Fórum dos leitores

ELEIÇÕES NA VENEZUELA

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2015 | 02h55

Motivo de orgulho

A América Latina está passando por um processo de saneamento político, uma verdadeira varredura de governos de cunho populista autoritário. Há pouco, num gesto de consciência, os hermanos derrotaram o candidato kirchnerista, elegendo o liberal Mauricio Macri. Agora foi a vez dos venezuelanos, que após 16 anos de hegemonia chavista preencheram a maioria do Parlamento com representantes da Mesa da Unidade Democrática (MUD). Nossos vizinhos estão demonstrando ao mundo que é possível derrubar pseudodemocracias com base em instrumentos verdadeiramente democráticos – por meio do trabalho da imprensa, das manifestações sociais e da resistência à repressão. Que a Terra brasilis tome como exemplo o quadro político da região e trabalhe em prol de fortalecer a democracia tupiniquim!

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

‘Bem visto’

O resultado na Venezuela é “bem visto” pelo Planalto. Entenda-se “barbas de molho”.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Eleições 2016

É bom os srs. congressistas pensarem bem ao votar sim ou não pelo impeachment da presidente. Teremos eleições em 2016 e não esqueceremos quem votou em quê. Temos uma única oportunidade de tentar rearrumar o País e as contas públicas ou continuarmos com esse governo comprovadamente desonesto, destrambelhado e bolivariano – mais 36 meses de apodrecimento do País. Podemos decidir se nosso amanhã será uma Venezuela ou um país rumo à recuperação. Domingo a própria Venezuela já decidiu seu destino, Nicolás Maduro levou uma lavada. Antes, Cristina Kirchner já tinha levado outra. Aguardemos.

RUTH MOREIRA

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

Tranquilidade

A presidenta afirmou oito vezes, em diversos lugares, que está tranquila. Não parece. Pois tantas vezes, tantas reuniões e tantos pedidos para sustar o impeachment demonstram falta total de tranquilidade.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Por uma imprensa imparcial

Antidemocrática, parcial, tendenciosa e aparelhada são os adjetivos que cabem para tentar explicar o comportamento da imprensa brasileira nestes últimos dias. Até parece uma extensão do horário político/eleitoral de um partido único, em face da predominância, no noticiário e em comentários correlatos, da demonização da deflagração do processo de impeachment da presidente da República. Há uma predominância maquiavélica em repercutir a estratégia da defesa governista – sempre enfatizando o bem contra o mal –, em que é posta com insistência a desfaçatez do presidente da Câmara, apresentado como um corrupto mau-caráter usurpador de um Poder da República, de usar de sua prerrogativa apenas para se vingar do “governo petista” por não tê-lo defendido no Conselho de Ética. Poucas são as vozes que não se perfilam ao método petista de simplificar o debate no sentido de empobrecê-lo de tal forma que o reduz ao “mocinho” contra o “bandido”. Uma inverdade que repetida à exaustão – como na última campanha eleitoral – poderá até desvirtuar o resultado natural desse processo, mas não contribuirá em nada para recuperar a economia brasileira e a credibilidade do seu governo. Uma lástima, que tende a perpetuar-se! As mazelas da nossa governança estão escancaradas e dela exala forte cheiro de podridão – estão aí as investigações policiais, as denúncias do Ministério Público, os processos judiciais e as prisões para confirmar. O remédio encontrado não o foi pelo presidente da Câmara, como querem fazer crer, tampouco pelo Judiciário, mas por uma plêiade de bons brasileiros que tiveram a coragem de representar politicamente contra esse estado de coisas perante o foro competente. Por isso a sociedade brasileira exige e espera que a imprensa, em todas as plataformas, atue democraticamente no sentido de informar e esclarecer a população – mormente aqueles segmentos com menos acesso a informações fidedignas – sobre a démarche do processo e sua discussão sem partidarismo ou tendência ideológica, exercendo seu ofício com imparcialidade. Tudo pelo bem do Brasil e do regime democrático de governo!

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

POLITICAGEM

Armação

Uma “multidão” de 20 pessoas resolve bloquear o trânsito nas maiores avenidas de São Paulo sob os mais variados motivos, alguns inexistentes. E elas não consideram isso violência contra os cidadãos! Depois, torcem pela intervenção da PM para reclamar da “violência policial” e aparecerem como vítimas e “mártires”. Será que ainda há quem não enxergue essa armação?

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Infiltrados

Estranhamente a imprensa e a mídia em geral não comentam a infiltração político-demagógica nas movimentações estudantis. Só dá bandeiras do PT, de foice e martelo, sempre vermelhas. Onde está a verde e amarela?

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

Sã Paulo

Escolas reféns

Escolas estaduais não estão invadidas, como se mistifica. Há muito são reféns do corporativismo de seus agentes, que mantêm os alunos como ignara massa de manobra contra qualquer iniciativa de resgate. A mídia trata as mobilizações estudantis e invasões como se fossem iniciativas juvenis isentas da influência da burocracia corporativista. Qualquer ser pensante sabe que por trás está o populismo que se pretende dono das escolas com o objetivo de perpetuar a ignorância em seus currais eleitorais.

