Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2015 | 02h55

Brasil, só resta sua gente

Acabou-se o Estado brasileiro. Dos três Poderes, confiávamos no Judiciário, salvação última sob a tempestade perfeita. Quarta-feira, um voto alentado, honesto e inesperado do ministro Edson Fachin reafirmava (no STF) a votação secreta para formação da comissão de impeachment na Câmara dos Deputados e o direito de candidaturas avulsas, independentemente de indicações dos líderes partidários. A tropa de choque do Planalto funcionou e restaram o relator e os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes massacrados pelos demais, conduzidos pelo ministro Barroso. Basta pôr em destaque duas de suas idiossincrasias jurídicas, seguidas pelos ilustres pares: eleição não é eleição, segundo o Dicionário Aurélio; e ao ler um dispositivo do Regimento Interno da Câmara, deixou de fazê-lo em relação à parte final, que infirmava sua tese. Um advogado com esse procedimento iria parar no Tribunal de Ética da OAB. Não só veremos fenecer brevemente o impeachment, perdemos o último dos Poderes da República em que o povo brasileiro podia confiar.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Supremo malabarismo

São ultrajantes os malabarismos dos ministros do Supremo para ignorar a Constituição e favorecer os donos do poder. A mais gritante e absurda das decisões é abrir a possibilidade de o Senado arquivar o processo de impeachment sem sequer julgá-lo. Não estudo Direito, mas sei ler o que reza o artigo 86 da Constituição: “Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”. Esse artigo é taxativo, claro, não dá margem a interpretação diversa: é óbvio que o Senado deve, obrigatoriamente, julgar o processo de impedimento da presidente da República! Trata-se de uma pirotecnia inacreditável, nunca antes vista: os juízes tiraram tal conclusão da cartola, tal rito simplesmente não existe e fere flagrantemente a Carta Magna! Somente os incautos não veem aí as digitais de Dilma e do PT, coagindo e aparelhando o STF para atingir sua prioridade máxima: gozar por mais três anos as benesses do poder, ferindo de morte as leis da República.

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

Trampolim

A maioria do STF decidiu que o Senado pode optar por arquivar processo de impeachment. Até então entendíamos que, admitida a acusação contra um presidente da República por dois terços da Câmara, segundo o artigo 86 da Constituição, instaurado estaria o julgamento perante o STF ou perante o Senado, a depender do tipo de crime, não cabendo arquivamento pelo Senado. Com essa decisão do STF, é de perguntar: qual é mesmo a função da Câmara dos Deputados nessa história toda? A de mero trampolim?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

O STF e o povo

Ao decidir que o Senado deve confirmar o acolhimento da denúncia feita pela Câmara e que esta deve proferir voto aberto, o STF esqueceu as funções das Casas Legislativas. Como o processo de impeachment é político, cabe à Casa do Povo apreciar e receber a denúncia, pois foi o povo que elegeu. E a comissão tem o direito de decidir em sigilo, sob pena de ficarem seus membros pressionados pela totalidade que vai votar. Ao Senado, representando os Estados, cabe julgar, sob pena de invadir o direito do povo, que por intermédio dos deputados aceitou a denúncia. Ouvir dos juízes do STF que a Câmara perdeu poderes é reconhecer que o povo está perdendo seus direitos. E ao invés de conferir uma interpretação da Constituição favorável ao eleitor, nossa Corte aumenta os poderes do Senado, contra o povo! Será preciso chamar os ingleses das Câmaras Alta e Baixa para ensinarem aos nossos juízes?

CARLOS JOSÉ MARCIÉRI

carlosjoseunb@gmail.com

Brasília

Pizzaria federal

Coisas estranhas acontecem no Brasil. A presidente da República reúne-se com o presidente do STF em Portugal. A presidente da República visita o presidente do STF no STF. A Procuradoria-Geral da República solicita ao STF permissão para investigar o presidente do Senado e o STF nega. Nesta quinta feira o STF permitiu ao Senado arquivar, se quiser, o pedido de impeachment. Como todos conhecem o perfil do presidente do Senado, podemos supor que nossa “presidenta” e seus comparsas terão um belíssimo e riquíssimo Natal, ao contrário de milhões de brasileiros, incluídos os que nela votaram. Viva o STF, a maior pizzaria do Brasil!

