Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2015 | 02h55

A carta de Temer

Remeteu o vice-presidente da República, Michel Temer, carta à presidente Dilma Rousseff asseverando que nunca ela confiou nele e no PMDB, além de outras observações pertinentes, valendo a missiva, na verdade, como rompimento com o Planalto. Temer já detém a preferência dos empresários paulistas e conseguiu, com sua conhecida habilidade política, unir Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, cooptando o apoio dos tucanos. Então, parece que o PMDB, a partir daí, deverá deixar de apoiar integralmente dona Dilma, podendo ela contar com a efetivação de seu impeachment. Um novo governo, de coalização e com os olhares voltados para a economia, é o que os brasileiros desejam para o próximo ano.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Roupa suja

Até que enfim, começaram a lavar a roupa suja do Palácio do Planalto! Alguém tem de lembrar à nossa presidenta que o pior inimigo é o “amigo” passado para trás. Muita água ainda passará por essa ponte. Com a palavra, o PMDB!

YUSSEI HIGA

yhiga@uol.com.br

Sorocaba

Recado dado

Michel Temer não enviou bilhete, como bem gostava Jânio Quadros de fazer, mas uma carta clara, objetiva, respeitosa e com classe, bem didática para que Dilma consiga compreender o registro. O recado foi dado. Será que Dilma saberá neutralizar os efeitos nocivos da missiva? Dificilmente. Com o apoio importante e incisivo do PMDB será bem mais fácil alcançar o impeachment da presidente.

JOUBER TUROLLA

j.turolla@hotmail.com

Rio Claro

Documento histórico

Nestes momentos fluidos da vida contemporânea em que as relações começam e terminam por mensagens enviadas pela internet, por e-mail ou por aplicativos, o vice-presidente da República agiu de maneira exemplar ao enviar uma carta assinada à presidente. Texto que figurará nos anais da História por sua relevância, adequação e precisão ao relatar os acontecimentos por que o País passou nos últimos cinco anos.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

O documento de desembarque de Michel Temer das hostes governistas expõe aspectos da personalidade de dona Dilma adrede noticiado pelos jornais. Destacam-se, a meu ver: 1) o caráter individualista e arrogante da presidente, pois fica muito claro o desprezo pelo interlocutor, note-se, no caso, o vice-presidente da República; 2) a mentira (item 9 do documento), aliás, sobejamente demonstrada em ocasiões anteriores, numa delas, a razão direta do estelionato eleitoral praticado na sua reeleição. Some-se a isso sua comprovada incompetência administrativa, desde a falência da lojinha de R$ 1,99, perenizada no governo do País e agravada por não ter percebido roubos de importâncias estratosféricas perpetrados sob “suas barbas”, capazes até de levar à suspeição de conivência. Incompetência essa que em qualquer país do mundo já teria sido suficiente para apeá-la do poder. Portanto, só nos resta, a nós brasileiros vigilantes e honrados, bradar pelo recurso institucional do impeachment já. Logo, torna-se imperioso e vital o compromisso, assumido com a Pátria, de sairmos às ruas no domingo.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Não ignorou somente o Temer, mas tudo e todos. Só interessa o poder, custe o que custar.

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA

alicearruda@gmail.com

São Paulo

O ‘vazamento’

A opção pelo ridículo como resposta à carta de Temer foi má escolha. Só vem confirmar a falta de respeito e consideração dispensada a ele nos períodos de alta popularidade de Dilma. O governo do PT é mestre na desconstrução daqueles que se opõem a seus propósitos. Ainda está na memória de todos o feito contra Marina Silva e Aécio Neves. Agora vão contra alguém que tem peso para a avaliação favorável do impeachment. Não esqueçamos o ditado que diz: ri melhor quem ri por último.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Apoio

Conforme publicado pelo Estadão (7/12), o Planalto tenta convencer o setor empresarial de que Dilma ainda tem condições de reagir na economia, enquanto a oposição busca reforçar a percepção de que só sua saída da Presidência pode recuperar as finanças do País. Acho que o governo poderia pedir o apoio da Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Camargo Corrêa, Construcap, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Promon, Setal, Techint...

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Advocacia séria

Ao longo da vida constatei que há advogados que mais confundem a nós, leigos, do que esclarecem. Caso atual: três advogados de renome fazem acusações à presidente da República com base nos artigos 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, 10.º da Lei 1.079/50, 85 da Constituição e na Lei 10.028/2000. Eis que surgem, após a aceitação da acusação na Câmara dos Deputados, mais de 30 advogados contestando a legalidade da proposição. Daí minha pergunta: qual dos grupos está obedecendo ao artigo 2.º e seus parágrafos do Código de Ética da OAB? Na minha opinião, quem estiver errado precisa ser enquadrado e punido, na salvaguarda do Estado Democrático de Direito. Não sou advogado e não aceito molecagem em assunto tão sério.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

EM SÃO PAULO

Reorganização escolar

Foram 90 dias de greve dos professores da rede estadual, e não vi nenhum protesto para que essas aulas fossem repostas. Falta de bons professores, escolas mal administradas por diretores incompetentes, também nunca vi nenhum aluno se manifestar contra isso. Alunos baderneiros, tráfico de drogas dentro de escolas, cadê os alunos engajados para combater esse estado de coisas? Para melhoria do ensino e condições das escolas ouvimos um silêncio ensurdecedor. Mas quando o governo do Estado veio com uma proposta boa para procurar melhorar o sistema, os pseudoestudantes (muitos com 20, 21, 23 anos!) apareceram para defender a educação?! A meu ver, a educação é o que menos importa a eles.

