Fórum dos leitores

(DES)GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2015 | 02h55

Dias piores virão

Como se não bastasse a agência de classificação de risco Moody’s ter mostrado o “cartão amarelo” ao pôr a nota de crédito do Brasil em perspectiva negativa no dia 9/12, agora foi a Fitch que nos deu – direto! – um cartão vermelho “pelo conjunto da obra”, como se diz em linguagem futebolística, retirando nossa nota de crédito e rebaixando o País ao “grau especulativo”. Assim, das três principais agências de rating, duas – Standard & Poor’s e Fitch – já torceram o nariz, tanto que ambas disseram que novos rebaixamentos provavelmente virão, o que, a se confirmar, encarecerá mais e mais o custo do dinheiro para o Brasil. A elas em breve se juntará a Moody’s – a do “cartão amarelo” – e assim, com um quase certo downgrade triplo, o Brasil, com o PT, retornará ao posto com que já estava familiarizado em tempos não muito espaçados. Motivos não faltam: credibilidade zero na política fiscal, escalada do déficit nominal, inflação em dois dígitos, recessão econômica, quadro político adverso, etc. Foi bom enquanto durou – entenda-se, enquanto o País era bafejado pelos bons ventos externos no rastro do boom internacional das commodities. E como desgraça pouca é bobagem, o Fed, o banco central norte-americano, por coincidência, acaba de dar início à puxada nos juros de Tio Sam, com a elevação de 0,25% vista na quarta-feira. Foi só a primeira alta, outras virão. Para o Brasil, dias piores igualmente virão.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Remando contra a maré

O rebaixamento do Brasil pela agência de risco Fitch foi o tiro de misericórdia no governo Dilma. O País não aguenta mais três anos com ela na Presidência. Apesar de dizer que vai resistir, no fundo ela sabe que já caiu.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

A história se repete

Dia desses, ouvi um radialista rememorando frase que teria sido dita pelo governador Orestes Quércia, a de que faria seu sucessor nem que tivesse de quebrar o Banespa. E quebrou mesmo. A presidente, se resistir até 2018, poderá dizer: “Quebrei o Brasil, mas não me destituíram do cargo”. Uma proeza de que poderá orgulhar-se até o fim da vida.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Aplausos

Se a presidenta tivesse caráter ético e atitudes corretas, vendo a precária situação em que pôs o Brasil, com péssimos dados econômicos, desemprego, desincentivo para empresas investirem, pedaladas, corrupção generalizada e impune e, conforme denúncias, uso de dinheiro da Petrobrás na reeleição, pediria demissão. Seria aplaudida.

MÁRIO A. DENTE

mdente28@gmail.com

São Paulo

IMPEACHMENT

O que diz a lei

Há um fato a respeito do impeachment ao qual, parece-me, não foi dado destaque pelo ministro Edson Fachin (STF), que, sem dúvida, defendeu sua plena validade. A Lei Federal 1.079, disciplinadora desse procedimento, data do ano de 1950. Como promulgada e sancionada vigorou até o ano 2000, quando, mantido o texto originário em sua integridade, foram feitos alguns acréscimos para adequá-la aos novos tempos. Aperfeiçoá-la, enfim. Em momento algum se pretendeu rever seu texto já posto ou se insurgiu contra esses termos sob a alegação de inconstitucionalidade. Portanto, ela vale tal qual posta em 1950 com os acréscimos de 2000. Ponto.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Passeata chapa-branca

Dilma e sua trupe devem estar radiantes: os 9% que apoiam seu desastrado governo foram às ruas na quarta-feira, com suas roupas e seus bonés vermelhos.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Todos

os brasileiros que estão a favor de Dilma foram à Avenida Paulista. Agora, adivinhe quem pagou as despesas dessa manifestação? Acertou!

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Quantos quilos de mortadela e quantos pãezinhos foram necessários para convocar esse monte de desocupados em dia útil e horário comercial para se manifestarem contra o impeachment della? Tudo bem, democracia é isso mesmo. Mas não dava para agendar para um sábado ou domingo? Preciso transitar e trabalhar para pagar os impostos que estão bancando os lanchinhos.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Que raio de trabalhadores são esses apoiadores da Dilma, que só fazem manifestação em dias úteis, atrapalhando quem tem de trabalhar de verdade e prejudicando ainda mais a nossa combalida economia?

EUNICE SUMI

ninisumi@gmail.com

São Paulo

O que realmente importa?

Ao compararmos as manifestações pró e anti-impeachment, é possível observar uma diferença gritante. Nos atos de quarta-feira não havia uma única Bandeira do Brasil, em toda aquela vermelhidão. É possível pontuarmos que o amor à pátria – e a tudo o que ela representa – é o que menos importa para essa gente. Triste esquerda. Apátrida e gananciosa pelo poder, apenas ele.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Os descontentes

Os manifestantes de domingo passado dão preferência ao impeachment. Os que preferem a prisão ficaram em casa.

