Fórum dos leitores

POLITICAGEM

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2015 | 02h55

Ocupação de escolas

O Estado de São Paulo tem sob sua responsabilidade 5.923 escolas e umas 140 ainda estão ocupadas, ou seja, 2,36%. Na capital há muito o movimento deixou de ser dos estudantes e está sob domínio de sindicatos e movimentos ditos sociais, gente que não tem relação alguma com os estudantes secundários. Chama a atenção, na manifestação de quarta-feira na Avenida Paulista, a ausência de estudantes do segundo grau; os oportunistas de sempre se infiltrando. Mais uma vez se repete a máxima da minoria organizada dominando a maioria omissa!

WALTER SANT’ANNA ZEBINDEN

zebinden@terra.com.br

Campinas

Jabuticabeira

Só no Brasil “protesto estudantil” não tem estudantes.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

‘Estudantes’

Sr. governador, deixe de ser mole, use a Constituição federal, artigo 5.º, XV, que assim dispõe: “É livre a locomoção no Território Nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. Isso quer dizer que a locomoção apresenta quatro aspectos: um neutro, o direito de permanecer; e três positivos, direito de deslocamento, a pé ou por veículos dentro do território nacional, o de sair e o de entrar no território nacional. É o chamado direito de ir e vir. Esses pseudoestudantes estão atrapalhando milhares de pessoas que precisam ir trabalhar, voltar para casa, ir ao médico, etc. Não permita essa bagunça em horário de pico. Se esse é o futuro do Brasil, meu Deus...!

ROBERTO TAVARES

robertocps45@hotmail.com

São Paulo

Repúdio à invasão

O Grupo São Paulo para os Paulistas – cidadãos trabalhadores que representam parcela da sociedade, empenhados na defesa dos valores culturais paulistas contra os contínuos ataques à nossa população – vem a público manifestar seu repúdio à invasão de escolas estaduais por grupos criminosos partidários de extrema esquerda, truculentos e autoritários, autointitulados estudantes, que têm feito uso da força e da violência contra crianças pobres ao impedi-las de entrar na escola e estudar, bem como de atos terroristas para agredir o direito de ir e vir de outras pessoas. Nós, do povo, manifestamos todo o apoio à nossa polícia, covardemente agredida por esses criminosos, por entidades públicas ou corporativas a serviço ideológico, e pela imprensa, com seus ataques aos policiais. Apoiamos a reorganização escolar, desprezamos expressões de manipulação mentirosa sobre falso “fechamento de escolas”. Lamentamos a atitude da Justiça, na contramão da sociedade. Pedimos firmeza ao nosso governo. E incentivamos a população paulista a não mais admitir a submissão a grupelhos que têm invadido escolas das nossas crianças.

FABIANA PEREIRA

fabi010@yahoo.com.br

São Paulo

O motivo real

Depois do que aconteceu anteontem nas ruas de São Paulo, espero que a imprensa pare de fantasiar sobre os estudantes de São Paulo. Sempre foi patente e fácil de constatar que esses estudantes estavam sendo cooptados por movimentos de esquerda interessados somente em espalhar confusão e animosidade, principalmente contra o governo paulista. Se, por um lado, o governador não tomou todas as precauções para difundir melhor e discutir com a comunidade o novo projeto para as escolas de São Paulo, por outro, a intransigência e as atitudes claramente belicosas dos que comandam os protestos estudantis mostraram qual é a verdadeira intenção disso tudo. Os constantes bloqueios nas ruas da cidade não são coisa de estudante secundarista e pelas fotos e até prisões feitas se vê que são pessoas bem acima da idade deles. As ocupações realizadas com a ajuda de membros de movimentos sociais que não perdem uma oportunidade de fazer confusão para atrapalhar a população (MST, MTST, Apeoesp) provam como os estudantes e suas famílias foram usados. A quebradeira, os atos de vandalismo que foram o apogeu disso provam o dito acima. Só não se pode entender como é que a imprensa fica do lado dos vândalos e bagunceiros e constantemente agride a PM com palavras e relatos bem ofensivos. Se alguns membros das polícias agem errado, a maioria está lá para proteger o patrimônio e as pessoas. E o faz muito bem. Mas os jornais não mostram isso, só fazem o jogo dos esquerdistas trogloditas que, disfarçados de estudantes, quebram, jogam bombas, incendeiam e tentam matar policiais. Apareceu finalmente o autêntico caráter dessas manifestações que encantaram muitos bobocas deslumbrados, de cozinheiros famosos a cantores. Está espantosamente claro que esses atos estão sendo usados por militantes interessados em promover uma resistência ao que ocorre em Brasília com o pedido de impeachment da presidente. Só não vê quem não quer. Nada que ver com a educação, já que a reestruturação está suspensa. Lembrando o episódio no Rio com a morte do cinegrafista, fica muito patente que o uso de bombas e rojões é prejudicial e criminoso. Vergonhosamente, são apoiados pelos sem noção e pela imprensa, também usada por eles.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Do que serão capazes?