ELISABETE DARIM PARISOTTO

beteparisotto@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CARTA DE AMOR

 

Vejam a que ponto do ridículo chegamos: o vice-presidente da República, sr. Michel Miguel Elias Temer Lulia, enviou na segunda-feira, dia 7/12, uma carta de amor à presidente da República, sra. Dilma Vana Rousseff e justificou o uso da escrita, ao invés de uma conversa olho no olho, da seguinte maneira: “Verba volant, scripta manent” (as palavras voam, os escritos se mantêm). Explico: amor ao poder e ao dinheiro que ele, o poder, gera na cúpula de governos corruptos como é o nosso há 13 anos. Nesta carta, o vice-presidente demonstra seu descontentamento com as iniciativas do Palácio do Planalto, em que ele diz, entre ouras queixas, não passar de mero acessório, secundário e subsidiário. Tenho o texto da carta na integra, só não sei, e gostaria de saber, se a cópia original está ilustrada com “emoticons” nas cores verde e amarelo ou só na cor vermelha.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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PELAS BEIRADAS

 

Muito engraçada esta choradeira de Michel Temer dizendo ser um vice decorativo e menosprezado. A especialidade do PMDB sempre foi ficar nos cantinhos e comer pelas beiradas. Agora estão se achando. Nunca deram a cara para bater!

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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CANTIGA DE NINAR

 

A cantiga de ninar “Cai-cai balão, cai-cai balão, aqui na minha mão...” é como o PMDB vai embalando Dilma. Tomara que coloquem-na para dormir logo!

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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LATIM

 

A carta do vice-presidente, Michel Temer, para a presidente Dilma Rousseff começa com uma expressão em latim: “Verba volant, scripta manent”. Bem, a presidente deve ter parado a leitura logo de cara. Deve ter saído à procura de alguém no palácio para lhe explicar o significado. Será que encontrou alguém? Que maldade, hein, vice-presidente.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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ROTULAGEM PERIGOSA

 

Expondo abertamente o total desequilíbrio que tomou conta do Palácio do Planalto, após a ameaça de impeachment da presidente da República, foi a carta de Michel Temer considerada de “teor jihadista”. Tal observação, absurda e inconsequente, expõe de forma perigosa a incapacidade do atual governo de lidar com situações que lhes são adversas, por mais ínfimas que sejam, como foi o caso desta carta de simples desabafo político. À luz desse lamentável fato, cabe aos parlamentares que têm a responsabilidade de votar pelo sim ou pelo não a continuidade da atual governante. Que o façam sem partidarismo nenhum e com o mais absoluto rigor. Oxalá isso ocorra, para que possamos nos livrar deste câncer maligno que tenta de todas as maneiras  enraizar-se, ainda mais, em nosso país.

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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A SOLIDÃO DE DOM QUIXOTE

 

Dilma Rousseff parece ser daqueles “amigos” que só nos procuram na hora do aperto. Pelo visto, o vice Michel Temer (PMDB-RJ) não escolheu bem suas amizades, pior ainda sua chapa – haja visto que integra o maior desastre na condução política e econômica do País. Conforme assinalado em sua carta, não foram poucas as vezes em que a presidente e seu partido (que considera os não petistas como sendo “impuros”) deram-lhe as costas, bem como ao PMDB. Nesta luta de Dom Quixote contra moinhos de vento – o inexistente golpe do impeachment –, Temer já certificou que não irá interpretar o papel de Sancho Pança, portanto não irá acompanhar a petista nessa sandice. De tanto sabotar o vice quando este desempenhava o papel de articulador político (uma liderança que ainda falta), Dilma terá de caminhar para o buraco na companhia exclusiva de Lula e da trupe petista.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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CONSELHOS DA ISAURINHA GARCIA

 

Se “ella” tivesse ouvido um dia esta música maravilhosa do nosso cancioneiro, não teria aberto a carta: “Quando o carteiro chegou / e o meu nome gritou / com uma carta na mão / Ante surpresa tão rude / Não sei como pude / Chegar ao portão (do palácio, é claro) / lendo o envelope bonito / no subscrito eu reconheci / a mesma caligrafia, que me disse um dia / estou farto de ti / Porém não tive coragem / De abrir a mensagem / Porque na incerteza, eu meditava e dizia: / Será de alegria? / Será de tristeza? / Quanta verdade tristonha / Ou mentira risonha, uma carta nos traz... / E assim pensando rasguei, tua carta / E queimei, para não sofrer mais”.

 

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

 

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A CARTA

 

A carta, sentindo o perfume... Não, não é uma carta de amor!

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

 

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MULTIPLICAR AS BENESSES

 

Alguém acredita que um “águia”, com forte inclinação a “pavão”, como o vice Michel Temer, levou 5 (cinco) anos para concluir que é um zero à esquerda no governo PT? Usufruiu todas as benesses do cargo enquanto lá esteve e ainda está. Quando vislumbrou a possibilidade de multiplicar essas benesses assumindo a Presidência, não se inibiu de escrever estas “mal traçadas linhas” e a elas dar publicidade. Lula não é autodidata. Teve escola e bons professores. E a nós, o que resta? Pagar a conta e deixar 10% de “caixinha”.

 

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

 

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INGENUIDADE

 

Não vai o vice-presidente Michel Temer também afirmar que não sabia de nada! Ele levou cinco anos para chegar à conclusão de que era só decorativo?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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TOMADA DE DECISÃO

 

Vice-presidente Michel Temer, a presidente Dilma já te deu a senha, chegou a hora: é romper ou correr o risco de usar a tornozeleira.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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DE DILMA PARA TEMER

 

De Dilma “presidenta” para Temer “vice-presidento” (com uma providencial ajuda de Vinicius de Moraes): “Eu sem você sou só desamor. Um barco sem mar, um campo sem flor. Tristeza que vai, tristeza que vem. Sem você, meu amor, eu não sou ninguém. Volta, querido. Os teus braços precisam dos meus. Os meus abraços precisam dos teus”.

