Fórum dos leitores

POLITICAGEM

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2015 | 02h55

Não vão deixar barato

Foto de primeira página do Estado de sábado mostra alguns marmanjos, supostos estudantes, manifestando-se na Praça Roosevelt contra o projeto de reestruturação das escolas estaduais. Em primeiro plano, à esquerda, uma guria com a camiseta da Ubes, a União dos Estudantes Secundaristas (satélite petista). Junto, outros com os punhos cerrados, uma simbologia que dispensa comentários, bem ao gosto de Nicolás Maduro e outros do mesmo time. No ar, balões da Apeoesp e outros simbolizando o governador Alckmin, entre bandeiras vermelhas. Outra simbologia que dispensa apresentações. Quanto custa tudo isso? Uma das “estudantes” detidas há dias foi Camila Lanes, da UJS e do PCdoB, militante profissional, moradora no Paraná. Há foto na internet de Camila confraternizando com Dilma Rousseff. Outras imagens revelam “manifestantes” (aspas necessárias) que mais parecem black blocs dando saltos acrobáticos com os pés em direção aos portões do Palácio dos Bandeirantes. São estudantes? Sei... Me engana que eu gosto! Tudo, como se vê, feito na medida para causar grande impacto, desgastar o governador e usar a garotada em prol da “causa” – que todos sabemos qual é, a ver pela bandeira com a foice e o martelo que a citada Camila, sorridente, brande num desses protestos supostamente pensados pela garotada. É pena que a situação no País tenha chegado a esse nível de polarização. Pelo jeito, esse tipo de expediente deverá repetir-se daqui para a frente também em outras áreas. Mais ainda se Dilma for afastada do poder. O PT – que está obviamente por trás dos episódios em São Paulo – simplesmente não vai deixar barato.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Manobra petista

Dilma cortou R$ 9 bilhões da educação e não se viu um único estudante protestando. Alckmin pretendia implantar no Estado de São Paulo um sistema educacional mais moderno, semelhante ao que praticam os países desenvolvidos, mas teve de ceder aos protestos encabeçados por estudantes manobrados por militantes, que nem estudantes são, cujo único objetivo não tem nada que ver com educação: é desestabilizar o governo do PSDB, pois há “séculos” o PT quer tomar de assalto o governo paulista. Isso é tão evidente que, mesmo após Alckmin ter cedido e o secretário da Educação ter-se demitido, os estudantes continuam acampados, fazendo mais exigências, tornando o governador refém de um grupo que reivindica democracia, mas durante a semana passada desrespeitou o direito de ir e vir de trabalhadores e doentes a caminho dos hospitais! É isso que estamos preparando para o futuro do Brasil?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Greve x melhorias

Há um fenômeno a ser estudado pelas ciências do comportamento na área da educação em São Paulo. Comandados pela Apeoesp, entidade do lulopetecomunismo, professores da rede estadual fazem greve por mais de três meses, com reivindicação pouco razoável, sem que pais, estudantes, promotores, defensores, ONGs e universidades públicas abram o bico para a mais suave das críticas. Mas basta uma tentativa do governo do Estado de promover uma reorganização para aproveitar melhor os espaços escolares e tentar melhorar o ensino que o mundo desaba. A acusação mais leve é que a autoridade está querendo é fazer economia. Muita gente diz que é por isso que o Brasil não vai pra frente.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Educação

Os problemas educacionais brasileiros e paulistas são de longa data. No entanto, as manifestações do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública, dos professores doutores Carmem Sylvia Vidigal, Luiz Carlos Freitas e Maria Amábile Mansutti não trazem uma única proposta que possa resolver ou amenizar esses problemas. Aliás, nos meus 37 anos como docente da USP participei de inúmeras reuniões em que se pretendia resolver ou amenizar os problemas. Como sempre, o único dado concreto era a porcentagem de aumento reivindicado pelos professores da rede pública (lógico, eles devem ser mais bem remunerados). Propostas para as outras graves deficiências eram vagas, sem consistência e carregadas de conteúdo ideológico. Nesse contexto, ponto para a sra. Noronha!