CESAR ARAUJO

cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

Confirmado

Quando um governo tem o controle da Suprema Corte do país, deixa de ser democrático e se confirma a ditadura. É o que acontece com a Venezuela e a Bolívia. Ontem tivemos a prova: infelizmente, o Brasil está no mesmo caminho. Agora, que Deus nos salve!

JULIO WALDER

julio.walder@gmail.com

Santos

Tudo nos conformes

Foi para isso que os ministros do STF foram escolhidos a dedo e empossados por Lulla e Dilma.

PAULO DE OLIVEIRA BARROS

dr.paulobarros25000@gmail.com

São Paulo

Momento Brasil

Além da bandalheira ditatorial populista do lulopetismo, o Brasil tornou-se um país vergonhosamente ridículo aos olhos do mundo.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de ABC Pneus, Acácio e equipe – Indenização, Adriano Luchiari e família, Alberto Braz, Ambev, Ana Bonita Moda Evangélica, Andrea Matarazzo (líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo), Angelo Piccardi e família, Antonio Misael Lustosa Pires, Assessoria Internacional, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Comercial de Ubatuba, Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil (APC), Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (Ateal), Beatriz Campos, Câmara Brasileira do Livro, Carci, Carlos Alberto Di Franco, Carlos Battesti e equipe – Convergência Comunicação Estratégica, Carlos Benedito Pereira da Silva, Carlos Vogt, CNDL e Colégio Bilac.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ENLOUQUECERAM?

 

Ficou todo mundo louco? O ministro Joaquim Levy chegou a afirmar ontem que ficava no governo, mas já havia se despedido? Parem o País, que eu quero descer.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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VERGONHA NA CARA

 

Será que uma lufada pequena de vergonha não passou perto da cara de Levy? Ele queria esperar pelo pé na bunda? Triste fim...

 

Maria Cecília Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

 

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A HISTÓRIA SE REPETE

 

Acho que, agora, a saída do ministro Joaquim Levy é para valer. Muitos dizem que não é sem tempo. Acredito que o episódio tende a nos remeter a outra demissão de ministro da Fazenda acontecida durante um dos governos militares, quando Mário Henrique Simonsen, um economista respeitado, exaurido com uma série de desgastes, deixou o seu posto. Na ocasião, chegaram a atribuir ao então ministro do Planejamento, ninguém menos que Delfim Netto – assíduo colaborador da ditadura –, responsabilidade pelos obstáculos (ou seria sabotagem?) na gestão de Simonsen e que, ao fim, o levaram a abandonar o cargo. Um sorvete para quem adivinhar o nome do sucessor do ministro demissionário: ninguém mais que o sempre disponível Delfim Netto e pronto a servir à causa. Agora, a história tende a se repetir. a ninguém é dado ignorar, como naquela época, que o ministro da Fazenda, um economista de formação liberal, foi confrontado em suas iniciativas pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, um petista de carteirinha e que em outros momentos já havia servido (como lá!) a outras administrações do PT. As derrotas do ministro Joaquim Levy foram se sucedendo – sempre com o voto de minerva da “presidente petista” em seu desfavor – e, em consequência, sua capacidade e credibilidade foram se esvaindo e acabou desmoralizado política e profissionalmente. Por isso, não há como acreditar que o “governo petista” tenha em mente outra opção se não aquela – idêntica à do governo militar – de nomear o “vilão” do ministro defenestrado. Pelo jeitão da situação, como lá atrás, o ministro disponível dificilmente conseguirá recolocar a economia nos trilhos. Logo depois, os militares foram desapeados do poder (sem glória) com a economia em frangalhos, desemprego altíssimo e a inflação sem controle – não é mesmo, Delfim Netto?