EDGARD BELLOTTI

edbellotti@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Carlos Benedito Pereira da Silva, Lody Brais – Associação Cultural Brasil-Líbano, Margareth e Klaus Reider, Maria Berenice Dias, Maria Cecilia Parasmo, Markle Comunicação, Maxpress, Oficina do Texto, Penteado Mendonça e Char Advocacia, Pluricom, Prima Montessori, Projeto Avulsos Malacológicos (AM), Rabbit Partnership, Ralcoh, Revista Tenis, Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação, Shopping Pátio Higienópolis – Rodrigo Rissato, Carol Romanini e Maria José Arrojo, e Tendências Consultoria Integrada.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

REPÚBLICA BOLIVARIANA

 

A presidente Dilma Rousseff deve estar muito feliz, agora que o Brasil finalmente perdeu o grau de investimento. Como todo comunista, a presidente Dilma sempre odiou a riqueza e a prosperidade, sempre execrou abertamente o capitalismo. Não faltaram avisos do Ministério da Fazenda sobre a necessidade de mudanças, principalmente da manutenção do superávit primário, mas a presidente Dilma fez questão absoluta de fazer o que a sua cabeça e sua convicção comunista mandavam, e deu no que deu. Não acredito que uma única pessoa tenha causado mais prejuízos a uma nação em tempos de paz como a presidente Dilma. Sua gestão é absolutamente desastrosa e ruinosa para o País, tanto que logo não terá mais dinheiro nem crédito para nada. Finalmente, o Brasil entrou para o time das Repúblicas bolivarianas, a quinta divisão da economia mundial.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

BRASIL F.C.

 

Nosso país, segundo o ministro Joaquim Levy, está igual a time de futebol. Numa entrevista, Levy disse que temos de nos defender, pois as agências de risco têm considerado o Brasil como mau pagador, enquanto, em vez de trabalhar, em vez de a presidente, deputados e senadores aprovarem leis que fomentem a economia, ficam brigando por poder, com acusações, guerrinhas e picuinhas. E como nosso time tem um péssimo técnico, ficamos só na defesa e tomando gols, sem nenhuma criatividade no ataque. Assim iremos jogar na quinta divisão em breve. Mas o importante é que os dirigentes acumulam milhões e podem mudar para a Quinta Avenida, enquanto o povo morre de fome.

 

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

 

*

PERDA DE CREDIBILIDADE

 

Até hoje não se sabe com clareza a quem o ministro Levy representa. O que se sabe com certeza é que a cada dia que passa ele se apequena e perde credibilidade. Talvez seja este o objetivo oculto.

 

João Israel Neiva  neiva77@icloud.com

São Paulo

 

*

‘O PASTELÃO DO REBAIXAMENTO’

 

Editorial de excelente qualidade “O pastelão do rebaixamento” (17/12, A3), tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto na forma. Em 10 de dezembro, escrevi ao “Fórum dos Leitores” longo texto, “Promiscuidade entre bancos e governo”, e alertei sobre o rebaixamento da nota do Brasil pelas outras agências de risco que seguiriam a Standard & Poor’s. Falei de experiência e fui mal interpretado como jactância pessoal, ao insistir no conhecimento de causa a partir da experiência de 38 anos de atividade no mercado financeiro (26 anos como executivo do Bank of London & South America Ltd., depois Lloyds Bank, e mais 12 como consultor, ministrando mais de 450 cursos para diversos bancos no Brasil e no exterior). Em síntese, embora hoje muito mais pertinente, o artigo não foi publicado na Universidade de Manchester, como residente em 1983, tempos tristes do governo Sarney, participei de curso com capitulo especial sobre Country Cost, patrocinado pelo Lloyds (principal acionista da Bolsa). Um dos conferencistas falou abertamente de bribery (praticar/receber bribe), ou propina, porém, como bom inglês, sabendo que entre os ouvintes havia um latino-americano (from São Paulo, Brazil), foi polido, desculpando-se antes. Ao final, no coquetel, voltou a se desculpar, pois insistiu em repetir que o investidor, ao considerar projetos na América Latina, em particular no Brasil, incluía como custo país um mínimo de 10% por causa da propina. A atividade “banking” no exterior é vista com muita sobriedade. Critiquei a contratação de indicados de políticos para diretoria de bancos públicos, no passado, pelo presidente Lula, do senador Maguito Vilela a vice-presidente da Caixa, responsável pela Área de Crédito, e a exoneração do Sr. Fábio Cleto, indicado pelo deputado Eduardo Cunha como vice-presidente da Caixa. Vigente o adágio popular “raposa tomando conta do galinheiro”. Deu no que deu. Tudo o que escrevi na carta de 10/12 representa absoluta verdade. Como advogado e filho de advogado, é da formação provar o que falo ou escrevo. Na hipótese de dúvida, oportuno consultar o articulista Celso Ming, naquele tempo, ambos com 34 anos, costumava visitar-me no 2.º semestre de 1972, quando gerente de Câmbio do Bank of London, na 15 de Novembro, esquina com Quitanda (2.º andar).