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Diálogo

Em relação à ocupação da Fernão Dias Paes, pergunto-me qual seria o proveito do diálogo com um estudante de 19 anos reprovado no 3.º ano do ensino médio por excesso de faltas, ou com uma menina de 15 que questiona ter de ficar sentada 50 minutos na sala de aula “para ver uma coisa que pode ser dita de um jeito diferente” (álgebra, por exemplo?). Quanto a um novo nome para a escola, que tal escolher entre os próceres latino-americanos caros aos governos do PT? Só que estes não parecem propensos a diálogos!

JOEL MASSARI REZENDE

joelrezende@terra.com.br

São Paulo

MICHEL TEMER E O IMPEACHMENT

Dilma Rousseff afirmou que "não tem por que desconfiar dele um milímetro". No entanto, o silêncio de Michel Temer sobre o impeachment merece a desconfiança de um metro.

ROBERTO TWIASCHOR 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Em mensagem velada, Dilma Rousseff insinua que não tem por que desconfiar de Michel Temer um milímetro. O que acorre, na verdade, é que Dilma não tem o que fazer. Resta passar mensagem para ver se cola. Não deveria, mas em política tudo é possível. Até "fazer o diabo" ou mesmo "jogar aos leões" o líder do governo no Senado pode. Imaginem o que passa na cabeça de Temer, que sempre foi servil e, de repente, tem até três anos de Presidência caindo no seu colo. O que não será capaz de fazer? Dilma e Lula podem colocar as barbas de molho!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O LINGUAJAR PRESIDENCIAL

Gostaria que se esclarecesse que, quando a presidente Dilma diz que "espera integral confiança" em relação a seu vice, Michel Temer, em Português ela não diz absolutamente nada. Ninguém "espera" confiança. Nós confiamos em alguém, esperamos poder confiar em alguém, esperamos que alguém confie em nós, esperamos ser merecedores da confiança de alguém, etc. Ao se expressar da maneira como se expressou, e que foi reproduzida na primeira página do "Estadão" de domingo (5/12), em destaque, diga-se de passagem, fica estabelecida uma confusão e uma obscuridade sempre presentes no dilmês praticado pela presidente. Em gramática, a regência verbal é um capítulo que dá solidez, clareza e beleza ao pensamento e sua importância é fundamental para bem dizer e escrever. Se a palavra é a roupa que veste o pensamento, as ideias e ideais, tentemos ao menos preservar o vernáculo para não sairmos por aí usando um linguajar maltrapilho. 

EDUARDO A. DELGADO FILHO 

e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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ESCALAÇÃO

Avisem ao treinador, que deve ser Lula, que Temer não faz parte do time titular. Temer está no "banco" e aguarda ansiosamente para ser "escalado"! 

JOSÉ PIACSEK NETO 

bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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FAZER POLÍTICA

Da leitura sobre o óbvio constante do texto "Tucanos fecham apoio a Temer e Dilma pede a auxiliares que monitorem PMDB" ("O Estado de S. Paulo, 6/12), extrai-se a singela conclusão de que Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin estão assentando, ao que parece, uma união negociada com Temer com o objetivo comum de afastar Dilma do governo, ou, pelo menos, não se mexerem para isso evitar. Isso é fazer política, não? Bem, onde os cidadãos brasileiros entram nisso?

PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO 

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PSDBAIXO

O PSDB perdeu as eleições com Aécio Neves e, ao invés de fazer uma oposição verdadeira, produtiva, e importante para o País, se junta num atalho vergonhoso e pequeno de apoiar o PMDB no impeachment da presidente Dilma.

 

MARCOS BARBOSA 

micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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CIRO GOMES E O 'GOLPE'

Figura folclórica da política nacional, Ciro Gomes volta e meia ressurge. Seus pronunciamentos são sempre polêmicos. Agora, por exemplo, quer nos fazer acreditar que existe um golpe em andamento e que seu mentor e chefe é Michel Temer. Caro Ciro, você calado é uma dádiva, portanto, cale-se!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

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DEDO EM RISTE

Parabéns aos fotógrafos pela excelente foto do sr. Ciro Gomes ("Estado", página A8), com a boca aberta e o "dedo em riste", à moda dos terroristas do Estado Islâmico, acusando Michel Temer e o "golpe" que não existe. Bem ao seu jeito boca-rota que sempre foi. 

JOSÉ ANTONIO GARBINO 

ja.garbino@gmail.com 

Bauru

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COMÉDIA

Ciro Gomes é candidato a "Meu Malvado Favorito 2"?

LUCIANO HARARY 

lharary@hotmail.com 

São Paulo

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IMPEACHMENT, A BOLA DA VEZ

No dia 13 de novembro, o ministro Ricardo Lewandowski declarou que não há consistência jurídica para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso só confirma o parecer de juristas e, em especial, do respeitado professor (30 a 35 anos) da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo Dalmo de Abreu Dallari, que já havia se manifestado numa entrevista na televisão de que, se houve falha administrativa no governo Dilma - não cumprimento da Lei da Responsabilidade Fiscal -, ela não foi cometida em benefício próprio. Será difícil, mas tomara que os eminentes juristas estejam equivocados e o vice, Michel Temer (PMDB-SP), possa substituir a desacreditada presidente Dilma no comando deste país sem rumo. 

