Fórum dos leitores

IMPEACHMENT/RENÚNCIA

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2015 | 02h53

Caiu de novo

É, não tem mais jeito. Só há uma saída para melhorar a vida dos brasileiros e do País: a renúncia da presidente Dilma Rousseff. Quanto mais é prolongada a sua permanência no poder, mais a sua avaliação “ruim ou péssima”, que já oscila entre 69% e 70%, conforme apontou a pesquisa Ibope/CNI, pode piorar. Já ultrapassou os limites do razoável, não dá mais, caiu de novo! Que use o bom senso e diga adeus, para felicidade de todos...

LUIZ DIAS

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

Única chance

Ainda não caiu a ficha: “O governo prevê um cenário de paralisia completa na economia até a definição do processo de impeachment de Dilma Rousseff”. O problema é a permanência da presidente no poder. A saída de Dilma é a única chance de retorno à normalidade.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Decisão do STF

Aguardamos com ansiedade e grande expectativa a decisão, hoje, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá ser um marco divisório entre os Poderes. Assim se espera, pois a prerrogativa da decisão é do Congresso, por ser política, e não jurídica. Assim decidindo, o Supremo poderá consolidar-se como o guardião das leis e ficará para a História da nossa República. E os congressistas anti-impeachment deixarão de interpelar o STF quando algo não lhes convém e aprenderão que a responsabilidade é deles, para tirar o País do desgoverno, da corrupção, do desemprego e da volta da inflação. Srs. deputados e senadores, sejam sinceros, honestos e responsáveis ao menos uma vez.

JOÃO M. VENTURA

joaomv@terra.com.br

São Paulo

Direito Constitucional

O editorial Confusão de Poderes (15/12, A3) é uma verdadeira aula de Direito Constitucional, que merece louvores por dar ao povo votante, em linguagem simples e facilmente entendível e clara, que o Brasil, por ser uma República federativa, formada pela “união indissolúvel dos Estados e municípios e do Distrito Federal”, portanto, constituindo-se em Estado Democrático de Direito, tem Poderes independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Isso quer dizer que nenhum desses Poderes pode intrometer-se na função constitucional do outro. Não pode interferir, não pode querer mandar e ensinar como proceder. Isso se deu no presente caso da eleição secreta da comissão eleita pelos deputados federais para opinar sobre o processo de impeachment da presidente Dilma. Houve uma intromissão inaceitável do Judiciário no Legislativo, manifestada pelo ministro do STF Edson Fachin, propondo “um rito que vai do começo ao final” para o julgamento do processo em tela. Essa decisão do ministro se deu ao julgar recurso interposto por um partido da situação. Tal aberração jurídico-constitucional ofende um dos princípios fundamentais da nossa Carta Magna (artigo 2.º), que se tornou para ele (ministro), que tem o dever de defendê-lo, verdadeira letra morta.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Militância jurídica

Depois de ler o editorial Confusão de Poderes, magistralmente redigido, conclui-se que ou o ministro Edson Fachin, do STF, é provido de “notória ignorância jurídica”, já que a separação de Poderes é uma das lições preliminares do Direito, ou, então, cabulou a aula nesse dia...

KARLA SARQUIS

karla@karlasarquis.com.br

São Paulo

‘Cheiro do povo’

A respeito do comentário do líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (15/12, A7), quero lembrar-lhe que se eu, de pele branca, fizesse um comentário no mesmo nível sobre pele escura, estaria enquadrado na lei de preconceito racial. Porém, como ele é do PT e esse partido tem em suas hostes número inestimável de gente que está sendo enquadrada em outras leis, presa e tendo de devolver dinheiro, só se podia esperar esse tipo de comentário. Lembro-lhe ainda que a maioria de pele branca ou de pele escura que não pôde ir à manifestação (deste domingo) estava trabalhando ou tentando arrumar emprego. Posso lhe garantir que, mesmo não estando presentes, com certeza estavam de acordo com a manifestação, pois com os impostos arrancados de seus salários sustentam essa cambada de safados que surrupiam o meu país. Precisa falar mais ou quer que traduza?

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

Sinto-me totalmente discriminado por esse tal de Sibá. Estive na rua e não sou do povo? E ainda me discriminou como “minoria de pele branca”. Isso é racismo! Esse infeliz petista mais uma vez confirma que o PT incentiva o racismo no Brasil. Vergonhoso!

JULIO WALDER

julio.walder@gmail.com

Santos

Adesão ao ‘fora, Dilma’

Pela forma como a imprensa tem divulgado, até parece que só são a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff os poucos manifestantes que têm ido às ruas. Isso é uma grande tolice. Sou totalmente favorável ao impedimento (melhor ainda, à renúncia) desse catastrófico desgoverno. E só participei (parcialmente) de uma das manifestações contra ela. Da mesma forma, em 1992 não fui a nenhuma passeata “fora, Collor”. Isso não me faz aliado ou apoiador de nenhum governo.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

OPERAÇÃO CATILINÁRIAS

Quousque tandem...?