 

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

 

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‘NÃO DESCONFIO 1 MM DE TEMER’

 

Depois das declarações de Michel Temer, será que Dilma sabe o que é um milímetro (mm)?

 

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

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CAPITÃO DO GOLPE

 

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) acusou o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), de ser o “capitão do golpe do processo de impeachment de Dilma Rousseff, deflagrado na semana passada na Câmara dos Deputados”. Essa acusação é tão absurda, que atinge a raiz da má-fé e da ignorância e dispensa comentários políticos. Se Temer é capitão do golpe em tela, ele, Ciro Gomes, é, constitucionalmente falando, um soldado raso que ouviu falar em Constituição. Quando não se tem argumento legal para justificar uma acusação, o “bico calado” evita a astúcia. E evita também o “animus decipiendi” (intenção de ludibriar, iludir).

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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VICES

 

A semelhança entre os processos de impeachment de Fernando Collor de Mello e de Dilma Rousseff é que ambos, ao se candidatarem ao cargo máximo, escolheram como vice pessoas de quem eu jamais compraria um carro usado!

 

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

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NOVO ADVERSÁRIO

 

O vice-presidente Michel Temer está se preparando para assumir o lugar da presidente Dilma após o impeachment. Dilma tem outro adversário agora: seu vice. Ela contratou especialistas em Direito contrários ao processo. Os advogados apontaram um capricho do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no acolhimento do impeachment, se colocaram numa posição de conivência com Dilma e encontraram motivos ou firulas jurídicas para não se contraporem à ilustre cliente. Dilma continua alimentando a querela dizendo que o País não pode parar se houver recesso parlamentar. Como assim? O País está parado desde sua reeleição! Ficará parado até 2018, se ela continuar na Presidência! As instituições precisam trabalhar e é preciso substituí-la por Temer, pelo menos para não perdermos os três anos que faltam para a próxima eleição.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CRIME DE RESPONSABILIDADE

 

É muito curiosa a tese de juristas de que crimes passados não têm responsabilidade presente e, no caso específico de Dilma Rousseff, que as contas do governo rejeitadas de 2014 não configuram crime. Então um assassino que mata alguém em 2014 não poderia ser julgado em 2015? Ela continuou presidente, então é responsável, sim. E, considerando que em 2015 continuou a prática criminosa, agravou sua situação. Somando a isso suas atribuições como presidente do conselho da Petrobrás e sua conduta irresponsável e incompetente ao gerir a economia, são motivos mais do que suficientes para defenestrá-la da Presidência. Na iniciativa privada, não duraria um ano como executiva. Aliás, nesta área já demonstrou sua incapacidade ao falir uma lojinha de bugigangas. Além de ser perdulária no uso de cartões corporativos – e um exemplo disso são as diárias de hotéis de luxo nas viagens ao exterior.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ADIVINHEM DE QUE LADO ESTOU

 

Advogado que abre sua explanação dizendo que não há base jurídica para o impeachment da presidente Dilma já demonstrou que sua visão é mais partidária do que jurídica. Se na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tivesse grafado “presidenta”, não obteria aprovação. Exceto para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas aí a coisa é outra.

 

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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OAB

 

Lamentável e ridícula a declaração da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio do presidente do Conselho Federal, em Brasília-DF, de que a “OAB está verificando se há provas de crime” da presidente Dilma. Qualquer criança sabe que ela foi presidente do conselho de administração da Petrobrás e ministra de Minas e Energia durante os escândalos de desvio de dinheiro, além de amiga íntima e patrocinadora dos ex-presidentes envolvidos.

 

Abdias Ferreira Filho abmetall@terra.com.br

São Paulo

 

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SOLUÇÃO RÁPIDA

 

Para quem defende uma solução rápida para a crise e consequente volta à normalidade, só interessa a efetivação do processo de impedimento. No caso de dona Dilma passar pelo crivo agora, o País continuará sangrando até a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a legitimidade do processo eleitoral.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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OPÇÕES E DECISÃO

 

Fala-se do custo de derrubar Dilma Rousseff. Repete-se o mantra do impacto na estabilidade da democracia... Ou que Temer não é uma opção melhor. Ou que o pedido foi aceito por um presidente da Câmara todo enrolado e, portanto, não vale. Vamos, agora, falar do custo de não derrubar a presidente? O órgão máximo das contas da União, o TCU, rejeitou as contas de Dilma Rousseff de 2014. Tudo indica que Dilma cometeu um crime de responsabilidade fiscal. Não derrubar Dilma significa que qualquer governante daqui em diante poder fazer qualquer coisa com as contas públicas e com o Orçamento, afinal, “Dilma também fez”. A responsabilidade fiscal vira uma lei pouco importante e sem implicações práticas. Mas isso é importante? Sim, muito. Explico: num passado não muito distante, governantes construíam seus créditos políticos por meio de crescentes gastos públicos e benesses populistas, nem que se fizessem dívidas para isso. Afinal, o mandato era curto, os cofres eram limitados e a população o pedia. Não havia tempo a perder. Quem pagava sempre era o próximo. Dividas cresciam e, junto com elas, a necessidade de o governo obter dinheiro para pagá-las. Sabemos que, em linhas gerais, governos podem pagar suas contas de três formas: emissão de moeda,  dívida e/ou impostos. 1) Emissão de moeda: não é desejável. Economistas e indivíduos que sabem aritmética advertem que uma oferta maior de moeda sem uma compensação de bens e serviços adicionais muito provavelmente gerará aumento de preços na economia (inflação), corroendo o poder de compra das poupanças e os salários das famílias e, portanto, empobrecendo o País. 2) Dívida: ao fazer déficits e dívidas recorrentes, o governo aumenta o risco de quem o está financiando. O medo de calote aumenta, dadas as circunstâncias. Maiores riscos pedem maiores retornos. Conclusão: o governo deficitário necessita aceitar pagar um juro maior. O governo pagando juros maiores torna o crédito mais difícil para todos. Quem abre uma empresa ou investe quando o governo paga melhores taxas? A prosperidade pede por juros mais baixos. 3) Impostos: quando as famílias pagam impostos crescentes a um governo perdulário, a capacidade de investimento e de poupança das famílias necessariamente se deteriora. Em outras palavras, sobra menos no fim do mês para elas pagarem por uma casa nova, um curso adicional para o filho, enfim, sobra menos para as famílias prosperarem. Ao verificar as consequências desses três itens, não é de surpreender que a responsabilidade fiscal e o cuidado com as contas públicas são vitais para a saúde econômica e a prosperidade de um país. Ela não pode ser ignorada simplesmente porque eleitores não fazem a mínima ideia do que ela significa. Sem o respeito e o cuidado com as contas públicas, já se sabe que o País empobrece. Foi com esse intuito que a responsabilidade fiscal foi adicionada à Constituição como dever dos governantes. Os brilhantes políticos e economistas sabiam disso quando elaboraram o plano que deu estabilidade à nossa moeda e capacidade de crescimento e prosperidade aos anos que seguiram. Vamos dar o benefício da dúvida e assumir que Dilma não tem conta na Suíça e não enriqueceu com propinas. Dilma cometeu crime de responsabilidade fiscal. Seria mantê-la no cargo a melhor opção? Fica com os brasileiros essa decisão.