 

Sérgio Brasil Gadelha sbgadvocacia@gmail.com

São Paulo

 

*

DA FESTA AO FUNDO DO POÇO

 

Será que Lula se lembra da festa em 2008, quando da conquista do grau de investimento, agora que estamos quase no fundo do poço? Lembram? “Nunca antes neste pais...” Não esqueçamos as palavras de Abraham Lincoln: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo, algumas por algum tempo, mas não consegue enganar  todas por todo tempo”.

 

Silvio Leis  silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

*

QUE BRASIL É ESTE?

 

O Brasil já foi colônia de Portugal; depois, virou Império; muito tempo depois, República; e, finalmente, virou uma zona...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

*

LULA E A CULPA DOS PORTUGUESES

 

Em entrevista na Espanha, o ex-presidente Lula, ao ser perguntado sobre a péssima educação pública no Brasil, nem ficou vermelho e largou a culpa para a colonização portuguesa, elogiando a espanhola na América Latina. Aposto que, se a pergunta tivesse sido feita em país lusitano, a resposta seria outra. Diria, ainda, que, desde o descobrimento do Brasil, a culpa foi de parentes de FHC. E assim Lula segue enterrando sua biografia, divulgada durante seus mandatos a preço de euro no exterior, quando na verdade a educação no Brasil, sob o governo do PT, só andou para trás. Assim como no Brasil Lula continua com sua verborragia, enterrando sua biografia mentirosa e fazendo aparecer a figura real.  A justiça tarda, mas não falha!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

BRAVATAS BILIONÁRIAS

 

Lula culpa Pedro Álvares Cabral por atraso na educação brasileira. É com estas bravatas que o doutor honoris causa de Garanhuns ganhou tanta grana com palestras, levando a família a ficar bilionária?

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

*

A EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

“Nossos colonizadores são os responsáveis pelo nível da educação no Brasil.” Por que Lula não cala a boca?

 

Mario Antonio Rossi mario_rossi@uol.com.br

São Paulo

 

*

VERGONHA

 

Até quando vamos passar vergonha por causa das ridículas declarações dadas por Lula durante suas andanças pelo mundo, custeadas com dinheiro público roubado pelas empreiteiras e parte repassada para esta excrescência chamada de Instituto Lula? Este semianalfabeto, um verdadeiro jerico na essência da palavra, acaba de declarar na Europa que a culpa pelos atrasos na educação brasileira é de Pedro Álvares Cabral e responsabiliza o período da colonização portuguesa, até 1822, pelos problemas do sistema educacional do Brasil. Lula deveria contratar alguém com um mínimo de conhecimento de história, pelo menos da história do Brasil, para escrever algo e que ele, o jerico, tente decorar para que no dia seguinte simplesmente leia, sem fugir do “script”, e não continue no embalo da pinga, vomitando tanto chorume. 

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

*

PIOR A EMENDA

 

O ex-presidente Lula pode até não ter nada a ver com os escândalos do petrolão ou talvez não seja atingido pelas investigações do Ministério Público Federal. Agora, com a denúncia de seu “compadre” José Carlos Bumlai, de duas uma: ou é muito inocente em não perceber nada de errado ou tem o péssimo hábito de se cercar de corruptos e corruptores.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

*

O DEPOIMENTO DE LULA

 

Lula prestará depoimento na Polícia Federal em segredo, provavelmente para não constranger “o cara”. Todos são iguais perante a lei, mas alguns são menos iguais.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

*

O JAPONÊS DA FEDERAL

 

Agora só falta aparecer a foto do japonês da Federal ao lado de Lula.

 

Rogerio Marcos Vitale rogerio.vitale@gmail.com

São Paulo

 

*

O RÉU JOSÉ CARLOS BUMLAI

 

Conforme noticiado, o pecuarista José Carlos Bumlai, “amigo do peito” do ex-presidente Lula, acabou virando réu após confessar que pegou empréstimo milionário de R$ 12 milhões para repassar ao Partido dos Trabalhadores (PT). Sempre é bom lembrar que, para o início do próximo ano, os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato entrarão com uma ação cível pública para o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 20 bilhões de propina – o PT é o mais favorecido –, recebidos por partidos políticos. Tomara que a Justiça dê continuidade a essa ação, porque ninguém aguenta mais a conhecida e cansativa justificativa do PT de que as doações foram dentro da legalidade e declaradas à Justiça Eleitoral. Ufa!