Por que as buscas e apreensões na casa de Eduardo Cunha (presidente da Câmara), que é contra o Planalto, foram autorizadas e na de Renan Calheiros (presidente do Senado), que atualmente, por conveniência, é aliado da presidente, foram indeferidas pelo ministro do STF Teori Zavascki? Será somente mera coincidência...? Pois ambos já deveriam ter perdido o mandato e, quem sabe, estar devidamente instalados em Curitiba.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Os mais iguais

Renan Calheiros está blindado no STF e na Procuradoria-Geral da República? É o que parece. Na Justiça Federal todos são iguais. Já na Justiça do STF (foro mais do que privilegiado), alguns são mais iguais. Os amigos deste desgoverno são imexíveis (sic). Eis o Brasil varonil!

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O RITO DO IMPEACHMENT E O STF

 

O expediente do impeachment, sob regras próprias, se inicia na Câmara dos Deputados, mediante “autorização” de 2/3 de seus membros, nos termos do artigo 51, I, da Constituição federal. Vale dizer, a Câmara “autoriza” a instauração do procedimento de impeachment do presidente da República, para remetê-lo, em seguida, ao Senado, onde o processo é “instaurado”, com afastamento provisório do presidente e julgado, nos termos do artigo 86 da Constituição federal. Em suma, a acusação ao presidente da República pela prática de irresponsabilidades se submete, numa fase preliminar, ao juízo de admissibilidade pela Câmara dos Deputados. Nesta fase, ainda não existe o processo, mas somente regras de procedibilidade, criadas pela Câmara, de natureza interna, sobre as quais não interfere o Judiciário. Como explicam os mestres Costa Machado e Anna Candida da Cunha Ferraz, “essa fase não se submete a recurso ou controle judicial” (“Constituição federal interpretada”, 5.ª ed., 2014, Manole, pg. 514). Mas exatamente nessa delicada fase é que defensores da presidente Dilma foram bater à porta do Supremo Tribunal Federal (STF), onde foram acolhidos pelo novato ministro Luiz Edson Fachin, de notórias ligações políticas com a CUT e com a presidente Dilma, para quem ele pediu votos em 29/10/2010, gravando um vídeo. Levado o tema ao Judiciário, estará este Poder sob a sagrada toga da imparcialidade, quando o juiz, mesmo porque vitalício, se coloca acima dos interesses em litígio. Sucede que essa imparcialidade poderá ser comprometida pelas convicções do juiz, quando, então, se estas prevalecerem, se imporá ao juiz o dever de se afastar. Espera-se, portanto, um comportamento profissional, digno e imparcial do ministro Fachin, em que pesem suas estreitas ligações com a presidente Dilma. Ocorre que o ministro Fachin já deu o primeiro passo de indevida intromissão, com a justificativa de que deve o Judiciário ditar o rito preliminar, marcando para hoje, 16/12, uma sessão do plenário, sugerindo uma invasão em área de competência privativa do Poder Legislativo, para disciplinar no interior da economia interna da Câmara dos Deputados. Essa absurda ideia caracteriza uma situação chamada de “ativismo proibido”, que qualquer juiz conhece e que ocorre quando o Judiciário intervém para ocupar espaços vazios na economia interna de outros poderes, agindo indevida e proativamente. Pois este “vírus” foi pelos amigos da presidente introduzido na máquina do Supremo, neste momento crítico do procedimento, que é quando o artigo 86, II, §1º, da Constituição determina a automática suspensão de funções da presidente da República. Por último, tendo em vista maliciosos e sucessivos pronunciamentos de que a presidente não teria cometido nenhum crime, esclarece-se que à presidente são imputadas práticas de “infrações constitucionais” ou “políticas administrativas”, sem conotação penal, cuja penalidade é unicamente a perda das funções de presidente da República.

 

Flávio Cesar de Toledo Pinheiro flaviopinheiro.adv@uol.com.br

São Paulo

 

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O PT E SEUS ALIADOS NO SUPREMO

 

O PCdoB, aliado do governo Dilma e de seu partido petralha, age como verdadeiro partido boi de piranha, pois, sempre que o PT não quer dar a cara para bater, entra seu dócil aliado, que faz a parte que poderia expor a desgastes dos mais diversos a turma de Lula, Rui Falcão “et caterva”, como agora, neste caso do recurso ao Supremo para suspender o processo de impeachment que teve início no Legislativo – e vejam só, o caso caiu para exame nas mãos do ministro Luiz Edson Fachin, que concedeu a liminar quando, na verdade, deveria dar-se por impedido, como declarou o ex-presidente do Supremo Carlos Ayres Britto em entrevista ao jornalista William Waack. Isso porque as posições de Fachin anteriores à sua nomeação como ministro do Supremo por Dilma Russeff são públicas e notórias, inclusive nas últimas eleições presidenciais, quando declarou abertamente intenção de voto na presidente Dilma. Ministros do Supremo indicados pela presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula não demonstram na prática posição independente – vide Dias Toffoli e Fachin. O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, engajado com o governo, defende as mesmas posições do PT. Não dá para definir se agirão com a devida isenção e imparcialidade que cabem a um magistrado.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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CONFIRMAÇÃO

 

A pedido do Partido Comunista do Brasil, o STF vai ratificar o andamento do impeachment e confirmar que a esquerda é burra.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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DIA D

 