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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MANIPULADO

 

A manutenção do ministro Levy no governo era interessante, porque ele tem sido facilmente manipulado. Já estava na hora de ele perceber isso.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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JOGANDO CONTRA O BRASIL

 

A perda do grau de investimento do Brasil, anunciado pela agência de classificação de risco Fitch, é o tiro de misericórdia que faltava para afugentar investidores estrangeiros do País e piorar as perspectivas de recuperação da nossa economia.  Este é o legado vergonhoso de Dilma Rousseff, que, como presidente desta sofrida nação, atua mais como “predadora” das boas oportunidades ao nosso povo, inibindo perversamente o nosso desenvolvimento social e econômico. Ou seja, há cinco anos de poder, incapaz de administrar com dignidade e eficiência, só tem jogado contra, ou é inimiga legítima do Brasil – submetendo a nossa sociedade à humilhante condição de viver num país sem governo e sem moral perante a comunidade financeira internacional. Dilma mentiu para ser reeleita e fez o diabo para enganar seu eleitorado, enquanto o Brasil afundava. Desmoralizada, com as contas públicas apodrecidas pelas “pedaladas fiscais” que escondeu criminosamente embaixo do tapete da sua leviandade, a presidente foi capaz de não apoiar Joaquim Levy para exercer o importante e necessário ajuste fiscal. E o Brasil, abandonado pelo petismo, de Norte a Sul torce hoje para um célere impeachment da presidente. Caso contrário, nossa situação ficará mais caótica ainda.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O RITO DO IMPEACHMENT

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu ao Senado o poder de barrar o impeachment de Dilma Rousseff. Seria mais elegante deixar o rito do impeachment para o Legislativo, sem essa decisão. Observem a foto de primeira página do “Estadão” de 18/12 e o detalhe da pasta em mãos do ministro Luis Roberto Barroso: é vermelha. Será que do outro lado da pasta tem o logotipo do PT? “Fica Dilma”, di$$eram os mais de 15.007 sindicatos brasileiros nas recentes manifestações. É demais, não? Mas deixaram nas mãos do Senado, para Renan Calheiros (PMDB-AL), a decisão. Salvo algum engano, a decisão já está dada. Alguma dúvida? A decisão do STF, com todo o respeito, ficou mais para “m”, foi uma decisão “medíocre”, não foi não? Com tanto apoio dado ao PT e, mesmo a$$im, fizeram a “lambança” que está aí. Como não há outra alternativa, vamos continuar em pleno retroce$$o! Muito a contragosto... fica, Dilma!

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

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A LEGITIMIDADE DO IMPEACHMENT

 

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a votação deve ser aberta para a formação da comissão especial que analisará o impeachment no Congresso e que, em caso de autorização da Câmara dos Deputados, o Senado Federal votará sobre a instalação do processo de impeachment antes de afastar a chefe do Executivo federal. Em caso de empate, o presidente do Senado votará para arquivar ou prosseguir o julgamento da presidente da República sobre crime de responsabilidade. Diante da legitimidade das regras do jogo democrático, o governo federal não poderá mais acusar a oposição de golpe contra o mandato de Dilma Rousseff.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 

Campinas

 

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SUPREMA DESFEITA

 

Suprema desfeita a do STF. Bela encenação. Dois ministros petistas mais notórios votaram contra o Kremlin do Planalto, dando-nos a esperança de que o processo do impeachment iria adiante. Mas os ministros meio-tom, tipo gato escondido com o rabo de fora, foram implacáveis na ajuda ao Palácio do Planalto. Muito significativa a atitude do ministro Gilmar Mendes após o seu emocionado voto. Nesta altura, com os votos dos ministros em débito com o Planalto, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Luis Roberto Barroso, faltando ainda o mercurial Maro Aurélio Melo, o comprometido “jurista petista” Lewadowski e o equilibrista Celso de Mello, o destino estava traçado em favor de uma ajuda a dona Dilma e abastardamento da Suprema Corte. Levantou-se o ministro Gilmar Mendes e, inopinadamente, declarou: “Vou-me embora, vou viajar”. Sem nem sequer um olhar, Lewandowski, com expressão em que se misturavam raiva contida e um ar de “já vai tarde”, rosnou um “boa viagem” cheio de maus augúrios. Assim se vão escrevendo algumas das páginas mais indignas da história recente do País. Afinal, quem são os Catilinas?