 

Felipe Lapyda lapydaf@uol.com.br

Boston, EUA

 

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‘E DEPOIS DO IMPEACHMENT?’

 

O “Estadão”, mais uma vez, baliza o pensamento sério do brasileiro de bem, com o editorial de 8 de dezembro. Muitíssimo oportunas as lembranças de que teremos de desarmar as “bombas sistematicamente instaladas pelo lulopetismo ao longo de 13 anos”. Cito, aqui, duas: o inchaço descontrolado da máquina pública e a permissiva legislação sindical. O aparelhamento sistemático da máquina pública se deu com a indicação descontrolada de milhares de “cargos de confiança”, que podem ser extintos, bastando somente a vontade política de um governante sério e com capital político robusto. Mas o Estado tem hoje centenas de milhares de cargos obtidos por concurso, e por isso vitalícios. Não seria surpresa imaginar que tais concursos foram viciados, de forma a simplesmente aparelhar por décadas a máquina estatal, afinal, quem pode o mais, pode o menos. Quem idealizou e perpetrou o mensalão e o petrolão, nas proporções que hoje começamos a conhecer, pode muito bem realizar concursos fajutos, fornecer gabaritos antecipados ou fraudar os resultados. As “Mãos Limpas” devem chegar também a esses concursos. E o segundo ponto não é menos importante: o sindicalismo transformou-se, em grande parte, num braço petista não governamental, sustentado por rios de dinheiro e que, por obra e graça de Lula, não deve prestar contas a ninguém. Essa é mais uma das obscenidades contábeis que tivemos de engolir e que também pode ser revertida com vontade política de um governante prestigiado. Essas são apenas duas das “bombas sistematicamente instaladas” pelo PT e seu séquito de saúvas políticas. Que o Brasil seja grande e forte para acabar com estes insetos.

 

Júlio Cruz Lima Neto

São Paulo

 

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O DEMAGOGO

 

Em seus momentos demagógicos, o ex-presidente Lula, na desesperada defesa do poste Dilma, alega que “não podemos tirar o pobre do poder”. Patética afirmação, partindo daquele que permitiu em seu governo os maiores escândalos de corrupção na história do País, com o enriquecimento de “companheiros” graças ao mensalão, passando pela Lava Jato e culminado com a Operação Zelotes, que inclui o próprio filho do ex-presidente, consultor pego colando da Wikipédia. Em matéria de pobres, Lula não é o melhor exemplo, uma vez que deixou de sê-lo, assim como seus familiares, graças à gratidão de amigos que lhes dão sítio, apartamento na praia e apartamentos para morar em São Paulo sem custos condominiais e contratam empresa só para pagar honorários inúteis. É o tipo da gratidão que nenhum pobre pode ter, exceto se, quando pobre, tivesse assumido relevante cargo público como o do próprio ex-pobre Lula.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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QUEM É OPOSIÇÃO E QUEM SÓ JOGA PARA A TORCIDA?

 

Rede e PSOL decidiram apoiar a presidente Dilma Rousseff na questão do pedido de impeachment, e Marina Silva disse que o pedido é insuficiente. Estava demorando para Marina Silva se manifestar, mas aos poucos vai mostrando a sua verdadeira face: ela é o plano B da esquerda e do PT. Eduardo Cunha, mesmo atabalhoado, abriu as cartas na mesa: vamos ver, agora, quem realmente é oposição e quem somente joga para a torcida.

 

Mauro Gomes gomesm@uol.com.br

São Paulo

 

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MARINA DESCEU DO MURO?

 

Estranho o comportamento da sra. Marina Silva, que alega “insuficiente” o pedido de impeachment. Chegamos até a confiar nossos votos a ela, mas não esperávamos essa atitude. O partido Rede até parece que tem em sua malha alguns buracos que vazam  pronunciamentos do tipo petista, deixando-nos pensar que Marina foi picada por “ele”, que não gosta do certo para o Brasil. Esperamos que estejamos erráticos em nossa posição. O pedido de impeachment é suficiente, sim.

 

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

 

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A REDE E O IMPEACHMENT

 

Marina Silva saiu do PT. Mas o PT nunca saiu de Marina Silva.