Não resta a menor dúvida de que a pressão das ruas é muito forte e tem grande poder, porém o povo precisa estar mobilizado e sentindo na pele as consequências deste desgoverno que está levando o Brasil ao buraco. São sintomáticas a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a guerra entre os poderes para mudar a regra do jogo. Dilma já jogou suas fichas para comprar deputados e senadores, muitos se venderam, não se sabe se suficientes para livrá-la do impeachment. O que não se esperava é que o STF fosse refém do governo. Tenta-se fazer uma aposta nos votos que a presidente terá. Ela precisa de 6 votos. Hoje, quarta-feira, teremos o dia D. O Brasil saberá qual o verdadeiro papel do STF. Se ele prima pela justiça ou pela politicalha, ou seja, se os ministros terão independência ou se serão chamados a pagar com o voto pelo emprego com que foram premiados. A conferir.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A PALAVRA ESTÁ COM O SUPREMO

 

Dependendo da decisão do Supremo é que verdadeiramente vamos saber se somos um país ou não passamos de uma republiqueta.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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FACHIN E O TUCANO

 

O ministro Luiz Edson Fachin tanto fez que surgiu a oportunidade de, pelo menos, dar mais um tempo ao governo no pedido de impeachment de Dilma Rousseff, que ele declaradamente apoiou na eleição. Interessante, para não dizer hipócrita, lembrar as suas visitas cabalando o voto dos senadores, acompanhado do quase ex-tucano Álvaro Dias, justificando os apelos à aprovação do seu nome para o STF. Fachin e Dias representam o mesmo Estado, mas pertencem a partidos que se opõem, ainda mais agora, quando o PSDB é favorável ao impeachment, do qual ao que tudo indica o ministro Fachin discorda. Estaria arrependido o senador ou para ele tanto faz, porque seria prenúncio de maldade na saída do partido?

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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IMPEACHMENT – A DECISÃO DO SUPREMO

 

Que pena, minha esperança vai até hoje, quarta-feira. A sua também?

 

Benedito Mauri pro.obra@uol.com.br

Itatiba

 

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MAU SINAL

 

Sempre considerei o STF como o nosso órgão máximo da Justiça no País. E tenho assistido, ao longo dos anos, às suas posições, sempre muito firmes e coerentes, quanto a temas dos mais delicados, como o da homofobia; o da maioridade penal; etc. De repente, vejo o ministro Edson Fachin, relator da questão de como deverá ser conduzido o processo sobre o impeachment, em vez de se posicionar a respeito, foi consultar exatamente os quatro setores diretamente nele envolvidos: a Presidência; o Senado; a Câmara e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Desta consulta quádrupla feita pelo ministro levantam-se duas hipóteses: 1) ele não se considera devidamente preparado para analisá-lo; ou 2) o ministro, tanto quanto eu, já sabe as quatro respostas que vai receber e transfere para outrem  a responsabilidade que é só sua. Realmente, ele me perdoe, mas a sua atitude deixou muito a desejar.

 

Ricardo Pereira de Miranda ricarmiran@terra.com.br

Salvador

 

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O TRABALHO DO PMDB

 

Em carta endereçada a Dilma Rousseff, Michel Temer afirmou se sentir desprestigiado – ou oportunamente desprestigiado. Há algumas semanas, Temer liderava, de fato, a ala peemedebista que permanecia fiel ao governo. Com o estouro do rito de impeachment, o cenário se alterou e os membros do partido precisaram se posicionar de vez. Na ausência de uma manifestação pública mais contundente em defesa da presidente, tudo leva a crer que o PMDB vai trabalhar pela queda. Aguardemos os próximos episódios.

 

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

 

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MANOBRAS PROTELATÓRIAS

 

Famosos embargos são o que mais há nas ações acumuladas na Justiça. Puro proselitismo ou, no popular, barrigada. Os juízes acomodados, na sua maioria, deixam por isso mesmo, e culpam o contraditório. Sua excelência dr. Sérgio Moro deveria ser exemplo.

 

Itamar Carlos Trevisani bia.trevisani@terra.com.br

Jaboticabal

 

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COINCIDÊNCIA?

 

Tudo caminha para a decisão da abertura do impeachment ficar nas mãos de Renan Calheiros? Será por isso que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não o denunciou? “Coincidência é a única explicação que o idiota encontra para a coincidência.”

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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MEMÓRIA FRACA?

 

Como pode o sr. Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, querer ditar normas de como conduzir o impeachment? Esqueceu Sua Excia. que houve seis representações no Conselho de Ética do Senado, por seus pares, pedindo a sua cassação por falta de decoro parlamentar, tráfico de influência e corrupção? E que em 2007 renunciou à presidência do Senado para não ser cassado? Atualmente, este senhor está sendo citado no caso do petrolão, juntamente com outros parlamentares. Desta forma, o Brasil nunca poderá ser reconhecido como um país sério.