ZULEIKA ROTHSCHILD

amaxrothschild@terra.com.br

Ribeirão Preto

Reforma paulista

A verdadeira reforma só se dará quando, além do governador do Estado de São Paulo, forem também responsabilizados ativistas a soldo, militantes classistas, adolescentes irresponsáveis e inimputáveis, pais relapsos e sindicalistas desavergonhados.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

EM BRASÍLIA

Comadres e lavadeiras

Difícil ler as páginas de política atuais do Estadão, não por culpa do jornal, claro, mas pelo baixo nível da política brasileira. Elas estão cheia de fofocas de comadres, à semelhança das intrigas das antigas lavadeiras de beira de rio (sem ofensa às lavadeiras). Dilma joga indireta para Eduardo Cunha, que a acusa de mentirosa. Por sua vez, Jaques Wagner diz que o mentiroso é o Cunha. Falcão diz que vai expulsar Delcídio, que fica chateado porque foi abandonado pelas comadres. Por onde andam as ações em prol do País? Onde as realizações? Onde os projetos? Onde as perspectivas? Só intrigas e baixarias.

CLÁUDIO EUSTÁQUIO DUARTE

claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

REFIS ÀS AVESSAS

Fato relevante

O Estadão noticiou que “famoso doleiro” – cujo nome todo mundo já conhece – estaria envolvido num caso de propina no longínquo Estado do Maranhão para “ajudar” uma empreiteira a “furar” a fila dos precatórios. Esse “malfeito” só pôde ocorrer porque existe essa fila. Um precatório é um direito líquido e certo, sacramentado pelo Poder Judiciário. Acontece que, infelizmente, em todos os níveis – federal, estadual e municipal – a “pátria educadora” age como “pátria caloteira”. Fala-se com a maior naturalidade em premiar aqueles que oferecerem o maior desconto, ou seja, seriam contemplados os que abrirem mão dos maiores “nacos” dos valores a receber, sejam eles anciões prestes a se despedir desta, ou empresas, cuja idoneidade não cabe aqui discutir. É uma espécie de Refis às avessas, invertendo os papéis dos devedores e credores. Em suma, uma vergonha, indecência, ignomínia, como queiram.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A NOVA META FISCAL

 

Certa feita, um ex-congressista declarou que não concorreria à reeleição para a Casa das Leis porque lá existiam 300 “picaretas”. Então este cidadão concorreu e venceu as eleições para o cargo de presidente da República, e o resto da história nós estamos acompanhando. Ele errou por pouco. Na semana passada, 314 congressistas consideraram que não há problema algum, restando 29 dias para encerrar o ano fiscal, em alterar a meta fiscal do Orçamento do corrente ano, que previa um pequeno superávit, para um monumental déficit, livrando a presidente da República, pelo segundo ano consecutivo, de ser indiciada pelo cometimento do crime de responsabilidade fiscal ao desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Espero que os eleitores desses congressistas não se esqueçam dos seus nomes na próxima eleição.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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IRRESPONSABILIDADE

 

Na semana passada o Congresso Nacional jogou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no lixo. Pela segunda vez, porque em 2014 já o tinha feito. Autorizou um déficit primário de R$ 120 bilhões, quando o País tinha prometido fazer um superávit de R$ 52 bilhões. Isso significa que o (des)governo da presidente Dilma Rousseff vai gastar R$ 172 bilhões a mais do que o previsto. Gostaria de saber para que serve a LRF, se ela não é cumprida. No final de 2014, o Congresso já tinha feito mudanças para que os gastos do (des)governo se enquadrassem na lei, só que, mesmo assim, isso não aconteceu. Agora, está em andamento o pedido de impeachment. Novamente em 2015, numa demonstração absoluta de falta de responsabilidade, o (des)governo estoura os gastos e o Congresso dá aval. E só se fala em aumento de impostos. O tão falado corte de funcionários da máquina não aconteceu. Dos milhares que seriam demitidos, ninguém foi. Em minha opinião, o rebaixamento da nota de crédito pelas agências de risco é iminente e o aprofundamento da crise, inevitável.

