se preocupa com as pessoas que morrem quando buscam momentos para usufruir da liberdade da vida, então chego à conclusão de que nasci num mundo errado.

Antonio Boer toboer@uol.com.br

Americana

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