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘CONSTRUINDO O FUTURO’

 

O artigo do ilustre procurador-geral da República, dr. Rodrigo Janot (“Construindo o futuro”, 13/12, A2), é mais uma mensagem de esperança para os brasileiros honestos e trabalhadores que estão assistindo estarrecidos à corrupção que se instalou neste país. O sr. Janot alega que, findando o ano civil e também o ano judiciário, sentiu-se obrigado a fazer um balanço dos acontecimentos singulares que teve a honra de acompanhar no exercício de seu cargo, chegando à conclusão de que o ano de 2015 foi um ano histórico, em que a Operação Lava Jato chegava finalmente ao núcleo político da organização criminosa que pôs em funcionamento um dos mais intrincados e complexos esquemas de corrupção revelados, inclusive internacionalmente. Apesar de concordar com tudo o que foi dito, peço vênia para fazer algumas observações, em que diz ter feito um balanço dos acontecimentos e que, finalmente, chegava ao núcleo político da organização criminosa. Por enquanto, foi feito apenas um balancete e, para finalmente chegar ao núcleo político da organização, é necessário chegar ao chefe mor da quadrilha, que ele e todos os brasileiros sabem quem é. Como qualquer filme a que já assistimos, a quadrilha só é desbaratada quando o mocinho finalmente prende o chefe da quadrilha. Hoje, os brasileiros de bem confiam plenamente em seus mocinhos heroicos, representados por homens íntegros, como o dr. Janot, o dr. Sérgio Moro, a Polícia Federal, a maioria dos integrantes do Judiciário e tanto outros que ainda não foram contaminados pelo vírus da corrupção. Espero que as gerações futuras possam ler nos livros da História do Brasil que, no início do século 21, uma quadrilha poderosa de malfeitores se apoderou do destino do País, por meio da mentira, da corrupção e da roubalheira, porém o povo, liderado por grandes brasileiros cujos nomes também ficarão gravados na história, conseguiu pacificamente desbaratar esta quadrilha com a prisão do seu chefe mor e de todos os seus asseclas. Finalmente, foi feito um balanço geral e o País voltou a ter credibilidade global.

 

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

 

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OS SURDOS, OS CEGOS E OS CÚMPLICES

 

O Brasil vive um dos piores momentos de sua história, tanto na política quanto na economia, e, principalmente, na credibilidade de sua gestão. Está mais do que provado e comprovado que este governo de mais de uma década permitiu e compactuou com a implementação da maior onda de corrupção do mundo, em todos os tempos. Nosso país foi aparelhado em 2003 para que o PT se perpetuasse no poder, graças ao dinheiro surrupiado de nossas maiores empresas e órgãos geradores de riquezas, comprando parlamentares e se associando a organizações criminosas. Os escândalos se multiplicaram, revelando um gangsterismo tão grande que faz da Camorra uma quadrilha de amadores. Entretanto, isso não foi o suficiente para que alguns governadores se convencessem da necessidade de afastamento da atual governante. O recado das ruas, as pesquisas, os erros recorrentes, a má gestão, a inflação e mais uma série de malfeitos ainda não convenceram alguns homens que comandam os destinos do País. O que mais é preciso para convencê-los? É óbvio que nada convence quem é surdo, cego e, principalmente, cúmplice.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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CONIVENTE

 

A presidente Dilma dizer que não roubou pode ser parcialmente verdade. Porém, não há qualquer dúvida de que ela foi conivente com todas as falcatruas que vêm sendo divulgadas na mídia. E essa cumplicidade precisa ser punida com a perda do mandato (impeachment) e mais alguns anos na prisão.

 

Renzo Orlando renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL E A POLÍTICA POSSÍVEL

 

Seja a política como “o emprego dos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem” (Hobbes) ou o “conjunto de leis que permitam alcançar os efeitos desejados” (Russel), a saída de Dilma Rousseff e do PT do poder e o ingresso de Michel Temer,  sob um compromisso de conciliação nacional e busca do desenvolvimento possível, pelo resto do mandato, mostra o acerto dos 19% que, segundo o Datafolha, manifestaram essa opção.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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OS PROTESTOS DE 13 DE DEZEMBRO

 

Erra quem está desvalorizando os manifestos de 13/12. Menores em quantidade de participantes, sim. Mas maiores em qualidade e objetividade. Impeachment! foi a palavra de ordem. 40 mil paulistanos em um só grito não é pouco, além das demais cidades pelo País. Ir às ruas outra vez, se já há um processo em andamento? Será que precisa? Deve ter sido este o fator da preguiça, além dos compromissos natalinos. Mas o que querem mais os não poucos 40 mil? Pressa! Em meio aos enormes balões de Lula e de Dilma, apontados em uníssono como os vilões a serem escorraçados da política nacional, havia um terceiro, este, sim, talvez o foco da revolta dos 40 mil cidadãos brasileiros: um redondo balão de Luiz Edson Fachin, que também balançava ao vento, novo alvo dos manifestantes! O ministro do STF que adiou o processo e parece querer achar, nas vírgulas da Constituição, um motivo para procrastinação ou negação da sentença, esta, sim, o que dezenas de milhões de brasileiros querem ouvir e cujo grito está entalado na garganta: Fora Dilma!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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MANIFESTAÇÕES PELO IMPEACHMENT

 

A maioria dos brasileiros não suporta mais esta enrolação. Deixamos claro que estamos a favor do impeachment. Não suportamos mais este país moribundo à espera do impeachment. Não é preciso que a todo momento tenhamos de repetir tudo. Agora, se querem cutucar a onça com vara curta, não abram o impeachment ou votem contra.