 

Sérgio L. dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

 

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UMA BANANA

 

O Senado oficializou o crime das pedaladas, dando uma banana à LRF e ao povo brasileiro!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

 

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CHEQUE ESPECIAL

 

O Brasil autorizou o aumento do déficit fiscal. É como um pai de família desempregado comemorar que conseguiu aumentar o limite do cheque especial e do cartão de crédito.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O ROMBO

 

Ela quebrou uma vez, quando o valor era de R$ 1,99; Quem será que vai quebrar agora, com R$ 120 bilhões?

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

 

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ECONOMIA EM QUEDA

 

Segundo previsões para 2016, nosso produto interno bruto (PIB) ficará muito parecido com as temperaturas do inverno europeu: abaixo de zero.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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PIB E CORRUPÇÃO

 

Se toda a roubalheira no Brasil entrasse no cálculo do PIB, ele cresceria 20% ao ano e, com certeza, seriamos a segunda maior economia do planeta, acima da chinesa, onde desvio de dinheiro é combatido com execução sumária. Se o ministro Joaquim Levy cair, fica minha sugestão para o novo ministro, que bem poderia ser Guido Mantega: pedalar o PIB também é crime de responsabilidade, passível de impeachment?

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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PREVISÕES FURADAS

 

A recuperação do Brasil só se dará depois de alguns anos da saída de Dilma Rousseff, se em seu lugar assumir uma pessoa com um pingo de responsabilidade, competência e credibilidade. Portanto, não adianta o mercado ficar fazendo previsões de recuperação enquanto Dilma for a “presidanta” do País e continuar gastando muito mais do que está arrecadando, com o apoio de um Congresso tão incompetente e irresponsável quanto ela.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

 

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ASSALTO E ENGANAÇÃO

 

Apesar do desemprego galopante, da recessão beirando a depressão, da inflação na estratosfera, da corrupção à solta por parte do PT e seus aliados diretos e indiretos e do desânimo coletivo tanto de empresários quanto da população, Dilma e seus incomPeTentes ministros da área econômica, bem como seus aliados de alcova, insistem em nos enfiar mais um imposto (a maldita CPMF), que vai gerar ainda mais inflação, desemprego, desânimo e, principalmente, tirar de quem não pode mais contribuir com mais nada. Trata-se de bandidos travestidos de políticos e/ou ministros/economistas que são incompetentes, que não têm a menor capacidade administrativa e gerencial para tocarem um governo e seus respectivos ministérios. Nossa “ilustríssima” presidente poderia, em vez de ficar viajando de helicóptero e Aerolula e de ficar em hotéis com valores de diárias astronômicos, “maneirar” em seus gastos e atitudes para, pelo menos, mostrar que está fazendo alguma economia. Mas não, esta senhora, em seu mundo de grandeza desmedida, assim como seus asseclas de plantão, necessita do mais alto luxo para se mostrar superior ao povo, que tão somente eles querem explorar, roubar, enganar e ludibriar com suas mentiras recorrentes e diárias. São pessoas que ficarão na história deste país como a página mais negra de todos os tempos, superando a época da ditadura militar por causa de conchavos, roubos, mentiras, enganações, etc. O PT de Dilma e Lula jogou o País num lamaçal igual ou ainda pior que o da Samarco em Mariana. São pessoas que não merecem qualquer tipo de respeito e consideração. Se a Justiça realmente existe, será aplicada de maneira exemplar sobre estes irresponsáveis para com o povo brasileiro. Chega de mentiras, chega de exploração, chega de PT!