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

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FALSAS ESPERANÇAS

 

Antes que a esperança nos contamine, ocorrendo o impeachment ou não, devemos ponderar que: 1) por sua formação, a atuação do Congresso Nacional continua a mesma, muito distante de nos representar; 2) Michel Temer assume, vindo de um partido com Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Jader Barbalho; 3) Dilma saindo, Lula deixa de ser vidraça e vai começar a apedrejar, bem ao seu estilo, cimentando seu caminho para 2018. Esperança verdadeira existiria com a realização de uma reforma política profunda, promovendo o parlamentarismo, o voto distrital e a transparência total na gestão pública; estabelecendo orçamentos que priorizem investimentos e estabelecendo tetos para os gastos com a máquina pública; mecanismos de consulta popular nos aumentos de servidores; nivelamento das aposentadorias do setor público com o setor privado, etc. Mas essas matérias não são do interesse da quase totalidade dos políticos (sic) hoje no poder. Dessa forma, as razões do errático Brasil continuam preservadas, não importando quem está no poder. Os últimos acontecimentos, portanto, são falsas esperanças. 

 

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO 

honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto

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VOTOS

A presidente Dilma conta com 171 votos de "companheiros", aliados e afins no plenário da Câmara dos Deputados para não derrotar o impeachment. Convenhamos, 171 é um número bem simbólico. 

GIOVANI LIMA MONTENEGRO

giovani.limamontenegro@gmail.com 

São Paulo

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O PEDIDO DE IMPEACHMENT

Considero muito estapafúrdias as manifestações dos integrantes deste espúrio governo petista. Eles entraram com o mesmo pedido contra Collor (1992), Itamar (1994) e FHC (1999), e, em 2015, quando eminentes juristas entram contra Dilma Rousseff com o mesmo pedido, dizem que é "golpe". Ora, vejamos: a peça inicial do atual pedido está muito bem elaborada e bem fundamentada, mostrando muitos dos atos lesivos à Pátria que Dilma Rousseff e seus colaborares cometeram - e que já são do conhecimento de todos via noticiário jornalístico. O encaminhamento do presidente da Câmara foi perfeito. Muitos dos integrantes deste governo já estão presos e condenados e outros irão para o mesmo caminho. Demorou muito para que um desses pedidos de impeachment fosse aceito, uma vez que havia interesses escusos que impediam o seu trâmite. Chegou a hora, e os parlamentares que forem realmente conscientes de seus deveres (não de seus próprios), deverão acolhê-lo e votarem a seu favor. Nunca se viu neste país tanto desgoverno, tanto descalabro e tanta corrupção. Precisamos mesmo, e rapidamente, acabar com isso.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES 

ceb.rodrigues@hotmail.com 

São Paulo

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O DESTINO DO PT

Desde a sua fundação, os fatos demonstram que o PT tem tido mais sucesso como oposição do que como situação. Como oposição, fez história ao lado de outros partidos oposicionistas, já como situação, mostrou toda a sua incompetência. Exemplos recentes demonstram essa tese: a Presidência da República e a Prefeitura da cidade de São Paulo. No primeiro governo presidencial de Lula, a herança deixada pelo governo FHC e o momento da economia mundial contribuíram para o propagado sucesso. Já no seu segundo mandato, e em sequência os dois mandatos de Dilma Rousseff, a incompetência nata prevaleceu. Caso ocorra o impeachment, o PT voltará a exercer a oposição, renascerá das cinzas; caso contrário, irá para o fundo do poço, levando junto o Brasil. Para barrar o impeachment, o PT tem os recursos arrecadados da corrupção, numerário mais do que suficiente para "comprar" o apoio dos "muito fiéis" a Dilma. Mal sabem eles que estarão comprando seu próprio fim.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE 

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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RACIONALIDADE

Usemos a razão, e não apenas a emoção. A presidente Dilma, ao afirmar que não infringiu nenhum dispositivo legal, está desqualificando a solicitação da abertura de processo de impeachment perpetrada por três juristas renomados: Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal. Que desta vez a verdade prevaleça sobre a mentira, para o bem do nosso país. 

LUIZ FELIPE SCHITTINI 

fschittini@gmail.com 

Rio de Janeiro

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MENTIRAS

Ouvindo o discurso inflamado e indignado da presidente Dilma na sexta-feira, contra o pedido de impeachment, ela bradava dizendo que não fez nada. Realmente, é verdade, ela não fez nada, e o que fez deixa dúvidas se deu errado. Ela ainda sempre exclama que foi eleita pelo voto popular, e legitimamente. Ledo engano, ela foi eleita em cima de mentiras e com dinheiro roubado da Petrobrás - vide processo que corre perigosamente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas nós estamos julgando a competência, e, neste item, Dilma Rousseff está muito longe de preencher tal quesito.