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

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REVOLUÇÃO NA LEI DO IMPEACHMENT

 

Palmas para o STF! Foi um dos mais monumentais teatros armados naquela sala do saber jurídico. Enquanto o ministro Edson Fachin e Dias Toffoli, cujas figuras fizeram parte das passeatas como inimigos do povo, foram a favor do impeachment como manda a Constituição, o resto falou difícil, com argumentos frouxos, pisotearam a Constituição e jogaram para o Senado a decisão sobre o impeachment, porque sabem que lá Renan Calheiros está a postos para cabecear o bolão a favor da “presidenta gerenta incompetenta” Dilma. Incrível que em 13 anos em que Renan está na berlinda, pesando sobre ele inúmeras irregularidades, continua dando as cartas como rei. Será que ele pensa que, neutralizando Michel Temer, Eduardo Cunha saindo da Câmara, ele subiria ao poder? O que nos custará este teatro do STF só Deus sabe.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ÀS RUAS

 

A decisão do STF vai pôr o povo nas ruas.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

 

Que decepção, que injustiça, que tristeza!

 

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

 

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TABELINHA

 

Mais uma vez, os ministros do STF fizeram tabelinha para que o impedimento da presidente Dilma seguisse para o Senado acatar ou arquivar o processo. O povo brasileiro está cansado de blá, blá, blá.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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O QUE SIGNIFICA?

 

Pergunto: é sinônimo de erudição a falta de capacidade de síntese dos ministros do STF?

 

Sergio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

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STF LULOPETISTA

 

STF derruba comissão da oposição e dá poderes ao Senado, que está nas mãos de um presidente questionável, Renan Calheiros, que até agora não teve sua vida mandada ser investigada por este mesmo tribunal lulista. Por qual motivo? Estamos em face de mais um ato pró-Dilma por parte da maioria deste STF tão questionável e venal ao lulopetismo? Com a palavra, quem votou em favor das regras pró-Senado.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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IRREVERSÍVEL

 

Após o julgamento do processo de impedimento da presidente da República pelo Supremo Tribunal Federal e a soltura de presos na Operação Lava Jato, só resta: 1) paciente: República Federativa do Brasil; 2) situação: coma irreversível; 3) diagnóstico: falência múltipla de órgãos – Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

Antonio José Migliorini ajmigliorini@gmail.com

Piracicaba

 

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JANOT X FACHIN

 

Enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “procura” agradar ao governo em sucessivos agradecimentos por sua recondução, o ministro Edson Fachin, de quem muitos duvidavam, deu uma cabal demonstração de independência ao colocar seu saber jurídico acima de eventuais simpatias ideológicas.

 

Jose E. Bandeira de Mello  josedumello@gmail.com

São Paulo

 

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O VOTO DE FACHIN

 

O maior erro do voto de Luiz Fachin foi engessar a Câmara e o Senado, exigindo fundamentação legal para justificar um processo político. Existem situações não descritas na lei que impedem a continuidade do governo, seja em razão de natureza pessoal ou a falta de sustentação política. Deixe a Lei 1.079/50 como está, não se mete nisso, STF!

 

Carlos José Marciéri carlosjoseunb@gmail.com

Brasília

 

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SENTENÇA DE MORTE PARA RENAN

 

STF dá ao Senado o poder de barrar o processo de impeachment da presidente Dilma. Se houvesse oposição, seria a hora de derrubar o suspeitíssimo Renan Calheiros da presidência do Senado; como não existe oposição, Renan e Dilma podem relaxar e gozar, a impunidade está garantida.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ALIANÇAS

 

A aproximação Dilma-Renan tem um cupido: Rodrigo Janot.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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METÁFORA MACABRA

 

Latrina de costumes execráveis, hábitos e papéis de mau odor, a capital federal do Brasil vive status de alfaiataria produtora de saias-justas. Vexames. As mansões dos chefões do poder ou os apartamentos funcionais dos acólitos com mandato parlamentar tornaram-se coios ou abrigo de malfeitores, onde a Polícia Federal busca, acha e leva provas de crimes.  Bandidagem padrão vip: ministros, deputados federais, senadores, exceto Renan Calheiros, estranhamente blindado no pêndulo entre a Procuradoria-Geral da República e o juiz relator da Lava Jato no STF. A baba moralista de Renan nauseia sapo. No Brasil de Brasília, dois foras da lei podem presidir o poder que faz as leis. Há alguns dias, ao fustigar Michel Temer, Renan provocou: o dr. Ulysses Guimarães está agitado no túmulo. Metáfora macabra: dr. Ulysses repousa no fundo do mar e, se vivo estvesse, dificilmente bancaria na presidência do Senado alguém com o prontuário do senador do laranjal das Alagoas.