 

José Valdir do Carmo  jvcarmo@yahoo.com

São Paulo

 

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PROTESTOS RIDÍCULOS

 

Desta vez foram menos que 10% dos participantes do último protesto, vergonhoso, patético. Está diminuindo assustadoramente o número de participantes nestes protestos ridículos que objetivam impedir um governo eleito democraticamente pela maioria do povo brasileiro. Está mais que provado que a população, mesmo descontente com todos os governantes (presidente, governadores e prefeitos) e mais ainda com os deputados federais, estaduais e vereadores que mais legislam em causa própria que a favor do Brasil, deu uma banana para os golpistas, não comparecendo aos protestos, nem os “supostos maiores beneficiários, Aécio, Cunha e Temer”, deram as caras. Com “líderes” como estes, realmente ninguém se anima a protestar contra Dilma. Espero que essa lição sirva para os deputados colocarem as barbas de molho, o povo está descontente com todos “que se vaiam todos”. Um golpe contra a presidente é um golpe na democracia, chegar ao poder sem votos, isso é golpe! Esperem 2018 e trabalhem muito, mostrem serviço e ajudem o País a superar esta crise, que é de todos. Este governo não engaveta, não protege e fez leis que facilitam o combate à corrupção. Corrupção que sempre existiu, “a gente era infeliz e não sabia”, ou alguém acha que estas construtoras nasceram agora? Elas já praticavam a corrupção desde há muito e por todos os governos, democráticos ou não, inclusive na ditadura (perguntem ao ex-ministro Delfim Netto). Mas, agora, estão sentindo a mão forte do Estado Democrático de Direito, para  bem do País!

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

 

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TORCEDORES DO IMPEACHMENT

 

Não importa o número de manifestantes. Os jornalistas deveriam comentar que em todo o País ocorreram manifestações populares contra um governo incompetente e omisso diante da corrupção em várias empresas estatais. Isso sem falar de uma presidente sem credibilidade e desmoralizada perante a maioria da população. A grande maioria das pessoas que não participou dos protestos também não aprova o governo Dilma-Lula. Poderíamos comparar a um jogo da seleção brasileira com 100 mil  pessoas torcendo no estádio e 100 milhões torcendo em casa.

 

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

 

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NÃO HAVERÁ GOLPE

 

As manifestações contra o governo Dilma já alcançaram seus objetivos. Já há um pedido impeachment em andamento para remover do poder o governo mais corrupto e incompetente de todos os tempos. Haverá novas manifestações gigantescas para ajudar a convencer os indecisos na época da votação do processo de impeachment. Não haverá golpe, mas, sim, o pleno exercício da democracia.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VOZ DAS RUAS

 

Um dos motivos de haver uma baixa adesão aos movimentos a favor do impeachment no último domingo foi o medo dos confrontos. Uma grande parte dos manifestantes é formada por pessoas idosas que já não dispõem de energia nem idade para manifestarem-se como nos tempos de Fernando Collor. O movimento, agora, deve ser dos mais jovens. Acredito que, com o desenvolvimento dos fatos, com a atuação do Supremo Tribunal Federal diante da intromissão indevida do ministro novato Edson Fachin e o com o comportamento do PMDB, os movimentos contra Dilma deverão ficar mais encorpados e mostrar aos representantes do povo quais devem ser as atitudes diante do processo do impeachment.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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HAVERÁ BRASIL DEPOIS DO IMPEACHMENT

 

Discute-se o número de manifestantes que foi às ruas no domingo, a baixa adesão e as justificativas de época. Perda de tempo num momento em que o País vive sua mais aguda crise. Independentemente do resultado dessa contenda, a tendência é dela resultar um Brasil melhor. Safando-se do afastamento e cassação, Dilma terá de corrigir o curso do seu governo. Se for afastada, quem entrar terá o compromisso de buscar novas alternativas. A corrupção tipo mensalão, petrolão e outros tende a diminuir, pelo exemplo de seus protagonistas encarcerados ou adereçados com tornozeleiras eletrônicas. A preocupação está no tempo que durar o processo do impeachment. É preciso convencer o empresariado, o investidor e o mercado de que, independentemente do resultado, haverá Brasil após o impeachment. O povo, mesmo tendo sido quem votou para eleger o governo e o Parlamento, não merece sofrer com desemprego, inflação alta e até fome, enquanto a classe política demora para encontrar a solução da crise de governo. Essa solução tem de proteger o povo e jamais conter o chamado bote de ave de rapina destinado exclusivamente a atender aos interesses da classe política.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves cardosodirceu34@gmail.com

São Paulo

 

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IMPEACHMENT OU NÃO

 