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

*

ESCLARECENDO DÚVIDAS

 

Sr. Bumlai, a despeito do grande (e oneroso...) prestígio dos seus advogados, soam, no mínimo, cínicas, além de eivadas de equívocos, suas declarações à Polícia Federal. Gente da sua laia e dos com quem o senhor convive não tem amigos; tem, para usar um termo suave, “interesses” (na verdade, relações de asseclas). Como pode o senhor, pecuarista e empresário, se afirmar amigo do ex-presidente que sempre criminalizou o agronegócio e o empresariado? E que amizade é (ou, a esta altura, era) esta que lhe concedia livre trânsito ao palácio presidencial? Era para aliviar as tensões do poder do amigo, falando de futebol, do tempo, de tutu de feijão? Eram essas amenidades? Difícil de acreditar. O senhor, como os seus citados circunstantes, acreditava piamente na absoluta impunidade conferida pelo “pudê”, que julgavam eterno: essa foi realmente uma grande bobagem, que o levou às “gentilezas para quem estava no poder”. Perpetradas por um empresário falido... Seus advogados precisam de mais elementos factuais e sabem que não é a totalidade dos brasileiros que é néscia e engolirá esse anzol para livrá-lo das grades. Por fim, gostaria, sr. Bumlai, de também esclarecer uma dúvida atroz: se o senhor usou indevidamente o nome do ex-presidente Lula para suas peripécias, ou se, na verdade, falava por ele. O Brasil todo está ansioso para saber. Fale tudo!

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

*

‘AS IDEIAS SIMPLES’

 

Por mais boa vontade que se tenha com os comentários de Luis Fernando Veríssimo sobre o governo Dilma e o PT, o de ontem (“As ideias simples”, 17/12, C8) é de doer. Dizer que a baixa popularidade da presidente é o motivo usado pelos apoiadores do impeachment me leva a pensar que ele não vive no Brasil e nem sequer se informa sobre o que ocorre aqui. Ou é um chiste, já que ele é muito bom nisso. A economia destroçada, a corrupção galopante (o.k., corrupção sempre existiu, mas nos últimos anos virou epidemia), desemprego, violência, falta de tudo o que o contribuinte deveria ter em troca de impostos escandalosos, as mentiras e enganações na campanha de 2014 e, claro, a burla à Lei de Responsabilidade Fiscal não são motivos suficientes? Sim, há juristas respeitáveis que não encontram razão jurídica para o impeachment, assim como juristas também respeitáveis demonstram que existem as tais razões. O PT está há 13 anos no poder e poderia, sim, ter melhorado este país, pois, ao contrário do que dizem, recebeu uma economia saneada e a transformou num caos, por incompetência, preguiça (trabalho só no nome do partido), ideologias idiotas e ultrapassadas e, claro, a ideia fixa de se perpetuar no poder. Concluindo, prefiro pensar que Veríssimo está fazendo piada, não consigo acreditar que uma pessoa como ele não enxergue o que está ocorrendo.

 

Auta Terezinha Garcia Cares auta.cares@gmail.com

São Paulo

 

*

SIMPLÓRIO

 

Encaminho comentário que não pude deixar de fazer ao ler a coluna “As ideias simples”, de Luis Fernando Veríssimo, no “Caderno 2” deste prestigioso jornal. A razão do comentário é o fato de que o colunista, de modo simplório, parece brincar com a inteligência dos leitores. Primeiro, porque nunca vi nenhuma crítica sobre política que atingisse a presidente ou seu antecessor, feita de modo responsável e direto. Ao contrário, nas entrelinhas, sempre procura justificar as atitudes de ambos. Depois, por mencionar que a defesa do afastamento significa “ideia simples fixa”, ou, ainda, uma “obsessão” daqueles que pensam como a grande maioria do povo brasileiro. Ora, não se trata de mera pesquisa de opinião, mas do fato, que tem repercussões jurídicas, de que a atual presidente participou ativamente e com poder decisório dos dois governos de seu antecessor, omitindo-se quanto à corrupção que ocorria ao seu lado. Além disso, no seu próprio governo, se “descuidou” da fiscalização quanto ao maior escândalo de corrupção do mundo ocidental. Refiro-me aos países nos quais a imprensa é livre, já que, quanto aos demais, que o colunista defende (Cuba e Venezuela), o regime não permite a exata divulgação dos fatos. Em qualquer país civilizado um governante, por muito menos, já teria deixado o cargo, por renúncia ou mecanismo legal. Assim, embora não seja, como se intitula ironicamente, “um perigoso bolchevique”, brinca com a inteligência alheia, ao colocar de modo tão simplório problema tão relevante, principalmente quando nos lembramos da sua outra faceta ao discorrer sobre a falecida “velhinha de Taubaté”.

 

Helio Lobo Junior hlobojr@uol.com.br

São Paulo

 

*

FALÁCIA

 

Luis Fernando Veríssimo, um (“perigoso”?) bolchevique, conforme se autodefine ironicamente, comete a falácia de afirmar que não há razão jurídica para depor a presidente Dilma. Outrossim, despreza  a vontade democrática e a soberania popular, ao desconsiderar o índice de aprovação lá embaixo. Sofisma com a declaração de Donald Trump, como se houvesse semelhança entre os fatos. Comete o mesmo ato falho de petistas ao alegar que  “os outros” são iguais (na sua afirmação, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com índices baixos, e Eduardo Cunha com seu processo no Conselho de Ética) para justificar as mazelas petistas. 