 

Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

São Paulo

 

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O CLAMOR DAS RUAS

 

Dizem que, em relação ao impeachment, tudo dependerá do clamor das ruas, do calor das manifestações. Bom, para isso não dependemos de urnas eletrônicas pouco confiáveis. Agora é a nossa hora de realizarmos a maior manifestação popular a favor do Brasil. Por isso, dia 13/12, ocupemos as ruas em todas as capitais e grandes cidades do Brasil. Nós é que vamos colocar o trem-Brasil nos trilhos! Fora, Dilma!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PEDIDO À PRESIDENTE

 

Exma. sra. presidente Dilma, o Brasil está passando pela fase mais difícil de sua história, tanto no aspecto político quanto no econômico. Desde sua posse, em seu segundo mandato, nosso país parou e vem enfrentando avanço da inflação, da estagnação, do desemprego, da violência e do desentendimento político. Considerando que estamos num acirramento muito ativo entre situação e oposição, acredito que estamos bem próximos de uma convulsão social – a população, através dos meios de comunicação, principalmente das redes sociais, está em polvorosa e bastante consciente –, e as notícias que a todo momento saem da Operação Lava Jato agravam ainda mais a situação. Para evitar que este povo ordeiro, trabalhador e lutador se encaminhe para conflitos civis, faça uso de sua consciência: renuncie. Lembre-se da atitude do ex-presidente João Goulart e, assim, tenho certeza absoluta de que sua atitude dará um novo alento ao desenvolvimento político e econômico de nossa nação, inclusive evitando a tramitação de um doloroso e custoso processo de impedimento.

 

Paulo Juvenal da Costa costa-paulo@ibest.com.br

São Paulo

 

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RECESSO POR CONVENIÊNCIA

 

Dilma Rousseff afirmou que, pessoalmente, é a favor da suspensão do recesso parlamentar para que seu processo de impeachment seja apreciado o mais rápido possível e para não agravar ainda mais as crises política e econômica. Concordou que o País vive uma crise e disse: “Eu não só prefiro que não haja recesso, como acho que não deve haver,  porque vivemos um momento que não podemos nos dar direito de parar o País até o dia 2 de fevereiro”. Apenas uma pergunta para refrescar a memória do cidadão: se o Brasil está em crise e parado há quase um ano, por que somente agora a presidente se deu conta da situação? Por que um processo de impeachment foi aberto contra ela? Quer dizer, então, que, se não fosse pelo impeachment, a presidente estaria em Aratu, na Bahia, dando uma banana para seu povo? Tudo vai depender do nosso Congresso desmoralizado e refém do governo. A estratégia do governo é posar de vítima para ver se cola. Afinal, o brasileiro vem demonstrando que acredita em todas as mentiras contadas por Dilma.  

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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O PAÍS JÁ PAROU

 

Que conversa mole é esta, presidente Dilma, de que – diga-se, por conveniência própria – “não podemos nos dar o direito de parar o País”, referindo-se à suspensão do recesso parlamentar em razão do pedido de impeachment acolhido pelo Congresso? O País já está parado, por culpa de seu governo e do PT, desde o início de 2014, por causa da estagnação da economia e da epidêmica corrupção contida nas investigações da Operação Lava Jato, em que camaradas e aliados roubaram impiedosamente as nossas estatais. Na realidade, se a presidente Dilma Rousseff estiver mesmo preocupada com a nossa Nação, é só colocar em prática um simples e nobre gesto, a renúncia de seu mandato. Neste caso, como deseja, não haveria necessidade de suspensão do recesso parlamentar e tampouco o País continuar prejudicado com um penoso (embora justo) evento do impeachment. Já que crimes a presidente cometeu, como o da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e as suas pedaladas fiscais, já condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O resto é só embromação...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O CARÁTER, BASE DO DESENVOLVIMENTO

 

A cada dia que passa, avolumam-se as más notícias. O Brasil está, verdadeiramente, à deriva, sem rumo. O desgoverno não sabe o que quer nem para onde vai. O grupo que está no poder há 13 anos precipitou a criação de um “welfare state” mambembe, sem base financeira nem apoio em arrecadação perene e consistente para sustentá-lo. Resultado: jogaram-nos numa crise fiscal quase sem precedentes, que traz consigo inflação, carestia, desvalorização da moeda, desemprego e recessão – que já virou depressão, já se prevendo, no mínimo, dois anos seguidos (2015 e 2016) de forte recuo no Produto Interno Bruto (PIB). O resultado são o endividamento das famílias e a inadimplência, que campeia. Fora isso, 9 milhões de desempregados, epidemia de microcefalia, 800 óbitos causados pela dengue, 1.º lugar no mundo no consumo de crack, segundão no de cocaína, campeão mundial em homicídios (58 mil) por ano e desastres ambientais que rivalizam com os maiores já ocorridos no planeta, para não lembrar da questão moral e ética, já que o desgoverno tem protagonizado o maior espetáculo do crescimento da roubalheira de que se tem notícia em toda a História, envergonhando-nos à conta de seguidos escândalos de corrupção perante o mundo. E por aí vai o “morro abaixo” em que o PT nos empurrou, tudo sob o melhor dos propósitos: a promoção da “justiça social”. Como se diz, “de boas intenções o inferno está cheio”. Alguns perguntarão se a culpa de tudo isso é mesmo do “governo”. A estes respondo sim e não. Sim, porque é ele, governo do PT, quem está por trás de toda essa derrocada, com sua soberba, sua “ideologia” defunta, sua arrogância de donos da verdade. Não, porque o Brasil é uma democracia. Havia, efetivamente, outras opções, mas o eleitor achou por bem apostar neste malfadado grupo, fechando os olhos para todas as cristalinas evidências – para não dizer provas – de rematados “malfeitos” que têm vindo à tona desde o ano de 2005, recomendando que fugíssemos dessa gente como o diabo da cruz. Povo cúmplice, portanto!  Certo está o Prêmio Nobel de Economia S. K. Mehta: “Um país é pobre não porque o seja no sentido material. É pobre porque o é em caráter. O problema de formação de capital é, no fundo, uma questão de caráter”. Não há como contradizê-lo.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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O RATO E A ESFARRAPADA