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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HERANÇA

 

E agora, quem vão culpar?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

 

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DÍVIDA ATIVA

 

A União, por meio da área econômica, se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiram criar uma força-tarefa para agilizar a cobrança da dívida ativa. Segundo informes, o valor supera a casa de R$ 1 trilhão. Sabemos que os processos de execução da dívida são muito lentos, demorados. O devedor prefere não pagar e recorrer, pois sabe que terá, no mínimo, dez anos pela frente. Deveria ser obrigado a depositar em juízo até o julgamento final da questão. Aí eu quero ver se ele ia recorrer. Tendo de depositar o valor que lhe é cobrado, acho difícil ele recorrer. A questão que cabe é: por que esta demora toda? Mas o mais importante é esta força-tarefa começar logo e arrecadar alguma coisa. O governo está de pires na mão. Está vendendo o almoço para ter a janta. O que conseguirem já alivia e afasta a necessidade de elevação de tributos. Os Estados e municípios também têm suas dívidas ativas, que são mais inativas do que ativas, pois não andam. Não cobram nada. O Estado do Rio, segundo o governador, tem alguns bilhões de reais a receber e disse que ia procurar as empresas para uma solução. Procurou? Talvez seja mais fácil fazer o que está fazendo: pagar só parte dos salários dos servidores, que não têm nada a ver com isso. De repente até têm. Quem votou neles?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O TREM DESCARRILADO

 

O ex-presidente Lula chamou de “loucura” a decisão de Eduardo Cunha de aceitar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff e comparou o País a um “trem descarrilado”. A realidade é outra, “cara”: loucura foi a população ter confiado o “pudê” ao petelulismo. E, quanto ao trem descarrilado, ele se deve única e exclusivamente à responsabilidade do PT, que, além da incapacidade total, permitiu e implantou a corrupção devastadora. Além de um detalhe de suma importância: quando vocês assumiram o “pudê”, os trilhos já estavam totalmente instalados, da sua partida à sua chegada, por Fernando Henrique Cardoso. Vocês só deveriam colocar o trem que já estava nos trilhos em movimento e ter a capacidade de mantê-lo ali.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O PAÍS FORA DOS TRILHOS

 

Lula, o metalúrgico, e Dilma, a gerentona, meteram-se a maquinistas. Deu no que deu.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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VAGÃO DESGOVERNADO

 

O ex-presidente Lula disse que não importa quem é o culpado pelo trem descarrilar, o importante, agora, é colocar os vagões nos trilhos. Presidente, na minha opinião, quem pariu Matheus que o embale.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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AGONIA

 

Após o acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ex-presidente Lula sentiu o golpe como se tivesse sofrido um gol fatal aos 45 minutos do segundo tempo de uma partida de futebol. Lula está esperneando, dizendo-se indignado e com ares de derrota. Ele não percebeu que este fato é apenas o começo. Muitas coisas ainda estão por vir até mesmo a sua prisão no curso da Operação Lava Jato, que está bem próxima. Se Lula for preso, será o fim do jogo. Creio que o PT está agonizando.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A BANDEIRA DO IMPEACHMENT

 