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

*

VERÍSSIMO

 

Depois que o filho de Érico Veríssimo virou a mão, ao arrepio da linha editorial do “Estadão”, que se sintoniza com a opinião das pessoas inteligentes e aculturadas, eu não leio nada do que ele escreve. Não adianta fazer “chamadas” na primeira página (como a do jornal de ontem), porque as pessoas que se aborreceram com ele (e devem ser muitas) não vão ler.

 

Luiz Alevato Pinto Grijó luiz.grijo@gmail.com

São Paulo

 

*

URGÊNCIA

 

Não me lembro de ter visto, nos recentes e abundantes comentários sobre a lamentável situação deste nosso triste país, a palavra urgência. Permito-me cumprimentar Bolívar Lamounier por seu artigo “Na rua ou em casa vendo TV, você decide”, publicado no sábado (12/12) no “Espaço Aberto” do “Estadão”, por, ainda que de passagem, abordar esse conceito crucial. Poucos se dão conta da extrema necessidade de nos livrarmos o quanto antes da “societas sceleris” que nos explora e desgoverna e da sua autista carranca de proa. Cada dia que passa nos custa anos (futuros) de sofrimento. Por qualquer via legítima e legal, livremo-nos o quanto antes deste câncer. Esta é a prioridade A. A prioridade B é um esforço de reconstrução do País que não permita um renascimento torto. Fatalmente, cairemos de novo na mesma vala, se não criarmos algumas salvaguardas indispensáveis: instituição do parlamentarismo em substituição ao regime presidencial que macaqueamos – e mal – dos americanos; voto facultativo; extinção do vergonhoso voto secreto no Congresso; e um efetivo ajuste fiscal, como pedra fundamental da regeneração econômica – que infelizmente será longa e penosa.

 

Jan Kerotoszynski jankroto@gmail.com 

Carapicuíba

 

*

MANIFESTAÇÕES CONTRA O IMPEACHMENT

 

Para um observador atento, os manifestantes que participam dos protestos a favor do governo Dilma e contra o impeachment da presidente, na quarta-feira, têm uma característica muito própria: com raríssimas exceções, parecem estar a serviço das ordens de um líder. Vestem-se e se comportam da mesma forma, falam as mesmas frases de efeito (decoradas), empunham as mesmas bandeiras e vêm e vão pelos mesmos caminhos, como horda de ovelhas. Parecem desconhecer o significado das palavras corrupção, banditismo, quadrilha, inflação galopante, desemprego, crime de responsabilidade. Parecem também ignorar que seu líder máximo mora num apartamento de luxo em São Bernardo do Campo e que sobre ele e sua família pesam graves suspeitas que podem levá-lo à prisão a qualquer momento. A pergunta que se faz é: será que as lideranças petistas têm interesse em proporcionar a estes quase robôs um nível de educação e informação que lhes possibilite o livre pensamento? Resposta: é óbvio que não. Pois, se isso acontecesse, seria o fim do PT.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

PELEGOS TRADICIONAIS

 

Um grande número de pelegos tradicionais (CUT, UNE, etc.) saiu às ruas na quarta-feira, “espontaneamente”, para defender a ainda presidente Dilma Rousseff. Espero que aproveitem o dinheiro que ganharam para pagar a conta de luz ou a passagem de ônibus para procurar emprego, uma vez que quem está disponível em dia útil é vagabundo, aposentado ou desempregado.

 

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

 

*

QUESTIONÁVEL

 

Essas manifestações pró-governo federal ocorridas na quarta-feira já são suspeitas pelo simples fato de haverem sido organizadas por um sindicato – a Central única dos Trabalhadores (CUT) – reconhecidamente ligado à ainda-presidente Dilma Rousseff, e que se encarregou de colocar nas ruas correligionários seus, de uniforme e tudo. Contudo, suas estimativas quanto à quantidade de participantes são ainda mais questionáveis, uma vez que ocorreram num dia útil, num horário em que as pessoas precisavam se movimentar pelas avenidas até mesmo para voltar para casa – o que poderia dar a entender que as pessoas que queriam meramente pegar um metrô ou entrar num prédio comercial nas localidades poderiam estar participando das passeatas. Uma coisa é fazer uma manifestação aos domingos, quando a grande maioria das pessoas pode optar em sair às ruas ou não. Outra coisa é o que foi visto, um sindicato organizado preencher as ruas com grupos interessados na permanência da ainda-presidente num horário em que a grande massa popular está trabalhando e não pode necessariamente escolher para onde vai ou deixa de ir.