Será que os alunos de escolas estaduais seriam capazes de agir conforme as manifestações a que assistimos anteontem na Avenida Paulista? Os “manifestantes” desfilaram pela cidade agindo como vândalos, verdadeiros black blocs. Estavam mais para baderneiros e terroristas. Os verdadeiros estudantes não são destruidores do patrimônio público ou privado. Por quem aqueles estavam sendo pagos? Receberam treinamentos onde? Pelo que já conhecemos das atitudes do PT, do PCdoB, da CUT, do MST para com seus adversários, se não fosse a presença mais enérgica da Polícia Militar teríamos presenciado desgraça pior. Por que não vão demonstrar sua insatisfação com as mazelas, com os “malfeitos”, com as maracutaias, com a roubalheira e a corrupção dos desgovernos petistas? Porque os apoiam, estão a serviço deles e pagos por eles... Do que mais serão capazes?

FERNANDO SILVA

lfd.dasilva@uol.com.br

São Paulo

NO CONSELHO DE ÉTICA

Pouca-vergonha

Os deputados Wellington Roberto (PR-PB) e Zé Geraldo (PT-PA) agrediram-se fisicamente no Congresso. Esses dois deveriam ser expulsos do Parlamento, pois não têm a mínima condição de representar o povo brasileiro. Deveriam estar presos, quebrando pedra em alguma mina distante do Planalto Central.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

RELAÇÃO FÉRTIL E PROFÍCUA?

 

Um pouco antes de se reunir com a presidente para acertar os ponteiros depois do “vazamento do ano”, o vice-presidente, Michel Temer, havia defendido a chapa de oposição ao governo para a comissão especial que vai analisar o impeachment de Dilma Rousseff. O vice também avalizou a troca do líder Leonardo Picciani, do PMDB do Rio (pró-Dilma), por Leonardo Quintão, do PMDB de Minas Gerais (anti-Dilma), e recebeu em sua residência oficial no Palácio do Jaburu diversos aliados do grupo pró-impeachment – caso do próprio Quintão. Tudo num único dia! Todas as ações do vice se harmonizam com as desse grupo e todos os trabalhos para defenestrar Dilma do Planalto parecem contar com a simpatia de Temer. Ainda assim, Dilma e Temer juraram ter se acertado após o encontro no Planalto: “Decidimos que teremos uma relação extremamente profícua” (Dilma); “(manteremos) uma relação institucional o mais fértil possível” (Temer). Será que, a esta altura dos acontecimentos, alguém bota fé que possa existir algo de fértil e profícuo entre Dilma Rousseff e Michel Temer?

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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DR

 

Segundo declaração sucinta e criptográfica dada por Michel Temer ao sair da reunião com Dilma Rousseff, aconteceu entre eles uma DR, ou seja, uma discussão de relação. Ele afirmou: “Nossa relação será profícua e fértil”, do que deduzi que ambos pretendem ter filhos!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PROMISCUIDADE NA POLÍTICA

 

Depois de tapas e beijos entre a “governanta” e seu vice, os dois voltaram a se encontrar e puderam dar sequência à promíscua política brasileira. Após 50 minutos de conversa, os dois prometeram uma “fértil” e “profícua” relação pessoal. Parece que daqui a 9 meses o Brasil ganhará mais um habitante. Este é o país do conchavo, da pouca-vergonha, do “toma lá, dá cá”, do “me salva que eu te salvo”, enfim, da falta de caráter.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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AGRICULTURA DE RISCO

 

Com uma relação “profícua e fértil”, Temer e Dilma só vão colher abacaxi. Resta saber quem vai ficar com a coroa...

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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O FRUTO

 

Qual será o fruto da “relação profícua e fértil” proclamada pelo lírico sr. Temer? Temo a chegada de uma criatura com jeitão de vampiro, ostentando boné vermelho, membros curtos, quatro mãos de quatro dedos, apetite insaciável, boquirroto e tatibitate, mentiroso compulsivo. Como sonho e projeto de vida uma boquinha, um cargo vitalício, uma precoce aposentadoria de funcionário público federal. Vade retro!

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

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ENCONTROS E DESENCONTROS

 

A reunião entre a presidenta e o vice foi tão profícua e tão fértil que Michel Temer já está chamando Dilma de “minha ex”.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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VOCABULÁRIO

 

Pasmem, estamos todos agora sob duas novas palavras: fértil e profícua!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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CONVERSA

 

Sobre a conversa de Temer com Dilma, conversa para boi dormir. A fatura já está liquidada.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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RELAÇÃO FÉRTIL

 

Dilma e Temer devem esclarecer à opinião pública o que vem a ser “uma relação fértil”. Para mim, isso significa procriação, o que acho impossível que qualquer um dos dois seja capaz de fazer. Até entre si. Entendo, porém, que entre políticos isso deva ser alguma composição fisiológica, que é do que gostam e o que sabem fazer.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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QUANDO CONVÉM