Como bem definido, mas de certa forma mascarado, o portador da bandeira do impeachment é o jurista Hélio Bicudo. Não é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sob mira da metralhadora midiática, bombástica e avassaladora para enfumaçar e desviar o foco dos malfeitos – muitos, insuportáveis e repulsivos – do governo da “presidenta” Dilma Rousseff. A bipolaridade marcante das duas autoridades, ao ponto de Eduardo Cunha declarar a ruptura com o governo, mesmo sendo do PMDB/bengala-PT, mantinha ultimamente um viés de salvação da própria pele, momentos de atração, momentos de repulsão. Em que pesem as acusações sobre o atual presidente da Câmara, cabe ao detentor desse cargo, enquanto o for, acatar ou não as acusações sobre o presidente da República em exercício. Em perfeita consonância com os ditames da Constituição federal. Chamar de golpe é puerícia, rótulo simplista e falta de argumento, como “A xingar a mãe de B”. As imputações de crimes e/ou condutas reprováveis estão circunscritas à instituição legal para apreciá-las. Ponto. Desqualificar Eduardo Cunha é mera jogada de marqueteiro para amaciar a opinião pública, nítida e gradativamente se acostumando com o fedor que exala do Planalto, governo do PT, com expoentes do partido condenados ou presos. Do mensalão, com José Dirceu (era ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula), José Genoino, Paulo Cunha, Delúbio Soares (foi tesoureiro), ao petrolão – limpeza lava a jato – com João Vaccari Neto (foi tesoureiro) e mais recente, o senador Delcídio Amaral, líder do governo Dilma. E mais, elevado número de ministros afastados por vários motivos, não virtuosos. Ao contrário de Eduardo Cunha, destaque diário nos telejornais por contas no exterior e outros valores para anestesiar a Nação, no polo oposto ao governo Dilma está Hélio Bicudo, mentor das denúncias, que assina com outros o pedido de impeachment. Como é um jurista de nomeada e de reputação ilibada, convém às patrulhas ideológicas mantê-lo na sombra e a iluminar o presidente da Câmara, pendurado na Comissão de Ética, que no processo de impeachment, simplesmente aceita o pedido e o submete aos pares para condenar ou absolver a “presidenta”. Tachar Hélio Bicudo de golpista não conseguem fazer diretamente, por isso o escondem, e repetem como palavra de ordem generalizada, prática do petismo. E, no caso, Bicudo pertenceu aos quadros do PT desde os primórdios, e lá exerceu funções de relevo, e o renegou exatamente no advento do mensalão do PT, que assombrou o Brasil e transformou o ministro do STF Joaquim Barbosa em baluarte contra a quadrilha que assaltou o Tesouro, infiltrada no governo central e no Congresso Nacional. As razões técnicas estão expostas no pedido, ao que consta bem fundamentadas no alegado descumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei de Responsabilidade Fiscal, malfeito apelidado de “pedaladas fiscais”. Sendo o único aceito dentre 34 pedidos neste ano; ao todo 48 desde 2011, maior registro com início no governo Collor de Melo. Ora, cabe, assim, a decisão aos 513 deputados após os trâmites legais, ampla defesa e conclusão nessa Casa legislativa. A depender de 2/3, voto de 342 deputados, o impeachment é aceito no patamar considerado. Em termos porcentuais, 66,66...%. Se a Câmara representa a sociedade, grosso modo se pode observar o que esta pensa a respeito da presente condução do País. Na pesquisa de 30/11/2015 do Datafolha, a rejeição ao governo Dilma atinge 67%, e 65% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment. Nota ínfima de 3,2 entre zero e dez. Incumbe ao Senado fazer o prosseguimento do impeachment, aprovando-o por 2/3 dos seus membros, 54, se for o caso.

 

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

 

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REVELAÇÃO

 

O contraditório ao impeachment vai revelar quem é parte da quadrilha no poder que está sentada no Congresso Nacional.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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TIRO NO PÉ

 

A presidente Dilma precisa de 172 votos, mas tem hoje pelo menos 258 a seu favor para sepultar o andamento do impeachment na Câmara. O governo é muito desarticulado, mas conta com a reconhecida incompetência da oposição para tentar reverter tão expressivo número de votos de que precisa. Pela pressão que vai enfrentar agora no Conselho de Ética, o ato do cambaleante Eduardo Cunha pode se tornar um tiro no seu pé, que também acertará no pé da oposição, que, caso o processo seja arquivado, terá de aturar ser acusada de golpista pelo governo mais corrupto da nossa história democrática.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                    

Rio de Janeiro

 

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NEM QUE A VACA TUSSA

 