 

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

 

*

‘CHEIRO DE POVO’

 

Os pelegos não representam o povo brasileiro.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

*

ATOS PRÓ-DILMA

 

Em razão do preço elevado do sanduíche de mortadela, desta vez os manifestantes certamente foram contemplados com pastel de vento estocado, conforme criatividade de sua “ídala”.

 

Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

 

*

É DIFÍCIL DE ENTENDER

 

Os últimos acontecimentos no Brasil desafiam explicações óbvias, se não vejamos: os trabalhadores são os maiores prejudicados pelo desastre causado pela “economista” Dilma Rousseff. Mesmo assim, a CUT e alguns trabalhadores (desempregados?) fizeram passeatas a favor da presidente. Em face da recusa de suas pedaladas fiscais, por duas vezes, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a presidente declarou recentemente que “jamais houve desvio nenhum” e “amo meu país e sou honesta”, mesmo que se trate do País que ela afundou. O ministro Joaquim Levy permaneceu no governo até agora, apesar das constantes críticas de Lula e do PT, e sabendo que as decisões do (des)governo são políticas, não técnicas, tomadas principalmente para salvar a presidente. A oposição se declara a favor do impeachment para salvar o Brasil, mas, com raras exceções, prefere que a sociedade (que a elegeu) faça a pressão nas ruas. São coisas tupiniquins mesmo!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

*

CREDIBILIDADE

 

Os movimentos pró-Dilma promovidos pelo PT para tentar ofuscar os que apoiam o impeachment são manifestações infantis e sem nenhuma credibilidade, visto que são funcionários públicos intimados a comparecer ao evento, além, é claro, de algumas centrais sindicais comandadas pelo partido. Eles representam os 9% dos que ainda acreditam neste governo ou têm algum interesse oculto. Por outro lado, os milhões de trabalhadores, a grande maioria apolítica, pedem a saída imediata da presidente e de sua organização criminosa. São famílias, desempregados, indignados e, principalmente, pessoas honestas. O Brasil precisa mudar, sob pena de “fechar as portas”. O povo é muito mais forte que os delinquentes que não querem deixar o poder.

 

Evaldo Ruiz eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

*

MANIFESTAÇÃO COMPULSÓRIA

 

O “sucesso” das manifestações de apoio a Dilma na quarta-feira foi a convocação (obrigação) de funcionários públicos a participarem dela. Eles dizem que o impeachment é golpe. E como eles chamam isso que fizeram na apuração dos votos na última eleição?

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

*

MOVIMENTOS DE CLASSES SOCIAIS

 

Observo que nestes movimentos pró-impedimento se nota muita gente de classes sociais privilegiadas. O que acontece, o povão está satisfeito com o governo ou são os burgueses que são contrários ao governo de esquerda?

 

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

 

*

VESTINDO VERMELHO

 

Preocupante: os militantes estão nas ruas contra o impeachment. Será possível que um sanduíche de mortadela e uns caraminguás possam comprar a dignidade de tantas pessoas que ainda vestem vermelho, em vez de verde e amarelo?

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

*

VERDE-AMARELO X VERMELHO

 

Cenas tristes presenciamos, por várias partes do País, na quarta-feira, contrastando com a beleza do verde e amarelo do último domingo. A de quarta representava o atraso e a alienação política, e a de domingo, a esperança, o amor à Pátria e o desejo de um Brasil próspero e livre da corrupção. Uns saíram às ruas, espontaneamente, por conta própria, num domingo, mas o outro foi pago com dinheiro do contribuinte, para defender os interesses de alguns sindicatos e movimentos ditos sociais, arregimentados pelo pelego-mor e aproveitador dos menos favorecidos. Mas, em breve, o Congresso ou a Justiça deverá decidir qual dos lados está com a razão, e, então, iremos retomar os rumos de um país mais justo e livre das amarras da corrupção e da política diversionista e retrógrada.

 

João M. Ventura Joaomv@terra.com.br

São Paulo

 

*

DOMINGO E QUARTA-FEIRA

 

Se é para comparar as manifestações a favor e contra o impeachment, vamos lá. As pessoas que trabalham e gastam do seu próprio bolso se manifestam no seu sagrado dia de folga e em locais adequados e fechados ao trânsito. Mesmo assim, o prefeito de São Paulo mandou multar os caminhões-palanque estacionados na Avenida Paulista. Os partidários de Dilma não trabalham ou faltam ao serviço, mamam em dinheiro público descontado de quem trabalha e fecham avenidas durante a semana e sem nenhuma penalidade. Agitadores profissionais não se manifestam em locais próprios e aos domingos, pois quase não se notaria. Pois é! Já passou da hora de a Polícia Federal investigar a circulação e o emprego de verbas públicas entre essas tais “organizações sociais”. Assim é moleza organizar manifestações. Ah! Um recadinho aos tucanos: não metam o bicão onde não são chamados, pois também receberam “ajudas eleitorais” das empreiteiras e ficaram caladinhos. O melhor caminho para uma limpeza eficiente seria a renúncia geral.