 

A revista “The Economist” fez um excelente resumo da atual situação do nosso país no artigo “O rato e a esfarrapada se estranham”. Mas, como brasileira e defensora do meu país, não concordo quando a publicação inglesa defende que “Dilma merece mais alguns meses para tentar pôr as coisas nos eixos”. Será que ainda existe algum ser humano que acredita que Dilma tem competência e credibilidade para diminuir ou amenizar os danos causados por sua má gestão no primeiro mandato? Será que ela já não teve tempo suficiente para fazer algo útil ou deixar de fazer besteiras nestes cinco anos em que governou o País? Será que só eu acredito que, para cada dia mais que Dilma fica no cargo, serão necessários meses para recuperar o prejuízo que ela nos acarreta? Eu apoio o impeachment e quero ver Dilma e seus “companheiros” bem longe de Brasília.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PIB NEGATIVO

 

Já que “Lulla” acha que o filho dele é o “Ronaldinho dos negócios”, por que Dilma Rousseff não nomeia Lulinha ou o Luis Cláudio no lugar de Joaquim Levy para melhorar nosso PIB?

 

Marcos Nersessian nerplan.m@uol.com.br

São Paulo

 

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PARA REFLEXÃO

 

Quanto nos ufana ler notícias sobre a prisão temporária de pessoas envolvidas em corrupção nas empresas estatais e nas demais esferas públicas do País. Ledo engano. A prisão é apenas um apêndice que, inteligentemente dirigida por hábeis advogados, finda em grande parte sem ônus maior ao corrupto, passivo ou ativo. Hoje vivemos situação inusitada: o País está quebrado, desacreditado, corrompido, e assistimos apenas aos embates das facções políticas tentando obter pontos favoráveis para si, condições em que Eduardo Cunha, Lula e sua criatura são mestres. Mas vamos refletir sobre o impacto que causa ao cidadão o dinheiro desviado na corrupção nas transações superfaturadas, nos altos salários e mordomias de certas castas públicas, a saber: quantas vidas se perderam por falta de atendimento hospitalar, falta de medicamentos, falta de investimentos em tecnologia hospitalar, falta de médicos, etc.; quantas vidas se perderam em decorrência de carência alimentar, por falta de saneamento básico, por falta de moradia, falta de recursos e infraestrutura decadente; quantas vidas se perderam no estressante labirinto provocado pela mazela pública, impondo ao povo desemprego e sacrifícios financeiros; quantas pessoas deixaram de conhecer a verdade em razão de ouvirem apenas mentiras? Infelizmente, não se pode mensurar com a devida propriedade estatística. Nós, brasileiros, diferentemente de outros povos mais esclarecidos, alimentamos e sustentamos uma máquina política insaciável, pois arcamos com altos salários, auxílio-moradia, auxílio-paletó, 14.º salário, auxílio-combustível, convênio médico de alto padrão e por aí vai. O povo segue simplesmente manipulado por esta classe preguiçosa e desnecessária, esquecendo-se de que cabe ao político apenas legislar ao povo e para o povo, nada mais – e com proventos que não onerem a massa trabalhadora do País. Mas, afinal, quem é o maior culpado: o manipulador ou o que permite ser manipulado?

 

Celso R. Kfouri Caetano crkaetano@yahoo.com.br

São Pedro

 

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DINHEIRO DESPERDIÇADO

 

A notícia (“Estado”, 7/12, A18) de que a Câmara Municipal de São Paulo pagou uma pequena fortuna por um serviço que seria gratuito demonstra tão somente o quanto os políticos ainda tratam o dinheiro público como se fosse privado, acarretando ainda mais transtornos aos paulistanos que sofrem na cidade por serviços essenciais básicos de péssimo atendimento.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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POLÍTICOS PRECISAM APANHAR

 

Depois desta da Câmara Municipal de São Paulo de pagar por serviço gratuito coisa de R$ 53 mil por mês, só me resta dizer aos meus colegas eleitores o seguinte: batam, batam forte em seus políticos, aqueles que vocês elegeram. Caso vocês não saibam por que batem, com certeza eles sabem por que apanham.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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O PROTESTO DOS ESTUDANTES

 

A defesa dos estudantes secundaristas na cidade de São Paulo já extrapolou o bom senso, e a implementação de limite – como todo e bom adolescente necessita para forjar o próprio caráter – é necessária e imediata. Um grupo de 30 alunos fechar a Rodovia Raposo Tavares para defender melhorias na educação do Estado de São Paulo, dias depois de o governador ter cedido à pressão da ocupação estudantil, convenhamos, é um absurdo intolerável. A manutenção desse tipo de manifestação, além de reverter a opinião pública, expõe de maneira clara e indelével que a massa é e está sendo manobrada por interesses políticos que vão além das salas de aulas. Os trabalhadores do Estado de São Paulo não podem mais ser penalizados por uma briga estúpida, sem objetivo e sem propósito, exceto aquele exercício da velha e estúpida política de capitanias hereditárias. Peguem suas cadeiras e vão protestar em frente ao Palácio da Alvorada pelo inacreditável corte de R$ 9 bilhões feito pela Presidência da República e nos deixem trabalhar sossegados!

 

Alberto Penteado pentha20@gmail.com

Vargem Grande Paulista

 

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‘QUEM SABE FAZ A HORA’

 

Cumprimento os estudantes da rede pública do Estado de São Paulo. A educação neste país não pode mais esperar, quem sabe este cívico movimento seja o pontapé inicial de uma radical transformação na consciência educacional brasileira. O Brasil urge por educação!