Nem que a vaca tussa, nem que a vaca vá para o brejo acho que a presidenta Dilma cai. Este Congresso não tem moral nenhuma para julgar nada, estão fazendo um oba-oba, colocaram o bode dentro do Congresso para desviar a atenção dos reais problemas que o País está vivendo.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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RENÚNCIA

 

Quando Dilma Rousseff vir que nem sequer o copeiro a está obedecendo, renunciará como um gesto de “grandeza”.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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JAMAIS

 

Uma coisa é certa: o vice Michel Temer fará seu manifesto em defesa da legalidade e da constitucionalidade no que tange ao processo de impedimento, mas em defesa de Dilma, jamais!

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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DILMA RESPONSÁVEL E IRRESPONSÁVEL

 

Dilma Rousseff, com a maior cara de pau, proclama que sempre agiu dentro dos princípios da responsabilidade. Suas sobejamente demonstradas pedaladas fiscais e as continuadas barganhas com o Congresso Nacional para que não seja enquadrada como infringente da Lei da Responsabilidade Fiscal provam que Dilma é ardilosa e mentirosa. Ao afirmar que “vou lutar contra o impeachment porque nada fiz”’, assume a sua irresponsabilidade em nada ter feito para acabar com a corrupção, a principal marca de seu desastrado governo.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPEACHMENT, QUESTÃO DE PRIORIDADES

 

Levou pouco tempo para que a nossa “Bela Adormecida” em Brasília mostrasse vigor extraordinário em planejar sua estratégia de defesa contra as graves acusações do pedido de impeachment, lidas na Câmara dos Deputados. Pediu apoio de ministros, govenadores e até de movimentos sociais (juventude petista, exército do Stédile?). Em comparação, levou uma semana para visitar a cidade de Mariana (MG), local do maior desastre ambiental do Brasil e um dos maiores do mundo. Fez, então, um discurso para “inglês ver”, foi embora e deixou a população sem amparo até agora. Não apresentou, muito menos implantou, qualquer medida para reverter as crises econômica e política que atormentam o País inteiro, fruto da sua incompetência, de suas pedaladas fiscais e sua falta de liderança. O Brasil pode esperar, pois o que importa, agora, é salvar a presidente!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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PRESENTES DE NATAL

 

Muito se engana quem não crê em Papai Noel. Ele existe, sim, e é por demais generoso. Prova é que nos está trazendo dois presentes de uma só vez: o alívio pelo banimento da vida pública de Eduardo Cunha e Dilma Rousseff e, ainda, de sobra, um zíper para fechar a boca do falastrão Lula da Silva.  Ficamos muito agradecidos ao bom velhinho por tanta bondade

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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FRUSTRAÇÃO

 

O PT, além de tudo, está sem sorte. Pretendia que a ação contra o impeachment da “poste” caísse nas mãos dos afilhados Lewandowski ou Tóffoli, dentre outros, mas desanimaram quando souberam que seria Gilmar Mendes o relator. Graças a Deus, Deus é brasileiro. 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                             

 

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ATÉ PARECE!

 

Da forma como está sendo colocado na imprensa, parece (até parece?) que Eduardo Cunha aceitou o impeachment por vingança em razão de sua possível derrota no Conselho de Ética. Um homem honesto, correto, como ele é (ou não é?), aceitou o impeachment por ser patriota e está pensando no bem do País. Não é nada pessoal, não! Ou é?