 

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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GOLPE?

O governo usa um argumento falacioso contra o impeachment. Já que o mandato presidencial foi conquistado nas urnas, o impeachment seria um "golpe". Mas esse instrumento, previsto na Constituição, destina-se justamente a apear do poder quem tiver cometido "malfeitos" puníveis por meio dele. Queriam que fosse aplicado "agora" a FHC - o eterno vilão?

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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CANSAÇO

Dona Dilma, estamos cansados de ouvir sua voz, seus pronunciamentos desconectados do planeta e, sobretudo, de suas inverdades. Estamos pouco nos lixando para se a senhora tem ou não conta na Suíça. Esse não é o cerne da questão. A senhora, como servidora pública, veja bem, não é autoridade alguma, foi eleita graças às falcatruas de seu criador. Herdou um baú de nitroglicerina pura e durante quatro anos não soube desfazer o detonador, óbvio, porque não tinha a menor capacidade. Foi reeleita à custa de mais mentiras, ilusões e deu no que deu. O ano de 2015 está perdido, o País afunda. Seus pares estão na cadeia. E, agora, o povo quer que saia. Não pela dúvida se tem ou não conta na Suíça, mas pela sua incompetência de servir ao País. Sua herança será pior e maior que a do seu antecessor, pois nela já estão, por enquanto, 2 mil crianças com necessidades especiais de que o País terá de cuidar, pois lhes faltou o indispensável: saneamento básico. Esta epidemia infelizmente ganhará de braçada da desgraça que foi a talidomida. Então, dona Dilma, se lhe resta ainda um mínimo de brio, vá embora. A senhora é a pior servidora que este país já teve. Respeite-nos. Vá.

M. HELENA BORGES MARTINS

m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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CONTAS NA SUÍÇA

"Incompetenta presidenta", dizer que não tem conta na Suíça significa não ter contas somente na Suíça. Tanto quanto as "palestras" do Rasputin de Garanhuns, o programa Mais Médicos tem o mesmo cheiro podre, com o "excedente" (80%) dos "salários" dos "médicos" cubanos entregues aos cuidados de Fidel Castro, que jamais agirá como as autoridades suíças. Ha vários paraísos fiscais perto da ilha dos barbudos de lá, que não entregarão os barbudos daqui. Afinal, Cuba pode ser somente um pit-stop. Ah, Delcídio, abra a boca!

 

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br 

São Paulo

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LIMITES

A presidente Dilma deve achar que todos os brasileiros são idiotas. Suas negativas para julgar-se inocente nada têm que ver com o pedido de impedimento. Ela tenta confundir com argumentos da pessoa Dilma, quando as razões falam do governo brasileiro. Governo, dona Dilma, ou vai querer tirar o seu da reta e colocar Guido Mantega, Barbosa ou o estafeta como responsável. O sr. Sebastião Arantes já dizia que até para não prestar era preciso ter alguma qualidade, e eu digo que até para ser cara-de-pau é preciso saber que existe limite.

SÉRGIO BARBOSA 

sergiobarbosa@megasinal.com.br 

Batatais

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VELHO OESTE

Muito obrigado pelo editorial "A política do Velho Oeste" (5/12, A3). Redime a vontade de ser brasileiro... Quem sabe em futuro próximo, sem PT e caterva, voltemos a ter orgulho espontâneo nisso.

ANTONIO CARLOS QUEIROZ CARDOSO 

acardoso@acardoso.com

São Paulo

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FAXINA

Neste lixo em que transformaram a ética e a moral de nosso país, esta seria uma boa hora para começar uma faxina e saírem os dois, Dilma Rousseff e Eduardo Cunha, do poder, pois a disputa ali é saber qual mente mais.

ROBERTO CASTIGLIONI 

rocastiglioni@hotmail.com 

Santo André

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UMA LUZ

Se a presidente Dilma e o deputado Eduardo Cunha tiverem o mínimo de grandeza e espírito público e pensarem antes no País que em seus interesses pessoais, deveriam renunciar imediatamente aos seus respectivos mandatos. Com certeza as crises política e econômica arrefeceriam e poderíamos vislumbrar uma luz no túnel para 2016.

CELSO NEVES DACCA 

celsodacca@gmail.com

São Paulo

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LAMA

Bento Rodrigues (MG) sucumbiu à lama ferrosa, mas para o PT e Dilma Rousseff, na lama da corrupção, não há recuperação. Renuncie, presidente, prove que és patriota como diz ter sido quando lutastes pela democracia.

WALDIMIR C. ANTUNES 

wch.antunes@gmail.com 

São Paulo

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AINDA PRECISA DE POVO NAS RUAS?