 

Enquanto houver nos tribunais ministros nomeados pelo PT e ligados ao partido, o andamento do impeachment de Dilma Rousseff sofrerá interrupções pelos partidos que a suportam e que agora são poucos, como o PCdoB, que, pode-se dizer, é “chupim” do PT, ou seja, só existe porque tem onde se apoiar. A carta do vice-presidente, Michel Temer, para Dilma Rousseff mostrou que a presidente “usa” as pessoas e partidos, quando necessita. Sua soberba não a deixa lidar amigavelmente com supostos aliados. É o preço que Dilma paga pela arrogância, que é o que a fez não obedecer às leis, menosprezando sua importância enquanto se esvai o grande apoio que tinha no início do governo. Seus aliados provam a verdade amarga de que a presidente é amiga “quando convém”, uma característica até do próprio PT. Isso fará com que seu impeachment vá até o fim, aos trancos e solavancos. Ficou claro quem é Dilma e que seus aliados nas cortes de Justiça tentarão protegê-la, justificando sua presença nos tribunais.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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‘TRANSA ADÚLTERA’

 

O editorial “Uma aliança condenada” (9/12, A3), ao explicar as razões do anunciado rompimento de PT e PMDB, traçou um bem elaborado perfil do governo: “Os petistas se consideram monopolistas da virtude ungidos com a exclusividade da missão de redimir os fracos e oprimidos”. De fato, desde sua fundação, o PT tem sido um partido singular no sistema partidário brasileiro. Desde sempre, julgou-se acima das demais legendas ditas “burguesas” e com elas jamais se aliou em tempo algum. O sentimento de “missão” sempre foi sua motivação. É justamente essa a razão de petistas verem o PMDB – e outras legendas ditas “de direita” ou “de centro” – com desconfiança. Nunca falaram a mesma língua e têm ideais muito distintos. Daí Dilma excluir Michel Temer até mesmo de uma conversa com o vice-presidente americano, Joe Biden, preferindo destacar o ministro da Justiça (?), José Eduardo Cardozo, quadro do PT, para fazer a interlocução com o visitante. Circunstâncias uniram PT e PMDB numa aliança de interesses, mas... sem amor. Daí, agora, o divórcio esperado. Como pode prosperar a relação de um partido cujos membros acreditam nas virtudes da democracia liberal e outro, com firmes ideais e convicções socialistas – o oposto? É óbvio que essa união de conveniência, esta “transa adúltera” – para usar expressão do grande Roberto Campos – entre Karl Marx e a Coca-Cola, não poderia jamais dar bom resultado. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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O SÍMBOLO DE UMA NOVA ERA

 

A carta do vice Michel Temer talvez seja o símbolo de uma nova era para o Brasil. Não que eu me simpatize com ele ou com o seu partido, mas, mesmo assim, apesar de todos os defeitos de ambos, é a única solução democrática para o momento tenebroso que vivemos. Vejo como o encaminhamento de uma solução duradoura, ao nos desvencilharmos deste projeto de poder de aniquilação de nossas liberdades democráticas. Entendo que a hora é agora, pois, com outro governo e a Operação Lava Jato desvendando todos os podres da República, reiniciaremos um ciclo virtuoso e de esperança para todos.

 

João M. Ventura joaomv@terra.com.br

São Paulo

 

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MUNIÇÃO E COERÊNCIA

 

Ciro Gomes (PDT) declarou que entrará com processo de impeachment contra Temer, caso Dilma seja apeada do poder, e, para tanto, quer usar alguns decretos que Temer teria assinado, liberando verbas não contempladas pelo Orçamento, em suas transitórias passagens pelo Planalto durante as ausências de Dilma. Essa “munição” teria sido provida pelo próprio Palácio do Planalto. Voltando à origem dos fatos, o governo e o PT não dizem que não existe nada de ilegal nas liberações de verbas por Dilma? Mas por Temer, ao cumprir o que a área econômica de Dilma encaminhou para sua assinatura, estaria configurada a ilegalidade?

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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INFANTILIDADE

 

A carta, que vazou, do vice Michel Temer é de uma infantilidade, para um “jurista” e político profissional desde sempre, sem tamanho. E, ademais, caso queira a cadeira presidencial, candidate-se nas próximas eleições pelo seu partido.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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VICE

 

Qual o valor do vice-campeão no Brasil? Quem lembra quem foi o vice do Brasileirão de 2011, por exemplo? Eu não me lembro, só me lembro do campeão, que foi o meu “tricolor de coração”. Assim é nosso Michel Temer. Só deveria aparecer depois que os brasileiros conseguissem tirar Dilma junto com o PT. No Brasil, vice, sub ou qualquer outra coisa que esteja em segundo lugar não tem valor ou protagonismo nenhum. Portanto, cartas, bilhetes ou e-mails dos secundários vão para o mesmo lugar aonde todos os segundos vão, ou seja, para o esquecimento Aliás, ele não tem voto nenhum. Alguém aí votou em Temer? Vamos, primeiro, cuidar dos malditos que arruínam a nossa vida, que se locupletam com o suor do nosso trabalho. Negam-nos o direito de andar livremente pelas nossas ruas, infernizam a nossa vida com impostos escorchantes e nos condenam ao inferno das doenças (vide dengue e zika).