O certo é que: para chegar ao poder, perdem-se o escrúpulo, a vergonha, a dignidade. Só o que importa é o poder. Para vencer uma eleição, juntam-se aos cachorros gatos e ratos. Todos os cruzamentos são possíveis. Mas toda conta um dia chega. A conta chegou, mas só quem vai pagá-la somos nós, o povo. E, neste caso, tanto faz o da situação como o da oposição. A conta é de todos. No entanto, antes de recomeçarem as picuinhas “internéticas”, os xingamentos, os “deletamentos”, deveríamos perguntar quem inventou Eduardo Cunha, afinal? Quem o inflou e protegeu? A qual base política ele pertence ou pertenceu? Respondam-me. Respondam-se. Quem elegeu para a presidência da Câmara dos Deputados um gângster, um chantagista? Não foi democrático? Quem está implodindo o governo não é ninguém que não ele mesmo, com os seus ratos, cachorros e gatos. A oposição é miúda, incompetente, infanta, vive a navegar num barquinho de papel de acordo com as marés, enquanto o barco do poder não vira. Agora mesmo, está na beira da praia espiando o que acontece e para onde sopra o vento. Para o PT, então, tudo o que não é seu espelho d’água é golpe ou é PSDB. Enquanto isso, o País vai afundando com estas manobras políticas, o déficit público, a corrupção, a inflação, a incompetência. Parou. E vai enterrando a sua gente, as suas riquezas, a sua democracia. Já não respira. Falta-lhe argumento, vontade política. Não esta política podre e nojenta que aí está, mas uma política de homens sérios, honestos, verdadeiros. Duvido que a “presidenta” saia. Mas, se sair, quem a substituirá: Temer, Cunha, Renan? Se fôssemos um país que se dá o respeito, sério, decidido, nenhum destes estaria onde está. Para ser justo, estariam na cadeia. E já não importa qual partido governa o País, mas que governe, que nos mostre a luz no fim do túnel. Por enquanto, não há luz. Vemos no horizonte nova tempestade, com ventos bravios, inescrupulosos, indignos. Não se sabe quantas casas destelharão, mas com certeza uma infinidade de telhas voará por aí. Oremos.

 

Achel Tinoco achelltinoco@yahoo.com.br

Salvador

 

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TEMPOS DIFÍCEIS

 

A situação do País está tão precária, incerta e sem perspectivas que, agora, Temer pelo futuro se escreve com letra maiúscula

 

Claudio Juchem  cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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RELAÇÃO FÉRTIL

 

Após o encontro entre a presidente Dilma e o vice Michel Temer, em razão da carta que o vice enviou à presidente, falou-se que o relacionamento entre os dois passaria a ser “mais fértil”. Agora sabe-se que o relacionamento incluiu até beijinhos (que fertilidade, hein) em público, segundo assessores próximos. Teatrinho político para passar uma imagem de harmonia e alinhamento que não é verdadeira, numa relação já desgastada pela desconfiança. Mas tem gente que acredita.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INCAPACIDADE LEGISLATIVA

 

Os inúmeros vexames praticados pelos nobres senadores e deputados dentro do Congresso Nacional em 2015 são o verdadeiro atestado de incapacidade legislativa desta equipe. Os interesses pessoais e partidários foram colocados acima dos interesses do povo brasileiro, que os elegeu, na esperança de terem representantes dignos e honrados. Infelizmente, não vimos os parlamentares agindo de forma transparente e honesta nas importantes decisões nas duas Casas. Os farsantes que ali fingem trabalhar continuam utilizando o voto secreto e brincando como pirralhos imaturos nos momentos mais críticos das decisões nacionais.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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EDUARDO CUNHA

 

A história há de avaliar o quão danoso à sociedade foi este período de Eduardo Cunha como parlamentar e como presidente da Câmara dos Deputados. As pautas retrógradas que causaram passos atrás nas conquistas sociais e equilíbrios de nossas diferenças serão difíceis de serem revertidas. Além disso, o incômodo para quem conquistou a democracia a duras penas é assistir a movimentos políticos pautados exclusivamente no interesse pessoal de ocultar seus próprios crimes, e não para aprimorar a governabilidade do País. Muitos compraram esse produto de marketing sem cláusula de devolução que não seja sua cassação. 

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

 

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CUNHA NÃO DESISTE

 

Prossegue indócil e sanguinária a campanha contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que retruca o mar de sandices com argumentos e serenidade. O presidente da Câmara federal não perde de vista os ensinamentos de Confúcio, filósofo chinês: “O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente”.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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INFINITO ENQUANTO DURE...

 

O deputado Eduardo Cunha simboliza bem o político brasileiro. Se há polêmica ou malfeito, já tem justificativa pronta, uma equipe para defendê-lo e as brechas certas na Constituição para serem usadas a seu favor. Junte-se a isso manobras no colegiado, trâmites processuais intermináveis e a fala mansa de um exímio manipulador. Parece receita de bolo (ou bobo), mas é, na verdade, um passaporte para a eternidade.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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SEVERINO COM CONHECIMENTO

 

Parece que a sociedade, as redes sociais e a mídia determinaram que Eduardo Cunha é a razão de todos os males do País. Os petistas concordam, claro! Convenhamos que o PT controla o governo federal há 13 anos, pondo em prática, no nível federal, o que já executava nos níveis estadual e municipal, nem sempre com total sucesso, vide o caso Celso Daniel. Agora, convenhamos, Eduardo Cunha não passa de um Severino Cavalcanti que conhece o regimento interno da Casa que comanda, uma vez que os recursos por ele amealhados não passam de troco diante do que o PT e seus aliados roubaram e deixaram roubar, para lembrar uma frase muito do gosto do capitão do time de Lula.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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RELAÇÕES PROFÍCUAS

 

Eduardo Cunha se mantém na presidência da Câmara dos Deputados, em que pesem as constatações de que mentiu, por manter “relações profícuas” com a bancada. Renan Calheiros é presidente do Senado, apesar de constatações de práticas indevidas, por manter “relações profícuas” com seus pares. Ante tal constatação, a presidente Dilma viu ser possível manter-se no cargo estabelecendo “relações profícuas” com o vice-presidente e quem mais possa arregimentar com o peso de sua caneta. Com 70% de desaprovação popular, veremos as próximas manifestações de rua determinando quão profícuos são de fato.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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EX-LÍDER DO PMDB

 

E Leonardo Picciani, hein? Com seu rostinho de bebê chorão, achando que ia passar a perna em todo o mundo, negando Eduardo Cunha, traindo o PMDB e passando-se para Dilma Rousseff, deu-se mal e vai voltar com cara de choro para o berçário de onde saiu, prematuramente: o baixo clero.