A democracia representativa pressupõe que nós, o povo, elegemos os nossos representantes que irão participar mais ativamente da vida política do País. Assim, os deputados federais já têm, por dever de função, essa obrigação. Numa hora crítica pela qual passa a Nação brasileira, espera-se que eles cumpram o seu dever. A maioria da população brasileira já deixou claro, por meio de amplas pesquisadas realizadas durante o corrente ano, que quer ver a presidente alijada do poder. Eis que, agora, analistas e cientistas políticos encarecem que o povo se manifeste nas ruas como demonstração de força e poder de pressão sobre os congressistas. Espero que ocorra, mas vale lembrar que o povo está correndo atrás do seu emprego, do seu bico ou do seu dia a dia - diferentemente dos ditos movimentos sociais, bancados com prebendas governamentais, que podem ir para as ruas até em dias de semana, infernizando a vida de todos. 

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI 

mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

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PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTAS

"A delicada situação brasileira exige um governo fruto de uma união nacional..." é um dos trechos de todos os relevantes que compõem o editorial de ontem "E depois do impeachment?" (7/12, A3). A resposta é tão difícil ante o panorama de esfacelamento do País em todos os seus aspectos que nos leva a uma outra pergunta: como conseguimos nos deixar governar por cinco anos por uma presidente que nos deu tantas provas de incompetência e despreparo para a função em que foi "arribada" pelo arrivista ex-ocupante do cargo?  Uma pequena amostragem, entre outras frases "de efeito", nos diz: "A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se sustenta, tudo isso abrindo o negócio". Que negócio seria este, dona Dilma? Uma lojinha de R$ 1,99? Esse é apenas um aspecto para refletirmos se o povo está amadurecido para participar e servir de esteio para as conquistas enunciadas. Então, o negócio é o seguinte: o PT já deixou mais do que claro que só é um partido de coalizões para impor o que é de seu interesse, logo, não podemos contar com ele para atingir a exigência de "uma união nacional", além de todas as outras soluções propostas pelo editorial. Só conseguiremos iniciar o longo trajeto de recuperação do País depois que alijarmos o PT do governo e de todas as instituições em que está infiltrado, inclusive o STF. E essa oposição frouxa tem competência para fazer isso? O PMDB governando fará alguma coisa de relevante, além de se bastar e ajudar a si mesmo? Como se vê, há uma esteira interminável de perguntas esperando por respostas. 

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

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O IMPEACHMENT E O RECESSO

A mais alta Corte de Justiça do País não deveria interferir em assunto interno de outro poder. Se o governo federal tivesse a certeza de contar com o apoio da maioria absoluta da Câmara dos Deputados (257 deputados) e do Senado Federal (41 senadores), para fazer a convocação extraordinária do Congresso Nacional e suspender o recesso parlamentar, não precisaria recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O governo quer evitar a derrota na votação em plenário e, para isso, quer usar a justificativa da não votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias a fim de manter o Parlamento em funcionamento durante o mês de janeiro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. 

lrcostajr@uol.com.br 

Campinas 

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PERDER OU GANHAR?

Na última Copa do Mundo, ficamos decepcionados quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha por 7 a 1. Mas sabem por que o Brasil tomou essa surra? Porque juristas, governadores, banqueiros, empresários, jornalistas, políticos e povo ignorante, que mesmo assistindo a tudo o que está acontecendo em nosso país, graças à Operação Lava Jato, ainda apoiam a permanência de Dilma no poder, criticando o pedido de impeachment e o desejo de mais da metade da população brasileira. A Argentina já se livrou de Cristina Kirchner, os venezuelanos estão comemorando o fim do chavismo e, em breve, se os brasileiros não acordarem e não forem para as ruas no dia 13/12, o Brasil também vai perder de 7 a 1 para a Argentina e a Venezuela. Acorde, gigante. Fora Dilma.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br  

Americana

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ELEIÇÃO NA VENEZUELA

O fato de a Mesa da Unidade Democrática (MUD), partido de oposição na Venezuela, ter vencido as eleições de domingo significa que os venezuelanos estão cansados da ditadura de Nicolás Maduro e querem mudança. A tática do ditador, prorrogando o horário das eleições, parece ter rendido mais votos à oposição. Neste caso, o tiro saiu pela culatra. Maduro não poderá dizer que houve golpe, mas, infelizmente, tanto lá como cá estes governantes de esquerda não largam o osso facilmente. Apesar de ter maioria na Assembleia Nacional, não está descartado um golpe de Maduro, mudando a lei e tirando o poder do Congresso. Portanto, a população deverá ficar atenta e vigiar os próximos passos do derrotado e boquirroto Nicolás Maduro e sua tropa. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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A LIBERTAÇÃO VENEZUELANA

Começou a derrocada do bolivarianismo. "El pueblo valente de Venezuela" cimentou sua libertação de um regime nocivo e retrógrado. Derrota indireta do PT "et caterva" também. Um dia a América Latina estará limpa de todos os que oprimem e manipulam seus povos.