 

Marcos Kostiw marcos.kostiw@terra.com.br 

São Paulo

 

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ALCKMIN VENCIDO PELA ESQUERDA

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não foi vencido por estudantes daquelas escolas paulistas invadidas, pois havia poucos deles. Havia uma quantidade de jovens, sim, mas pertencentes a muitas entidades que empreenderam um movimento esquerdista para abalar o governador. A qualidade do governo de São Paulo e de seu governador são uma barreira para PT, PCdoB e todos os seus apoiadores, que encontram no maior Estado da Federação um oásis não contaminado (nem corrupto) e que serve bem aos cidadãos. É preciso enfraquecer, denegrindo o governo paulista para que os partidos de esquerda tenham alguma chance neste Estado. Os mentores do movimento de ocupação das escolas, segundo pesquisas na imprensa e no Facebook, que o organizaram e dirigiram eram estudantes da UNE, a Upes (Angela Meyer, amiga de Dilma, foi localizada), a Ubes, o UJS (este que quer desmilitarizar a Polícia Militar), o PSTU, o partido comunista de vários lugares, o PCdoB de Capela do Socorro, a Apoesp (um dos líderes), o PSOL (e o deputado Ivan Valente) e outras entidades. A má organização do movimento, inclusive a decisão de alguns paralisarem ao fim e outros, de continuarem, se deve aos vários comandos do movimento, como a imprensa observou. Havia, sim, muitos estudantes das escolas paralisadas, mas a maioria foi proveniente das associações estudantis mencionadas, que providenciaram jovens para o evento. Os alunos daquelas escolas invadidas e muitos dos pais foram enganados pelas entidades estudantis. Assim, não foi um movimento estudantil realmente, e, sim, um movimento político de entidades predominantemente de esquerda, com o objetivo de denegrir a imagem do governador. Essa é a conclusão de entidades e alguma imprensa, não divulgada ainda pela grande imprensa.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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DIREITO E AVESSO

 

Lendo a cartilha argentina “Cómo Tomar un Colegio”, um punhado de estudantes paulistas graduou-se em tática de invasão. Cabeças-feitas colocaram cadeados nas portas e hastearam suas bandeiras. Do lado de fora, ficaram os alunos que desejavam respeitar o calendário escolar. Detalhe: a luta era maior. Exigia novos palcos. Bloquearam ruas e avenidas. Essa democracia que tem dono não é uma boa lição para os nossos jovens. Tem uma conexão com um fato vergonhoso: uma representante dos educadores paulistas, aquartelada nas alturas, ameaçando quebrar a espinha dorsal do governador. Neste cenário desolador, a liberdade só destrói a Liberdade.

 

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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OPORTUNIDADE PERDIDA

 

Eis que um bom plano para o ensino no Estado de São Paulo cai por terra pela inabilidade de um secretário da Educação e pelos políticos que agem pelo fígado. É um plano que já foi testado e está em pleno exercício em Cuba e nos EUA. Faltou um bom preparo dos interessados para ser implantado com tranquilidade. Quem conhece Geraldo Alckmin sabe que é um político sério e competente – é só reconhecer o lugar destacado que ocupa nosso Estado no País. Ao lado do reconhecimento de que faltou maior esclarecimento e da inabilidade do ex-secretário, vale lembrar que os que se revoltaram foram adolescentes usados por uma intenção política muito bem articulada e paga por nós, que nada temos que ver com as necessidades dos estudantes. Alguns nomes nos levam a essa triste constatação: Pedro Henrique R. Zeferino, funcionário de Fernando Haddad articulador de protestos de rua do programa “Juventude Viva”; MTST, de Guilherme Boulos, velho conhecido das ocupações de espaços públicos; Movimento Passe Livre; PT; João Gaspar e Ângela Meyer, do PCdoB e da Upes; Camila Lanes, da Upes do Paraná; entre outros com apoios logísticos. Como se vê, o movimento pouco ou nada tem que ver com revolta dos estudantes na maioria em cujas escolas diretores e professores não admitiram as invasões e a baderna. A Polícia Militar precisou intervir a partir do momento em que a bagunça se instalou com o roubo de cadeira dos bares dos arredores e a obstrução de avenidas importantes para o fluxo de quem necessitava se locomover pela cidade. Perdeu-se a oportunidade de uma grande melhoria na qualidade do ensino.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO ESTADUAL

 

Há muito tempo se critica o nível do ensino público estadual. Acredito que a reestruturação do ensino é um passo no sentido de corrigir muitas falhas. A reestruturação tem falhas? Pode tê-las, há quem são contrários à sua implantação, porém devem tomar cuidado com a politização do assunto. Os estudantes e pais devem observar atentamente os interesses dos que mandam, dos que dirigem os protestos, devem ter cuidado de evitar ser apenas paus-mandados fazendo e desfazendo o que lhes mandam. É necessário que reflitam bem, que analisem quem estão promovendo, estes movimentos muito bem orquestrados, tais como milícias paramilitares. Ficou muito claro, por meio de reportagens de TV, que, junto dos estudantes havia elementos (bem característicos) barbudos, de camiseta vermelha e com celulares ou câmeras filmando e agitando a massa, mudando de posição depois de inflar e ir para outro ponto fazer o mesmo. Típico militante irresponsável da hora. Percebem-se também estudantes olhando-os e, como que robotizados, atuando da mesma forma. Os estudantes estão sendo manipulados. O governo estadual chegou a um ponto em que, após reflexão sobre os acontecimentos, teve a lucidez de suspender sua ação para retornar ao diálogo com a sociedade, e o que esperamos é que haja uma ponderação equilibrada entre as partes e que o ensino saia ganhando. É uma pena que esse exemplo de reflexão e volta ao diálogo não seja seguido pelo governo federal, que erra e, na demonstração de sua incompetência, permanece na sua irrefletida soberba.