 

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br 

São Paulo

 

*

O PT NA PAULISTA

 

A manifestação do PT na Avenida Paulista, na quarta-feira, foi um sucesso total. Segundo os dados, conseguiram lotar as ciclovias.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

*

COMO É?

 

Esta foi “de costa acima”! Leio na matéria sobre as manifestações da CUT: “Segundo o ativista Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP), o comando da Polícia Militar estimou em 40 mil (manifestantes presentes)”. O jornal não mandou um repórter perguntar diretamente à Polícia Militar? Utilizou-se de informações de um “ativista” da manifestação? Valha-nos Nossa Senhora da Imprensa!

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

*

CONTADORES DE PASSEATAS

 

É sintomático o açodamento com que a mídia simpática ao lulopetismo contabiliza os participantes das passeatas antigoverno. O propósito, certamente, é emplacar a ideia, exaltada na primeira página dos jornais, de que estaria havendo diminuição nas hostes dos contrários à patifaria que tomou conta das nossas instituições, e alardear a presunção de aumento dos favoráveis. Nada mais falso, e eles sabem. Não bastassem os resultados mais do que claros das recentes pesquisas, há o fato de a parte esclarecida do País sentirem que já deu o seu recado e que o governo já era; não quer chutar cachorro morto. É bem verdade, sabemos, que há beneficiários de todo tipo desta casa da mãe joana em que se transformou o Brasil. Os petistas cuidaram com esmero de cevá-los. São ainda muitos, é verdade, os que, numa ponta, se contentam com a merreca que cai em sua conta de bolsista; bem como os que, na outra, mamam no BNDES, na Petrobrás, nos sindicatos, nos movimentos ditos sociais ou em outras tetas estatais. E há, ainda, a súcia envenenada ideologicamente com a crença de que um mago espertalhão, ungido por Deus, veio de Garanhuns para nos salvar. Gente que, se sai de casa, é de camisa vermelha; gente que, por amor a Lula, é capaz de exaltar tipos como Bumlais, Delcídios, Berzoinis, Vaccaris, Pizzolatos e Delúbios, chamando-os, vejam só, de “heróis do povo brasileiro”. Mas é induvidoso o fato de que, queira a mídia companheira ou não, é grande hoje o número dos desejosos de ver essa turma atrás das grades. E (por que não?) ver a “gerentona” de volta à sua lojinha de R$ 1,99.

 

Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

*

INCOMPLETO

 

Manifestantes: “Fora Cunha!”. Faltou o “viva Renan!”.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

LAVA JATO

 

Eduardo Cunha já está sendo vasculhado pela Polícia Federal. Resta saber quando os senhores Edison Lobão, Renan Calheiros e Fernando Collor, citados também na Lava Jato, serão devidamente “olhados” pela mesma PF. Não podemos acreditar que ocorrerão pesos e medidas diferentes para estes senhores envolvidos. Certo?

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

*

GUERRA

 

Renan Calheiros perdeu a batalha dias atrás, quando os senadores optaram pelo voto aberto. Delcídio do Amaral perdeu o apoio dos colegas. Eduardo Cunha perdeu o apoio do Partido dos Trabalhadores. Dilma perdeu o apoio de Cunha, assim como Lula. Os contribuintes brasileiros estão perdendo o dinheiro dos tributos arrecadados, a cada dia. Não há vencedor nessa guerra. O anseio de todos é que o conflito instalado no poder do nosso país termine o mais rápido possível. 

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

A VEZ DE RENAN

 

O ministro Teori Zavascki negou autorização para que a Polícia Federal fizesse buscas em documentos na casa do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que podem comprovam a sua ligação com os desvios de dinheiro da Petrobrás. As evidências do envolvimento do senador são bastante contundentes, mas parece que o ministro quer prolongar a paralisia do País. Primeiro, vamos resolver as falcatruas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); depois, as pedaladas e irresponsabilidades fiscais da presidente Dilma; e só então chegaremos às armações do presidente do Senado, Renan Calheiros. Enquanto isso, o País se afunda cada vez mais na recessão, no crescimento negativo e na escalada do desemprego.

 

Abel Pires Rodrigues  abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

*

SALVAÇÃO

 

O melhor para Renan Calheiros seria a filiação ao PT.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

*

BLINDAGEM OFICIAL

 

Causa surpresa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki não autorizar que a Polícia Federal cumpra mandado de busca e apreensão na residência do senador Renan Calheiros. Será que é por causa de ele ser o grande aliado de Dilma contra o impeachment? O STF é o guardião-mor da Constituição federal e jamais pode ir de encontro ao artigo 5, que afirma que todos são iguais  perante a lei.