ELISABETH MIGLIAVACCA 

elisabeth448@gmail.com 

São Paulo

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BRISAS SOPRAM SOBRE A AMÉRICA LATINA

 

Desertificada política e socialmente por um populismo safo, envernizado de esquerda utópica do socialismo justo e igualitário, soma-se a oposição venezuelana à Argentina. No Brasil, realidade mais complexa, ainda velejamos em ondas agitadas, mas certamente deveremos caminhar para imprimir a este sofrido continente a grandeza, que só pode emergir de sua correta ordenação institucional, economia equilibrada e justa, sistema do bem-estar social, guiados pela amazona da liberdade que conduz as democracias que não se baseiam, apenas, numa carta constitucional e em suas urnas, mas no respeito diário e imediato aos direitos dos cidadãos.

  

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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LIVRES

Que, a exemplo da Argentina e da Venezuela, a democracia "golpeie" também no Brasil o instalado projeto de poder corrupto e opressor. Por um Brasil de povo livre e políticos decentes.

OTTFRIED KELBERT 

okelbert@outlook.com 

Capão Bonito 

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DUPLA EXPLOSIVA

Cada vez me convenço mais de que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) é o maior bravateiro da história e não sabe de nada que comprometa o governo Dilma. Quando veio à tona a gravação com planos mirabolantes para salvar Nestor Cerveró do xilindró, de bate e pronto foi jogado para escanteio, atirado na arena para ser devorados pelos leões, que confirmaram sua prisão, e, agora, acaba de ser suspenso por 60 dias pela direção petista. Virou armazém de pancada por seus pares e até de "burro" foi chamado pelo ex-presidente Lula. Ou seja, não sabe de nada que possa comprometer o governo. Se soubesse, com certeza também seria tratado a pão de ló e adulado, como o são José Dirceu e João Vaccari Neto, "colaboradores" petistas e presos em Curitiba (PR). O primeiro foi condenado pela Ação Penal 470, o mensalão, e está repetindo a dose no petróleo; e o segundo, o tesoureiro "pixuleco", não está preso por acaso: dez entre dez delatores da Operação Lava Jato citaram o seu nome como angariador de propinas que, segundo o ministro Gilmar Mendes, do STF, são suficientes para até as eleições de 2038. Deduz-se, então, que sabem muito das mazelas e mais um pouco. Por isso o silêncio da dupla João & José, perigo em dose dupla, vale ouro.

SÉRGIO DAFRÉ 

sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 

      

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CORRUPÇÃO NA CBF

Acusado de extorsão, fraude, corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros crimes - juntamente com os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin -, Marco Polo Del Nero foi obrigado a se licenciar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Já vai tarde. Por aí se veem o baixo nível da cartolagem e a máfia que domina o futebol brasileiro. Lamentável ver que só mesmo o FBI e a Justiça dos EUA atuem de forma firme e eficaz, obrigando nossos cartolas criminosos a deixarem seus cargos e temerem as garras da lei. Se dependesse da omissa e inoperante Justiça brasileira, todos permaneceriam em seus cargos, impunes, milionários, livres, leves e soltos.

 

RENATO KHAIR 

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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OS ESTUDANTES, A OCUPAÇÃO E OS INFILTRADOS

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, adotou, tardiamente, a única providência sensata para a situação criada diante da pretendida reorganização escolar. Voltou atrás e demitiu o secretário que não teve habilidade para noticiar e encaminhar o processo com a comunidade escolar. Os jovens deram exemplo de defesa de seus interesses, ocupando pacificamente as escolas. Extrapolaram quando, insuflados, foram bloquear vias públicas e provocar o caos urbano. Agora, que o governador cedeu, os alunos precisam ser convencidos de que sua luta já foi vitoriosa e que, se permanecerem bloqueando as escolas, o farão sem uma bandeira forte para tanto. Também precisam entender que os seus oportunistas apoiadores - militantes políticos, sindicais e até artistas - querem apenas a contestação à autoridade do governo e pouco se importarão se eles (estudantes) vierem a levar a pior no confronto com a polícia. 

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DEPOIS DESTE MOMENTO

O que mais me chama a atenção neste episódio da ocupação das escolas paulistas é o súbito engajamento de alunos, alguns até reprovados por faltas, de pais, cantores e até de uma chefe de cozinha jurada de programa de TV na "defesa da educação". Espero que, passado este momento, este engajamento continue, que pais e alunos continuem participando do dia a dia de suas escolas, cobrando melhorias e dando também a sua parcela de colaboração, que artistas continuem fazendo shows nas escolas e que a chefe de cozinha jurada de TV vá a outras escolas.

ALEXANDRE FONTANA 

alexfontana70@yahoo.com.br 

São Paulo

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ARTISTAS ENGAJADOS

Maria Gadú, Paulo Miklos, Céu e Criolo vieram a São Paulo festejar os mais novos heróis da pobre nação brasileira, os estudantes que impediram a reorganização escolar pretendida pelo governo do Estado. Mais em consonância com a verdade e o clamor dos tempos estariam, se o show tivesse sido contra a incompetência e a roubalheira do PT, a truculência antidemocrática do governo venezuelano e a falta de liberdade do pobre povo cubano.