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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TROCA DE PARTIDO

 

O fedelho Picciani deveria mudar de partido e se filiar ao PT de uma vez por todas, já que é indicação de Dilma Rousseff.

 

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

 

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BASTA

 

Diante de tudo o que estamos vendo ocorrer nos mais altos escalões da nossa República, o brasileiro tem mesmo é de se envergonhar, e pelo Congresso Nacional só pode sentir desprezo. Será que das nossas lideranças política e judicial não veremos surgir um nome sequer que seja capaz de botar um basta em tudo isto?

 

Egberto Lemos Meirelles egbertomeirelles@uol.com.br

Tupã

 

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O MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS

 

Carl Sagan, notável astrônomo americano, escreveu o livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, que nos fala sobre os “demônios” que aterrorizam a humanidade. Nós, no Brasil, temos vários demônios que nos aterrorizam diuturnamente e, surpreendentemente, alguns até têm espaço nas páginas democráticas de “O Estado”. Refiro-me ao sr. Ciro Gomes, que concedeu uma entrevista patética ao jornal, publicada no dia 12/12, na página A10, “Política”. É incrível como este senhor tem a coragem de defender os governos mais corruptos da história deste país, que começaram em 2003, com o mestre do “não sei de nada”, e, tenho grande esperança, não se estenderá até o final de 2018, pois a população brasileira não aguentará mais três anos de corrupção e incompetência. Embora seja paulista, o sr. Ciro e toda a família Gomes fazem política no Estado do Ceará há muito tempo, Estado que, se tivesse sido tão brilhantemente administrado pelo clã Gomes, deveria ostentar um índice de Desenvolvimento Humano (IDH) admirável, parecido com o dos países nórdicos. Entretanto, Fortaleza, a capital do Estado, estava no 467.º lugar entre os cerca de 5.500 municípios brasileiros, de acordo com as últimas informações disponíveis.

 

Rubens S. Valneiros rvalneir@gmail.com

Barueri

 

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ROUPA SUJA

 

Já que o boquirroto Ciro Gomes resolveu surgir das cinzas em apoio à presidente Dilma, pela grave crise por que passa, que tal cobrar o Ministério Público Federal (MPF) como andam as investigações sobre o desvio de verbas feito por ele e Cid Gomes, seu irmão, no Ceará, denunciado pela revista “Veja”? Se é para lavar roupa suja, vale lavar em todo o Brasil. Corrupção mata sem necessidade de uma arma de fogo nas mãos. Basta uma caneta. Principalmente se for num Estado paupérrimo como o Ceará.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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NÃO É GOLPE

 

O ex-presidente Lula diz que o pedido de impeachment é “golpe”. Um dos autores deste pedido é o ilustre dr. Hélio Bicudo, ex-petista e um dos fundadores do PT. E o impeachment está previsto em nossa Constituição. Ele é golpista? O ex-presidente só fala asneiras, e sem conhecimento de causa. Até hoje, ele não respondeu às acusações do dr. Hélio Bicudo de que escondia as sujeiras debaixo do tapete, nem de José Dirceu, de que ele sabia de tudo o que ele fazia. O ex-“presidente dos pobres”, que sempre dizia com a cara de pau que não sabia de nada, ainda quer voltar a presidir o País. Vá cuidar das propriedades que não estão em seu nome, mas dos familiares. Antes, porém, pague pelos prejuízos causados ao País.

 

João Alcindo Mardegan joaoamardegan@gmail.com

São Paulo

 

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OPERAÇÃO ZELOTES

 

Lula, intimado pela Polícia Federal para depor na Operação Zelotes, depois de ter afirmado que sempre colaborou com a Justiça, certamente não interporá mandado de segurança para que possa permanecer calado no interrogatório a que será submetido. Também tal medida não seria necessária. Motivo? Elementar, meu caro Watson, diria Sherlock Holmes: com ou sem o tal mandado, Lula ficará calado, pois “não sabe de nada” e “mal conhece o tal de Luiz Cláudio”, pego com a mão na botija, ou, melhor, nos R$ 2,4 milhões recebidos do lobista Marcondes & Mautoni em pagamento de “relevantes” serviços prestados e que levaram o papai Lula a assinar as Medidas Provisórias 471/2009 e 512/2010, para beneficiar segmento da indústria automobilística. Por muito menos, após ser flagrado em gravação feita por Bernardo Cerveró, Lula referiu-se a Delcídio Amaral como “imbecil” e “idiota”. E agora, Lula? No seu entender, tais adjetivos extrapolam ao seu filhinho de peixe, que também peixe é? Os peixes morrerão pela boca.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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O DEPOIMENTO DE LULA