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

 

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DEGRADAÇÃO MORAL

 

Em vez de sentir orgulho de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL) pelos cargos que ocupam, um como presidente da Câmara Federal e outro como presidente do Senado, nos domina um sentimento de indignação e de repulsa pelo fato de, até o momento, estarem em pleno exercício de seus mandatos. Até quando?

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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NÓ EM PINGO D’ÁGUA

 

A persistência de Eduardo Cunha em se manter no cargo nos remete ao filme estrelado por Leonardo di Caprio “Prenda-me se for capaz”. O “cara” não é fácil. Dá nó em pingo d’água!

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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O VAIVÉM DO PMDB

 

O deputado Leonardo Picciani, com a “ajuda” de chantagens feitas do Palácio do Planalto sobre vários deputados, retomou à liderança do PMDB na Câmara Federal, de onde havia sido alijado por meio de manobras lideradas por Michel Temer, transformando os embates políticos dentro do partido em verdadeira dança do caranguejo. O vice-presidente da República, também presidente nacional do PMDB, tem a obrigação de pôr ordem na casa, pois foi criticado abertamente por outro líder do partido, o senador Renan Calheiros, e, se não o fizer o mais rápido possível, corre o risco de ficar completamente desmoralizado – e para isso tem de providenciar urgentemente a Convenção Nacional do Partido e tirar o PMDB definitivamente da esfera de influência do Palácio do Planalto. Para isso, V.Exa. tem de sair da moita.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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PARA 2016

 

Ficou tudo para 2016... depois do carnaval, claro. Digamos que saia Cunha e Dilma permaneça. Qual o benefício para o Brasil? Esta senhora já provou sua incompetência, só vamos protelar e piorar o atual estado de coisas. Deveremos isso ao “Barrosão” e ao Picciani. Mas o garotão vai ganhar o dele nas próximas eleições. Ah, se vai! E Barroso terá a sua proeminência no caso anotado na sua biografia (não autorizada).

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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TROCA DE PARTIDO

 

Sugiro a Renan Calheiros que mude de partido. Vá para o PT ou algum de seus satélites. Identifica-se perfeitamente com todos os atos praticados por aquele partido. Vou citar apenas os atos de corrupção. Ficha suja de carreira, passado imundo vida pessoal promíscua, tudo registrado pela mídia e em processos abertos na Justiça. E alerto Dilma Rousseff de que ele, para traí-la, não pensará duas vezes se encontrar espaço num possível governo Temer.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘ELE POR ELA, TANTO FAZ’

 

Ao articulista José Roberto de Toledo, analista de pesquisas do jornal “Estadão”, gostaria de dizer que é irrelevante qualquer tipo de pesquisa para saber a população considera o vice melhor, igual ou pior que a atual mandatária, pois existe um fato inconteste: se a presidente Dilma for afastada por crime de responsabilidade, o vice é quem deverá substituí-la, de acordo com a Constituição, goste o povo ou não do vice ou quem quer que venha a substituí-la. Mesmo assim, vale lembrar que 82% da população, segundo última pesquisa Ibope/CNI, desaprovam a maneira de Dilma governar, e 70% a querem fora do poder, o que não bate com a afirmação de que, para o povo, daria no mesmo um governo sob Dilma ou Temer, pois apenas 24% consideram Temer pior. Para outros 43%, ambos os governos seriam iguais, e para 23% Temer seria melhor. Ora, isso, segundo a pesquisa, está longe de significar trocar seis por meia dúzia. Mas, sem levar em conta pesquisas nesse sentido, vale o que manda a Constituição, que reza que o vice deva substituir o presidente afastado e, na impossibilidade deste, que seja outro o designado. Trata-se do império da lei, e não de comparações que não devem nem ser levadas em conta, diante da acusação dos crimes pelos quais está sendo acusada a presidente Dilma, ou seja, por crime de responsabilidade por danos gravíssimos causados à economia do País. Portanto, “ele por ela” de modo algum tanto faz.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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A INTIMAÇÃO DE LULA