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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LUTA DE AFOGADOS

 

Depois de acatar o pedido de impeachment da presidente Dilma, a guerra entre ela e Eduardo Cunha saiu dos bastidores para as páginas dos jornais. Ele diz que ela burlou a lei. Ela rebate que não tem conta bancária no exterior, alfinetando Cunha. E este, por sua vez, afirma ter sido procurado por emissários da presidente para não ser cassado no Conselho de Ética. Isso está parecendo luta de afogados. Cada um querendo se agarrar no outro para respirar.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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CUNHA E DILMA NA CORDA BAMBA

 

De nada adiantou e tampouco vai comemorar o governo por ter conseguido a autorização do Congresso para manter um déficit fiscal de R$ 120 bilhões para 2015 (o que não elimina em hipótese alguma o crime da presidente pelas pedaladas fiscais). Também Eduardo Cunha não tem nada a comemorar quando, finalmente, e depois de muitas chantagens contra o governo e a própria oposição, ter aceitado um pedido de impeachment da presidente, formulado pelos juristas Hélio Bicudo (este fundador do PT) e Miguel Reale Jr. Para Dilma Rousseff, que teve a façanha de se qualificar como a pior presidente da história desta República, esse pedido de impeachment foi o empurrão que faltava para sacramentar o fim de seu governo. Quanto a Cunha, que atolado está no lamaçal do petrolão, sua cassação como deputado federal é questão de tempo! E também está próximo de ser condenado e preso pelo nosso Judiciário, por desvio de recursos públicos.  Ou seja, Dilma e Cunha formam um casal perfeito, daqueles que, eleitos pelo povo brasileiro, desrespeitaram as nossas instituições, desafiaram a ética e a nossa Constituição. É o Brasil sendo passado a limpo! Ou melhor, falta pegar o chefe Lula.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DOIS ARTISTAS

 

Lula declarou que jamais possuiu um apartamento no Guarujá. Disse que apenas tem cotas de apartamento em construção no local. Eduardo Cunha declarou não possuir contas na Suíça. É apenas o beneficiário de um trust, estrutura organizada para administrar bens, dinheiro e ações de empresas dele no exterior. Qual a diferença entre esses dois artistas, mestres da arte de usar subterfúgios para refutar evidências escancaradas?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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QUEBRA DE DECORO

 

São tantos os escândalos políticos noticiados que, além da quebra do decoro parlamentar, estão quebrando a dignidade do obreiro povo brasileiro. Vamos restabelecer a moral, o direito e a Justiça, antes que seja tarde.

 

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

 

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CONSELHO DE ÉTICA

 

Dado o nível moral e ético dos integrantes, nunca se sabe se querem cassar só um mandato ou caçar seu detentor.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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O IMPEACHMENT E O RECESSO PARLAMENTAR

 

Depois de meses de ensaios e especulações, abre-se o processo de impeachment da presidente da República. O problema é que o Congresso Nacional entra em recesso no próximo dia 22 e só retorna à atividade em fevereiro. O clima de cassação do mandato do governante é extremamente prejudicial. O País vive hoje uma brutal recessão que, em parte, pode ser tributada à perda de prestígio, manifestações e campanhas pelo afastamento da sra. Dilma Rousseff. Esperar até fevereiro com o processo de impedimento já aberto poderá ser mais um duro golpe. Os novos negócios simplesmente pararão, pois ninguém investe quando há a instabilidade e, principalmente, sem saber quem governará e qual a política econômica a ser seguida. Independente do que possa interessar particularmente aos grupos que se embatem pró e contra o impeachment presidencial, os srs. congressistas precisam pensar no país e, desde já, suspender suas férias de final de ano. A decisão de afastar (ou não) a presidente não pode esperar, pois, nessa espera, o Brasil sangra.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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TEATRO DO ABSURDO

 

A política brasileira virou uma peça do teatro do absurdo. O governo federal quer agir com responsabilidade, com a convocação extraordinária do Congresso Nacional em janeiro, para acelerar a votação do impeachment antes do carnaval. E a oposição é acusada de defender o recesso parlamentar para manobrar o adiamento da votação de maneira irresponsável para depois da Páscoa, coincidindo com o prazo de desincompatibilização dos cargos e de filiação partidária visando a influenciar as eleições de 2016.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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CONFERÊNCIA DO CLIMA

 