 

O cidadão cujo nome não se deve nominar foi convocado para depor no dia 17 de dezembro. Portanto, ele ainda tem um dia para decorar as respostas que seus advogados preparam para a sabatina. Tomara que para entrar na sala tenha detector de metais, assim pode-se identificar algum ponto no ouvido. Enquanto isso, o povo continua na mesma. Pobre povo brasileiro.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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NÃO TEM PREÇO

 

Ver o Produto Interno Bruto (PIB) desmontado é triste, a inflação já chegando a dois dígitos é inadmissível, o Brasil perder mais uma posição no ranking das maiores economias do mundo é desastroso, agora, ver a manchete do “Estadão” de que o até então inatingível “Lula é intimado a depor na PF” não tem preço!

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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VENDENDO MPs

 

Como afirmou o delegado Tuma Jr., Lula é dedo-duro desde os tempos em que ficou “alojado” no DOPS-SP. Agora confirmou a informação e dedura sua pupila Dilma Rousseff, dizendo que as medidas provisórias sob investigação da PF foram assinadas no governo Dilma – caráter e vergonha na cara ele não tem mesmo! Agride e ofende a todos, e não olha para si e seu comportamento nada altruístico. Talvez a MP vendida seja de FHC.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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EPIDEMIA POLÍTICA

 

Cientistas políticos pesquisaram ao longo de décadas agentes causadores de graves doenças no organismo brasileiro. Identificaram o mais virulento de todos: “Lula vírus”. Trata-se de agente causador de gravíssima epidemia, que leva à degradação moral, destruindo pensamento lúcido e noções de cidadania e responsabilidade social. Transmissão: por via oral, em ambientes poluídos pela mentira e pela sem-vergonhice. Vulneráveis: ignorantes, vagabundos e fracos de caráter. Prevenção: não dar ouvidos a falsidades e empulhações. Combate: aspersão de doses maciças de educação em todas as camadas sociais.

 

Paulo Eduardo Grimaldi  pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

 

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TEMPO DE CRISE

 

Se a indústria automobilística não fizer nada para reduzir seus preços para o consumo final no Brasil, a crise vai pegar e não restará outra alternativa a fechar as portas – e a mesma coisa poderá acontecer no ramo imobiliário, como foi nos EUA.

 

Antonio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A PETROBRÁS INVIÁVEL

 

Com o preço do barril de petróleo a US$ 25,00 em janeiro, o petróleo extraído pela Petrobrás, tipo pesado, vem misturado à agua e tem seu custo de extração beirando os US$ 100,00 o barril. É inviável tentar aumentar a produção. O lógico seria comprar o produto no mercado externo, forçando uma alta dos preços, aguardar a subida da cotação e produzir no momento certo. Ou vão dizer que somos autossuficientes? Não tentem nos enganar novamente. Aproveitando a oportunidade, qual é o valor da dívida externa, aquela que Lula pagou aumentando a dívida interna?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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JINGLE BELL

 

A crise que as “pedaladas” de Dilma Rousseff causaram atingiu até as crianças: a Avenida Paulista este ano não tem decoração de Natal.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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OBRA

 

Após o impeachment, Dilma Rousseff estará desempregada e vai fazer uma parceria com Guido Mantega. Os dois lançarão um livro intitulado “Como arrasar a economia de um país em apenas 5 anos”. Com certeza, essa obra vai ser recordista em vendas.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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CHINA QUER USINA DE CARVÃO NO BRASIL

 

Depois de a cidade de Pequim, na China, pela primeira vez emitir alerta vermelho por causa da poluição, resultado das emissões de material particulado, principalmente das usinas de carvão e energia; depois de 195 países aprovarem dia 12 de dezembro de 2015 um acordo em Paris para a luta contra o aquecimento global, para tentar zerar a emissão de gases de efeito estufa; depois de duas grandes empresas chinesas, junto com o empresário Silvio Marques Dias Neto, que já presidiu a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Grande do Sul e que já foi prefeito de Pedras Altas, quererem construir usinas térmicas movidas a carvão no mesmo município onde ele foi prefeito; gostaria de saber do Ibama o que levará a conceder a licença prévia ambiental para a realização do projeto.

 

Marcelo Nogueira Liborio mnliborio2@gmail.com

Piracicaba

 

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IDH BRASILEIRO

 

Dados da ONU colocam o Brasil em 75.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2015. Caímos uma posição e ficamos atrás do Sri Lanka. Países como Venezuela e México também estão à nossa frente. É um triste retrato da desigualdade social e econômica e da má distribuição de renda do País. Além da desigualdade – que faz o País perder 20 posições no ranking global –, corrupção, burocracia e violência são outros fatores que puxam o IDH do Brasil para baixo. Um país rico e continental como é o nosso jamais poderia ostentar um IDH tão decepcionante e abaixo da crítica.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

 

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NUNCA ANTES

 

Deve ser um pouquinho melhor a vida de quem mora na Noruega.

Nunca antes neste país o IDH foi tão bom como agora, diria um sábio líder petista que manipula o País há 13 anos.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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