 

O ex-presidente Lula deverá comparecer, com data a ser aprazada, à Polícia Federal em Brasília para depor e prestar esclarecimentos a respeito da compra de medidas provisórias (MPs) editadas nos governos dele e da presidente Dilma Rousseff. Lula tenta esquivar-se de responsabilidade quanto à edição das referidas MPs. Entretanto, os seus esclarecimentos são necessários, da mesma forma que os de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva e do ex-chefe de gabinete da Presidência Gilberto Carvalho. Assim se comprova que ninguém pode pairar acima das leis do País e que todos têm seus compromissos com a Justiça e com a legalidade.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

 

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O INFORMANTE

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki intimou Lula a prestar declarações na Polícia Federal na condição de informante. De que e sobre o que ficou faltando, embora saibamos que Lula, como nunca antes neste país, não sabe de nada – aliás, nem quando ele foi acusado de ser informante do Dops ele tomou a iniciativa de processar, como prometido, o delegado Tuma Júnior, que o acusou dos serviços prestados à instituição policial a troco do conforto pessoal, típico das chamadas esquerdas coniventes de ideologias convenientes.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS

 

Nunca antes na história deste país um ex-presidente do Brasil foi tão requisitado para prestar depoimentos em processos que investigam esquemas de corrupção e tráfico de influência, aqui e na França, como vem ocorrendo com Lula. Como bem disse Barack Obama, “elle é o cara”. FHC deve estar morrendo de inveja. E nós, brasileiros decentes, estamos morrendo de vergonha.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

 

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OPERAÇÃO ZELOTES

 

Lula agarradinho ao japonês bonzinho da Polícia Federal.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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PARA BOI DORMIR

 

O companheiro José Carlos Bumlai desconfia de que foi usado como testa de ferro para o PT embolsar R$ 12 milhões e, sem sombra de dúvida, conhecendo bem a probidade de Luiz Inácio Lula da Silva, nunca revelou este pecado para o amigo fraterno.

 

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br 

Rio de Janeiro

 

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TEMOR

 

Desconfio de que “eles” não temem Bumlai pelos milhões expropriados – é a linguagem dos terroristas brasileiros –, mas pelo que sabe do caso Celso Daniel. Nossos terroristas estão aterrorizados!

 

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

 

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LAVA JATO NA ANS?

 

Será que a Operação Lava Jato, que está chegando a lugares nunca dantes imaginados, não vai descobrir alguma coisa relacionada com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)? Será que aqueles notórios políticos que fizeram uma força imensa para indicar os membros dessa maldita agência, criada com o objetivo de proteger os interesses dos usuários do sistema de saúde suplementar, nunca levaram nenhuma vantagem para fazer com que a ANS sempre decidisse favoravelmente aos planos de saúde, permitindo reajustes inexplicáveis muito acima da inflação? Será que nunca rolou um depósito em conta no exterior ou uma entrega em dinheiro vivo para eles?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro

 

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ESCÂNDALOS EM SÉRIE

 

E seguem os escândalos em série, e cada vez aumentando em número. Agora, mais denúncias na Lava Jato envolvendo mais ainda o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assessores do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e outros. O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, em seu depoimento na delação, disse que os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho receberam propina. Aliás, gostaria de saber por que há uma preservação do senador Renan Calheiros? É flagrante a maneira como é poupado. O Fundo Postalis, dos Correios, também está sob investigação por fraude que pode chegar a R$ 180 milhões. Só o Postalis? Não há um fundo de Previdência de estatais que não tenha problemas, inclusive os estaduais. Podem estender as averiguações para os outros fundos das estatais. O vice da Câmara, substituto eventual do deputado Eduardo Cunha, responde a dois processos no STF. O ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) foi condenado a 20 anos de prisão pelo chamado “mensalão tucano”. E por aí vai. Afinal, que quadrilha colocamos no poder? E que meios legais temos para tirá-la de lá, salvo pelo voto de quatro em quatro anos? Nenhum, até porque eu não vislumbro ninguém no horizonte capaz de assumir este país e tirá-lo deste lamaçal.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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‘MENSALÃO TUCANO’

 