 

M.Felix minervinofelix@gmail.com

São Paulo

 

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SÓCIO CÚMPLICE

 

Temer, não tema, ser contra o golpe do impeachment é questão de caráter, afinal, o sr. chegou a vice graças à chapa eleita com Dilma à frente, por duas vezes. Se os maiores erros cometidos por ela, segundo os críticos, foram no primeiro mandato, por que o sr. aceitou ser vice, por que não denunciou os erros e saiu da chapa? Então concordou com o que foi feito e prometido, sendo, portanto, sócio “cúmplice” dos acertos e erros. Temer aliança é como casamento na alegria e na tristeza e este é um momento triste para o país. E ser contra este golpe técnico não o inviabilizaria, caso ele realmente se concretizasse, somente o engrandeceria como estadista e lhe renderia respeito pela coragem e ousadia. Ao omitir-se, perde autoridade moral para, se for o caso, no futuro, governar. Ficando em cima do muro, apequenou-se; ficando na banheira, está em impedimento e pode ser expulso do jogo, caso este caso se reverta no Congresso. O povo brasileiro vai para a rua para defender Dilma e esta conflagração enfraquecerá ainda mais a economia e o futuro do País, não se iludam, Dilma não é Collor e a história neste caso não se repetira nem como farsa. O poder não lhe cairá no colo tão facilmente. Repito, ser contra este golpe é questão de ética e caráter, valores em falta neste momento para muitos políticos oportunistas. A história não reserva boa memória para vendilhões e traidores.

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

 

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ESPETÁCULO DEPRIMENTE

 

Dilma ainda não percebeu que colocou “a corda no pescoço” quando assumiu que poderia deixar Temer no ostracismo e minar o PMDB no início de seu segundo mandato. Mesmo vendo que sua “estratégia” não deu certo, continuou insistindo em ignorar a liderança de Temer, como se ele fosse o presidente do PMDB por acaso. Agora, com “o alçapão” sendo aberto, está ficando sem apoio para os pés e, se a “corda” não a estrangular, vai ficar paralisada até acabar seu mandato: não mais uma “pata manca”, simplesmente uma “pata inválida”. Além de incompetente administrativamente, uma nulidade em termos políticos. Pena que seja a população a pagar por seus erros! Mas, também, quem mandou reelegê-la?

 

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jau

 

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ABSURDOS

 

Presidente e vice-presidente discutem relação por cartinhas; deputados trocam tapas na sessão do Conselho de “Ética”; estudantes invadem escolas e interrompem aulas por uma educação de “qualidade”; pesquisa divulga que 55% da população paulista aprova a invasão de escolas públicas como uma manifestação “democrática”. O que está acontecendo com o nosso querido Brasil?

 

Vagner Ricciardi lacerdaavila@uol.com.br

São Vicente

 

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QUEBRA DE DECORO

 

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enfrentará um processo na Comissão de Ética por quebra de decoro. Mentiu ao afirmar, em seu depoimento espontâneo na CPI da Petrobrás, que não tinha contas bancárias no exterior. Perfeito. Cabe o processo. Mas o que os demais deputados fizeram no dia da votação para a composição da comissão especial que analisará o pedido de impeachment, quebrando cabines de votação, urnas, etc., também não é falta de decoro? Dois pesos e duas medidas? Manipula-se de acordo com os interesses pessoais, e não de acordo com o regimento da Casa? Viramos a Venezuela.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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COMISSÃO DE ÉTICA

 

Numa pocilga, os membros da comunidade são mais civilizados e, certamente, mais honrados.

 

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

 

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OS ADIAMENTOS DO CASO CUNHA

 

É inadmissível que um deputado corrupto consiga manipular membros do governo!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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FORA COM TODOS

 

E o circo continua. Com este Congresso, nem o papa conseguiria governar o Brasil. O povo tem de sair às ruas não só com o Fora Dilma, mas também com um Fora todo o Congresso!

 

José C. de Melo Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

 

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BAGUNÇA NO CONSELHO DE ÉTICA

 

Assistindo ao processo no Conselho de Ética, sobre o presidente do Senado, Eduardo Cunha, concluí que se trata de um programa humorístico de quinta categoria, cópia da Escolinha do Professor Raimundo, protagonizada por Chico Anysio. Aliás, o que difere é que Chico Anysio era um gênio e o salário dos deputados óóóóóó... uma vergonha!