 

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

 

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‘FAVELA AMAZÔNIA’

 

Cumprimento toda a equipe do “Estadão” e, em especial, o jornalista Leonêncio Nossa e o fotógrafo Dida Sampaio, pelo Prêmio Direitos Humanos resultante do caderno especial “Favela Amazônia”, que, pela sua importância e significado, já foi objeto de outros prêmios significativos este ano. Esperemos que tenha servido de alerta às autoridades, políticos e sociedade para que se busque mudar a terrível situação mostrada nas reportagens.

 

Mario Ernesto Humberg  pnbe@pnbe.org.br

São Paulo

 

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PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2015

 

Não saio de casa sem ler o jornal “Estado”, e acho que todos os prêmios são merecidos. Pena que o prêmio se refira a um assunto que nos deixa preocupados, porque, se dizem que a Amazônia é o pulmão do mundo, precisamos cuidar dele. De todo jeito, parabéns ao “Estadão”.

 

Jani Baruki Mends janibaruki@bol.com.br

São Paulo

 

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E-SOCIAL

 

Não consegui finalizar o e-Social de dezembro por indicação de erro no programa. Fui à Receita Federal, que indica ser problema com o programa, mas ali encontrei outras pessoas com o mesmo problema. Este programa, feito a toque de caixa, ainda esta muito imperfeito para ser lançado e imposto a milhões de pessoas, o que penaliza o usuário no mínimo com a perda do tempo. Já enviei nota à ouvidoria da Receita, mas antevejo mais perda de tempo e multas ilegítimas pela Receita Federal. O que fazer?

 

Ruben A. Banks Leite ruben.banks@terra.com.br 

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NA VENEZUELA

 

Com imensa alegria, tomei conhecimento do resultado das eleições na Venezuela, onde as oposições conseguiram maioria absoluta nas cadeiras da Assembleia Nacional Venezuelana. E, se o títere Nicolás Maduro respeitar a vontade do povo, haverá mudanças drásticas naquele país, do ponto de vista econômico e político. Esse é só o começo da derrocada do bolivarianismo em toda a América do Sul, abrindo caminho para uma nova era. Começou pela Argentina, chegou à Venezuela e muitos outros virão. E com certeza chegará aqui, ao Brasil, onde o governo petista já deve estar pondo as barbas de molho.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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EFEITO-DOMINÓ

 

Mudanças sempre estão no ar na América do Sul. Cada uma a seu tempo e modo. No Paraguai, as mudanças começaram com a queda de Stroessner. No Chile, ficou caracterizada uma mudança mesmo antes do advento de Michele Bachelet. Na Argentina, recentíssima eleição derrubou a oligarquia da horrível família Kirchner. Agora foi a vez da Venezuela, que elegeu novos membros para o seu Parlamento dando-lhe uma nova feição e fazendo com que o regime lá vigente sofresse uma retumbante derrota. É o que se chama de efeito-dominó. Brasil, está esperando o quê?

 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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PRIMEIRO PASSO

 

A vitória da oposição nas eleições legislativas na Venezuela é o primeiro passo para a normalização daquele país, embora ainda deva ser percorrido um longo caminho. Este começa pela anistia aos presos políticos e, posteriormente, pela convocação do referendo revocatório na metade do mandato presidencial (em abril de 2016). O presidente Maduro seria forçado a deixar o poder, em caso de derrota, dentro das regras constitucionais vigentes e democráticas. A mudança política com alternância de poder propiciaria a alteração de rumo do país de maneira muito rápida nos próximos meses. A conclusão da transição política viria com a convocação de eleições presidenciais para pôr fim à crise política, econômica e social naquele país e, ao fim e ao cabo, haveria a posse de um novo governo democraticamente eleito, com legitimidade política. A estabilidade democrática permitiria a volta dos investimentos para as transformações estruturais necessárias naquela economia e que levarão vários anos.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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OLHOS ABERTOS

 

Demorou, mas os povos da América do Sul estão “abrindo os olhos”. A Argentina deu o início com a eleição de Maurício Macri. No domingo (6/12), a Venezuela deu um passo importante para acabar com o chavismo, enquanto Nicolás Maduro subjuga o povo a enormes privações e até ao extermínio. O que será que o Brasil e os brasileiros estão esperando? Esperamos que o nosso Congresso crie vergonha na cara e aprove com urgência o impeachment da “incompetenta presidenta” Dilma Rousseff. Precisamos retomar o nosso verdadeiro caminho do crescimento, da ética e da moralidade perdidas nos últimos 13 anos. Estão por fora da atualidade aqueles que querem implantar em nosso país o socialismo/comunismo. Aqui, não, nem pensar! Temos de tirar de vez o perigo que o “vermelho” nos trouxe e voltar o mais rápido possível ao nosso tradicional “verde/amarelo/azul e branco”. Fora Dilma, fora PT. Lugar de corruPTo é na cadeia. Almejamos a volta da justiça e o fim da impunidade, para a recuperação da dignidade merecida dos trabalhadores brasileiros.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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A EXPLOSÃO DO POPULISMO BARATO

 

Fernando Lugo do Paraguai foi o primeiro! Cristina Kirchner foi a segunda! Nicolás Maduro foi o terceiro! Só falta a dupla Dilma e Lula, além do vendedor de coca na Bolívia, para a explosão final do populismo barato e corrupto. No Brasil já começou, ficaremos em 4.º, como no Mundial de Clubes.

 

José R. Macedo Soares joserubens@federmacedoadv.com.br

São Paulo

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