EUCLIDES ROSSIGNOLI 

euclidesrossignoli@gmail.com 

Avaré

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FORÇA JOVEM

Renasce a força jovem que, democraticamente, conseguiu revogar a imposição do governo paulista no quesito educação. Que estes jovens se unam aos demais jovens brasileiros para combater a corrupção no governo federal, que tanto mal faz ao País. 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LIÇÃO DE CIDADANIA

Os alunos do Estado de São Paulo não se curvaram ao medo, à conveniência ou à apatia e deram uma lição de cidadania a todo o povo brasileiro. A comunidade escolar nunca mais será a mesma!

 

MARIA ISIS MONTEIRO DE BARROS 

misismb@hotmail.com 

Santa Rita do Passa Quatro

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PASSEATAS

                                    

Que tal os alunos lutarem, agora, pela reorganização do Brasil? Dia 13/12/2015 vem aí. Ou foram só massa de manobra?

 

TANIA TAVARES 

taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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RESISTÊNCIA

Cumprimentar os estudantes paulistas pela disposição para questionar o decreto do governo do Estado é pouco. Tivemos uma aula de cidadania, logicamente que nem todos concordam, pois, muito pelo ambiente político que vivemos atualmente, parece que somente na esfera federal e na municipal há problemas administrativos. Desta forma, para alguns é mais confortável mesmo dizer que a resistência dos jovens é devida à intervenção de sindicatos, de movimentos sociais de cunho ideológico, sem levar em consideração que, por incrível que pareça, há a possibilidade de aqueles que discordaram e ocuparam as escolas tenham agido por um simples motivo: capacidade de ter senso crítico. Desta forma, por melhor intenção que possa haver no desejo do administrador quando este se mostra numa postura imperial, pouca disposta ao diálogo, tem de ser lembrado que numa democracia a imposição pela força vai encontrar resistência.

JULIO CESAR CARDOSO COSTA 

juliocesarcardosocosta@hotmail.com 

São Paulo

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ESCOLAS OCUPADAS

Entusiasmo juvenil, alunos ocupando escolas, até dormindo nas salas de aula... Não sei não, mas alguns pais serão premiados dentro de nove meses com lindos netinhos. Mas, por favor, na hora de escolherem nomes, nada de Geraldos ou Hermans.

NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHO 

rodrigues-nestor@ig.com.br 

São Paulo

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RODOVIA INTERDITADA

O governador Geraldo Alckmin errou feio ao tentar impor mudanças nas escolas estaduais sem consultar a sociedade, por mais bem-intencionado que seja. Errou também ao reprimir as manifestações com violência. Foi obrigado a recuar e prometeu discutir a questão durante o próximo ano. O custo político sairá muito caro para ele. Por outro lado, me pergunto: o que faziam um punhado de estudantes interditando a Rodovia Raposo Tavares na manhã de segunda-feira (7/12)? Se antes havia uma divisão entre a sociedade em relação ao apoio às manifestações (sempre é polêmico o impedimento da população de se deslocar), duvido que esse apoio parcial continue. É uma pena que um pequeno grupo de estudantes pouco inteligentes consiga atrapalhar tanto, na mesma manhã em que o restante dos estudantes em escolas ocupadas começa a anunciar o fim das ocupações.

SÉRGIO KOCINAS 

sergio.koc@hotmail.com 

São Paulo 

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ESCOLAS AINDA OCUPADAS

O líder dos estudantes da rede pública de ensino do Estado de São Paulo afirmou, em entrevista à TV, que as escolas continuariam invadidas e que os "estudantes deveriam mandar nas escolas e trabalhadores, nas fábricas". Desde os anos 70 que estudantes serviram de manobra para esta esquerda burra, carcomida e jurássica que, pelo jeito, ainda encontra solo fértil. Melhor que pais e educadores alertem estes garotos que mal saíram do cueiro e que se encantaram com o canto da sereia "Camila", importada do Paraná, que apenas um conseguiu chegar à Presidência da República sem estudar e, mesmo assim, hoje, espera ansioso que a Operação Lava Jato não chegue ao seu quintal, porque ao eleitoral já chegou. Portanto, voltem para a escola já!

BEATRIZ CAMPOS 

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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MOVIMENTO POLÍTICO-PARTIDÁRIO

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp, de Bebel marcou não um, mas vários pontos contra o governo de Geraldo Alckmin e a Secretaria de Educação. A inabilidade do ex-secretário em lançar o Plano de Reorganização Escolar acabou por invalidar um bom plano. Pior, o recuo do governador não acabou com a pressão destes estudantes "profissionais" da USP nem com a do grupo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que agora exigem que Alckmin admita que este plano nunca será posto em prática e que se coloque em xeque a violência da Polícia Militar contra os estudantes. Violência que não houve... o que houve foram manifestantes, que não passaram de uns 200, paralisando São Paulo, ocupando escolas, enquanto lavavam e enxaguavam as mentes de adolescentes prontos para ser contra alguma coisa ou alguém. Foram usados, junto com alguns de seus pais, como massa de manobra para um movimento político-partidário. Quem perdeu foram os paulistas: o plano de reorganização escolar não só é bom, como também enxugaria a máquina administrativa do governo de São Paulo, o que viria a calhar no momento de crise econômica imensurável pelo qual passamos. Mas Bebel não se importa nem se preocupa com isso...