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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COMBATE

 

Ainda bem que as lutas do UFC são durante a madrugada, pois assim não fico na dúvida se assisto a essas lutas ou às da Câmara dos Deputados.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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FINAL DO ANO

 

No ano do estelionato eleitoral, do “pixuleco” partidário, do propinoduto, da Lava Jato, da Zelotes, do Coaf, do desastre de Mariana e, agora, da recente carta do vice à nossa presidente informando do abandono do barco em que remaram juntos por cinco anos, aproxima-se o oásis da noite alegre e santa do Natal. Enquanto o Papai Noel faz a alegria das crianças, nós continuamos com nossa visão utópica de um mundo mágico, de fantasias e artifícios, sempre na repetitiva promessa anual de sermos fraternos, solidários e perseverantes no amor aos nossos irmãos. O presépio com Maria acalentando seu Filho, José, os animais e seus pastores, numa sinergia universal e inimaginável entre a profecia: o menino na manjedoura e nós, hoje, com nossos ideais, nossas imperfeições e angústias. Que a luz radiante do recém-nascido concilie as famílias dispersas, ilumine a cabeça dos nossos governantes no imbróglio político-financeiro e restabeleça a confiança dos empresários. E que a tristeza do desemprego tenha um ponto final. Um santo Natal a todos e um novo ano desafiador, mas feliz.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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DEZEMBRO VERMELHO

 

Depois do “outubro rosa”, que foi para lembrar o câncer de mama; do “novembro azul”, para lembrar o câncer de próstata; temos agora o “dezembro vermelho”. Pergunto: é para lembrar o câncer que é o PT ou por causa dos brasileiros que estão vermelhos de vergonha deste (des)governo?

 

Silvio Schaefer excess@netpoint.com.br

São Paulo

 

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O IMPEACHMENT NO STF

 

Dois fatos recentes merecem uma reflexão. O PT entrou com uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma e, ao tomar conhecimento de que o ministro sorteado para julgar o caso fora Gilmar Mendes, imediatamente quis retirar sua ação. Quando o PCdoB entrou com um pedido para anular a votação de escolha da comissão que iria julgar o impeachment da presidente, e coube ao juiz Luiz Fachin a decisão, ninguém pensou em voltar atrás. Porventura sabem, de antemão, quais juízes são favoráveis?  

 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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OS MINISTROS DO SUPREMO

 

Chama a nossa atenção que o novíssimo ministro do STF Edson Fachin tenha decidido suspender a instalação da comissão especial do impeachment, depois que foi votada, com vitória da maioria da oposição. O ministro ou mostra desconhecer o regimento interno da Câmara dos Deputados, que permite tal procedimento para a escolha de cargos da mesa diretora, como da direção da Casa, ou podemos pensar que seja uma atitude protelatória em benefício do governo. Será que podemos acreditar na afirmação da fatídica gravação que levou Delcídio Amaral para a cadeia, em que ele diz que “o Fachin dá um jeito (...)”?

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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O COMEÇO DO FIM

 

Avalanche de lama em Minas Gerais, a guerra entre facções no Rio de Janeiro, a briga entre partidos políticos em Brasília, o mosquito da dengue proliferando em todo o País. Durma com um barulho desses, se conseguir, é claro!

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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VAI SE ROMPER

 

A coesão do governo Dilma é menor do que a da barragem de Mariana em outubro!

 

Julio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br

São Paulo

 

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PEDALADAS

 

Tão preocupante, ou mais ainda, é a posição enfática da rainha do parlamentarismo brasileiro quanto às “pedaladas fiscais”, não admitindo de forma alguma que tenha cometido irregularidade. Não é cabível tanta ignorância. Seria melhor não tocar mais no assunto e deixar este papel ridículo para o advogado dr. Luis Inácio Adams.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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RENÚNCIA

 

A presidente Dilma está passando uma fase terrível. Ela, nas aparições na TV, se apresenta com uma fisionomia de depressão profunda e mentindo muito mais do que antes da eleição de 2014. Lembre-se, presidente: a renúncia é muito mais suave que o impeachment.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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FUTURO E PESSIMISMO

 

Num momento de esperança quanto ao célere ocaso de Dilma Rousseff como mandatária do País, há rápido desânimo quanto a quem a substituirá. As possibilidades são Michel Temer, que trará de volta o PMDB oligárquico, da política do troca-troca, dos coronéis Renan, Jader, Sarney e outros; José Serra, que orbita atualmente o PMDB e o PSB, aquele mesmo que prometeu cumprir todo o mandato na Prefeitura de São Paulo e, menos de dois anos após, largou os paulistanos para concorrer ao governo, deixando de “presente” para a cidade Gilberto Kassab, hoje aliado do PT. Geraldo Alckmin? Como trará o País aos trilhos certos, se recuou na primeira choradeira de mimados baderneiros? Aécio Neves, tão cotado, que desde a eleição se cala e apenas espera a presidente cair? Ou Ciro Gomes, que é um falastrão quando lhe convém, mas quando consegue cavar espaços não se manifesta mais? Temos, ainda, Marina, cria de Lula e do PT, e que não colocará o País no caminho do liberalismo econômico sério de que tanto precisamos. Pode piorar? Sim, temos Lula, que dispensa comentários.