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

COINCIDÊNCIAS DE JANOT

 

Será efeito do acaso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter pedido o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) justamente no dia do perecer do ministro do Supremo Luiz Edson Fachin – que desconsiderou todas as questões elencadas pelo PCdoB – e dos movimentos “sociais” pró-Dilma? Que fique claro que a saída de Cunha é mais do que essencial, até mesmo para desconstruir o caráter vingativo da aceitação do impeachment; no entanto, as ações de Janot regularmente convêm aos interesses do Planalto. E quanto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)? Será que o pedido de busca e apreensão destinado a ele teve a mesma base jurídica do de Cunha, ou o procurador induziu a reprovação no STF? No mínimo, são estranhas as convergências de interesses e ações entre Renan, Janot e Dilma. Que fique claro: o procurador-geral da República não tem procuração para atender aos interesses do presidente em exercício.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

*

PROFISSIONAIS

 

Presidente do Senado e vice-presidente da República, duelo de titãs. Esta é briga de “gente” grande. Não arriscaria um palpite, mas teremos feridos.

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

*

COMO UM PATO

 

Michel Temer caiu como um pato na última reunião que teve com a presidente Dilma: depois de jurar respeitar e não interferir no PMDB, dias depois veio como um trator contra o partido mandando a Polícia Federal investigar tudo e todos. Agora esperamos com ansiedade a resposta do vice-presidente.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br 

São Paulo

 

*

SOPRO DE ESPERANÇA

 

Com a votação que manteve preso Marcelo Odebrecht, por 4 votos a 1, fica a certeza de que Dilma Rousseff, mesmo cooptando mais um ministro para aliviar para os bandidos – Ribeiro Dantas –, não logrou tornar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em “Salvação da Turma do Jabaculê”. Já é hora de a incompetente Dilma se dar conta de que ainda há gente honesta neste país.

 

Luiz Lucas Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

 

*

SAPIÊNCIA DILMÊS

 

Dilma Rousseff vetou proposta do Legislativo que exigia visto de entrada no Brasil aos turistas durante os Jogos Olímpicos Rio-2016. Mais uma medida imprudente, leviana e perigosa, justamente agora, quando mais de 70 “ex-soldados” sírios foram “encontrados” como sendo cidadãos brasileiros, com registros obtidos por meio de falsas certidões de nascimento.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

A SUSPENSÃO DO WHATSAPP POR 48 HORAS

 

Triste país e triste Federação em que um juiz de 1.ª instância de um município do  interior tem poder para bloquear a utilização de um aplicativo internacional em todo o País. Isso seria impossível nos países realmente democráticos, onde só um tribunal federal tem jurisdição sobre o País inteiro. Enquanto distorções como esta não forem corrigidas, continuaremos sujeitos a decisões absurdas como esta e nossos cidadãos nunca gozarão plenamente a liberdade que deveriam ter num regime democrático. Somos todos obrigados a nos curvar a interesses paroquiais.

 

Carlos N. M. Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

*

WHATSAPP

 

Concordo que as solicitações da Justiça têm de ser obedecidas, porém, quando uma empresa é a autora do descumprimento, a punição deverá recair sobre a pessoa física responsável pela mesma. Acho totalmente injusta, se não com a empresa, ao menos com o usuário do serviço tal atitude.

 

Waldyr Sanchez waldyrsanchez@gmail.com

São Paulo

 

*

BLOQUEIOS

 

O juiz que determinou o bloqueio do aplicativo WhatsApp deve ter achado, no seu juízo, que foi a melhor pena. Qual seria a alternativa? Multa? Já vimos que no Brasil não funciona. Está provado que apenas 10% das multas aplicadas são pagas pelo infratores. O restante é discutido na Justiça. Agora, o que eu gostaria de saber é qual a dificuldade em bloquear os celulares dos presídios? Por que se bloqueia um aplicativo com tamanha facilidade e não se bloqueiam celulares nos presídios com a mesma facilidade? Alegam que é mais complexo, falam em tecnologia, colocar antena, etc. Mas, então, por que não se colocam as antenas? Por que não são punidos os que descumprem a determinação de bloquear celulares em presídios? Qual o interesse em manter este “status quo”?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

ULTRAPASSADOS

 

O pessoal da velha guarda, esses saudosistas ultrapassados, retrógrados e sem noção, do tipo que não usa celular  nem tablet e chama WhatsApp de zap-zap, afirma, com despeito, que nós, atualizados e moderninhos, perdemos a capacidade de nos comunicar verbalmente, que nossas relações interpessoais ficaram comprometidas com as novas formas de comunicação virtual e que  bastaram algumas horas sem o WhatsApp para ficar claro  como nos tornamos totalmente dependentes desse incrível, sensacional, extraordinário, insubstituível, revolucionário e maravilhoso meio de comunicação moderna. Não sabem o que dizem! Ihhh... o WhatApp voltou... tenho 227 mensagens para ler... dá licença!

 

João Manuel F. S. C. Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.