O “mensalão tucano”, comandado por Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-presidente do partido, foi, enfim, condenado em primeira instância, após 17 anos, pelos crimes cometidos na campanha de sua reeleição e de FHC em 1998. A ação ainda terá um longo trajeto até o Supremo, para que então vejamos este tucano enjaulado em definitivo. Os mesmos personagens e o mesmo “modus operandi” da Ação Penal 470, que já foi julgada e foram condenados e presos os envolvidos. Só para ilustrar, as empresas de Marcos Valério ficam no prédio de Ricardo Sergio de Oliveira, ex-diretor internacional do Banco Central, no governo de FHC, na rua dos inconfidentes em Belo Horizonte. O fato ocorrido em 2004, já transitou em julgado. Já o mensalão tucano, ocorrido em 1998, somente agora em 2015 obteve sentença em primeira instância. Mostra a diferença de tratamento: quando os envolvidos são do PT a Justiça é célere, quando são do PSDB, lenta, muito lenta. É o que se pratica no Brasil desde a Proclamação da República, “para os amigos os benefícios, para os adversários os rigores das leis”. O povo brasileiro está farto deste jeitinho, destas firulas, destes maneirismos para os poderosos.

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com 

Curitiba

 

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EDUARDO AZEREDO

 

Tenho grandes dúvidas se algum dia Eduardo Azeredo irá pagar pelo que fez, mas seria mais do que merecido. No seu governo em Minas Gerais, a saúde, a segurança e a educação estavam abandonadas (não que hoje estejam muito melhores). Os servidores públicos recebiam os salários atrasados. Em 1998, quando foi candidato à reeleição, prometeu que pagaria o 13.º dos servidores, mas, ao perder nas urnas, esqueceu sua promessa. Apesar disso, alguns dias antes de deixar o governo, pagou todas as dívidas do Estado com as empreiteiras, muitas delas colaboradoras de sua campanha. Em sua passagem pelo Senado, só para dar um exemplo, Azeredo gastava com verbas indenizatórias num único posto de combustível (Posto Mauritânia, em Belo Horizonte) valores que permitiriam que um veículo rodasse mais de 15 mil km/mês, além de várias outras despesas absolutamente inexplicáveis. Eu enviei pedido de esclarecimentos ao senador em 24/3/2011, mas, naturalmente, não fui respondido. Enfim, o passado desse político mostra bem o seu caráter.

 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)

 

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MULTA NA PASSEATA

 

Estou chocada com a prepotência do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), que mandou multar os carros de som usados na passeata de protesto do domingo 13 de dezembro, que ocuparam trechos da ciclovia. Já os carros de som da Central única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais petistas, que infernizam motoristas, obstruem faixas de ônibus e prejudicam acesso a hospitais, são recebidos – literalmente – com banda de música. O PT se acostumou a ver a coisa pública como algo a seu serviço. Que vergonha!

 

Maria Júlia Pacheco do Canto e Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo

 

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PROPAGANDA EM GUARULHOS

 

A Prefeitura de Guarulhos vem vinculando, por meio da Rede Globo, uma série constante de propaganda enganosa referente à nossa cidade – propaganda unicamente de cunho pessoal, para tentar melhorar imagem do então prefeito incompetente, Sebastião de Almeida (PT). É sabido que publicidade nenhuma vende produto ruim. Não seria mais viável reverter toda essa verba em benefício da própria cidade e de seus munícipes, considerando que a cidade está totalmente abandonada, desgovernada e sem nenhuma perspectiva de melhora?

 

Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

 

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A VITÓRIA BRASILEIRA NO SURF

 

Cumprimento o grande surfista Mineirinho pela conquista do Campeonato Mundial de Surf de 2015. Mineirinho e Gabriel Medina deram ao Brasil o inédito bi mundial de surf em 2014/2015, acabando com a hegemonia de norte-americanos e australianos e colocando o surf brasileiro como o melhor do mundo. Uma conquista sensacional e motivo de orgulho para todos nós, brasileiros.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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BRAZILIAN STORM

 

Barba, cabelo e bigode, ou seja, Tríplice Coroa, campeão mundial e Pipe Master. Parabéns, Brazilian Storm!

 

Hélio Boturão heliobot@uol.com.br

Rio de Janeiro

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