 

Leonel Lucas Lucariello Filho leonellucariello@gmail.com 

São Paulo

 

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DELCÍDIO VEM AÍ

 

Dilma Rousseff prestou mais uma informação desconexa ao entregar casas em Boa Vista (RR): “Quero continuar porque fui eleita para isso”. Nada disso, foi eleita por enganar com falsas promessas, por dar “pedaladas” para mostrar um cenário econômico irreal, por usar verbas desviadas de corrupção na campanha, grande parte vinda do mensalão e, principalmente, do petrolão. Delcídio Amaral vem aí para provar tudo isso. E, em seguida, o japonês.    

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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A GANÂNCIA E A TORNOZELEIRA

 

Segundo revelou a jornalista Monica Bergamo na “Folha de S.Paulo”, Delcídio Amaral, o senador petista preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, tem claustrofobia, passa mal na prisão e conclui que “agora está só”. O senador aguarda a sua hora com possibilidade de, além de perder o cargo, perder sua liberdade, este o maior bem que todo cidadão deveria prezar. Mas a ganância, para alguns, vale mais que a honra, o caráter e a dignidade, como estamos assistindo nestes últimos tempos. A classe política perdeu seu status, está desacreditada e é desprezada pelo cidadão consciente. Delcídio, que estava acostumado com uma vida intensa, está só entre quatro paredes. Esses dias de angústia não deveriam servir para o senador abrir a boca e contar logo tudo o que sabe, já que sua vida foi exposta em rede nacional? Ou o senador prefere estar atrelado a uma tornozeleira, no conforto de sua casa, levando na sua consciência todo mal que praticou? A escolha é sua, senador, assim como foram as demais que o levaram à prisão.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DELCÍDIO, FALAR OU NÃO FALAR?

 

Se falar, menos grade e menos risco à integridade física. Se não falar, como arquivo vivo, até o ar que respira é um risco.

 

Eunice Marino assesconleila@hotmail.com

Guaxupé (MG)

 

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UM PASSARINHO ME CONTOU

 

A defesa do senador Delcídio Amaral (PT-MS) contratou o advogado criminalista Antonio Augusto Figueiredo Basto, especialista em delação premiada. Entre seus clientes está, por exemplo, o doleiro Alberto Youssef, peça central na Operação Lava Jato. Disseram-me os mais informados que o senador Delcídio Amaral é medroso, medroso de verdade, e, para comprovar sua paúra, basta ver o que ele tentou fazer com o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró: com a ajuda do banqueiro André Esteves, propôs uma fuga do País, contratando avião e prometendo uma mesada de R$ 50 mil mensais, para que ele, Nestor Cerveró, não mencionasse seu nome durante a delação premiada. Soube, também – foi um passarinho que me contou – que o senador Delcídio sabe muito e tem uma lista enorme de nomes, todos comprometidos com a Operação Lava  Jato, que bastará um simples aperto para que ele vomite tudo o que sabe, dando, inclusive, nomes aos bois.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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9/12, DIA MUNDIAL DO COMBATE À CORRUPÇÃO

 

No túnel em que o PT mergulhou o Brasil não há luz, só ratos. O poder apodreceu. A putrefação é geral. A corrupção, avassaladora. Pandêmica. Septicêmica. O Brasil de Brasília exala decomposição de cadáveres morais insepultos na vala comum da promiscuidade política. Piada ridícula, o poder se tornou um buraco negro no vazio da honra e da dignidade. Não há líderes inquestionavelmente honrados a nos guiar em nenhum dos poderes republicanos. Não há valores moralmente civilizados a seguir. Não existe horizonte limpo no céu da Pátria neste instante. Paira o CB dos patifes, ladrões, quadrilheiros acoitados nos desvãos das instituições. O Brasil de Brasília respira perfídia, mentira, dissimulação, cafajestada, num cenário em que o gangsterismo desfila com personagens suaves, charmosos, galantes, sofisticados, mas infratores, marginais da decência como Delcídio Amaral, André Esteves e José Carlos Bumlai. Nada menos que o líder do governo no Senado, o sócio-presidente jovem  bilionário de um banco e o amigo de Lula, o pecuarista de trânsito sem barreiras, autorizado a entrar e sair do Palácio do Planalto como e quando quisesse, no primeiro governo petista. Com gente dessa espécie e o dinheiro do mensalão, do petrolão, do BNDES e doutros ainda não revelados, o PT reinaria até a consumação dos séculos. Criminosamente.