Eis o dilema das sextas-feiras, página A2, em que questões fundamentais à espécie humana são colocadas com admirável clareza. “O clima bate às portas e pede muita urgência”, artigo de Washington Novaes no “Estadão”, faz cobrança de posicionamento e atitude válida tanto para o chefe de Estado como para o cidadão comum. Inclui dados essenciais: tamanho, tempo, valor, custo, disponibilidade, viabilidade. Fazendo mira na Cúpula de Paris – em andamento –, alerta para o crescimento assustador da demanda de energia poluidora (carvão e combustíveis fósseis não renováveis) e aponta o cume ainda inescalado de ações corretivas, porém indispensáveis, para a sobrevivência da espécie humana. Será que ela merece?

 

Gunter W. Pollack gunterwp@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL NA COP-21

 

Mesmo em crise e grave recessão, o Brasil enviou para Paris uma comitiva brasileira de 180 pessoas da União, Estados e municípios que foram participar da conferência sobre o clima (COP-21), com todas as despesas pagas com dinheiro público. Imprescindível relatarem os êxitos brasileiros para minimizar o aquecimento global, como a bolsa verde instituída pelo governo de Minas Gerais, o aumento na fiscalização sobre a Amazônia ou os incentivos para as florestas plantadas de eucalipto. Cabe à presidente Dilma cobrar subsídios dos demais países para auxiliarem o Brasil a reduzir as emissões de carbono, conter o desmatamento e instituir uma educação ambiental em todos os níveis escolares. Somente a América do Sul possui um dos últimos remanescentes de biomas, portanto precisamos de apoio e cobranças da comunidade internacional, pois temos papel preponderante como um dos principais protagonistas do clima global.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

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FOGARÉU

 

Quem teve a oportunidade de assistir ao discurso da presidente Dilma Rousseff na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21), em Paris, notou que suas palavras saiam em slow-motion, chegou a engasgar ao ler o script, além de mostrar uma aparência cansada e notadamente preocupada. Estava de corpo presente em Paris para discutir o aquecimento global, mas seus pensamentos estavam em Brasília, onde, a cada momento, surge um foco de incêndio. A presidente cancelou a viagem que faria ao Japão e à Coreia, com a desculpa de fazer economia, fez um bate e volta em Paris e voltou rapidinho para tentar apagar o fogaréu que ela mesma iniciou, consumiu Brasília, se alastrou pelo Brasil todo e está sem controle.

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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SÃO PAULO SUJA E ABANDONADA

 

A obsessão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pela construção de ciclovias e implantação de radares é o triste marco de sua polêmica gestão. A cidade está suja e abandonada, as ruas, esburacadas, a sinalização de trânsito, danificada. Faltam novos estacionamentos rotativos (zona azul), os carros particulares disputam lugar com bicicletas e ônibus, a indústria de multas lavra 1 milhão de infrações por mês e a poluição atmosférica e sonora na cidade só piorou depois do fim da inspeção veicular, principalmente de veículos a diesel e motocicletas.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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TELECENTROS

 

Não é só o projeto de ruas de lazer que perde força na gestão Haddad em São Paulo. Os telecentros, espaços muito importantes para lazer, cultura e informação da população, também estão em estado de lástima. Apesar de os funcionários receberem em dia, alguns abrem no horário que querem, isso quando abrem.  Os equipamentos também deveriam funcionar aos sábados. Outra reclamação dos usuários é a internet, lenta e travada.

 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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ATIBAIA

 

Quero aproveitar este “Fórum dos Leitores” para fazer algumas perguntas envolvendo a cidade onde moro: o que houve com o tal Parque Shopping Atibaia, que seria construído às margens da Rodovia Fernão Dias, que foi prometido e nunca saiu do papel? E quando a prefeitura vai inaugurar o Cine Teatro Itá, que foi reformado e está quase pronto? Pergunto porque, se depender da nossa imprensa local, que é péssima, nunca terei as respostas a essas minhas questões.

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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