MARA MONTEZUMA ASSAF 

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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VENCEDORES HOJE, DERROTADOS AMANHÃ

Deixe, então, governador Alckmin, que só aqueles que possam pagar ensino particular para seus filhos tenham o privilégio de vê-los estudar em boas escolas, com prédios e horários diferentes, beneficiando-se de um ambiente mais organizado, propício a uma boa qualidade de ensino. Afinal, se tudo continuará como está, serão estes mesmos privilegiados que acabarão - como sempre - entrando nas universidades gratuitas como USP e Unicamp, enquanto os que estudam nas escolas públicas, em sua grande maioria, continuarão apenas conseguindo entrar em universidades particulares e, em muitos casos, de qualidade muito duvidosa. Os sinais continuarão trocados: ricos em universidades públicas e pobres em universidades particulares, ainda tendo de buscar financiamento para o pagamento de mensalidades. Enfim, os alunos tiveram uma vitória contra si próprios, uma vitória de Bilro. Serão eles, os mais pobres, os penalizados por esta "heroica" vitória dos que ainda mais, para completar, acham que o nome da escola "Fernão Dias Paes", para citar mais um exemplo de insensatez, deverá ser trocado porque o bandeirante foi um "matador de índios", aquele que transformou com sua força e coragem o Brasil neste gigante territorial que é. Reformas devem ser feitas quando aqueles que são objeto delas assim o desejam. Se não, que continuem com o que têm: centenas de alunos abarrotados nos prédios com idades diferentes, circulando pelo mesmo espaço, crianças do primeiro ciclo tendo de dividir espaço com marmanjos do terceiro cuja energia e força põe em risco até a integridade dos pequenos. Afora o barulho que impede o bom aproveitamento do ensino e provoca também o desgaste maior dos professores. Vale lembrar que o Brasil está colocado num dos últimos lugares do ranking internacional de ensino fundamental. Paciência, a história nos ensina que "o tempo é o senhor da razão", como dizia um antigo inimigo do PT e, hoje, grande aliado. Mas uma coisa é certa: não há país que vá para a frente sem educação de qualidade. E, neste episódio, a educação foi a grande derrotada, mais uma vez.

ELIANA FRANÇA LEME 

efleme@terra.com.br 

São Paulo

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CARGA IDEOLÓGICA

Agora o movimento estudantil mostrou a que veio. Mesmo depois de o governo do Estado ter recuado da proposta de reorganização, os baderneiros resolveram manter as ocupações. E não faltam motivos: desde contestar o fato de o nome da escola ser uma homenagem a um famoso bandeirante - que, segundo os estudantes, era matador de índios - até a especulação de que o recuo é um golpe ardiloso do governo para ganhar tempo. O que verificamos nitidamente é a altíssima carga ideológica impregnada dentro dos movimentos ocupacionais, que seguem fielmente o script de determinadas organizações político-sindicais-partidárias, às quais pertenceram muitos dos atuais governantes do País e que hoje ou estão na cadeia ou estão envolvidos até o pescoço em denúncias de corrupção. Parabéns! Que belo futuro vocês terão.

FREDERICO D'ÁVILA 

fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo

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PERDEDORES

"Em time que está ganhando não se mexe." Infelizmente, esse não é o caso das escolas públicas paulistas. Com o fim da reorganização, que é uma tentativa de melhorar o quadro, perdem alunos, professores e toda a sociedade paulista. Em baixa, a imprensa, que não sabe distinguir o bem comum do clamor corporativo, além de compreender a diferença entre deliberar, informar e comunicar; e o PSDB, que precisa usar estruturas como o Instituto FHC para formar militantes capazes de difundir ideias liberais e libertárias, pois o País não precisa de mais um partido de esquerda.

 

AIRTON REIS JÚNIOR 

areisjr@uol.com.br 

São Paulo

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O BRASIL NA COP-21

O compromisso do Brasil para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, apresentado na Conferência do Clima da ONU (COP-21), prevê reduções de 37% até 2025 e de 43% até 2030 até 2030, em relação a 2005. Ocorre que, então, as emissões estiveram num nível de 2.500 GtCO2equiv e, hoje, em 2015, estão por volta de 1.500 GtCO2equiv, isto é, num nível 40% mais baixo. Isso significa que, na verdade, nenhum progresso está sendo compromissado, continuando o desflorestamento de 5 mil km2 - 70 km x 70 km - por ano por mais 15 anos. Trata-se de uma fraude e de absoluta irresponsabilidade diante do destino da humanidade. Os especialistas na matéria não podem ignorar o que acontece. O seu silêncio significa algo mais que omissão.

HARALD HELLMUTH 

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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A MORTE DE MARÍLIA PÊRA

Em dias assim, a vida perde completamente a graça...

RICARDO C. SIQUEIRA 

ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

 

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