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com  

Belém

 

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‘MANI PULITE’

 

O artigo da sra. Maria Cristina Pinotti (“Estado”, 8/12, A2), a respeito deste megaprocesso ocorrido na Itália nos anos 90, reveste-se de uma visão rasa e reducionista dos fatos desta que sem dúvida foi uma das maiores operações encabeçadas pelo Poder Judiciário em nível mundial. Apesar das inevitáveis comparações com a Operação Lava Jato, esta foi deflagrada por iniciativa de juízes, e não por denúncias de políticos dissidentes ou figuras do submundo. Foram investigadas mais de 6 mil pessoas, entre estas 800 empresários, sendo um deles o presidente da ENI, estatal petrolífera italiana, Gabrieli Cagliari, que acabou cometendo suicídio. Foram desbaratados esquemas envolvendo a iniciativa privada e o governo, com pagamentos de propinas e financiamento de campanhas, resultando em queda do preço de obras públicas. Mais de um terço dos investigados foram condenados, incluindo políticos de alto escalão. Ao afirmar que um dos motivos do insucesso da Operação Mãos Limpas foi não ter erradicado a corrupção, isso chega a ser até pueril, pois este é um mal que atinge a grande maioria dos países. A título de exemplo, vide os fatos que culminaram com as renúncias de dois presidentes da Alemanha, Helmut Köhler e Christian Wulff, e também às acusações ao presidente da França Jacques Chirac. A lista é imensa e, para extingui-la ou minimizá-la, serão necessárias ações contínuas. Quanto ao surgimento de Berlusconi, não é possível considerá-lo um efeito colateral da citada operação, pois infelizmente escolhas erradas fazem parte da democracia e suas consequências devem ter um caráter pedagógico. Por fim, torna-se evidente o seu olhar preconceituoso e até rancoroso em relação à Itália e às suas instituições, porém, da mesma forma que a sra. Maria Cristina, em seu artigo, disse que não devemos aprender com os italianos a anistiar recursos ilegais, eu digo que melhor seria que a autora discorresse sobre assuntos que domina, talvez economia, deixando de lado temas relacionados à Justiça e à geopolítica.

 

Angelo Vattimo angelovattimo@gmail.com

São Paulo

 

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JOSÉ SERRA

 

Cada vez que leio José Serra neste jornal (“Uma escola e duas tragédias”, 10/12, A2), me dá uma dor no coração. Imagino como o Brasil estaria hoje, caso ele fosse eleito presidente na sucessão de FHC ou do próprio Lula. Com certeza, a situação seria muito diferente. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. O povo preferiu o salvador da Pátria (“aquele que veio de baixo, conhece os problemas do povo”) e a “gerentona” mãe do PAC (“Programa de Aceleração da Corrupção”). Hoje, considero José Serra o político mais lúcido, preparado e competente deste país. E cada vez que leio seus artigos lamento por ele não ter sido eleito nosso presidente.

 

Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

São Paulo

 

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PROTESTO EM SÃO PAULO

 

Sobre a manifestação dos estudantes na tarde e noite da quarta-feira, uma faixa gigante que eles carregavam dizia tudo: “Somos todos zumbi”. Exatamente, mas não o Zumbi dos Palmares, e, sim, aqueles zumbis popularizados pelo cinema – autênticos mortos-vivos, sem vontade própria, que foram enfeitiçados por bruxos, sepultados e, depois, desenterrados para cumprirem sinistras missões. Os bruxos do PT foram bastante eficientes no sepultamento do ensino, da cultura e da ética nacionais. No momento, valem-se dos jovens zumbis para sabotarem o pouco de ordem e produtividade que resta neste Estado de São Paulo, que eles ainda não conseguiram tomar.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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MICROCEFALIA

 

Numa canetada, o governo federal conseguiu reduzir o número oficial de bebês com microcefalia no Brasil: bastou diminuir de 33 centímetros para 32 centímetros o perímetro do cérebro dos bebês considerados portadores da doença. Prático, eficiente e grotesco!

 

Antomar Viegas de Oliveira a.viegas@uol.com.br

Indaiatuba

 

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ZIKA

 

O jeitinho brasileiro inova e avança, promovendo, sempre, o desenvolvimento do nosso país. Ao alterarem os parâmetros para o diagnóstico da microcefalia, matam-se dois coelhos de uma só vez: diminui-se o número de casos diagnosticados, ao mesmo tempo que aumenta o número de jovens que, no futuro, ocuparão altos cargos no governo federal.

 

Marcello Menta Simonsen Nico mentanico@hotmail.com

São Paulo

 

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AS CAUSAS DA EPIDEMIA

 

De repente, fica-se sabendo que há mais de 1.700 casos de microcefalia no País e que este número vem aumentando. Tudo isso em curto espaço de tempo. Resolveram culpar o mosquito, mas os cientistas ainda não têm provas cabais para condená-lo. Não seria essa dita epidemia apenas o resultado de anos de atendimento médico precário às gestantes das classes mais pobres? Não seria essa dita epidemia apenas o resultado de anos de subnutrição, de água sem tratamento adequado, dos esgotos a céu aberto, vilipendiando o cotidiano seja dos pais, seja das crianças mais pobres deste país? Não seria essa dita epidemia apenas o resultado do populismo irresponsável praticado por governos que desejam apenas manter o poder a qualquer custo, manipulando criaturas carentes com “bolsa-qualquer coisa” com a finalidade apenas de mantê-las fiéis nas urnas? Não seria essa dita epidemia o resultado da corrupção tolerada e até estimulada, impedindo que as verbas destinadas à saúde pudessem ser devidamente utilizadas em benefício da população mais carente? Acaso existem registros de microcefalia em crianças das classes sociais mais abastadas? Microcefalia é também doença de rico ou será que há algo de podre no reino tupiniquim?

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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VERGONHA NO COMBATE AO MOSQUITO

 

Que vergonha o Ministério da Saúde provocando mortes na população por causa do mosquito Aedes Aegypti, por omissão e ainda querendo culpar o povo! Como vivi 15 anos no Rio de Janeiro sem ver um mosquito, com toda aquela mata? Simples, jogavam fumacê com aviãozinho às 5 da manhã, duas vezes por semana. Brasileiros, acordem!

 

Michelle Schott mschott@sti.com.br

Santana de Parnaíba

 

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REAJUSTE DOS APOSENTADOS

 

Está circulando nas redes sociais que os 17 deputados de São Paulo que votaram contra o reajuste para os aposentados foram assim distribuídos: 9 do PT; 3 do PR; e 5 dos seguintes partidos, PMDB, PSDB, PV, PSD e PCB (cada partido com 1). Isso nos indica que o PT representou 53%, o PR 17% e os demais, 30%. Portanto, podem esquecer o reajuste para os que entraram na Justiça. Uma votação aberta nos diria quem são esses deputados, para que no futuro o povo tome vergonha na cara e não vote nesses indivíduos.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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CORTES EM SP

 

O prefeito Fernando Haddad manda cortar 20% das despesas de custeio de todos os órgãos de administração direta e indireta do município de São Paulo. Meu caro amigo Haddad, pode mandar cortar, sem medo nem susto de errar, 50% dos gastos. Pois tenha certeza de que – se é que não sabe que esse porcentual tem outro destino –, em nada afetará a cidade. Será necessário mencionar qual é o destino deste dinheiro?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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IPTU E O VALOR DOS IMÓVEIS

 

Entrando no site da Prefeitura de São Paulo – IPTU, chamou-me a atenção o aumento abusivo no valor venal do meu imóvel. Buscando anos anteriores, verifiquei que houve um aumento substancial nos últimos dois anos. Será que o prefeito “Malddad” está querendo nos surpreender no ultimo ano de seu desastroso governo, aumentando o IPTU de acordo com o aumento venal? Segue o cálculo aproximado dos aumentos: 2012, 6%; 2013, 3,5%; 2014, 32,5%; 2015, 47%. E 2016? Uma incógnita.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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HADDAD E A MODERNIDADE?

 

Fui comissária de bordo por muitos anos da gloriosa Varig e tive a oportunidade de ver as capitais europeias, suas ruas, ciclovias e, principalmente, suas calçadas. Impecáveis. Aqui, em Sampa, Fernando Haddad escorreu o dinheiro só para as ciclovias, que estão bonitas e vazias, e seus usuários teimam em andar pelas calçadas e na contramão, assustando os pedestres. Quanto às ruas, desviar dos buracos é tarefa árdua. Copiar um modelo não significa fechar os olhos às verdadeiras necessidades de uma metrópole.

 

Elisabeth Migliavacca betymiglia@hotmail.com

São Paulo

 

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ALAMEDA MARIGHELLA NÃO!

 

Sou contra a mudança de nomes de ruas, avenidas e logradouros. Só descaracterizam a cidade. O ponto máximo destas mudanças sem sentido parecia ter sido a troca do nome do Túnel Nove de Julho, momento da maior importância na história de São Paulo, para Túnel Dahet Elias Cutait, um ilustre médico que nem sequer seu título de doutor teve respeitado. Agora parece que estão tentando mudar a tapa o nome da Alameda Casa Branca. Várias placas estão cobertas por adesivos cuidadosamente bem feitos: “Alameda Carlos Marighella”. Esta mesma Alameda Casa Branca tem uma pedra, sem placa e abandonada, na calçada marcando o local da morte de Marighella, ex-deputado federal e, então, guerrilheiro, por agentes do governo federal militar.  Sou absolutamente contra a mudança dos nomes de ruas, alamedas, avenidas ou quaisquer logradouros da cidade, porque estes nomes guardam uma história, uma referência crucial para a coletividade manter vínculos com a história de sua cidade, para a construção da cidadania, da civilidade. Hoje sabemos que a simpatia ou o apoio que demos então a este pessoal das guerrilhas foi um erro crasso, como está provado pelo Brasil que vários companheiros guerrilheiros de Marighella nos legam, como José Dirceu, José Genoino, Dilma Rousseff e tantos outros. Fernando Gabeira, Eduardo Jorge e muitos outros que realmente queriam e seguem querendo o bem do Brasil sabem que quem é do bem constrói pela paz e não impõe sua própria versão de história.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br 

São Paulo

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